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ABC x Vitória: Veja prováveis escalações, horário e onde assistir a semifinal da Copa do Nordeste
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"Não cabe mais fazer de qualquer jeito": Carol Melo detalha plano para tornar o Bahia potência sustentável no futebol feminino
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"Lei do ex" em jogo na Copa do Brasil: quatro jogadores do Vitória já defenderam o Athletico-PR; confira
Por Thiago Tolentino
Após sorteio realizado pela CBF na manhã desta terça-feira (26), ficou definido que Vitória e Athletico Paranaense vão medir forças nas oitavas de final da Copa do Brasil. O confronto ganha um tempero extra para quem acredita em superstição: o elenco do Leão conta com quatro atletas que já vestiram a camisa do Furacão e estão aptos para aplicar a famosa "lei do ex". Entre os nomes estão Renato Kayzer, Baralhas, Cacá e Zé Vitor.
Principal referência ofensiva desse grupo ao lado do novato Renê, Kayzer soma 51 jogos, 19 gols e duas assistências pelo Vitória. Ele defendeu o Athletico entre 2020 e 2021, acumulando 82 partidas, 20 gols, além de faturar o título da Copa Sul-Americana de 2021.

Foto: Divulgação / Athletico-PR
O volante Gabriel Baralhas teve uma passagem rápida pelo Rubro-Negro Paranaense em 2018, quando o clube ainda utilizava a grafia "Atlético". Emprestado pelo Ituano logo após ser projetado ao futebol profissional, ele disputou apenas 12 jogos e concedeu uma assistência.
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Foto: Fabio Wosniak/Site Oficial Atlético-PR
Revelado pelo Cruzeiro, o zagueiro Cacá teve boa passagem pelo Furacão em 2023, quando retornou do Tokushima Vortis, do Japão. Foram 20 partidas e dois gols pelo clube paranaense antes de seguir carreira para o Corinthians por três temporadas e, posteriormente, reforçar o sistema defensivo do Vitória.
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Foto: José Tramontin / Athletico
O último da lista a passar pelo CT do Caju foi o defensor Zé Vitor. Ele integrou o elenco atleticano em 2024, emprestado pelo Maringá — clube que ainda detém os seus direitos econômicos —, e entrou em campo em nove oportunidades.

Foto: José Tramontin / athletico.com.br
O duelo de ida entre Vitória e Athletico acontecerá na Ligga Arena, em Curitiba, no dia 1º ou 2 de agosto. A grande decisão da vaga será no Estádio Manoel Barradas, o Barradão, em Salvador, nos dias 5 ou 6 do mesmo mês.
O Vitória chega embalado por uma classificação histórica na fase anterior, quando eliminou o Flamengo com um placar agregado de 3 a 2, sacramentado com um triunfo por 2 a 0 na capital baiana. Já o Athletico-PR carimbou o passaporte para as oitavas de forma dramática, despachando o Atlético Goianiense nos pênaltis por 4 a 1.
Paulo Isidoro relembra bastidores no Bahia e medo de rebaixamento: "Iam dizer que entreguei"
Por Sara Santos
Em entrevista ao podcast BN na Bola, na noite desta terça-feira (26), o ex-jogador Paulo Isidoro abriu o jogo sobre a sua passagem pelo Bahia em 2009. Criado na base do Vitória e muito identificado com o Rubro-Negro, o ex-atleta revelou os bastidores de sua chegada ao Esquadrão, principalmente sobre o peso psicológico para evitar um rebaixamento à Série C.
Próximo do fim da carreira e após sofrer uma grave lesão no joelho, Isidoro tentou retornar ao Vitória para fazer sua recuperação, mas as portas não se abriram. Foi quando surgiu a oportunidade de usar a estrutura no rival.
"Nunca desrespeitei o Bahia e eles me abriram as portas para fazer a recuperação. Fiquei lá alguns meses. Só que o time passava por uma crise enorme na Série B", relembrou Isidoro.
Aos 36 anos, o meia foi convidado pelo então técnico Paulo Comelli para participar de um treino coletivo. Segundo Isidório, mesmo sem ritmo, o jogador se destacou. A curiosidade é que, logo após o treino, Comelli foi demitido, dando lugar a Sérgio Guedes. Na apresentação do novo comandante, a diretoria sequer havia avisado que Isidoro estava ali.
Ao saber do bom desempenho do veterano, Guedes foi direto: "Só quero saber se você quer jogar". "Eu disse que sim, claro. O contrato saiu na quarta, assinei na quinta e joguei no sábado", contou o ex-atleta, que fechou sua passagem pelo clube com 5 gols em 16 jogos.
FANTASMA DO REBAIXAMENTO
Após a chegada do técnico Paulo Bonamigo, Isidoro perdeu espaço temporariamente devido ao desgaste físico, mas recuperou a titularidade em um jogo decisivo contra a Ponte Preta, iniciando uma sequência de gols que ajudou a afastar o Bahia do Z-4.
De acordo com o ex-atleta, o maior temor de Paulo Isidoro era o tamanho da cobrança que sofreria na cidade caso o Tricolor caísse, justamente por sua forte ligação com o Vitória. A partir daquele momento, ele assumiu o papel de cobrar o elenco nos bastidores.
"A gente pegava no pé dos caras: 'Não vão para a noite. Se o time for para o rebaixamento, vocês vão embora e a gente vai ficar morando aqui'. Eu ia carregar esse peso para o resto da vida. Iam dizer que eu entreguei porque era do Vitória", desabafou.
Com a ajuda de atletas experientes como o volante Hernani, o grupo se conscientizou e o Bahia se livrou do descenso com uma rodada de antecedência.
Com a permanência garantida, o técnico Paulo Bonamigo garantiu a Isidoro que ele seria o primeiro a renovar o contrato para a temporada seguinte. No entanto, o futebol mudou os planos rapidamente. Bonamigo aceitou uma proposta do mundo árabe, e a diretoria do Bahia fechou com Renato Gaúcho para 2010. Sem espaço nos planos da nova comissão técnica, a renovação de Isidoro acabou não acontecendo, encerrando ali sua trajetória no Fazendão.
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BN na Copa: Entenda os contextos políticos dos países-sede durante a preparação para o Mundial de 2026
Por Carlos Matos / Sara Santos / Thiago Tolentino
A Copa do Mundo de 2026 será disputada com a bola rolando em três países, mas seu centro de gravidade político estará concentrado em um deles. Sede de 78 dos 104 jogos do torneio, os Estados Unidos chegam às vésperas do Mundial diante de uma combinação de fatores que extrapolam o campo: política migratória mais rígida, reforço da segurança interna, pressão de entidades de direitos humanos, tensão diplomática com o Irã e a necessidade logística de receber milhões de torcedores estrangeiros no maior evento da história da Fifa.
Diante desse cenário, o Bahia Notícias preparou uma matéria especial dentro do quadro BN na Copa, com um levantamento sobre a conjuntura política dos países-sede e os possíveis impactos diretos na organização do Mundial. A proposta é mostrar como Estados Unidos, Canadá e México chegam ao torneio a partir de temas como imigração, segurança, circulação de torcedores, logística internacional e relações diplomáticas.
ESTADOS UNIDOS
Os Estados Unidos terão de administrar uma Copa atravessada por decisões governamentais e por uma ampla operação federal. Em março de 2025, a Casa Branca criou uma força-tarefa específica para coordenar as ações relacionadas ao Mundial de 2026. A estrutura reúne órgãos ligados à segurança, transporte, turismo e imigração, e foi desenhada para centralizar a atuação do governo federal junto às cidades-sede. O próprio governo norte-americano aponta que a força-tarefa ficará administrativamente vinculada ao Departamento de Segurança Interna.
Entre as medidas associadas à preparação do torneio estão o reforço da segurança em eventos de grande porte, apoio às cidades-sede e investimentos em tecnologia para proteção de estruturas estratégicas. O orçamento federal de 2027 também cita recursos voltados ao fortalecimento da capacidade estadual e local para eventos especiais, incluindo a Copa do Mundo de 2026 e os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
O ponto mais sensível de toda a operação está na entrada de torcedores estrangeiros no país. Para tentar reduzir "gargalos" no atendimento consular, foi criado o Fifa Pass, em parceria com o Departamento de Estado dos EUA. O sistema concede prioridade no agendamento de entrevistas de visto para torcedores que compraram ingressos diretamente pelos canais oficiais da Fifa e optaram pelo procedimento.
A medida busca dar maior previsibilidade ao fluxo de visitantes, mas não substitui a análise migratória tradicional. Na prática, o Fifa Pass não é um visto, não garante aprovação do pedido e também não assegura a entrada automática em território norte-americano. O torcedor segue obrigado a cumprir as exigências legais de viagem e imigração dos Estados Unidos.
Esse rigor ocorre em meio a um momento de endurecimento da política migratória dos EUA. Por conta disso, organizações de direitos humanos vêm pressionando a Fifa para garantir que o torneio mantenha compromissos de inclusão, segurança e liberdade de circulação. Os alertas envolvem riscos de restrições de visto, deportações, abordagens migratórias e impactos sobre torcedores, trabalhadores, comunidades imigrantes e profissionais da imprensa durante o Mundial.
CIDADES-SANTUÁRIO
A tensão política também se reflete no ambiente doméstico americano. Segundo informações da Reuters, o secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, alertou executivos do setor de viagens sobre a possibilidade de suspender o processamento alfandegário e migratório em aeroportos localizados em “cidades-santuário” — municípios que adotam políticas locais de proteção a imigrantes e não cooperam integralmente com determinadas diretrizes federais de imigração.
Ainda de acordo com as informações preliminares, a eventual medida foi associada ao período posterior à Copa do Mundo, mas o tema já entrou no debate público por envolver aeroportos de grande fluxo internacional. Entidades do setor de viagens e aviação manifestaram preocupação com possíveis impactos sobre passageiros, cargas e turismo, enquanto integrantes do próprio governo indicaram cautela sobre a adoção de restrições que afetem o funcionamento de aeroportos.
CONFLITO ENTRE EUA/ISRAEL E IRÃ
Para além da organização interna, a Copa também está inserida em um contexto de instabilidade geopolítica. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã colocou a participação da seleção iraniana no centro de uma discussão diplomática e esportiva. O Irã está classificado para o Mundial e tem partidas previstas em território norte-americano, mas a tensão entre os países levou a questionamentos sobre vistos, segurança e circulação da delegação.
Embora a presença do Irã tenha sido tratada com incerteza nas últimas semanas, a Federação Iraniana confirmou a participação do país no torneio. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a federação apresentou condições relacionadas à emissão de vistos, segurança, tratamento da delegação, circulação de torcedores e atuação de profissionais de imprensa.
A situação segue acompanhada de perto pela Fifa. Em reunião recente com representantes da federação iraniana, a entidade afirmou ter mantido conversas positivas sobre questões operacionais. Ainda assim, a seleção do Irã iniciou preparação fora do país, em Antalya, na Turquia, em meio a pendências de visto. Parte da delegação também passou por procedimentos relacionados a solicitações de entrada no Canadá e nos Estados Unidos.
Do lado norte-americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que Washington não se opõe à presença dos atletas iranianos na Copa. No entanto, o governo indicou que poderá aplicar restrições a integrantes de delegação ou comitiva que tenham ligação com a Guarda Revolucionária Islâmica, organização classificada como terrorista pelos Estados Unidos e pelo Canadá.
O caso iraniano também envolve a tabela do torneio. O Irã chegou a solicitar a transferência de seus jogos para o México, mas a Fifa manteve o calendário original. A seleção iraniana tem jogos previstos nos Estados Unidos na fase de grupos e poderá precisar entrar no Canadá em caso de avanço na competição.
Com isso, os Estados Unidos chegam à Copa de 2026 como principal sede esportiva e também como epicentro político da operação. A promessa de um Mundial histórico, impulsionado pelo crescimento do futebol no mercado norte-americano e pelo retorno do país ao posto de sede após 32 anos, convive com alguns desafios.
Contudo, os Estados Unidos representam apenas uma parte dessa engrenagem. Para compreender o funcionamento completo do torneio, também é preciso olhar para os papéis de Canadá e México. Embora fiquem com uma fatia menor do calendário, com 13 jogos cada, os dois vizinhos serão decisivos nas operações de fronteira, na logística de deslocamento entre países e na recepção do fluxo de torcedores que circulará pela América do Norte durante a competição.
MÉXICO
Enquanto os EUA lidam com os holofotes e as pressões de segurança do principal país-sede, o vizinho México assume um papel ponderado na geopolítica da Copa do Mundo de 2026. Historicamente posicionado como uma ponte diplomática, o país latino chamou atenção para si ao se colocar como resposta para um dos maiores impasses esportivos e militares recentes que antecedem o torneio: a participação do Irã.
A escalada da tensão militar no Oriente Médio, transferiu o conflito diretamente para as pranchetas da Fifa (Federação Internacional de Futebol). O Irã, sorteado no Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, tinha seus três jogos iniciais programados para Los Angeles e Seattle. Alegando falta de garantias de segurança em solo americano, reforçadas pelos movimentos do ministro dos Esportes do país, Ahmad Donyamali, que chegou a classificar a participação como impossível, a federação iraniana iniciou uma forte pressão para mudar seus jogos de sede.
Em meio ao impasse, o México se posicionou. A presidente Claudia Sheinbaum declarou publicamente que o país estava de portas abertas para acolher as demandas logísticas e de segurança da República Islâmica.
O desfecho dessa costura de bastidores ganhou contornos oficiais neste sábado (23), quando o Irã confirmou a transferência de sua base de treinamentos. A delegação, que inicialmente ficaria em Tucson, no Arizona (EUA), cruzou a fronteira para se estabelecer em Tijuana, cidade mexicana colada no território americano. Embora o remanejamento dos locais das partidas ainda aguarde a chancela oficial da federação, a mudança da base para o México foi aprovada pela entidade máxima do futebol como um respiro humanitário e logístico diante das incertezas da guerra.
A CORRIDA CONTRA O TEMPO NA CAPITAL
Se na diplomacia o governo federal atua com folga, nos canteiros de obras das três cidades-sede (Monterrey, Guadalajara e Cidade do México) o cenário é de pura pressão. A menos de um mês para o início do torneio, a capital mexicana vive uma frenética corrida contra o tempo para entregar intervenções urbanas cruciais até o fim de maio, poucas semanas antes do jogo de abertura, no dia 11 de junho, entre México e África do Sul, no Estádio Azteca.
Um levantamento da agência Reuters aponta que as obras estruturais têm gerado forte controvérsia e dividido opiniões entre os moradores locais. Na Calzada de Tlalpan, uma das artérias viárias mais movimentadas da Cidade do México, equipes trabalham em turnos ininterruptos para erguer um corredor de dois quilômetros voltado para pedestres e ciclistas, gerando congestionamentos caóticos e protestos contra a poluição sonora noturna.
Parte da população critica as intervenções, acusando a gestão pública de priorizar a estética e o turismo em detrimento de melhorias estruturais urgentes para o dia a dia da comunidade, como a manutenção do antigo sistema de metrô de superfície.
Por outro lado, as autoridades locais, representadas pelo diretor do metrô, Adrián Rubalcava, defendem que a vitrine da Copa do Mundo foi a oportunidade ideal para acelerar investimentos profundos em estações que precisavam de atenção urgente e que serão o verdadeiro legado de longo prazo para os mais de 1,2 bilhão de passageiros que utilizam o sistema anualmente.
“A OLA, SIM; O GRITO, NÃO”
Além da infraestrutura e do acolhimento, a Federação Mexicana de Futebol (FMF) trava uma batalha cultural interna para garantir que o país passe uma imagem de modernidade. Historicamente punida pela Fifa devido aos recorrentes gritos de cunho homofóbico entoados por sua torcida nos tiros de meta adversários, a entidade máxima do futebol mexicano lançou uma campanha de conscientização de massa.
Com o nome “A ola, sim; o grito, não”, a ação é apadrinhada por lendas do futebol local, como Hugo Sánchez e o técnico Javier Aguirre, além de outros integrantes do elenco histórico da Copa de 1986.
Segundo a entidade, a estratégia utiliza a nostalgia para combater o preconceito: a campanha incentiva o torcedor a abafar os gritos discriminatórios levantando a famosa "ola", o movimento de onda humana nas arquibancadas que o próprio México popularizou para o mundo no Mundial de 86. A ação será massificada nas redes sociais e nos últimos amistosos preparatórios da seleção.
ACERTOS FINAIS
Para os torcedores que seguirão rumo às 13 partidas que o México irá sediar, o governo estabeleceu medidas para facilitar o fluxo. Desde fevereiro, os turistas brasileiros que viajam por via aérea podem emitir um visto eletrônico de forma simplificada na internet, acelerando a imigração para o evento.
O plano nacional para a Copa prevê ainda um forte esquema de segurança unificado entre as forças federais e a inteligência da Fifa para blindar os pólos turísticos contra os recentes episódios de violência interna que preocupavam o comitê organizador.
Para garantir que a festa seja inclusiva, o governo mexicano confirmou a criação de Fan Fests e exibições públicas gratuitas com transmissões dos jogos em praças de todo o país, descentralizando o evento para quem não conseguiu ingressos.
Carregando a representatividade latina desta edição, o México Busca se provar como o porto seguro e o coração pulsante da América do Norte em 2026.
CANADÁ
Se os Estados Unidos concentram a maior pressão política e operacional da Copa do Mundo de 2026, o Canadá chega ao torneio tentando consolidar uma imagem de estabilidade institucional, segurança pública e abertura internacional. Mesmo com apenas 13 partidas distribuídas entre Toronto e Vancouver, o país terá papel estratégico na logística do Mundial, especialmente pela circulação constante de delegações e torcedores entre as três sedes norte-americanas.
A preparação canadense ocorre em meio a debates sobre imigração, custo de vida, segurança urbana e relações diplomáticas. Em abril de 2025, o Partido Liberal manteve o comando do governo após a saída de Justin Trudeau, e Mark Carney assumiu o cargo de primeiro-ministro em um cenário de desaceleração econômica, pressão sobre políticas migratórias e necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura antes da Copa.
Apesar da mudança de liderança, o governo federal manteve o compromisso assumido com a Fifa de transformar o Mundial em uma vitrine internacional para o país. As autoridades canadenses tratam a competição como uma das maiores operações de segurança da história recente do Canadá, principalmente pelo aumento esperado no fluxo de visitantes estrangeiros e pela integração operacional com Estados Unidos e México.
CONTROLE DE FRONTEIRAS
Um dos principais desafios canadenses está na gestão das fronteiras. A realização conjunta do torneio obrigará o Canadá a atuar em coordenação direta com as agências migratórias e de segurança dos EUA, sobretudo em voos, conexões terrestres e deslocamentos de torcedores entre os três países durante a competição.
Nos últimos meses, o governo canadense ampliou investimentos em vigilância de fronteiras, inteligência e segurança cibernética. O foco está em evitar incidentes relacionados a terrorismo, crimes transnacionais, ataques digitais e ações extremistas durante grandes eventos internacionais.
Ao mesmo tempo, Ottawa tenta equilibrar a imagem de país receptivo com um discurso político mais cauteloso sobre imigração. O governo federal anunciou limites temporários para determinados programas migratórios e estudantis, alegando pressão sobre habitação, serviços públicos e custo de vida. O debate ganhou força dentro do Parlamento canadense às vésperas da Copa.
DIPLOMACIA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS
O Canadá também aparece envolvido em temas diplomáticos que cercam o Mundial. Assim como os Estados Unidos, o país mantém a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã em sua lista de organizações terroristas, fator que colocou as autoridades canadenses nas discussões relacionadas à eventual entrada de integrantes da delegação iraniana no território canadense durante a competição.
O tema ganhou relevância porque seleções classificadas poderão cruzar a fronteira canadense nas fases eliminatórias, aumentando a necessidade de coordenação diplomática e migratória entre os países-sede.
Ao mesmo tempo, o Canadá busca utilizar o torneio como ferramenta de projeção internacional. O governo federal e as províncias envolvidas vêm destacando pautas ligadas à diversidade, inclusão e multiculturalismo como marcas da participação canadense na Copa. Vancouver e Toronto, as duas cidades-sede, já anunciaram programas culturais paralelos voltados para comunidades imigrantes e populações indígenas durante o período do Mundial.
INFRAESTRUTURA E PRESSÃO SOBRE AS CIDADES-SEDE
Apesar da imagem de estabilidade, o Canadá também enfrenta críticas internas relacionadas aos custos públicos da Copa. Em Toronto e Vancouver, parte da população questiona o aumento dos investimentos em estádios, segurança e mobilidade urbana em meio à crise habitacional que atinge diferentes regiões do país.
Autoridades locais defendem que os investimentos deixarão legado permanente em transporte, turismo e infraestrutura urbana, enquanto opositores apontam preocupação com gastos públicos elevados. Em Toronto, o foco das autoridades está na modernização do sistema de transporte e no reforço da capacidade hoteleira para receber turistas durante o torneio.
Dentro da estrutura da competição, o Canadá será peça importante para aliviar parte da pressão logística concentrada nos Estados Unidos. O país participa das negociações sobre integração tecnológica entre os três governos para compartilhamento de informações de segurança, controle de fronteiras e monitoramento de riscos durante o evento.
Assim, embora ocupe uma posição mais discreta em comparação aos Estados Unidos, o Canadá chega à Copa de 2026 tendo papel relevante na integração logística e migratória entre os três países-sede, sendo importante na engrenagem diplomática. Entre debates internos sobre imigração, pressão por infraestrutura e necessidade de coordenação internacional, o país tentará equilibrar a imagem de estabilidade global com os desafios de sediar um dos maiores eventos esportivos do planeta.
ABC x Vitória: Veja prováveis escalações, horário e onde assistir a semifinal da Copa do Nordeste
Por Hugo Araújo
Um dia após descobrir que enfrentará o Athletico-PR nas oitavas de final da Copa do Brasil, o Vitória entra em campo contra o ABC nesta quarta-feira (27), às 21h30, pelo jogo de volta da semifinal da Copa do Nordeste. O duelo acontece na Casa de Apostas Arena Fonte Nova e o Leão carrega a a grande vantagem construída no Barradão, onde goleou por 6 a 2.
Na outra semifinal do Nordestão, Sport e Fortaleza se enfrentam na Ilha do Retiro, no mesmo horário. Para garantir a decisão em casa, o Rubro-Negro baiano precisa terminar com a melhor campanha geral entre os finalistas. Veja aqui os cenários.
Para o duelo, o técnico Jair Ventura não contará com o lateral-esquerdo Ramon, poupado. No mais, os considerados titulares foram relacionados, mas nomes como Martínez, Cacá, Matheuzinho e Erick devem ser preservados por conta da sequência de partidas.
Seguem fora de combate os zagueiros Edu, Camutanga e Ricielli, os volantes Dudu e Rúben Ismael, o lateral direito Mateus Silva e os atacantes Pedro Henrique e Anderson Pato.
Após enfrentar o ABC, o Vitória volta a campo pelo Campeonato Brasileiro neste sábado (30), às 21h, contra o Santos, na Vila Belmiro, pela 18ª rodada. Caso confirme a classificação para a final da Copa do Nordeste, o clube disputará a decisão nos dias 3 e 7 de junho, diante de Sport ou Fortaleza.
ABC
Líder do Grupo 8 da Série D, o ABC vem de empate por 1 a 1 no clássico contra o América-RN, disputado no último domingo (24), pela 8ª rodada da competição.
Precisando vencer por quatro gols de diferença para levar a semifinal aos pênaltis, o Alvinegro Potiguar terá três desfalques. Os volantes Edson, improvisado na zaga, e Geílson foram expulsos no Barradão e cumprem suspensão. Já Jhosefer está fora por conta de uma lesão grau 2 no músculo posterior da coxa direita.
Ex-Vitória e artilheiro da Copa do Nordeste com seis gols, um a mais que Renê e dois acima de Renato Kayzer e Erick, o atacante Wallyson aparece entre os titulares da equipe comandada pelo técnico Waguinho Dias.
FICHA TÉCNICA
ABC x Vitória
Copa do Nordeste - Jogo de volta da semifinal da Copa do Nordeste
Local: Casa de Apostas Arena das Dunas
Data: 27/5/2026 (quarta-feira)
Horário: 21h30
Árbitro: Antônio Dib Moraes de Sousa (PI)
Assistentes: Alisson Lima Damasceno (PI) e Márcio Iglesias Araújo Silva (PI)
VAR: Gilberto Rodrigues Castro Júnior (PE)
Onde assistir: TV Aratu (TV aberta) e SportyNet (TV fechada e YouTube), Canal do Benja e TMC (YouTube)
ABC: Matheus Alves; Lucas Marques, Edson, Wellington Carvalho e Dudu Mandai; Jonathan, Geilson, João Pedro e Luiz Fernando; Wallyson e Igor Bahia. Técnico: Waguinho Dias.
Vitória: Lucas Arcanjo; Nathan Mendes, Edenilson, Cacá e Jamerson; Caíque, Zé Vitor e Baralhas; Marinho, Diego Tarzia e Renato Kayzer. Técnico: Jair Ventura.
Perto da parada do futebol brasileiro para a Copa do Mundo e da nova abertura da janela de transferências, em julho, a diretoria do Vitória já se movimenta visando saídas e entradas de jogadores no elenco rubro-negro.
Uma das saídas certas é o atacante espanhol Kike Saverio. Em entrevista ao Globo Esporte nesta terça-feira (27), o diretor de futebol Sérgio Papellin confirmou que o jogador de 26 anos não seguirá no clube. Segundo o dirigente, o jogador já acertou a rescisão contratual e foi liberado.
Contratado no segundo semestre de 2025, Kike disputou apenas oito partidas pelo Vitória, com um gol marcado e uma assistência.
Outro caso em avaliação é o do centroavante uruguaio Renzo López, que também tem contrato até julho. Papellin afirmou que a permanência de Renzo ainda será discutida internamente, principalmente pelo custo salarial considerado alto para o orçamento do clube. Desde que chegou ao Leão, também em 2025, Renzo soma 30 jogos e dois gols.
"O Renzo a gente vai conversar, observar mais um pouco. Tem salário relativamente alto para o nosso orçamento. A gente vai ter que resolver se continua com ele ou não. Até a parada da Copa do Mundo a gente vai resolver", disse o diretor.
Com larga vantagem, o Vitória enfrenta o ABC nesta quarta-feira (28), às 21h30, na Casa de Apostas Arena das Dunas, em Natal, pelo jogo de volta da semifinal da Copa do Nordeste.
Com a 10, Neymar iguala Pelé, e seleção tem dúvidas sobre número 9
Por Thiago Rabelo | Folhapress
A numeração que será enviada pelo técnico Carlo Ancelotti para a Fifa (Federação Internacional de Futebol) no dia 1º de junho deve dar alguns indícios sobre o time titular da seleção brasileira na Copa do Mundo.
A principal dúvida é sobre a camisa 9. Richarlison e João Pedro foram os camisas 9 nos dez jogos com Ancelotti, mas não foram convocados.
Sem a dupla, Endrick e Igor Thiago estão na disputa, com Matheus Cunha correndo por fora.
Já a 10 deve retornar a Neymar mesmo que ele não esteja entre os titulares para a estreia, dia 13, contra o Marrocos.
Se confirmado com a 10, o meia atacante irá igualar o recorde de Pelé, único a vestir em quatro Mundiais pela seleção o icônico número consagrado por ele.
Contratado em maio do ano passado, Ancelotti alternou a camisa 10 nos dez jogos em que comandou a equipe.
Vinicius Junior recebeu o número em quatro duelos, mesma quantidade de Rodrygo. Já Raphinha foi o escolhido para as duas partidas restantes.
Com o retorno de Neymar, a dúvida parece resolvida. O jogador do Santos foi o 10 nas últimas três Copas do Mundo e deve repetir o feito no Mundial da América do Norte.
Dessa forma, Vinicius Junior volta a usar a 7, mesmo número que tem no Real Madrid, assim como Raphinha tem a 11 no Barcelona.
COMO É DEFINIDA A NUMERAÇÃO
A numeração da seleção para a Copa é definida pela comissão técnica e a diretoria de futebol da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Na última edição do Mundial, em 2022, a equipe chegou ao Catar sem grandes dúvidas. Tite era o técnico desde 2016 e já tinha um grupo consolidado ao longo dos anos, com a necessidade de apenas alguns ajustes na escolha das camisas.
"Muitos treinadores gostam de ver a equipe de 1 a 11. Então muita coisa se baseia no time que vai ser titular. Mas tem jogadores que gostam de algum número e a gente cedia. Eu, por exemplo, eu gostava da camisa 19 porque era 1+9 e dava 10. O Edilson gostava da 20", disse Juninho Paulista, coordenador da seleção brasileira na Copa de 2022.
Apesar de Ancelotti ter pouco tempo no cargo, muitos atletas já possuem uma história pela seleção e uma identificação com algum número específico. Sem mudanças no gol, Alisson deve ser o 1 e Weverton, o 12. Já Ederson prefere a 23.
"Nós já tínhamos um histórico de camisa dos atletas. Quando tinha algum número sobrando, os jogadores pediam. Se desse para atender, nós atendíamos, mas se não desse, eles entendiam. Nunca tivemos problema. O Ederson, por exemplo, gosta da 23", explicou Luis Vagner Vivian, gerente da seleção nos dois últimos Mundiais.
Com Kroos de modelo, seleção alemã anuncia relançamento de camisa utilizada no 7 a 1 contra o Brasil
Por Redação
A seleção da Alemanha anunciou o relançamento da camisa utilizada na vitória por 7 a 1 sobre o Brasil, na semifinal da Copa do Mundo de 2014. O uniforme será comercializado para os torcedores, mas não fará parte do material esportivo usado pela equipe no Mundial de 2026.
Na divulgação oficial, o ex-meio-campista Toni Kroos aparece vestindo o modelo relançado. A patrocinadora descreveu a ação nas redes sociais com a frase: “um verão inesquecível, trazido de volta para fazer nova história”.
A Alemanha está no Grupo E da Copa do Mundo de 2026, ao lado de Costa do Marfim, Equador e Curaçao. A estreia da equipe será no dia 14 de junho, contra Curaçao.
Os 26 jogadores convocados para o torneio foram anunciados pelo técnico Julian Nagelsmann na última quinta-feira (21). Confira a lista de convocados da seleção alemã:
Goleiros: Oliver Baumann (Hoffenheim), Manuel Neuer (Bayern de Munique) e Alexander Nubel (Stuttgart);
Defensores: Waldemar Anton (Borussia Dortmund), Nathaniel Brown (Frankfurt), Pascal Gross (Brighton), Joshua Kimmich (Bayern de Munique), Felix Nmecha (Borussia Dortmund), Aleksandar Pavlovic (Bayern de Munique), David Raum (Leipzig), Antonio Rudiger (Real Madrid), Nico Schlotterbeck (Borussia Dortmund), Angelo Stiller (Stuttgart), Jonathan Tah (Bayern de Munique) e Malick Thiaw (Newcastle);
Meias/Atacantes: Nadiem Amiri (Mainz), Maximilian Beier (Borussia Dortmund), Leon Goretzka (Bayern de Munique), Kai Havertz (Arsenal), Lennart Karl (Bayern de Munique), Jamie Leweling (Stuttgart), Jamal Musiala (Bayern de Munique), Leroy Sané (Galatasaray), Deniz Undav (Stuttgart), Florian Wirtz (Liverpool) e Nick Woltemade (Newcastle).
A seleção da Alemanha divulgou, nesta terça-feira (26), a numeração oficial dos jogadores para a Copa do Mundo de 2026. Mas o grande destaque do anúncio ficou por conta da reação do atacante Jamie Leweling nas redes sociais. Logo após receber a histórica camisa 9, o jogador do Stuttgart mudou sua foto de perfil para uma montagem de seu rosto no corpo de Ronaldo Fenômeno, usando o icônico corte de cabelo da Copa de 2002.

Foto: Reprodução/Instagram/@jamieleweling
Leweling carimbou sua vaga no Mundial após uma grande temporada pelo Stuttgart, onde somou 11 gols e 12 assistências em 50 jogos. Ele também foi peça-chave para levar o clube à final da Copa da Alemanha, que terminou com o título do Bayern de Munique. Curiosamente, apesar de herdar a 9 na seleção, o atleta de 25 anos costuma jogar pelas pontas e veste a camisa 7 em seu clube.
A Alemanha integra o Grupo E da Copa do Mundo de 2026, ao lado de Equador, Costa do Marfim e Curaçao. A caminhada dos alemães no torneio começa no dia 14 de junho, diante de Curaçao, em duelo que será disputado na cidade de Houston.
CONFIRA A NUMERAÇÃO DA ALEMANHA NA COPA DO MUNDO 2026
- Manuel Neuer
- Antonio Rudiger
- Waldemar Anton
- Jonathan Tah
- Aleksandar Pavlovic
- Joshua Kimmich
- Kai Havertz
- Leon Goretzka
- Jamie Leweling
- Jamal Musiala
- Nick Woltemade
- Olver Baumann
- Pascal Grob
- Maximilian Beiber
- Nico Schlotterbeck
- Angelo Stiller
- Florian Wirtz
- Nathaniel Brown
- Leroy Sané
- Nadiem Amiri
- Alexander Nubel
- David Raum
- Felix Nmecha
- Malick Thiaw
- Lennart Karl
- Deniz Undav
Em especial do BN na Bola, Paulo Isidoro exalta evolução da torcida do Vitória: “Da Série C para cá está diferente”
Por Sara Santos
A grande fase do Vitória dentro de campo segue impulsionada pelo fenômeno das arquibancadas. Em entrevista especial no episódio de número 100 do podcast BN na Bola, na noite desta terça-feira (26), o ex-jogador Paulo Isidoro relembrou sua trajetória no clube e analisou o atual momento do Leão da Barra, destacando a transformação no perfil e no engajamento da torcida rubro-negra nos últimos anos.
Segundo o ex-meia, o comportamento das arquibancadas mudou de patamar após o histórico acesso da Série.
“A torcida do Vitória sempre compareceu em peso quando o time estava bem, mas é inegável que da Série C para cá está diferente. É muita diferença mesmo. Você vai ao Barradão e vê jovens, crianças, muitas mulheres torcendo. Isso é muito bom para o crescimento do clube. O engajamento mudou positivamente”, afirmou Isidoro.
Para o ídolo rubro-negro, a sintonia entre o elenco e a torcida tem sido o grande trunfo para intimidar os adversários e garantir pontos cruciais no Campeonato Brasileiro, especialmente após o recente vitória por 2 a 0 contra o Internacional, no último sábado (23).
“Os jogadores atuam com segurança e chamando o torcedor. Todo time que vem jogar no Barradão hoje já vem com aquele receio, sabendo que vai encontrar dificuldades. O campeonato está muito equilibrado e a tabela muito próxima do 4º ao 17º colocado, não dá para bobear. O torcedor precisa entender que a campanha que o Vitória está fazendo é espetacular. Jogando bem ou mal, está vencendo e se mantendo firme”, analisou o ex-jogador, elogiando também a evolução individual de atletas como Renê e Eric.
Isidoro relembrou que, em sua época de atleta profissional, as cobranças existiam, mas exalta a maturidade do torcedor atual durante os 90 minutos. “Existe a crítica, mas no momento do jogo a torcida joga junto, é realmente o 12º jogador. A atmosfera de alegria do Barradão está diferente. Para quem torce contra, a sensação é de que o bicho vai pegar”.
Atualmente com 52 anos, Paulo Isidoro foi formado nas divisões de base do Vitória e foi um dos grandes nomes do histórico elenco vice-campeão brasileiro em 1993. Dono de uma carreira vitoriosa, o ex-meia também conquistou o Campeonato Brasileiro pelo Palmeiras, além da Copa do Brasil e da Recopa Sul-Americana pelo Cruzeiro. No fim de sua trajetória nos gramados, em 2009, vestiu a camisa do rival Bahia.
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“Uma história perfeita.” Foi o que escreveu Alexia Putellas em seu vídeo de anúncio de sua saída do Barcelona, publicado nesta terça-feira (26). Após 14 anos, mais de 500 jogos e 38 títulos, entre eles, quatro taças da Champions League, a capitã se despede da Catalunha.
“No início, ser jogadora de futebol sequer era reconhecido como profissão. E agora me sinto privilegiada por ter feito parte dessa mudança. Obrigada a cada torcedor que esteve ao nosso lado e a cada pessoa no clube que nos apoiou nos bastidores. Foi uma transformação linda e inesquecível: 14 temporadas e mais de 500 jogos, com momentos que ficarão para sempre na memória do Barça e no meu coração”, narrou a jogadora, de 32 anos.
Em pronunciamento oficial, o clube publicou uma foto da meia-atacante com as seguintes palavras: "Um legado. Um ícone. Uma capitã. Eterna Alexia".
A última das quatro taças da Champions League foi conquistada no último sábado (23), quando o time goleou o Lyon por 4 a 0 e levantou o troféu do tetracampeonato. Além da Liga dos Campeões, Putellas conquistou 10 Campeonatos Espanhóis, 10 Copas da Rainha, seis Supercopas da Espanha e oito Copas da Catalunha. A espanhola também é bicampeã da Bola de Ouro, tendo vencido os prêmios de 2021 e 2022.
Alexia Putellas marcou 234 gols pelo time feminino do Barcelona. Ela se despede como a segunda maior artilheira da história geral do clube, ficando atrás apenas de Lionel Messi.
A atleta ainda não divulgou oficialmente qual será o seu próximo destino, e o futuro da duas vezes melhor do mundo segue incerto. Relatórios iniciais do mercado de transferências apontam que ela avalia propostas e tem sondagens de clubes dos Estados Unidos, além de ligas alternativas da Europa.
