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camara municipal de vereadores
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) expediu, na sexta-feira (22), uma recomendação determinando a suspensão imediata do concurso público da Câmara Municipal de Vereadores de Correntina, no oeste baiano.
O certame, que visava preencher 36 novos cargos efetivos criados no final de 2025, está sendo investigado no âmbito de um Inquérito Civil, instaurado a partir de informações colhidas em um mandado de segurança que já havia revelado desproporção no quadro de pessoal da Casa Legislativa.
De acordo com o documento assinado pela promotora de Justiça Suelim Iasmine dos Santos Braga, a investigação identificou três irregularidades graves no processo de realização do concurso.
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A primeira delas diz respeito à suspeita de direcionamento na contratação da banca organizadora. Os autos afirmam que o ato que instituiu a Comissão Especial do Concurso foi assinado digitalmente por uma empresa chamada EAC (Empresa de Administração de Concursos e Contratos), o que evidenciaria o envolvimento dessa companhia antes mesmo da conclusão do procedimento licitatório para selecionar a organizadora. A antecipação, segundo o MP, fere os princípios da competitividade, isonomia e impessoalidade previstos na Lei de Licitações (nº 14.133/2021).
A segunda irregularidade apontada pelo MP-BA, é a ausência, no cronograma do concurso, de prazo específico para impugnação do edital pelos candidatos. O Termo de Referência da licitação para contratação da banca prevê etapas que vão desde a publicação do edital até a homologação do resultado final, mas não contempla nenhum momento para que interessados possam questionar eventuais ilegalidades ou abusos no instrumento convocatório antes do início das inscrições.
O MP considerou que a supressão viola o artigo 41 da Lei do Processo Administrativo Federal (nº 9.784/1999) e os princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, previstos no artigo 5º da Constituição Federal.
A recomendação menciona ainda uma denúncia anônima recebida pelo órgão ministerial que afirma que o concurso estaria sendo instrumentalizado para acomodar apadrinhados políticos, parentes e cabos eleitorais de vereadores. Embora a alegação ainda esteja sob apuração, o MP sustenta que as irregularidades já identificadas criam “ambiente propício para a concretização desse risco”.
O histórico do inquérito revela que a Câmara de Correntina mantinha, até recentemente, 87 cargos em comissão (74 providos) contra apenas 47 cargos efetivos (42 providos), que, segundo o MP, é uma proporção de quase dois servidores comissionados para cada efetivo, considerada desproporcional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da ADI nº 6.219.
Em resposta a uma recomendação anterior, a Casa Legislativa editou a Lei Complementar nº 085/2025, criando 36 novos cargos efetivos, e a Resolução nº 103/2026, autorizando o concurso público. Em fevereiro deste ano, foi publicada a Concorrência Eletrônica nº 001/2026 para contratar a banca organizadora, com abertura de propostas prevista para 27 de fevereiro. Em março, a Câmara informou ao MP que o certame estava “em fase avançada de implementação”, com previsão de conclusão em até seis meses.
Por esse motivo, a promotora recomendou ao presidente da Câmara de Correntina, Jenivaldo Pereira dos Santos, que, no prazo de dez dias úteis, suspenda imediatamente todos os atos relacionados ao concurso, incluindo a contratação da banca e a publicação do edital, e que, caso pretenda prosseguir com a seleção, promova nova licitação assegurando a comprovação da qualificação técnica da empresa organizadora, com vedação expressa a qualquer envolvimento antecipado.
O MP exige ainda que o novo edital inclua obrigatoriamente uma etapa de impugnação, com prazo adequado anterior ao início das inscrições.
O descumprimento da recomendação, segundo o documento, implicará a adoção de medidas judiciais, incluindo ação civil pública para anular os atos e responsabilizar agentes públicos por improbidade administrativa, além de eventual pedido de liminar para suspensão imediata do certame.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ronaldo Caiado
"Vocês que têm essa capacidade toda e sensibilidade de serem mães, criar os filhos, os nossos lares, estruturar as nossas famílias. Esta é a verdade, o verdadeiro poder da mulher. A nossa formação no dia a dia é a cultura brasileira. Nós somos muito mais uma criação matriarcal, como a grande protetora é o nosso lar".
Disse o ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União), ao afirmar que as mulheres exercem um papel central na proteção das famílias e possuem mais influência do que os homens nas decisões tomadas dentro do lar. As declarações foram feitas durante sua participação no Congresso da Confederação de Irmãs Beneficentes Evangélicas Mundial (Cibem), realizado no Riocentro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.