Artigos
Sobre memória, esquecimento e a hora do voto
Multimídia
Diego Castro minimiza divergências entre Michelle e Flávio Bolsonaro: “Acontece nas melhores famílias”
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
mauricio correa da veiga
Duzentos anos após a morte de Dom João VI, Salvador voltou a ser palco de discussões sobre os impactos da presença da corte portuguesa no Brasil. Na noite da última quinta-feira (7), juristas, pesquisadores e representantes de instituições culturais se reuniram no Palacete Tirachapéu, no Centro Histórico da capital baiana, para uma sessão solene que revisitou heranças do período joanino ainda presentes no cenário jurídico e cultural do país.

Evento reuniu juristas e autoridades. Foto: André Carvalho / BN Hall
O simbolismo de realizar o encontro em Salvador foi um dos pontos destacados pelo advogado Mauricio Corrêa da Veiga, idealizador da iniciativa. Em entrevista ao BN Hall, ele destacou que a escolha teve caráter simbólico e histórico. “Salvador foi escolhida pela importância histórica que tem para o Brasil. Foi a cidade que acolheu não só a família real, mas toda a corte portuguesa quando ela chegou ao país. Esse momento muda completamente a organização jurídica, política e cultural do Brasil. Então, fazer essa sessão evocativa a Dom João VI aqui também é uma forma de trazer à tona essas questões culturais”, afirmou.
A relação entre tradição, cultura e direito atravessou toda a programação da noite. Durante o evento, Mauricio lançou a edição revista e ampliada dos livros “A Tourada em Portugal e a Vaquejada no Brasil – Aspectos Jurídicos”, obras em que discute os limites entre manifestações culturais, legislação e proteção de direitos.

Livro do Dr. Mauricio Corrêa da Veiga. Foto: André Carvalho / BN Hall
Segundo o advogado, a chegada da corte portuguesa também influenciou práticas culturais e esportivas que se desenvolveram no Brasil ao longo dos séculos. “Muita gente me pergunta qual a ligação entre a vaquejada e Dom João VI. Quando a família real chega ao Brasil, também vêm da Europa diferentes raças de touros. A vaquejada, que já existia como prática cultural, acaba sendo aprimorada a partir desse período. E eu encaro a vaquejada como esporte, porque o peão é reconhecido legalmente como atleta. Então, de certa forma, a chegada da família real também influencia o esporte no Brasil”, disse.
A programação contou ainda com a participação do professor da Universidade de Coimbra Ibsen Noronha, que destacou a importância de revisitar o legado de Dom João VI para compreender aspectos da formação institucional brasileira. “É uma sessão marcante para evocarmos e revisitarmos vários aspectos ligados à personalidade de Dom João VI e às contribuições deixadas por ele”, afirmou.
Durante o encontro, o professor também apresentou o livro “Dom João VI e o Direito no Brasil (1808–1822) – Os Bens da Alma na Legislação Joanina”, publicação que analisa as transformações normativas promovidas a partir da chegada da Corte portuguesa ao Brasil e os reflexos desse processo na estrutura jurídica do país.

Livro do professor Ibsen Noronha. Foto: André Carvalho / BN Hall
Além dos lançamentos, a sessão promoveu reflexões sobre como práticas e institutos portugueses foram incorporados e ressignificados ao longo da história brasileira, especialmente em debates que ainda hoje envolvem tradição, legislação e direitos fundamentais.
A iniciativa contou com apoio da Academia de Letras Jurídicas da Bahia, do Consulado-Geral de Portugal na Bahia e Sergipe, do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, do Gabinete Português de Leitura, da Fundação Gregório de Matos, da Associação Comercial da Bahia e da Ordem dos Advogados da Bahia.
CONFIRA FOTOS DE QUEM ESTEVE:
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ronaldo Caiado
"Vocês que têm essa capacidade toda e sensibilidade de serem mães, criar os filhos, os nossos lares, estruturar as nossas famílias. Esta é a verdade, o verdadeiro poder da mulher. A nossa formação no dia a dia é a cultura brasileira. Nós somos muito mais uma criação matriarcal, como a grande protetora é o nosso lar".
Disse o ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União), ao afirmar que as mulheres exercem um papel central na proteção das famílias e possuem mais influência do que os homens nas decisões tomadas dentro do lar. As declarações foram feitas durante sua participação no Congresso da Confederação de Irmãs Beneficentes Evangélicas Mundial (Cibem), realizado no Riocentro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
