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Artigos

Rachel Barros
Pelo fim da escala 6x1 para que tempo seja direito, não privilégio
Foto: Divulgação

Pelo fim da escala 6x1 para que tempo seja direito, não privilégio

Ela sente que quase não dormiu quando o despertador toca as cinco. É hora de acordar, preparar o café, organizar as mochilas das crianças, deixar a casa pronta e seguir para enfrentar mais de duas horas de deslocamento até o trabalho. Ninguém fala daquilo que roubam dela todo dia: o tempo silenciosamente perdido na escala 6x1. Tempo que vai no transporte e não volta. Tempo que é quase um segundo emprego, como o cuidado da casa, pelo qual ninguém a remunera. 

Multimídia

João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia

João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia
O ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) afirmou que, à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

xp investimentos

A gente precisa de uma dose de remédio bastante mais elevada”, diz Galípolo ao justificar política de juros do BC

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o Brasil precisa de uma política monetária mais restritiva do que a adotada por outras economias para produzir os mesmos efeitos sobre a inflação. A declaração foi feita durante um dos painéis mais comentados da Expert XP 2026, em que dividiu o palco com Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos.

 

Ao justificar o nível elevado da taxa básica de juros no país, Galípolo comparou o cenário brasileiro ao de economias semelhantes e afirmou que a intensidade do aperto monetário precisa ser maior.

 

“Aqui no Brasil a gente precisa de uma dose de remédio mais elevada quando a gente compara com os nossos pares.”

 

Segundo o presidente do BC, a instituição não toma decisões com base em indicadores isolados e prefere acompanhar tendências mais consistentes antes de promover mudanças na política monetária.

 

Galípolo também afirmou que a economia brasileira continua demonstrando resiliência, especialmente no mercado de trabalho, mas destacou que a deterioração das expectativas de inflação permanece como um fator de preocupação para a autoridade monetária.

 

“O que a gente tem aqui da economia brasileira é, ainda, uma economia com mercado de trabalho bastante resiliente, com uma atividade econômica que se mostra ainda resiliente, e a preocupação adicional são as expectativas, que já estavam antes parcialmente desancoradas e desancoraram ainda um pouco mais”, afirmou.

 

Na avaliação do presidente do Banco Central, esse cenário exige cautela na condução da política monetária, mesmo com a Selic já em um nível considerado restritivo.

 

“Então, ainda que nós estejamos com a taxa de juros em um patamar restritivo, isso, obviamente, é uma preocupação adicional, que nos recomenda permanecer com uma taxa de juros nesse patamar restritivo por um período mais longo”, declarou.

 

Galípolo também comentou que, desde o início de seu mandato, a taxa de juros efetiva ficou acima das expectativas do mercado e lembrou que, mesmo após novas revisões para um nível ainda mais contracionista, as expectativas de inflação continuaram se afastando da meta.

 

Para o presidente do BC, isso indica que outros fatores, além da própria taxa de juros, influenciam a percepção do mercado. Ele afirmou que ainda há um debate sobre se essas expectativas refletem decisões que já impactam a economia ou projeções relacionadas a medidas que ainda poderão ser adotadas.

 

Durante o painel, Galípolo também abordou os efeitos da ampliação da inclusão financeira promovida pelo Pix. Segundo ele, o sistema permitiu que milhões de brasileiros passassem a acessar serviços bancários e o cartão de crédito. Por outro lado, observou que esse processo também aumentou a exposição das famílias ao crédito rotativo, modalidade que, sob juros elevados, “vai virando uma bola de neve”.

 

O presidente do Banco Central ainda rebateu críticas sobre a atuação da autoridade monetária: “Por trás da crítica, existe a avaliação de que membros do mercado têm intenção de induzir ou influenciar a política monetária de forma a querer uma taxa de juros mais elevada”, apontou.

 

Ao explicar a diferença entre a Selic e os juros cobrados no crédito rotativo, Galípolo recorreu à comparação com um fóssil de dinossauro exposto em um museu para ilustrar como pequenas diferenças de tempo podem gerar percepções muito distintas de grandeza. Em outro momento, comparou o ritmo de atuação do Banco Central ao movimento de grandes embarcações.

 

“A gente se move mais como um transatlântico do que como um jet ski”, concluiu.

Expert XP 2026: Primeiro dia uniu futuro financeiro, educação e lições de Andre Agassi
Foto: Reginaldo Martins / Divulgação

O primeiro dia da Expert XP 2026 reuniu discussões sobre o passado e o futuro do mercado financeiro nesta quinta-feira (23). Ao longo da programação, executivos, gestores e especialistas abordaram temas como educação financeira, planejamento patrimonial, expansão regional e o cenário da Bolsa antes das eleições.

 

Além dos debates econômicos, o evento abriu espaço para histórias de transformação pessoal. Um dos principais destaques foi a participação do ex-tenista Andre Agassi, que relembrou a queda para a 141ª posição do ranking mundial e explicou como encontrou um novo propósito para retomar a carreira.

 

Dessa forma, o primeiro dia combinou análises sobre investimentos com discussões mais amplas sobre confiança, relacionamento e tomada de decisões.

 

Foto: Paulo Bareta / Divulgação

 

XP RELEMBRA TRAJETÓRIA E PROJETA OS PRÓXIMOS 25 ANOS

Parte da programação revisitou a história da XP e os fatores que ajudaram a empresa a crescer no mercado brasileiro. Guilherme Benchimol, fundador e presidente do Conselho de Administração da XP Inc., afirmou que a educação financeira teve papel central nesse processo.

 

Ao lado de Bruno Ballista, head de Assessoria e Relacionamento com Clientes da XP, Benchimol lembrou que a empresa começou com palestras e cursos voltados a pessoas que ainda conheciam pouco sobre investimentos. Naquele momento, ensinar representava uma forma mais eficiente de conquistar a confiança do público do que tentar vender produtos diretamente.

 

A estratégia incluiu ações presenciais em faculdades, auditórios e até salões de festas. Em 2012, a companhia também lançou o movimento “Acorda Brasil”, que estimulava os brasileiros a conhecer alternativas à poupança e aos produtos oferecidos pelos grandes bancos.

 

Ao olhar para o futuro, a XP apresentou uma proposta mais ampla. Thiago Maffra, CEO da XP Inc., afirmou que o assessor deve assumir o papel de uma espécie de “CFO da vida financeira” do cliente.

 

Na prática, a companhia pretende iniciar o atendimento pela compreensão das necessidades de cada pessoa. Esse diagnóstico deve considerar renda, dívidas, patrimônio, família e objetivos como aposentadoria, compra de imóveis ou estudos dos filhos. Somente depois dessa análise entram os produtos financeiros.

 

Além dos investimentos, a estratégia deve integrar crédito, seguros, soluções bancárias, planejamento tributário e sucessório. José Berenguer, CEO do Banco XP, também afirmou que a empresa busca preencher os espaços que ainda existem em sua oferta de serviços. Entre as próximas frentes está a entrada no mercado de adquirência, com soluções de pagamento para empresas.

 

Foto: Paulo Bareta / Divulgação

 

ASSESSOR AMPLIA PARTICIPAÇÃO NA VIDA DO CLIENTE

A evolução do trabalho dos assessores apareceu em diferentes momentos da programação. Em entrevista ao Bahia Notícias, parceiro do BP Money, Rodrigo Icó, líder da XP Investimentos na Bahia, afirmou que essa relação deixou de se limitar à recomendação de aplicações.

 

Segundo o executivo, o assessor precisa conhecer a composição familiar, a renda, a estrutura societária e os objetivos do investidor. A partir dessas informações, o profissional consegue desenvolver uma estratégia adequada às necessidades de curto, médio e longo prazo.

 

Temas como sucessão e proteção patrimonial também ganharam espaço. Para atender essas demandas, a XP oferece o apoio de advogados especializados aos clientes dos segmentos Unique e Private. A companhia também mantém o programa NextGen, que prepara herdeiros para administrar o patrimônio familiar.

 

Assim, o debate reforçou uma das principais mensagens do primeiro dia: o mercado financeiro busca transformar o assessor em um profissional capaz de compreender diferentes dimensões da vida do cliente, e não apenas sua carteira de investimentos.

 

EDUCAÇÃO FINANCEIRA ORIENTA EXPANSÃO NA BAHIA

A educação financeira também apareceu como ferramenta para ampliar a presença da XP fora dos principais centros financeiros do País. Rodrigo Icó afirmou que a empresa vê espaço para crescer na Bahia, apoiada pelo avanço da economia local e pela maior procura dos investidores por informações.

 

Nos últimos cinco anos, o estado registrou um aumento no número de escritórios de assessoria. Ao mesmo tempo, a XP ampliou sua estrutura regional e inaugurou uma sede para aproximar os investidores baianos dos especialistas da companhia.

 

Segundo Icó, muitos investidores ainda começam pela renda variável sem antes organizar as próprias finanças. Por isso, ele recomenda controlar os gastos, formar uma reserva financeira e buscar conhecimento antes de assumir riscos maiores.

 

A companhia também identifica oportunidades nos setores de indústria e serviços. Diante desse cenário, a XP pretende manter os investimentos na região e ampliar seu número de assessores na Bahia.

 

ELEIÇÕES LIMITAM EXPECTATIVAS PARA O IBOVESPA

Enquanto os executivos da XP discutiram expansão e relacionamento com clientes, os painéis de mercado apresentaram uma visão mais cautelosa para os próximos meses.

 

Gilberto Nagai, superintendente de Renda Variável da SulAmérica, avaliou que o Ibovespa deve permanecer sem grandes movimentos até as eleições presidenciais. Segundo ele, os investidores aguardam uma definição mais clara sobre o cenário político e, principalmente, sobre a política fiscal do próximo governo.

 

No ambiente de juros elevados, Nagai recomendou atenção às empresas que apresentam geração de caixa consistente. A renda fixa, segundo o especialista, continua como uma concorrente relevante da Bolsa.

 

Por isso, a orientação é evitar mudanças bruscas nas carteiras. O investidor pode manter uma exposição estratégica à renda variável e aproveitar eventuais quedas para aumentar gradualmente suas posições.

 

Uma redução das tensões no Oriente Médio também poderia favorecer empresas ligadas ao mercado interno. A queda do petróleo ajudaria a aliviar as expectativas de inflação e poderia abrir espaço para juros menores, cenário positivo para setores como varejo e infraestrutura.

 

AGASSI E A LIÇÃO SOBRE PROPÓSITO

Fora das discussões diretamente ligadas ao mercado, Andre Agassi protagonizou um dos momentos mais marcantes do primeiro dia.

 

Durante o painel “Reinventar-se para Vencer”, o ex-tenista contou que alcançou pela primeira vez o topo do ranking mundial em 1995. No entanto, a conquista não trouxe a realização que ele esperava. Dois anos depois, Agassi caiu para a 141ª posição e precisou disputar torneios do circuito Challenger para reconstruir a carreira.

 

A virada ocorreu quando o norte-americano passou a apoiar projetos educacionais voltados a crianças em situação de vulnerabilidade. A iniciativa deu um novo sentido ao tênis, que passou a funcionar como uma ferramenta para financiar seu propósito fora das quadras.

 

Com essa mudança, Agassi voltou ao topo do ranking em 1999, venceu Roland Garros e completou o Career Grand Slam, feito reservado aos atletas que conquistam os quatro principais torneios do tênis.

 

A história encerrou o primeiro dia com uma mensagem que também dialogou com os debates financeiros do evento: resultados importam, mas confiança, conhecimento e propósito ajudam a construir relações e trajetórias mais duradouras.

De 141º a 1º do ranking: Ex-tenista Andre Agassi diz que propósito o ajudou a se reinventar no tênis
Foto: Paulo Bareta / Divulgação

O ex-tenista Andre Agassi afirmou que descobrir um propósito além das quadras foi determinante para transformar sua relação com o tênis e reconstruir a própria carreira. A declaração foi feita durante o painel "Reinventar-se para Vencer", realizado na Expert XP 2026, em conversa com José Berenguer, CEO do Banco XP.

 

Agassi relembrou que passou a infância e os primeiros anos como profissional encarando o esporte como uma obrigação. Caçula de quatro irmãos, ele contou que o pai, imigrante iraniano e ex-boxeador, enxergava o tênis como o caminho mais rápido para alcançar o chamado "sonho americano". Aos 13 anos, foi enviado para uma academia especializada e, desde então, passou a construir sua identidade em torno dos resultados obtidos dentro das quadras.

 

"O tênis era algo que eu tinha de fazer. Quando eu ganhava, isso apenas aumentava a pressão e as expectativas. Parecia uma roda interminável de ter sempre de provar alguma coisa", afirmou.

 

Segundo Agassi, o conflito interno persistiu mesmo após alcançar pela primeira vez o posto de número 1 do mundo, em 1995. O ex-tenista disse que atingir o objetivo que guiou toda a sua infância não proporcionou a sensação de realização que imaginava.

 

A crise atingiu o auge em 1997, quando caiu para a 141ª colocação do ranking mundial e precisou disputar torneios do circuito Challenger para recuperar o desempenho. A reviravolta veio dois anos depois: em 1999, voltou ao topo do ranking, conquistou Roland Garros, completou o Career Grand Slam e encerrou a temporada novamente como número 1 do mundo.

 

De acordo com Agassi, a mudança aconteceu quando decidiu assumir o protagonismo de uma trajetória que, inicialmente, não havia escolhido. Inspirado por projetos voltados à educação de crianças em situação de vulnerabilidade, passou a utilizar o tênis como forma de financiar sua própria iniciativa educacional.

 

"Só porque eu não escolhi a minha vida não significa que eu não possa assumir o controle dela. Quando tirei os olhos de mim e os coloquei em quem precisava daquilo que eu gostaria de ter tido, encontrei resiliência e comprometimento", declarou.

 

O norte-americano afirmou que, a partir dessa mudança de perspectiva, voltou às quadras como um atleta diferente.

 

"A principal diferença é que eu queria estar lá. Não conseguia mais ser distraído por resultados, placares, derrotas ou sucessos. Passei a me concentrar no momento presente e no próximo ponto", disse.

 

Agassi permaneceu em atividade até 2006 e encerrou a carreira com oito títulos de Grand Slam, além de ter completado o Career Grand Slam.

 

EXPERT XP 2026

A Expert XP 2026 começou nesta nesta quinta-feira (23) e vai até o dia 25 de julho, e reúne representantes dos mercados financeiro, político, esportivo e empresarial para discutir temas como tendências, investimentos, inovação, tecnologia, empreendedorismo e liderança. Em sua 16ª edição, a Expert tem como proposta promover a troca de experiências e aproximar o público de referências nacionais e internacionais.

Relação entre assessor e cliente vai além dos investimentos e inclui sucessão patrimonial, diz líder da XP na Bahia
Foto: Divulgação

O trabalho do assessor de investimentos deixou de se limitar à recomendação de aplicações financeiras e passou a envolver um planejamento mais amplo, incluindo sucessão patrimonial, estrutura familiar e objetivos de longo prazo dos clientes.

 

A avaliação é de Rodrigo Icó, líder da XP Investimentos na Bahia.

 

Em entrevista à repórter Sophia Bernardes, do Bahia Notícias, o executivo afirmou que a relação entre assessor e investidor deve ser construída sobre três pilares: confiança, conhecimento e capacidade de servir.

 

“A relação assessor-investidor se baseia em três pilares: confiar, conhecer e servir”, afirmou.

 

PLANEJAMENTO FINANCEIRO
Segundo Icó, compreender a realidade do investidor é fundamental para elaborar uma estratégia financeira eficiente.

 

Na avaliação do executivo, conhecer aspectos como composição familiar, renda, estrutura societária e objetivos permite que o assessor desenvolva um planejamento alinhado às necessidades de cada cliente.


“Quando sabemos o ponto de partida, conhecemos a família e entendemos os objetivos do investidor, conseguimos construir uma trajetória para alcançar essas metas”, explicou.

 

SUCESSÃO PATRIMONIAL
Além da gestão dos investimentos, Icó destacou que temas como planejamento sucessório e proteção patrimonial passaram a fazer parte da rotina da assessoria financeira.

 

Segundo ele, a XP conta com advogados especializados para atender clientes dos segmentos Unique e Private, oferecendo suporte em questões relacionadas à sucessão e à organização do patrimônio familiar.

 

O executivo também citou o programa NextGen, iniciativa voltada à preparação dos herdeiros para assumir a administração do patrimônio familiar.

 

“O planejamento sucessório e a preparação da próxima geração são temas cada vez mais importantes para as famílias que buscam preservar seu patrimônio no longo prazo”, afirmou.

XP aposta em educação financeira para ampliar investimentos na Bahia
Foto: Divulgação

A XP Investimentos vê espaço para ampliar sua atuação na Bahia com base no crescimento econômico do estado e na maior busca dos investidores por informações. Ao mesmo tempo, a empresa considera a educação financeira um dos principais caminhos para democratizar o acesso aos investimentos.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, parceiro do BP Money, durante a Expert XP 2026, Rodrigo Icó, líder da XP Investimentos na Bahia, afirmou que a companhia mantém a educação financeira como um dos pilares de sua atuação desde a fundação.

 

Segundo o executivo, a XP ajudou a ampliar o acesso dos brasileiros a diferentes produtos financeiros. Antes desse movimento, os grandes bancos concentravam as opções dos clientes em aplicações como poupança, CDBs e fundos administrados pelas próprias instituições.

 

“Além da educação financeira, a XP está trazendo um legado de abertura de mercado”, afirmou Icó. Dessa forma, os investidores passaram a conhecer mais alternativas e ganharam condições de tomar decisões com maior embasamento, com o apoio de profissionais do mercado financeiro.

 

INVESTIDOR BAIANO BUSCA MAIS INFORMAÇÕES
Na avaliação de Icó, o comportamento do investidor baiano mudou nos últimos cinco anos. A presença de escritórios de assessoria no estado cresceu, enquanto a própria XP ampliou sua estrutura regional.

 

Como parte desse movimento, a companhia inaugurou uma sede regional na Bahia. Segundo o executivo, a iniciativa reforça o compromisso da empresa com o mercado local e aproxima os investidores baianos dos profissionais e especialistas ligados à sede da XP em São Paulo.

 

Além disso, a empresa pretende promover mais eventos e encontros com representantes do mercado financeiro. Recentemente, por exemplo, a XP levou o economista-chefe da companhia, Caio Megale, para conversar com investidores na Bahia.

 

“A ideia é estar cada vez mais próximo, impulsionar o mercado e levar informações para embasar os investidores na tomada de decisões”, disse Icó.

 

Para o executivo, a educação financeira também deveria fazer parte da formação dos estudantes brasileiros. Na visão dele, escolas e universidades poderiam ensinar temas relacionados ao uso do dinheiro, à organização das despesas e à construção de reservas financeiras.

 

Segundo Icó, esse conhecimento ajudaria crianças e jovens a entender o valor do dinheiro e do trabalho. Além disso, permitiria que essas pessoas chegassem à vida adulta mais preparadas para tomar decisões financeiras.

 

PRINCIPAIS ERROS
Entre os erros mais comuns dos investidores iniciantes, Icó destacou a falta do hábito de poupar. Segundo ele, muitas pessoas não organizam o orçamento e acabam gastando mais do que recebem.

 

Outro problema ocorre quando o investidor começa diretamente pela renda variável, atraído por histórias de pessoas que ganharam dinheiro na Bolsa de Valores. No entanto, esse mercado envolve riscos e exige conhecimento.

 

“Às vezes, a pessoa vê todo mundo ganhando dinheiro na Bolsa, acha que é fácil e já quer começar apostando em renda variável”, afirmou.

 

Por isso, o líder da XP na Bahia recomenda que o investidor faça primeiro o “básico bem feito”. Esse processo inclui controlar os gastos, formar uma reserva financeira e buscar conhecimento antes de assumir posições mais arriscadas.

 

Depois disso, o investidor pode avançar aos poucos, fazer cursos, conversar com assessores e montar uma carteira de investimentos mais estruturada e adequada aos seus objetivos.

 

ESPAÇO PARA CRESCER NA BAHIA
A XP também acompanha o avanço do ambiente empresarial no Nordeste. Na Bahia, a empresa identifica oportunidades principalmente nos setores de indústria e serviços.

 

Icó destacou que o estado reúne uma das maiores economias do País e mantém o maior Produto Interno Bruto (PIB) das regiões Norte e Nordeste. Além disso, novos projetos industriais reforçam a importância da Bahia no cenário nacional.

 

Entre os movimentos recentes, o executivo citou a chegada de novos investimentos ao polo industrial de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Para a XP, esse processo pode gerar negócios, empregos e maior demanda por serviços financeiros.

 

Embora já tenha uma posição consolidada no estado, a companhia ainda enxerga um amplo potencial de expansão. Portanto, a XP pretende manter os investimentos na região e aumentar o número de assessores.

 

“A tendência é aumentar ainda mais o nosso corpo de assessores para apoiar esse crescimento”, afirmou Icó.

Economista-chefe da XP prevê “reequilíbrio” da economia brasileira em 2024: “Freio de arrumação”
Foto: André Carvalho/ BN Hall

O economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, realizou uma previsão do cenário econômico do Brasil em 2024. Segundo o especialista, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve desacelerar durante o primeiro semestre do ano que vem, mas, durante os últimos seis meses, deve ocorrer um “reequilíbrio” seguido de um crescimento do PIB.

 

“A nossa previsão é de que o PIB continue desacelerando agora no segundo semestre. O mundo inteiro está um pouco nessa toada, trazer a inflação para baixo, é o que a gente tem chamado de um certo freio de arrumação ali no pós-pandemia. Ao longo do ano que vem, a gente espera uma desaceleração no início do ano, mas no segundo semestre a economia vai se reequilibrando e voltando a crescer”, disse Megale.

 

“A gente está em um momento muito importante do ciclo econômico. Estamos saindo da pandemia, se reequilibrando. O mundo olha pro Brasil com muito bons olhos, o Brasil é um país emergente que tem muitas opções, oportunidades de investimento. É um país com instituições mais organizadas e mais equilibradas do que muitos dos nossos competidores”, completou.

 

O economista da XP também fez uma avaliação em relação ao trabalho de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central (BC). Megale destacou a autarquia no sentido de conter o avanço da inflação, mantendo a taxa de juros em patamares mais altos para conter a evolução do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

 

O banco central fez um trabalho muito importante de controlar as expectativas de inflação. No ano passado nós vimos a inflação subindo o mundo inteiro e os bancos centrais com esse desafio de trazer a inflação para baixo. Ele segurou de forma importante as condições monetárias para que a inflação virasse e agora que a inflação está caindo. Ele vai gradativamente reduzindo as taxas de juros”, afirmou o economista.

 

“A nossa impressão é que é pelo menos até uns 10,5% 10%, talvez um pouco mais um pouco menos. O importante é que essa queda de juros seja feita de forma sustentável, que é como parece que vai acontecer”, completou Megale.

Destaque no mercado financeiro, SVN-BP Investimentos promove tradicional festa junina
Fotos: Divulgação

Ainda em clima junino, a SVN-BP Investimentos reuniu associados e familiares para uma confraternização na noite do último sábado (1º). Com muito milho, amendoim e forró - tradicionais elementos do São João - o encontro também celebrou a chegada da XP Investimentos como sócia da empresa baiana.

 

Obtendo cerca de mais de 21 bilhões sob custódia, a SVN-BP Investimentos já se estabeleceu como uma das maiores empresas do mercado financeiro brasileiro. Veja fotos da festa junina:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Assessora baiana recebe selo Private da XP Investimentos
Foto: Reprodução/Instagram

A assessora e sócia da BP Investimentos, Diana Gomes, registrou um momento bastante especial na noite de quarta-feira (23).

 

A profissional informou, em suas redes sociais, que foi uma das assessoras que se destacaram no atendimento aos clientes de alta renda, garantindo seu selo de Perfil Private da XP Investimentos. Além disso, a BP também recebeu o selo Escritório Private.

 

Em publicação no Instagram, Diana comemorou: "Foram cerca de 130 premiados, de mais de 13 mil assessores! Muito feliz em estar entre os 1% dos assessores que se destacaram".

 

"Só tenho a agradecer a Deus, aos meus sócios e parceiros e acima de tudo aos meus clientes que confiaram em mim e permitiram que tudo isso pudesse acontecer (...) Estamos só no começo", finalizou. 

 

A BP Investimentos, braço da XP no Norte e Nordeste, é um dos maiores escritórios de assessoria do país e participa do G20, grupo dos 20 melhores e maiores do Brasil.

 

A empresa conta no seu time, além de Diana, que foi eleita a melhor assessora do Nordeste, com o CEO, Ricardo Ribeiro, indicado a um dos melhores assessores do Brasil, e com um dos cinco melhores times de atendimento de pessoa Jurídica no país.

 

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Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Essa semana foi difícil separar quem é fã de quem é hater. Mas pra quem estiver com ódio, pode fazer que nem a música e deitar na BR... Aliás, você sabe que a polêmica envolvendo Victor do Jornal foi boa quando ela vem com trilha sonora. O evento do Molusco deixou claro quem manda na Comunicação do grupo, e também quem dá as cartas com o próprio Molusco. Por isso, nem o Cacique se fez de rogado. Mas às vezes é preciso vestir o personagem - ou pelo menos a dentadura. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Ronaldo Mansur

Ronaldo Mansur
Foto: Reprodução / Tv Aratu

"Uma coisa é o PT, outra coisa é o governo. É um governo de direita". 

 

Disse o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) ao listar uma série de insatisfações com o Executivo baiano, citando o que classificou como uma "política de segurança que não existe", além de falhas na saúde e na educação. Sobre este último ponto, criticou a postura do governo estadual diante da recusa dos professores em aderir à aprovação automática nas escolas.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal João Roma (PL) nesta segunda

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal João Roma (PL) nesta segunda
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A entrevista integra a série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar os principais nomes na disputa pelo Senado e pelo governo do Estado nas eleições de 2026.

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