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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

renda domiciliar

Censo 2022: Metade da população baiana vive com até meio salário mínimo; veja renda da sua cidade
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Quase metade da população da Bahia (48%) tinha, em 2022, rendimento médio mensal domiciliar per capita de até meio salário mínimo, o equivalente a R$ 606 naquele ano. O número representa 6,77 milhões de pessoas, de acordo com o Censo Demográfico 2022, divulgado pelo IBGE. O valor é inferior à linha de pobreza do Banco Mundial, fixada em R$ 636 para países de renda média-alta, como o Brasil.

 

Embora seja o quarto estado mais populoso do país, a Bahia tem o segundo maior contingente de pessoas com renda per capita até meio salário mínimo, atrás apenas de São Paulo (8,9 milhões). Em 317 dos 417 municípios baianos (76%), mais da metade dos moradores vivia nessa faixa de renda. Os maiores percentuais foram observados em Buritirama (73,3%), Pilão Arcado (72,0%) e Piraí do Norte (71,7%).

Apenas dez cidades baianas (2,4%) registravam rendimento médio domiciliar per capita acima de um salário mínimo (R$ 1.212) em 2022. Lauro de Freitas (R$ 1.879,69), Salvador (R$ 1.770,35) e Luís Eduardo Magalhães (R$ 1.644,88) lideravam o ranking. No extremo oposto, Buritirama, Pilão Arcado e Ipecaetá tinham rendas médias inferiores a R$ 520.

 

No geral, o rendimento médio per capita baiano era de R$ 1.079,17, 34% menor que a média nacional (R$ 1.638,06) e 11% abaixo do salário mínimo vigente. O estado ocupava a 8ª pior posição do país nesse indicador.

 

Em 2022, apenas 47,1% da população baiana com 14 anos ou mais estava ocupada, o 10º menor nível do país. No Brasil, o índice era de 53,5%. Apenas 53 municípios baianos (12,7%) tinham mais da metade dos habitantes em idade ativa trabalhando, destaque para Luís Eduardo Magalhães (66,8%), Porto Seguro (63,5%) e São Miguel das Matas (63,3%).

 

Os menores níveis de ocupação foram registrados em Jaborandi (17,7%), Mansidão (18,9%) e Morpará (19,9%).

 

O rendimento médio do trabalho na Bahia era de R$ 1.944,86, o terceiro mais baixo do país, à frente apenas de Maranhão e Piauí. Lauro de Freitas (R$ 3.178,64) e Salvador (R$ 2.964,38) apresentavam os maiores salários médios do estado, enquanto Mulungu do Morro (R$ 805,03) tinha o terceiro menor salário do Brasil.

 

Quatro em cada dez trabalhadores baianos (40,1%) atuavam em comércio (16,8%), agropecuária (14,1%) e construção (9,2%). A agropecuária tem maior peso na Bahia do que na média nacional, onde ocupa a quarta posição entre as atividades que mais empregam.

 

Apesar de as mulheres representarem 52,2% da população em idade de trabalhar, elas não eram maioria em nenhuma cidade baiana entre os ocupados. Salvador tinha a maior proporção feminina (48,3%).

 

Mulheres predominavam em apenas 6 das 22 seções de atividade, especialmente em serviços domésticos (93,5%), educação (76,9%) e saúde (76,6%).

 

A diferença salarial também persistia: o rendimento médio das mulheres (R$ 1.811,73) era 11,2% menor que o dos homens (R$ 2.040,67). As maiores desigualdades estavam em saúde (-44,2%), atividades financeiras (-34,6%) e gestão de resíduos (-45,1%).

 

Em apenas quatro setores, construção, indústrias extrativas, eletricidade e gás, e transporte, as mulheres recebiam mais do que os homens, justamente nas áreas em que menos trabalhavam.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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