Após derrota eleitoral, Trump nomeia Stephen Miller como chefe de gabinete e sinaliza radicalização
Por Redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (6) a promoção de Stephen Miller, um dos principais articuladores de sua política anti-imigração, ao cargo de chefe de gabinete da Casa Branca. A mudança ocorre após a derrota histórica dos republicanos nas eleições de meio de mandato.
Miller substituirá Susie Wiles, que deixará a função para integrar a estrutura política de Trump. Com sua saída, ela se torna a 6ª mulher do primeiro escalão do governo a ser demitida ou renunciar durante a atual gestão.
Até então conselheiro político e de segurança nacional da Casa Branca, Miller é considerado o principal responsável pela estratégia de deportação em massa de imigrantes implementada pelo governo. O Southern Poverty Law Center, organização que monitora grupos extremistas nos Estados Unidos, o classifica como extremista anti-imigração.
O anúncio foi feito pelo próprio Trump na rede social Truth Social e confirmado pelo jornal Folha de S.Paulo. Segundo o presidente, Miller assumirá o novo posto a partir de 9 de novembro. Na publicação, ele também agradeceu a Wiles pelo trabalho realizado.
A promoção sinaliza a manutenção da linha-dura do governo na política migratória, apesar do revés eleitoral. A derrota republicana fortaleceu os democratas, que conquistaram maiorias nas duas Casas do Congresso.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, criticou a escolha e afirmou que Miller é responsável por algumas das políticas mais desumanas da administração Trump. Ele prometeu oposição à atuação do novo chefe de gabinete.
