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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (6) a promoção de Stephen Miller, um dos principais articuladores de sua política anti-imigração, ao cargo de chefe de gabinete da Casa Branca. A mudança ocorre após a derrota histórica dos republicanos nas eleições de meio de mandato.
Miller substituirá Susie Wiles, que deixará a função para integrar a estrutura política de Trump. Com sua saída, ela se torna a 6ª mulher do primeiro escalão do governo a ser demitida ou renunciar durante a atual gestão.
Até então conselheiro político e de segurança nacional da Casa Branca, Miller é considerado o principal responsável pela estratégia de deportação em massa de imigrantes implementada pelo governo. O Southern Poverty Law Center, organização que monitora grupos extremistas nos Estados Unidos, o classifica como extremista anti-imigração.
O anúncio foi feito pelo próprio Trump na rede social Truth Social e confirmado pelo jornal Folha de S.Paulo. Segundo o presidente, Miller assumirá o novo posto a partir de 9 de novembro. Na publicação, ele também agradeceu a Wiles pelo trabalho realizado.
A promoção sinaliza a manutenção da linha-dura do governo na política migratória, apesar do revés eleitoral. A derrota republicana fortaleceu os democratas, que conquistaram maiorias nas duas Casas do Congresso.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, criticou a escolha e afirmou que Miller é responsável por algumas das políticas mais desumanas da administração Trump. Ele prometeu oposição à atuação do novo chefe de gabinete.
O resultado das eleições para o Congresso dos Estados Unidos, com vitória do Partido Democrata, deve complicar a situação do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que estão morando no país. Na avaliação de diplomatas brasileiros, o novo Legislativo americano será um ambiente de críticas diretas e duras aos dois irmãos, que hoje contam com o apoio do governo de Donald Trump.
Segundo o Globo, integrantes do Itamaraty avaliam que o resultado é muito ruim para os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro porque “haverá pouca paciência dos parlamentares com Trump e seus intentos de interferir nos processos democráticos na América do Sul e no Brasil, em particular”.
Segundo os diplomatas, a decisão de Trump de abrigar pessoas condenadas pela Justiça brasileira e defensores de golpe de Estado, além de impor sanções ao Brasil por meio de tarifas, deve ser alvo de críticas no Congresso. Os democratas também terão à disposição as comissões de relações exteriores para chamar atenção para o acolhimento dado aos irmãos Bolsonaro.
Para uma das fontes, o novo cenário “é um mau presságio para os Bolsonaros, que talvez tenham de fazer planos de pedir ‘asilo’ em outro país daqui a dois anos”. A previsão leva em conta a possibilidade de o grupo de Trump perder a eleição presidencial americana de 2028.
Flávio deixou o Brasil depois de ser derrotado no segundo turno da eleição presidencial, em 25 de outubro, e desembarcou em Miami. Ele se juntou ao irmão Eduardo, que já vivia nos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que aceitará o resultado das eleições de meio de mandato e indicou disposição para negociar com a oposição. A manifestação ocorreu no momento em que as apurações indicavam avanço do Partido Democrata no Senado e na Câmara dos Deputados.
Segundo informações do The New York Times, o republicano sinalizou a intenção de buscar acordos com os adversários políticos. "Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados", afirmou Trump. O presidente acrescentou que pretende dialogar com o partido opositor: "Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles. Provavelmente chegaremos a algum entendimento".
Apesar da sinalização de abertura, a postura do presidente foi acompanhada de contrapontos. Após a divulgação dos primeiros resultados desfavoráveis ao Partido Republicano, Trump publicou em suas redes sociais a imagem de um boné vermelho com a palavra "veto".
A publicação alude a declarações dadas dias antes ao podcast "Pod Force One", do New York Post, nas quais o governante antecipava a estratégia em caso de maioria democrata no Congresso: "Acho que vou me tornar o Sr. Veto. Eles vão enviar algumas coisas. Você veta. E, eventualmente, depois de um ou dois meses sendo vetados, eles só estão perdendo tempo, vêm até nós e fazemos um acordo."
O presidente dos Estados Unidos,Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que não pretende se reunir com o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial brasileira. Em entrevista no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, Trump disse, porém, que o parlamentar pode permanecer no país "quanto tempo quiser".
Horas antes, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o governo dos Estados Unidos não participou diretamente da saída de Flávio do Brasil. Segundo ele, o senador já tinha visto e Trump autorizou sua entrada no país.
“Ele já dispunha de um visto, e o presidente [Trump] tomou a decisão de permitir sua entrada no país (...) O governo dos Estados Unidos não participou diretamente [da saída de Flávio do Brasil]”, explicou.
Flávio deixou o Brasil na quarta-feira (28), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega de seus passaportes.
O senador viajou aos Estados Unidos passando pela Argentina e pelo Equador. Segundo os jornais The New York Times e The Wall Street Journal, o avião utilizado foi fretado por Jason Miller, assessor de Trump.
Desde que chegou aos Estados Unidos, Flávio afirmou, em uma carta, ser o verdadeiro líder do Brasil e disse ter deixado o país por ser vítima de perseguição.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve convidar os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, para a posse do quarto mandato, marcada para 5 de janeiro de 2027. Os dois devem entrar na lista de autoridades estrangeiras convidadas mesmo depois dos atritos com o governo brasileiro e de não terem reconhecido a vitória de Lula no segundo turno.
O convite segue uma prática do Itamaraty, que costuma chamar para a cerimônia os chefes de Estado dos países com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas. A presença de Trump e Milei, no entanto, depende da decisão de cada um, e os dois podem enviar representantes no lugar.
Esta será a primeira posse presidencial em 5 de janeiro. Até a última eleição, a cerimônia acontecia no dia 1º, mas uma emenda constitucional aprovada em 2021 mudou a data.
Na posse anterior, em 1º de janeiro de 2023, o então presidente da Argentina, Alberto Fernández, foi pessoalmente a Brasília. Os Estados Unidos, à época governados por Joe Biden, mandaram uma comitiva chefiada pela então secretária do Interior, Deb Haaland.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.