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tamanho das cidades
O tamanho do município onde um cidadão reside no Brasil define não apenas sua rotina, mas também o tipo de violência a que está exposto. É o que aponta o relatório "Medo do Crime e Eleições 2026", publicado neste domingo (10). Baseado em dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Instituto Datafolha, traça um diagnóstico sobre a vitimização no país, revelando que a insegurança possui características distintas em metrópoles e no interior.
Segundo os mesmos dados, nos municípios com mais de 500 mil habitantes, a dinâmica criminal está ligada à circulação de pessoas e bens. O roubo ou assalto na rua é mais de quatro vezes mais frequente nestes centros (11,6%) em comparação com cidades de até 50 mil habitantes (2,7%).
A maior disparidade, contudo, ocorre em casos de violência armada voltada ao patrimônio: o roubo à mão armada apresenta uma incidência quase cinco vezes maior nas metrópoles (6,7%) do que em municípios de pequeno porte (1,4%). Esse cenário reforça a percepção de que a criminalidade nas metrópoles é pautada pelo contato direto e pelo uso ostensivo de armas de fogo para a subtração de bens, aproveitando-se da alta densidade populacional e da concentração de ativos financeiros.
A conectividade das grandes cidades também impulsiona os crimes digitais. As fraudes financeiras e golpes por telemóvel ou internet atingem 19,2% da população das metrópoles, enquanto no interior do país o índice é de 12,7%. Na verdade, é possível checar os números abaixo:
Por outro lado, os dados mostram que a violência letal e interpessoal não se concentra apenas nos grandes centros. O índice de pessoas que tiveram um familiar ou conhecido assassinado é maior nas cidades de até 50 mil habitantes (14,5%) do que nas cidades com mais de 500 mil habitantes (13,9%).
Segundo os editores do relatório, a violência nas cidades pequenas tende a repercutir mais diretamente no cotidiano local devido às redes sociais mais densas. Outro destaque negativo para o interior é a violência doméstica: a agressão física por parceiro íntimo é mais comum em cidades pequenas (4,5%) e médias (5,0%) do que nas grandes metrópoles (3,6%).
A circulação de armas também não segue uma hierarquia urbana simples. A vitimização por bala perdida apresenta índices similares em diferentes portes: cidades médias-grandes (200 a 500 mil habitantes) lideram com 11,0%, seguidas de perto pelas metrópoles (10,4%) e pelas cidades pequenas (10,0%).
Essa distribuição indica que o risco de vida e a violência interpessoal são desafios que atravessam todo o território nacional, independentemente do nível de urbanização.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ciro Nogueira
"Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos. Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição".
Disse o presidente nacional do partido Progressistas e senador piauiense Ciro Nogueira se pronunciou após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura suposto envolvimento do parlamentar com o Banco Master, instituição ligada a um esquema de fraudes.