Wagner avalia como "difícil" candidatura independente de Coronel ligada à base governista
Por Mauricio Leiro
As portas para a candidatura avulsa de Angelo Coronel (PSD) ligada a base governista parecem não estar abertas. O senador Jaques Wagner (PT), um dos nomes que deve integrar a chapa majoritária, avaliou o cenário atual. Em contato com o Bahia Notícias, o senador apontou como “difícil” a possibilidade do grupo ligado ao governo Jerônimo Rodrigues (PT) aceitar uma candidatura independente de um partido aliado à gestão estadual.
A possibilidade foi aventada tanto pelo presidente do estadual do PSD na Bahia, senador Otto Alencar, quanto pelo principal interessado na composição, o também senador Angelo Coronel (PSD). A resistência do grupo governista seria justamente pela acomodação de Coronel como “independente”, sendo que o partido ao qual ele é filiado já teria fechado questão quanto ao apoio do partido a reeleição de Jerônimo, quanto ao apoio para mais um mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apesar de petistas tratarem como remota, a possibilidade de Coronel ser candidato à reeleição pelo PSD contaria com o aval do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. O dirigente aposta na ampliação da bancada do partido no Senado e a saída de Coronel representaria um postulante a menos do PSD para permanecer com uma cadeira.
Outras lideranças petistas na Bahia também tem discutido — e rechaçado — as chances de uma candidatura avulsa ao Senado, formada por um filiado a uma sigla da base aliada, porém em condição de anonimato. “Não existe candidatura independente de partido da base”, sinalizou outro político do PT na Bahia.
Com o debate ocorrendo desde 2025, todos já se posicionaram sobre o tema e um desfecho está próximo. O próprio senador Angelo Coronel comentou sobre a chapa do grupo governista para as eleições de 2026, composta apenas por petistas. O desenho da futura composição inclui o nome do governador Jerônimo Rodrigues, em busca da reeleição, fechando uma chapa “puro-sangue” com três candidatos do PT, com os ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa como candidatos ao Senado Federal. “Boa chapa. Cada partido tem o direito de indicar seus nomes para concorrer a qualquer cargo. Eu não sou PT, sou PSD”, disse Coronel em maio do ano passado.
IMPACTO NACIONAL
A composição da chapa governista tem ganhado novos contornos desde a última terça-feira (27), quando o governador de Goiás Ronaldo Caiado confirmou sua filiação ao PSD. O movimento pode possibilitar que o PSD, mesmo apoiando a reeleição de Lula e Jerônimo, tenha um candidato à presidência no palanque de oposição. “O Kassab liberou nossas bases para que tivéssemos essa independência também, aquele que for escolhido. Por exemplo, eu cito, na Bahia, por exemplo, se lá o PSD estiver vinculado ao governador candidato pelo PT, o candidato nosso estará ali no palanque do ACM Neto”, afirmou o governador do Goiás.
