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Artigos

Walter Viterbo da Silva Neto
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Foto: Acervo pessoal

Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência

O desafio pode fazer bem. O risco está na pressão sem recuperação — e isso vale para qualquer pessoa que trabalhe sob grande exigência depois dos 80.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

lavagem de dinheiro

STF bloqueia até R$ 6 bi em bens de advogado ligado ao senador Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores mantidos em contas bancárias e empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL). Ele é investigado por suspeitas de envolvimento em crimes como desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas digitais.

 

Entre os ativos atingidos pela decisão do ministro Alexandre de Moraes está uma conta vinculada a uma empresa de Tomaz proprietária de uma bet sob investigação. Até meados de 2025, Flávio Bolsonaro figurava como associado “máster” da empresa, condição que lhe permitia movimentar recursos e realizar transações.

 

Segundo informações divulgadas pela revista Piauí, apenas o senador e o advogado tinham autorização para operar a conta naquele período. Além do bloqueio, Moraes determinou que bancos e instituições financeiras informem quem estava autorizado a movimentar os recursos, incluindo eventuais cotitulares das contas.

 

A medida busca esclarecer as operações financeiras relacionadas à empresa de apostas. A investigação teve origem no Rio Grande do Sul, a partir de suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de sites de apostas. O caso chegou ao STF após a menção a Flávio Bolsonaro, que possui foro por prerrogativa de função. Moraes foi sorteado como relator do processo.

 

Outro ponto considerado pelo Supremo é a saída de Willer Tomaz do Brasil, em 21 de agosto. Até o momento, não há registro de retorno do advogado ao país. Para a Corte, a ausência aumenta o risco de destruição de provas e de dados relevantes para a apuração.

Deolane Bezerra tem derrota na Justiça em tentativa de habeas e filha de influenciadora tem crise emocional
Foto: Instagram

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra teve uma derrota na Justiça na última quarta-feira (21) ao ter o pedido de análise de um novo habeas corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Presa desde maio deste ano por suposto envolvimento com o PCC, a ex-A Fazenda seguirá detida no Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

 

Para a Justiça, o pedido foi considerado “substitutivo do recurso cabível”. Deolane foi presa durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo, suspeita de integrar o núcleo financeiro de uma organização criminosa e de lavar dinheiro proveniente de atividades ilegais para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

A atualização do caso teve reflexos na família da influenciadora. De acordo com o portal LeoDias, a filha mais nova de Deolane, Valentina, de 10 anos, deu entrada em um hospital particular de São Paulo após uma crise emocional pela situação da mãe.

 

Por meio das redes sociais, Dayanne Bezerra, irmã de Deolane e tia de Valentina, compartilhou uma foto da garota em uma maca em um hospital e contou que a jovem está sob observação da equipe médica. “Meu Deus, que pesadelo. Como é possível uma criança ter que passar por tudo isso? Até quando, Deus?”.

 

O relato de uma suposta funcionária da família também viralizou nas redes sociais. No depoimento, a mulher afirma: "A Valentina teve uma crise de pânico. Uma criança de 10 anos, gente, com tudo o que está passando, com a mãe presa. [Ela] está no hospital com uma crise. Quebrou a casa toda! Gente, pelo amor de Deus, o que querem? O que querem fazer com a Deolane? E com essa criança? Gente, isso é demais, isso é demais!".

 

A defesa de Deolane afirma que não há provas que mantenham a necessidade da prisão preventiva da influenciadora e que eles irão recorrer da decisão. "Existem dois relatórios da OAB/SP apontando que a situação carcerária em que ela se encontra não é compatível com a prerrogativa prevista na Lei 8906/1994 e a defesa igualmente recorrerá da decisão".

PF pede a André Mendonça prorrogação do inquérito do caso Dark Horse por 90 dias
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação por mais 90 dias do inquérito que apura as fontes de financiamento do filme Dark Horse, obra cinematográfica baseada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Aberto em julho de 2026 a pedido da PF e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), o inquérito investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes relacionados aos recursos empregados no longa-metragem.

 

Segundo informações do portal G1, o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), figura formalmente como um dos investigados na apuração.

 

A controvérsia sobre a cinebiografia ganhou repercussão pública em maio de 2026, após a divulgação de diálogos entre Flávio Bolsonaro e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Após a veiculação de um áudio, o parlamentar confirmou ter procurado o ex-banqueiro para viabilizar a produção, mas declarou que o procedimento seguiu normas de financiamento privado e negou irregularidades.

 

Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment, declarou que Vorcaro respondeu por mais de 90% da verba do filme, cujo orçamento girava em torno de US$ 13 mi (aproximadamente R$ 65,7 mi na época). Flávio Bolsonaro admitiu a destinação de pouco mais de US$ 12 mi por parte de empresas associadas ao ex-banqueiro por meio de remessas ao exterior.

 

Atualmente, os investigadores da Polícia Federal analisam três eixos principais no caso:

  1. Os repasses de Vorcaro: a origem e o trâmite dos recursos obtidos a pedido de Flávio Bolsonaro;

  2. Transferências internacionais: a hipótese de que parte das verbas tenha financiado a permanência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Eduardo negou irregularidades, afirmando que aportou US$ 50 mil e recebeu reembolso sem transitar pelos fundos de Vorcaro;

  3. Uso de emendas parlamentares: o suposto direcionamento de verbas públicas à produtora do filme.

PF cumpre 46 mandados contra tráfico internacional de drogas e bloqueia R$187 milhões; imóvel na Bahia é retido 
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (14), a Operação Bifronte, para desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A ação cumpriu 46 mandados judiciais e bloqueio patrimonial de até R$ 187 milhões em bens e valores nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina e São Paulo. 

 

Ao todo, foram 23 ofícios de prisão, 20 de busca e apreensão e três de recolhimento domiciliar com monitoramento eletrônico. Também foram determinadas duas difusões vermelhas pela Interpol e a transferência de dois investigados para o sistema penitenciário federal.

 

As medidas incluem sequestro patrimonial até o limite de R$ 187 milhões, abrangendo 69 pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro imediato de 11 imóveis, incluindo patrimônios na Bahia, e de uma aeronave.

 

Segundo as investigações, o grupo atuava na aquisição de drogas provenientes da Bolívia e do Peru, no transporte e na distribuição em território nacional, além da movimentação de recursos e ocultação patrimonial.

 

Os investigados poderão responder, conforme suas respectivas participações, pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

 

A FICCO/MG é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Civil de Minas Gerais, pela Polícia Militar de Minas Gerais e pela Polícia Penal de Minas Gerais.

Presa desde maio, Deolane Bezerra escreve carta para mãe: "Por que tantas maldades?"
Foto: Instagram

Solange Bezerra, mãe da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, compartilhou com os seguidores uma carta escrita pela filha, que está presa desde maio após ser alvo da Operação Vernix, que investiga uma organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de uma suposta ligação financeira da ex-A Fazenda com o PCC.

 

No texto escrito à mão, Deolane fala sobre a saudade que sente da mãe e da família e o desejo de reencontrar os parentes.

 

"Sei que te vejo todas as semanas desde que estou aqui, mas confesso que quando a senhora vai embora eu sinto essa impotência enorme por ver a senhora sofrendo a cada cadeado que tranca", afirma.

 

A advogada também se demonstrou irritada com toda situação que enfrenta. Em junho deste ano, a irmã de Deolane chegou a afirmar que a blogueira estaria sendo mantida em condições sub-humanas.

 

"Que vida é essa? Por que tantas maldades? Sei que essas são as nossas perguntas para Papai do céu. Mas peço que a senhora não desanime, continue com a fé que sempre mostrou para as suas três meninas, as suas três filhas, seu legado."

 

Além de pedir para que a mãe não desista, a influenciadora relembrou do período delicado que a família viveu antes da fama e como tudo isso fortaleceu eles.

 

"Era aluguel atrasado, cozinha de bar alagada, a senhora pagando uma conta e segurando as mais novas, carrinhos pesados, madrugadas frias montando barraca, dentre muitas outras coisas. Mas nada nos matou. Cada vez mais ficamos fortes para enfrentar os obstáculos. Eu preciso, eu necessito muito que a senhora continue persistindo, lutando e mantendo a fé. Isso vai passar. O deserto não é lugar de morada e, sim, de passagem."

 

O último pedido de habeas corpus feito pela defesa da advogada aconteceu em agosto e foi negado.

 

Para a Justiça, a prisão preventiva é justificada pelo risco da influenciadora cometer os mesmos crimes pelos quais ela já é investigada. 

Governo federal investiga 48 contas de bets com saldo superior a R$ 500 mil
Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (2) que o governo federal e a Polícia Federal (PF) vão investigar 48 contas de bets que tinham mais de R$ 500 mil em saldo. Segundo ele, os valores destoam do padrão observado nas demais contas e podem indicar possível lavagem de dinheiro.

 

Durigan afirmou que as contas serão analisadas pelo governo e pela Polícia Federal (PF). “Não estou dizendo que todas são [lavagem de dinheiro], mas há uma movimentação que discrepa do grosso das contas que tinham recurso em apostas, e podem sim estar sujeitas a alguma investigação”, declarou.

 

Desde a proibição das casas de apostas e cassinos online, o governo determinou a retirada de aproximadamente 10 mil sites clandestinos do ar, segundo o ministro. O saldo mantido em casas de apostas legalizadas caiu de R$ 2,1 bilhões na semana passada para R$ 1,4 bilhão nesta sexta-feira.

 

Já as movimentações diárias, que chegavam a R$ 600 milhões, foram zeradas. Os apostadores têm até segunda-feira (5) para retirar os valores depositados. Após esse prazo, a devolução será realizada pelos bancos e, em último caso, pela Caixa Econômica Federal.

 

A proibição das casas de apostas esportivas e dos cassinos online foi determinada pelo governo federal na última sexta-feira (25), por meio de medida provisória. Empresas do setor recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a medida e retomar as autorizações e regras anteriores, alegando risco de migração dos usuários para plataformas clandestinas.

Advogado Willer Tomaz movimenta R$ 5 bi em apostas e registra prejuízo de R$ 163 mi
Foto: Divulgação

O advogado Willer Tomaz movimentou cifras bilionárias em apostas na plataforma Blaze ao longo de 2025. Segundo documentos apresentados em uma ação judicial, ele registrou R$ 4,8 bilhões em ganhos e R$ 4,963 bilhões em perdas em jogos de cassino, resultando em prejuízo líquido de R$ 163,2 milhões.

 

Segundo informações do Metrópoles, os números fazem parte de uma nova frente de investigação da Polícia Federal (PF), que apura a possibilidade de lavagem de dinheiro por meio de apostas. Tomaz foi alvo de buscas na operação que investiga suspeitas de fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do INSS.

 

Apesar de os valores de ganhos e perdas somarem cerca de R$ 10 bilhões em movimentações, os dados não significam que o advogado tenha depositado essa quantia na plataforma. O volume inclui valores recebidos em apostas e posteriormente utilizados em novas rodadas.

 

Na Justiça de São Paulo, Tomaz cobra R$ 20 milhões da Blaze. Ele afirma ter desenvolvido vício em jogos e acusa a plataforma de não adotar medidas para impedir que sua compulsão continuasse. O advogado negou a suspeita de lavagem de dinheiro e afirmou que todas as movimentações ocorreram em sua própria conta bancária, de maneira transparente e rastreável.

 

Segundo ele, não houve ocultação ou dissimulação da origem ou do destino dos recursos. Tomaz também declarou que os valores divulgados não correspondem à realidade e que, por se tratar de uma questão pessoal, não fará outros comentários sobre o caso.

 

O advogado ainda tem relação de amizade com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo reportagem da revista piauí, Tomaz era um dos proprietários do jato usado pelo parlamentar e sua família no retorno de uma viagem aos Estados Unidos em 2025.

Justiça do Rio concede habeas corpus e Oruam deixa de ser considerado foragido
Foto: Reprodução / Revista Dazed

O rapper Oruam deixou de ser considerado foragido pela Justiça nesta terça-feira (22). A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) concedeu habeas corpus ao rapper, revogando sua prisão preventiva. A decisão foi unânime e, com ela, Oruam, que estava foragido desde fevereiro, deixa de ser procurado, podendo responder à ação penal que investiga uma suposta lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho (CV) em liberdade. 

 

O colegiado acompanhou o voto do relator, o desembargador Marcius da Costa Ferreira, durante uma sessão virtual. A decisão judicial foi unânime e a resolução será publicada posteriormente. Mauro Davi dos Santos, conhecido artisticamente como Oruam, consta como réu, ao lado de seu pai, Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho CP, e outros investigados no processo que tramita na 1ª Vara Criminal Especializada da Capital. A ação tem origem em uma investigação conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que apura um suposto braço financeiro da facção voltado à reinserção de recursos ilícitos na economia formal. 

 

A concessão do habeas corpus e a revogação da prisão preventiva não encerram a ação penal nem significam que o rapper está absolvido. Oruam continuará sendo processado, porém responderá às acusações em liberdade durante o prosseguimento da investigação e do julgamento. 

 

A prisão preventiva do rapper foi decretada em fevereiro de 2026, por descumprimento reiterado das medidas cautelares impostas anteriormente pela Justiça, e desde então ele é considerado foragido. A decisão veio depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar um habeas corpus que o mantinha em liberdade. Oruam acumulou diversas violações relacionadas ao uso da tornozeleira eletrônica, como falhas recorrentes por deixar o equipamento descarregado, desligado ou inoperante. 

 

Com a expedição do mandado de prisão, a Polícia Civil (PC-SP) realizou buscas em endereços ligados ao cantor, porém ele não foi encontrado. Um segundo mandado de prisão em outro processo contribuiu para que ele continuasse na condição de procurado até a decisão desta terça-feira (22). 

 

O processo em que Oruam é réu trata de uma suposta organização voltada à ocultação e reinserção de recursos financeiros que teriam ligação com o Comando Vermelho. Segundo investigações da DRE, o grupo utilizou pessoas físicas e empresas para conseguir movimentar o dinheiro e para que os valores da facção criminosa aparentassem ser legais. Marcinho VP está entre os investigados e é apontado pelo Ministério Público como um dos integrantes da rede investigada.

 

Além da investigação por lavagem de dinheiro, Oruam responde a outros processos na Justiça do Rio de Janeiro. Uma das mais conhecidas envolve a operação realizada pela Polícia Civil (PC-SP) em sua casa, no Joá, Zona Oeste do Rio, em que agentes foram atacados com pedras durante o cumprimento dos mandados judiciais. O MP denunciou o cantor por tentativa de homicídio qualificado, com a justificativa de que uma pedra de quase 5 quilos teria sido jogada contra os policiais. Porém, em agosto deste ano, a Justiça entendeu que não havia elementos suficientes para dizer que foi o rapper quem teria lançado a pedra descrita, por isso, essa parte da ação foi transferida para uma vara criminal comum. O artista também está respondendo por acusações de ameaça, dano qualificado, resistência, desacato e lesão corporal.

PF investiga empresa de Alexandre Pires por lavagem de R$ 2,5 mi ligada ao garimpo Yanomami
Foto: Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (23), a segunda fase da Operação Disco de Ouro, que investiga a suspeita de que uma empresa do cantor Alexandre Pires tenha recebido R$ 2,5 milhões oriundos de um esquema de lavagem de dinheiro. A estimada é de quase US$ 50 milhões (cerca de R$ 257 milhões na cotação atual), estaria vinculada à exploração e ao garimpo ilegal de cassiterita na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

 

Ao todo, os agentes cumpriram 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores. Segundo nota oficial divulgada pela corporação, "as medidas visam à obtenção de provas, à interrupção das atividades ilícitas e à recuperação de ativos supostamente vinculados aos fatos investigados".

 

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, a organização criminosa atuava na ocultação de mais de US$ 48 milhões por meio de empresas brasileiras e estrangeiras. O grupo utilizava transferências internacionais, contas de terceiros, fracionamento de recursos em diferentes operações e uso de documentação falsa para conferir aparência de legalidade às movimentações financeiras.

 

A PF aponta ainda que o minério explorado ilegalmente na Terra Indígena Yanomami era declarado falsamente como originário de um garimpo regular localizado no rio Tapajós, em Itaituba (PA), sendo posteriormente transportado para Roraima para tratamento.

 

A Operação Disco de Ouro teve início em dezembro de 2023. Na ocasião, um inquérito indicou que Alexandre Pires teria recebido R$ 1 milhão de uma mineradora investigada.

 

Matheus Possebon, então empresário do artista, também foi alvo da nova fase deflagrada nesta quarta-feira. Ele chegou a ser preso preventivamente em 2023, ocasião em que negou qualquer envolvimento com o esquema. A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Possebon para manifestação.

 

Em nota, a defesa de Alexandre Pires negou a participação do cantor em qualquer prática ilícita e esclareceu que o vínculo entre o artista e Matheus Possebon esteve estritamente restrito à intermediação de vendas de shows.

 

"Não houve qualquer outra relação jurídica ou comercial entre Alexandre Pires e Matheus Possebon além daquela diretamente ligada à atividade artística do cantor", declarou a defesa. Os advogados ressaltaram que eventuais atos investigados pela Polícia Federal dizem respeito a condutas do empresário praticadas fora desse âmbito profissional, acrescentando que "o cantor segue com tranquilidade sua vida pessoal e profissional, confiante no esclarecimento dos fatos e certo de que a verdade será devidamente demonstrada".

Delegada da Polícia Civil da Bahia é afastada após ser alvo de operação contra corrupção
Foto: Divulgação

A delegada da Polícia Civil da Bahia (PC-BA) Ilma Leonor Magarão foi afastada por 90 dias após ser alvo de um mandado de busca e apreensão em uma investigação que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu no âmbito do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DARCO).

 

A investigação também resultou na prisão de três empresários ligados à Pejota Construções e Terraplanagem, em Salvador, na segunda-feira (31). A empresa atua em obras de infraestrutura pública e privada. Na quarta-feira (2), novos mandados foram cumpridos. Entre os alvos está o ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), Sérgio de Oliveira Silva, que teve a residência alvo de busca e apreensão.

 

A apuração investiga possíveis irregularidades em obras públicas realizadas na Bahia, incluindo projetos relacionados à construção de equipamentos destinados à segurança pública. Parte dos fatos investigados teria ocorrido há pelo menos dois anos. Segundo informações obtidas pelo Aratu On, Sérgio teria participado da coordenação da implantação de cerca de 200 a 300 delegacias no estado.

 

Na época, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) não teria estrutura técnica própria para acompanhar a demanda, e as obras ficaram sob a cooperação do então gestor. Uma servidora que teria atuado no programa de construção das unidades da SSP-BA também foi alvo da operação. Ela já havia sido presa e estaria utilizando tornozeleira eletrônica há cerca de dois anos por causa da mesma investigação.

 

Um policial civil também aparece entre os envolvidos na apuração. Conforme informações obtidas pela reportagem, o agente teria confessado participação no suposto esquema e relatado ter recebido pagamentos para tentar interferir nas investigações. Até o momento, não foram divulgados detalhes que esclareçam a eventual participação da delegada Ilma Leonor Magarão no esquema ou sua relação com os empresários presos. 

Dois empresários de Salvador são presos pela PF em operação contra fraude e lavagem de dinheiro; saiba quem são
Foto: Reprodução Alô Juca

Os mandados cumpridos pela Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (25), em Salvador, tiveram como alvo dois empresários. Eles teriam sido presos no âmbito da Operação Snooker 2, que investiga a atuação de organização criminosa envolvida em crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes relacionadas a operações de importação no Aeroporto Internacional de Fortaleza. 

 

Segundo informações preliminares, os empresários detidos na ação foram Hugo Mendonça Andrade Santos e Rodolfo Sérgio Martins Maia Filho. As ações da PF desta terça teriam ocorrido no edifício de luxo Porto Trapiche, às margens da Baía de Todos-Os-Santos e na região do Horto Florestal, um dos bairros mais nobres da capital baiana. 

 

A mesma ação apreendeu uma lancha de luxo, no dia 23 de julho, na Baía de Todos-os-Santos, em Salvador. O mandado de busca e apreensão ocorreu próximo a uma marina da capital baiana. A embarcação foi alvo após ser vinculada a investigados da Operação Snooker. 

 

De acordo com o Alô Juca, a embarcação seria pertencente ao empresário Rodolfo, que já tinha sido alvo da operação, na fase anterior. Além da capital baiana, por determinação da Justiça Federal, estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão na capital cearense e nas cidades de Caucaia (CE) e Eusébio (CE). 

 

Segundo a PF, a Justiça determinou providências patrimoniais destinadas a assegurar a efetividade da persecução penal, incluindo indisponibilidade de ativos financeiros, sequestro de imóveis, bloqueio de veículos e afastamento complementar de sigilo de dados bancários.

 

A PF explicou que a atual fase da investigação ocorre após novos elementos probatórios serem identificados em meio a deflagração da Operação Snooker, realizada em setembro de 2025.  As investigações apontaram a necessidade de adoção de medidas cautelares para interromper a suposta continuidade das atividades ilícitas, preservar a instrução criminal e aprofundar a coleta de provas sobre a participação de outros investigados.

 

A corporação ainda faz buscas relacionadas à atuação de profissionais vinculados ao setor de importação que operam no Aeroporto Internacional de Fortaleza e visa esclarecer movimentações financeiras supostamente utilizadas para ocultar e para dissimular recursos de origem ilícita. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação.

MP pede manutenção da prisão de Deolane Bezerra, detida há 3 meses por suposto envolvimento com PCC
Foto: Instagram

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), pediu à Justiça a manutenção da prisão preventiva da influenciadora e advogada Deolane Bezerra.

 

No documento enviado na última quinta-feira (20), os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) afirmam que permanecem os requisitos para a prisão preventiva, especialmente para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal. 

 

O pedido envolve os demais réus da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

A influenciadora foi detida preventivamente no dia 21 de maio, completando 3 meses de prisão nesta sexta-feira (21). No documento apresentado pelo Gaeco, é pontuado que Deolane seria "a principal integrante do núcleo financeiro", responsável por ocultar e dissimular recursos de origem ilícita por meio de contas bancárias vinculadas a ela e às suas empresas.

 

A ex-A Fazenda e advogada já teve um pedido de habeas corpus negado por unanimidade pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

 

Deolane também está com a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspensa desde a decretação de sua prisão.

Operação 'Véu de Areia' bloqueia R$ 49,6 mi e mira lavagem de dinheiro em cinco estados
Foto: Divulgação / Ascom PC-BA

A Polícia Civil da Bahia (PC-BA) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (20), a Operação Véu de Areia, que cumpre uma série de mandados judiciais contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de capitais. As ações ocorrem simultâneamente em Salvador e em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pará, para o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.

 

A força-tarefa ainda realiza o sequestro, bloqueio e indisponibilidade de bens e valores que totalizam R$ 49,6 milhões. Segundo as investigações do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), a organização criminosa possui uma estrutura com presença em alguns bairros de Salvador.

 

As apurações apontam a existência de um grupo organizado e permanente, com divisão de funções e conexões que ultrapassam os limites territoriais da Bahia. Os levantamentos identificaram vínculos pessoais e financeiros entre integrantes do grupo, além do uso de pessoas, empresas e contas bancárias para movimentar e ocultar recursos.

 

Além disso, a Polícia Civil (PC-BA) também encontrou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada, transferência de valores entre diferentes contas e rápida circulação do dinheiro, características que podem indicar a prática de lavagem de capitais.

 

As investigações apontam ainda que uma liderança do grupo, mesmo custodiada no sistema prisional, manteve influência sobre a organização, com indícios de articulação com integrantes e pessoas de confiança. A operação busca atingir simultaneamente as estruturas operacional, financeira e patrimonial da organização, interromper fluxos de recursos ilícitos e ampliar o conjunto probatório para a individualização das condutas e responsabilização dos envolvidos.

 

A Operação Véu de Areia é realizada no âmbito da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (RENORCRIM), com atuação integrada da Polícia Civil (PC-BA) da Bahia (PC-BA) (PC-BA) e das Polícias Civis de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pará.

 

A execução coordenada das medidas busca evitar a comunicação entre investigados, a destruição ou ocultação de provas, a evasão de alvos e eventuais movimentações patrimoniais destinadas a frustrar as determinações judiciais.

 

A operação conta com o apoio dos Departamentos Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC); Especializado de Investigações Criminais (DEIC); de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP); de Inteligência Policial (DIP); de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV); da Coordenação de Operações Especiais (CORE); e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP).

Justiça do Peru anula condenação de 15 anos de prisão do ex-presidente Ollanta Humala
Foto: Reprodução / Getty Images

 

Nesta quinta-feira (30), a Justiça do Peru anulou a condenação a 15 anos de prisão do ex-presidente Ollanta Humala por lavagem de dinheiro e pela acusação de receber contribuições ilegais da Odebrecht e do regime da Venezuela, segundo uma decisão divulgada, que permite à defesa iniciar o pedido de liberdade.

 

A condenação aconteceu em abril de 2025, com a sentença de 15 anos de prisão, após considerar o ex-presidente culpado de lavagem de dinheiro em um esquema de contribuições ilegais de Caracas e da empreiteira brasileira para suas campanhas de 2006 e 2011, respectivamente.

 

"Foi decidido declarar a nulidade de todo o processo penal movido contra Ollanta Moisés Humala Tasso", afirma a decisão do Tribunal Constitucional, datada de 15 de julho.

 

O tribunal julgou um habeas corpus, recurso que protege contra uma detenção ilegal, apresentado em janeiro pelos advogados de Humala. Na sentença, o Tribunal decidiu "declarar procedente a ação, ao considerar comprovada a violação dos princípios de legalidade e tipicidade, conexos ao direito à liberdade pessoal".

 

"Recebemos com bastante satisfação uma sentença que declarou procedente o habeas corpus e, consequentemente, determinou a nulidade de todo o processo", confirmou Wilfredo Pedraza, advogado do ex-presidente.

 

Pedraza indicou que, para obter a liberdade de Humala, apresentará a decisão da corte à turma judicial em que se encontra o recurso de apelação do caso. "Espero que esta turma possa analisá-la. Na verdade, precisa apenas cumprir o mandado e determinar a liberdade do senhor Humala", disse Pedraza à rádio RPP.

 

Humala está preso em uma unidade especial para ex-presidentes na zona leste de Lima.

 

Sua esposa foi acusada junto a ele, por supostamente ocultar o recebimento de US$ 3 milhões da Odebrecht durante a campanha de 2011 que levou Humala à Presidência, segundo declarações feitas pelo ex-presidente da empresa brasileira, Marcelo Odebrecht aos procuradores peruanos.

 

De acordo com a denúncia, em sua fracassada campanha de 2006, o casal também teria desviado quase US$ 200 mil enviados pelo então líder da Venezuela, Hugo Chávez, por meio de uma empresa daquele país.

 

A Odebrecht, cujo escândalo de propinas e corrupção afetou vários países da América Latina, reconheceu em 2016 que pagou dezenas de milhões de dólares em subornos e doações eleitorais ilegais no Peru desde o começo dos anos 2000.

 

Alejandro Toledo foi condenado em outubro de 2024 a mais de 20 anos de prisão por receber propinas milionárias em troca de obras em seu governo.

 

A esposa de Humala, Nadine Heredia, também foi condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro, mas, após tomar conhecimento da sentença, pediu asilo no Brasil, onde vive desde então.

Operação mira lavagem de R$ 100 milhões provenientes de facções no eixo Rio-São Paulo
Foto: Reprodução / Polícia Civil do Rio de Janeiro

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) realizam, nesta quarta-feira (15), uma operação para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro de facções criminosas do Rio de Janeiro e de São Paulo. 

 

Segundo a Polícia Civil fluminense, o esquema movimentou mais de 100 milhões provenientes da venda de drogas ilícitas pelo Terceiro Comando Puro (TCP), Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), entre 2021 e 2024.

 

A operação Hawala cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e na cidade de Foz de Iguaçu (PR). O MPRJ denunciou 22 pessoas à Justiça, que, por sua vez, expediu mandados de prisão contra dez delas.

 

Informações da Agência Brasil apontam que, até o início da manhã, oito pessoas tinham sido presas na operação, de acordo com a Polícia Civil.

 

A INVESTIGAÇÃO
A investigação começou a partir da descoberta do esquema de lavagem de dinheiro do grupo criminoso que controla a venda de drogas no Complexo de São Carlos, na região central do Rio de Janeiro, afiliado ao TCP.

 

Com o aprofundamento das investigações, os policiais descobriram que o esquema também era usado para lavar dinheiro de grupos criminosos ligados ao CV e ao PCC.

 

Empresas de fachada eram usadas em diferentes estados para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido ilegalmente através do tráfico de drogas, receptação qualificada e comércio de produtos falsificados.

 

De acordo com a denúncia, para inserir os recursos de origem ilícita no mercado financeiro, o esquema usava empresas recém criadas, depósitos fracionados, uso de laranjas, cooptação de contadores, além de outras manobras para ocultar a origem dos valores.

 

Foram analisadas centenas de transações bancárias e as atividades de diversas empresas ligadas aos denunciados, com movimentações muito acima da capacidade financeira dos investigados e das pessoas jurídicas envolvidas.

 

CONEXÃO INTERNACIONAL
A Polícia Civil investiga ainda se o esquema de lavagem de dinheiro era usado para financiar organizações internacionais consideradas terroristas. As investigações identificaram uma relação comercial entre um dos investigados e um homem sancionado pelo governo estadunidense por supostamente integrar a estrutura de financiamento da Al-Qaeda.

 

De acordo com a Polícia Civil, a investigação agora aprofundará a apuração sobre esse suposto vínculo entre o esquema de lavagem de dinheiro de facções criminosas brasileiras e o financiamento do terrorismo internacional.

Polícia Federal deflagra operação contra lavagem de dinheiro e prende secretária sancionada pelos EUA
Foto: Reprodução / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Exchange. O objetivo da ação é desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Entre os alvos da ofensiva está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, brasileira que foi alvo de sanções econômicas do governo dos Estados Unidos por ligação com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 10,4 bilhões em bens, valores e criptoativos dos investigados. Ao todo, foram expedidos 11 mandados de prisão temporária, dos quais sete foram cumpridos até o momento, e 13 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços.

 

O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como parceiro de Stella e também sancionado por Washington, é considerado foragido pela polícia. 

 

De acordo com as investigações da Polícia Federal, obtidas pelo jornal O Globo, os suspeitos utilizavam uma complexa rede financeira para ocultar a origem dos recursos. O fluxo incluía transferências ilícitas de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, transações bancárias de alto valor e repasses sucessivos entre diversas contas. 

 

Para tentar despistar as autoridades de controle, os investigados utilizavam codinomes. Shimada era identificado nas comunicações como "o Japa", enquanto Stella utilizava o apelido de "Lara Croft". Segundo o inquérito, Stella atuava como secretária e intermediária de Shimada, sendo responsável por organizar a coleta de grandes quantias de dinheiro vivo e fornecer suporte logístico.

 

Shimada, por sua vez, operava como o elo financeiro direto com traficantes de drogas. De acordo com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, Victor Shimada é sócio da empresa Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, no Brasil, e da Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, sediada em Portugal.

 

O governo americano o acusa de lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) de recursos ilícitos utilizando criptomoedas para transferir os valores de volta ao Brasil em benefício de uma rede de lavagem de dinheiro associada ao PCC na Flórida.

 

No Brasil, Shimada é investigado pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público por suspeita de participação em fraudes financeiras relacionadas ao caso VaideBet, que apura o desvio de recursos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas.

 

A denúncia aponta que a empresa de Shimada movimentou valores com a Wave Intermediações, firma que estaria ligada a operadores financeiros mencionados em delações sobre o crime organizado. A investigação brasileira, no entanto, não afirma de forma categórica que Shimada seja integrante do PCC, mas o descreve como parte de um fluxo financeiro que se conecta a pessoas investigadas.

 

Além dos crimes financeiros, Shimada responde a quatro processos na esfera comum por ameaça, violência doméstica, injúria e lesão corporal dolosa. Ele chegou a cumprir um breve período de prisão domiciliar em janeiro de 2025 devido a uma ação judicial envolvendo o Banco Votorantim (BV).

 

Em nota enviada pela defesa de Victor Shimada, o advogado Yuri Cruz declarou que ainda não teve acesso aos documentos oficiais que embasaram as sanções americanas ou a nova operação. No entanto, o defensor ressaltou que Shimada nega veementemente qualquer envolvimento com facções criminosas ou com a prática de lavagem de dinheiro, manifestando confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos pela Justiça.

 

Stella Stefanie, que atuava como secretária nas empresas e não possuía antecedentes criminais registrados no Brasil antes da operação desta sexta-feira, ainda não teve manifestação de defesa divulgada.

 

Em relação à prisão domiciliar anterior de Shimada, o banco BV informou que identificou movimentações irregulares em seus serviços de tecnologia de pagamento em agosto de 2024. A instituição comunicou imediatamente as autoridades e colaborou de forma ativa como assistente de acusação no processo penal que apurou as irregularidades.

PF realiza operação contra esquema de descaminho e lavagem de dinheiro em Salvador e Lauro de Freitas 
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (18), a Operação Putridium Malum 7, em conjunto com a Receita Federal, visando o combate ao crime de descaminho e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, nas cidades de Salvador e Lauro de Freitas, na região metropolitana (RMS). 

 

As medidas judiciais foram expedidas pela 17ª Vara da Justiça Federal nesta capital. A ação decorre de investigações sobre o comércio ilegal de diversos produtos eletrônicos. A investigação aponta que empresas do mesmo grupo funcionavam em espaços físicos com a venda de produtos eletrônicos introduzidos de forma clandestina no País, sem o pagamento dos tributos devidos.

 

Ficou constatado uma movimentação ilícita de cerca de R$ 6 milhões, entre os anos de 2022 e 2025. Participaram da operação 14 Policiais Federais e 4 Auditores da Receita Federal do Brasil. 
 

Polícia realiza prisão no Litoral baiano em desdobramento de combate a facções no Espírito Santo
Foto: Divulgação / Polícia Federal

Um suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro foi preso na manhã desta quinta-feira (11) em Itacaré, no Litoral Sul baiano.

 

A ação faz parte da Operação Clean, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo (Ficco/ES), que cumpriu outros oito mandados de prisão e nove de busca e apreensão na região de Vitória (ES).

 

Segundo a Polícia Federal (PF), as ações têm como objetivo desarticular uma organização criminosa investigada por envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Criminal de Vila Velha (ES), que também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 4,2 milhões.

 

De acordo com a investigação, o trabalho policial teve início após a apreensão de R$ 300 mil em espécie com um dos investigados, abordado por equipes da Ficco/ES em julho do ano passado.

 

Durante o cumprimento das medidas judiciais, os policiais apreenderam porções de haxixe, equipamentos utilizados na produção de entorpecentes, uma arma de fogo, munições, acessórios para armamentos [incluindo carregadores alongados] e aparelhos celulares. Devido às apreensões realizadas durante as buscas, quatro pessoas também foram presas em flagrante por crimes relacionados à posse de drogas e armas.

 

A operação contou com a participação integrada de equipes da FICCO/Ilhéus, da Rondesp Sul, da 72ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), da Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe) da Polícia Militar do Espírito Santo e da Polícia Penal capixaba.

 

A Ficco/ES é coordenada pela PF e reúne representantes das Polícias Militar e Penal do Espírito Santo, da Secretaria Nacional de Políticas Penais e das Guardas Municipais de Vila Velha, Cariacica e Viana.

Maré Vermelha: Polícia Civil anuncia prisão de 16 suspeitos em ação contra o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro 
Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia

A Operação Maré Vermelha, deflagrada nesta quinta-feira (11) pela Polícia Civil da Bahia, resultou na prisão preventiva de 16 investigados e no bloqueio judicial de aproximadamente R$ 100 milhões em bens e valores ligados a uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação cumpriu 84 mandados de busca e apreensão em diversos estados do país.

 

Dos 16 presos, 11 foram localizados na Bahia, sendo dez em Salvador e um em Santo Antônio de Jesus. Outros investigados foram capturados nos estados de Minas Gerais (dois), Mato Grosso (um), São Paulo (um) e Rio de Janeiro (um). Entre as prisões realizadas, três também ocorreram em flagrante.

 

Durante a operação, foram realizadas oito conduções para esclarecimentos e adoção das medidas legais cabíveis, sendo seis em Salvador, uma em Camaçari e uma em Lauro de Freitas.

 

Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia

 

As equipes apreenderam seis veículos, R$ 117 mil em espécie, 22,5 quilos de maconha, dois quilos de haxixe, uma pistola calibre 9 mm e uma espingarda, que foi localizada no estado de São Paulo, além de documentos e dispositivos eletrônicos que serão analisados no decorrer das investigações.

 

Entre os alvos da operação, os policiais localizaram um investigado no bairro de Ondina, em Salvador. Na residência dele, os policiais encontraram mais de 15 quilos de maconha armazenados em um veículo, além de porções de haxixe, maconha e drogas sintéticas. 

 

Também foram apreendidos dispositivos eletrônicos, R$ 11 mil em espécie e uma grande quantidade de materiais utilizados para o fracionamento e comercialização de entorpecentes. O homem, que já era alvo de mandado de prisão preventiva, também foi autuado em flagrante pelos crimes constatados durante a ação.

 

INVESTIGAÇÕES POLICIAIS

As apurações conduzidas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO-LD)  identificaram um esquema estruturado de ocultação e movimentação de recursos ilícitos, com utilização de empresas de fachada, interpostas pessoas e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados. 

 

Segundo a investigação, a estrutura era utilizada para dissimular valores provenientes do tráfico de drogas e inserir os recursos no sistema financeiro formal.

 

As medidas judiciais foram cumpridas na Bahia e nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Minas Gerais. Na Bahia, as ações ocorreram nos municípios de Salvador, Ipiaú, Jequié, Feira de Santana, Mucugê, Lauro de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Itabuna, Campo Formoso e Ilha de Itaparica.

Maré Vermelha: Polícia Civil cumpre mandados contra organização investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia

 

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11), a Operação Maré Vermelha, para cumprir ordens judiciais contra integrantes de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ação interestadual bloqueou cerca de R$ 100 milhões em bens e valores ligados aos investigados. 

 

As investigações conduzidas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO-LD) identificaram um esquema estruturado de ocultação e movimentação de recursos ilícitos, com a utilização de empresas de fachada, interpostas pessoas e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos.

 

Segundo as apurações, a estrutura financeira do grupo era utilizada para dissimular a origem dos valores obtidos com o tráfico de drogas e permitir a reinserção desses recursos na economia formal. A investigação também identificou a utilização de pessoas físicas e jurídicas para movimentação patrimonial e financeira em benefício da organização criminosa.

 

Durante a operação, são cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além da aplicação de medidas cautelares diversas, entre elas o monitoramento eletrônico de investigados por meio de tornozeleiras eletrônicas.

 

A operação é realizada na Bahia e nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Minas Gerais, contando com a atuação integrada de unidades especializadas das Polícias Civis envolvidas.

 

Na Bahia, as medidas judiciais são cumpridas nos municípios de Salvador, Ipiaú, Jequié, Feira de Santana, Mucugê, Lauro de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Itabuna, Campo Formoso e na Ilha de Itaparica.

 

A operação segue em andamento, com diligências e cumprimento das ordens judiciais.

Suspeito de lavagem de dinheiro é preso com R$ 700 mil em Miguel Calmon
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF), com apoio da Cipe-Chapada, prendeu em flagrante, um homem suspeito de envolvimento com lavagem de dinheiro em Miguel Calmon, na região de Jacobina, no Piemonte da Diamantina.

 

Segundo a PF, a ação foi resultado de uma investigação sobre movimentação de recursos financeiros de origem não identificada, com indícios de ocultação de valores. A prática consistiria de saques em espécie programados em instituições bancárias da região.

 

Durante as diligências, equipes da PF abordaram um veículo suspeito em uma rodovia nas proximidades de Miguel Calmon. No interior do automóvel, os policiais encontraram quase R$ 700 mil em dinheiro.

 

De acordo com as investigações, o montante apreendido teria sido sacado pouco antes da abordagem e seria compatível com operações financeiras que já estavam sob apuração.

 

Ao final, o suspeito foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Feira de Santana, onde foi autuado em flagrante. Ele deve responder pelo crime de lavagem de dinheiro. O fato ocorreu na última quarta-feira (20).

Polícia prende quarteto acusado de tráfico, estelionato e lavagem de dinheiro em Porto Seguro
Foto: Reprodução / Radar News

Uma operação resultou na prisão de quatro pessoas e no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão na manhã de quinta-feira (26) em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento. A ação teve como alvo um grupo investigado por tráfico de drogas, estelionato e lavagem de dinheiro.

 

Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, durante as diligências, foram apreendidos celulares e notebooks, que vão para perícia. Em uma das ações, uma pessoa também foi presa em flagrante por vender anabolizantes de forma ilegal.

 

De acordo com a polícia, o grupo atuava de maneira organizada, com divisão de funções entre os integrantes. As investigações indicam que os suspeitos utilizavam aplicativos de mensagens para negociar entorpecentes, aplicar golpes financeiros e movimentar recursos de origem ilícita.

 

A polícia apontou também indícios de tentativas de ocultação de provas, além de registros relacionados a episódios de violência. A operação contou com a participação de equipes de diferentes unidades policiais da região. Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça. 

Julgamento de recurso de ex-presidente da Câmara de Feira é adiado; acusado segue preso após operação
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O julgamento do pedido de habeas corpus [liberdade] de Oyama Figueiredo, previsto para esta terça-feira (17), foi adiado e remarcado para o próximo dia 24 de março.

 

Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, um advogado, que acompanha o caso, relatou que a sessão desta terça não comportava a análise do pedido devido ao volume de processos incluídos na pauta.

 

Segundo o defensor, estavam previstos 14 julgamentos no mesmo dia, o que inviabilizou a apreciação do habeas corpus, apesar de o processo constar na pauta.

 

Oyama Figueiredo está preso no âmbito da Operação Sinete, deflagrada no final de novembro do ano passado e que investiga um suposto esquema de grilagem de terras e fraudes cartorárias em Feira de Santana.

 

Conforme as investigações, há indícios de atuação em organização criminosa envolvendo corrupção, falsificação de documentos públicos e esbulho possessório, prática caracterizada pela tomada irregular de imóveis.

MP-BA denuncia advogada conhecida como 'Rainha do Sul' por integrar organização criminosa armada e lavagem de dinheiro
Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), ofereceu denúncia contra uma advogada na última terça-feira (20). A denunciada, conhecida pelo apelido a "Rainha do Sul", é acusada de integrar organização criminosa armada, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e envolvimento com grupos criminosos.
 

Segundo informações da Gaeco, essa advogada exercia papel central na estrutura do grupo, atuando como o elo de comunicação entre o líder da organização — atualmente custodiado no sistema prisional de Serrinha — e os membros em liberdade.
 

Imagem da sede do conjunto penal de Serrinha | Foto: Reprodução / SEAP

 

A investigação aponta ainda que ela utilizava as prerrogativas da profissão para transmitir ordens, ameaças e orientações estratégicas da facção, além de intermediar cobranças e administrar recursos financeiros provenientes do comércio ilícito.


As apurações foram iniciadas pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc). O inquérito identificou uma organização estruturada, com divisão de tarefas e hierarquia definida, com atuação contínua no tráfico de entorpecentes e comércio de armas.


Informações do Ministério Público confirmaram a materialidade dos delitos e a existência da organização voltada à obtenção de vantagens patrimoniais. O grupo coordenava as atividades por meio de aplicativos de mensagens, onde controlava o fluxo financeiro e arrecadava valores periódicos entre os membros, sistema conhecido como “caixinha”.


A denúncia detalha ainda que a advogada utilizava pessoas interpostas para a lavagem de capitais. Parte dos recursos ilícitos era convertida em joias de alto valor, que foram apreendidas em posse da denunciada durante as fases da operação.

Polícia cumpre mandados em Feira durante operação contra fraude fiscal e lavagem de dinheiro em combustíveis
Foto: Divulgação / Polícia Civil

Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta quarta-feira (17) durante a segunda fase da Operação Primus 2, que apura um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no ramo de combustíveis.

 

 

Segundo a Polícia Civil, as ações ocorreram em Feira de Santana e Conceição do Jacuípe, na mesma região.  Em Feira, quatro mandados foram executados em imóveis localizados nos bairros SIM e Santo Antônio dos Prazeres. O quinto mandado foi cumprido no Centro de Conceição do Jacuípe.

 

As ordens judiciais tiveram como objetivo a coleta de provas relacionadas à ocultação de recursos ilícitos por meio de empresas de fachada.

 

Durante as diligências, as equipes apreenderam nove aparelhos celulares, além de talões de cheques, documentos, pen drives, tablets e computadores, que passarão por análise pericial para aprofundar as investigações.

 

Ainda segundo a polícia, as apurações indicam que quatro pessoas utilizavam cerca de 14 empresas para dissimular a movimentação financeira e o controle societário, recorrendo à interposição de terceiros, conhecidos como “laranjas”. A investigação apontou que as empresas eram usadas para ocultar a origem de recursos ilícitos, com indícios de um esquema estruturado de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. 

 

HISTÓRICO DA OPERAÇÃO PRIMUS

A primeira fase da Operação Primus desarticulou uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro, adulteração e comercialização irregular de combustíveis, com atuação em dezenas de municípios da Bahia e ramificações nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

 

Na ocasião, foram cumpridas 74 medidas judiciais, sendo 62 mandados de busca e apreensão e 10 prisões. A operação resultou na denúncia de 15 investigados, na apreensão de 12 veículos e na autorização judicial para o bloqueio e sequestro de mais de R$ 6,5 bilhões em bens, além da manutenção das prisões preventivas.

 

A operação é conduzida de forma integrada pela Polícia Civil, por meio do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), e pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), que reúne órgãos estaduais e o sistema de Justiça.

MP faz busca em escritório da Refit em Camaçari em megaoperação contra fraude fiscal de R$ 26 bilhões
Foto: Divulgação / MP-BA

Um escritório da Refit situado em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), foi o local onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão no âmbito da megaoperação Poço de Lobato, deflagrada em quatro estados.

 

Dona da antiga refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, a Refit tem no comando o advogado e empresário Ricardo Magro e é tida como a maior devedora de impostos do país. Segundo a Folha, Ricardo Magro vive em Miami, nos Estados Unidos. 

 

Foto: Divulgação / MP-BA

 

Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o escritório é ligado ao grupo empresarial investigado por causar um prejuízo estimado em R$ 26 bilhões aos cofres públicos de São Paulo e da União.

 

A ação foi conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e faz parte da operação coordenada pelo Ministério Público de São Paulo, que mira empresários, sócios, diretores e colaboradores suspeitos de integrar uma organização criminosa estruturada para fraudar tributos.

 

De acordo com as investigações, o grupo montou uma rede sofisticada de empresas e fundos de investimento para sustentar operações de blindagem patrimonial, ocultação de bens e lavagem de capitais. A estrutura incluía fundos usados para dificultar o rastreamento de ativos, empresas criadas para ocultar operações e receitas e estratégias de alavancagem financeira que camuflavam movimentações ilícitas.

 

Ainda segundo o MP-BA, o grupo é investigado por crimes como fraude fiscal estruturada, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e delitos contra a ordem econômica.

 

A operação é realizada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (Cira/SP) em parceria com Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e órgãos estaduais e forças de segurança. (Atualizado às 12h17)

Mandados são cumpridos na Bahia em megaoperação contra Grupo Refit, maior devedor de impostos de São Paulo
Refinaria de Manguinhos, no Rio / Foto: Reprodução / TV Globo

A Bahia está entre os estados onde foram cumpridos mandados da megaoperação Poço de Lobato, deflagrada na manhã desta quinta-feira (27) contra o Grupo Refit, conglomerado comandado pelo empresário Ricardo Magro e apontado como o maior devedor de ICMS [Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços] de São Paulo. O local na Bahia, porém, não foi informado.

 

Segundo o G1, a ação mobiliza 621 agentes públicos e ocorre de forma simultânea em cinco estados. Além da Bahia, as atividades acontecem em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal (DF). Os alvos incluem pessoas físicas, empresas e estruturas financeiras ligadas direta ou indiretamente à Refit, antiga refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro.

 

Conforme os investigadores, os alvos são suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida em crimes contra a ordem econômica e tributária, além de lavagem de dinheiro. As apurações revelam um sofisticado esquema com uso de fintechs, fundos de investimento, offshores e meios de pagamento para ocultar operações ilegais e reduzir artificialmente o pagamento de tributos.

 

Ainda segundo informações, o Cira-SP (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos) conseguiu bloquear R$ 8,9 bilhões de pessoas investigadas. Em outra frente, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional obteve na Justiça a indisponibilidade de R$ 1,2 bilhão do grupo.

 

A Receita Federal identificou 17 fundos de investimento ligados ao Grupo Refit, somando R$ 8 bilhões em patrimônio líquido. Muitos são fundos fechados com apenas um cotista, geralmente outro fundo, criando camadas de ocultação.

 

A investigação também aponta criação de offshores em Delaware (EUA), jurisdição conhecida pelo sigilo empresarial, envio ao exterior superior a R$ 1,2 bilhão por meio de contratos de mútuo, participação de entidades estrangeiras em fundos e holdings brasileiras, movimentações ligadas à importação de combustíveis avaliadas em R$ 12,5 bilhões entre 2020 e 2025, compra de imóveis e participações no Brasil com recursos vindos de offshores, somando R$ 1 bilhão.

 

Em setembro, a Receita e a Agência Nacional do Petróleo já haviam interditado operações da Refit e apreendido navios com combustível importado irregularmente da Rússia.

 

A Operação Poço de Lobato reúne órgãos federais e estaduais, incluindo: Receita Federal, Ministério Público de São Paulo, Secretarias da Fazenda do Estado e do Município de SP, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Procuradoria-Geral do Estado de SP, Polícias Civil e Militar.

 

Os mandados incluem buscas, apreensões e bloqueio de bens. Até a última atualização, a defesa da Refit e de Ricardo Magro não havia se manifestado.

Operação desmonta esquema de fraudes fundiárias e lavagem de dinheiro na Bahia; sete são presos
Foto: Divulgação / Polícia Civil

Uma operação foi deflagrada nesta quarta-feira (26) contra um grupo suspeito de fraudes fundiárias, fabricação de documentos falsos e lavagem de dinheiro em Feira de Santana e cidades vizinhas. Segundo a Polícia Civil, a operação, denominada de Sinete, é resultado de uma medida cautelar autorizada pela Justiça, que determinou o cumprimento de 47 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão temporária.

 

Foto: Divulgação / Polícia Civil

 

Até por volta das 9h20 desta quarta, sete pessoas tinham sido presas. Uma oitava ainda é procurada. Durante as ações, equipes apreenderam 12 carros, duas motocicletas, dinheiro em espécie, joias e diversos documentos ligados ao esquema. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 6 milhões por CPF e R$ 60 milhões por CNPJ dos investigados, além do sequestro judicial de bens.

 

Foto: Divulgação / Polícia Civil

 

As investigações, conduzidas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), identificaram uma rede que envolvia servidores de cartórios, empresários, advogados, corretores de imóveis e agentes de segurança pública.

 

Ainda conforme a polícia, o grupo falsificava e manipulava documentos públicos e judiciais para se apropriar de forma ilegal de propriedades. Em alguns casos, houve relatos de coação, violência e porte irregular de arma de fogo.

 

Foto: Divulgação / Polícia Civil

 

A apuração avançou a partir de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, análises financeiras, diligências de campo e correições administrativas. Com as provas coletadas, acrescenta a polícia, foi possível deferir o afastamento cautelar de servidores públicos suspeitos de envolvimento no esquema.

 

A operação contou com apoio da Força Correcional Especial Integrada (Force), das corregedorias da Polícia Militar e da Polícia Civil da Bahia, além da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça da Bahia. As investigações continuam para identificar novos suspeitos, delimitar responsabilidades e localizar o oitavo alvo que ainda não foi encontrado.

PF e CGU deflagram operação contra fraude em licitações na prefeitura de Itacaré
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta terça-feira (25) a Operação Gênesis. A ação investiga uma suspeita de esquema de fraude em licitação, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro em contratos da prefeitura de Itacaré, no Litoral Sul.
 

Além de Itacaré, cerca de 30 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Itabuna, Ilhéus, Itajuípe, Ubaitaba, Jequié, além de Cachoeiro de Itapemirim (ES).

 

A Justiça Federal também determinou o afastamento cautelar de sete agentes públicos e autorizou o sequestro de bens de investigados, que pode chegar a R$ 20 milhões.
 

Segundo a PF, as investigações apontam que o grupo atuou entre 2018 e 2024. Duas empresas locais, registradas em nome de laranjas e sem estrutura para executar contratos de grande porte, teriam recebido mais de R$ 30 milhões em recursos públicos.
 

Ainda conforme a corporação, parte expressiva desse valor foi desviada por agentes públicos municipais, com a participação de empresas e intermediários.

 

Nesta fase, a ação busca aprofundar a coleta de provas sobre o funcionamento do esquema e o envolvimento de cada investigado, além de garantir o ressarcimento ao erário.

 

Os suspeitos podem responder por fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. Outros crimes podem ser incluídos conforme o avanço das apurações.

PF deflagra ação contra acusados de crime financeiro e imigração ilegal; três dos alvos moravam em Porto Seguro
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (19) uma operação para desarticular uma organização criminosa transnacional especializada em crimes financeiros, lavagem de dinheiro e imigração ilegal. 

 

As investigações foram iniciadas pela PF em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, onde três dos investigados chegaram a residir. Depois, no curso da apuração, eles se mudaram para os estados de Roraima e Paraná.

 

A suspeita é que o grupo movimentou cerca de R$ 9 milhões provenientes de atividades ilícitas ligadas ao ingresso irregular de estrangeiros pela fronteira norte do país e ao tráfico de drogas.

 

De acordo com a PF, o esquema funcionava por meio de “laranjas”, que emprestavam contas bancárias para ocultar a origem dos valores e esconder a identidade dos verdadeiros beneficiários. As contas, acrescenta a PF, eram usadas para dissimular o caminho do dinheiro, o que dificultava o rastreamento e permitia a circulação de recursos milionários.

 

Intitulada de Operação Venezuela, a ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, autorizados pela Vara Especializada em Lavagem de Capitais da Justiça Federal em Salvador. As ações ocorreram nas cidades de Boa Vista (RR) e Curitiba (PR), onde os investigados vivem e mantêm atividades comerciais. Os envolvidos podem responder por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

 

A operação foi batizada de Venezuela em razão de um dos líderes do esquema criminoso ser de nacionalidade venezuelana e exercer liderança na atividade de lavagem de dinheiro, por intermédio de uma loja de câmbio situada em Boa Vista (RR). (Atualizado às 9h48)

Polícia prende em Conquista chefe de quadrilha de roubo de caminhões na BR-116; dez suspeitos foram identificados
Foto: Divulgação / Polícia Civil

Três pessoas foram presas na manhã desta sexta-feira (14) em Vitória da Conquista, no Sudoeste. Localizado no bairro Brasil, o trio é suspeito de integrar uma quadrilha especializada em roubo de caminhões e de cargas.

 

Foto: Divulgação / Polícia Civil

 

Segundo a Polícia Civil, outros oito mandados de busca e apreensão são cumpridos em Itapetinga, também no Sudoeste; e em Itumbiara, no interior de Goiás, no âmbito da Operação Heritage.

 

 

As investigações começaram em abril deste ano, após uma série de roubos de veículos pesados registrados na Bahia e no Norte de Minas Gerais. Ainda segundo a polícia, os criminosos atuavam em rotas com destino em Vitória da Conquista, aonde parte dos caminhões era adulterada ou desmontada.

 

LOCAL DE DESMONTE

Um centro automotivo localizado na BR-116, no km 805, também foi identificado como base do esquema. O local, pertencente a um homem de 38 anos [apontado como líder da quadrilha] funcionava como ponto de desmanche, adulteração e receptação de veículos de carga roubados. A polícia disse que o suspeito tem histórico criminal por receptação, roubo e adulteração de veículos.

 

CONDOMÍNIO DE ALTO PADRÃO

Na operação, os policiais também cumpriram mandados em um condomínio de alto padrão de Vitória da Conquista, onde integrantes do grupo viviam com sinais de alto padrão de vida. Para cometer os crimes, os suspeitos praticavam as ações, sobretudo pela noite, com sequestro breve de motoristas. Assim, eles trocavam rapidamente as placas dos caminhões e deslocavam os veículos para áreas entre Planalto e Vitória da Conquista, onde eram desmontados.

 

Foto: Reprodução / Blog do Anderson

 

Durante as ações, o grupo ainda usava veículos de apoio para reconhecimento das rotas, monitoramento e suporte logístico. Um Relatório de Inteligência Financeira revelou movimentação superior a R$ 10 milhões em um ano, o que indica possível lavagem de dinheiro.

 

A Polícia Civil informou que a operação mobilizou 40 agentes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Vitória da Conquista, unidade do Departamento de Investigações Criminais (Deic). Foram apreendidos cabines e motores de caminhões, além de celulares e computadores, que serão submetidos à perícia.

 

As investigações continuam para localizar outros envolvidos e responsabilizar todos os integrantes da organização criminosa. O Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias, também acompanha os desdobramentos da operação.

Polícia prende principal suspeito de operar esquema financeiro de 4 milhões em Porto Seguro 
Foto ilustrativa: Reprodução / Ascom / PC-BA

A Polícia Civil da Bahia prendeu na última quarta-feira (12) um empresário de 44 anos, suspeito de integrar um grupo criminoso de homicídios no extremo sul da Bahia, na cidade de Porto Seguro. Ele é investigado como o principal operador financeiro da facção da cidade.

 

Segundo as investigações, o empresário era o responsável por gerenciar o fluxo de caixa milionário da organização. Sua função era crucial: ele movimentava, ocultava e "esquentava" o dinheiro sujo proveniente do tráfico com empresas de fachada. 

 

Além de administrar o repasse de valores entre os membros, o preso também fornecia apoio econômico a um dos líderes da facção, que foi morto em confronto policial em uma fase anterior da operação. 

 

O investigado tinha, inclusive, participação direta no controle do tráfico de drogas e na coordenação de execuções em Porto Seguro. Análises detalhadas de inteligência financeira expuseram a magnitude da lavagem de dinheiro:

  • R$ 2,8 milhões foram movimentados por meio de uma empresa de comércio varejista de vestuário registrada em nome do suspeito.
  • Cerca de R$ 1,48 milhão em transações suspeitas foram detectadas nas contas bancárias de familiares, especialmente de sua companheira, o que confirma o uso de "laranjas" para ocultar a origem ilícita dos recursos.

 

A prisão do operador financeiro é vista como um marco no combate à facção. A Operação Mandrack já conseguiu bloquear cerca de R$ 14 milhões em contas bancárias ligadas ao grupo, representando um significativo golpe na base econômica que sustentava o poder da organização criminosa no Sul da Bahia.

 

O custodiado foi levado à delegacia e permanece à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos e rastrear todo o patrimônio obtido ilegalmente pelo grupo.

PF deflagra ação em Conquista e Salvador contra fraude bancária e lavagem de dinheiro; grupo usava até apostas on-line
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (13) a operação Worms 2 – “Não Seja um Laranja”, voltada a combater uma rede criminosa especializada em fraudes bancárias, estelionato, furto qualificado e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, o grupo usava contas de terceiros [conhecidas como “laranjas”] para movimentar valores desviados da Caixa Econômica Federal e de outras instituições financeiras.

 

Foto: Divulgação / Polícia Federal

 

Ao todo, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, 23 medidas cautelares e um mandado de prisão preventiva, determinados pela Justiça Federal. As ações ocorrem em Vitória da Conquista, no Sudoeste; e em Salvador. A ofensiva integra a Força-Tarefa Tentáculos, iniciativa voltada ao enfrentamento de fraudes eletrônicas por meio da cooperação entre PF, bancos e fintechs.

 

 

As investigações tiveram origem nas operações Worms (2022) e Não Seja Um Laranja (2022). Ainda de acordo com a PF, o esquema evoluiu para um complexo sistema de lavagem de dinheiro digital, utilizando instituições de pagamento, plataformas de apostas on-line e criptoativos para mascarar a origem do dinheiro.

 

Relatórios de inteligência financeira indicam movimentações superiores a R$ 6,9 milhões entre 2023 e 2024, com projeção que pode chegar a R$ 20,9 milhões em cinco anos. A PF também apura indícios de ligação do grupo com o tráfico de drogas, o que sugere que parte dos valores tenha origem em outras atividades ilícitas.

 

Além dos mandados, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros dos investigados, como forma de enfraquecer financeiramente a organização criminosa. Somadas, as penas dos crimes investigados podem ultrapassar 30 anos de prisão.

 

Na nota, a PF alerta que emprestar ou ceder contas bancárias para movimentar dinheiro ilegal é crime, além de ajudar o financiamento de organizações criminosas, causando prejuízos para milhares de brasileiros.

Polícia Federal cumpre mandado de busca em desdobramento de 8ª fase da Operação Overclean
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quinta-feira (6), um mandado de busca e apreensão em Sumaré (SP), como parte do desdobramento da oitava fase da Operação Overclean, deflagrada no último dia 31 de outubro. A ação visa desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

 

Conforme o Metrópoles, o alvo seria o atual secretário de educação de Sumaré, Danilo de Azevedo Costa, que já atuou na prefeitura de Goiânia [Goiás] e foi secretário estadual de Educação do Tocantins.

 

Conforme a PF, o mandado judicial foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e faz parte da continuidade das investigações que apuram esquemas de corrupção em contratos públicos e operações financeiras irregulares.

 

Durante o cumprimento da ordem, os agentes apreenderam dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia especializada. O material deve auxiliar na identificação de outros envolvidos e no aprofundamento das investigações sobre o suposto grupo criminoso.

 

A Operação Overclean, iniciada em dezembro do ano passado com ações na Bahia, pretende identificar e interromper esquemas de desvio de verbas públicas e práticas ilícitas em licitações em diferentes estados.

 

As fases anteriores resultaram em prisões, apreensões de documentos e bloqueios de valores ligados aos investigados. (Atualizado às 10h55)

Policial prende oito suspeitos por crimes como homicídios, lavagem de dinheiro e organização criminosa em em Feira de Santana
Foto: Reprodução / Ascom / PC-BA

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na tarde desta quarta-feira (29), uma operação que culminou no cumprimento de oito prisões no município de Feira de Santana. Os homens são investigados por diversos crimes na cidade e região metropolitana de Feira. 

 

Entre os presos estão dois suspeitos (de 37 e 24 anos) de envolvimento na morte de um morador de rua, crime registrado no centro de Feira de Santana. As investigações também identificaram o mandante do homicídio, que permanece foragido.

 

Um terceiro homem, de 27 anos, teve a prisão decretada pela autoria de três homicídios ocorridos em um distrito do município. As informações foram confirmadas pelo Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias. 

 

A corporação informou que a operação é resultado de um trabalho contínuo de inteligência e integração entre as unidades policiais, marcando mais um avanço na repressão às facções criminosas que atuam na cidade e em municípios vizinhos.

 

A operação também alcançou cinco integrantes (de 24, 25, 42 e 33 anos) ligados ao setor financeiro de uma facção. Eles são investigados por lavagem de dinheiro e associação ao crime organizado. Entre eles, está uma mulher de 30 anos, identificada como filha de uma das principais lideranças do grupo criminoso atuante na cidade.

 

A Polícia Civil destacou, em nota, que o uso de técnicas de inteligência e a cooperação entre unidades têm sido fundamentais para o avanço das investigações e a redução dos índices de violência. A instituição reafirmou o compromisso com a justiça e a defesa da vida.

 

A ação, conduzida pela Delegacia de Homicídios (DH) em colaboração com a 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (1ª Coorpin), visa enfrentar crimes como homicídio, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

MPF defende manter prisão de Buzeira em caso de lavagem de dinheiro
Foto: Reprodução / Instagram

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu parecer contrário à libertação do influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, investigado por lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas. O documento foi apresentado nesta segunda-feira (27) no processo de habeas corpus movido pela defesa do influencer. Segundo o MPF, a soltura do investigado poderia "obstruir as investigações".

 

O procurador regional da República Silvio Pereira Amorim assinou o parecer, que foi anexado aos autos do habeas corpus nº 5027335-10.2025.4.03.0000, em tramitação na 3ª Região da Justiça Federal. A juíza federal convocada Raecler Baldresca é a relatora do caso.

 

Buzeira foi preso durante a "Operação Narco Bet", realizada pela Polícia Federal em 14 de outubro de 2025. Esta ação policial deriva da Operação Narco Vela, iniciada em fevereiro de 2023, quando autoridades americanas interceptaram 3.082 quilos de cocaína em um veleiro brasileiro chamado Lobo IV em águas internacionais.

 

As investigações apontam que R$ 19,7 milhões foram transferidos por Rodrigo de Paula Morgado, suposto articulador financeiro do esquema, diretamente para a empresa Buzeira Digital. Para o MPF, essas transações representam "fortes indícios de lavagem de dinheiro".

 

O parecer destaca uma anomalia nas relações financeiras entre as partes, já que o contador Rodrigo, que deveria receber pagamentos por serviços prestados, fazia grandes transferências para seu suposto cliente. O documento também menciona um colar de R$ 2 milhões que o influenciador teria dado ao jogador Neymar, fato que a Polícia Federal considera relevante para o contexto investigativo.

 

O advogado Jonas Souza dos Reis Câmara, que representa Buzeira, argumenta que a decisão de prisão carece de fundamentação individualizada. A defesa alega ainda que não há contemporaneidade nos fatos, pois a prisão foi decretada em setembro de 2025, mais de dois anos após a apreensão inicial das drogas.

 

Os advogados também ressaltam que o influenciador é réu primário, possui residência fixa e profissão lícita, além de ser pai de uma criança de 4 anos e ter esposa grávida, o que tornaria a prisão uma violação aos princípios constitucionais da dignidade humana e proteção familiar.

 

O procurador Silvio Amorim argumenta que a prisão preventiva é necessária para preservar a ordem pública e impedir interferências na investigação, considerando o "elevado poderio econômico e operacional da organização criminosa". O MPF descartou a possibilidade de medidas alternativas à prisão, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal.

 

"O paciente apresenta-se publicamente como influenciador digital e ostenta patrimônio de luxo incompatível com sua atividade lícita declarada, o que sugere a utilização de recursos de origem ilícita", afirmou o procurador em seu parecer.

 

Sobre a situação familiar mencionada pela defesa, o MPF indicou falta de documentação comprobatória, declarando que "essa alegação demanda dilação probatória, o que é incompatível com a via estreita do habeas corpus".

 

A Justiça Federal da 3ª Região agora analisará o mérito do caso para decidir se mantém ou revoga a prisão preventiva do influenciador, que foi decretada pela 6ª Vara Federal Criminal de Santos/SP.

Deputado federal baiano é fotografado em encontro com "Beto Louco", operador de esquema bilionário do PCC
Foto: Reprodução / Alô Juca 

O site Alô Juca divulgou, neste sábado (18), uma imagem enviada anonimamente que alegadamente registra um Deputado Federal Adalberto Barreto (União) em um encontro com Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido nome como "Beto Louco" pela polícia civil, investigado por esquemas com a facção do Primeiro Comando da Capital (PCC).

 


O homem é apontado pelas autoridades como o principal responsável por uma complexa rede de fraudes fiscais e contábeis. Segundo a Polícia Federal (PF), o esquema liderado por Leme da Silva é investigado por movimentar mais de R$ 52 bilhões e está diretamente ligado à lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis, contando com a participação de políticos em diversos estados.

 

 


A alegação surge dias após o Deputado Federal Dal Barreto (União) ser alvo de uma nova fase da Operação Overclean. Na última terça-feira (14), Barreto teve mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF no Aeroporto de Salvador, no momento em que se preparava para embarcar para Brasília.

 

 

A Operação Overclean investiga desvios em emendas parlamentares e ligações do deputado com personagens que teriam desviado recursos em prefeituras da Bahia. Os investigadores suspeitam de vínculos entre estes desvios e o grande esquema de lavagem de dinheiro que envolve "Beto Louco".

 

 

Os mandados de busca e apreensão desta fase da operação foram solicitados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpridos em Brasília, Salvador e Amargosa, município no Vale do Jiquiriçá. O Deputado Barreto não se manifestou publicamente sobre a operação nem sobre a foto até o fechamento desta edição.

Além de alvo principal, saiba nomes de outros presos em operação contra adulteração de combustíveis na Bahia
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Além de Jailson Couto Ribeiro, o Jau Ribeiro, de 57 anos, foram presos durante a Operação Primus, dois filhos, um cunhado e um irmão dele. A ação, que apura um esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro com indícios de ligação com a facção PCC, cumpriu nesta quinta-feira (16) oito mandados de prisão, seis deles na Bahia.

 

Jau Ribeiro chegando a Feira de Santana / Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

 

Principal alvo da investigação, Jau Ribeiro foi localizado em um hotel de luxo, em Lençóis, na Chapada Diamantina. Em Feira de Santana, foram detidos Wesley Márcio Duda, Gilvan Couto Ribeiro, Diego do Carmo Santana Ribeiro e Pedro Henrique Ramos Ribeiro. No Rio de Janeiro, foi preso Israel Ribeiro Filho, e em São Paulo, Mário Kadow Nogueira, informou a TV Subaé. O oitavo preso na operação não teve o nome revelado.

 

Ex-candidato a prefeito por duas vezes em Iaçu, no Piemonte do Paraguaçu, Jau Ribeiro costumava exibir uma vida de luxo nas redes sociais, com viagens internacionais para destinos como Itália, Luxemburgo, Emirados Árabes e Espanha. Em 2022, Jau apoiou a candidatura do deputado federal Dal Barreto (União), que foi alvo da sexta fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última terça-feira (14).

 

Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o advogado Joari Wagner, que representa quatro dos investigados, afirmou em entrevista que ainda não teve acesso ao processo e que seus clientes foram surpreendidos pela ação. “Nesse momento eu vou ocultar os nomes, porque está em sigilo. Eu não vou expor as pessoas, mas até aqui são seis que estão aqui. Desses seis, fui procurado por quatro e vou me habilitar nos autos para verificar o que de fato ocorreu. Não tivemos acesso a nada, não sabemos por que a operação foi deflagrada nem os fundamentos da decisão judicial que decretou as prisões. [Eles] estão perplexos, estão surpresos, não sabem ainda. Estamos aguardando o desenrolar da investigação e as informações após termos acesso aos autos do processo”, declarou.

 

Advogado de investigados / Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

 

Conforme a Polícia Civil, a operação visa desarticular um grupo criminoso que atua no setor de combustíveis. Na Bahia, mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos em Feira de Santana, Salvador, Conceição do Jacuípe, Alagoinhas, Morro do Chapéu, Itaberaba e Iaçu.

 

Durante as ações, foram apreendidas três pistolas, uma submetralhadora, carregadores, munições e cerca de dez veículos de luxo. As investigações também apuram irregularidades em cerca de 200 postos de combustíveis suspeitos.

 

O Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), responsável pelo caso, solicitou à Justiça o bloqueio de bens móveis e imóveis, além do bloqueio de valores dos investigados, que somam aproximadamente R$ 6,5 bilhões.

Alvo principal de ação contra adulteração de combustíveis é preso em Lençóis; delegado aponta indícios de ligação com PCC
Foto: Divulgação / Polícia Civil

Sete acusados já foram presos durante a Operação Primus, deflagrada nesta quinta-feira (16). Segundo a Polícia Civil, o principal alvo da ação foi capturado em um hotel de Lençóis, na Chapada Diamantina. Outros três suspeitos foram presos em Conceição da Feira e Feira de Santana.

 

 

Na última foram detidos o empresário e ex-candidato a prefeito de Iaçu, Jau Ribeiro, e um filho dele. A operação, conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), também cumpriu mandados nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Foto: Divulgação / Polícia Civil

 

Durante as ações, foram apreendidas três pistolas, uma submetralhadora, carregadores, munições e cerca de dez veículos de alto padrão. Segundo as investigações, o grupo é suspeito de comandar uma rede criminosa de adulteração e comercialização irregular de combustíveis. A Polícia Civil também apura o envolvimento de cerca de 200 postos de gasolina e já solicitou à Justiça o bloqueio de R$ 6,5 bilhões em bens e valores ligados aos investigados.

 

Segundo o delegado-geral adjunto da Polícia Civil baiana, Jorge Figueiredo, há indícios de ligação dos investigados com a facção criminosa PCC. “A investigação identificou cerca de 200 postos vinculados a um grupo criminoso que atuava na adulteração e comercialização irregular de combustíveis, com conexões interestaduais e indícios de ligações com PCC”, disse o agente.

 

 


AÇÕES EM OITO CIDADES BAIANAS


As operações foram realizadas em oito municípios da Bahia, incluindo Feira de Santana, Conceição do Jacuípe, Alagoinhas, Morro do Chapéu, Itaberaba, Iaçu, Lençóis e Conceição da Feira, além de São Paulo e Rio de Janeiro.

 

Ainda de acordo com a polícia, o objetivo da Operação Primus é desarticular uma organização criminosa que usava o setor de combustíveis para lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. 

Empresário e ex-candidato a prefeito é preso em operação contra adulteração de combustíveis; há indícios de ligação com PCC
Foto: Reprodução / Alô Juca

O empresário Jailson Couto Ribeiro, conhecido como Jau da Lubrijau ou Jau Ribeiro, foi preso na manhã desta quinta-feira (15) em Feira de Santana durante a “Operação Primus”, deflagrada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD).

 

Jaú  Ribeiro é dono de uma rede de postos de combustíveis e ficou conhecido por ser um dos maiores revendedores da Shell na América Latina. O filho do empresário, que não teve o nome informado, também foi detido na operação. 

 

Em 2020 e 2024, Jau Ribeiro concorreu ao cargo de prefeito de Iaçu, no Piemonte do Paraguaçu, perdendo nas duas ocasiões para Nixon Duarte (PSD).

 

A Operação Primus visa desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar na adulteração e comercialização irregular de combustíveis, além de praticar lavagem de dinheiro.

 

Conforme a Polícia Civil, o grupo teria criado uma estrutura empresarial complexa para ocultar patrimônio e movimentar valores ilícitos. As investigações apontam que cerca de 200 postos de combustíveis estariam vinculados à rede comandada pelos suspeitos.

 

Diante da dimensão financeira do esquema, o Draco-LD pediu à Justiça o bloqueio de bens, imóveis, veículos e valores pertencentes aos investigados, em um total de R$ 6,5 bilhões. A operação cumpre mandados judiciais de forma simultânea na Bahia, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Até o momento, seis pessoas foram presas, sendo quatro delas em território baiano.

 

EMPRESÁRIO INFLUENTE

Natural de Iaçu, Jau Ribeiro é radicado em Feira de Santana, onde recebeu o título de cidadão honorário em 2022. Jau Ribeiro e o filho foram levados à sede da Polícia Civil em Feira de Santana, onde seguem detidos à disposição da Justiça, conforme informou a TV Subaé. (Atualizado às 8h13)

Vereadores do interior baiano são alvo de operação de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas
Foto: Reprodução / Ascom/ PC-BA

Uma operação conjunta da Polícia Civil da Bahia com equipes de Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná desarticulou um esquema milionário de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. A ação resultou na prisão de um vereador que possui um posto de gasolina suspeito de lavar dinheiro em Santo Estêvão, no Vale do Paraguaçu. 

 

Já em Jaguarari, no centro-norte do estado, um imóvel ligado a outro vereador foi alvo de busca e apreensão. No local, as equipes encontraram celulares e documentos que estão sendo analisados. Veja momentos da operação:

 

As investigações, iniciadas em 2023, revelaram um esquema financeiro que utilizava contas de terceiros e empresas de fachada para movimentar mais de R$ 4,3 bilhões provenientes do tráfico. Entre os investigados, estão dois vereadores baianos.

 

O vereador de Santo Estêvão, é o principal suspeito de ser o administrador do posto de combustíveis usado para a lavagem de dinheiro. Ele foi preso, e os agentes apreenderam com ele cerca de R$ 18 mil em espécie, além de cheques e contratos. As investigações apontam que ele é irmão de um traficante de alta periculosidade, morto em confronto com a polícia em 2017.

 

 

A operação, que contou com o apoio do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção (Draco), cumpriu sete mandados de prisão temporária e realizou três prisões em flagrante. Os policiais apreenderam cinco armas de fogo, uma arma artesanal, dez carros, duas motocicletas, mais de R$ 20 mil em espécie, joias e eletrônicos.

 

 

Toda a participação de mais de 170 policiais civis e contou com o apoio da Secretaria da Fazenda (Sefaz) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que também constatou indícios de sonegação fiscal no posto de gasolina investigado.

VÍDEO: Polícia prende seis suspeitos de facção criminosa e apreende R$ 14 mi em Porto Seguro
Fotos: Reprodução / Ascom PC-BA

Uma ação conjunta das forças de segurança deflagrou nesta quinta-feira (14) a Operação Mandrake, que resultou na prisão de seis suspeitos de integrar facção criminosa em Porto Seguro, no Extremo sul do estado. A operação, que contou com o apoio das Polícias Civil, Militar e Federal, além da Força Nacional, bloqueou ainda cerca de R$ 14 milhões em bens do crime organizado.

 

Veja momentos da ação:

 


Em meio operação, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão. Os criminosos são investigados por envolvimento com tráfico de drogas e armas, homicídios, roubos, lavagem de dinheiro e corrupção de menores pela região do Extremo Sul da Bahia.

 


Com os integrantes da facção, as equipes apreenderam duas pistolas, carregadores, munições, drogas, rádios comunicadores e aparelhos celulares. As ações de combate a essas organizações criminosas continuam intensificadas na região.

Polícia Civil prende três pessoas por suspeita de tráfico e falsificação e apreende R$ 203 mil e armas em Vitória da Conquista
Foto: Reprodução / Ascom - Polícia Civil

Três pessoas foram presas em flagrante nesta quinta-feira (07), durante a Operação Sertão, deflagrada pela Polícia Civil em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. A operação teve como alvo um grupo criminoso investigado por envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa armada. No local os policiais encontraram R$ 203 mil em dinheiro, escondidos em uma caixa de papelão.

 

Veja em vídeo dos agentes no local:

 

A quantia é suspeita de ser resultado da lavagem de dinheiro do tráfico. Além do dinheiro, foram apreendidos uma arma de fogo, dois veículos e celulares, que faziam parte da estrutura do narcotráfico. Várias residências foram alvos de busca e apreensão. 

 

Imagem da apreensão das armas e dinheiro | Foto: Reprodução / Ascom PC-BA

 

Um dos detidos já possuía antecedentes por homicídio e é proprietário de uma fazenda em Boa Nova, onde também foi cumprido um mandado judicial. Os três presos foram autuados em flagrante e levados à delegacia especializada para depoimento, sendo posteriormente encaminhados ao presídio, onde permanecem à disposição da Justiça.

 

"As prisões e apreensões representam mais um duro golpe contra o crime organizado no Sudoeste baiano. Essa ação demonstra o compromisso da Polícia Civil em descapitalizar organizações criminosas e desestruturar sua atuação, trazendo mais segurança e tranquilidade para a população", explica o delegado Roberto Júnior, diretor da Diretoria de Polícia do Interior (Dirpin/Sudeste-Sul).

 

A Operação Sertão foi realizada pela Delegacia de Tóxico e Entorpecentes (DTE) de Vitória da Conquista, ligada ao Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), com o apoio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI) e do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco).

Polícia Civil apreende R$ 1 milhão em bens de grupo criminoso em Paulo Afonso
Foto: Reprodução / Ascom / PC-BA

Agentes da Polícia civil da Bahia apreenderam bens avaliados em mais de R$ 1 milhão, que pertencem a um grupo criminoso de Paulo Afonso. O caso ocorreu em meio a chamada 'Operação Loki' ainda nesta quinta-feira (17). No total foram 20 pedidos de busca e apreensão. 

 

Entre os bens apreendidos e bloqueados pela Justiça estão 10 carros, 7 motocicletas, além de computadores, aparelhos eletrônicos, dezenas de cartões de crédito, celulares, documentos e outros objetos. Todo o material será analisado durante as investigações. Veja itens apreendidos:

 

Segundo informações da Polícia Civil, o grupo é suspeito de praticar crimes como estelionato, receptação, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Uma das principais modalidades de golpe utilizada pela organização era o "chargeback", que consiste em fraudar transações com operadoras de cartão de crédito. Outras práticas ilegais também eram usadas para movimentar grandes quantias de dinheiro de forma irregular.

 

As investigações duraram cerca de um ano sendo coordenadas pelo Núcleo de Inteligência da 18ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Paulo Afonso. O principal objetivo da operação foi cortar o fluxo financeiro da organização, desarticulando o esquema que sustentava as atividades criminosas na região.

 

A Operação Loki contou com a coordenação da Delegacia Territorial de Paulo Afonso e da 18ª Coorpin, recebendo apoio de equipes das dez cidades que integram a unidade, além da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). Ao todo, 15 equipes em viaturas e 50 policiais civis – incluindo delegados, investigadores e escrivães – participaram da ação.

MP-SP denuncia ex-presidente do Corinthians por esquema de lavagem de dinheiro e desvio de verba
Foto: Rodrigo Coca/Corinthians

O ex-presidente do Corinthians, Augusto Melo, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por crimes de furto qualificado, lavagem de dinheiro e associação criminosa. De acordo com as informações iniciais do ge.globo, veículadas na última quinta-feira (10), a acusação envolve também os ex-diretores Marcelo Mariano e Sérgio Moura, além do empresário Alex Cassundé, todos citados em um inquérito que investiga irregularidades no acordo de patrocínio firmado com a casa de apostas Vai de Bet.

 

Segundo o MP, os acusados teriam articulado um esquema de desvio de recursos do clube por meio da comissão gerada no contrato de patrocínio. O valor, que deveria permanecer no Corinthians, teria sido transferido para empresas de fachada utilizadas para ocultação de origem ilícita do dinheiro. Há suspeitas de que parte dos montantes foi direcionada a apoiadores da campanha eleitoral de Augusto Melo à presidência do clube.

 

A Promotoria solicita à Justiça o bloqueio de bens dos envolvidos e cobra uma indenização de R$ 40 milhões em favor do Corinthians. A denúncia tem como base o inquérito conduzido pela Polícia Civil, sob responsabilidade do delegado Thiago Fernando Correia.

 

O documento aponta que os valores desviados foram movimentados por empresas fantasmas, utilizadas como meio para "camuflar" a destinação real do dinheiro. Os promotores descrevem que o fluxo financeiro percorreu caminhos "tortuosos e ilegais", revelando práticas típicas de esquemas de lavagem de capitais.

 

Embora o ex-diretor jurídico Yun Ki Lee tenha sido indiciado durante a investigação, o MP optou por não incluí-lo na denúncia. A Promotoria ainda avalia se sua atuação foi dolosa ou apenas negligente no exercício da função.

 

Agora, a decisão está nas mãos do Judiciário. Caberá a um juiz analisar a denúncia e definir se os citados se tornarão réus. Caso a denúncia seja aceita, o processo seguirá com depoimentos, coleta de provas e audiências até a definição de uma sentença.

PF e MP deflagram operação em Feira de Santana e SAJ contra contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro
Foto: Divulgação / Polícia Federal

Uma operação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público do Estado (MP-BA) cumpre nesta terça-feira (2) oito mandados de busca e apreensão contra acusados de contrabando de cigarros, de origem paraguaia, e lavagem de dinheiro.

 

As ações fazem parte da Operação Voluta e ocorrem em Feira de Santana, Antônio Cardoso, São Gonçalo dos Campos, as três no Portal do Sertão; e Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo. Segundo a PF, a apuração começou em 2019 a partir de uma apreensão de centenas de pacotes de cigarros contrabandeados.

 

Foto: Divulgação / Polícia Federal

 

Com isso, aponta a PF, se revelou a existência de uma estrutura criminosa voltada ao contrabando e à posterior ocultação dos lucros obtidos com a atividade ilícita.

 

No curso das investigações, os agentes ainda identificaram diversas operações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além da utilização de terceiros, empresas fictícias e aquisições patrimoniais com indícios de dissimulação da origem dos recursos.

 

Em caso de comprovação das suspeitas, os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, sem prejuízo de outras infrações penais eventualmente identificadas no decorrer das investigações.

 

Além da PF atua na Operação Voluta o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MP-BA). 

Homem é preso por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em Brumado
Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Companhia de Emprego Tático Operacional (Ceto), do 24º Batalhão da Polícia Militar, prendeu um homem de 47 anos no bairro Olhos D’água, em Brumado, na sexta-feira (9), suspeito de lavagem de dinheiro.

 

De acordo com o site Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, o indivíduo é considerado uma figura central em um esquema de lavagem de dinheiro associado a uma facção criminosa que atua na região. O suspeito já havia sido investigado durante a Operação Falsus Sukarra, realizada pela Polícia Civil, que apurou crimes como falsidade ideológica e lavagem de recursos provenientes do tráfico de drogas.

 

As evidências coletadas nessa investigação foram fundamentais para a emissão do mandado de prisão, cumprido durante a operação. Após a captura, o homem foi levado para a Delegacia Territorial de Brumado, onde aguarda as determinações da Justiça.

Cruzeiro teria lavado R$ 3 milhões do PCC em negociação de jovem promessa, diz jornal
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Revelado pelo Santos em 2018, o atacante Diogo Vitor subiu para o profissional com status de grande promessa do futebol brasileiro aos 19 anos, principalmte após marcar um gol decisivo em clássico contra o Corinthians. Pouco depois, no entanto, sua carreira entrou em declínio completo ao ser flagrado no exame antidoping por uso de cocaína. Suspenso do futebol profissional por um ano e meio, teve seu contrato suspenso e passou a depender financeiramente de seu empresário, William Agati. As informações foram veículadas inicialmente pela Revista Piauí.

 

Após o período de afastamento, Diogo Vitor tentou retomar a carreira no Corinthians, mas não chegou a jogar. Em 2021, o empresário negociou sua transferência para o Cruzeiro, em um acordo que chamou a atenção das autoridades. Ao invés de receber pagamento pelo jogador, Agati transferiu R$ 3 milhões ao clube mineiro por meio de sua empresa, a F1rst Agência de Viagens e Turismo. Poucos dias depois, o Cruzeiro devolveu R$ 1,58 milhão para contas ligadas ao empresário. Vale lembrar que a passagem de Diogo pela Raposta ficou marcada pelo atleta não ter entrado em campo durante os seis meses em que esteve na Toca da Raposa.

 

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a transação foi uma operação de lavagem de dinheiro, com recursos obtidos no tráfico de drogas. Entre 2019 e 2021, segundo a investigação, Agati movimentou cerca de duas toneladas de cocaína para a Europa, utilizando portos brasileiros e um jato executivo. Além disso, ele teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e participado de um esquema para resgatar o narcotraficante Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, de uma prisão em Moçambique.

 

Em nota, o Cruzeiro afirmou que a atual gestão da SAF do clube, que assumiu em maio de 2024, desconhece a transação e se colocou à disposição das autoridades. O ex-presidente do clube, Sérgio Santos Rodrigues, negou qualquer irregularidade e disse que a negociação envolveu apenas um empréstimo financeiro de Agati ao Cruzeiro, sem relação com a contratação de Diogo Vitor. “Não houve compra de passe [do atacante], não. Foi pedido uma oportunidade [dada] para o Diogo tentar voltar a jogar”, afirmou.

 

A Polícia Federal prossegue com as investigações e apura a relação entre a venda do jogador e a lavagem de dinheiro. Agati foi preso em janeiro de 2025, após permanecer foragido. Seu advogado, Eduardo Maurício, nega as acusações e afirma que seu cliente é um empresário legítimo. “As acusações são ilações sem fundamento”, declarou em nota.

Polícia Civil deflagra operação e encontra R$ 700 mil em dinheiro e arma em casa de luxo em Porto Seguro
Foto: Reprodução / ASCOM

Equipes em operação conjunta da Polícia Civil deflagaram a operação denominada “Mercado Oculto”, atuando em alvos pelo estado para combater a sonegação fiscal no ramo de supermercados. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Porto Seguro, encontra mais de R$ 700 mil em dinheiro vivo e uma arma de fogo nesta quinta-feira (05). 

 

A ação pegou os alvos de surpresa, estima-se que R$ 69,7 milhões tenham sido desviados em fraudes tributárias. Crimes de uso de documentos falsos, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro também são investigados.

 

Imagens dos itens encontrados pelos policiais no endereço | Foto: Reprodução / Ascom / PC-BA

 

No Extremo Sul da Bahia, equipes de policiais civis cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça do Distrito Federal em uma residência em um condomínio de luxo na orla de Porto Seguro. Também foram apreendidos um revólver com munições.
 

As investigações revelaram que o supermercado utilizava um esquema fraudulento para sonegar impostos. A empresa operava com um CNPJ falso, registrado em nome de terceiros, e, quando a dívida fiscal aumentava, simplesmente trocava para outro CNPJ também falso. Essa prática permitiu que a empresa evadisse milhões em impostos e continuasse operando ilegalmente.

 

Operação Tai-Pan: PF desmonta esquema de lavagem de dinheiro de R$ 6 bilhões realizando prisões na Bahia
Foto: Reprodução / PF

Em uma das maiores operações de combate à lavagem de dinheiro da história do país, a Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (26/11), a Operação Tai-Pan. A ação mira uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 6 bilhões nos últimos cinco anos, sendo R$ 800 milhões apenas em 2024.

 

Cerca de 200 policiais federais cumpriram 16 mandados de prisão preventiva e 41 de busca e apreensão em diversos estados, um dos presos foi pego em Feira de Santana.

 

As investigações apontam que o grupo criminoso, formado por brasileiros e estrangeiros, incluindo policiais, gerentes de bancos e contadores, montou um complexo sistema financeiro paralelo para ocultar capitais provenientes de crimes como tráfico de drogas, armas e contrabando.

 

O esquema funcionava como uma espécie de banco paralelo, movimentando bilhões de reais dentro e fora do Brasil, com destaque para a China, onde a maioria do dinheiro era enviada. A Justiça Federal bloqueou mais de R$ 10 bilhões em bens e valores de pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Pensando aqui em quanta energia #sabetudo e Aninha do Camaro gastaram pensando em 2028, pra verem o Soberano tomar de volta a candidatura. Mas ninguém precisa correr pra ficar com pena do Soberano. Pelo menos ele tem seu lado empresário pra ocupar o tempo até lá. O motivo, dizem às más línguas: o Carlismo morreu. Ao menos sob a batuta do herdeiro original. Dito isso, ele vai aproveitar também pra ajudar o Ferragamo com essa crise de imagem dos ônibus da eleição. O cenário agora é de reflexão real. Apoiaram o ZeroUm, para manter vivo e soltar o Capitão, agora, quem vai ter que ficar ligado é a galera da Bahia. Ao menos quem não é seguidor da família. Por falar em eleição futura, os disparos em massa de #sabetudo devem ficar mais restritos. Na boca miúda, o que se fala é que essa eleição foi um block atrás do outro. Sobrou para Elde, Bonitinho, Renatinha Ex-Fala Bela e mais uma renca. Alguns desbloqueados, mas outros ainda vão ficar no cantinho do pensamento. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

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Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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