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Artigos

Amy Ferreira
A legalização do dar “grau” como estratégia de visibilidade política e caça aos votos
Foto: Geraldo Araújo/ Divulgação

A legalização do dar “grau” como estratégia de visibilidade política e caça aos votos

Desde que a Federação do Grau da Bahia, foi oficializada em dezembro de 2025, na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), legisladores de vários municípios brasileiros têm apoiado a regulamentação e aprovado a prática do chamado dar “grau”, considerada a mais nova modalidade esportiva, em que motociclistas empinam a moto e se equilibram com apenas uma das rodas no chão enquanto aceleram em velocidade.

Multimídia

Deputado Antonio Henrique Jr. destaca alinhamento ideológico com o PV: “A gente veio representar o partido, ajudar a crescer”

Deputado Antonio Henrique Jr. destaca alinhamento ideológico com o PV: “A gente veio representar o partido, ajudar a crescer”
O deputado estadual Antonio Henrique Jr (PV) comentou sobre a migração partidária dos parlamentares eleitos pelo Progressistas na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) após a consolidação da federação PP-União Brasil, na oposição ao governo estadual. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (27), o deputado afirmou que a decisão de romper com o partido e se manter na base governista foi coletiva.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

extincao

Araras-vermelhas são reintroduzidas na Mata Atlântica após séculos de extinção na Bahia
Foto ilustrativa: Reprodução / Ibama

Em uma iniciativa para a conservação da biodiversidade, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reintroduziu, esta semana, 35 exemplares de arara-vermelha-grande (Ara chloropterus) na Mata Atlântica do sul da Bahia. A espécie, que já foi comum no litoral brasileiro, foi considerada extinta na região entre os séculos XIX e XX devido ao desmatamento e à captura ilegal.

 

O trabalho é coordenado pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. Como não existem mais populações selvagens da espécie na região, as aves utilizadas no projeto são oriundas de cativeiros e foram apreendidas em operações de combate ao tráfico de animais em diversas partes do país.

 

Antes de ganharem a liberdade na Estação Ecológica do Pau-Brasil, as aves passaram por um rigoroso processo de reabilitação. Após um período de quarentena, os animais foram instalados em um recinto de aclimatação para fortalecer a musculatura de voo e estimular a formação de casais.

 

De acordo com Cid José Teixeira, chefe do Cetas/BA ao Radar News, parceiro do Bahia Notícias, o grupo foi individualmente identificado para permitir o monitoramento na natureza. Os animais também receberam treinamento contra predadores e na área ambiental.

 

A libertação utilizou a técnica de "soltura branda", na qual as portas do viveiro permanecem abertas e são instalados comedouros suplementares, permitindo que as aves explorem o ambiente externo gradualmente.

 

O sucesso do projeto será medido pela persistência da população selvagem sem intervenção humana a longo prazo. "A variação nas características de cada espécie dificulta a adoção de um critério de sucesso unificado", explica Ligia Ilg, analista ambiental do Ibama e coordenadora do projeto. O monitoramento pós-soltura incluirá o registro de avistamentos, o consumo de alimentos naturais e a ocupação de caixas-ninho espalhadas pela área.

 

A presença da arara-vermelha no sul da Bahia remonta ao período do descobrimento, tendo sido descrita na carta de Pero Vaz de Caminha como "papagaios vermelhos, muito grandes e formosos". No século XIX, o príncipe Maximiliano de Wied-Neuwied também registrou a espécie em expedições entre o Rio Mucuri e Salvador.

Ibram informa que MP que pedia extinção da Casa de Rui Barbosa será arquivada
Foto: Divulgação

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) emitiu uma nota, com o objetivo de esclarecer sobre a Medida Provisória que propõe a extinção da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) para que seja transformada em um museu vinculado ao órgão. 

 

O comunicado assinado nesta quarta-feira (15), pelo presidente do Ibram, Pedro Mastrobuono, e pela presidente da FCRB, Letícia Dornelles, informa que as duas entidades e o Ministério do Turismo, ao qual estão vinculadas, “de há muito deliberaram pelo arquivamento da proposta de iniciativa do Ministério da Cidadania”. 

 

Segundo a nota, “os trâmites burocráticos impedem a celeridade” do arquivamento, que ainda não tem data definida para acontecer.

 

Confira a nota completa:
“A proposta de Medida Provisória que trata da incorporação da Fundação Casa de Rui Barbosa – FCRB à estrutura organizacional do Instituto Brasileiro de Museus – Ibram, originou-se no Ministério da Cidadania e foi posteriormente remetida ao Ministério do Turismo. Por intermédio da  Secretária Especial de Cultura, foi solicitado ao Ibram manifestação técnica sobre proposta de Medida Provisória.

 

Em atendimento, o Ibram emitiu Nota Técnica elaborada por sua Diretoria Colegiada, efetuando análise sob a ótica estrita das funções museológicas das atividades daquele órgão, considerando as suas atividades de pesquisa, educação e preservação de acervos, e manifestou não haver incompatibilidade destas funções. A Nota Técnica ressalta a recomendação da instauração de um processo de diálogo com os demais atores envolvidos, notadamente com o  Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico do Ibram e com a Fundação Casa de Rui Barbosa, para uma ampliação da discussão sobre benefícios e implicações que tal medida pode ocasionar ao setor cultural brasileiro e aos serviços prestados à sociedade.

 

Para além da emissão da referida Nota Técnica, o Instituto Brasileiro de Museus não participou de outra ação nesse processo e afirma não ter interesse na incorporação da Fundação Casa de Rui Barbosa. Reconhece, ainda, a importância e papel enquanto instituição de pesquisa, de promoção da cultura e de ensino da FCBR.

 

Cabe ressaltar que ambas as instituições estão, hoje, vinculadas administrativamente ao Ministério do Turismo. Cumpre esclarecer que a FCRB, o Ibram e MTur há muito deliberaram pelo arquivamento da proposta de iniciativa do Ministério da Cidadania. Os trâmites burocráticos impedem a celeridade. Por fim, ressaltamos que o presidente do Ibram, Pedro Mastrobuono, e a presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, Letícia Dornelles, trabalham em sintonia e em prol da Cultura”.

Após fazer duras críticas à Ancine, Bolsonaro deve desistir de extinguir agência
Foto: Marcelo Camargo:Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), que instituiu mudanças na Agência Nacional do Cinema (Ancine), como sua transferência do Rio de Janeiro para Brasília e chegou a anunciar a extinção da agência (clique aqui e saiba mais), parece ter mudado de ideia.

 

Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, Bolsonaro teria recuado da decisão por ter se convencido de que a Ancine deve sobreviver.

Regina Duarte declara apoio a Michel Temer e a extinção do MinC
Foto: Reprodução / Instagram Regina Duarte
Declaradamente a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, a atriz Regina Duarte apoia a decisão do presidente interino Michel Temer de extinguir o Ministério da Cultura. "Se o país está 'em coma' não entendo a insistência no auto-engano de achar que a Cultura pode se safar, sadia, do desconserto geral que nos abateu. Na teoria (linda!) a prática é outra (dolorida). Sou a favor da ideia de manter a Cultura internada no 'Hospital' da Educação. Depois da possibilidade de 'alta' vamos ver o que pode ser melhor pra ela e... pra todos nós, brasileiros", compartilhou a atriz em seu Instagram.



Foto: Reprodução / Instagram Regina Duarte

O texto, compartilhado na noite dessa quarta (18), acompanha uma imagem de Temer com a frase "Eu o reconheço presidente, darei meu voto de confiança". Não é a primeira vez que a atriz se posiciona politicamente. Em 2002, quando Luiz Inácio Lula da Silva disputava a eleição presidencial contra o candidato José Serra (PSDB), Regina fez um vídeo, declarando que temia um possível governo petista. "Estou com medo", frisou.
'Mulheres não querem ser tratadas como fetiche decorativo’, diz Dilma em bate-papo
Foto: Reprodução / Facebook
Direto do Palácio da Alvorada, a presidente afastada Dilma Rousseff e o ex-ministro Juca Ferreira, participam de um bate-papo online, pelo Facebook, nesta quinta-feira (19), sobre a extinção do Ministério da Cultura no governo interino de Michel Temer. “Bom dia! Eu e o ministro Juca Ferreira estamos aqui para conversarmos com vocês sobre a extinção do Ministério da Cultura e os retrocessos que isso causa para todos nós preocupados com o Brasil, o País da diversidade”, diz a postagem. Dentre os questionamentos estão as consequências do fim do MinC. “A presença da Cultura como Ministério é tão importante para a construção da nacionalidade brasileira que tem de estar refletida na hierarquia do Estado brasileiro. Isto não é apenas simbólico, mas deve refletir a prioridade que se atribui à cultura para o exercício da cidadania em nosso País. É bom lembrar que a criação do Minc foi uma das primeiras medidas depois da conquista das eleições diretas para a Presidência da República. Isso não foi uma coincidência. O fim da ditadura foi um período que permitiu ao País voltar a sonhar com mais liberdades, com a melhoria da qualidade de vida. O desenvolvimento cultural foi uma das grandes marcas desse período. Por isso, agora, não é coincidência que a primeira medida do governo provisório seja a extinção do Ministério da Cultura. É como se eles quisessem voltar ao passado autoritário. Uma secretaria nacional de Cultura não tem a capacidade de atender às demandas e necessidades culturais da população. Não tem a estrutura necessária para atuar, levando em conta a amplitude, a complexidade e a diversidade cultural brasileira”, responderam, acrescentando que “O MinC trabalha com a preservação do patrimônio, o fortalecimento da diversidade cultural das manifestações regionais, tradicionais e contemporâneas, o fomento e incentivo às artes e a regulação. Esta última questão implica na formulação de leis para criar o ambiente favorável ao desenvolvimento cultural. Por exemplo, a legislação de proteção ao direito autoral. A construção desse conjunto de políticas, programas e ações exige uma estrutura capaz de dialogar com o conjunto da sociedade, com o meio cultural, artistas, produtores, e assim formular as políticas necessárias e incrementá-las”. Dilma e Juca falaram ainda da dificuldade de Temer em escalar uma mulher na Secretaria da Cultura, apêndice do Ministério da Educação (clique aqui). “Acredito que as mulheres não querem ser tratadas como um fetiche decorativo. Ao contrário do que alguns pensam, as mulheres têm apurado senso crítico e, por isso, são muito sensíveis a todas as tentativas de uso indevido da sua condição feminina. As mulheres brasileiras são trabalhadoras, profissionais dedicadas, lutam pelo seu espaço e têm plena consciência de seus direitos. Tenho certeza que a razão das recusas está na qualidade da consciência de gênero que nós adquirimos durante todos esses anos de luta contra o preconceito”, escreveram.
Ministro da Educação e Cultura ressalta que governo não voltará com MinC
Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

O ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho, afirmou na tarde desta quarta-feira (18) que o governo não vai voltar atrás na decisão de extinguir o Ministério da Cultura e incorporá-lo à Educação. “O presidente [Michel Temer] recebeu a manifestação, refletiu e decidiu manter a sua decisão”, afirmou Mendonça Filho em entrevista coletiva. Mais cedo, o presidente do Senado, Renan Calheiros, aconselhou Temer a revogar a medida e declarou que o presidente ficou de avaliar a questão (leia mais aqui). No entanto, no início da tarde desta quarta-feira (18), o secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro, Marcelo Calero foi nomeado Secretário Nacional de Cultura. “Estamos demonstrando, de forma clara, objetiva e direta, que essa subordinação não vai comprometer a valorização da cultura. Não é o nome ‘ministério’ que pode produzir a diferença”, afirmou Carelo. Diante dos protestos em cerca de 10 capitais brasileiras, onde militantes e representantes da classe artística já ocupam as unidades do extinto MinC, o novo secretário ressalta que o governo está aberto ao diálogo. “A resistência se supera com a demonstração de resultados e o diálogo franco e aberto”, defendeu. O ministro da pasta, Mendonça Filho, foi ainda questionado sobre a continuidade dos investimentos para a Educação. “Desde que tomamos posse, se espalham boatos nas redes sociais sobre descontinuidade de projetos como Fies e ProUni. Todos esses projetos serão preservados, no máximo, aprimorados”, ressaltou.

Rede de Festivais de Teatro do Brasil emite nota contra extinção do MinC
Foto: Divulgação
Após a decisão do presidente interino Michel Temer de dissolver o Ministério da Cultura (MinC) para submetê-lo como uma Secretaria Nacional vinculada ao Ministério da Educação, mais um grupo de artistas resolveu se manifestar. A Rede de Festivais de Teatro do Brasil, da qual faz parte o Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (Fiac), emitiu uma nota oficial para imprensa e órgãos públicos, para “defender a importância e a necessidade de restabelecimento do Ministério da Cultura”. No documento, o artistas avaliam que o MinC “é símbolo de um país que respeita seu povo” e destacam o papel do órgão  para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para as artes. “Compreender o Ministério da Cultura é afirmar o desenvolvimento social e econômico de um país”, explicam, afirmando que reestabelecer a pasta é uma ação urgente e necessária “para impedir o retrocesso e o agravamento da situação de fragilidade que se anuncia”. A nota diz ainda que o setor cultural brasileiro é vigoroso e que a competência para aprimorá-lo cabe ao MinC. “Acreditar que a sua extinção trará uma economia para o país pode perpetrar um erro histórico e irreparável”, avaliam os artistas.
Movimentos sociais ocupam sede da Funarte contra extinção do MinC
Foto: Matheus Rodrigues / G1
Contra a extinção do Ministério da Cultura, movimentos sociais do Rio de Janeiro ocuparam a sede da Fundação Nacional das Artes (Funarte), localizada no Palácio da Cultura Gustavo Capanema, nesta segunda-feira (16), para protestar contra a medida. "Foi aberto um processo contra a presidente da república e não existia nada a rigor antes. Inclusive, a maioria, um montão de senadores ali, disseram que estão votando pela admissibilidade não pela condenação dela. Esse processo são 180 dias e estamos aqui defendendo a constituição, o governo legítimo e contra uma pessoa que não tem a menor legitimidade pra estar na presidência do país e tem que sair", afirmou um dos representantes do movimento, ressaltando que a Constituição Federal pontua o direito da população de se reunir pacificamente, em locais abertos ao público, sem a necessidade de autorização.

O Ministério da Cultura foi agregado ao Ministério da Educação, na última quinta-feira (12), pelo presidente interino Michel Temer. A pasta será gerida por Mendonça Filho (DEM-PE). Também presente na ocupação, o deputado Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira (PT-RJ) se posicionou em apoio ao movimento. “Todo governo que assume em decorrência de um golpe tem um viés autoritário e nós já estamos aqui com pacotes e mais pacotes de viés autoritário, mas nenhum deles expressa mais concretamente o viés autoritário do que a extinção do Ministério da Cultura”, ressaltou o político.

O deputado afirmou ainda que o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, que também foi extinto, representam demandas  da sociedade organizada. “Ele não nasce da cabeça do presidente, ele nasce da organização da sociedade que pleiteia esses ministérios pra construir com o movimento políticas afirmativas e nós somos testemunhas da importância desses ministérios para aqueles que estavam envolvidos nesta luta das mulheres, do negro, dos direitos humanos e, em particular, da cultura”, acrescenta o parlamentar. O discurso comum do grupo na Funarte é de resistência. A ocupação tem tempo ilimitado e o grupo está organizando um revezamento para que todos os dias tenham pessoas para dormir na Fundação. Veja o vídeo:

Contra extinção do Minc, artistas enviam carta aberta ao presidente interino Michel Temer
Foto: Divulgação
A classe artística reagiu mal, após anúncio do presidente interino Michel Temer, realizado nesta quinta-feira (12), sobre a extinção do Ministério da Cultura para se fundir ao da Educação, formando o Ministério da Educação e Cultura, a cargo do deputado federal José Mendonça Bezerra Filho (DEM-PE). Além dos protestos individuais através das redes sociais pelo que consideram um retrocesso para o país, alguns artistas resolveram formalizar as críticas através de uma carta aberta enviada a Temer. Assinam o documento a Associação Procure Saber, formada por músicos como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan e o Grupo de Ação Parlamentar Pró-Música (GAP), que tem como integrantes nomes como Sérgio Ricardo, Ivan Lins, Leoni, Frejat, Fernanda Abreu e Tim Rescala.
 
No documento, os artistas lembraram da extinção da pasta em 1990, como um dos primeiros atos do governo Collor, que teria tido como consequência “o sucateamento de ideias, projetos e realizações no campo das artes”. A carta destacou também a retomada do Ministério no governo FHC e sua ampliação e consolidação com a gestão de Gilberto Gil. “Desde então o MinC vem se ocupando, de forma proativa, das artes em geral, do folclore, do patrimônio histórico, arqueológico, artístico e cultural do País”.  O manifesto abordou também o papel do Minc com a democratização da cultura. “O MinC passou a atuar também com a cultura popular e de grupos marginalizados, ampliando os horizontes de uma parcela expressiva de nossa população. Foi o MinC que conseguiu criar condições para que tenhamos hoje uma indústria do audiovisual dinâmica e superavitária. O mesmo está sendo feito agora com outros campos, como por exemplo o da música”. Os artistas ressaltaram também que a Cultura de um País, além de sua identidade, é a sua alma, afirmando ainda que o Ministério da Cultura “não é um balcão de negócios” e que “as críticas irresponsáveis feitas à Lei Rouanet não levam em consideração que, com os mecanismos por ela criados, as artes regionais floresceram e conquistaram espaços a que antes não tinham acesso”.
 
Justificando o apelo pela manutenção da pasta, os artistas avaliam que com a perda de status “corre-se o risco de jogar fora toda uma expertise que se desenvolveu nele a respeito de, entre outras coisas, regulação de direito autoral, legislação sobre vários aspectos da internet (com o reconhecimento e o respeito de organismos internacionais especializados), proteção de patrimônio e apoio às manifestações populares”. Eles afirmam ainda que a suposta economia feita com a extinção do Minc “é pífia e não justifica o enorme prejuízo que causará para todos que são atendidos no país pelas políticas culturais do Ministério. Além disso, mediante políticas adequadas, a cultura brasileira está destinada a ser uma fonte permanente de desenvolvimento e de riquezas econômicas para o País”. Ao final, a carta salienta o desejo da classe artística para que o governo interino redimensione “sua imensa capacidade de gerar recursos para educação, saúde, segurança e para todos os projetos sociais e econômicos necessários ao crescimento da nação sem que se sacrifique um dos seus maiores patrimônios: a nossa Cultura”.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Do jeito que tem gente balançando que nem gangorra entre o Cacique e o Soberano, e os outros candidatos ao Senado, vai acabar surgindo o Santinho Frankenstein. Mas outro filme também pode estar em alta em 2026: o "Esquadrão Suicida". Já Elmato parece que não passa dos trailers. Na guerra das IAs, tentaram atacar o Soberano e se bobear deixaram ele foi feliz. Enquanto isso, o Cavalo do Cão vai treinando sua mira. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Silvio Humberto

Silvio Humberto
Foto: CMS

"Importa destacar que registros da própria Câmara Municipal de Salvador confirmam que a denunciante jamais integrou o quadro funcional do gabinete do vereador Silvio Humberto, nem de qualquer outro gabinete da Casa". 

 

Disse o vereador de Salvador Silvio Humberto (PSB) após rebater as acusações da prática de “rachadinha” e negar todas as acusações. Em publicação nesta segunda-feira (27), a equipe do vereador apresentou um atestado da Câmara Municipal que comprova a ausência de vínculo com Ingrid da Silva de Jesus, a denunciante.

Podcast

Projeto Prisma entrevista deputado estadual Antonio Henrique Júnior nesta segunda-feira

Projeto Prisma entrevista deputado estadual Antonio Henrique Júnior nesta segunda-feira
O deputado estadual Antonio Henrique Júnior (PV) é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (27). O programa é exibido ao vivo no YouTube do Bahia Notícias a partir das 16h.

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