Artigos
Imprensa em Risco, Desde 2018
Multimídia
Após deixar Podemos, Raimundo da Pesca comenta convites e explica escolha pelo PSD
Entrevistas
Aleluia fala sobre revisão do PDDU, nega intriga pela presidência da CCJ e detalha arquivamento contra Hamilton Assis
refugio das lontras
Uma professora baiana processou a WAM Comercialização, responsável por um stand de vendas do empreendimento Refúgio das Lontras Pousada, por cobrança indevida de contrato de multipropriedade. Após desistir da compra e, mesmo após a desistência, a auotra permaneceu recebendo cobranças no cartão de crédito. O empreendimento foi anunciado em 2021 e inclui pousada de alto padrão com 184 quartos, resort com 768 apartamentos, além de Beach Club, restaurante, spa e outros espaços de lazer, além de, segundo a companhia, prever um investimento de R$ 500 milhões.

Imagem do projeto de construção do Refúgio das Lontras | Foto: Redes Sociais
Inicialmente, a entrega do resort estava prevista para o final de 2024, posteriormente sendo adiada para 2025, 2026 e, até o momento, a última atualização informa que deve ser entregue até o final do próximo ano. Inclusive, a mesma empresa também tem um empreendimento de luxo que ainda estaria em obras na cidade de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento.
No processo, a mulher baiana diz que firmou, no dia 30 setembro de 2025, um contrato com a WAM Comercialização em um stand de vendas do empreendimento Refúgio das Lontras Pousada, em Maceió, para uma proposta de compra de uma fração em hotéis ou resorts, dividindo o uso do imóvel entre vários proprietários por períodos alternados,
O contrato previa um pagamento total de quase R$ 64 mil, sendo que desse valor, R$ 57 mil se referia a preço da cota do empreendimento e R$ 6,9 mil foram equivalentes ao serviço de corretagem. A denunciante realizou o acordo para o pagamento de aproximadamente R$ 677 em 84 parcelas para a cota e quatro parcelas de R$ 1.735,75 para a taxa de corretagem no cartão de crédito.
No entanto, conforme o processo, cinco dias depois, a consumidora decidiu exercer o direito de arrependimento previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor para compras realizadas fora do estabelecimento comercial.
Segundo o documento, no dia 5 de outubro, ela enviou uma carta registrada à imobiliária comunicando a desistência. A WAM respondeu confirmando o recebimento e encaminhou um termo de distrato. A primeira parcela, que havia sido lançada na fatura, foi estornada, porém nos meses seguintes continuou sendo cobrada pelas parcelas.
A WAM Comercialização reconheceu a legitimidade do cancelamento e informou que uma das parcelas já havia sido estornada. Quanto às duas parcelas restantes, totalizando R$ 3.471,50, a empresa afirmou que providenciaria a devolução.
Neste meio tempo, a professora buscou contato com o Banco Santander, que é responsável pelo cartão de crédito utilizado no pagamento das compras, para dialogar sobre o estorno. Apesar da suposta garantia da WAM do cancelamento das parcelas, ela buscou o contato com o banco para informar que os descontos continuaram.
Em razão do imbróglio, o Santander abriu um processo de contestação (chargeback), que é o mecanismo padrão para disputas entre cliente e estabelecimento. Em novembro, o banco chegou a conceder um "crédito em confiança" na fatura, suspendendo temporariamente o peso da cobrança enquanto analisava o caso
No entanto, segundo o Santander, o WAM recusou o estorno, alegando ao banco que não localizou internamente o protocolo de cancelamento informado pela cliente. Como resultado, o Santander reverteu o crédito e as parcelas voltaram a ser lançadas integralmente na fatura de dezembro.
O Bahia Notícias consultou o site “Reclame Aqui” e encontrou mais de 60 relatos de clientes que reclamaram de uma “demora” para a realização dos estornos das cotas do Refúgio das Lontras. Nos comentários, os clientes alegam uma situação similar, tendo solicitado o distrato dentro do prazo legal do CDC, mas que as cobranças teriam continuado da mesma forma. Além disso, há relatos de pessoas que realizaram a compra em 2023, mas seguem sem retorno sobre a atualização das obras na capital alagoana.
Confira alguns relatos:
.png)
.png)
.png)
.png)
1.png)
Imagens: Captura de Tela / Reclame Aqui
A DEFESA
A WAM Comercialização, em sua defesa, reconhece o parcial do erro nas cobranças, mas nega a existência de má-fé ou danos morais, atribuindo a persistência dos descontos a falhas operacionais do sistema bancário.
A responsável pelo empreendimento afirma que foram lançadas duas parcelas de R$ 1.735,75 após o pedido de cancelamento, sob a justificativa de que a modalidade de "crédito recorrente" gerou lançamentos automáticos. Segundo a empresa, embora tenha tentado, não obteve êxito junto à operadora do cartão para interromper a recorrência a tempo.
A defesa sustenta que a gestão técnica e a autorização dos lançamentos futuros no cartão são de responsabilidade exclusiva do Banco Santander, sendo juridicamente inviável imputar à WAM uma obrigação que foge à sua atuação. Vale lembrar que a instituição financeira alegou ter iniciado o procedimento de chargeback, mas que o próprio estabelecimento recusou o estorno.
Além disso, a empresa argumenta que tentou realizar o estorno administrativo, mas, devido à impossibilidade técnica via operadora, enviou um novo termo de distrato no início de janeiro deste ano, prevendo o reembolso. Todavia, a professora baiana não teria assinado este novo documento, o que inviabilizou a conclusão do procedimento administrativo.
Conforme informações da reportagem, audiências devem ser realizadas ainda neste mês de março para uma tomada de decisão em relação ao caso.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Solange Almeida
"Cuidar de mim".
Disse a cantora Solange Almeida ao surgir com um novo visual nas redes sociais e chamou atenção dos seguidores. A mudança feita pela cantora veio através de um procedimento estético.