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mario fernando
A Vara Criminal de Formosa do Rio Preto, no Extremo Oeste baiano, deu sequência ao julgamento de um empresário mineiro acusado de ameaças e destruição de fazendas no município. As audiências ocorrem desde a última segunda-feira (10) e seguem nesta quinta-feira (13). Os casos investigados aconteceram em 2021 e 2022.
Respondem pelos casos os réus Mário Fernando Palmério Assunção, figura central dos crimes; e Adaelton de Souza Alves, espécie de segurança de Mário Fernando, que é proprietário da Canabrava Agropecuária, Segundo denúncia do Ministério Público do Estado (MP-BA), Mário Fernando seria responsável por manter uma milícia privada com objetivo de manter domínios de terra na região.
Nas outivas ouvidas nesta semana, vítimas relataram ameaças e ataques ocorridos em outubro de 2021 quando o grupo de Mário Fernando ameaçou dois prestadores de serviços da empresa Basa Agrícola e um grupo de produtores. Uma imagem que faz parte dos autos do processo mostra a interceptação de um veículo, com homens armados em comportamento de intimidação.
Nos depoimentos, as vítimas relataram que no dia 8 de outubro de 2021 foram arrastadas para fora dos veículos e tiveram armas apontadas para a cabeça. Na denúncia, o MP-BA narra que em uma das abordagens, “Mário Fernando e os demais indivíduos, que estavam armados com pistolas e espingardas cal. 12, deram ordem para que as vítimas descessem do veículo e colocassem as mãos sobre o capô, enquanto ficariam sob as miras das armas. Com o mesmo modus operandi, Mário Fernando ordenou aos seus capangas que revistassem as vítimas e o automóvel em que elas estavam; tendo vociferado, em direção às vítimas, ‘que ele estava ali para matar ou para morrer, e que tinha dinheiro para gastar com bala e munição’”.
No dia seguinte, 9 de outubro, conforme previam as ameaças, o grupo de Mário Fernando invadiu uma fazenda [Vereda do Gado] e provocou uma destruição, ateando fogo em alojamentos, ferramentas e documentos da propriedade. Diz o MP-BA que o próprio empresário mineiro admitiu os danos provocados.
“Convém registrar que quando interrogado perante a Autoridade Policial, o próprio Mário Fernando confessou ter armado os seus funcionários e ter tocado fogo no alojamento e no reservatório de combustível da Fazenda Vereda do Gado”, diz trecho da denúncia.
O MP-BA também denunciou o empresário mineiro por um rastro de destruição ocorrida em abril e junho de 2022, nas fazendas Santa Maria e Tapuio. Ainda conforme a denúncia, Mário Fernando e a milícia em que chefia provocaram uma série de depredações, o que incluiu instalações, ferramentas e veículos incendiados.

Foto: Reprodução / Leitor BN WhatsApp
Um vídeo de um morador mostrou o cenário da fazenda invadida no dia 11 de junho de 2022. O homem que faz o vídeo chega a dizer que fizeram “um arregaço”. Um tanque de água que servia de fornecimento ao local também foi destruído, assim como o curral da fazenda.
Formosa do Rio Preto: Grupo invade fazenda e toca fogo em carro, tratores e casa; vídeo mostra rastro de destruição pic.twitter.com/1GLYNlRM4U
— BN Municípios (@BNMunicipios) June 13, 2022
Nos pedidos emitidos à Justiça, o promotor Alysson Batista da Silva Flizikowski solicitou a cassação do porte de arma do empresário mineiro, além de proibição de contato [mesmo funcionários dele] com as vítimas testemunhas e uma fiança de 500 salários mínimos vigentes [R$ 759 mil atuais].
O promotor também pediu que a Justiça proíba Adaelton de se aproximar das vítimas e testemunhas e não tenha acesso às propriedades que foram alvo das ações relatadas. O processo segue em curso sem data para o veredicto.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ciro Nogueira
"Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos. Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição".
Disse o presidente nacional do partido Progressistas e senador piauiense Ciro Nogueira se pronunciou após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura suposto envolvimento do parlamentar com o Banco Master, instituição ligada a um esquema de fraudes.