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A promotora Aline Curvêlo Tavares de Sá, titular da 13ª Promotoria de Juazeiro, vai responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) após denúncia de que teria obrigado uma ex-assessora a assinar decisões em seu lugar, segundo informações do Correio.
A ex-servidora foi ouvida pelo corregedor do MP-BA, Carlos Augusto Machado de Brito, no dia 15 de janeiro, e protocolou a queixa formal no CN-MP em 23 de fevereiro.
RELEMBRE O CASO
Uma ex-assessora da 13ª Promotoria de Justiça de Juazeiro, no norte da Bahia, formalizou uma denúncia na Corregedoria do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra a promotora Aline Curvêlo Tavares de Sá.
A servidora alegou que, por quase sete anos, utilizou a assinatura eletrônica da titular da unidade para validar atos oficiais, incluindo denúncias, pedidos de prisão, alvarás de soltura, transferências de presos e solicitações de quebra de sigilo telefônico.
Em janeiro de 2026, o Bahia Notícias revelou que o desligamento da assessora foi marcado por uma carta de despedida na qual ela denunciava uma série de abusos e condições laborais que, segundo o relato, violaram sistematicamente sua dignidade e direitos.
Uma ex-assessora da 13ª Promotoria de Justiça de Juazeiro, no norte da Bahia, formalizou uma denúncia na Corregedoria do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra a promotora Aline Curvêlo Tavares de Sá.
A servidora, que pediu para ter a identidade preservada por segurança, alega que, por quase sete anos, utilizou a assinatura eletrônica da titular da unidade para validar atos oficiais, incluindo denúncias, pedidos de prisão, alvarás de soltura, transferências de presos e solicitações de quebra de sigilo telefônico. As informações são do Correio.
Como provas, a denunciante anexou aos órgãos de controle vídeos e capturas de tela de conversas com a promotora e com funcionários da promotoria. Em um dos diálogos, ocorrido em junho de 2024, após revisar uma representação, a promotora teria enviado a mensagem "pode dar saída" para a então servidora. Segundo a acusação, a frase era uma ordem para que a assessora utilizasse a senha da promotora — cujo uso deveria ser pessoal e intransferível — para assinar um pedido de prisão.
Em setembro do mesmo ano, outra troca de mensagens mostra Aline Curvêlo solicitando alterações em uma representação eleitoral que orientava a Polícia Militar a evitar comícios simultâneos de partidos rivais. “Mas toda hora eles forçam porque o comandante flexibiliza. Melhor vetar”, escreveu a promotora. Após a servidora confirmar a alteração ("Coloquei assim"), veio nova ordem: "pode dar saída".
“Eu fazia de tudo, de denúncias a pedidos de quebra de sigilo. Cumpria ordens. Ela fazia muitas viagens particulares e mal ia à promotoria. E, quando aparecia, era para fazer cobranças absurdas sobre a minha produção e a dos estagiários. Eu só não fazia as audiências. Mas, se houvesse uma brecha, com certeza ela mandaria que eu fizesse”, relatou a ex-assessora.
O advogado da denunciante, Jarmeson Diamantino, argumenta que a prática expôs a servidora a riscos jurídicos e físicos. “Ela corria o risco de ser ameaçada para contribuir com o crime organizado, pois fazia o serviço da promotora, porém não tinha as prerrogativas que os promotores têm, como um policial à disposição para seu deslocamento a serviço”, afirmou.
A defesa alerta que o ato de assinar processos em nome de outro pode configurar, para a executora, crimes como falsidade ideológica e violação da fé pública, mesmo quando realizada sob ordem hierárquica. A denúncia também aponta que a titular da promotoria teria ordenado que a ex-assessora interrogasse presos no Conjunto Penal de Juazeiro sem escolta ou avaliação de risco.
Segundo Diamantino, a prática pode levar à nulidade dos processos assinados indevidamente. “Só a promotora de Justiça pode oferecer uma denúncia criminal. Como quem assinou não é promotora de Justiça, todos esses processos podem ser anulados”, declarou.
A ex-servidora foi ouvida pelo corregedor do MP-BA, Carlos Augusto Machado de Brito, no dia 15 de janeiro, e protocolou a queixa formal no CNMP em 23 de fevereiro. Em janeiro de 2026, o Bahia Notícias revelou que o desligamento da assessora foi marcado por uma carta de despedida na qual ela denunciava uma série de abusos e condições laborais que, segundo o relato, violaram sistematicamente sua dignidade e direitos.
O documento, endereçado aos colegas, descrevia um cenário de sobrecarga extrema, ingerência na vida pessoal, assédio moral e falta de limites entre a vida profissional e familiar. A Corregedoria-Geral do MP-BA confirmou, em nota, que recebeu na última terça-feira (13) uma notícia de fato protocolada pela ex-servidora e informou que já está adotando as medidas necessárias para apurar os fatos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ciro Nogueira
"Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos. Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição".
Disse o presidente nacional do partido Progressistas e senador piauiense Ciro Nogueira se pronunciou após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura suposto envolvimento do parlamentar com o Banco Master, instituição ligada a um esquema de fraudes.