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Artigos

Leonardo Góes
O El Niño não vota
Foto: Divulgação

O El Niño não vota

O fenômeno atinge o pico logo após as urnas, e a conta chegará em janeiro — para quem estiver assumindo.

Multimídia

Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador

Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador
O secretário estadual de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, afirmou que o período em que o Teatro Castro Alves (TCA) permaneceu fechado para reforma evidenciou a carência de grandes espaços para espetáculos em Salvador. Em entrevista ao Projeto Prisma, ele classificou o equipamento como o principal complexo cultural das regiões Norte e Nordeste.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

racismo

Polícia Civil realiza mutirão contra racismo e intolerância religiosa em Salvador
Foto: Divulgação / Ascom-PCBA

A Polícia Civil da Bahia promoveu, nesta terça-feira (28), um mutirão de atendimento voltado ao combate ao racismo e à intolerância religiosa em Salvador. A iniciativa, realizada na sede da corporação, no bairro da Piedade, contabilizou 52 atendimentos por meio da Delegacia Móvel.

 

A ação integrou a programação do "Julho das Pretas", campanha em referência ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho.

 

Além do registro de ocorrências e oitivas, o mutirão também buscou fortalecer a rede de proteção às mulheres negras. Segundo o delegado Ricardo Amorim, titular da Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), a iniciativa contribui para acelerar a apuração dos casos.

 

"Esta ação representa uma garantia de respostas mais rápidas às vítimas e reafirma a importância dos registros de ocorrência para que crimes de racismo e intolerância religiosa sejam rigorosamente apurados", destacou.

 

 

Bahia registra alta de lesões contra população LGBTQIAP+, racismo e injúria racial, aponta Anuário de Segurança Pública 2026
Fotos (Aprimorada com I.A): Redes Sociais / Grupo Gay da Bahia (GGB)

Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, divulgados na última quinta-feira (23), voltam a atestar uma triste realidade sobre a insegurança pública para grupos da Bahia. Entre 2024 e 2025, o estado da Bahia apresentou crescimento em índices de violência motivada por preconceito e discriminação, registrando alta em crimes como racismo, injúria racial e lesão dolosa contra membros da comunidade LGBTQIAP+.

 

No âmbito dos crimes raciais, as notificações de racismo subiram 10,7%, saltando de 1.651 para 1.830 ocorrências, enquanto os registros de injúria racial cresceram 9,1%, passando de 778 para 850 casos no período. Acompanhando o avanço dos números absolutos, as taxas estaduais por habitante também subiram em ambas as tipificações raciais.

 

Veja os números:

 

No caso da injúria racial, a taxa de casos por 100 mil habitantes saiu de 5,2 para 5,7. Já a taxa correspondente ao crime de racismo subiu de 11,1 para 12,3 em um ano. Os dados mostram que a proporção de registros de injúria racial em relação aos casos de racismo no estado teve uma leve retração no comparativo anual, variando de 47,1% em 2024 para 46,4% em 2025.

 

Confira abaixo os números totais e a proporção da Bahia em comparativo nacional:

 

Quando observadas as queixas e denúncias sobre LGBTfobia, há uma subnotificação por parte das forças de segurança da Bahia. Na tipificação de "racismo por homofobia ou transfobia", isso quando há preconceitos por identidade de gênero e orientação sexual, o Estado não pontuou registros, diferentemente do cenário verificado em outras unidades da federação.

 

Confira em números:

 

Em relação à violência contra a comunidade LGBTQIAP+, as vítimas de lesão corporal apresentaram alta no estado, subindo de 508 para 590 casos. Em contrapartida, o número de homicídios dolosos registrou queda, caindo de 24 para 18 ocorrências.

 

LEIA TAMBÉM: 

 

Logo abaixo é possível ler o relatório de 2026:

 

(Nota atualizada às 20h15 para incluir gráficos e hiperlinks).

Influenciador baiano relata episódio de racismo em prédio de São Paulo e recebe apoio de Ivete Sangalo: "Processo nele"
Foto: Instagram

O influenciador digital e modelo baiano Ícaro Bonfim relatou ter sofrido injúria racial no prédio onde mora, em São Paulo. Em desabafo compartilhado no Instagram, ícaro contou que foi impedido por um vizinho de entrar no condomínio, mesmo sendo morador do local.

 

No vídeo, apesar da forma bem-humorada de relatar o episódio, Ícaro foi acolhido pelos seguidores revoltados com a situação, entre eles, Ivete Sangalo.

 

Segundo Ícaro, a situação aconteceu quando ele retornava para casa. Ao chegar perto da entrada do edifício, o vizinho o abordou e o questionou sobre sua presença no prédio onde ele vive há cerca de um ano.

 

"Quando eu cheguei em São Paulo, eu morava em um lugar insalubre. Quando conquisto, quando tenho o direito de morar em um lugar digno, pagar minhas contas em dia, ainda tenho que justificar que moro nesse lugar, porque não esperam isso de mim."

 

Como forma de resposta ao vizinho, o modelo escreveu uma carta para o rapaz em tom de ironia, parabenizando o vizinho "por assumir espontaneamente a função de porteiro do prédio" e oferecendo um emprego ao rapaz.

 

"Como demonstrou grande interesse em controlar quem entra e quem sai, caso esteja procurando uma oportunidade profissional, talvez eu possa lhe oferecer uma vaga na minha empresa. Basta me informar sua pretensão salarial. Enquanto isso, quando um homem negro se aproximar da porta do prédio, ao invés de barrá-lo e exigir explicação, considere que ele pode morar ali, guarde seu achismo e julgamento."

 

 

Nos comentários, Ivete incentivou Ícaro a buscar os direitos dele de forma judicial. "PROCESSO NELE!!", escreveu a artista. "Ele conseguiu me estressar daqui da minha própria casa. Já preparou o processinho?", comentou a dançarina Isis Oliveira.

 

No domingo, o rapper Matuê se apresenta no espaço Ginga Salvador, no estacionamento do Shopping da Bahia. A festa tem início a partir das 13h, e os ingressos estão sendo vendidos no Sympla a R$ 150.

Torcedor argentino aparece fazendo gesto racista durante festa de comemoração em destino turístico baiano
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um torcedor argentino foi visto fazendo gestos racistas durante uma comemoração por conta da classificação do time para a final da Copa do Mundo. O episódio ocorreu em Morro de São Paulo, no Baixo Sul do estado, nesta quarta-feira (15).

 

 

Imagens que circulam pelas redes sociais mostram um grupo de argentinos comemorando o feito da seleção quando um jovem aparece fazendo gestos imitando um macaco para outro jovem que estava no local.

 

Diante da repercussão do fato, a prefeitura de Cairu, onde fica Morro de São Paulo, divulgou uma nota em que repudia o fato.

 

"O município declara que não compactua com atos de discriminação, racismo ou qualquer forma de violência (simbólica ou física) contra qualquer pessoa que circule em seu território, sejam moradores, trabalhadores ou visitantes", diz em trecho da nota.  

 

A prefeitura afirmou também que "Morro de São Paulo é um destino global e que a convivência respeitosa entre culturas é um pilar essencial da identidade turística da região", declarou.

 

Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

Além disso, a administração se colocou à disposição para colaborar com as investigações e incentivou as vítimas a formalizarem denúncias junto à Polícia Civil. A nota reforça que o crime de injúria racial é inafiançável e imprescritível de acordo com a legislação brasileira. 

Acusada de racismo, senadora paraguaia volta a atacar Mbappé: “Não é francês”
Fotos: Divulgação/Senado | Reprodução/Instagram/@k.mbappe

A senadora paraguaia Celeste Amarilla, acusada de racismo, voltou a atacar o jogador da seleção francesa Kylian Mbappé nesta quarta-feira (8). Em sessão no Senado, a parlamentar afirmou que o jogador não é francês.

 

“Esse filho de uma put* nega um aperto de mão de Orlando Gill e ainda grita na sua cara. Isso não é francês… Ele não é francês, nunca”, disse a senadora.

 

Amarilla fez referência ao momento após a eliminação do Paraguai ser confirmada na Copa do Mundo de 2026. A França venceu a equipe sul-americana por 1 a 0, com um gol de pênalti de Mbappé. Após o apito final, o goleiro paraguaio estendeu a mão para o atacante, que passou direto pelo jogador comemorando a classificação.

 

Assim que a partida foi encerrada, a senadora foi ao X (antigo Twitter) e escreveu ataques à aparência e à origem de Kylian.

 

“Esse bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamou em cocos, e os seres mais instruídos que ouviu foram chimpanzés”, diz uma das publicações.

 

Em outra mensagem, Amarilla direcionou as ofensas à origem do camisa 10, chamando-o de “camaronense”. Mbappé é filho de pai camaronês e mãe argelina. No entanto, nasceu em Paris, na França.

 

Após a fala racista da senadora paraguaia, Mbappé utilizou o mesmo X para responder à parlamentar em uma carta aberta. Na publicação, o jogador afirmou que Celeste não representa o Paraguai e disse que a política é "desprezível e indigna de sua função".

 

“Madame Celeste Amarilla, você é uma mulher desprezível e indigna de sua função. Você não representa o Paraguai, esse país que transpirou paixão e honra ao longo de toda a competição”, respondeu Mbappé.

 

O Real Madrid, clube que o jogador defende, as Nações Unidas (ONU), o presidente da França, Emmanuel Macron, e o próprio governo do Paraguai repudiaram a fala da senadora e deram apoio a Mbappé.

 

O Ministério Público de Paris abriu uma investigação contra a senadora paraguaia Celeste Amarilla por publicações com conteúdo racista contra Kylian Mbappé. O caso foi instaurado após denúncia da Federação Francesa de Futebol e é investigado como difamação pública agravada.

 

O atacante estará em campo nesta quinta-feira (9), na partida entre França e Marrocos, válida pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, às 17h (horário de Brasília), no Gillette Stadium, em Foxborough, Massachusetts (EUA).

Luva de Pedreiro sai em defesa de blogueiro alvo de racismo em jogo da Argentina e cobra Fifa: "Tem que punir"
Foto: Instagram

O influenciador digital baiano Iran de Santana Alves, o Luva de Pedreiro, saiu em defesa do streamer norte-americano Darren Jason Watkins Jr., mais conhecido como IShowSpeed ou apenas Speed, após um episódio de racismo na Copa do Mundo.

 

Speed, dono de um perfil com mais de 55 milhões de inscritos no YouTube, foi alvo de ataques racistas ao acompanhar a partida entre Argentina e Egito, na última terça-feira (7), em Atlanta. Da arquibancada, um torcedor argentino imitou um macaco na direção do streamer após Enzo Fernández marcar o gol da virada da seleção sul-americana e confirmar a passagem da Argentina para a próxima fase.

 

Em vídeo publicado no Instagram, Luva, que assistiu aos jogos da Copa acompanhado de Speed, cobrou a Fifa por um posicionamento.

 

"Cenas feias, né, minha tropa. Meu parceiro Speed sofrendo racismo aí. Bora, Fifa. Tem que punir esses vagabundos, esse safado aí. Se esse cara faz essas paradas na frente das câmeras, imagina fora das câmeras", disse.

 

 

O baiano ainda reforçou que o torcedor argentino deveria ser proibido de frequentar o estádio. "Tem que punir para não entrar em estádio, ir preso e a porr* toda. Senão, quem vai dar conta é nós, na base do cacete".

 

No jogo anterior da Argentina contra Cabo Verde, Speed já tinha sido alvo de ofensas racistas por parte dos sulamericanos. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram um torcedor argentino fazendo um comentário apontado como de cunho racista e dizendo para que ele "voltasse para casa". Em outro momento, um segundo torcedor afirma que IShowSpeed deveria "ir chorar no zoológico". 

 

Na ocasião, a Fifa abriu uma investigação para apurar supostos insultos. "A Fifa condena veementemente o racismo, o ódio e a discriminação em todas as suas formas. Essas ações não têm lugar no futebol, na Copa do Mundo da Fifa ou em qualquer lugar da sociedade".

Após ser chamada de 'mulher desprezível', senadora acusa Mbappé de violência de gênero e exige retratação
Foto: Instagram / @k.mbappe | Divulgação / Senado

A polêmica entre Kylian Mbappé e a senadora paraguaia Celeste Amarilla ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (7). Dias após o atacante francês classificá-la como uma "mulher desprezível", a parlamentar publicou uma longa carta aberta nas redes sociais, na qual exige um pedido público de desculpas e afirma que poderá recorrer à Justiça por considerar a declaração uma forma de violência política de gênero.

 

A troca de acusações teve origem após a vitória da França sobre o Paraguai nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Inconformada com a postura de Mbappé durante e após a partida, Amarilla publicou mensagens de teor racista nas redes sociais, posteriormente apagadas.

 

Na nova manifestação, a senadora admitiu que escreveu os comentários "com o sangue fervendo" após a eliminação da seleção paraguaia, mas afirmou ter se arrependido e removido as publicações pouco tempo depois.

 

Apesar disso, ela argumenta que também foi alvo de ofensas ao ser criticada pelo camisa 10 francês.

 

"Quem é você para me chamar de indigna ou desprezível sem sequer me conhecer? Isso é violência de gênero, pura e simples. Violência política contra uma mulher que chegou onde está pelo voto popular do seu povo", escreveu.

 

Ao longo da carta, Amarilla procurou separar suas críticas ao jogador da relação que mantém com a França. Segundo ela, o problema nunca foi o país europeu, mas sim a atitude demonstrada por Mbappé durante o confronto.

 

A senadora relembrou declarações do atacante antes da partida e afirmou ter interpretado algumas falas como provocações direcionadas ao Paraguai. Também criticou a postura do francês em campo, acusando-o de demonstrar arrogância e desrespeito aos adversários.

 

Outro ponto destacado foi o momento após o apito final. Amarilla afirmou que Mbappé teria se recusado a cumprimentar o goleiro paraguaio e comemorado a classificação de maneira provocativa diante dos jogadores rivais.

 

"Isso não se faz. O cumprimento entre adversários é um dos gestos mais nobres do esporte, tanto na vitória quanto na derrota", escreveu.

 

No trecho final da carta, a parlamentar elevou o tom e cobrou uma retratação pública do astro francês.

 

"Retrate-se comigo, honre a cidadania francesa e peça desculpas. Caso contrário, poderei iniciar medidas judiciais por violência de gênero", declarou.

 

A controvérsia começou no último sábado, logo após a classificação da França às custas do Paraguai. Na ocasião, Amarilla utilizou o X (antigo Twitter) para atacar Mbappé com ofensas racistas e xenófobas, gerando forte repercussão internacional.

 

As publicações foram apagadas posteriormente, mas o caso continuou repercutindo após a resposta do jogador francês, que classificou a senadora como uma "mulher desprezível" e condenou o teor das mensagens.

 

Até o momento, Mbappé não se pronunciou sobre a carta aberta divulgada pela parlamentar paraguaia. Leia abaixo a carta de Amarilla na íntegra: 

 

"Carta aberta a Mbappé

 

O problema é entre você e eu. Nunca disse nada contra a França. O meu problema é com você. Estudei em um colégio francês dos 2 aos 17 anos, quando concluí o ensino médio. Sou quem sou graças ao Colégio da Imaculada Conceição e estou onde estou graças à formação que recebi. Cantávamos a Marselhesa, honrávamos a bandeira francesa junto com a nossa, falo francês e adoro visitar a França. No último Natal passei com minha família em Courchevel e recebemos o Ano-Novo em Saint-Tropez. A França não tem nada a ver com isso; o problema é você.


O que me incomoda profundamente é a sua arrogância e o seu desprezo. Antes mesmo da partida, você disse: "Se for preciso colocar as mãos na merda, vamos colocá-las." Não somos estúpidos. Entendemos perfeitamente que a "merda" era a seleção paraguaia — e a seleção representa todos nós.

 

Depois você disse que iam "tirar o smoking". Também entendemos essa provocação: vocês seriam os elegantes de smoking, enquanto nós, pobres e brutos, nem saberíamos o que é um smoking. Mesmo assim, todo o Paraguai permaneceu em silêncio, inclusive eu. Nós suportamos.

 

Durante a partida, sua atitude foi arrogante. Seu desprezo por cada jogador era evidente, como se eles lhe causassem nojo. Sem sequer cobrir a boca, você disse "la concha de tu madre", uma expressão extremamente ofensiva na América Latina, e você sabe disso. Foi por isso que a usou.

 

Por fim, você desrespeitou o cumprimento do nosso goleiro. Isso não se faz. O cumprimento entre adversários após uma partida é quase sagrado, na guerra e na paz, na derrota e na vitória. Você se recusou a apertar a mão dele e gritou sua comemoração na cara dele. Isso não se faz. Em poucos segundos, você demonstrou seu desprezo, sua arrogância e sua falta de educação.


Isso me machucou, e machucou muito todo o meu país. A França deveria cobrar uma postura diferente de você, porque é um país de cavalheiros, com séculos de história e de "savoir-faire". A França deveria reprovar a sua conduta.

 

Meus posts foram feitos com o sangue fervendo. Esse sangue mestiço, bela mistura de sangue indígena e espanhol que corre nas minhas veias, estava fervendo quando você zombava daqueles imensos jogadores paraguaios que lutaram de igual para igual até o fim da partida, e por isso escrevi aquelas mensagens.

 

No entanto, pouco depois me arrependi de ter respondido com os mesmos insultos que eu mesma recebo. Eu também sou desprezada por ser morena, latina; somos chamadas de "sulacas". Arrependi-me e apaguei a publicação. Percebi que estava repetindo padrões que detesto. Entendo que isso possa tê-lo incomodado, porque é humilhante.

 

Agora exijo que você também se retrate comigo e me peça desculpas.

 

Eu também não vou tolerar sua violência. Você não me conhece, não faz ideia de quem eu sou e não tem direito algum de dizer que SOU UMA MULHER DESPREZÍVEL, INDIGNA DO CARGO QUE OCUPO.

 

Sou senadora da República do Paraguai, eleita pelo voto popular. Antes disso, também fui deputada nacional, igualmente eleita. Milhares de paraguaios e paraguaias votaram em mim e me consideram sua voz. Meu principal compromisso é representar o povo paraguaio, dizer aquilo que eles não podem dizer e defender meu país até o fim da minha vida. É isso que esperam de mim.


Represento meu país porque fui eleita em eleições livres. Fui escolhida para fazer suas leis e ser sua voz. Você não faz ideia do que significa ser eleita para defender seu país e representar seu povo. Fui eleita senadora nacional; não sei se você tem dimensão da importância do cargo que exerço.

 

Quem é você para me chamar de indigna ou desprezível sem sequer me conhecer?

 

Isso é violência de gênero, pura e simples. Violência política contra uma mulher que chegou onde está pelo voto popular do seu povo.

 

Justamente você, que demonstra desprezo por uma mulher. Eu não ataquei sua cor, suas preferências ou qualquer característica pessoal. Você atacou minha condição de mulher e de política.

 

Retrate-se comigo, honre a cidadania francesa e peça desculpas. Caso contrário, poderei iniciar medidas judiciais por violência de gênero.

 

Celeste Amarilla"

ENTREVISTA: Secretária-Executiva do Ministério da Igualdade Racial detalha ações estruturais no Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial
Foto: Divulgação / Ministério da Igualdade Racial

Em alusão ao dia 3 de julho, data que marca o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial e o aniversário da Lei Afonso Arinos (primeira legislação contra o racismo no país), o Bahia Notícias realiza uma entrevista exclusiva com Bárbara Souza, Secretária-Executiva do Ministério da Igualdade Racial. Na conversa a secretária detalha as ações do governo federal para combater o racismo estrutural, a expansão das políticas públicas para os territórios, incluindo o Pelourinho, em Salvador, e o desafio de tornar a igualdade racial um compromisso transversal em toda a máquina pública.

Confira a entrevista na íntegra:

Secretária, o dia 3 de julho marca a aprovação da Lei Afonso Arinos, a primeira lei brasileira contra o racismo, promulgada há mais de 70 anos. De lá para cá, a nossa compreensão evoluiu para entender que o racismo no Brasil não é apenas uma atitude individual, mas um problema estrutural e institucional. Como a Secretaria-Executiva trabalha hoje para que o Ministério não atue apenas no combate ao preconceito e à injúria, mas consiga de fato desmantelar o racismo impregnado nas estruturas do Estado brasileiro?

Uma honra estar falando com o Bahia Notícias, em nome aqui do Ministério da Igualdade Racial. Especialmente em alusão ao 3 de julho, que marca a aprovação da lei Afonso Arinos, a primeira lei brasileira contra o racismo, promulgada há mais de 70 anos. De lá para cá, a gente teve uma caminhada muito importante de ampliação da voz, da denúncia, do espaço de construção também da narrativa do povo negro. Isso, obviamente, entrou na Constituição de 88 e, desde 2003, com o presidente Lula, ganhou um fôlego mais amplo com a criação da primeira Secretaria com status de Ministério, a SEPPIR, e com a criação da Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial. Desde 2023, isso vem ganhando um fôlego ainda maior. 

O Ministério da Igualdade Racial vem atuando arduamente para fortalecer a política de igualdade racial no Brasil e construir estratégias de enfrentamento ao racismo institucional e estrutural da nossa sociedade. Acho que algumas conquistas dessa caminhada são importantes. A primeira: em 2014, foi aprovada a primeira lei de cotas para concursos públicos e agora, em 2025, uma segunda edição dela é aprovada, ampliando o número de vagas para pessoas negras de 20% para 25% e incorporando também 3% para pessoas indígenas e 2% para pessoas quilombolas.

Logo na sequência, o modelo implementado pelo governo do Brasil — que o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) e o MIR vêm sendo muito parceiros — que é o Concurso Nacional Unificado. Eu costumo falar que ele foi a maior ação afirmativa em concursos públicos da história. A segunda edição do CNU teve, de todos os ingressantes, 40,5% de ações afirmativas, sendo 29,5% de pessoas negras. Ter o Estado brasileiro cada vez mais representativo do que nós somos em nossa diversidade é fundamental.

Outra ação que a gente vem implementando com muito fôlego é o Programa Federal de Ações Afirmativas, que vem estimulando junto aos ministérios planos de ações afirmativas, tanto para a gestão interna e processos formativos, como para as políticas finalísticas. Ministérios como o da Saúde, Relações Exteriores, Gestão e Inovação, Planejamento, Turismo e Direitos Humanos já construíram planos específicos. Além disso, estamos incrementando a formação de gestores para iniciativas antirracistas com o programa FIAR (Formação e Iniciativas Antirracistas), uma parceria com a ENAP, que já formou mais de 25 mil pessoas em nível federal, estadual e municipal.

 

Falando sobre ações concretas: nós sabemos que a população preta e parda representa mais de 55% dos brasileiros, segundo o IBGE, mas continua liderando os índices de pobreza, desemprego e letalidade violenta, o último Atlas da Violência, por exemplo, aponta que mais de 76% das vítimas de homicídio no país são negras. O Ministério tem apostado em iniciativas como o Plano Juventude Negra Viva, o Aquilomba Brasil e a recente expansão das Casas da Igualdade Racial. Diante do nosso cenário de restrições fiscais, quais são os maiores desafios orçamentários e de articulação com estados e municípios para garantir que essas políticas não fiquem restritas a Brasília e cheguem de fato à ponta, alterando a realidade nos territórios?

Bom, a dimensão de buscar assegurar cada vez mais orçamento para a política social e para as políticas de igualdade racial é algo central, um compromisso que o governo do Brasil tem tido. Obviamente, no cenário de restrição fiscal, é fundamental que a gente busque saídas e priorização para as ações. O Ministério tem trabalhado ativamente para manter as políticas públicas já em curso fortalecidas.

Você trouxe aqui programas-chave, como o Plano Juventude Negra Viva, que é o maior plano da história voltado para a juventude negra. Sabemos dos desafios com os dados de segurança pública para jovens negros, com a taxa de homicídio muito elevada. Ter uma resposta integrada que pegue ações de educação, de cultura e de inclusão produtiva é fundamental. O Plano traz um investimento amplo de cerca de R$ 850 milhões, de forma muito articulada com 18 ministérios.

Além disso, nosso Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR), que é o "SUS da Igualdade Racial", tem se expandido muito. Hoje estamos nos 27 estados da federação. Um dos equipamentos mais importantes é a Casa da Igualdade Racial, que abre as portas para atender vítimas de crimes raciais (com acolhimento jurídico, social e psicológico) e também incorpora ações de inclusão produtiva e cultural. Na Bahia, temos uma Casa da Igualdade Racial recentemente lançada, que fica no Pelourinho. Convido a todos que nos acompanham a visitar e conhecer esse espaço.

Por fim, o programa Aquilomba Brasil é voltado para as comunidades quilombolas de todo o país. O último censo indica uma população de quase 1,5 milhão de pessoas nessas comunidades, e o programa atua em quatro eixos: acesso à terra, inclusão produtiva, acesso a direitos e infraestrutura. Tivemos os maiores avanços da história no campo da regularização fundiária. O presidente Lula, desde 2023, foi o presidente que mais decretou territórios quilombolas declarados para interesse social,  foram 79 decretos só nessa gestão e 74 títulos fundiários expedidos. Ainda temos muito a fazer, mas os números demonstram nosso grande compromisso.

 

A senhora tem uma trajetória forte na gestão de políticas sociais e na pesquisa sobre comunidades tradicionais. Nós sabemos que a igualdade racial não se resolve apenas dentro de um único ministério. Como tem sido o desafio de articular a transversalidade dessa pauta com ministérios que detêm os maiores orçamentos, como Educação, Saúde, Justiça e Segurança Pública? Já podemos dizer que a perspectiva racial deixou de ser vista como um 'nicho' para se tornar um critério obrigatório no desenho de qualquer grande política pública do atual governo?

De fato, tenho mais de 20 anos de atuação com políticas sociais no governo, boa parte com políticas de igualdade racial e pesquisa voltada para movimentos negros e comunidades tradicionais. Essa pergunta que você faz é central quando falamos de transversalidade. Necessariamente, precisamos de um órgão central de coordenação, papel que o MIR vem desempenhando, mas que envolve articulação com diversos ministérios.

Vou trazer dois exemplos importantes dessa articulação interministerial. O primeiro é o Plano Plurianual (PPA). O nosso PPA, construído em 2023, traz uma metodologia extremamente relevante que é a Agenda Transversal. Nela, temos hoje 25 ministérios com ações, programas e iniciativas voltadas para a igualdade racial, com um investimento no último ano de R$ 643 milhões. Precisamos avançar com certeza, mas é um número sólido que só é possível porque une as várias áreas da esplanada em torno dessa importante agenda.

O segundo exemplo é o Segundo Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial. Ele é uma resposta à ADPF das Vidas Negras, julgada pelo Supremo Tribunal Federal em dezembro do ano passado, que reconhece judicialmente que o racismo estrutural é um problema gravíssimo e que demanda uma resposta direta do Estado brasileiro. O Ministério já vinha no processo de atualizar esse plano, e com a decisão do STF a gente ganha um marco inovador, que é a "obrigação de fazer".

Fizemos também uma consulta ao STF sobre a importância de que governos estaduais e municipais também tenham esse compromisso e obrigação, porque as políticas, para chegarem na ponta, necessariamente passam pela federalização. A construção desse plano envolve um diálogo direto com esses 25 ministérios. Quero finalizar destacando o quão central é essa dimensão da transversalidade e da articulação entre os vários setores do governo para que tenhamos resultados mais robustos na promoção da igualdade racial no nosso país.

Câmara aprova urgência para projeto de lei que equipara misoginia ao racismo
Foto: Lula Marques / Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (1º), o regime de urgência para o projeto de lei de combate à misoginia. Com a aprovação, que obteve 293 votos favoráveis e 158 contrários, a proposta poderá ser analisada diretamente pelo plenário da Casa, embora ainda não haja uma data definida para a votação.

 

O projeto de lei propõe alterar a Lei Antirracismo para incluir e tipificar os atos de misoginia, definidos no texto como “a prática, a indução ou a incitação de menosprezo ou discriminação contra a mulher, que promova violência, negue sua igualdade de direitos ou ofenda sua dignidade, em razão da condição de mulher”.

 

A proposta prevê pena de 2 a 5 anos de prisão para injúria “por condição de mulher”, equiparando a punição à atualmente aplicada para o crime de injúria racial. A pena pode ser acrescida de metade caso o crime seja cometido por duas ou mais pessoas em associação.

 

DEBATE NA CASA
A relatora do projeto, Tabata Amaral (PSB), coordenou o grupo de trabalho (GT) sobre o tema e aprovou uma sugestão substitutiva ao texto que já havia sido aprovado pelo Senado em março. No entanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), ressaltou que as sugestões do grupo de trabalho não são definitivas e que o relatório final.

 

Fotos: Bruno Spada / Câmara dos Deputados / José Cruz / Agência Brasil

 

Essa aprovação do regime de urgência enfrentou forte oposição de parlamentares da bancada evangélica. Durante a sessão, o deputado Otoni de Paula (PSD) leu passagens bíblicas sobre a submissão das mulheres aos maridos para questionar o alcance da lei.

 

"Trechos como esse, em que a Bíblia manda a mulher se sujeitar ao marido, podem ser interpretados como um texto misógino? O texto da Câmara não dá as garantias de que não haverá a quebra da liberdade religiosa", argumenta o parlamentar.

 

O coordenador da bancada evangélica, Gilberto Nascimento (Podemos), classificou o projeto como "complexo" e, embora tenha elogiado a postura da relatora em abrir diálogo com o segmento, afirmou ter dificuldades em votar favoravelmente à proposta neste momento.

Rodrigo Faro fica "constrangido" em vídeo ao lado de Rodrigo Branco
Foto: Reprodução / Instagram @brancorodrigo

O empresário Rodrigo Branco esteve no jogo do Brasil contra a Escócia nesta quarta-feira (24) no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos, ao lado de nomes conhecidos como Livia Andrade e Rodrigo Faro. O empresário tem repercutido nas redes sociais nos últimos dias após a ex-BBB Thelma Assis vencer um processo contra ele por racismo. O caso aconteceu enquanto a médica ainda estava confinada no Big Brother Brasil.

 

 

O empresário compartilhou diversos stories em seu perfil, porém um que chamou a atenção foi um vídeo ao lado de Rodrigo Faro durante a partida da seleção. Na ocasião, Branco compara Rodrigo Faro com David Beckham, que estava logo atrás da dupla. Internautas apontaram um suposto constrangimento por parte de Faro, a motivação seria a recente condenação do empresário.

 

O episódio aconteceu em março de 2020, em uma live promovida pela DJ Jude Paulla, amiga de Rodrigo Branco. O empresário afirmou que as pessoas estavam apoiando Thelma no BBB por ela ser uma "negra coitada". O ex-jornalista da Band ainda chegou a comparar Thelma com Maju Coutinho e ofendeu a apresentadora do 'Fantástico'. "Não, a Thelma nem pensar. Posso falar uma coisa? Você gostar da Thelma é racismo. É o seguinte, todo mundo tá votando nela, porque ela é negra coitada. […] Quer ver, por exemplo, a Maju Coutinho é péssima, horrível, fala tudo errado e só tá lá pela cor. A carreira dela foi ela ser xingada", afirmou o empresário.

 

Após o resultado do processo, Rodrigo Branco postou um vídeo em suas redes sociais afirmando que "estava aprendendo". Ele recebeu apoio massivo nas redes sociais por parte de figuras públicas como Xuxa Meneghel e Deborah Secco.

 

 

VÍDEO: Participante do Masterchef Brasil é acusado de racismo por fala durante o reality
Foto: Reprodução / TV Bandeirantes

O último episódio do reality show culinário Masterchef, exibido na terça-feira (16) na TV Bandeirantes, chamou a atenção dos telespectadores, mas não por comidas saborosas. Reinaldo Bockor, um dos participantes da décima terceira temporada, está sendo acusado de racismo por uma fala feita durante a edição.

 

Veja vídeo:

 

Na ocasião, o aspirante a cozinheiro estava apresentando a ideia do seu prato aos jurados. "Tem uma influência francesa, então ele tem que ter um pouco de manteiga no caldo. Trouxe uns legumes, rasguei com a mão, imaginei aquelas mamas crioulas rasgando com a mão, cozinhando com um francês que casou e tal", afirmou.

 

O eliminado do episódio, Marcelo, foi um dos primeiros a demonstrar o descontentamento com a fala. "Ele falou que ele fez o prato igual umas crioulas cozinhando pra francês. Isso é inadmissível. Eu acho de um nível de desrespeito que é assim, inimaginável. Eu tô um pouco me f... do qual que é o background dele", disparou.

 

Após a repercussão negativa, Reinaldo se defendeu em suas redes sociais, afirmando que a frase foi retirada de contexto. “A fala não saiu inteira, como deveria ter saído. Eu estava me referindo à comida de origem cajun, que é uma comida que nasceu no sul dos Estados Unidos, de origem crioula", disse o participante.

 

Taís Evaristo, outra participante do reality, também se pronunciou nas redes sociais sobre o assunto, desabafando sobre o excesso de visibilidade dado à fala. “É muito fácil ser antirracista no discurso, fazendo textão lá na rede. Aí, na hora de apoiar o criador preto, vocês não apoiam. Vocês querem que a gente esteja aqui contando história triste e falando de racismo. A gente é um país de maioria negra e, nos espaços de poder, isso não é representado, é só vocês verem quem são os influenciadores que são mais consumidos, quem são os artistas que mais ganham dinheiro. Não são os artistas negros", afirmou a paulista.

 

Estilista processa Anitta e C&A por apropriação de peças e sugere racismo; entenda o caso
Foto: Reprodução / Instagram @anitta

Um processo movido contra a Anitta e a rede de varejo C&A desde 2024 acabou de ganhar novos desdobramentos. O caso trata-se de uma ação judicial por violação de direitos autorais movida pela estilista Lucia Helena da Silva e sua marca, a Ropahrara Moda Exótica. A estilista alega que a cantora usou peças desenhadas e comercializadas pela marca em videoclipes famosos.

 

A ação foi protocolada pela estilista no Tribunal de Justiça de São Paulo, depois de tentativas falhas de notificação extrajudicial. O caso envolve roupas usadas por Anitta em clipes gravados entre 2015 e 2023 e virou processo na Justiça no segundo semestre de 2024.

 

Essas peças teriam sido reproduzidas e postas à venda pela C&A, sob a afirmação de que seriam fruto de uma parceria entre Anitta e a designer Yasmine McDougall Sterea. Além disso, Lucia alega que a cantora teria realizado a falsa atribuição de autoria à rede de varejo e à designer. A estilista e a marca pedem uma indenização no valor de R$ 1 milhão por danos morais.

 

No começo de junho, segundo a coluna Fábia Oliveira, a disputa judicial ganhou um novo elemento com o pedido de participação da Educafro Brasil como amicus curiae. Trata-se de um "amigo da corte", uma entidade ou especialista que ingressa em um processo para oferecer subsídios técnicos e teóricos que ajudem o tribunal a decidir, mesmo sem ser uma das partes diretamente interessadas no resultado financeiro da causa.

 

A Educafro foca sua atuação no combate à desigualdade e na promoção da igualdade racial. Eles argumentam que sua intervenção é necessária porque o caso envolve o "apagamento de autoria" de Lucia Helena, uma estilista negra. Para a instituição, o imbroglio possui uma forte repercussão social, e sua contribuição consistiria em apresentar dados históricos e acadêmicos que ajudem a Justiça a compreender as nuances raciais da acusação.

 

Em um desdobramento recente, no dia 8 de junho, a juíza Clarissa Rodrigues Alves estabeleceu que Anitta, C&A e a autora da ação devem se manifestar sobre a entrada da entidade. Somente após ouvir as partes é que a magistrada decidirá se aceita ou não a colaboração da Educafro no processo.

 

Logo no início do embate jurídico, a estilista Lucia Helena frisou que o processo possui uma forte dimensão racial. Ela defende que creditar seu trabalho a uma designer branca é uma forma de perpetuar a exclusão e o apagamento de talentos negros.

 

Por outro lado, Anitta declarou nos autos que as menções ao racismo estrutural não têm fundamento e são alheias ao foco principal da ação, que é a titularidade das peças. A artista descreveu as acusações da autora como sendo muito amplas e sem qualquer comprovação.

Conmebol suspende por quatro meses jovem da Seleção que imitou macaco em protesto contra racismo
Foto: Nelson Terme/CBF

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) suspendeu por quatro meses o atacante Eduardo Conceição, da Seleção Brasileira sub-17, por infração ao artigo 149 do regulamento disciplinar do Sul-Americano da categoria, relacionado a casos de discriminação. A punição foi aplicada pela Comissão Disciplinar da entidade após episódio ocorrido durante a competição disputada em abril, no Paraguai.

 

Além da suspensão, a Conmebol solicitou à FIFA que a sanção tenha validade mundial, o que impediria o atleta de atuar tanto pela seleção quanto pelo Sociedade Esportiva Palmeiras durante o período. A Confederação Brasileira de Futebol já apresentou recurso contra a decisão.

 

O caso aconteceu na vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a seleção argentina, pelas quartas de final do torneio. Durante o segundo tempo, Eduardo acusou o meia Benítez de racismo. O árbitro paraguaio David Ojeda, no entanto, não acionou o protocolo antirracismo previsto pela entidade.

 

Após marcar o terceiro gol brasileiro, o atacante fez um gesto imitando um macaco em forma de protesto, atitude que também entrou na análise disciplinar da Conmebol.

 

A entidade aplicou a mesma punição ao argentino Benítez, igualmente enquadrado no artigo 149. De acordo com a imprensa argentina, a federação local também recorreu da decisão.

 

Caso as suspensões sejam mantidas, os dois atletas podem desfalcar suas seleções durante a preparação para a Copa do Mundo Sub-17, marcada para novembro, no Catar.

 

Aos 16 anos, Eduardo Conceição é considerado uma das principais promessas das categorias de base do Palmeiras. Recentemente, o clube recusou uma proposta estimada em R$150 milhões pelo jogador.

Virgínia se pronuncia após ser acusada de racismo por vídeo beijando macaco: "Isso nunca passou na minha cabeça"
Foto: Instagram

A influenciadora Virginia Fonseca, de 27 anos, se pronunciou nesta quarta-feira (20) após ser acusada de racismo por um vídeo compartilhado nas redes sociais, que foi associado por internautas a uma "indireta" para Vini Jr.

 

Na ocasião, o jogador foi associado a um macaco por internautas que compararam o animal ao atacante da seleção brasileira, em um vídeo no qual Virgínia aparece beijando o animal durante uma viagem para Dubai.

 

"Sempre fui nesse zoológico, tem vídeos meus beijando os macacos, está no meu feed. Dessa vez, fiz a mesma coisa. Acontece que interpretaram errado, jamais na minha vida fiz na intenção de ofender alguém, isso nunca passou na minha cabeça. Sempre estive com o Vini na luta antiracista, sempre conversei e apoiei. Eu e Vini tivemos uma relação de sete meses muito linda. E eu respeito essa relação e jamais faria algo para humilhar ou ofender ele. Não faz parte do meu carater", disse em vídeo.

 

Virginia também pediu desculpas pela situação criada e disse que não imaginava que o registro causaria essa mobilização nas redes sociais, com uma associação a Vini Jr.

 

"Peço perdão para quem se sentiu ofendido com meu vídeo, mas saibam que é algo que sempre fiz (beijar macaco), mas entendo que o momento que postei não foi propicio pra isso e as pessoas levaram para outro lado. Nunca passou pela minha cabeça que tomariam essa atitude ridicula. Sou totalmente contra os comentários que estão fazendo."

 

A equipe da blogueira e empresária também divulgou uma nota oficial nas plataformas digitais: "Se houve algum entendimento fora desse contexto, lamentamos e repudiamos! Ao longo de sua trajetória, Virginia sempre se mostrou livre de preconceito seja ele qual for. Até porque, vive isso todos os dias, por ser uma mulher, independente e dona das próprias vontades".

Luisão critica punição da Uefa a Prestianni por racismo contra Vini Jr.: "O recado que fica é perigoso"
Foto: Divulgação

O ex-zagueiro e ídolo do Benfica, Luisão, utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (24) para criticar a punição imposta pela Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) ao atacante argentino Gianluca Prestianni, que joga atualmente pelo clube português. A entidade suspendeu o jogador por seis partidas devido o caso de racismo contra Vini Jr., ocorrido em fevereiro, durante confronto pela Champions League.

 

Luisão, que não poupou palavras, classificou a decisão como um retrocesso no combate à discriminação. "No fim das contas, o recado que fica é perigoso. Parece que, dependendo do caminho escolhido, sempre existe uma forma de amenizar as consequências, que deveriam ser duras e exemplares. E isso não pode ser normalizado", desabafou o ex-capitão.

 

Embora a Uefa tenha anunciado uma suspensão de seis partidas por "conduta discriminatória", a punição prática gerou revolta. Isso porque o tribunal converteu três jogos em pena suspensa, que só será cumprida caso o jogador reincida nos próximos dois anos. Como Prestianni já cumpriu uma partida de suspensão automática no jogo de volta contra o Real Madrid, ele ficará de fora de apenas dois jogos imediatos.

 

Quando Vini Jr. denunciou o caso, Luisão foi uma das vozes mais ativas em defesa do brasileiro. Mesmo sendo o segundo jogador com mais partidas na história do Benfica (538 jogos) e recordista de títulos (21), o brasileiro foi alvo de insultos e ataques racistas por parte de alguns torcedores do próprio clube na época. Aos 45 anos, Luisão segue como uma das figuras mais influentes do futebol portuguê.

 

CONFIRA A PUBLICAÇÃO NA ÍNTEGRA

Uefa pune Prestianni por racismo contra Vini Jr; suspensão é de seis jogos
Foto: X / @Diariogols

A UEFA oficializou a punição ao atacante Gianluca Prestianni, do Benfica, por comportamento discriminatório contra Vinícius Júnior. A decisão foi comunicada nesta sexta-feira (24) pelo clube português.

 

De acordo com a nota, o jogador recebeu suspensão de seis partidas, sendo três de cumprimento imediato e outras três condicionadas a um período probatório de dois anos.

 

Prestianni já havia cumprido uma partida de suspensão preventiva e, com a decisão, ficará fora de mais dois jogos oficiais organizados pela Uefa. Caso haja extensão da punição para competições globais, o atleta também poderá ser afetado em torneios da Fifa, incluindo a Copa do Mundo.

 

O episódio ocorreu no dia 17 de fevereiro, durante confronto entre Benfica e Real Madrid, pelos playoffs da Liga dos Campeões, no Estádio da Luz, em Lisboa. Segundo a denúncia, Vinícius Júnior relatou ter sido chamado de "mono" (macaco, em espanhol) pelo jogador argentino.

 

Prestianni negou a acusação, mas o Órgão de Controle, Ética e Disciplina da UEFA determinou suspensão provisória ainda durante o andamento do processo.

 

O atacante não participou do jogo de volta contra o Real Madrid, em que o Benfica foi eliminado da competição.

Jovem negro com deficiência auditiva é marcado por ferro no Sudoeste baiano; irmãos são presos
Foto: Reprodução / Achei Sudoeste

Dois irmãos foram presos acusados de tortura e injúria racial contra um jovem em Livramento de Nossa Senhora, no Sertão Produtivo, Sudoeste baiano. Os suspeitos foram detidos na tarde desta quarta-feira (22) após a Justiça expedir os mandados de prisão preventiva.

 

Segundo o Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, as investigações apontam que os suspeitos teriam utilizado um ferro quente para causar lesões nas nádegas de um jovem negro com deficiência auditiva, que trabalhava para os investigados.

 

Em entrevista ao site, o delegado Antônio Cláudio, que apura o caso, informou que os investigados são irmãos e pertencem a uma família conhecida no município. No relato, o delegado declarou que durante a ação, um dos suspeitos teria imobilizado a vítima enquanto o outro cometia a agressão com o objeto aquecido.

 

A motivação do crime, segundo a polícia, estaria relacionada a um ato de violência sem justificativa aparente. As prisões foram determinadas no âmbito de inquérito policial que apura os crimes de lesão corporal, tortura, racismo, discriminação por cor ou raça e injúria racial.

 

Ainda segundo informações, a vítima compareceu à delegacia e foi submetida a exame de corpo de delito, que atestou a gravidade das lesões. O caso segue sob apuração.

VÍDEO: Pai de influencer que imitou macaco no RJ refaz o gesto após filha retornar à Argentina
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A influenciadora e advogada argentina Agostina Páez, acusada de injúria racial no Brasil após imitar um macaco em um bar no Rio de Janeiro, se envolveu em uma nova polêmica racial, desta vez, envolvendo a sua família. O pai de Agostina foi filmado durante a madrugada em um bar do centro da cidade fazendo gestos semelhantes. 

 

 

O caso ocorre menos de 24 horas depois da chegada da influenciadora na província de Santiago del Estero. O pai dela, o empresário Mariano Páez, foi filmado durante a madrugada em uma saída noturna acompanhado da companheira. Em determinado momento, ele grita e imita um macaco. As imagens foram divulgadas por um site local.

 

Por meio das redes sociais, também foi divulgada uma outra gravação em que o empresário afirma que foi ele quem pagou a fiança de US$ 18 mil para que a filha responda ao processo em liberdade e que não recebeu dinheiro público.

 

Na gravação, ele diz: “Eu tenho asco do Estado. Não vivo da política. Sou empresário, milionário e agiota. E narco…”, afirma, cercado por outras pessoas.

 

Em janeiro, Agostina Páez passou a responder por injúria racial na Justiça brasileira após a divulgação de um vídeo em que aparece fazendo gestos associados a um macaco em direção a funcionários de um bar em Ipanema. Ela foi detida e permaneceu por mais de dois meses no país, sob monitoramento com tornozeleira eletrônica. 

 

Segundo o jornal La Nación, o Mariano afirmou que as gravações foram feitas com uso de inteligência artificial. O portal brasileiro g1 informou que as imagens foram submetidas a ferramentas de análise que identificaram entre 0% e 2% de chance do vídeo ter IA na geração das imagens.

Prestianni quebra silêncio sobre acusação de racismo contra Vini Jr. e dispara: "Fui punido sem provas"
Foto: Reprodução / TNT Sports Brasil

O atacante Gianluca Prestianni, do Benfica, falou publicamente pela primeira vez sobre o caso de acusação de racismo envolvendo Vinicius Junior, no confronto contra o Real Madrid, válido pelas oitavsas de final da Liga dos Campeões.

 

Em entrevista concedida à TV argentina Telefe, o jogador negou qualquer ofensa e afirmou que a situação teve forte impacto pessoal.

 

"Isso me doeu muito. Por algo que eu não disse, fui punido sem provas. Mas isso já passou. Sou muito grato à comissão técnica do Benfica, que esperou por mim até o último minuto para que eu pudesse jogar", declarou. "Nunca fiz isso", completou.

 


O argentino voltou a reforçar que não cometeu o ato denunciado e disse estar tranquilo quanto à própria conduta, apesar da repercussão.


"O que mais me doeu foi me acusarem de algo que eu nunca fiz. Isso foi o que mais me abalou. Mas, felizmente, estou muito tranquilo porque todas as pessoas que me conhecem sabem quem eu sou", afirmou.

 

Prestianni também valorizou o apoio recebido internamente no clube português. O presidente Rui Costa, em entrevista após o jogo, saiu em defesa do argentino, alegando que "ele é tudo, menos racista". 


A denúncia ocorreu após um gol de Vinicius Jr., no Estádio da Luz. Durante a comemoração, o brasileiro relatou ter sido alvo de ofensa racista — o que levou o árbitro a acionar o protocolo antirracismo e interromper a partida por cerca de dez minutos.

 

A situação gerou confusão em campo e deslocou o foco do jogo, com clima de tensão entre jogadores e comissões técnicas até o apito final.

 

Após o confronto, a Uefa abriu processo disciplinar para apurar o caso. O Comitê de Ética e Disciplina ouviu os envolvidos e testemunhas. Entre os relatos, o atacante Kylian Mbappé afirmou ter escutado a ofensa direcionada ao brasileiro.

 

Enquanto a investigação segue em andamento, Prestianni foi suspenso preventivamente e não participou do jogo de volta, no Santiago Bernabéu.

UEFA pune Benfica por caso de racismo em jogo contra o Real Madrid
Foto: Filipe Amorim / AFP

A UEFA aplicou, nesta quarta-feira (25), uma sanção ao Benfica após registros de comportamentos racistas e discriminatórios por parte de torcedores durante o confronto contra o Real Madrid, pela Liga dos Campeões.

 

A decisão prevê o fechamento parcial de 500 assentos no Estádio da Luz, concentrados nos setores 10 e 11. A medida, no entanto, foi estabelecida em caráter suspensivo por um período de um ano.

 

O caso está relacionado a ofensas direcionadas ao atacante brasileiro Vinícius Júnior durante a partida realizada em 17 de fevereiro, vencida pelo clube espanhol por 1 a 0.

 

De acordo com a determinação, o Benfica só terá de cumprir a interdição caso novos episódios semelhantes sejam registrados dentro do prazo estipulado pela entidade.

VÍDEO: Nikolas Ferreira ironiza aprovação de lei que equipara misoginia ao crime de racismo: “Querem silenciar”
Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo nas redes sociais para criticar a aprovação da equiparação da misoginia ao crime de racismo no Senado. De acordo com o parlamentar, a proposta visa “silenciar” até mulheres e, segundo ele, não será mais possível questionar uma mulher se “ela está nervosa porque está de TPM”. A gravação foi publicada nesta quarta-feira (25), um dia após a aprovação, e já acumula quase cinco milhões de visualizações.

 

“Essa lei que foi aprovada no Senado nunca tratou a respeito de agressão, de homicídio contra as mulheres, até mesmo porque todos esses casos já têm punição. A misoginia que eles conceituaram aí é a misoginia que você não pode perguntar para uma mulher se ela está nervosa porque está de TPM. [...] Na prática, o que eles estão querendo não é uma ação concreta contra estupradores, criminosos, contra homens que batem em mulher, que cometem latrocínio, que cometem abuso. Não. É um instrumento de lei extremamente subjetivo para poder silenciar as outras pessoas, inclusive mulheres”, diz Nikolas.

 

Durante o vídeo, o deputado também citou matérias que traziam falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), as quais, segundo Nikolas, se enquadrariam na tipificação de misoginia. Dentre as reportagens, está uma discussão entre a parlamentar e Júlia Zanatta (PL-SC), que acabou em xingamentos, e declarações de tons machistas do presidente petista.

 

Confira:

 

 

A equiparação foi aprovada na sessão plenária desta terça-feira (24), por 67 votos. A proposta foi apresentada pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) e altera a Lei do Racismo para incluir crimes motivados por misoginia entre aqueles punidos por discriminação ou preconceito, incluindo casos de injúria ou incitação a crimes contra mulheres

 

De acordo com o texto, serão punidas de forma incisiva manifestações de ódio contra mulheres. O projeto segue agora para ser apreciado pela Câmara dos Deputados.

Brasileira do Atlético de Madrid é acusada de racismo em jogo da Copa da Rainha; jogadora se pronuncia
Foto: Divulgação / Atlético de Madrid

A brasileira Gio Garbelini, do Atlético de Madrid, foi acusada de racismo durante uma partida realizada na última terça-feira (17) contra o Tenerife, pela semifinal da Copa da Rainha. A denúncia partiu da goleira Noelia Ramos, que afirmou que a brasileira teria se dirigido à atleta Fatou Dembele com a palavra "negra".

 

 

Segundo o relato da atleta, o episódio ocorreu durante uma confusão em campo após a expulsão de Dembele. Diante da denúncia, a arbitragem acionou o protocolo antirracismo e interrompeu o jogo por cinco minutos.

 

Na súmula da partida, a equipe de arbitragem registrou que não conseguiu confirmar a ofensa. "A jogadora do Tenerife informou que a atleta do Atlético de Madrid se dirigiu à jogadora com o termo 'negra', que não pôde ser ouvido pela arbitragem", diz o documento.

 


Foto: Divulgação

 

Após o apito final, houve um novo desentendimento fora de campo. De acordo com o relato, Dembele aguardou Garbelini na área de acesso aos vestiários, o que deu início a outra confusão entre integrantes das equipes.

 

Até o momento, nem as jogadoras envolvidas nem os clubes se manifestaram sobre o caso.

 

Dentro de campo, o Atleti eliminou o  Tenerife da Copa da Rainha 2026 ao vencer por 1 a 0 (1-0 no placar agregado), com gol de Synne Jensen no segundo tempo do jogo de volta. O time rubro-negro garantiu vaga na final, acumulando dois resultados positivos (1-0 na ida e na volta).

 

Gio Garbelini publicou oficialmente seu pronunciamento nas redes sociais:

 

Pronunciamento de Gio Garbelini | Foto: Reprodução/Instagram (@gio.garbelini)

Deputada do PT recebe email com mensagem de extrema violência e ameaças: "Você vai morrer, sua preta de m****"
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A deputada federal Carol Dartora (PT-PR) ingressou nesta segunda-feira (16) com representações na Polícia Federal, no Ministério da Justiça, na Procuradoria-Geral da República e na Mesa Diretora da Câmara relatando ameaças de morte que recebeu. Nos ofícios enviados aos órgãos, a deputada revelou que as agressões e ameaças dirigidas a ela chegaram pelo email institucional da Câmara. 

 

Carol Dartora relata que recebeu a mensagem na madrugada de domingo (15), a partir de um usuário identificado como Lucas Bovolini Martins. 

 

“Então, sua p…, vou comprar uma passagem só de ida para a sua cidade. Vou te encontrar e fazer você pagar por cada palavra de m**** que você já disse. Vou te estuprar até você não aguentar mais… Você vai morrer, sua preta de m****.  E quando eu terminar, vou cuspir no seu cadáver e dizer que você mereceu cada segundo de dor. No final, vou enfiar uma bala na minha cabeça”, diz a mensagem. 

 

No ofício enviado ao presidente da Câmara, Carol Dartora menciona o conteúdo de extrema violência da mensagem, e pede que sua segurança seja reforçada com agentes da Polícia Legislativa. A deputada afirma ser alvo específico de ódio por ser uma mulher negra em posição de poder político institucional. 

 

“Mulheres negras conquistaram, através de muita luta, o direito de ocupar cadeiras nesta Casa. Não podemos permitir que o terror racial e de gênero nos expulse desses espaços. Não podemos permitir que a violência cibernética e o terrorismo político silenciem vozes fundamentais para a democracia brasileira”, afirma Carol no ofício a Motta. 

 

O autor do email, Lucas Bovolini Martins, havia feito ameaças de morte a uma outra deputada no início do mês de fevereiro. O e-mail foi enviado à deputada estadual Lívia Duarte, do Psol do Pará. 

 

Segundo denúncia da deputada Lívia Duarte, a mensagem recebida por e-mail continha ameaças explícitas contra a sua integridade física. A parlamentar é considerada a primeira deputada negra na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).

 

“Seu assassinato será tão real quanto a dor que você sentiu ao ler isso”, dizia a mensagem criminosa enviada com o nome Lucas Bovolini Martins no remetente.

 

O texto prosseguia com mais ameaças: “Deputada Lívia Duarte, sua existência é uma piada. Não é suficiente que eu quebre todos os seus ossos”, diz o email. 

 

Após o recebimento da mensagem, a deputada Lívia Andrade encaminhou ofícios ao presidente da Alepa, deputado Chicão (MDB), e ao gabinete militar da Casa, com pedidos para reforço da sua segurança. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado também foi requisitada para proceder com a investigação da autoria da mensagem por meio do serviço de inteligência. 

Denúncia de racismo leva MP-BA a exigir mudanças em rede de supermercados na Bahia
Foto: Divulgação

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) expediu uma recomendação formal à empresa Mercantil Rodrigues Ltda, que integra o Grupo Cencosud, determinando a implementação de um conjunto de ações voltadas ao enfrentamento do racismo e à eliminação de práticas discriminatórias no ambiente comercial.

 

O documento, publicado nesta quarta-feira (11) e assinado pela promotora Lívia Maria Santana e Sant’Anna Vaz, da 1ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, é resultado de um procedimento administrativo instaurado para apurar a suposta prática do crime de racismo por funcionários do estabelecimento contra um consumidor.

 

A recomendação estabelece prazos para que a empresa adote desde programas de capacitação em letramento racial até a revisão de protocolos internos de abordagem e vigilância. O MP-BA apontou a necessidade de se combater o chamado racismo institucional, definido pela legislação estadual como ações ou omissões sistêmicas, baseadas em preconceitos ou estereótipos, que resultam na discriminação e na falta de efetividade no atendimento qualificado à população negra.

 

DETERMINAÇÕES DO MP-BA
Entre as principais determinações, está a obrigação de a empresa implementar, no prazo de 180 dias, um programa presencial e contínuo de letramento racial, com foco no enfrentamento ao racismo estrutural e institucional e no atendimento não discriminatório.

 

A capacitação deverá atingir todos os colaboradores, com ênfase especial para os fiscais de prevenção patrimonial, lideranças e gerentes. O MP exigiu ainda que a empresa documente integralmente a realização desses treinamentos, encaminhando à Promotoria listas de presença, cronogramas, materiais didáticos e registros audiovisuais das atividades.

 

A promotoria também determinou a revisão e formalização, em até 120 dias, dos protocolos internos de abordagem, vigilância e prevenção de perdas. O objetivo é garantir que não haja seleção ou monitoramento de clientes com base em critérios raciais, fenotípicos ou socioeconômicos, assegurando que as abordagens sejam sempre objetivas, proporcionais e respeitosas. Essas diretrizes deverão ser amplamente divulgadas entre os funcionários e incorporadas à rotina operacional das unidades.

 

No mesmo prazo, a empresa deverá fortalecer e ampliar a divulgação dos canais internos de denúncia, garantindo acesso claro tanto a colaboradores quanto a consumidores, com informações sobre confidencialidade, procedimentos de apuração, prazos e proteção contra retaliações.

 

Também será necessária a criação de um fluxo interno para apuração imediata de denúncias de discriminação racial, com previsão de medidas corretivas e disciplinares proporcionais, sem prejuízo do encaminhamento dos casos aos órgãos externos competentes.

 

A recomendação prevê ainda a implementação de mecanismos de monitoramento contínuo das práticas de atendimento ao público, com coleta sistemática de dados e avaliação permanente de riscos de discriminação racial, em um prazo de 150 dias. A empresa deverá realizar auditorias internas periódicas, preferencialmente com participação de área técnica independente ou especializada, para avaliar a efetividade das políticas antirracistas e dos protocolos adotados.

 

No campo da comunicação, o MP-BA orientou que, em 120 dias, sejam promovidas ações internas e externas que reafirmem o compromisso institucional da empresa com a igualdade racial, a diversidade e o respeito aos direitos humanos, inclusive nos espaços físicos de atendimento ao público.

 

O material elaborado deverá ser submetido à prévia aprovação do Ministério Público. Além disso, em até 150 dias, a empresa deverá elaborar e divulgar, em local visível, um comunicado institucional contendo a política de repúdio a atos de racismo e discriminação, informando que tais condutas constituem crime nos termos da legislação vigente.

 

De acordo com o documento, a empresa terá um prazo de 30 dias, contados a partir do recebimento da recomendação, para manifestar formalmente seu aceite. Após a execução de todas as medidas, deverá encaminhar à Promotoria um relatório circunstanciado comprovando o cumprimento integral das determinações, acompanhado de toda a documentação pertinente.

Jovem denuncia crime de racismo em estabelecimento comercial de Guanambi
Foto: Reprodução / Ascom / PC-BA

Uma jovem de 27 anos relatou que foi alvo de ofensas de cunho racial proferidas por um cliente enquanto era atendida em estabelecimento na Avenida do Trabalho, no Bairro Beneval Boa Sorte, em Guanambi, no sudoeste baiano, ainda nesta segunda-feira (02). O ataque verbal causou forte constrangimento e abalo emocional à vítima e aos presentes.

 

Ainda de acordo com informações do portal Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias na região, a vítima procurou a polícia militar por meio do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM). No local, os agentes da Polícia Militar realizaram os seguintes procedimentos, coleta de dados das partes envolvidas e verificação de testemunhas oculares.

 

Os policiais também repararam na existência de imagens do sistema de videomonitoramento do estabelecimento. A vítima foi devidamente instruída sobre os seus direitos legais e a importância de formalizar a representação criminal na delegacia territorial.

 

A ocorrência foi oficialmente registrada e encaminhada à autoridade policial civil, que ficará responsável por conduzir as investigações e tomar as providências cabíveis conforme a legislação vigente, que equipara o racismo a crime imprescritível e inafiançável.

Presidente da Fifa defende expulsão para jogadores que tamparem a boca em discussões
Foto: Divulgação/Fifa

 

O presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino, afirmou que os jogadores que cobrirem a boca durante discussões poderão ser expulsos. A fala do chefe do futebol mundial vem como reação ao episódio envolvendo o jogador argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, acusado de proferir insultos racistas contra o brasileiro Vinicius Junior, do Real Madrid.

 

"Se um jogador cobre a boca e diz algo que tenha conotação racista, então ele tem que ser expulso, obviamente", disse Infantino em entrevista à Sky News no último domingo (1º).

 

Segundo Infantino, deve-se presumir que o atleta disse algo que não deveria. “Caso contrário, ele não precisaria cobrir a boca", argumentou. "Simplesmente não entendo: se você não tem nada a esconder, não cobre a boca ao dizer algo. É só isso, é simples assim".

 

O presidente afirmou ainda que tais medidas fazem parte da luta contra o racismo. “Essas são ações que podemos e devemos tomar para sermos sérios em nossa luta contra o racismo", finalizou.

 

A Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) suspendeu provisoriamente Prestianni até a conclusão da investigação sobre o ocorrido no jogo de ida do playoff da Champions League entre Benfica e Real Madrid, realizado em 17 de fevereiro.

Benfica suspende cinco sócios-torcedores por caso de racismo contra Vini Jr.
Foto: Reprodução/SBT

O Benfica informou, nesta sexta-feira (27), que suspendeu cinco sócios-torcedores em razão de ofensas racistas registradas durante uma partida da Champions League. O episódio ocorreu no dia 17 de fevereiro, em Lisboa, no confronto contra o Real Madrid.

 

Em nota oficial, o clube afirmou ter identificado “comportamentos inadequados, de natureza racista”, sem mencionar o nome de Vinícius Júnior. O comunicado destaca que esse tipo de conduta não está alinhado aos valores defendidos pela instituição.

 

O Benfica também anunciou a abertura de um processo disciplinar interno para apuração do caso. Ao fim da investigação, os envolvidos poderão ser expulsos de forma definitiva do quadro social, punição prevista como a mais severa no estatuto do clube.

 

A denúncia ocorreu no jogo de ida dos playoffs para as oitavas de final da competição europeia, disputado no Estádio da Luz. Na ocasião, Vinícius Júnior marcou o gol da vitória do Real Madrid e comemorou com uma dança próxima à torcida adversária, o que gerou um princípio de confusão entre jogadores das duas equipes.

 

Antes da retomada da partida, o atacante brasileiro se dirigiu ao árbitro francês François Letexier e relatou ter sido chamado de “mono” (macaco em espanhol) por Prestianni, atacante do Benfica. Diante da denúncia, o árbitro acionou o protocolo antirracismo e interrompeu o jogo por cerca de dez minutos.

 

Posteriormente, a UEFA aplicou uma suspensão provisória de um jogo ao atleta argentino, por possível infração ao Artigo 14 do Regulamento Disciplinar, que trata de comportamentos discriminatórios. A medida teve caráter cautelar e não representou decisão definitiva sobre o caso.

 

O Benfica recorreu da suspensão e incluiu Prestianni na delegação que viajou a Madri para o jogo de volta. O recurso, no entanto, foi negado, e o jogador ficou fora da partida.

Juiz converte prisão em flagrante em preventiva de chileno acusado de racismo na Fonte Nova

A 3ª Vara das Garantias de Salvador converteu na manhã desta sexta-feira (27) a prisão em flagrante do cidadão chileno Francisco Javier Sepulveda Vargas, detido na noite da última quarta-feira (25) na Arena Fonte Nova sob a acusação de praticar gestos racistas durante a partida entre Esporte Clube Bahia e O’Higgins, pela Copa Libertadores da América.

 

O juiz entendeu que a prisão em flagrante do chileno foi nula, tendo sido relaxada, por não haver intérprete no momento da detenção, porém, o juiz Cidval Santos Sousa Filho decretou a prisão preventiva do estrangeiro, mantendo-o detido com base na gravidade e na repercussão social da conduta.

 

A decisão, proferida após a audiência de custódia, acolheu em parte o pedido da defesa, que apontava nulidades no procedimento policial. O magistrado constatou que o interrogatório do flagranteado foi realizado sem a presença de um tradutor ou intérprete.

 

Segundo os autos, Francisco Javier, de nacionalidade chilena, não teve garantido o direito à assistência de um profissional que pudesse assegurar sua plena compreensão das perguntas, dos direitos constitucionais a ele informados e das consequências de suas declarações, ferindo o disposto no artigo 5º da Constituição Federal e no Código de Processo Penal.

 

"A mera presunção de compreensão devido à semelhança entre os idiomas não pode substituir a garantia formal da assistência de um intérprete para assegurar a plenitude da defesa e a voluntariedade das declarações", fundamentou o juiz na decisão que relaxou o flagrante.

 

Entretanto, a análise da prisão preventiva, solicitada tanto pela autoridade policial quanto pelo Ministério Público, tomou um rumo distinto. O magistrado entendeu que, embora o flagrante estivesse maculado, os indícios de autoria e a prova da materialidade do delito são contundentes.

 

Imagens de câmeras de monitoramento da Arena Fonte Nova flagraram o torcedor na arquibancada destinada à torcida visitante realizando gestos que simulam um macaco, direcionados aos jogadores do time adversário. Em seu depoimento, o próprio acusado afirmou não se recordar do ato, mas admitiu ter feito "um gesto sem pensar nas consequências", sem intenção de ofender, versão que não afastou o entendimento do juiz sobre a tipicidade da conduta.

 

Ao justificar a decretação da prisão preventiva, o juiz Cidval Sousa Filho destacou a excepcionalidade e a gravidade concreta do caso, que transcende a ofensa individual.

 

A decisão enfatizou a reprovabilidade da conduta à luz do ordenamento jurídico brasileiro, que considera o racismo crime inafiançável e imprescritível, mas também fez uma extensa análise comparativa com a legislação do Chile, país de origem do acusado.

 

O magistrado citou a Ley Zamudio e a Lei nº 21.151/2019, que protege a população afrodescendente no Chile, para afastar qualquer hipótese de erro de proibição. "Um cidadão proveniente de país que adota essa postura normativa não pode, com mínima credibilidade, alegar que desconhecia que ofender uma pessoa em razão de sua raça ou cor poderia constituir conduta ilícita", argumentou.

 

A decisão também ponderou o contexto em que o crime foi praticado, classificando-o como uma agressão simbólica à identidade coletiva de Salvador, cidade com a maior população negra fora da África.

 

O magistrado apontou que transformar o futebol, um espaço de integração entre os povos, em palco de segregação racial, especialmente durante um torneio como a Libertadores, que possui protocolos rígidos da Conmebol de combate à discriminação, configura uma violação que exige resposta firme do Judiciário para preservação da ordem pública e credibilidade da Justiça.

 

Apesar de o acusado não possuir antecedentes criminais no Brasil ou no Chile e ter vínculos com seu país de origem, o juiz considerou tais condições subjetivas insuficientes frente à necessidade de acautelar o meio social e garantir a aplicação da lei penal, rejeitando a possibilidade de aplicação de medidas cautelares alternativas à prisão. A defesa ainda pode recorrer da decisão.

Benfica nega confissão de racismo atribuída a Prestianni após jogo da Champions
Foto: Reprodução/Instagram (@gianlucaa_11)

 

O Benfica negou nesta quinta-feira (26) que o atacante Gianluca Prestianni tenha admitido a prática de racismo contra Vinícius Júnior durante o jogo de ida da Champions League, realizado na semana passada. A manifestação do clube contraria informação publicada pelo jornal português Correio da Manhã.

 

Em comunicado oficial, o clube afirmou que desmente “de forma categórica que o jogador tenha comunicado ao elenco ou à diretoria do clube ter proferido algum insulto racista” contra o atleta do Real Madrid.

 

Segundo a reportagem do Correio da Manhã, Prestianni teria dito a companheiros de equipe que utilizou a palavra “macaco”, alegando desconhecer o caráter racista do termo. Ainda de acordo com o jornal, o jogador teria apresentado vídeos para sustentar o argumento de que essa não seria uma ofensa racial.

 

Na mesma nota, o Benfica informou que o atleta “pediu desculpa aos colegas pelo incidente ocorrido durante a partida com o Real Madrid, lamentando a dimensão e as consequências do mesmo e garantindo a todos, tal como o fez desde a primeira hora, que não é racista.”

 

A Uefa havia aplicado uma suspensão provisória ao jogador após a denúncia de Vinícius Júnior, que relatou ter sido alvo do insulto “macaco” durante a partida. O clube português recorreu da decisão, mas o pedido foi negado, mantendo a punição.

 

Mesmo suspenso, Prestianni chegou a viajar com a delegação do Benfica para a Espanha, na expectativa de ser liberado para atuar. Após a confirmação da sanção, o jogador criticou a decisão da Uefa e insinuou favorecimento ao Real Madrid.

Torcedor chileno é detido em Salvador após gesto racista em Bahia x O'Higgins, na Arena Fonte Nova
Foto: Divulgação / Alô Juca

A Polícia Militar prendeu um torcedor chileno na noite desta quarta-feira (25), durante o duelo entre Bahia x O'Higgins, pela fase preliminar da Libertadores. O homem, que estava na área reservada à torcida visitante, é acusado de praticar crime de racismo após ser identificado por sistemas de segurança do estádio. As informações são do Alô Juca.

 

 

O flagrante ocorreu por meio das câmeras de monitoramento da Fonte Nova. As imagens registraram o indivíduo realizando gestos que simulavam um macaco em direção ao público local. Diante da identificação da conduta, a equipe de segurança privada do estádio acionou o efetivo policial presente para realizar a abordagem e a contenção do suspeito.

 

Após ser retirado das arquibancadas, o homem foi mantido sob custódia em uma sala reservada dentro da própria Arena Fonte Nova. Na sequência, viaturas da Polícia Militar conduziram o detido para a Central de Flagrantes, situada no bairro dos Barris, onde a autoridade policial formalizou o registro da ocorrência.

 

Como parte do rito processual, o suspeito prestou depoimento inicial aos investigadores e foi encaminhado para a realização do exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. O procedimento é padrão em casos de prisão em flagrante antes do encaminhamento do custodiado ao sistema prisional ou à audiência de custódia.

 

Ao ser questionado sobre a motivação dos gestos, o torcedor chileno limitou-se a declarar que não é racista. Quando interpelado diretamente sobre a execução dos movimentos captados pelas câmeras, o homem optou pelo silêncio. A defesa técnica do estrangeiro não emitiu notas oficiais até o fechamento desta reportagem.

 

O inquérito agora segue sob a responsabilidade das autoridades competentes. No Brasil, a Lei de Racismo estabelece punições para condutas de discriminação ou preconceito, com previsões de reclusão. O material captado pelo circuito interno de TV da arena será utilizado como prova no processo judicial para determinar a responsabilização do envolvido.

Wesley Sneijder relata ameaças após apoiar Vinícius Júnior em caso de acusação de racismo contra o Benfica
Foto: Reprodução / Ziggo Sport

O ex-jogador holandês Wesley Sneijder afirmou nesta semana ter recebido milhares de mensagens com ameaças de morte enviadas da Argentina. O episódio ocorre após o ex-atleta manifestar apoio público ao brasileiro Vinícius Júnior, que acusou o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, de ofensas racistas durante o confronto de ida da Liga dos Campeões da UEFA.

 

 

Sneijder relatou em um programa de televisão local o impacto de suas declarações recentes sobre o caso. "Acho que recebi quatro ou cinco mil ameaças da Argentina nas minhas mensagens diretas porque dei minha opinião sobre o assunto. Sim, é verdade", afirmou o holandês. 

 

Ele completou a reflexão sobre o ocorrido com o seguinte posicionamento: "Aqueles que me ameaçam também têm direito à sua opinião. Mas eu também tenho uma opinião baseada no que vejo."

 

O ex-meio-campista direcionou críticas à postura de Prestianni durante o incidente em Lisboa. Sneijder afirmou que o argentino "tem que ser homem" e que "não deve puxar a camisa pela cabeça, deve simplesmente dizer" a ofensa proferida. Para o holandês, é "abominável que tais coisas ainda aconteçam hoje em dia".

 

Sobre a veracidade da denúncia, o ex-atleta defendeu a reação de Vinícius Júnior após o gol da vitória. "Você está ganhando por 1 a 0, acabou de marcar um gol fantástico, você não vai falar com o árbitro assim. Pode apostar que é verdade. Mas não dá para provar", analisou.


Sneijder também abordou as consequências do episódio para os demais jogadores do Benfica. "Se você é colega desse cara, você realmente tem que aceitar as palavras dele como verdadeiras. E aí você está basicamente dizendo que Vinícius mentiu. E aí você simplesmente deixa pra lá. Ou não, né? Quer dizer, é muito difícil. Acho que esse é um problema real dentro do grupo", declarou o ex-jogador.

 

O processo resultou na suspensão preventiva de Gianluca Prestianni pela UEFA. O atacante argentino não participará do jogo de volta, agendado para esta quarta-feira no Estádio Santiago Bernabéu. O Real Madrid joga pelo empate para garantir a classificação, após vencer o primeiro encontro por 1 a 0 com gol de Vinícius Júnior.

Prestianni é supenso preventivamente pela UEFA após acusação de racismo contra Vinicius Junior
Foto: Angel Martinez / Divulgação

A UEFA anunciou, nesta segunda-feira (23), a suspensão preventiva do atacante Gianluca Prestianni, do Benfica. A medida afasta o jogador argentino por uma partida das competições europeias enquanto a investigação sobre a denúncia de racismo feita por Vinicius Junior, do Real Madrid, continua em curso. O clube português confirmou que apresentará recurso contra a decisão.

 

A determinação da entidade ocorre após o relatório de um Inspetor de Ética e Disciplina, que apontou indícios de violação ao Artigo 14.º do Regulamento Disciplinar, referente a comportamentos discriminatórios.


Em nota oficial, a UEFA esclareceu que a suspensão de um jogo tem caráter imediato e provisório, não interferindo no veredito final que os órgãos disciplinares tomarão ao fim do processo.

 

O Benfica, por sua vez, manifestou-se por meio de comunicado oficial. O clube citou o histórico institucional e a figura de Eusébio para reafirmar a oposição ao racismo, mas contestou a ausência do atleta no momento atual da disputa.

 

"O Clube lamenta ficar privado do jogador enquanto o processo está ainda em investigação e irá apelar desta decisão da UEFA, mesmo se dificilmente os prazos em causa terão qualquer efeito prático para o jogo da segunda mão do play-off da Liga dos Campeões", informou o clube de Lisboa. Leia abaixo na íntegra:

 

O caso teve início no dia 17 de fevereiro, durante a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica. Após marcar o gol, Vinicius Junior comemorou próximo à torcida local e recebeu cartão amarelo. Na sequência, o brasileiro relatou ao árbitro François Letexier que Prestianni utilizou o termo "mono" (macaco, em espanhol) para ofendê-lo, ocultando a boca com a camisa.

 

O relato resultou na ativação do protocolo antirracismo, paralisando o confronto por dez minutos. O episódio gerou discussões entre as comissões técnicas e hostilidades nas arquibancadas até o término da partida.


O Comitê de Ética e Disciplina da UEFA analisa agora o conjunto de provas. Além das imagens de vídeo, os inspetores devem ouvir os depoimentos dos envolvidos. Entre as testemunhas em potencial está o atacante Kylian Mbappé, que declarou ter ouvido os insultos de Prestianni direcionados ao companheiro de equipe em cinco ocasiões diferentes.

 

A investigação segue sem um prazo definido para a conclusão, mas a suspensão atual já retira Prestianni do jogo de volta, que definirá quem avança para as oitavas de final da Champions League.

"Danilo me ligou para explicar", revela Filipe Luís após repercussão sobre fala de racismo
Foto: Flamengo TV / YouTube

O técnico do Flamengo, Filipe Luís, abriu a entrevista coletiva do último domingo (22), no Maracanã, para esclarecer a repercussão de suas declarações sobre o episódio de racismo denunciado por Vinicius Júnior na última semana. Após a vitória do Flamengo por 3 a 0 sobre o Madureira, pelas quartas do Cariocão, no Maracanã, o treinador afirmou que conversou com jogadores do elenco, entre eles o zagueiro Danilo, e reforçou seu posicionamento de condenação ao racismo.

 

Segundo Filipe, houve um contato por telefone com Danilo, que ocorreu após o retorno da delegação rubro-negra da Argentina, onde o Flamengo enfrentou o Lanús pela Recopa.

 

"Nós chegamos de viagem (da Argentina) às 9h da manhã, mais ou menos, sem dormir. O trânsito que tinha até chegar em casa foi de duas horas. Cheguei em casa, dormi, acordei à tarde e vi tudo que estava acontecendo. Falei com o (Rodrigo) Paiva (diretor de comunicação do Flamengo) para escrever uma nota (divulgada horas mais tarde pelo clube). Obviamente é melhor falar. Mas eu não gosto de gravar vídeo em rede social. Vi o que estava acontecendo, o Danilo me ligou para explicar a situação que aconteceu. Falei com os jogadores, com os capitães. Expliquei tudo exatamente o que aconteceu. Eu não tenho problema nenhum de explicar. E fui muito claro, como eu sempre trato as questões com os meus jogadores", contou o treinador.

 

Durante a coletiva, Filipe Luís declarou repúdio ao racismo e explicou o sentido da expressão utilizada anteriormente. Segundo ele, ao classificar o episódio como "caso isolado", pretendia se referir a um "caso específico".

 

"Eu sei que, como treinador, a minha postura pública gera muita expectativa. E realmente pode ser que eu não tenha me explicado com suficiente clareza sobre o assunto. Eu repudio o racismo, eu condeno o ato racista. Racismo é crime, é crime. Como eu falei um dia antes, num meio de comunicação (argentino): se ele (Gianluca Prestianni, do Benfica) fez isso, não cabe a mim julgar, mas se ele fez que ele pague. Que pague com força. Porque eu chegar aqui e falar é fácil. Fazer camiseta 'não ao racismo' é fácil. Usar pulseira antirracismo é fácil. Tudo isso é muito fácil. O difícil é punir. Se ele fez, que ele pague, que fique bem claro", desabafou.

 

O episódio envolvendo Vinicius Júnior ocorreu na última terça-feira (17), durante a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, em Lisboa. Após marcar o gol da partida, o atacante brasileiro denunciou ter sido alvo de injúrias raciais atribuídas ao argentino Gianluca Prestianni.

 

A denúncia levou o árbitro a acionar o protocolo antirracismo, interrompendo a partida por cerca de dez minutos. O caso teve ampla repercussão no cenário internacional.

“Vai cortar esse cabelo”, goleiro Hugo Souza é alvo de insultos racistas após classificação do Corinthians
Foto: Rodrigo Coca / Corinthians

O goleiro Hugo Souza, do Corinthians, foi alvo de ofensas de cunho racista após a classificação da equipe sobre a Portuguesa, neste domingo (22), no Estádio do Canindé, pelas quartas de final do Campeonato Paulista.

 

Ao deixar o gramado em direção ao túnel, o jogador ouviu insultos vindos de torcedores da Lusa. As falas foram registradas em vídeo divulgado pelo influenciador Matheus Gonze. 

 

"Seu sem dente, passa fome. Seu sem dente do caral**. Vai cortar esse cabelo, piolhento do caral**", gritaram para Hugo.

 

 

Policiais militares que estavam na arquibancada, próximos ao local das ofensas, não intervieram no momento dos insultos.

 

Dentro de campo, o Corinthians garantiu vaga na semifinal após vencer nos pênaltis. No tempo normal, a Portuguesa esteve à frente do placar até os acréscimos da segunda etapa, quando Vitinho marcou o gol de empate.

 

Nas penalidades, Hugo Souza teve papel decisivo. O goleiro, que já havia defendido um pênalti durante o tempo regulamentar, voltou a brilhar ao defender mais duas cobranças, contribuindo diretamente para a classificação corintiana.

 

Na semifinal, o time comandado por Dorival Júnior enfrentará o Novorizontino, no Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi. A Federação Paulista de Futebol ainda irá confirmar data e horário da partida.

 

Após polêmica com Vinicius Jr, Benfica é acusado de racismo em campanha de lançamento do novo uniforme; entenda
Foto: Divulgação / SL Benfica

O Benfica se tornou alvo de acusações de racismo após divulgar, no último sábado (21), um vídeo de lançamento de seu novo uniforme para a temporada. Na peça publicitária, um ator negro interpreta um zelador que participa de uma operação para furtar a nova camisa do clube.

 

 

O vídeo foi publicado nas redes sociais oficiais do clube português poucos dias após o episódio de racismo envolvendo Vinícius Júnior e Gianluca Prestianni. O brasileiro do Real Madrid acusou o argentino de tê-lo chamado de "macaco" durante a vitória merengue por 1 a 0 sobre o Benfica, pelos playoffs da Champions League.

 

O novo uniforme é uma colaboração entre a Adidas e o artista plástico português Vhils. Segundo o clube, o modelo busca ser "a materialização da ligação entre a arte urbana e o futebol de rua". No entanto, logo após a publicação, o comercial foi bombardeado por críticas e comentários de repúdio. Até o momento, o Benfica não se manifestou oficialmente sobre a polêmica da campanha.

 

 

CASO VINICIUS JÚNIOR X PRESTIANNI
O Real Madrid formalizou, na última quinta-feira (19), um pedido de punição severa após os ataques racistas sofridos por Vinícius Jr. em Portugal. O clube espanhol enviou à UEFA todas as imagens e evidências colhidas durante a partida em Lisboa, exigindo rigor na investigação que envolve tanto a torcida quanto um jogador adversário.

 

A denúncia detalha que o brasileiro teria sido insultado por Prestianni, do Benfica, logo após marcar o gol da vitória. O episódio levou o árbitro francês François Letexier a interromper o jogo por dez minutos, acionando o protocolo de combate ao preconceito da entidade europeia.

 

Em comunicado, o Real Madrid reforçou que não aceitará "episódios inaceitáveis" e agradeceu a onda de solidariedade global ao camisa 7.

 

Já o Benfica confirmou que está investigando dois torcedores flagrados em vídeo imitando macacos em direção a Vinícius Júnior. As imagens, que viralizaram após serem compartilhadas pelo ex-jogador inglês Rio Ferdinand, mostram a dupla com camisas do clube português gesticulando de forma preconceituosa.

 

Informações divulgadas por um porta-voz do Benfica, à imprensa europeia, apontam que as punições podem ser rigorosas.

Turista paulista é presa em flagrante por injúria racial em praia de Porto Seguro
Foto ilustrativa: Reprodução / Ascom PC-BA

Uma turista de 28 anos, natural de São Paulo, foi presa em flagrante na manhã deste sábado (21) pelo crime de injúria racial em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. O caso ocorreu em um hotel na região da Praia de Taperapuan, onde a mulher estava hospedada. A suspeita ofendeu uma funcionária negra do estabelecimento com expressões de cunho racial pejorativo, ela segue presa. 

 

Segundo informações da polícia civil, o ataque aconteceu no momento em que a trabalhadora tentou intervir em uma discussão entre a turista e outro hóspede. Além das ofensas verbais, a mulher agrediu fisicamente a funcionária e o outro hóspede envolvido na confusão. Policiais militares foram acionados e conduziram a suspeita à Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur).

 

Na unidade especializada, os envolvidos prestaram depoimento e os agentes analisaram as imagens das câmeras de monitoramento do hotel. Com base nos relatos e nas provas visuais, foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante. A mulher permanece custodiada na delegacia e segue à disposição do Poder Judiciário.

Após repercussão negativa, Filipe Luís se defende de fala sobre Vinícius Jr.
Foto: Reprodução/Flamengo TV

Na tarde desta sexta-feira (20), o técnico do Flamengo, Filipe Luís, posicionou-se por meio de nota oficial após a repercussão negativa de suas declarações sobre o novo caso de racismo sofrido por Vinicius Jr., em jogo da Champions League contra o Benfica.

 

O treinador reconheceu que as falas deram margem para "interpretações distintas" e negou ter tido a "intenção de relativizar ou minimizar qualquer atitude racista".

 

"Fui questionado por um repórter argentino. Ele iniciou seu raciocínio citando mais um caso de racismo sofrido por Vinicius Júnior e me perguntou como o Flamengo foi recebido nas últimas vezes em que esteve no país. Ao longo da resposta, procurei abordar minhas experiências pessoais na Argentina. Em momento algum tive a intenção de relativizar ou minimizar qualquer atitude racista”, iniciou Filipe.

 

“Reconheço que minha fala, diante da extrema sensibilidade do tema, pode ter aberto margem para interpretações distintas. Por isso, considero fundamental reforçar publicamente minha posição, que sempre foi inegociável: o racismo é crime no Brasil e deveria ser tratado com o mesmo rigor em todos os países”, escreveu.

 

O treinador do clube carioca ainda revelou que, antes do jogo, concedeu uma entrevista exclusiva sobre o episódio. “Classifiquei como covarde a atitude do jogador que tapou a boca para praticar atos racistas. Jamais colocaria em dúvida a palavra da vítima em um caso grave como esse”. Apesar de não citar na nota oficial, a entrevista foi concedida a uma TV argentina.

 

Finalizando, ele prestou apoio ao atacante do Real Madrid. “Reitero meu total apoio a Vinicius Júnior em mais um lamentável episódio envolvendo racismo no esporte, algo que já não deveria mais ocorrer, mas que infelizmente ainda se repete e, muitas vezes, passa impune”.

 

ENTENDA O CASO
Após a derrota do Rubro-Negro para o Lanús, nesta quinta-feira (19), no primeiro jogo da Recopa Sul-Americana, por 1 a 0, Filipe Luís se manifestou sobre a acusação do jogador do Real Madrid, que afirmou ter sido chamado de "macaco" pelo argentino Gianluca Prestianni no jogo entre Real Madrid e Benfica. Na ocasião, o treinador classificou o episódio como um "caso isolado" e disse que isso não mudava o que ele pensava sobre a Argentina.

Benfica identifica torcedores e pode expulsar sócios após ataques a Vinicius Junior
Foto: Divulgação / X / @rioferdy5

A polêmica no Estádio da Luz ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (20). O Benfica confirmou que está investigando dois torcedores que foram flagrados em vídeo imitando macacos em direção ao atacante Vinícius Júnior, do Real Madrid. As imagens, que viralizaram nas redes sociais, mostram a dupla com camisas do clube português fazendo gestos racistas durante o confronto da última terça-feira pela Champions League.

 

A punição para os envolvidos pode ser severa caso o vínculo com o clube seja comprovado. Em declaração à agência de notícias AFP, um representante do time de Lisboa foi direto sobre as consequências.

 

"Se forem sócios do clube, o procedimento pode levar à sua expulsão", indicou o porta-voz do Benfica.

 

As provas contra os torcedores ganharam força após o ex-jogador da seleção inglesa, Rio Ferdinand, compartilhar o vídeo em sua conta na rede social X (antigo Twitter). Na gravação, é possível ver claramente os dois homens gesticulando de forma preconceituosa enquanto o brasileiro estava em campo.

 

 

O episódio aumentou a pressão sobre o Benfica, que até então focava sua defesa apenas no gramado, onde outra acusação de racismo já havia interrompido a partida.

 

VINI JR X PRESTIANNI
A partida, que terminou com vitória espanhola por 1 a 0, já estava sob os holofotes devido a uma confusão entre Vinícius Júnior e o jovem argentino Gianluca Prestianni, de 20 anos.

 

Vini marcou e comemorou com sua tradicional dança diante da torcida rival. Após uma discussão generalizada, o brasileiro relatou ao árbitro que foi chamado de "macaco" por Prestianni. O jogador argentino não foi punido na hora porque tapou a boca com a camisa enquanto falava, impedindo a leitura labial.

 

Enquanto o Real Madrid informou ter entregue à UEFA "todas as provas disponíveis" sobre o caso, o Benfica saiu em defesa de seu atleta. Em nota, o clube português afirmou que Prestianni é "vítima" de uma "campanha de difamação". O jogador também usou o Instagram para negar qualquer insulto racial.

 

Agora, a UEFA conduz uma investigação oficial por "comportamento discriminatório".

Kompany condena postura de Mourinho e sai em defesa de Vini Jr. em caso de acusação de racismo
Foto: Shaun Botterill / FIFA

O técnico do Bayern de Munique, Vincent Kompany, trouxe um tom firme ao debate sobre o racismo no futebol europeu. Em coletiva realizada nesta sexta-feira (20), o treinador belga comentou os incidentes do jogo entre Benfica e Real Madrid, defendendo a veracidade da denúncia de Vinicius Jr. e criticando duramente a reação de José Mourinho, comandante da equipe portuguesa.

 

Kompany, que é um dos raros treinadores negros no topo do futebol mundial, usou sua experiência para validar o sentimento do atacante brasileiro, que acusou o argentino Prestianni de injúria racial durante o duelo da Champions League.

 

"Reação que não pode ser fingida", disse. 


Para Kompany, a forma como Vini Jr. se comportou no Estádio da Luz é a maior prova de que algo grave aconteceu. Ele refutou a ideia de que o brasileiro estaria tentando levar vantagem em uma confusão de jogo.

 

"Quando você analisa a jogada e como o Vini reagiu, essa reação não pode ser fingida. Dá para ver que foi uma reação emocional. Não vejo nenhum benefício para ele em ir até o árbitro e assumir toda a culpa. Naquele momento, ele achou que era a coisa certa a fazer", analisou o técnico do Bayern.

 


O ponto mais agudo da fala de Kompany foi direcionado a José Mourinho. Após a partida, o técnico do Benfica minimizou o caso ao criticar a comemoração de Vini Jr. e usar a figura de Eusébio, maior ídolo negro do clube português, como uma espécie de "escudo" contra acusações de racismo.

 

Kompany classificou a atitude como uma falha de liderança e questionou o uso histórico do ídolo do passado para silenciar uma vítima do presente:

 

"Para mim, o que aconteceu depois é ainda pior. José Mourinho basicamente atacou o caráter de Vini ao mencionar o tipo de comemoração dele para desmerecer o que ele estava fazendo naquele momento. Foi um erro enorme em termos de liderança. Ele disse que o Benfica não pode ser racista porque o seu maior jogador de todos os tempos foi Eusébio. Ele sabe o que os jogadores negros tiveram que passar na década de 1960? Ele estava lá viajando com Eusébio para todos os jogos fora de casa para ver o que ele sofreu? Usar o nome dele hoje para discutir com o Vini", disparou o belga.

 

Em 2021, Kompany viveu o problema na pele. Ele foi alvo de racismo quando treinava o Anderlecht. Sua presença como técnico do Bayern é uma exceção: um levantamento recente apontou que apenas quatro dos 96 clubes das principais ligas da Europa têm treinadores negros.

 

ENTENDA O EPISÓDIO EM LISBOA
A polêmica começou logo após Vini Jr. marcar o gol da vitória do Real Madrid (1 a 0). O brasileiro comemorou próximo a uma torcida organizada do Benfica, o que gerou revolta dos jogadores locais e um cartão amarelo para o atacante.

 

No entanto, o clima piorou quando o jogo estava parado para o recomeço. Vini Jr. denunciou ter sido chamado de "macaco" pelo jogador Prestianni. O árbitro François Letexier acionou o protocolo da UEFA, paralisando o confronto por 10 minutos sob forte tensão e objetos arremessados no gramado.

 

Filipe Luís vê episódio com Vinícius Júnior como “caso isolado” e alerta Prestianni: "Se disse, tem que pagar"
Foto: Reprodução / Flamengo TV

Após a derrota do Flamengo para o Lanús pela Recopa Sul-Americana, na última quinta-feira (19), o técnico Filipe Luís viu o foco da entrevista coletiva se deslocar momentaneamente do gramado argentino para a Europa. O treinador foi questionado sobre o recente caso de acusação de racismo envolvendo o atacante brasileiro Vinícius Júnior e o meia argentino Gianluca Prestianni, ocorrido durante o duelo entre Benfica e Real Madrid pela Liga dos Campeões.

 

Filipe adotou um tom equilibrado, separando  conduta individual, mas ao mesmo tempo cobrando punições caso o crime seja comprovado.

 

Mesmo diante da rivalidade histórica entre brasileiros e argentinos, e logo após um jogo tenso em Lanús, o técnico rubro-negro fez questão de elogiar o país vizinho. Para ele, o episódio ocorrido em Lisboa não deve ser usado para rotular o povo argentino.

 

"Sempre fui muito bem tratado aqui. Adoro a Argentina, sou muito feliz aqui, muito bem recebido. Só tenho boas palavras para falar da Argentina. Um caso isolado destes não influencia nada do que penso deste país, que é tão lindo", afirmou o comandante flamenguista.

 

Sobre o incidente específico no Estádio da Luz, Filipe Luís comentou a dificuldade de julgamento quando não há provas audiovisuais claras, mas ressaltou que esconder a fala pode ser um indício negativo. O treinador defendeu que, se o insulto racial de fato aconteceu, o responsável deve sofrer as consequências.

 

"Prestianni tapou a boca, não o deveria ter feito e isso gera todo este alvoroço. Agora é a palavra de um contra o outro. É muito delicado. Se o disse, tem de pagar, mas, repito, é a palavra de um contra outro e não sou eu que posso julgar", ponderou o técnico.

 

Atualmente, a UEFA analisa o relatório da arbitragem e as provas enviadas pelo Real Madrid,  enquanto Prestianni nega e Benfica negam a acusação. 

 

Por enquanto, o técnico do Flamengo volta suas atenções para o Rio de Janeiro, onde precisará reverter o placar contra o Lanús na próxima semana para garantir o título da Recopa.

“Não está sozinho”: CBF envia carta às entidades máximas do futebol em apoio a Vini Jr
Fotos: Divulgação | Reprodução

Em cartas enviadas à Federação Internacional de Futebol (Fifa) e à União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) nesta quinta-feira (19), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pediu rigor das entidades na punição aos envolvidos em um novo caso de racismo cometido contra Vinicius Jr.

 

No documento, assinado pelo presidente Samir Xaud, a CBF reforçou que espera que a Fifa monitore o caso, enquanto a Uefa deve adotar todas as medidas necessárias para identificar e punir os culpados pelas injúrias raciais.

 

À Fifa, a CBF agradeceu o gesto público de solidariedade de seu presidente, Gianni Infantino, e enalteceu as mudanças nos artigos 15 e 30 do código disciplinar da entidade, que oferecem novos mecanismos para combater e erradicar a discriminação no futebol. À Uefa, a confederação brasileira destacou que a instituição europeia tem sido uma das líderes no combate ao racismo, com políticas criadas para prevenir e punir condutas discriminatórias.

 

A entidade pontuou ainda o Artigo 2º do estatuto europeu, que estabelece como objetivo promover o futebol sem qualquer forma de discriminação, e o Artigo 7º-bis, que reforça que seus filiados devem implementar medidas efetivas para coibir ofensas raciais por meio de políticas de prevenção e punições severas.

 

A CBF enviou também um pedido formal para que a Uefa investigue, de forma minuciosa, os atos cometidos contra o jogador brasileiro. “Que leve em consideração o testemunho da vítima e das pessoas presentes, para identificar e punir de maneira exemplar os envolvidos no episódio”, escreveu a entidade brasileira.

 

 

RELEMBRE O CASO

Na última terça-feira (17), na partida entre Benfica e Real Madrid no Estádio da Luz, em Lisboa, pela Champions League, o jogador brasileiro relatou ao árbitro François Letexier uma fala racista de Gianluca Prestianni, jogador do time português, logo após celebrar um gol marcado. Além do brasileiro, as ofensas foram presenciadas por outros atletas do Real Madrid.

 

O árbitro ativou o protocolo antirracismo da Fifa, interrompendo momentaneamente o jogo e informando o ocorrido ao estádio. A ativação do protocolo desencadeou uma série de abusos racistas por parte de alguns torcedores presentes, que ofenderam o brasileiro e reproduziram sons de macaco, conforme reportado por jornais europeus.

Real Madrid entrega provas de racismo contra Vini Jr. à UEFA após jogo contra o Benfica pela Champions
Foto: Reprodução / RM4

O Real Madrid deu um passo oficial nesta quinta-feira (19) para cobrar punições após o atacante Vinícius Jr. ser alvo de ofensas racistas em Portugal. O clube enviou à UEFA todas as imagens e evidências que possui sobre os ataques sofridos pelo brasileiro durante a vitória contra o Benfica, em Lisboa, pela Champions League. O time espanhol exige rigor na investigação do episódio, que envolve tanto a torcida quanto um jogador adversário.

 

 

 

A denúncia aponta que o atacante teria sido insultado por Prestianni, do Benfica, logo após marcar o gol da vitória. O caso fez com que o árbitro francês François Letexier interrompesse a partida por dez minutos, seguindo o protocolo de combate ao preconceito da entidade europeia.

 

Em comunicado oficial, o Real Madrid reforçou que não aceitará o que chamou de "episódios inaceitáveis" e agradeceu a onda de solidariedade que o camisa 7 recebeu de diversas partes do mundo.

 

"O Real Madrid CF anuncia que hoje forneceu à UEFA todas as provas disponíveis relativas aos incidentes ocorridos na última terça-feira, 17 de fevereiro, durante o jogo da Liga dos Campeões que a nossa equipe disputou em Lisboa contra o Benfica.

 

Nosso clube cooperou ativamente com a investigação aberta pela UEFA após os episódios inaceitáveis de racismo ocorridos durante aquela partida.

 

O Real Madrid agradece o apoio unânime, o carinho e o afeto que o nosso jogador Vinicius Jr. tem recebido de todos os setores do futebol mundial.

 

O Real Madrid continuará trabalhando, em colaboração com todas as instituições, para erradicar o racismo, a violência e o ódio no esporte e na sociedade."

 

 

ENTENDA O CASO
Tudo começou no segundo tempo, quando Vini Jr. fez o gol e comemorou perto da torcida portuguesa. O gesto deu início a um empurra-empurra entre os jogadores e o brasileiro acabou levando cartão amarelo. No meio do tumulto, o atacante relatou ter ouvido as ofensas e avisou imediatamente à arbitragem.

 

Enquanto o jogo estava parado, astros como Kylian Mbappé e Tchouaméni cercaram o colega em sinal de apoio. Até o técnico do Benfica, José Mourinho, foi visto conversando com Vinícius durante a paralisação.

 

Mesmo com o jogo reiniciado, a pressão continuou. Sempre que Vinícius Jr. ou Mbappé tocavam na bola, eram vaiados pela torcida do Benfica, que chegou a arremessar objetos no gramado. Agora, o futuro do caso depende do relatório do árbitro e da análise das provas enviadas pelo Real Madrid, que podem resultar em multas pesadas ou interdição de setores do estádio em Lisboa.

Equipe de Milena, do BBB 26, faz alerta sobre ataques racistas a participante nas redes sociais
Foto: TV Globo

A equipe de Milena, participante do BBB 26, se pronunciou nas redes sociais após a Pipoca ser alvo de ataques racistas. De acordo com a equipe jurídica, as redes da cuidadora estão sendo monitoradas para identificar ataques que ultrapassem os limites da liberdade de expressão. 

 

Segundo o comunicado, foram encontrados registros de ofensas à honra, injúrias raciais e ameaças contra a sister.

 

Os representantes de Milena ainda ressaltaram a distinção entre o debate público e a prática de ilícitos, e pontuaram que permanecerão vigilantes durante toda a permanência de Milena no reality.

 

"A equipe jurídica da Tia Milena informa que tem identificado publicações nas redes sociais que extrapolam o direito de opinião e, em tese, configuram crimes, como ofensas à honra, injúrias raciais e ameaças. Críticas são legítimas e não configuram crime. Todas as postagens com conteúdo ilícito estão sendo registradas e serão encaminhadas às autoridades competentes para apuração. Nosso objetivo não é prejudicar ninguém, mas garantir que a lei seja respeitada e que cessem os ataques criminosos. Seguiremos atentos e adotaremos todas as medidas legais cabíveis."

Mourinho critica postura de Vini Jr. após denúncia de racismo: "Acabou com o jogo"
Foto: Reprodução/Instagram

José Mourinho adotou um discurso crítico diante da denúncia de racismo feita por Vinícius Júnior no confronto entre Benfica e Real Madrid, pelos playoffs da Liga dos Campeões da UEFA. O atacante brasileiro marcou um golaço, comemorou com uma dança perto da bandeirinha de escanteio e, na sequência, acusou Gianluca Prestianni de um suposto ato racista.

 

Mesmo após a denúncia, Mourinho evitou classificar o episódio como racismo e preferiu concentrar suas críticas na postura do jogador após o gol. Na avaliação do treinador, há versões conflitantes sobre o que aconteceu em campo.

 

“Uma coisa é o que Vinicius diz, outra coisa é o que diz o Prestianni. São coisas completamente diferentes”, afirmou à TNT. Ele ressaltou ainda que conversou com o brasileiro de forma independente, sem a intenção de defender o clube português.

 

Para Mourinho, a comemoração acabou elevando a tensão no estádio. “Quando se faz um gol daqueles, sai em ombros. Não se vai mexer com o estádio adversário, que é o coração do rival. Como dizem na Espanha, quem marca um gol desses corta o rabo, corta a orelha e sai em ombros. Não acaba com o jogo. E ele acabou com o jogo”, declarou o treinador português. 

Benfica sai em defesa de Prestianni após acusação de racismo contra Vini Jr.
Foto: Reprodução

O Benfica se manifestou publicamente em apoio a Gianluca Prestianni depois da denúncia feita por Vinícius Júnior durante o confronto entre Benfica x Real Madrid, na última terça-feira (17), pelos playoffs da Liga dos Campeões. Em duas postagens nas redes sociais, o clube português reforçou a versão do argentino e contestou as acusações.

 

Na primeira publicação, os Encarnados divulgaram o comunicado de Prestianni, no qual o jogador afirma que não proferiu qualquer insulto racista contra o brasileiro e lamenta que suas palavras tenham sido interpretadas de forma equivocada. Na legenda, o clube escreveu “Juntos, ao teu lado”, em sinal de respaldo ao argentino.

 

 

Horas depois, o Benfica voltou a se pronunciar, desta vez com um vídeo. Na publicação, o clube sustenta que, pela distância entre os atletas, seria impossível que jogadores do Real Madrid tivessem ouvido qualquer suposta ofensa. “Como demonstram as imagens, dada a distância, os jogadores do Real Madrid não podem ter ouvido o que andam a dizer que ouviram”, diz o texto divulgado.

 

 

A denúncia ocorreu após Vinícius Júnior marcar um golaço e comemorar com uma dança próximo à bandeirinha de escanteio. Em seguida, o camisa 7 do Real Madrid comunicou ao árbitro que teria sido alvo de ofensas racistas por parte de Prestianni e de torcedores do time português.

 

O árbitro acionou o protocolo antirracismo, interrompendo o jogo por cerca de dez minutos até que a situação fosse controlada. Durante o episódio, Vini ainda recebeu cartão amarelo pela comemoração.

VÍDEO: Torcida do Benfica é flagrada fazendo gestos racistas contra Vini Jr.
Foto: Reprodução/X/@AlbertOrtegaES1

Além da denúncia de racismo feita por Vinícius Júnior contra o argentino Gianluca Prestianni, a partida entre Benfica e Real Madrid, na última terça-feira (17), pelos playoffs da Liga dos Campeões, também ficou marcada pelo flagrante de torcedores do clube português fazendo gestos racistas em direção ao atacante brasileiro.

 

A confusão começou logo após Vini balançar as redes e comemorar próximo à bandeirinha de escanteio, diante da torcida portuguesa. O gesto inflamou o ambiente e rendeu cartão amarelo ao camisa 7, aplicado pelo árbitro francês François Letexier. Na sequência, o brasileiro acusou o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, de tê-lo chamado de “mono”, termo pejorativo equivalente a “macaco” em espanhol, supostamente dito com a boca coberta pela camisa.

 

 

Após a partida, Prestianni usou as redes sociais para negar qualquer atitude racista contra Vinícius Júnior. Em publicação, o jogador afirmou que houve um mal-entendido em campo e rejeitou a acusação feita pelo brasileiro.

 

Nesta quarta-feira (18), a Uefa confirmou a abertura de um processo para apurar possível conduta discriminatória. Em nota oficial, a entidade informou que designou um inspetor de Ética e Disciplina para conduzir a apuração. 
 

Uefa abre investigação após denúncia de racismo envolvendo Vinicius Júnior
Foto: Reprodução/Instagram

A UEFA confirmou a abertura de um processo para apurar possível conduta discriminatória na partida entre Benfica e Real Madrid, válida pelo playoff do mata-mata da Liga dos Campeões, na última terça-feira (17). O duelo terminou com clima tenso após denúncia feita por Vinícius Júnior contra o argentino Gianluca Prestianni. 

 

Em nota oficial, a entidade informou que designou um inspetor de Ética e Disciplina para conduzir a apuração. 

 

“O inspetor de Ética e Disciplina da Uefa foi nomeado para investigar alegações de comportamento discriminatório”, diz o comunicado, que acrescenta que novas atualizações serão divulgadas oportunamente.

 

A confusão começou no segundo tempo, quando Vini Jr afirmou ter sido alvo de racicmo por parte de Prestianni. Segundo o atacante do Real, o comentário feito pelo adversário teve teor racista. O jogador do Benfica nega a acusação e sustenta que houve um mal-entendido.

 

O protocolo antirracismo da Uefa foi acionado e a partida ficou paralisada por cerca de 11 minutos. O árbitro francês François Letexier interrompeu o jogo e seguiu os procedimentos previstos pela entidade.

 

Companheiros de Vinícius no Real Madrid, entre eles Kylian Mbappé, afirmaram ter ouvido o comentário direcionado ao brasileiro. Imagens da transmissão mostraram Prestianni cobrindo a boca com a camisa enquanto falava com o atacante.

 

O episódio ocorreu pouco depois de Vini Jr marcar o gol que abriu o placar. Na comemoração, ele celebrou próximo à bandeirinha de escanteio, em direção ao setor ocupado pela torcida do Benfica, e acabou advertido com cartão amarelo por celebração considerada excessiva. Logo em seguida, o brasileiro procurou a arbitragem para relatar o suposto insulto, dando início à aplicação do protocolo.

Argentino do Benfica nega ofensa racista contra Vini Jr.: “Ele interpretou mal”
Foto: Reprodução/Instagram

O argentino Gianluca Prestianni usou as redes sociais para negar qualquer atitude racista contra Vinícius Júnior durante a vitória do Real Madrid sobre o Benfica, na última terça-feira (17), em Lisboa, no Estádio da Luz, pela partida de ida dos playoffs da Liga dos Campeões. Em publicação, o jogador afirmou que houve um mal-entendido em campo e rejeitou a acusação feita pelo brasileiro.

 

“Quero esclarecer que em nenhum momento dirigi insultos racistas contra o jogador Vinicius Junior, que, infelizmente, interpretou mal o que pensou ter ouvido. Nunca fui racista com ninguém e lamento as ameaças que recebi de jogadores do Real Madrid”, escreveu o atleta do clube português.

 

Foto: Reprodução/Instagram

 

A declaração veio após Vini Jr. denunciar ao árbitro francês François Letexier que teria sido chamado de “macaco” após o brasileiro marcar um golaço para abrir o placar para o Real Madrid diante do Benfica. 

 

O árbitro interrompeu o confronto e acionou o protocolo antirracismo da Uefa, cruzando os braços em “X” e conversando com os jogadores envolvidos. Após alguns minutos de paralisação, o jogo foi retomado e terminou com triunfo merengue por 1 a 0.

 

Vinícius também se manifestou nas redes sociais, afirmou que episódios como esse não são novidade em sua trajetória e criticou a condução do protocolo em campo. O caso deverá ser analisado pelas autoridades da Uefa.

 

Foto: Reprodução/Instagram

Perfil de Lilica Rocha, filha de Leandro do BBB 26, é derrubado nas redes sociais
Foto: Instagram

O perfil de Lilica Rocha, cantora e filha de Leandro Rocha, o Boneco, participante do Big Brother Brasil 26, foi derrubado das redes sociais. 

 

Por meio de nota divulgada pela equipe de Boneco, foi informado que o perfil de Lilica, talento infantil e que irá se apresentar no Carnaval de Salvador, vem sofrendo ataques e boicote.

 

"A derrubada de contas de participantes e de seus familiares é uma atitude extremamente perigosa, que precisa ser tratada com seriedade por todos, porque o que está acontecendo nas redes é grave, irresponsável e já passou de todos os limites", diz o comunicado.

 

 

A equipe ainda informou estar atenta a situação e agradeceu ao apoio. "Seguiremos firmes, atentos e tomando as providências necessárias. Agradecemos as mensagens de apoio e reforçamos: isso não é normal e não pode ser naturalizado".

 

No final de semana, familiares de Leandro e Lilica denunciaram ataques racistas direcionados a filha de Boneco. Segundo a equipe do produtor cultural, apesar de Lilica não ter acesso ao conteúdo das redes sociais, a situação ainda é absurda e será tratada de forma judicial.

Equipe de Leandro Rocha, o Boneco do BBB, revela ataques racistas e ameaça de morte a filha do baiano
Foto: Instagram

O perfil do produtor cultural Leandro Rocha, o Boneco, confinado no BBB 26, compartilhou uma nota de repúdio aos ataques racistas que o baiano tem recebido nas redes sociais devido ao conflito com o veterano Jonas dentro da casa.

 

De acordo com os administradores do perfil de Leandro, os ataques passaram a atingir a filha do brother, Lilica Rocha. Entre as mensagens recebidas no Instagram estão ofensas racistas como "macaco", além de chamarem Lilica, uma criança de 11 anos, de imatura, e ameaçarem a garota de morte.

 

 

"Os ataques direcionados ao Leandro já são graves e inaceitáveis. A situação se torna ainda mais preocupante quando essas agressões chegam à Lilica, sua filha, que é uma criança. Os prints publicados aqui, enviados à conta de Lilica, são apenas alguns exemplos do que vem acontecendo nos últimos dias. Estamos falando de xingamentos, discursos de ódio e até ameaças de morte dirigidas a uma menina e ao seu pai", disse.

 

De acordo com a equipe de Leandro, apesar de Lilica não ter acesso ao conteúdo das redes sociais, a situação ainda é absurda e será tratada de forma judicial.

 

"Isso já não é rivalidade de torcida. É crime e as pessoas responsáveis por esses ataques terão de responder judicialmente. Lilica não tem acesso a esse conteúdo. Suas redes são acompanhadas de perto pela mãe, que tem feito o possível para preservá-la desse ambiente."

 

A equipe do produtor cultural afirmou ter registrado boletins de ocorrência e garantiu estarem bem assessorados juridicamente. 

 

"Diante da gravidade do que está acontecendo, boletins de ocorrência já foram registrados e as medidas legais estão sendo tomadas. Ataques, ameaças, calúnia, difamação e violência online são crimes, especialmente quando envolvem crianças, e serão tratados como tal."

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
A partir de agora, todo mundo dorme com um olho aberto. A não ser que faça como Cunha, e prefira fingir que está dormindo. Lancei um prêmio de piores representações em IA, e já começo com um candidato de peso. Aliás, enquanto tem gente criando drama, tem outros criando emprego. Mas admito: tem invenções nessas eleições que nem toda criatividade do mundo poderia prever. Criaram até o apoio com o "não voto". Saiba mais!

Pérolas do Dia

Bruno Reis

Bruno Reis
Foto: Josemar Pereira / Bahia Notícias

"É o PT na Bahia que perdeu os escrúpulos. É o poder acima do bem e do mal". 

 

Disse o prefeito de Salvador Bruno Reis (União) ao criticar a base do Governo do Estado por manter a candidatura do deputado estadual Binho Galinha (Avante), nas eleições de 2026. 

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O secretário estadual de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (27). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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