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liliane oliveira
O Partido dos Trabalhadores da Bahia (PT Bahia) promoveu nesta quinta-feira (14) a celebração dos 44 anos da legenda. Realizada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a sessão especial contou com a presença de dirigentes, como o presidente estadual Éden Valadares, do senador da República, Jaques Wagner, de parlamentares, prefeitos, secretários de Estado e movimentos sociais. Na ocasião, o partido reafirmou a continuidade da luta pela democracia e a defesa dos direitos da classe trabalhadora e da população como algumas das suas principais bandeiras e dedicou a celebração à militância, considerada como o maior patrimônio do PT.
"Saudar principalmente a nossa militância. Esse partido fundado há 44 anos, em fevereiro de 1980, ele não seria o que é hoje se não fosse a crença, a fé, a determinação e o sacrifício até de muitos companheiros e companheiras", disse Wagner, que cumprimentou as mulheres da militância pelo mês de luta feminina. Ele disse ter muito orgulho da construção do PT, das suas lutas, inclusive contra a fome e pela democracia, e destacou a importância de conhecer os novos desafios e de abrir espaços para a renovação. "Esse partido, que é o mais querido do Brasil, perseguido, vilipendiado, afrontando na figura do Lula, mas nunca arriamos a cabeça. O Lula diz uma coisa que eu acho importante a gente ter em mente: Eu não troco a minha dignidade pela minha liberdade" , realçou o senador.
O presidente Éden Valadares ressaltou a luta histórica do PT pela democracia. "Democrático por essência não apenas na sua forma de organização interna, mas no compromisso com os valores democráticos como forma de construir um novo mundo; em defesa da emancipação da classe trabalhadora, que visa elevar o grau de mobilização, organização e consciência das massas; em busca do fortalecimento dos setores populares", afirmou Valadares, em seu discurso, no qual também falou sobre o orgulho de ter o primeiro governador índigena da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e a maior liderança popular da história do país, o presidente Lula.
Líder da bancada do PT na AL-BA, a deputada Fátima Nunes acrescentou que é preciso se estruturar e se planejar ainda mais para avançar nas conquistas de direitos, sobretudo no combate à atuação da extrema-direita. "A gente não pode cochilar, não pode vacilar, tem que sempre se mobilizar, se organizar e lutar para ter uma sociedade ampla, justa, soberana e decente para o nosso povo". Já a primeira prefeita eleita pelo partido na Bahia, a deputada Neusa Cadore, disse que essa luta do PT difere de muitos outros partidos por representar "uma diversidade muito vigorosa de movimentos sociais, de vários segmentos, das mulheres, da juventude" que constitui os segmentos socialmente excluídos.
A secretária de Mulheres do PT Bahia, Liliane Oliveira, acrescentou que a legenda tem trabalhado muito para lançar candidaturas feministas competitivas nestas eleições. "Hoje a gente está aqui dizendo que somos viáveis, competitivas e vamos eleger o maior número de mulheres nas câmaras e nas prefeituras. Saibam que não só a Secretaria como a direção partidária está comprometida com isso", disse Liliane após a homenagem feita pela legenda às mulheres.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.