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nanam producoes
A Polícia Civil disse, nesta quinta-feira (5), que vai investigar uma possível ligação dos influenciadores digitais Ramhon Dias e Nanam Produções com facções criminosas, em Salvador. Eles foram presos durante a Operação Falsas Promessas, deflagrada pela PC, com o objetivo de desarticular uma organização que atua com jogos de azar na capital baiana.
De acordo com a delegada-geral Heloísa Brito, durante entrevista coletiva nesta manhã, Dias já era investigado pela corporação após sofrer uma tentativa de homícidio. A delegada explicou que será investigado agora se a tentativa foi ocasionada por uma possível pendência de pagamentos do influenciador com um grupo criminos ou se os suspeitos compreenderam que Ramhon estaria prestando serviço a uma facção adversária.
“Dois meses atrás, ele já tinha sofrido, aqui em Salvador, uma tentativa de homicídio. Nas nossas investigações, todos apontavam que era um envolvimento com o tráfico de drogas. O que nós ainda vamos aprofundar no curso deste inquérito é se a tentativa de homicídio dele ocorreu porque ele não honrou devidamente com os pagamentos, ou se porque alguma organização criminosa entendeu que ele estava trabalhando para outra. Então isso é o que vai ficar esclarecido ainda no curso das investigações”, revelou Brito.
Já no caso de Nanam, foi identificado que ele recebia dinheiro ilegal através de sua corretora, sua empresa de rifas e sorteios. Segundo Heloísa, indicativos da apuração fazem com que o produtor seja apontado como um possível envolvido com criminosos.
“O Nanam tinha uma empresa que fazia esses brindes, esses sorteios e essas rifas. Então nós detectamos também que ele recebia esse dinheiro ilegal e a partir daí ele comprou vários veículos, ele legalizava esse dinheiro através da compra desses veículos. Os indicativos da investigação nos levam a acreditar que ele está ligado a essa organização criminosa, recebendo e, vamos dizer, legalizando esse dinheiro também das drogas”, completou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.