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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, comentou, nesta segunda-feira (5), o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras, que confirmou a disputa do segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), marcada para 25 de outubro.
"Foi para o 2º turno e todos esperavam que isso fosse acontecer. Vamos ver como as coisas se desenrolam", disse Rubio.
O secretário americano indicou ainda que o presidente Donald Trump acompanhará o confronto entre os dois candidatos ao Palácio do Planalto. Rubio, no entanto, não citou o nome de nenhum dos dois.
Por meio de uma nota oficial postada pelo instagram, o Ministério das Relações Exteriores (o Itamaraty) classificou as declarações do secretário de Estado americano Marco Rubio a respeito das tarifas adotadas contra o Brasil como “inaceitáveis” e “ofensivas ao povo e ao governo brasileiros”, a declaração foi feita nesta quinta-feira (16) e contou com uma tradução para o inglês.
Segundo a nota, o secretário de Estado utilizou “falsas afirmações” ao questionar o empenho brasileiro dentro das negociações. Isso, segundo o Ministério, configurou-se como um ataque grosseiro a um Chefe de Estado de um país amigo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, exaltado na nota pelo empenho pessoal dado em negociações que envolviam a defesa “da soberania brasileira”.
Confira a nota na íntegra:
Quais foram as declarações de Marco Rubio?
As declarações realizadas por Marco Rubio foram feitas por suas redes sociais nesta madrugada. O secretário anunciou a aplicação de novas tarifas de 25% sobre diversos produtos exportados pelo Brasil e afirmou que as políticas econômicas do governo brasileiro são "ruins para os americanos e ruins para os brasileiros".
Rubio também acusou o presidente Lula e seu governo de não terem negociado com os Estados Unidos de "boa-fé" ao longo do último ano. Além disso, declarou que o presidente brasileiro teria priorizado o seu "próprio ego” em detrimento de um acordo que visasse o bem-estar de seu povo.
Ele concluiu suas afirmações sustentando que o tarifaço de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil é o "preço a pagar" pelo comportamento do presidente Lula.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (2) que o Brasil não integra o grupo de países latino-americanos considerados aliados ou alinhados aos interesses de Washington. A declaração foi dada durante audiência no Senado norte-americano ao comentar a política externa dos EUA para a região.
Segundo Rubio, a América Latina vive atualmente um cenário favorável aos Estados Unidos, com diversos governos considerados parceiros. Ao listar exceções, porém, o secretário citou Brasil, Cuba, Nicarágua, Venezuela e o atual governo da Colômbia. No caso brasileiro, ele ressaltou que o país atravessa um ciclo eleitoral.
“Nós agora temos, neste hemisfério, uma coalizão de países amigáveis de mais de uma dúzia (…). É uma história incrível, exceto por Nicarágua, por Cuba, por Venezuela, que ainda têm alguns desafios, e, claro, o Brasil, embora eles estejam no meio de um ciclo eleitoral (…). Em geral, é agora uma região repleta de aliados americanos”, afirmou.
ASSISTA:
????URGENTE - Marco Rubio acaba de dizer que o Brasil não é um país amigável, junto com Venezuela, Nicarágua e Cuba pic.twitter.com/ACKPl6CF4q
— SPACE LIBERDADE ? (@NewsLiberdade) June 2, 2026
Os governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram uma declaração conjunta em que consideraram “positivo” o encontro desta quinta-feira (16), em Washington, entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado do governo dos Estados Unidos, Marco Rubio.
Além da indicação de que ambos os governos pretendem colaborar em um futuro imediato, o texto indica que Brasil e Estados Unidos concordaram em trabalhar conjuntamente pela realização de uma reunião presencial entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “na primeira oportunidade possível”.
As reuniões entre o secretário Marco Rubio e o chanceler Mauro Vieira aconteceram na Casa Branca. Inicialmente houve uma primeira conversa a sós entre Vieira e Rubio, que durou cerca de 15 minutos. Em seguida, ambos partiram para outra reunião expandida, que teve duração aproximada de 50 minutos.
A declaração conjunta dos dois governos foi assinada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, do representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, e do ministro Mauro Vieira.
Veja a declaração conjunta na íntegra:
Hoje, o Secretário de Estado Marco Rubio e o Representante de Comércio dos Estados Unidos Jamieson Greer se reuniram com o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e mantiveram conversas muito positivas sobre comércio e questões bilaterais em andamento.
O Secretário Rubio, o Embaixador Greer e o Ministro Mauro Vieira concordaram em colaborar e conduzir discussões em várias frentes no futuro imediato, além de estabelecer uma rota de trabalho conjunto.
Ambas as partes também concordaram em trabalhar conjuntamente pela realização de reunião entre o Presidente Trump e o Presidente Lula na primeira oportunidade possível.
Uma “ótima” reunião, muito “produtiva” e em ambiente descontraído, sem qualquer tentativa de constrangimento. Essas foram algumas das descrições usadas pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao descrever a reunião na tarde desta quinta-feira (16) com o secretário de Estado do governo dos Estados Unidos, Marco Rubio, ocorrida em Washington.
Mauro Vieira deu uma rápida entrevista e expôs alguns detalhes do encontro. Segundo Vieira, os dois chanceleres fizeram uma primeira conversa apenas entre eles, que durou cerca de 15 minutos. Em seguida, partiram para outra reunião expandida, que durou aproximadamente 50 minutos.
Segundo o chanceler, a conversa foi marcada por uma atitude construtiva, com ênfase em cooperação e respeito mútuo.
“Prevaleceu uma atitude construtiva na retomada das relações entre nossos países”, disse Vieira, destacando que o diálogo com parlamentares norte-americanos faz parte dos esforços para reaproximar Brasil e EUA em temas econômicos, ambientais e de segurança.
Pelo lado do Brasil, participaram deste encontro expandido o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, Mauricio Carvalho Lyrio; Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores; e Joel Sampaio, chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do MRE.
Já pelo lado do governo dos Estados Unidos, além de Marco Rubio, participou da conversa o representante comercial da administração Trump, Jamieson Greer.
Na entrevista, Mauro Vieira destacou que após o encontro, serão mantidas as tratativas para uma reunião futura entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. O chanceler disse, entretanto, que ainda não foi definida data e lugar para a conversa entre ambos.
Questionado se eles podem se encontrar na próxima semana na Malásia, onde haverá a reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático, Vieira pontuou que “até pode ser”, mas que dependeria de coincidência de datas.
“Há um interesse de ambas as partes de que os presidentes se encontrem muito em breve”, comentou.
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Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.