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Artigos

Ernesto Marques
Jabuti não sobe em árvore
Foto: Divulgação

Jabuti não sobe em árvore

A expressão é comum nos corredores em que jornalistas, assessores e políticos movimentam os chamados bastidores. Refere-se a algum acontecimento estranho, consumdo por causa da ação deliberada de quem prefere o anonimato. Claro! Se aparece um jabuti no alto de uma árvore, é porque alguém o colocou lá em cima, sabe-se lá qual a razão. Mas é fato: jabuti não sobe em árvore.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

marco la porta

Fim das bets ameaça orçamento do esporte olímpico e paralímpico e pode tirar R$ 2,6 bilhões até 2027
Foto: Divulgação / COB

Após a medida provisória que acabou com a operação das bets no Brasil, o esporte olímpico e paralímpico também terá de lidar com a perda de uma fonte importante de recursos.  Durante a preparação para os Jogos de Los Angeles-2028, a estimativa é de que o setor deixe de receber cerca de R$ 2,623 bilhões até 2027. A informação é da jornalista Carol Knoploch, do jornal O Globo, veículada no último domingo (4). 

 

De acordo com as informações, a conta considera aproximadamente R$ 497 milhões que deixariam de ser repassados entre outubro e dezembro de 2026, além de outros R$ 2,1 bilhões estimados para 2027. O cálculo ainda não inclui valores de contratos diretos entre empresas de apostas e confederações.

 

A interrupção dos repasses ocorre após a edição da medida provisória que determinou o fim das operações das bets no país. Segundo o governo, a iniciativa tem como objetivo proteger as famílias brasileiras diante do aumento do endividamento associado às apostas.

 

No Comitê Olímpico do Brasil (COB), a mudança já provoca uma revisão do planejamento financeiro. O presidente da entidade, Marco La Porta, afirma que o comitê recebeu aproximadamente R$ 200 milhões das bets entre 2025 e setembro de 2026 e ainda esperava mais R$ 25 milhões até o fim deste ano.

 

Para 2027, a previsão era de uma receita entre R$ 125 milhões e R$ 130 milhões. O valor representa cerca de 20% de um orçamento anual de aproximadamente R$ 600 milhões.

 

La Porta afirma que a preparação do Time Brasil para Los Angeles será preservada, mas outras áreas deverão sofrer cortes ou depender do fundo de reserva do COB. Projetos como a ampliação dos Jogos da Juventude também podem ser adiados.

 

"Nosso maior impacto será no ano que vem porque não terá arrecadação. Ou seja, são R$ 125 milhões a menos a dois anos dos Jogos Olímpicos, e claro isso terá consequências", afirmou o dirigente ao O Globo.

 

O diretor de Esporte do COB, Jorge Bichara, também admite que ainda não é possível garantir a manutenção de todas as iniciativas previstas para o próximo ciclo.

 

"Recebi a orientação de que a preparação para Los Angeles segue sendo nossa prioridade. Mas, se conseguiremos atender todas as frentes que tínhamos proposto, não sei dizer ainda", declarou.

 

A perda não ficará restrita ao COB. Modalidades que receberam recursos diretamente das apostas também precisarão reorganizar seus planejamentos. A Confederação Brasileira de Basquete (CBB), por exemplo, recebeu R$ 13 milhões em 2025 e aproximadamente R$ 6 milhões em 2026. Para o CEO da entidade, André Alvez, o fim dessa fonte de receita representa um impacto relevante para uma modalidade diretamente relacionada ao mercado de apostas.

 

"A NBA impulsiona muito (as apostas), e a temporada começa em outubro. Projetávamos um fim de ano melhor e 2027 melhor ainda", lamentou.

 

No tênis de mesa, a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) recebeu aproximadamente R$ 5 milhões desde abril de 2025. O dinheiro estava previsto para projetos de alto rendimento e formação de atletas, mas ainda não havia sido utilizado enquanto a entidade aguardava regras para aplicação dos recursos.

 

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) também terá uma redução significativa de receitas. A entidade recebeu R$ 57,4 milhões das bets em 2025 e outros R$ 54,1 milhões até setembro de 2026. Para 2027, a projeção era de aproximadamente R$ 82,1 milhões em recursos provenientes das apostas. Esse valor agora entra na lista de receitas que precisarão ser compensadas.

 

O Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) estima uma perda de aproximadamente R$ 50 milhões. O presidente Paulo Maciel criticou a ausência de um período de transição para que as entidades pudessem adaptar seus planejamentos.

 

“Acho que tudo isso foi um desserviço. Justamente na hora em que os clubes estavam se organizando para grandes eventos, como Olimpíada, fazendo contratações, programando cursos, etc. Essa verba fará falta no futuro”, afirmou.

 

COMO FUNCIONAVAM OS REPASSES ?
A Lei nº 14.790/2023 estabelecia que 36% da arrecadação das apostas tivesse destinação relacionada ao esporte. O dinheiro era distribuído entre diferentes órgãos e entidades.

 

Do total, 22,20% eram destinados ao Ministério do Esporte; 2,20% ao COB; 1,30% ao CPB; e 0,70% ao CBC. Também havia percentuais para entidades do esporte escolar e universitário, clubes paralímpicos, esporte master e secretarias estaduais de esporte.

 

O COB adotou uma estratégia própria diante da insegurança jurídica em torno da regulamentação. Em vez de utilizar imediatamente os recursos das bets, a entidade direcionou o dinheiro para seu fundo de reserva técnica e ampliou os repasses às confederações por meio da Lei Agnelo Piva, abastecida pelas Loterias Federais.

 

Em 2026, o COB programou R$ 285 milhões para projetos das confederações. A intenção, segundo La Porta, é manter esse volume no próximo ano, mas sem aumentá-lo.

 

“Não devemos diminuir o repasse, mas também não vamos aumentar. Cortaremos no COB. Sei da dificuldade das confederações pequenas”, afirmou.

Entidades olímpicas prometem mobilização contra PEC da Segurança Pública no Senado
Foto: Rafael Bello/COB

Uma audiência pública no Senado Federal, marcada para a próxima terça-feira (28), às 9h30, deve discutir pontos da reforma tributária com impacto direto no financiamento do esporte olímpico brasileiro. O encontro ocorrerá em Brasília e contará com a presença de representantes do Comitê Olímpico do Brasil, confederações e atletas. A informação foi veiculada inicialmente pelo portal “Lance!”.

 

A mobilização ocorre após a aprovação, na Câmara dos Deputados, de mudanças na Proposta de Emenda à Constituição que alteram a forma de distribuição dos recursos provenientes das casas de apostas esportivas. A proposta segue agora para análise no Senado.

 

Entidades esportivas, como o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e o Comitê Brasileiro de Clubes, estão entre as beneficiárias desses repasses e avaliam que a nova regra pode reduzir em cerca de 30% os valores destinados ao setor.

 

Ao comentar o tema, o gerente jurídico do CBC, Felipe Cavalcanti, destacou o impacto potencial da medida: "Se essa mudança for aprovada no Senado, acabou, não tem o que fazer, vai haver uma mudança na Constituição. A audiência pública desta terça-feira é sobre tributação, mas esse assunto também tangenceia a questão das bets".

 

A audiência foi convocada pela senadora Leila Barros, ex-jogadora da Seleção Brasileira de vôlei e atual presidente da Comissão de Esporte. Segundo Cavalcanti, o objetivo é ampliar o debate e ouvir os diferentes setores envolvidos. "Foi a senadora Leila Gomes (ex-Seleção Brasileira de vôlei), presidente da Comissão de Esportes, quem convocou essa audiência pública para que os interessados se manifestem, para ouvir a população. Nossa posição é contra essa supressão de 30% dos recursos. É o momento de a gente se manifestar, como aconteceu em 24 de fevereiro, quando lotamos a Câmara", afirmou.

Presidente do COB avalia primeiro ano de gestão e projeta retorno de Rebeca Andrade em 2026
Fotos: Reprodução / Instagram / @marcolaporta / @rebecarandrade

Marco Antônio La Porta, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), celebrou o primeiro ano de gestão durante o 10º Prêmio Sou do Esporte, realizado no Copacabana Palace. Em entrevista ao Lance!, o dirigente fez um balanço do período, avaliou o desempenho do Brasil em 2025 e comentou o ano sabático de Rebeca Andrade, maior medalhista olímpica do país.

 

Rebeca Andrade optou por um ano fora das competições em 2025, e sua ausência não altera o ambiente no COB, segundo o presidente. La Porta afirmou que a ginasta tem liberdade para definir o momento de voltar e que o órgão confia na retomada da atleta em 2026.

 

"Não vemos motivo para preocupação. Rebeca é uma atleta extraordinária e ainda tem muito a entregar. Ela sabe o que é melhor para a carreira e terá o nosso apoio para voltar no tempo certo", disse.

 

La Porta assumiu o comando do COB em 15 de janeiro e descreveu 2025 como um ano de intensa adaptação interna. Segundo ele, ajustes estruturais e reorganização de processos marcaram o início do ciclo olímpico.

 

"Foi um ano de entender a máquina por dentro e acelerar o que precisava andar. Tivemos muitos desafios e um ritmo forte, mas era necessário para preparar o ciclo que está começando. E vamos manter essa intensidade", afirmou.

 

A vice-presidente Yane Marques também participou ativamente do processo de reformulação administrativa, de acordo com o dirigente.

 

Apesar de ser tradicionalmente um período de descanso para parte dos atletas após Jogos Olímpicos, 2025 foi considerado produtivo. O Brasil encerrou a temporada com cinco títulos mundiais e vários pódios. La Porta destacou que o país recolheu bons resultados mesmo sem suas duas principais referências.

 

"Tivemos mais de 20 medalhas internacionais, mesmo com Rebeca fora e com Isaquias em um ritmo reduzido. Modalidades como boxe e taekwondo voltaram a entregar grandes campanhas, o que indica um ciclo promissor", avaliou.

 

O presidente também comentou a escolha de Assunção como sede dos Jogos Pan-Americanos de 2031, superando a candidatura de Rio e Niterói. Para La Porta, o desfecho já era esperado diante da articulação antecipada do Paraguai.

 

"O Paraguai trabalhou com antecedência e construiu apoios. A disputa foi dura, a votação apertada, mas saímos fortalecidos. Retomamos diálogos internacionais que estavam enfraquecidos e recolocamos o COB em uma posição relevante no continente", afirmou.

 

Ele acrescentou que a campanha brasileira foi bem estruturada, mas encontrou comitês já comprometidos com a proposta paraguaia.

 

Mesmo sem o Pan de 2031, o presidente considera que o COB ampliou sua rede de contatos internacionais e agora vive momento de reconstrução institucional. Nos próximos dias, o Comitê receberá representantes de outros países no Prêmio Brasil Olímpico, reforçando essa reaproximação.

Marcelo Vido será diretor de operações do COB para ciclo até Los Angeles 2028
Foto: Divulgação

A nova diretoria do Comitê Olímpico do Brasil (COB), que assume oficialmente no dia 15 de janeiro, incluirá Marcelo Vido como diretor de operações. O anúncio será feito nesta quarta-feira (8). Vido ficará responsável pelas áreas administrativa e financeira da entidade. A informação é do portal Olimpíada Todo Dia.

 

Nos últimos 11 anos, Vido atuou como diretor-executivo de esportes olímpicos no Flamengo. Ex-jogador de basquete, ele representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Moscou 1980 e Los Angeles 1984. Vido tem pós-graduação em gestão empresarial e um mestrado em Administração Esportiva pela Universidade de Liverpool, na Inglaterra.

 

Na gestão esportiva, além do Flamengo, passou pelo Minas Tênis Clube e pelo Atlético Mineiro entre 2004 e 2012. Como atleta, integrou a Seleção Brasileira de basquete por uma década, participando de competições como Olimpíadas, Pan-Americanos e campeonatos mundiais.

 

SOB NOVA DIREÇÃO

A nova gestão do COB, liderada por Marco La Porta e Yane Marques, já confirmou outros nomes para o ciclo olímpico até Los Angeles 2028. Emanuel Rego, campeão olímpico de vôlei de praia, será o diretor-geral. A jornalista Manoela Penna foi nomeada para a diretoria de comunicação e marketing.

 

Além disso, o COB negocia o retorno de Jorge Bichara ao cargo de diretor de esportes, segundo entrevista de Marco La Porta ao portal Olimpíada Todo Dia.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Depois das eleições, o fogo amigo começou mais rápido do que eu imaginava. Enquanto isso, cada um se desobriga a ter coerência e vai tentar garantir o seu quinhão. Difícil tá a vida do Ferragamo, com o clima nos bastidores da prefeitura. Mas o lado do Cacique também não está tão tranquilo assim. E lógico que o primeiro alvo já foi definido. E nem o Correria escapa em Brasília. Já na Câmara, sobrou pra Mumu dizer amém pra Missa Filho. Só falta descobrir quanto tempo o clima de paz vai reinar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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