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O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) aceitou, na última segunda-feira (28), uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) e tornou réus o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias, e 4 de seus ex-assessores.
O grupo é acusado do crime de associação para o tráfico de drogas, cometido no exercício de função pública e com o emprego de arma de fogo. Além do ex-parlamentar, figuram como réus na ação os ex-assessores Luciano Martiniano da Silva (conhecido como "Pezão"), Gabriel Dias Oliveira ("Índio do Lixão"), Luiz Eduardo Cunha Gonçalves ("Dudu") e Fernanda Ferreira Castro.
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Durante a sessão, o colegiado ratificou a decretação da prisão preventiva dos acusados. Em relação a Luciano Martiniano da Silva, o processo foi desmembrado devido ao seu status de foragido. O colegiado também rejeitou a tese preliminar de litispendência suscitada pela defesa, que alegava sobreposição com investigações em andamento na Justiça Federal.
Segundo o relator do caso, embora existam correlações entre os procedimentos, tratam-se de apurações distintas, que abrangem períodos temporais e investigados diferentes. As informações foram confirmadas pelo jornal O Globo.
Policiais civis da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos prenderam nesta quarta-feira (22) Leandro Ferreira Marçal, em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio. Ele foi condenado em primeira instância por integrar organização criminosa que, segundo investigações, atuava dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e mantinha conexões com o Comando Vermelho. Marçal era apontado como operador financeiro do ex-deputado estadual Tiago Raimundo de Oliveira Santos, o TH Jóias, identificado na investigação como o braço político do grupo criminoso.
Ele havia sido nomeado para um cargo comissionado no gabinete do então deputado TH Jóias e, segundo as investigações, usava a função para recolher e transportar altas quantias de dinheiro oriundo do crime. De acordo com a Polícia Civil, a nomeação servia como fachada para facilitar a circulação dos recursos do grupo.
Segundo o processo, que tramitou na 2ª Vara Federal Criminal, Leandro integrava o núcleo logístico e financeiro da organização. As investigações mostraram que ele mantinha contato frequente com chefes do tráfico no Complexo do Alemão, entre eles Gabriel Dias de Oliveira, o Índio, de quem recolhia valores em dinheiro vivo, como R$ 100 mil destinados a TH Jóias e R$ 90 mil para outros integrantes do grupo.
Marçal foi condenado a seis anos e seis meses de prisão pelo crime de integrar organização criminosa, com agravante previsto na Lei nº 12.850/2013. A sentença também determinou a perda da função pública. O Judiciário negou o direito de recorrer em liberdade e decretou a prisão preventiva, citando a gravidade dos fatos e a inserção do condenado na estrutura criminosa.
Após a prisão, ele será encaminhado à Secretaria de Estado de Polícia Penal, onde passará por audiência de custódia.
A Polícia Federal cumpriu nesta segunda-feira (9) um mandado de prisão contra um delegado federal no Rio de Janeiro. Segundo o portal Metrópoles, a prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e acontece em meio a uma investigação que apura o vazamento de informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho.
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado Rodrigo Bacellar (União), já havia sido preso no âmbito destas investigações.
Em fevereiro, a PF indiciou Bacellar e o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, por vazar dados à facção criminosa. Também foram indiciadas outras três pessoas.
TH Joias também foi preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, suspeito de negociar armamentos ilegalmente. Ele assumiu o mandato em junho, mas deixou de ser deputado após sua prisão.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, para o sistema penitenciário federal. A informação foi divulgada pelo portal g1. Atualmente, o ex-parlamentar cumpre prisão preventiva no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste da capital fluminense.
TH Jóias foi preso pela Polícia Federal em setembro deste ano, durante a Operação Zargun. Ele é acusado pelos crimes de tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro e negociação de armas para a facção criminosa Comando Vermelho. Segundo as investigações, ele utilizava seu mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para favorecer atividades do crime organizado.
As acusações incluem a intermediação na compra e venda de drogas, fuzis e equipamentos antidrones destinados ao Complexo do Alemão, além de ter indicado a esposa de um traficante preso, Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, para um cargo parlamentar.
O caso ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira com a prisão do desembargador Macário Judice Neto, relator do processo de TH Jóias no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). A prisão ocorreu na segunda fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga a atuação de agentes públicos no vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais. Na primeira fase da mesma operação, foi preso o presidente afastado da Alerj, o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil), que também foi alvo de buscas nesta terça.
Através de nota, a defesa de TH Jóias afirmou, na manhã desta terça, não ter tido acesso à decisão judicial que ordenou a prisão do desembargador Macário Judice Neto. Além disso, declarou não ter sido intimada ou formalmente comunicada sobre uma possível transferência do ex-deputado para um presídio federal.
"Até o presente momento, não há nos autos qualquer intimação dirigida à defesa que confirme a existência, o conteúdo ou os fundamentos de decisão dessa natureza, o que inviabiliza o pleno exercício do direito de defesa e o acompanhamento regular dos atos processuais", diz a nota. A defesa reclamou, ainda, que tomou ciência dos fatos pela imprensa.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (3) a prisão preventiva do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar (União). A decisão, atendendo a pedido da Polícia Federal (PF) com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), também afasta o parlamentar do cargo de chefia da Alerj. As medidas ocorrem no âmbito das investigações sobre o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, da PF.
Conforme as apurações, há indícios de que Bacellar teria participado da obstrução de operações policiais, colaborando para frustrar mandados contra o ex-deputado estadual Thiago dos Santos Silva, o "TH Joias", apontado como aliado do Comando Vermelho. A PF informou que dados sigilosos da operação foram compartilhados antecipadamente, permitindo que TH Joias esvaziasse seu imóvel e trocasse de celular antes da ação policial de 3 de setembro de 2025. Em conversas extraídas do celular do investigado, consta que Bacellar teria sido avisado sobre a troca de número e orientado quanto à retirada de objetos da residência.
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes considerou que os elementos apresentados pela PF "são gravíssimos". Ele apontou que as evidências indicam que o presidente da Alerj estaria "atuando ativamente pela obstrução de investigações envolvendo facção criminosa e ações contra o crime organizado", inclusive com influência no Poder Executivo estadual, o que potencializaria o risco de continuidade da interferência indevida nas investigações. O documento destaca suspeitas de participação em organização criminosa, obstrução de investigação, violação de sigilo funcional e outros delitos.
Além da prisão de Bacellar, Moraes autorizou buscas e apreensões em endereços ligados aos investigados, incluindo gabinetes na Alerj. Para o assessor parlamentar Thárcio Nascimento Salgado, indicado como responsável por auxiliar TH Joias na tentativa de fuga, foram impostas medidas cautelares diversas da prisão, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, proibição de uso de redes sociais e entrega de passaporte.
A decisão, proferida na Petição (PET) 14969, que decorre da ADPF 635 (ADPF das Favelas), ainda determinou a oitiva dos investigados pela PF, a análise de dispositivos eletrônicos apreendidos, o compartilhamento de informações com o Tribunal Regional Federal da 2ª Região e o fornecimento de logs de acesso e documentos por órgãos do governo fluminense e pela Imprensa Oficial do Estado. O objetivo é apurar indícios de crimes com repercussão interestadual e internacional e investigar a atuação de grupos criminosos violentos no estado e suas conexões com agentes públicos.
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro será formalmente comunicada, conforme exigência constitucional, para deliberar sobre a manutenção da prisão do deputado.
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"É preciso batalhar".
Disse o cantor e compositor Gilberto Gil ao compartilhar registro nas redes sociais onde faz uma reflexão sobre a liberdade de expressão e a democracia às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.