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Artigos

Augusto Vasconcelos
Bahia registra menor taxa de desocupação dos últimos 12 anos
Foto: Feijão Almeida/ GOVBA

Bahia registra menor taxa de desocupação dos últimos 12 anos

Além de liderar a geração de empregos no Nordeste, a Bahia obteve a menor taxa de desocupação dos últimos 12 anos. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada recentemente, confirmou o bom momento da Bahia na geração de empregos.

Multimídia

João Cláudio Bacelar defende permanência da Câmara na Praça Thomé de Souza

João Cláudio Bacelar defende permanência da Câmara na Praça Thomé de Souza
O vereador da Câmara de Salvador, João Cláudio Bacelar (Podemos), defendeu a permanência da Câmara municipal, localizada na Praça Thomé de Souza. Segundo ele, em entrevista ao Projeto Prisma, Podcast do Bahia Notícias, trabalhar em um local histórico como aquele é motivo de "muito orgulho".

Entrevistas

Diretor do FIDA/ONU no Brasil reforça parcerias na Bahia para geração de emprego e renda no campo

Diretor do FIDA/ONU no Brasil reforça parcerias na Bahia para geração de emprego e renda no campo
Foto: Edu Mota / Brasília
O governo da Bahia anunciou recentemente a expansão do programa de cooperação que possui junto ao Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), com objetivo de promover o desenvolvimento sustentável, a inclusão produtiva e a geração de renda em diferentes biomas do estado. A parceria entre o governo e o órgão da ONU conta com investimentos que ultrapassam o patamar de R$ 1,5 bilhão.

enchentes

VÍDEO: Maria Bethânia faz apelo por ajuda para Santo Amaro após fortes chuvas e alagamentos
Foto: Jorge Bispo / Divulgação | Reprodução / Instagram

A cantora Maria Bethânia usou suas redes sociais para fazer um apelo às autoridades e à população, destacando os estragos causados pelas fortes chuvas em sua cidade natal, Santo Amaro, no recôncavo da Bahia. O rio Subaé, que atravessa o município, transbordou após as chuvas intensas na madrugada de sábado (3), e em 24 horas, a cidade registrou mais de 180 mm de precipitação. Como resultado, 300 famílias foram afetadas, sendo 80 delas desabrigadas.

 

Em um vídeo divulgado neste domingo (4), Bethânia narra uma mensagem emocionada enquanto mostra imagens dos alagamentos na cidade. "S.O.S para Santo Amaro da Purificação. A natureza grita", escreveu a irmã de Caetano Veloso.

 

Ela descreve a força das águas do rio Subaé, que tomaram grande parte da cidade, incluindo o Mercado Municipal e as casas ribeirinhas. A cantora destaca o impacto das atitudes humanas sobre a natureza e pede ajuda para os afetados. "Toda indiferença e maus tratos que causaram ao rio retornam com força e violência", afirma.

 

No vídeo, Maria Bethânia também pede que a classe política, eleita por seus conterrâneos, se sensibilize e busque ajudar aqueles que perderam tudo com as chuvas.

 

 


 

Ponte erguida após enchentes no RS é levada por correnteza 3 meses após inauguração
Foto: Reprodução/Prefeitura de Feliz

Uma ponte provisória, construída após as enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul, localizada na cidade de Feliz, a 80 km de Porto Alegre, foi levada pela correnteza do Rio Caí, na noite desta quinta-feira (2), menos de três meses após a sua inauguração.

 

A região foi atingida por fortes chuvas desde a quarta-feira (1), e, após o avanço da água, a ponte acabou cedendo. “Às 9 da manhã, a ponte foi coberta pelas águas. Pelas 17h, começou a apresentar sinais de comprometimento. Pelas 19h, se foi total”, apontou o Executivo da cidade, em seus canais oficiais.

 

A estrutura, formada por tábuas de madeiras sobrepostas a uma estrutura composta por nove contêineres reforçados de estruturas metálicas, foi erguida a partir dos esforços de moradores, bem como da iniciativa privada e do poder público. Ela ligava o centro da cidade às localidades de São Roque e Picada Cará e ao município de Linha Nova.

 

Inaugurada em outubro de 2024, o dano à ponte pode gerar um caos na mobilidade da cidade, já que agora, o trajeto mais curto entre as localidades se estende por cerca de 20 km.

 

“Sem essa ponte, não temos mais ligações entre os dois lados do município para veículos pesados. Isso não afeta somente a mobilidade da cidade, mas de toda a região. E me arrisco a dizer, do estado”, afirmou prefeito da cidade, Junior Freiberger (PSD).

Cemaden alerta para risco de deslizamentos e enchentes no Sul da Bahia e Norte de Minas Gerais
Foto: Isaac Nóbrega/PR

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) emitiu um alerta ao Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), neste domingo (10), destacando as áreas do sul, Centro-Sul e Sudoeste da Bahia e norte de Minas Gerais como regiões de risco para processos hidrológicos e geodinâmicos. O alerta é motivado pela previsão de chuvas intensas, especialmente no sul da Bahia, onde os maiores acumulados são esperados ao longo do dia.

 

Entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira (11), a previsão indica chuvas em Salvador, BA, aumentando o risco de deslizamentos na capital devido à alta suscetibilidade das encostas em áreas urbanas. Segundo o Cemaden, o cenário aponta para a possibilidade de deslizamentos pontuais nessas regiões.

 

No aspecto hidrológico, o alerta também concentra atenção no sul da Bahia, com acumulados de chuva prévios e a possível abertura de novos alertas, incluindo a faixa litorânea até a região metropolitana de Salvador. No Espírito Santo, a expectativa é de que os alertas emitidos devido às chuvas das últimas 24 horas sejam encerrados ao longo deste domingo.

 

A Defesa Civil de Salvador (Codesal) informou ainda que, na segunda-feira (11), são previstas chuvas moderadas com trovoadas em função de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Esse sistema, segundo o Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (CEMADEC), deve perder força ao longo do dia, diminuindo a intensidade das chuvas.

Após fortes chuvas, nível do Guaíba sobe e autoridades gaúchas começam a se preocupar com novas enchentes
Foto: Isac Nóbrega/PR

Após chuvas fortes voltarem a atingir Porto Alegre e outras regiões do Rio Grande do Sul a partir desta terça-feira (1), o nível do Rio Guaíba, principal corpo de água que corre pela capital gaúcha, aumentou em cerca de 50 cm, fazendo com que autoridades comecem a observar com mais afinco a situação.

 

Conforme a Defesa Civil do Rio Grande do Sul (DC-RS), não há alerta de inundação ativo, mesmo assim, o órgão enviou equipes para a área a fim de monitorar a situação.

 

Segundo o portal de notícias gaúcho Zero Hora, nenhum cidadão precisou ser retirado de sua casa, embora haja acúmulo de água em ruas próximas ao rio, causadas por um forte vento que passou pela região.

 

Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH), a altura da água do Guaíba chegou a 2,72 m na manhã desta quarta-feria (2). Antes da chuva, o nível do rio era de 2,25 m.

 

A régua de medição utilizada pelas autoridades afirma que a cota de alerta está na casa dos 3,15 m, enquanto a de inundação é de 3,60 m. Em relação ao mês de outubro, a alta já chega a 97 centímetros.

As enchentes do Rio Grande do Sul de Abril e Maio de 2024 deixaram 183 mortos, mais de 800 feridos e milhões de pessoas foras de suas casas após chuvas excessivas assolarem o estado. À época, o Rio Guaíba atingiu uma marca de 5,37 metros.

Chuva: Quase metade dos candidatos à prefeitura não detalha propostas para prevenção de desastres em Salvador
Foto: Manu Dias / GOVBA

Com Salvador liderando os índices de risco de alagamentos e deslizamentos de terra entre as capitais do Nordeste, segundo dados do AdaptaBrasil, do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), a montagem de um plano para evitar possíveis desastres é fundamental para assegurar a vida dos soteropolitanos. Contudo, um levantamento da Agência Tatu constatou que 4 dos 7 candidatos à prefeitura da capital baiana não apresentaram detalhadamente um planejamento de prevenção de desastres em seu plano de governo publicado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Segundo o estudo, os candidatos Bruno Reis (União), que é o atual prefeito; Kleber Rosa (Psol); e Victor Marinho (PSTU), foram os únicos que detalharam os planos de prevenção, sendo categorizados como “mencionaram claramente”.

 

Eslane Paixão (UP), Silvano Alves (PCO) e Geraldo Jr. (MDB) não citaram o assunto em seus planos de governo. Por fim, na metodologia no estudo, Giovani Damico (PCB), chegou a apresentar um planejamento de prevenção, mas não elaborou a proposta, mencionando “parcialmente”.

 

Vale destacar que o levantamento realizou a recolha dos planos de governo por meio do TSE. Logo, não levaram em consideração a ideia apresentada pelo vice-governador Geraldo Jr. (MDB). Até esta quarta-feira (10), o emedebista publicou o plano de governo completo apenas no site oficial de sua campanha.

 

Todavia, Geraldo cita um planejamento de prevenção de desastres ocasionados pelas chuvas, mas não chega a aprofundar as propostas. O Bahia Notícias, levando em consideração a metodologia divulgada pela Agência Tatu, classificou o plano de governo do vice-governador acerca dessa temática como “menciona claramente”. 

 

A reportagem consultou todos os planos de governo dos candidatos à prefeitura de Salvador e, após curadoria, separou as consideradas principais propostas para a prevenção de desastres na capital baiana. Confira:

 

OS PLANOS

Bruno Reis (União)

Começando pelo atual prefeito, o plano de governo de Bruno Reis apresenta a criação do “Centro de Referência em Mudanças Climáticas”. Segundo o candidato à reeleição, o espaço visa a construção de jardins de chuva, telhados verdes, restauração e implantação de florestas urbanas, parques lineares, renaturalização de rios e restauração verde de encostas.

 

Bruno Reis também elabora o Plano Municipal de Drenagem que, segundo ele, cumprimenta de formas sustentáveis da gestão da água, conforme previsto na Política Nacional de Saneamento Básico. Dentre os detalhes está:

  • Promover o fortalecimento da rede de monitoramento dos recursos hídricos para reduzir a poluição difusa e pontual, e controlar o escoamento superficial das águas pluviais na fonte;
  • Fortalecer as ações de prevenção e mitigação do risco de inundações, aumentando a resiliência;
  • Combater inundações por meio de obras e pela ampliação do SBN nas medidas estruturais de macrodrenagem;
  • Ampliar processos para a gestão dos recursos hídricos nas bacias hidrográficas ou de drenagem natural.

 

Por fim, destaca-se também o aprimoramento das atividades da Defesa Civil de Salvador (Codesal). Segundo o plano de governo, o objetivo é fortalecer a capacidade de resposta a desastres e emergências a partir da identificação de lacunas, pontos fortes e oportunidades de melhoria, além da avaliação da eficácia dos planos de contingência existentes. As principais propostas são: 

  • Ampliação da rede de monitoramento de sistemas avançados de alerta precoce, com aquisição de radar meteorológico, permitindo a identificação e comunicação rápida de riscos iminentes, como tempestades, inundações, ou deslizamentos, aumentando a evacuação segura da população;
  • Prosseguir as ações de defesa civil em andamento, como a capacitação das comunidades residentes em áreas de risco;
  • Novos programas educacionais e campanhas de conscientização para informar a população sobre os riscos naturais locais, e adotar mais práticas preventivas, como a criação de kits de emergência e novos planos de evacuação.

 

Geraldo Jr. (MDB)
Principal rival de Bruno Reis nestas eleições, o vice-governador Geraldo Jr. separou as suas propostas gerais em divisões. No “Eixo 4” do plano de governo, o emedebista trata da “Cidade Sustentável e Meio Ambiente” onde, detalhadamente, ele apresenta o planejamento para a melhoria da prevenção de desastres na capital baiana.

 

Focando mais em uma política ambiental, no “Eixo 4.1”, Geraldo foca em propostas de reabilitação das áreas verdes de Salvador como uma medida de prevenção de catástrofes causadas pelas chuvas. Confira:

  • Desenvolver um programa de reflorestamento em áreas degradadas e de encostas, incentivando a criação de parques e jardins comunitários nos bairros de Salvador;
  • Aprimorar o sistema de alerta precoce para desastres naturais;
  • Fortalecer o gerenciamento dos rios urbanos de Salvador e monitoramento da qualidade de suas águas e das condições de balneabilidade das praias, por meio de parcerias com universidades e órgãos estaduais afins, informando periodicamente os resultados à população;
  • Regulamentar, implementar e fortalecer o Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (SAVAM/PDDU), através de estudos para a criação de unidades municipais de conservação em áreas naturais desprotegidas, e capacitação de Conselhos Gestores destes locais.

 

Finalizando, no “Eixo 4.2”, o vice-governador apresenta a implementação de um “Observatório do Clima” e da “Autoridade Municipal de Mudanças Climática de Salvador”. Veja:

  • Criação da Autoridade Municipal de Mudanças Climática de Salvador para produzir subsídios para a elaboração e a execução da política municipal sobre mudança do clima, além de monitorar a implementação das metas de mitigação da adaptação e da resiliência;
  • Criação de um Observatório Municipal do Clima, que seja um grande espaço de estudo e pesquisa sobre os impactos do clima na nossa cidade;
  • Incorporar soluções baseadas na natureza (SbN), infraestruturas verdes e azuis no espaço urbano, com ações que aumentem a permeabilidade do solo e diminuam a velocidade de escoamento das águas das chuvas.

 

Kleber Rosa (Psol)
Em relação ao candidato do Psol, Kleber Rosa apresenta um setor específico para o “Planejamento Territorial e Habitação”. Na área, o plano de governo elabora o programa de “Saneamento, Drenagem e Resíduos” e de “Prevenção e Redução de Riscos”.

 

As principais propostas sobre o Saneamento, Drenagem e Resíduos são focadas em obras estruturantes, citando também a criação de um “Plano Municipal de Drenagem” para evitar as enchentes na cidade. Confira:

  • Investir nas ações de saneamento, sobretudo na coleta e tratamento de esgotos, principalmente, nas áreas de proteção dos mananciais e nas periferias;
  • Elaborar um Plano Municipal de Drenagem urbana sustentável prevendo não só a redução do impacto das enchentes em toda a cidade, como também a recuperação e a proteção dos recursos hídricos, incluídas as águas de chuva, adotando, sempre que possível, medidas não estruturais e soluções ecologicamente sustentáveis;
  • Ampliar os serviços de manejo adequado dos diversos tipos de resíduos, desobstrução dos sistemas de drenagem, limpeza e desassoreamento de córrego.

 

Complementando, o psolista apresentou as propostas sobre “Prevenção e Redução de Riscos”. No caso, Rosa aborda um caráter mais social, de identificação, alerta e manejo da população que possui moradia em locais de risco:

  • Estruturar o programa municipal de gestão de riscos, com ações de prevenção e redução das ocorrências de deslizamentos e enchentes como: mapeamento das famílias que hoje estão em áreas de risco e condução destas para um local seguro, melhoramento do projeto das encostas, orientação gratuita para construção de casas por pessoas de baixa renda, sem instrução e sem conhecimento do terreno.
  • Dar assistência aos bairros da periferia através de capinação, limpeza de calhas e de bocas de lobo, troca de lixeiras e instalação de novas lixeiras.

 

Victor Marinho (PSTU)
Finalizando os candidatos que “mencionaram claramente” as propostas de prevenção de catástrofes causadas pela chuva, Victor Marinho apresenta a defesa do “Direito à Moradia, ao Urbanismo e as Estruturas de Saneamento Básico”. Além disso, o postulante ao Palácio de Tomé Sousa afirma “Defender o Meio Ambiente Contra a Ganância Imobiliária”

 

Dentre as propostas das estruturas de saneamento, o socialista foca em afastar a população de locais de risco, e ampliar as medidas de contenção, veja:

  • Construção de moradias populares para retirar as famílias de todas áreas de riscos. Essa construção deve ser acompanhada por áreas com estruturas: água, saneamento, energia elétrica, transporte público e áreas de lazer;
  • Medidas de contenção contra desabamentos e deslizamentos de encostas, com políticas de prevenção;
  • Desapropriar, sem indenização, de todos os terrenos e imóveis sem uso social usados para especulação imobiliária para construção de moradias e prédios públicos (hospitais, creches, escolas, restaurantes populares, etc).
  • Sobre o meio ambiente, as propostas que visam prevenir desastres ambientais causadas pelas chuvas são:
  • Fortalecimento e cuidado com as unidades de conservação municipais e implementação de novas unidades; assim como a implantação de corredores ecológicos entre as áreas protegidas existentes;
  • Revisão e cancelamento das licenças ambientais concedidas em desconformidade com a legislação ambiental.

 

Giovani Damico (PCB)

Damico apresenta propostas de caráter mais ambiental, sugerindo a ampliação das áreas verdes de Salvador para prevenir os desastres. O candidato do PCB destacou suas propostas contra o avanço da destruição causada pela chuvas no item que trata da “Questão Ambiental e Saneamento”.

  • Política municipal de revitalização dos leitos dos rios urbanos, associadas a projetos integrados com as universidades públicas, estaduais e federais da Bahia. Como objetivo de recuperação das Bacias hidrográficas que cortam Salvador, para fins de lazer, escoamento superficial e drenagem, bem como abastecimento para consumo em médio prazo.
  • Política de recomposição de áreas verdes em Salvador, em parques, praças e reservas ambientais, orientadas para preservação, lazer, esporte e turismo. Integração de um projeto de arborização frutífera em todas as zonas da cidade, em especial nos bairros residenciais, promovendo bem estar público, sobretudo em zonas de pedestres.
  • Substituição da política de “Geomantas” e Contenção de Encostas, por políticas de rearborização de encostas, associadas ao programa de habitação, com horizonte não apenas de zerar o déficit habitacional, mas realocar a população em áreas ambientalmente seguras, e equipadas dos diversos aparelhos urbanos que garantam qualidade de vida.

 

SALVADOR E OS ÍNDICES DE RISCO

De todas as capitais do Nordeste, Salvador lidera o ranking como a cidade com o maior risco de inundações, enxurradas e alagamentos. Como dito anteriormente, o levantamento foi realizado pelo AdaptaBrasil, do MCTI.

 

Os índices apresentam uma pontuação de 0 a 1 para avaliar o nível de risco para cada impacto ambiental, que vai de muito baixo a muito alto, considerando a vulnerabilidade da população, a exposição da população aos desastres geo-hidrológicos e a ameaça do tipo de desastre, ocasionado por chuvas intensas.

 

Ao observar o risco de inundações, enxurradas e alagamentos, Salvador (0.73), Teresina (0.64), São Luís (0.63), Natal (0.61) e Maceió (0.6) possuem índice alto de ocorrência, enquanto Aracaju (0.55), João Pessoa (0.49), Recife (0.48) e Fortaleza (0.47) possuem nível médio.

 

Confira o mapeamento com todas as cidades do Nordeste sobre o risco de alagamentos:

 

 

Agora sobre os deslizamentos de terra, Salvador também lidera entre as capitais do Nordeste. O município apresentou risco muito alto, com 0.83. As outras capitais registraram risco alto em Teresina (0.7), Natal (0.68), Maceió (0.65), São Luís (0.63) e Fortaleza (0.61). Já Aracaju (0.59), João Pessoa (0.54) e Recife (0.52) apresentam nível médio no índice.

 

Confira o mapeamento com todas as cidades do Nordeste sobre o risco de deslizamentos:

 

 

METODOLOGIA DOS CANDIDATOS

MENCIONA CLARAMENTE A MITIGAÇÃO DE DESASTRES AMBIENTAIS: Aquelas propostas de governo onde o/a candidato/a propõe alguma ação diretamente relacionada à prevenção ou mitigação de desastres ambientais, sobretudo os geo-hidrológicos (causados pelas chuvas).

 

MENCIONA PARCIALMENTE A MITIGAÇÃO DE DESASTRES AMBIENTAIS: Quando as propostas de governo de candidatos mencionam a possibilidade de riscos ou desastres ambientais geo-hidrológicos, mas não apresentam uma ação direta de mitigação ou prevenção a esse fenômeno.

 

NÃO MENCIONA NADA SOBRE MITIGAÇÃO A DESASTRES AMBIENTAIS: As propostas de governo dos/as candidatos/as em que não foi encontrada nenhuma menção ou ação relacionada à prevenção ou mitigação de desastres ambientais geo-hidrológicos.

Regime norte-coreano teria executado cerca de 30 líderes por má atuação nas enchentes no país
Foto: Reprodução/TV Estatal Norte-Coreana

O regime da Coreia do Norte, comandado pelo presidente King Jong-Un, teria executado entre 20 e 30 autoridades do país por não terem evitado cerca de quatro mil mortes durante inundações e deslizamentos de terra que assolaram a província de Chagang, no noroeste do país.

 

De acordo com a emissora de televisão local Chosun TV, o governo ainda destacou que “aqueles que causem baixas inaceitáveis serão punidos rigorosamente”, atribuindo a culpa do ocorrido na província aos líderes que foram executados.

 

Horas após a notícia ser divulgada, jornais de diversos países do mundo já haviam publicado diversas reportagens sobre o ocorrido. 

 

ENCHENTES QUE ASSOLARAM O PAÍS

As enchentes começaram no final do mês de julho e se estenderam durante as primeiras semanas de agosto. O próprio Kim Jong-Un se dirigiu até a região para auxiliar nas atividades da região.

 

Analistas da política norte-coreana afirmaram, à época, que esta era uma nova forma do regime mostrar que o líder se preocupa com o seu povo e tentar eximir o ditador da culpa pelas enchentes, o que também poderia ser interpretado no caso das execuções desta semana.

Governo do RS inaugura primeira ‘cidade provisória’ após as enchentes
Foto: Divulgação/Governo do Rio Grande do Sul

A primeira “cidade provisória” do Rio Grande do Sul foi inaugurada nesta quinta-feira (4), na cidade de Canoas. O local foi criado com o objetivo de proporcionar um novo início para as famílias desabrigadas pela enchente que assolou o estado no mês de maio e deixou 180 vítimas.

 

Inicialmente chamado pelo próprio governo do Rio Grande do Sul de “cidade provisória, o projeto agora se chama “Centro Humanitário de Acolhimento (CHA) - Recomeço". O centro conta com 126 unidades habitacionais, cedidas pela Ag?ncia da Organização das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR)

 

As unidades habitacionais possuem cerca de 17,5 m², 2,83m de altura e pesam cerca de 140 kg. As unidades terão quatro janelas, quatro espaços para ventilação e um sistema simples de iluminação.

 

A estrutura pode suportar ventos de até 101 km/h e chuvas leves, além de terem pintura com proteção contra a radiação solar. O tempo de montagem é de até 5 horas e os abrigos possuem um prazo de validade de 3 anos.

 

Haverá também um pavilhão para auxiliar a vida dos habitantes do centro. O pavilhão contará com fraldário, cozinha comunitária, lavanderia, centro de convivência e brinquedoteca. 

 

As estimativas da prefeitura de Canoas é de que cerca de 150 mil pessoas dentre os 347 mil habitantes do município tenham sido afetadas pelas enchentes no município, sendo 104 mil pessoas destinadas a abrigos institucionais e voluntários.

 

O evento de abertura aconteceu nesta quinta-feira e contou com a presença do governador Eduardo Leite (PSDB), do vice-governador e coordenador do projeto Gabriel Souza (MDB), e de secretários do Estado. o prefeito de Canoas Jairo Jorge (PSD) e representantes das entidades parceiras e das empresas doadoras também compareceram à inauguração.

Daniel Almeida, que enviou recursos de suas emendas ao RS, pede maior engajamento na ajuda ao povo gaúcho
Foto: Edu Mota / Brasília

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) foi um dos três parlamentares da bancada da Bahia no Congresso Nacional que destinaram recursos de suas emendas individuais para auxiliar o Rio Grande do Sul no enfrentamento dos problemas deixados pelas enchentes. O deputado baiano foi um dos 53 parlamentares das duas casas do Congresso que aderiram a essa iniciativa de enviar recursos para atender ao povo gaúcho, segundo levantamento feito pelo jornal Valor Econômico

 

Em conversa com o Bahia Notícias, o deputado Daniel Almeida disse que todos os deputados deviam dar algum tipo de contribuição para ajudar a solucionar os problemas enfrentados pela população do Rio Grande do Sul. Para o parlamentar da Bahia, além do aspecto material, o envio de recursos das emendas representa um gesto objetivo de solidariedade com os gaúchos. 

 

“Esse gesto de solidariedade objetiva é para que o povo do Rio Grande do Sul sinta que o Brasil, que as instituições estão comprometidas com o esforço de recuperação. Acho que nós que estamos no Nordeste e que somos vítimas também de questões climáticas, de secas, temos mais razões ainda para entender o significado que tem a solidariedade aos gaúchos. Esse foi o sentimento que motivou a fazer essa indicação de emendas para o Rio Grande do Sul”, disse o deputado. 

 

Daniel Almeida disse ainda que o Rio Grande do Sul não conseguirá sozinho vencer todas as adversidades causadas pelas chuvas intensas e enchentes que ocorreram no mês de maio. Para o deputado, somente a soma de esforços de muitos poderá angariar o suficiente para fazer a recuperação do que foi destruído ou perdido. 

 

“Ninguém deixa de compreender a necessidade que tem o povo do Rio Grande do Sul. E todos sabemos que não dá para sair disso sozinho, não é? É preciso realmente dar as mãos de todos os segmentos, instituições, pessoas. Essa é a motivação principal, não só para aumentar a contribuição material, mas para estimular muitos outros parlamentares e a população em geral a fazer a sua parte. É preciso dar a segurança ao povo do Rio Grande do Sul de que ninguém está sozinho, que tem gente segurando a mão do povo gaúcho”, concluiu o deputado Daniel Almeida. 
 

Apesar da comoção, apenas 53 parlamentares destinaram emendas ao RS; da Bahia, três deputados mandaram recursos
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Levantamento realizado pelo site do jornal Valor Econômico revela que menos de 10% dos deputados federais e senadores de outros Estados destinaram recursos de emendas individuais para auxiliar o Rio Grande do Sul no enfrentamento dos problemas deixados pelas enchentes do mês de maio. No total, apenas 53 congressistas aderiram à iniciativa, o que representa um total de R$ 37 milhões em aporte de emendas individuais, considerando as duas casas legislativas.

 

No mês passado, o governo federal anunciou na Câmara e no Senado que estava abrindo uma janela para que os parlamentares pudessem transferir uma parte de suas emendas para as regiões em situação de calamidade no Rio Grande do Sul. O prazo para a destinação dessas emendas extraordinárias foi encerrado no fim da semana passada. 

 

Após o anúncio feito pelo governo, bancadas de partidos como PT, PL e MDB fizeram campanhas para estimular os parlamentares a destinarem parte de suas emendas ao Estado. O senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da comissão externa do Rio Grande do Sul, esperava reunir R$ 50 milhões em emendas apenas no Senado.

 

Entretanto, apenas seis dos 78 senadores de outros Estados remanejaram recursos para o Rio Grande do Sul. Entre os 482 deputados, 47 enviaram verbas de suas emendas parlamentares ao Estado, o equivalente a menos de 10% da Câmara.

 

Entre os deputados da Bahia, apenas Alice Portugal (PCdoB), Daniel Almeida (PCdoB) e Adolfo Viana (PSDB) remanejaram suas emendas para poder destinar ao Rio Grande do Sul. 

 

Segundo destacou a reportagem do Valor Econômico, neste ano de 2024, os congressistas têm direito a e R$ 25 bilhões em emendas individuais. Os senadores e deputados chegam a receber, respectivamente, quase R$ 70 milhões e R$ 40 milhões cada um. Eles ainda participam da distribuição de emendas de comissão e de bancada.

 

Um dos deputados que destinou parte de suas emendas ao Rio Grande do Sul, Orlando Silva (PCdoB-SP), disse ao Valor ter ficado surpreso com a baixa adesão de parlamentares à transferência de recursos para ajudar nos esforços de reconstrução do que foi destruído pelas enchentes. “O ambiente que eu vi no Congresso foi de muita comoção, muita solidariedade, todo mundo muito sensibilizado”, disse o parlamentar. 
 

Leilão da Conab arremata 263 mil toneladas de arroz; Bahia é um dos estados beneficiados
Foto: Reprodução/Globonews

Após a suspensão da liminar que impedia o leilão de arroz do Governo, a Conab realizou a compra de 263 mil toneladas de arroz. Entre os estados beneficiados por essa compra está a Bahia.

 

O valor médio pago por cada saco de 5 quilos de arroz foi de R$ 24,98. No total, foram adquiridos mais de 50 milhões de sacos de arroz para Bahia, Maranhão e Ceará. O montante a ser comprado, no entanto, estava previsto para 300 mil toneladas do grão.

 

ENTENDA O MOTIVO

O governo decidiu importar arroz poucos dias depois do início das enchentes no Rio Grande do Sul. O estado é responsável por 70% da produção nacional do grão, mas já havia colhido 80% do cereal antes das inundações.

 

No dia 7 de maio, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o governo decidiu comprar arroz para evitar alta diante da dificuldade que o estado passava para transportar o grão para o resto do país.

 

Os pacotes importados pelo Governo virão com os logotipos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da União, além de trazer escrito: “produto adquirido pelo Governo Federal”. O produto será vendido com preço tabelado: 5 quilos por R$ 20, ou sejam R$ 4, o quilo.

Enchentes causaram a perda de mais de 50 mil livros e 300 mil peças de arqueologia no Rio Grande do Sul
Foto: Reprodução/TV Globo

De acordo com o Clube dos Editores do RS, mais de 50 mil exemplares de livros foram perdidos por conta das enchentes do Rio Grande do Sul. De acordo com o clube, ao menos 25 editoras foram afetadas. Além disso, mais de 300 mil peças arqueológicas foram afetadas pelas enchentes que assolaram o estado e deixaram 172 mortos.

 

Segundo o G1, apenas na cidade de Porto Alegre, duas editoras somam cerca de 25 mil livros perdidos. A maioria destas editoras atua de forma independente e, portanto, dependem da venda dos exemplares no dia a dia para a manutenção destas empresas.

 

Além destas perdas de editoras, o Mapa Único do Plano Rio Grande (MUP), do governo do estado, afirmou que 23 bibliotecas públicas tiveram algum prejuízo no RS.

 

A editora L&PM, que completa o seu cinquentenário em agosto deste ano foi uma das editoras mais afetadas, com cerca de 10 mil exemplares perdidos com achei. "Além dos livros perdidos, nossa sede, na Rua Comendador Coruja, teve perda total, será fechada e não voltaremos pra lá", lamentou Ivan Pinheiro Machado, um dos fundadores da editora

 

A editora Libretos perdeu 12 mil dos cerca de 15 mil livros que possuía em umk depósito alagado. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 300 mil.

 

A fim de atenuar os prejuízos e incentivar o retorno do segmento, um centro cultural está organizando a Feira do Livro Reconstrói RS, um evento solidário com o objetivo de apoiar o mercado editorial do estado, prevista para ocorrer entre os dias 14 e 16 deste mês.

 

MUSEUS E BIBLIOTECAS

O museu Joaquim Felizardo, que guarda diversos documentos e artefatos que remontam a história da capital gaúcha, foi atingido pelas enchentes. O prédio, do século XIX, nunca havia sido afetado por uma enchente.

 

Os documentos e a maior parte do acervo se encontravam no patamar superior do prédio, no entanto, o departamento de arqueologia do museu foi fortemente afetado pelas enchentes, com uma perda estimada de mais de 300 mil peças. 

Governo Lula anuncia R$ 15 bilhões em crédito para empresas do Rio Grande do Sul
Foto: Flickr / Governo do RS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta quarta-feira (29), em Brasília, medida provisória (MP) para ampliar o escopo do Fundo Social e disponibilizar recursos para abertura de crédito em locais atingidos por calamidades públicas. Com isso, até R$ 15 bilhões poderão ser utilizados em financiamentos para empresas de todos os portes do Rio Grande do Sul, que enfrenta a maior tragédia climática de sua história com chuvas, alagamentos e mortes.

 

De acordo com a Agência Brasil, a MP autoriza a utilização do superávit financeiro do Fundo Social para disponibilização de linhas de financiamento a pessoas físicas e jurídicas localizadas em entes federativos em estado de calamidades públicas. O fundo reúne recursos gerados pela exploração de petróleo no pré-sal. A operacionalização do crédito será feita em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

“Nós mudamos o paradigma de tratar de problemas climáticos nesse país a partir de agora. Não apenas o Rio Grande do Sul, mas qualquer região que tiver um problema climático ela terá que ter uma ação especial. E é por isso que nós estamos trabalhando a construção de um plano antecipado para que a gente tente evitar que as coisas aconteçam nesse país”, disse Lula, em evento no Palácio do Planalto, para anúncio de novas medidas de auxílio aos gaúchos.

 

“Nós temos consciência de que muitas vezes, em muitos outros momentos históricos, o governo anunciou medidas, foi cheio de boa vontade, mas depois, passa o tempo, as medidas não acontecem rapidamente, o dinheiro não chega, as obras não acontecem. Então, a nossa preocupação nesse momento é fazer com que não haja qualquer empecilho burocrático que atrapalhe as decisões do governo de acontecerem na ponta”, acrescentou o presidente.

 

Os R$ 15 bilhões do Fundo Social poderão ser utilizados em três linhas de financiamento. A primeira é para compra de máquinas, equipamentos e serviços, com juros de 1% ao ano mais o spread bancário [diferença entre taxa de captação do dinheiro pelos bancos e a cobrada dos clientes], com prazo de até 60 meses e 12 meses de carência.

 

A segunda linha deverá financiar projetos customizados, incluindo obras de construção civil, com a mesma taxa de juros e spread e prazo de pagamento de até 120 meses com carência de 24 meses. O limite por operação desses créditos é de R$ 300 milhões.

 

A terceira linha será para ajudar no capital de giro emergencial das empresas, com custo base de 4% ao ano para micro, pequenas e médias empresas (MPME) e de 6% ao ano para grandes empresas mais spread bancário. O prazo será de até 60 meses com carência de 12 meses. O limite por operação é de R$ 50 milhões MPME e R$ 400 milhões para empresa de grande porte.

 

O presidente Lula parabenizou o trabalho dos bancos e do presidente do BNDES, Aloízio Mercadante, em fazer com que o dinheiro “chegue na ponta”. Ele cobrou, ainda, a colaboração do Banco Central para a redução da taxa Selic, que são os juros básicos da economia.

 

“Eu espero que o presidente do Banco Central [Roberto Campos Neto] veja a nossa disposição de reduzir a taxa de juros e ele, quem sabe, colabore conosco reduzindo a taxa Selic para a gente poder emprestar a taxa de juro ainda mais barata, spread mais barato”, disse Lula.

Quem é o médico que está em estado vegetativo após infartar enquanto ajudava vítimas da chuva no RS
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O médico anestesista Walter José Roberte Borges, de 50 anos, sofreu um infarto e passou mais de 8 minutos sem oxigenação enquanto ajudava vítimas da chuva no Rio Grande do Sul. Ele viajou com um grupo de profissionais de saúde devido ao aumento da demanda por atendimentos.

 

O médico, natural da cidade de Linhares, no Espírito Santo, tem dois filhos, de 8 e 12 anos, e é casado. Mora em Vila Velha, na região metropolitana de Vitória, no mesmo estado onde possui uma clínica em conjunto com a esposa, que é dentista.

 

Na última segunda-feira (20), saiu no meio de uma cirurgia no Hospital Universitário de Pelotas, mas não retornou. De acordo com o cunhado, Herike Assis, ao procurá-lo, profissionais do hospital o encontraram já desacordado, dentro de um banheiro.

 

De acordo com reportagem do G1, a família de Walter tenta levar o médico de volta para casa, mas depende de uma autorização que ainda não foi concedida. O cunhado afirmou que o setor público tem procedimentos para que a transferência seja feita com maior segurança para o paciente.

 

Herike afirmou que o cunhado está bem assistido na cidade gaúcha, mas também afirmou que o hospital não possui alguns equipamentos necessários para que se possa avaliar o paciente com propriedade. Os primeiros exames, no entanto, indicam que Walter pode permanecer em estado vegetativo.

Relatório de doações ao RS é divulgado; veja a lista de itens mais doados
Foto: Rafa Neddemeyer/Agência Brasil

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul (DC-RS) divulgou um relatório de doações realizadas para o estado. O órgão é o principal responsável por direcionar itens a locais atingidos pelas enchentes que assolaram o estado durante o mês de maio. De acordo com a DC, 165 municípios foram beneficiados até o momento.

 

O relatório, divulgado nesta sexta-feira (24), enumerou as diversas doações recebidas pelo estado. Entre os itens mais enviados estão as cestas básicas, roupas, água e materiais de limpeza e higiene pessoal.

 

Confira a lista com os itens mais doados e distribuídos pela Defesa Civil aos municípios:

Água: 1.538.133 Litros

Alimentos: 355,97 toneladas

Cobertores e roupas de cama: 115.670 itens

Colchões: 21.458 unidades

Fraldas: 40.183

Materiais de Higiene e Limpeza: 138.515 itens

Materiais de Higiene Pessoal: 240.939 kits

Ração Animal: 61.908 sacos

Roupas: 363.863 kits

 

Também de acordo com o órgão, estas foram as cinco cidades mais beneficiadas pelos donativos:

Porto Alegre: 792.579 itens recebidos

Eldorado do Sul: 336.051 itens recebidos

Canoas: 282.373 itens recebidos

Lajeado: 189.054 itens recebidos

Guaíba: 121.189 itens recebidos

Projeto de Mario Negromonte Jr. quer criar estímulo, nos moldes da Lei Rouanet, para ajuda a vítimas de tragédias
Foto: Edu Mota / Brasília

O deputado Mario Negromonte Jr. (PP-BA) vai protocolar nos próximos dias na Câmara um projeto similar à Lei Rouanet, que garanta renúncia fiscal a quem destinar recursos para fomentar socorro a pessoas quer perderam suas propriedades ou bens em tragédias como, por exemplo, a do Rio Grande do Sul. O deputado conversou com o Bahia Notícias sobre a proposição durante encontro de prefeitos com a bancada baiana no Congresso, promovido pela União dos Municípios da Bahia (UPB) na noite desta terça-feira (21).

 

A ideia, segundo Mario Jr., é que a renúncia atinja até 4% do imposto de renda da próxima declaração para quem destinar recursos para patrocinar obras de reconstrução em municípios onde foi declarado estado de calamidade. Pela proposta, seriam beneficiados moradores ou empresas que tiverem registro de moradia ou instalação há mais de dois anos.  

 

“Qual brasileiro, que é humano, que tem Deus no coração, não ficou sensibilizado com as tragédias que aconteceram no Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul? Essa minha proposta tem como intenção ajudar na reconstrução de moradias e de empresas que foram destruídas com as enchentes no Rio Grande do Sul. É importante o parlamento pegar projetos como esse, aperfeiçoar, para podermos fazer um plano de ação efetiva voltado a atender a população do Rio Grande do Sul”, disse o deputado baiano.

 

Mario Negromonte Jr., que preside na Câmara a Comissão de Finanças e Tributação, disse ainda ao Bahia Notícias que acredita ser necessária a criação de um fundo constitucional que esteja preparado para ser acionado rapidamente em virtude de problemas como tragédias e calamidades. O fundo, segundo o deputado, teria recursos para atendimento imediato de ações humanitárias e, posteriormente, de infraestrutura.

 

“Não é um problema do governo Lula. Entendo que é um problema de todos os governos. Não existe um efetivo plano de ação para tragédias como esta que vimos. Precisamos disso não só para o Rio Grande do Sul, mas para outros municípios e outros que, posteriormente, venham passar por situações assim. Está na hora de prepararmos melhor o país para isso”, afirmou Mario Negromonte Jr.  
 

Escolas públicas de Porto Alegre devem retomar aulas na segunda
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

Estudantes de 36 escolas de Porto Alegre (RS) devem retomar às aulas nesta semana, três semanas após o início das fortes chuvas que assolaram o Rio Grande do Sul. De acordo com a prefeitura, 18 escolas da rede municipal devem retomar as aulas nesta segunda-feira (20), outras 14 unidades retomarão as atividades regulares na terça-feira (21) e quatro escolas na quarta-feira (22).

 

De acordo com informações da Agência Brasil, a Secretaria Municipal determinou o retorno das aulas em todas as escolas que não foram diretamente atingidas pelas cheias e que contam com abastecimento de água e energia elétrica. Clique aqui e confira a lista das escolas.

 

“Além da retomada das nossas unidades próprias, mais de 100 escolas de educação infantis conveniadas à prefeitura também entram em funcionamento na segunda-feira. Cerca de 50% dos nossos alunos retornarão às aulas normalmente”, acrescentou o secretário de Educação, José Paulo da Rosa.

 

Os servidores diretamente afetados pelas enchentes não precisarão retornar ao trabalho nesse primeiro momento. “Assim como alinhamos a abertura das escolas que estão em condições, contamos com a atuação dos servidores que estão aptos a atuar neste momento de acolhimento”, completou o secretário.

 

A orientação da secretaria é que, nesse primeiro momento, as escolas realizem atividades lúdicas e recreativas e garantam o acolhimento e as refeições dos estudantes. A ausência de alunos poderá ser justificada no caso dos atingidos pelas cheias.

 

“Praticamente todas as 99 escolas próprias e as 219 parceirizadas foram atingidas; 14 escolas próprias e 12 da rede conveniada estão total ou parcialmente alagadas, com registros de grande perda de infraestrutura; e outras 11 próprias e 53 conveniadas têm danos como destelhamentos parciais e infiltrações”, informou a prefeitura, acrescentando que três escolas próprias estão funcionando como abrigos.

 

ESTADUAIS

Do total de 2.340 escolas estaduais, 1.680 já voltaram às aulas, o que representa (71,7%), outras 660 (28,3%) continuam sem aulas, sendo 491 sem nem mesmo data prevista para o retorno, segundo boletim do estado publicado neste domingo (19)

 

O governo do Rio Grande do Sul (RS) informou que 1.058 escolas foram afetadas pelas chuvas em 248 municípios. Ao todo, 378 mil estudantes estão impactados e 570 escolas foram danificadas pelas enchentes. As escolas danificadas somam 219 mil alunos matriculados. Outras 86 escolas estaduais foram transformadas em abrigos.

 

Devido a essa situação, o Ministério da Educação (MEC) dispensou as escolas de ensino fundamental, médio e de educação superior de cumprir o mínimo de dias efetivos de trabalho nas escolas, desde que cumpram a carga horária mínima anual. Já a educação infantil foi dispensada de cumprir os dias efetivos e a carga horária mínima.

Aeroporto de Florianópolis anuncia ônibus emergenciais para o RS
Foto: Flickr / Governo do RS

O Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, Santa Catarina, anunciou rotas de ônibus emergenciais para auxiliar passageiros rumo a Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que está com o aeroporto fechado após danos causados pelas enchentes no estado gaúcho.


 

De acordo com o portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, os viajantes poderão sair de Florianópolis para Porto Alegre pela empresa de transporte viário Eucatur nos seguintes horários: 8h30, 14h e 23h55. As rotas estão disponíveis diariamente. As viagens duram, em média, seis horas.

 

O caminho contrário, da capital gaúcha para a catarinense, também é possível, com saídas às 8h15, 14h e 23h55. A malha rodoviária emergencial fica em operação até 30 de maio. Além disso, as empresas aéreas reforçaram voos diários partindo de Florianópolis para cidades no Sudeste. Pela Azul, serão ao menos dois voos diários para Viracopos (SP).

 

A Gol oferecerá, também duas vezes ao dia, a rota da capital catarinense para Congonhas (SP) e Galeão (RJ). Já a Latam terá em operação um voo diário de Florianópolis para Guarulhos (SP).

 

O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, segue interditado por tempo indeterminado. O ministro de Apoio à Reconstrução, Paulo Pimenta, estima que o Salgado Filho ficará fechado “durante um prazo de seis meses”.

Rio Grande do Sul começa a distribuir auxílios para afetados pelas enchentes nesta sexta-feira
Foto: Reprodução/Governo do Rio Grande do Sul

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), anunciou que nesta sexta-feira (17) passarão a ser repassados os valores de dois programas de auxílio aos atingidos pelas chuvas e enchentes que assolam o estado desde o final de abril. Um dos programas visa pessoas na faixa da extrema pobreza, enquanto o outro está focado nas pessoas desabrigadas.

 

O programa Volta por Cima foi criado no ano passado, com o objetivo de atender às vítimas das enchentes que atingiram o estado em setembro de 2023. Nesta sexta-feira, 7 mil famílias serão beneficiadas pelo auxílio, aquelas que já possuem inscrição no Cadastro Único. Segundo Leite, até a próxima sexta-feira (24), mais 40 mil famílias deverão ter recebido o benefício.

 

De acordo com reportagem do G1, além do Volta por Cima, o governo gaúcho pretende começar a fazer os repasses do programa PIX SOS RS, iniciativa que contou com doações de todo o país e que já angariou mais de R$ 100 milhões. Este repasse também deve começar nesta sexta-feira. De acordo com o governo do Rio Grande do Sul, os beneficiados pelo programa Volta por Cima não terão direito a esse repasse.

MPT investiga denúncias de comparecimento obrigatório ao trabalho em áreas alagadas do Rio Grande do Sul
Foto: Reprodução/RBS TV

O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 69 denúncias de comparecimento obrigatório ao trabalho em áreas alagadas do Rio Grande do Sul. Entre os relatos, encontram-se denúncias de violações trabalhistas relacionadas às enchentes. Segundo o órgão, quase 80% dos casos concentram-se na região de Porto Alegre.

 

De acordo com apuração do G1, as denúncias envolvem diversos empregadores de diferentes atividades econômicas. O MPT afirma que as denúncias estão sendo investigadas em regime de urgência e com tramitação prioritária. A maior parte dos casos diz respeito a empresas localizadas em regiões alagadas, embora outras se encontrem em regiões afetadas por questões logísticas.

 

Caso sejam comprovadas as irregularidades, as empresas poderão firmar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), ou responder a Ação Civil Pública. A submissão do empregado de maneira injustificada com situação de risco à integridade física, acidentes ou doenças, pode caracterizar abuso de poder diretivo e gerar direito à indenização. A situação pode também evoluir para casos de assédio.

 

O MPT alerta que esteve reunido com as principais entidades representativas de empregados e empregadores do estado para discutir medidas trabalhistas alternativas no cenário de calamidade pública. O órgão orienta os empregadores a darem prioridade a medidas que garantam a manutenção da renda e do salário dos trabalhadores, além de reforçar o diálogo social entre as entidades sindicais.

 

As chuvas no Rio Grande do Sul deixaram, até o momento desta reportagem, 149 vítimas, 119 desaparecidos e 806 feridos. Além disso, 76,8 mil pessoas encontram-se em abrigos e outras 538,5 mil se encontram longe de suas casas nos 450 municípios gaúchos afetados pelo desastre natural.

VÍDEO: Aeroporto de Porto Alegre suspende voos pelo menos até 30 de maio devido a alagamentos
Foto: Divulgação / Fraport

As fortes chuvas que têm gerado enchentes por todo o estado do Rio Grande do Sul fizeram com que o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, precisasse permanecer fechado por tempo indeterminado, com todas as operações suspensas. A informação partiu da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), na manhã desta segunda-feira (6). Imagens (disponíveis mais abaixo) mostram alagamentos em áreas de espera, de circulação de passageiros e até de pouso de aviões. 

 

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Os fortes temporais que atingem diversas cidades gaúchas já deixaram mais de 80 mortos desde 29 de abril. São mais de 149 mil pessoas fora de casa, e 873 mil atingidos em 364 cidades. A Fraport, administradora do aeroporto, divulgou uma nota em que coloca o dia 30 deste mês como data final da suspensão das operações. Veja o vídeo que mostra como o aeroporto completamente alagado:

 

 

De acordo com informações do g1, o aeroporto está fechado desde a última sexta-feira (3) devido à elevação das águas do Rio Guaíba, na capital, que chegaram ao maior nível já registrado, de 5,33 m, na manhã do domingo (5). A elevação deve permanecer acima do limite para inundação (3 m) pelos próximos 10 dias. Antes dos níveis atingidos neste mês, o recorde era de 1941 (4,76 m).

 

De acordo com com a Fraport, para cumprir a legislação aeroportuária, nesta segunda foi emitido um Notam (Notice to Airman - 'Aviso aos aviadores') com data final em 30 de maio, que se trata de um documento, reconhecido internacionalmente, que tem a finalidade de divulgar alterações e restrições temporárias que possam ter impacto nas operações aéreas.

 

“Este aviso se destina às empresas e instituições relacionadas à aviação e pode ser alterado a qualquer momento. Esclarecemos que não há previsão de retomada das operações", disse a Fraport por meio de nota. Veja as imagens divulgadas pela Fraport:

 

Os voos com origem e/ou destino para a capital gaúcha foram cancelados. A Abear orienta que os passageiros devem entrar em contato diretamente com a companhia aérea para remarcação ou reembolso. A associação ainda informou que os aeroportos das cidades de Passo Fundo, Caxias do Sul, Pelotas e Santo Ângelo estão operando, mas podem ser impactados pelas condições meteorológicas no estado.

RS enfrenta pior tragédia climática do estado, e chuvas devem piorar até o fim de semana; entenda causas
Foto: Reprodução/Força Aérea Brasileira

As chuvas da última semana causaram inúmeros prejuízos de infraestrutura, além de 24 mortes no Rio Grande do Sul. Especialistas afirmaram que existem três causas principais para o fenômeno, que causou a maior tragédia climática da história do estado.

 

De acordo com o G1, desde a última sexta-feira (26), quando o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de tempestades para o estado do Rio Grande do Sul, a situação climática da região só tem se agravado. De acordo com a Defesa Civil do estado, mais de 14.000 pessoas se encontram fora de suas casas devido ao temporal. Além disso, os óbitos confirmados chegaram a 24, enquanto o número de pessoas desaparecidas é de 21.

 

E, segundo especialistas, a tendência é de que o quadro piore. Eles explicam que a catástrofe é resultado da atuação de, ao menos, três fenômenos na região. O primeiro deles é o Cavado, uma corrente de vento intensa agindo sobre a região, resultando em um tempo instável.

 

O segundo fenômeno é um corredor de umidade vindo da Amazônia, que resulta em um aumento da força de chuva. E, por último, o terceiro fator é um bloqueio atmosférico, reflexo da onda de calor que trouxe climas secos e quentes à região central do país, enquanto a chuva acabou se concentrando nos extremos do Brasil.

 

“O cenário era instável na região há alguns dias, mas a soma desses fatores fez intensificar a chuva. O que acontece é que tivemos várias frentes frias que não conseguiram se dissipar para outras regiões, por causa do bloqueio atmosférico, e com isso, elas passaram a agir sobre todo o Rio Grande do Sul”, conta Fábio Luengo, meteorologista da Climatempo.

 

Fábio ainda explica que a região Sul do país tem condições que favorecem tempestades nesta época do ano, mas o que seria um evento isolado acabou se tornando uma catástrofe.

 

“O oceano mais quente, como estamos vendo agora, faz com que seja gerada mais energia para a formação de chuvas. Com isso, elas chegam nesses níveis, que nunca vimos antes. A mudança no padrão do clima interfere na atmosfera e muda o ciclo dos fenômenos que aconteciam, deixando-os mais intensos”, afirmou o meteorologista.

 

O coordenador da equipe de monitoramento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemanden), Marcelo Seluchi explica que a soma dessas condições criou o cenário ideal para o que os especialistas projetam ser o maior volume de chuva já registrado na história do estado.

 

“Nós estamos vendo um acumulado já enorme que vai se somar porque a chuva não vai parar até o fim de semana. É o maior acumulado com essa dimensão, que cobre um estado inteiro. Os impactos são grandes e a tendência é de piorar”, afirmou Seluchi.

 

O Cemaden é um órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e é o responsável pela previsão de desastres e atua fornecendo informações à Defesa Civil e ao governo, para que possam adotar medidas que ajudem a minimizar os impactos causados pelas chuvas.

 

Segundo o órgão, o alerta agora segue sendo acerca do volume de chuvas, mas também abordando o risco de deslizamentos. A previsão é de que a condição se mantenha até sábado (4), com acumulados que podem chegar a até 400 milímetros, que devem se somar aos mais de 300 milímetros de chuva já registrados nos últimos quatro dias.

Temporal no estado do Rio deixou pelo menos nove mortos
Foto: Divulgação / Inmet

O temporal que atingiu o estado do Rio de Janeiro quarta-feira (21) deixou nove mortos. A última vítima encontrada debaixo dos escombros foi uma criança de 6 anos que estava desaparecida após deslizamento de terra no município em Mendes.

 

De acordo com a Defesa Civil municipal de Japeri, na Baixada Fluminense, houve duas mortes no município: um menino de 2 anos e uma mulher de 24 anos, em desabamentos em locais diferentes.

 

Em Barra do Piraí, no sul do estado, quatro pessoas morreram no Morro do Gama, depois que um deslizamento de terra atingiu uma casa de três andares. Quatro pessoas foram retiradas com vida dos escombros.

 

Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, dois homens adultos morreram por causa das chuvas nos bairros Ipiranga e Jardim Pernambuco.

 

Reunião


Secretários do governo do estado se reuniram nessa sexta-feira (23), na Câmara Municipal de Japeri, na Baixada Fluminense, com representantes do governo federal e prefeitos de cidades atingidas pelas fortes chuvas desta semana, visando a facilitar e agilizar a redução dos impactos causado pelos temporais.

 

Os secretários de Governo, Bernardo Rossi, e de Defesa Civil, coronel Leandro Monteiro, receberam as demandas dos municípios para aprimorar as ações iniciadas de apoio à população.

 

Eles destacaram o investimento de R$ 4,3 bilhões em obras, por meio do programa Pacto-RJ, lançado em 2021, cujo objetivo é a retomada econômica e social do estado.

 

O programa prevê investimentos de R$ 17 bilhões para garantir o crescimento sustentável em todos os 92 municípios do Rio, nas áreas de infraestrutura, desenvolvimento social, saúde, educação, segurança, desenvolvimento econômico, meio ambiente, cultura e lazer.

Chega a 12 o número de mortos pelas chuvas no Rio
Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, informou nesta segunda-feira (15) que chega a 12 o número de mortos pelas chuvas que atingiram a região metropolitana no fim de semana. A última vítima foi um homem, morador do Morro do Chapadão, na Pavuna, zona norte da capital. Arrastado pela correnteza, o corpo do homem foi achado em São Mateus, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

 

Em Ricardo de Albuquerque, um homem foi vítima de desabamento provocado por um deslizamento de terra na madrugada deste domingo (14), na Rua Moraes Pinheiro. Em Acari, uma mulher foi encontrada morta na Rua Matura, possivelmente vítima de afogamento.  Em Costa Barros, uma mulher foi vítima de soterramento na Estrada de Botafogo.

 

Em Nova Iguaçu, uma mulher foi resgatada sem vida em um rio próximo à Rua General Rondon, e um homem morreu por afogamento na Rua Patricia Cristina, em Vila São Luís. Em Comendador Soares, próximo à Passarela da Rua Bernardino de Melo, um homem foi resgatado sem vida pelos militares, com sinais de afogamento.

 

Em São João de Meriti, um homem foi vítima de descarga elétrica na Rua Neuza e outro, de afogamento na Rua Pinto Duarte. Também houve confirmação do óbito de um homem na Rua Parecis, em Belford Roxo. Em Duque de Caxias, um homem foi vítima de descarga elétrica na Rua Marquês de Paranaguá,  e outro na Rua Dona Alice Viterbo, em São Bento.

 

O Corpo de Bombeiros continua as buscas por uma mulher adulta que teria desaparecido após a queda de um veículo no Rio Botas, na altura da Rua Doze, no bairro Andrade Araújo, em Belford Roxo, na noite de sábado (13).

 

“Eu me solidarizo com as famílias das 12 vítimas que tivemos até agora. Estamos no trabalho de tentar achar a pessoa desaparecida. Apesar de não ter dúvida do avanço que temos tido, quando ainda se tem uma pessoa que perde a vida pelo mesmo motivo de 5, 10, 15, 20 anos atrás, é que se tem ainda muito a evoluir”, disse Castro após reunião com secretários no Centro Integrado de Comando e Controle, na Cidade Nova.

 

O governador acrescentou que a estimativa é de cerca de 600 pessoas entre desalojados e desabrigados. “A prioridade é limpar as ruas das cidades”, afirmou.

Afetadas por enchentes, cidades baianas do Extremo Sul recebem projeto de prevenção a desastres naturais
Foto: Reprodução/ GOVBA

No final de 2021, milhares de famílias baianas enfrentaram, em meio às festas de fim de ano, fortes chuvas que deixaram um rastro de destruição em dezenas de municípios, principalmente no Sul e Extremo Sul do estado. Em janeiro do ano seguinte, quase 200 cidades da Bahia já haviam decretado situação de emergência, e a Defesa Civil apontava 27 mortos e mais de 500 feridos, entre os quase 1 milhão de atingidos pelos temporais e inundações. Um ano depois, 28 prefeituras voltaram a solicitar apoio formal por causa das condições extremas do clima. Para evitar que cenas como estas se repitam, um projeto com apoio internacional selecionou oito municípios para desenvolver um projeto-piloto que pode ajudar na prevenção e na resposta mais efetiva a desastres ambientais.

 

A ONG Visão Mundial, em parceria com a Bureau de Assistência Humanitária, ligada ao governo dos EUA, desenvolve a iniciativa Nordeste pela Resiliência Climática. Ao todo, o processo inicial tem duração prevista de dois anos e prevê a criação de dois polos reunindo cidades do Extremo Sul do estado: Porto Seguro, Belmonte, Santa Cruz Cabrália, Eunápolis, Itamaraju, Jucuruçu, Prado e Teixeira de Freitas.

 

O Nordeste pela Resiliência Climática tem como foco a troca de conhecimento, prevenção de riscos e resiliência diante das severas consequências das mudanças climáticas, especificamente as chuvas intensas, deslizamentos de terra e inundações. O projeto prevê a intermediação entre população e poder público por meio de órgãos ligados à mitigação, prevenção e acompanhamento de famílias afetadas por desastres, a exemplo da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, CRAS e CREAS. 

 

Foto: Reprodução Metrópoles

 

Renata Cavalcante, porta-voz da Visão Mundial, contou em entrevista ao Bahia Notícias que a ONG fará esta articulação, pois muitas comunidades não têm conhecimento da existência de Planos de Mitigação de Risco e as prefeituras têm dificuldade em desenvolver este tipo de plano.

 

A Visão Mundial está no Brasil desde 1975, desenvolve programas e projetos nas áreas de proteção, educação, meios de vida, incidência política e resposta a emergências. Está em milhões de territórios, de pequenos povoados a grandes centros urbanos.

 

“O objetivo do projeto é, onde tem os planos, a gente fazer essa divulgação, fazer esse treinamento das comunidades, como também ajudar os próprios órgãos responsáveis sem [Planos de mitigação] para fazê-los e difundir isso junto às comunidades”, explicou Cavalcanti.

 

Questionada sobre o critério de escolha das cidades pela Visão Mundial, Renata explica que, por se tratar de um projeto-piloto, foi necessário fazer um recorte. Neste caso, municípios em que a Visão Mundial atuou com respostas à urgência no ano passado tiveram prioridade. 

 

“Como um projeto-piloto, precisamos fazer um recorte dos estados, e estamos em três estados: Bahia, Alagoas e Pernambuco. E a Bahia é o estado em que a gente tem o maior número de representatividade dos municípios. E a escolha foi exatamente foi pela nossa capacidade de ter respondido às emergências no ano passado. Entendemos que é mais fácil a nossa atuação, articulação e a capacidade de resposta”, pontuou a porta-voz.

 

Com início em março deste ano, o projeto no primeiro momento identificou as áreas de risco e as famílias que vão participar ativamente das atividades. Esta fase conta com uma articuladora da Visão Mundial em regime de dedicação exclusiva, que atuará também na articulação com os atores governamentais, aqueles que têm atuação direta na prevenção e resposta a emergências.

 

Para Renata, a mudança nos hábitos das famílias é fundamental para a mitigação de riscos e desastres fatais.

 

“[Algumas pessoas] continuam em área de risco. Aquela situação é tão comum na vida delas que elas não acham que estão em risco, elas não acham que aquilo é perigoso”, ponderou.

 

Foto: Reprodução Metrópoles

 

O desenvolvimento das ações conta com três etapas. A primeira é a formação através de oficinas com as famílias que começam no mês de setembro de 2023 juntamente com as prefeituras e órgãos governamentais, como Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Em seguida, representantes dos dois polos terão treinamentos e troca de experiências, difundindo as ações que estão dando certo e trocando conhecimento empírico das comunidades, criando mecanismos de alertas e estratégias, garantindo que a mensagem chegue e quais são as ações e medidas que podem ser trabalhadas antes, evitando danos. Por fim, haverá a apresentação dos resultados para o poder público, podendo replicar as experiências em outras cidades.

 

 

 

FOMENTO INTERNACIONAL

O Bureau de Assistência Humanitária (BHA), da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), fornece assistência humanitária que salva vidas - incluindo alimentos, água, abrigo, assistência médica de emergência, saneamento e higiene e serviços essenciais de nutrição - às pessoas mais vulneráveis e mais difíceis de alcançar do mundo.

Secretaria Municipal da Saúde atende afetados pelas chuvas no Parque Silvio Leal, em Cajazeiras
Foto: Secom / PMS

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), através do Distrito Sanitário de Cajazeiras, prestou assistência aos moradores do Parque Silvio Leal, após as fortes chuvas registradas na capital baiana nos últimos dias. Na segunda-feira (27), uma equipe multiprofissional esteve no Colégio Dois de Julho, em Cajazeiras, proporcionando serviços de vacinação, atendimento médico, consultas, orientações e encaminhamentos para exames.   

 

A ação integra a articulação conjunta com as secretarias de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre) e Ordem Pública (Semop), além da Defesa Civil de Salvador (Codesal) e Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb), que seguem atendendo a população com a realização de cadastros do auxílio emergência, serviços de limpeza urbana e vistoria dos imóveis, dentre outros.  

 

A secretária da SMS e vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, reitera a importância do acolhimento imediato às famílias, além das ações de prevenção no cuidado integral com a saúde. “Estamos reforçando a vacinação dos técnicos envolvidos na Operação Chuva e, especialmente, dos moradores das áreas atingidas. Intensificamos o combate às arboviroses e leptospirose, além de ofertarmos em conjunto com outras pastas uma série de ações ágeis e integradas, fruto do planejamento que vinha sendo realizado para este período chuvoso, no sentido de minimizar os efeitos junto aos cidadãos”, destaca a gestora.  

 

Neste ano, a SMS ampliou a participação na Operação Chuva 2023. Focadas na prevenção, envolvendo planejamento e assistência, as ações objetivam minimizar os efeitos adversos da chuva no município tanto para população como para os profissionais envolvidos nos trabalhos. 

Com risco de enchente, Museu do Louvre ordena retirada de obras
Foto: Reprodução / Fotos de Ciudades
O Museu do Louvre ordenou, nesta quinta-feira (2), a retirada de suas obras de arte da localidade por conta do risco de enchentes que podem ocorrer com o transbordamento do Rio Sena somado às chuvas torrenciais que tem atingido a França e a Alemanha nos últimos dias. De acordo com a Agência Brasil, o museu de Paris ficará fechado ao público até esta sexta (3) de modo preventivo.

O Louvre segue o exemplo do Museu de Orsay, que também retirou seu acervo a fim de proteger as obras de possíveis danos causados pelas inundações. O Rio Sena, que corta a capital francesa, superou os 5 metros de profundidade - o recorde, de acordo com a Agência, foi de 8,6 metros nas inundações de 1910.

Até o momento, ao menos cinco pessoas foram mortas em decorrência das chuvas nos países. Dezenas de cidades da França e Alemanha estão em estado de emergência. Há regiões sem energia elétrica, o que chega a afetar 24 mil residências, além das estradas danificadas. A previsão, que preocupa as autoridades locais, é de que as chuvas devem permanecer pelos próximos dias. O presidente francês, Fraçois Hollande, pediu que fosse declarado estado de "catástrofe natural".

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