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O Feira FC vem ampliando sua projeção no cenário esportivo e reforçando o potencial de crescimento do futebol no interior da Bahia. O clube tem consolidado um modelo baseado em gestão profissional, fortalecimento de marca e conexão com o público.
Criado recentemente, o projeto busca estruturar operações dentro e fora de campo, com foco em desempenho esportivo, comunicação e engajamento. O movimento acompanha uma tendência de valorização de clubes fora dos grandes centros tradicionais.
Em Feira de Santana, o clube trabalha para se posicionar como uma vitrine regional, capaz de atrair investimentos e ampliar a visibilidade do futebol baiano. A proposta inclui o desenvolvimento de iniciativas voltadas à experiência do torcedor, presença digital e fortalecimento institucional.
O CEO do clube, Marcus Rios, destacou o momento vivido pela equipe.
"Essa parceria mostra que o futebol baiano, especialmente no interior, tem espaço para atrair grandes marcas quando existe um projeto sério, organizado e com visão de futuro. O Feira FC nasce com essa responsabilidade: crescer como clube, mas também ajudar a abrir caminhos para que mais investimentos enxerguem a força da nossa região", afirmou.
Segundo o dirigente, o objetivo é consolidar uma estrutura sustentável e com impacto além das quatro linhas.
"Queremos que o Feira FC seja competitivo, profissional e, ao mesmo tempo, um projeto que contribua para valorizar o futebol de Feira de Santana e da Bahia", completou.
O cenário indica uma mudança no perfil de avaliação de clubes emergentes, que passam a ser observados pela capacidade de organização, geração de audiência e entrega de valor institucional.
Em meio a esse contexto, o clube anunciou a chegada da Superbet como patrocinadora master, indo de encontro à proposta de ter visibilidade no projeto e ampliar a conexão com o mercado esportivo nacional.
A Federação Bahiana de Futebol (FBF) convocou nesta semana os membros filiados que compõem a Assembleia Geral para a realização da Assembleia Geral Eleitoral (AGE), marcada para o dia 31 de março de 2026, na sede da entidade, em Lauro de Freitas.
A reunião está prevista para começar às 10h30, em primeira convocação, com a presença da maioria absoluta dos membros. Caso não haja quórum, a segunda e última convocação ocorrerá às 11h, com qualquer número de filiados.
Na pauta, estão a eleição do presidente e do vice-presidente da FBF, além de três membros efetivos e três suplentes do Conselho Fiscal. Os eleitos terão mandato no quadriênio de janeiro de 2027 a janeiro de 2031. Também está prevista a proclamação do resultado do pleito.
As chapas interessadas em concorrer devem realizar a inscrição até as 19h do dia 26 de março de 2026, na sede da entidade, mediante protocolo de requerimento. Para validação, é necessária a subscrição por entidades filiadas que representem, no mínimo, 20% do colégio eleitoral, em pleno gozo de seus direitos estatutários.
De acordo com a FBF, todo o processo eleitoral será conduzido por uma Comissão Eleitoral independente da diretoria da entidade, instituída por portaria da presidência. As informações oficiais, incluindo regulamento, documentos e demais atos do processo, serão disponibilizadas no site da federação.
A comunicação com os interessados ocorrerá exclusivamente por meio de publicações no portal oficial da FBF. A Comissão Eleitoral será responsável por analisar os casos submetidos e deliberar sobre eventuais situações omissas, com decisões de caráter vinculante.
A votação seguirá o que determinam a Lei nº 9.615/1998 e a Lei nº 14.597/2023, além das normas previstas no regulamento eleitoral da entidade.
Pouco comum no futebol baiano, a parceria firmada entre o Fluminense de Feira e o Jequié tornou-se um dos pilares do planejamento esportivo da SAF do Touro do Sertão para a temporada. Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente da SAF, Filemon Neto, detalhou o funcionamento do acordo, explicou por que o futebol do Jipão passou a ser gerido integralmente em Feira de Santana e defendeu o modelo como uma solução estratégica para enfrentar um calendário estadual curto e competitivo.
Segundo Filemon, a parceria tem duração inicial de um ano e foi construída sob um princípio inegociável: o controle total do futebol ficaria com a SAF do Fluminense de Feira. Desde a montagem do elenco até a definição da comissão técnica, todas as decisões passam pelo mesmo núcleo de gestão.
"Nós conduzimos 100% do futebol. Não há ninguém do Jequié lá dentro [na tomada de decisão]", revelou o dirigente.
O gestor explicou que não há divisão de poder ou interferência externa no dia a dia esportivo. O elenco é unificado, assim como a comissão técnica, e o planejamento segue um calendário integrado para atender às duas frentes competitivas. Na prática, o Jequié transferiu sua base operacional para Feira de Santana, utilizando a estrutura do Fluminense para garantir controle físico, técnico e logístico.

O elenco do Jequié atualmente utiliza as dependências do Fluminense de Feira durante a preparação para os jogos do Baianão | Foto: Divulgação / ADJ
"O Jequié está treinando em Feira de Santana. Isso não é por acaso; é para garantir padrão de trabalho, metodologia e acompanhamento diário", frisou Filemon, destacando que a unificação evita os improvisos comuns no futebol estadual.
Dentro desse modelo, Neto também fez questão de esclarecer o que acontece em um cenário hipotético em que Fluminense de Feira e Jequié passem a disputar a mesma divisão no Campeonato Baiano simultaneamente. Segundo o dirigente, a parceria foi desenhada justamente para evitar qualquer tipo de conflito esportivo ou institucional. O acordo, firmado por prazo determinado, não prevê coexistência dos clubes na mesma divisão.
"A parceria da gente é de um ano. Terminou, o Jequié segue o caminho dele e o Fluminense segue o caminho dele. Cada um vai para o seu canto", explicou.
MODELO FUNCIONAL E IDENTIDADE
O presidente da SAF reconheceu que o modelo pode gerar estranhamento inicial por fugir do padrão tradicional de parcerias, muitas vezes marcadas por conflitos de interesse. Ele reforçou, no entanto, que a parceria não representa perda de identidade para o Jequié, mas sim uma alternativa para manter a competitividade diante das limitações financeiras.
"É um modelo que pouca gente conhece por dentro, mas ele funciona porque existe clareza de comando. Não é incorporação nem fusão. É uma parceria esportiva com regras claras", destacou.

Filemon concedeu entrevista exclusiva ao Bahia Notícias nesta semana | Foto: Thiago Tolentino / Bahia Notícias
AMBIÇÃO E PROFISSIONALIZAÇÃO
Mesmo sendo uma inovação na gestão, Filemon deixou claro que o projeto não é experimental. O objetivo é ser competitivo em ambos os clubes. Ele reiterou que o elenco atual é considerado o mais forte desde a criação da SAF e que a camisa do clube impõe uma cobrança natural por resultados.
Ao comentar os acessos que bateram na trave nas últimas duas campanhas da Série B do Campeonato Baiano, o dirigente defendeu uma análise racional: "Nem sempre o melhor vence. Isso é o que torna o futebol maravilhoso".
Ao centralizar decisões e otimizar o calendário, a SAF do Fluminense de Feira aposta que a parceria com o Jequié representará um ganho competitivo imediato e um passo à frente na profissionalização do futebol do interior, visando aproximar-se do nível de competitividade da dupla Ba-Vi.
"Futebol é processo. E processo exige convicção", concluiu.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Angelo Coronel
"Não tenho presidente de estimação".
Disse o senador Angelo Coronel ao negar ser um senador bolsonarista, durante participação no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias. Segundo ele, seu compromisso não é com nenhuma liderança específica.