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Artigos

Bruna Santana
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Este texto nasce de uma inquietação — e também de um dever moral e cívico de falar sobre um tema urgente: a violência política de gênero, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Multimídia

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
O parlamentar Duda Sanches apontou o desgaste decorrente das duas décadas de administração do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado e lamentou a queda nos indicadores de qualidade de vida da população. Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), ele direcionou críticas à gestão do governo estadual nas áreas de segurança pública e saúde.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

leo prates

PEC do fim da escala 6x1 deve prever dois dias de folga já em 2026
Fernando Frazão / Agência Brasil

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 deve estabelecer a adoção de dois dias de folga semanais já a partir de 2026, sem período de transição. A sinalização foi dada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), ao relator da PEC 8/2025, o deputado baiano Leo Prates (Republicanos).

 

Segundo apuração do Bahia Notícias, a orientação passada ao parlamentar é para que a nova regra entre em vigor diretamente neste ano, descartando uma implementação gradual da mudança na jornada de trabalho.

 

Nos bastidores, deputados reconhecem que a adoção dos dois dias de descanso não deverá ocorrer necessariamente de forma consecutiva, diante da preocupação com possíveis impactos econômicos e operacionais em alguns setores. 

 

O principal ponto em discussão no Congresso Nacional tem sido justamente o prazo necessário para adaptação das empresas à redução da jornada semanal.

 

Apoio ao fim da escala 6x1 cai em pesquisas nas últimas semanas; entenda
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O apoio popular ao fim da escala 6x1 apresentou queda nas últimas semanas, segundo levantamentos realizados por institutos de pesquisa e monitoramento digital. Dados do Datafolha, AtlasIntel, Genial/Quaest e da Escuta Social da Abrasel mostram recuo nos índices favoráveis à proposta desde março. 

 

Pesquisa Datafolha divulgada em março apontava 71% de apoio à redução da jornada máxima de trabalho no Brasil. Em novo levantamento publicado em maio, o percentual caiu para 64% quando os entrevistados foram questionados especificamente sobre o fim da escala 6x1.

 

A pesquisa Genial/Quaest também registrou redução. O apoio à proposta passou de 72%, em dezembro de 2025, para 68% em maio deste ano.

 

Já o monitoramento da Escuta Social da Abrasel identificou queda de 73% para 66% nas manifestações favoráveis ao tema nas redes sociais entre março e abril. Em 1º de maio, o índice oscilou para 67%, mas voltou a recuar para 64% nos dias seguintes.

 

Outro levantamento, realizado pela AtlasIntel em 30 de abril, mostrou 59,4% de apoio ao fim da escala 6x1.

 

As pesquisas foram feitas com metodologias e perguntas diferentes, o que limita comparações diretas entre os resultados. No caso do Datafolha, por exemplo, o levantamento de março tratava da redução da jornada máxima de trabalho, enquanto a pesquisa de maio abordava diretamente a proibição da escala 6x1.

 

A discussão sobre o tema ganhou força nos últimos meses após manifestações de centrais sindicais, partidos políticos e integrantes do governo federal em defesa da mudança na jornada de trabalho.

 

Ao mesmo tempo, entidades empresariais têm se posicionado contra a proposta, argumentando que a medida pode elevar custos operacionais e impactar setores que dependem de funcionamento contínuo, como comércio, bares, restaurantes, saúde e transporte.

 

O debate sobre o fim da escala 6x1 segue em discussão no Congresso Nacional.

Em meio ao caso da conversa entre Flávio e Vorcaro, é aguardado o relatório de Leo Prates sobre jornada 6x1
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em meio às especulações sobre possíveis novas revelações a respeito das conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, a semana começa em Brasília com expectativa sobre o relatório a respeito dos projetos que tratam da mudança na jornada de trabalho dos brasileiros. O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar seu parecer aos projetos na próxima quarta-feira (20). 

 

A partir da apresentação do relatório, estará aberto o prazo para apresentação de emendas, que terão seu conteúdo analisado pelo deputado Leo Prates. As emendas podem vir a ser acatadas e com isso, novas alterações seriam feitas no projeto até a votação do mesmo na comissão especial, programa para a próxima semana. 

 

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia a sua semana em São Paulo, onde anunciará investimentos da Petrobras e  lançará um programa de financiamento para troca de veículos voltado a motoristas de aplicativo e taxistas. No Congresso, Câmara e Senado terão uma semana de votações de projetos que tratam da violência contra a mulher, proteção infantil, seguro rural, transparência pública, entre outros temas.

 

Confira abaixo a pauta da semana em Brasília.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula começa a semana em São Paulo, onde terá uma série de compromissos nesta segunda-feira (18) e também na terça. O destaque desta segunda é uma visita à refinaria de Paulínia. 

 

No evento, Lula vai anunciar investimentos de R$ 37 milhões da Petrobras até ano de 2030. Os recursos serão aplicados no fortalecimento do refino e biorrefino, logística, exploração e produção, descarbonização e geração de energia sustentável, entre outros. 

 

Segundo informações da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, a Petrobras, com a expansão, estima a geração de cerca de 38 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Parte desse valor (R$ 6 bilhões) será aplicada na Replan, a maior refinaria da Petrobras, responsável pelo abastecimento de mais de 30% do território brasileiro. 

 

Ainda nesta segunda, o presidente Lula cumprirá agenda em Campinas, onde vai formalizar a entrega de quatro novas linhas de luz síncrotron no Sirius, popularmente conhecido como acelerador de partículas. Essa estrutura integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). 

 

De acordo com o Planalto, a comitiva da presidência percorrerá as instalações do complexo, que recebe aportes do governo por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A ministra da Pasta, Luciana Santos, também confirmou presença.

 

Na terça (19), em São Paulo, Lula participa de um encontro da indústria da construção. Na ocasião, o presidente lançará um programa de financiamento para troca de veículos voltado a motoristas de aplicativo e taxistas.

 

A agenda do presidente Lula para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

A Câmara dos Deputados deve ter uma pauta no plenário com destaque para a votação de propostas ligadas a temas como o agronegócio, a segurança digital, a transparência pública e o meio ambiente. A pauta adiantada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prevê também a análise de projetos sobre fertilizantes, seguro rural, combate à pornografia infantil com uso de inteligência artificial e mudanças em áreas de preservação ambiental.

 

Entre os destaques está a continuidade da discussão do projeto de lei 669/2023, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). A proposta busca incentivar a produção nacional de fertilizantes e altera regras tributárias e de financiamento do setor.

 

Os deputados também devem analisar o projeto que aperfeiçoa os marcos legais do seguro rural (2.951/2024), com mudanças em leis relacionadas à política agrícola e ao financiamento do setor agropecuário.

 

Outro ponto da pauta é a proposta (3.066/2025) que endurece punições para crimes de pornografia infantil praticados com uso de inteligência artificial e ferramentas de ocultação de IP. O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Lei dos Crimes Hediondos e outras legislações penais.

 

Na área da transparência, os parlamentares poderão votar um projeto (3.240/2025) que proíbe a imposição de sigilo sobre gastos da administração pública federal. A proposta modifica a Lei de Acesso à Informação e a Lei de Improbidade Administrativa.

 

Há ainda a possível análise do projeto (8.107/2017) que altera os limites da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, e cria uma Área de Proteção Ambiental na região.

 

Nas comissões, a expectativa maior é a apresentação, programada para a próxima quarta (20), do relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-PB) aos projetos que tratam da jornada de trabalho 6x1. A expectativa é de que o texto inclua regras de transição para alguns setores e punições para empresas que descumprirem as novas normas. 

 

A comissão especial da Câmara ainda realiza audiências nesta semana com representantes de empregadores e trabalhadores. Também estão programadas audiências públicas da comissão especial da jornada 6x1 em Minas Gerais, na quinta (21), e no Amazonas, na sexta (22).

 

Já no Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), programou para o plenário uma semana de análise de projetos voltados à proteção de mulheres, crianças e estudantes, além de propostas na área ambiental. A pauta das sessões deliberativas prevê a análise de medidas sobre violência doméstica, recuperação da Caatinga, educação inclusiva e conscientização sobre direitos da infância.

 

Entre os destaques está o projeto de lei 421/2023, que altera o Código Penal, a Lei Maria da Penha e o Código de Processo Penal para ampliar o prazo de representação em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. A proposta já recebeu pareceres favoráveis nas comissões temáticas do Senado.

 

Os senadores também devem analisar o projeto que cria a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação (1.049/2026). O texto prevê a criação de um cadastro nacional e medidas específicas de acompanhamento educacional para esses estudantes.

 

Na área ambiental, a pauta inclui a análise da emenda da Câmara ao projeto que institui a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga e cria um programa voltado à recuperação do bioma (1.990/2024).

 

Outro projeto que será colocado em discussão por Davi Alcolumbre prevê medidas de conscientização nas escolas sobre direitos da criança e do adolescente, mecanismos de proteção infantil e canais de denúncia e ajuda (4.161/2025).

 

Nas comissões do Senado, um dos destaques é a audiência prevista na Comissão de Assuntos Econômicos, que vai ouvir o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A presença do dirigente do BC acontece em meio às discussões sobre juros, inflação e aos desdobramentos do caso Banco Master, além de debater temas da política monetária.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

A pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) tem como um dos destaques, no julgamento marcado para a próxima quarta (20), a aplicação da Lei Maria da Penha quando a violência não ocorre em ambiente domiciliar, ou seja, quando o acusado não faz parte do núcleo familiar. Marcado para às 14 horas, e tendo como relator o ministro Edson Fachin, o julgamento avalia se medidas protetivas poderiam ter validade quando o agressor não tem nenhuma relação familiar.

 

O caso tomou repercussão quando o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJ-MG) negou a aplicação de medidas protetivas a uma mulher ameaçada em contexto comunitário, com o entendimento de que a legislação se restringia apenas às relações domésticas, familiares ou afetivas.

 

O plenário do Supremo também julga na quarta a constitucionalidade de dispositivos da Reforma da Previdência de 2019 que alteraram a aposentadoria especial de trabalhadores que exercem atividades insalubres. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6309, vai analisar a exigência de idade mínima para a concessão da aposentadoria especial.

 

A pauta inclui também dois processos que questionam ato do então presidente da República, Jair Bolsonaro, que bloqueou o acesso de cidadãos às suas contas em redes sociais. O Mandado de Segurança (MS) 36666 é relatado pela ministra Cármen Lúcia, e o MS 37132 é de relatoria do ministro André Mendonça.

 

Também está programada a análise de uma ação ajuizada contra a Lei 6.200/2018 do Distrito Federal, que instituiu o Selo Multinível Legal. O objetivo do selo, previsto no artigo 1º da lei, é premiar empresas instaladas ou que operem no Distrito Federal que comprovem a comercialização de serviços ou produtos por meio de venda direta, com plano de remuneração de distribuidores independentes por meio da formação de rede multinível.

 

A ADI foi ajuizada pela Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) contra a Lei 6.200/2018 do Distrito Federal, que instituiu o Selo Multinível Legal. O relator a ação é o ministro Luiz Fux.

 

Para a autora da ADI, a lei distrital, sob a roupagem de premiação, cria na verdade uma certificação para as sociedades empresárias que atuam em segmento econômico específico. “O selo atuaria, assim, como forma de fiscalização das atividades empresariais”, alega. 

 

A pauta do STF no dia 21, no plenário, prevê a análise conjunta das ADIs 7779 e 7790, relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que discutem regras da Reforma Tributária sobre a isenção de impostos na compra de veículos por pessoas com deficiência.

 

A Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência (ANAPCD) é a autora de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que aborda a questão. Segundo a associação, a Lei Complementar (LC) 214/2025, que regulamenta a reforma, condiciona a isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), atual Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), atual Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), na compra de veículos novo e adaptações externas nos veículos feitas em oficinas credenciadas pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans), deixando de reconhecer adaptações de fábrica, como direção elétrica e hidráulica, câmbio automático. 

 

A ANAPCD sustenta que essa exigência causará discriminação entre as pessoas com deficiência, pois, dependendo do lado do corpo afetado, algumas poderão ter direito às isenções e outras não.

 

Essa é a segunda ação que o STF recebeu sobre o tema. No mês passado, o Instituto Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência Oceano Azul, que defende interesses de pessoas autistas, apresentou a ADI 7779, em que alega que a norma cria novas restrições, gera insegurança jurídica e limita o acesso a direitos já garantidos. O ministro Alexandre de Mores é o relator das duas ações.
 

Boulos diz que governo Lula não vai aceitar transição longa para redução da jornada de trabalho 6x1
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O governo Lula vai se posicionar de forma contrária, na comissão especial da Câmara, à inclusão de uma regra de transição longa no texto dos projetos que modificam a atual jornada de trabalho do país. A afirmação foi feita nesta terça-feira (12) pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.

 

A reivindicação por uma transição gradual na mudança da jornada 6x1 vem sendo feita por diversas entidades do setor produtivo brasileiro. As entidades defendem uma transição de até dez anos de mudança da jornada, das 44 horas semanais atuais para 40 horas.

 

Para o setor produtivo, uma transição feita de forma abrupta, sem base técnica ou sem considerar as especificidades de cada atividade econômica, pode gerar efeitos negativos no mercado de trabalho. Entre os riscos apontados estão o aumento dos custos de produção, impactos sobre o emprego formal e perda de competitividade.

 

Segundo Guilherme Boulos, os critérios apontados pelos setores produtivos em nenhum momento priorizam os direitos dos trabalhadores.

 

“É muito engraçado, porque quando aprova penduricalho e privilégio, vale no dia seguinte que foi aprovado. Quando aprova desoneração para grande empresário, vale no dia seguinte. Quando o banco aumenta juro, está cobrando no teu cartão no dia seguinte. Agora, quando é uma medida para beneficiar trabalhador, vai valer daqui a 1, 2, 5 anos? Que critério é esse?”, disse Boulos em entrevista à TV Brasil.

 

“Então, a gente não aceita uma transição dessa natureza [excessivamente longa]. Uma coisa é você botar 60 dias, bem, tem o tempo para se adaptar, para reorganizar as escalas, ok. Toda lei tem uma transição de um mês, dois meses, para passar a valer, para os setores se organizarem”, detalhou.

 

Boulos avaliou que setores produtivos contrários à redução de jornada de trabalho têm feito “terrorismo econômico” apontando prejuízos para as empresas. O ministro defendeu que é preciso debater o impacto a partir de dados e citou estudo do IPEA que analisou os principais setores e apontou que a redução da jornada de trabalho teria custo similar ao de reajustes históricos do salário mínimo no País. “Alguma empresa faliu? Gerou desemprego?”, questionou.

 

Os projetos que modificam a jornada de trabalho 6x1 estão sendo debatidos na comissão especial criada pela Câmara. O relator das propostas é o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que pretende apresentar seu parecer por volta do dia 20 de maio. 

 

Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, vem trabalhando para que o projeto seja aprovado até o dia 26 deste mês na comissão especial, para que possa ser apreciado no dia 27, em plenário. Motta defende que a proposta seja aprovada ainda no “mês do trabalhador”. 
 

Representantes do setor produtivo se reúnem com Léo Prates para debater o fim da escala 6x1
Foto: Silvonei Filho

Representantes do setor produtivo se encontraram, nesta segunda-feira (11), para debater o avanço da PEC que reduz a jornada de trabalho e põe fim à escala 6x1. A reunião ocorreu na sede da Associação Comercial da Bahia (ACB), no Comércio, e contou com a presença do deputado federal Léo Prates (Republicanos), relator da proposta na comissão especial da Câmara.

 

Os setores presentes foram o comércio, indústria, varejo, construção civil, alimentação e shopping centers. Os representantes defenderam a manutenção da escala 6x1 e alertaram para os impactos da redução da jornada de trabalho sem análise técnica aprofundada dos efeitos econômicos da medida. 

 

Cinco pontos foram apresentados no debate: a separação entre jornada e escala; a necessidade de transição gradual; o reconhecimento das diferenças entre os setores econômicos; a preservação da negociação coletiva; e a criação de mecanismos de compensação econômica, especialmente por meio da desoneração da folha.

 

Na opinião dos presentes, a discussão deixou de tratar apenas da escala e passou a envolver uma mudança estrutural na carga horária semanal, com impactos diretos sobre custos, preços, competitividade e poder de compra da população.

 

A presidente da ACB, Isabela Suarez, afirmou que o setor produtivo tem enfrentado dificuldades para ampliar a compreensão da sociedade sobre o alcance da proposta e criticou a forma como o tema vem sendo apresentado no debate público. 

 

“Nossa economia é heterogênea e composta, em grande parte, por pequenos e micro empresários que não conseguem absorver um aumento de 20% nos seus custos. O setor produtivo pede responsabilidade e tempo para que essa discussão aconteça de forma técnica, sem transformar um tema tão sério em palanque eleitoral”, afirmou.

 

O deputado federal Léo Prates destacou a importância de ouvir os diferentes segmentos econômicos antes da consolidação do parecer. “Esse é um debate que impacta diretamente o setor produtivo, os trabalhadores e o futuro das relações de trabalho no Brasil. Nosso objetivo aqui é ouvir, dialogar e construir caminhos com responsabilidade e equilíbrio”, afirmou.

 

IMPACTOS NA ECONOMIA

 

De acordo com as lideranças, a medida pode gerar um aumento de até 13% nos preços ao consumidor em alguns segmentos da economia, além de pressionar ainda mais micro e pequenas empresas, especialmente nos setores intensivos em mão de obra.

 

O setor também defende que o engessamento dos formatos de trabalho na Constituição pode gerar impactos severos em atividades que funcionam de forma contínua, como comércio, alimentação, hotelaria, saúde, supermercados, farmácias e postos de combustíveis.

 

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Bahia (Abrasel-Ba), Leandro Menezes, defendeu a necessidade de ampliar o debate sobre os efeitos econômicos da proposta.

 

“Isso pode gerar aumento de 7% a 8% nos cardápios e reduzir em até 10% o poder de compra do brasileiro. Também vai diminuir a oferta de serviços em áreas de menor circulação de renda, como as periferias. O cidadão precisa entender esse impacto antes de decidir sobre o fim da escala 6x1”, afirmou.

 

Já o representante da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Milton Barbosa Lima, alertou para os efeitos da medida sobre a produtividade e o ambiente econômico nacional. 

 

“O Brasil precisa discutir produtividade, competitividade e custo Brasil. Uma mudança como essa, da forma como está sendo colocada, pode gerar menos produtividade, perda de competitividade e até demissões. A indústria está muito atenta a esse debate porque os impactos serão sentidos por todos os setores”, afirmou.

 

Antes da reunião com Léo Prates, a ACB já havia promovido outros dois encontros sobre o tema. O primeiro reuniu o deputado federal Paulo Azi (União Brasil), relator da proposta na CCJ da Câmara. Já a segunda rodada contou com a participação dos deputados federais Adolfo Viana (PSDB) e Antônio Brito (PSD), líderes de suas bancadas no Congresso Nacional.

Representantes do setor produtivo se reúnem com Léo Prates para debater o fim da escala 6x1
Foto: Silvonei Filho

 

Representantes do setor produtivo se encontraram, nesta segunda-feira (11), para debater o avanço da PEC que reduz a jornada de trabalho e põe fim à escala 6x1. A reunião ocorreu na sede da Associação Comercial da Bahia (ACB), no Comércio, e contou com a presença do deputado federal Léo Prates (Republicanos), relator da proposta na comissão especial da Câmara.

 

Os setores presentes foram o comércio, indústria, varejo, construção civil, alimentação e shopping centers. Os representantes defenderam a manutenção da escala 6x1 e alertaram para os impactos da redução da jornada de trabalho sem análise técnica aprofundada dos efeitos econômicos da medida. 

 

Cinco pontos foram apresentados no debate: a separação entre jornada e escala; a necessidade de transição gradual; o reconhecimento das diferenças entre os setores econômicos; a preservação da negociação coletiva; e a criação de mecanismos de compensação econômica, especialmente por meio da desoneração da folha.

 

Na opinião dos presentes, a discussão deixou de tratar apenas da escala e passou a envolver uma mudança estrutural na carga horária semanal, com impactos diretos sobre custos, preços, competitividade e poder de compra da população.

 

A presidente da ACB, Isabela Suarez, afirmou que o setor produtivo tem enfrentado dificuldades para ampliar a compreensão da sociedade sobre o alcance da proposta e criticou a forma como o tema vem sendo apresentado no debate público. 

 

“Nossa economia é heterogênea e composta, em grande parte, por pequenos e micro empresários que não conseguem absorver um aumento de 20% nos seus custos. O setor produtivo pede responsabilidade e tempo para que essa discussão aconteça de forma técnica, sem transformar um tema tão sério em palanque eleitoral”, afirmou.

 

O deputado federal Léo Prates destacou a importância de ouvir os diferentes segmentos econômicos antes da consolidação do parecer. “Esse é um debate que impacta diretamente o setor produtivo, os trabalhadores e o futuro das relações de trabalho no Brasil. Nosso objetivo aqui é ouvir, dialogar e construir caminhos com responsabilidade e equilíbrio”, afirmou.

 

IMPACTOS NA ECONOMIA

 

De acordo com as lideranças, a medida pode gerar um aumento de até 13% nos preços ao consumidor em alguns segmentos da economia, além de pressionar ainda mais micro e pequenas empresas, especialmente nos setores intensivos em mão de obra.

 

O setor também defende que o engessamento dos formatos de trabalho na Constituição pode gerar impactos severos em atividades que funcionam de forma contínua, como comércio, alimentação, hotelaria, saúde, supermercados, farmácias e postos de combustíveis.

 

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Bahia (Abrasel-Ba), Leandro Menezes, defendeu a necessidade de ampliar o debate sobre os efeitos econômicos da proposta.

 

“Isso pode gerar aumento de 7% a 8% nos cardápios e reduzir em até 10% o poder de compra do brasileiro. Também vai diminuir a oferta de serviços em áreas de menor circulação de renda, como as periferias. O cidadão precisa entender esse impacto antes de decidir sobre o fim da escala 6x1”, afirmou.

 

Já o representante da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Hilton Barbosa Lima, alertou para os efeitos da medida sobre a produtividade e o ambiente econômico nacional. 

 

“O Brasil precisa discutir produtividade, competitividade e custo Brasil. Uma mudança como essa, da forma como está sendo colocada, pode gerar menos produtividade, perda de competitividade e até demissões. A indústria está muito atenta a esse debate porque os impactos serão sentidos por todos os setores”, afirmou.

 

Antes da reunião com Léo Prates, a ACB já havia promovido outros dois encontros sobre o tema. O primeiro reuniu o deputado federal Paulo Azi (União Brasil), relator da proposta na CCJ da Câmara. Já a segunda rodada contou com a participação dos deputados federais Adolfo Viana (PSDB) e Antônio Brito (PSD), líderes de suas bancadas no Congresso Nacional.

Leo Prates encampa proposta de ministro de debater mudança da jornada junto com especificidades das categorias
Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

Após participar, nesta quarta-feira (6), da primeira audiência pública da comissão especial que vai analisar mudanças na jornada 6x1, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator das propostas, defendeu que a Câmara pode votar as PECs e também algum projeto de lei que seja complementar ao tema. Para o deputado baiano, é importante que não apenas se defina a questão da jornada, mas que especificidades de categorias profissionais sejam tratadas por meio do projeto de lei.

 

A ideia foi apresentada na audiência pública pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Para Leo Prates, as PECs que estão sendo analisadas na comissão especial não possuem a capacidade de tratar de “toda a complexidade do mundo do trabalho”. 

 

“Hoje, o ministro Marinho trouxe essa sugestão que eu considero adequada de algumas especificidades serem jogadas para PL, porque o mundo do trabalho muda muito rápido, as questões, os avanços da sociedade precisam ser trazidos”, disse o deputado baiano. 

 

Na sua fala, o ministro Luiz Marinho disse que as PECs da deputada Erika Hilton (Psol-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) são importantes, mas não tratam de todos os assuntos envolvidos na mudança da jornada de trabalho. 

 

“A PEC tem tarefa e o PL também. Tem muita especificidade, tem muitas categorias que precisam ser revisitadas. Portanto, tem papel da PEC, tem papel do PL, tem papel dos contratos coletivos”, afirmou o ministro, citando o projeto de lei enviado pelo governo com sugestão de mudança da jornada de 44 para 40 horas semanais. 

 

Ao concordar com o ministro sobre a possibilidade de as PECs caminharem junto com outra proposta, o deputado Leo Prates não citou especificamente o projeto enviado pelo governo com urgência constitucional.

 

“Do aspecto formal, eu acho que o ministro Marinho hoje dá um caminho que é isso, de a PEC regular a regra geral e a gente ir para um PL, como até foi feito muito próximo da reforma tributária. O PL vai regular as especificidades”, explicou Leo Prates.

 

Segundo o relator, ele terá essa conversa nesta quinta (7) com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante o primeiro seminário externo que a comissão especial realizará sobre o tema. O seminário acontecerá na cidade de João Pessoa, e terá a participação de Motta e Prates.
 

Projeto que torna Salvador capital do Brasil no 2 de julho terá relatoria de Jaques Wagner no Senado; Leo Prates é autor
Fotos: Reprodução / PT / Bahia Notícias

O projeto de lei que visa transformar Salvador na capital federal do Brasil, de forma simbólica, todo ano no dia 2 de julho, foi designado ao senador Jaques Wagner (PT). A data marca a Independência do Brasil por meio da luta na Bahia. A proposta original é de autoria do deputado federal Leo Prates (PDT). A escolha do relator no Senado foi feita pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (UNIÃO) ainda nesta terça-feira (5).


A matéria (PL 5672) será submetida à análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sob a relatoria de Wagner. O projeto chega ao Senado após uma tramitação bem-sucedida na Câmara dos Deputados, onde o parecer favorável foi relatado pelo deputado federal Gabriel Nunes (PSD).


O projeto busca reconhecer a importância estratégica e histórica da Bahia na consolidação da soberania nacional durante as lutas de 1823. Caso receba o aval do Senado e a subsequente sanção presidencial, a transferência simbólica da sede do governo federal para a capital baiana durante as celebrações do "Dois de Julho" passará a ser oficial.


Até esta quarta-feira (6), o texto permanece com a relatoria para a elaboração do parecer, aguardando a conclusão desta etapa para seguir para votação em plenário.

Leo Prates é o novo vice-líder do Republicanos na Câmara
Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados

O deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA) foi escolhido vice-líder do partido na Câmara dos Deputados. Filiado recentemente à sigla, essa é a sua segunda missão de destaque demonstrando a confiança dos dirigentes em sua capacidade de articulação.

 

Leo ingressou no Republicanos há um mês para reforçar a bancada do partido na Bahia. Logo após, foi indicado pelo presidente da Casa, Hugo Motta, para ser relator da PEC 221/19, que trata da redução da jornada de trabalho, principal pauta em tramitação.

 

“Fico muito honrado por ser escolhido pelo meu partido para assumir esse importante cargo. Agradeço ao presidente Marcos Pereira e ao líder Augusto Coutinho pela missão. Recebo essa responsabilidade com o compromisso de seguir trabalhando com firmeza, diálogo e resultados, defendendo os interesses da população e fortalecendo ainda mais o nosso projeto político”, declarou Prates.

 

O vice-líder na Câmara substitui o líder do partido, bloco parlamentar, governo ou oposição em ausências e impedimentos. Ele atua na articulação política, orientando bancadas em votações e intermediando demandas entre parlamentares e o Poder Executivo.

Leo Prates define cronograma para votar redução da jornada de trabalho até maio
Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O deputado federal Leo Prates (Republicanos) apresentou, nesta terça-feira (5), o cronograma de tramitação das propostas que tratam da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1 na Câmara dos Deputados. A expectativa é levar o texto para votação em plenário até o dia 27 de maio.

 

Relator da comissão especial que analisa as Propostas de Emenda à Constituição (PECs), o parlamentar destacou que o objetivo é construir um consenso em torno do tema. “A minha luta vai ser sempre a de construir consensos, com cronograma ágil para atender a votação esperada por essa Casa e pelo Brasil no dia 27 de maio”, afirmou.

 

O planejamento inclui uma série de audiências públicas e seminários para discutir diferentes aspectos da proposta ao longo de maio. Entre os temas previstos estão:

 

  • Uso do tempo no trabalho (6/5)
  • Impactos econômicos (12/5)
  • Aspectos sociais (13/5)
  • Perspectiva dos empregadores (18/5)
  • Perspectiva dos trabalhadores (19/5)

 

A primeira audiência contará com a participação do ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Além disso, estão previstos seminários regionais em João Pessoa, Belo Horizonte e São Paulo, além de reuniões técnicas com especialistas e representantes de setores econômicos e sindicatos.

 

As discussões partem de duas PECs: a Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê redução gradual da jornada semanal de 44 para 36 horas, e a Erika Hilton (Psol-SP), que propõe uma semana de quatro dias de trabalho.

 

Segundo Leo Prates, a tendência inicial é utilizar a proposta de Reginaldo Lopes como base. “O norte que a comissão especial está sendo formada será a PEC do deputado Reginaldo Lopes. Claro que todas as sugestões serão levadas em consideração”, disse.

 

 

A previsão é que o relatório final seja apresentado no dia 20 de maio, com votação na comissão no dia 26 e análise no plenário da Câmara no dia seguinte.

Leo Prates diz que projeto que muda jornada 6x1 deve ser votado na comissão especial entre os dias 27 e 28 de maio
Foto: Edu Mota / Brasília

O deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), relator dos projetos que modificam a jornada de trabalho 6x1, disse acreditar que seu texto será votado na comissão especial da Câmara por volta do dia 27 ou 28 deste mês de maio. A afirmação foi feita em entrevista nesta segunda-feira (4) à TV Câmara.

 

Leo Prates foi escolhido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para fazer um parecer que una as sugestões de duas propostas de emenda à Constituição e que buscam modificar a jornada de 44 horas semanais de trabalho. O deputado baiano apresentará o seu plano de trabalho na comissão em reunião do colegiado nesta terça (5). 

 

Na entrevista à TV Câmara, Leo Prates disse que o desafio de seu relatório será equilibrar as demandas dos trabalhadores e do setor produtivo, com um período de transição para a nova jornada não tão longo, como quer a oposição, e nem tão próximo, como deseja o governo Lula.

 

“Nós temos que buscar um texto médio – eu acho que esse é o nosso principal desafio – em que haja uma regra de transição que mitigue os problemas enfrentados pelo empreendedor, mas também não estenda demais o desejo do trabalhador e da população brasileira. Eu quero lembrar que cerca de 70% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1’, afirmou Leo Prates na entrevista.

 

A proposta inicial do relator é por uma redução escalonada: de 44 para 42 horas no primeiro ano, e de 42 para 40 horas, no segundo ano. O objetivo de Prates com essa redução seria mitigar impactos econômicos para empreendedores e setor produtivo sem estender demais a espera da população.

 

À TV Câmara, o deputado Leo Prates disse que em torno de 30% da mão de obra do país trabalha nesse regime atual de 44 horas semanais, com salário médio de R$ 2.600. Já os que trabalham 40 horas em vez de 44 horas semanais têm uma renda média de R$ 6.200.

 

“O Brasil tem uma das mais altas cargas horárias do mundo, com 44 horas de jornada semanal, e uma das mais baixas produtividades. Não é justo que se coloque a baixa produtividade apenas nas costas dos trabalhadores. Um dos requisitos para produtividade é a qualificação profissional”, declarou o relator.

 

“Como alguém vai se qualificar trabalhando seis dias por semana e tendo apenas um dia de folga, sendo na sua grande maioria mulher, que já tem jornada dupla, tripla, quádrupla?”, questionou Leo Prates.

 

O plano de trabalho que será apresentado pelo deputado baiano prevê a realização de audiências públicas na comissão especial, além de seminários sobre o tema em alguns estados. A expectativa é de que a cidade de João Pessoa (PB) receba o primeiro debate já na próxima quinta (7), com a presença do presidente Hugo Motta.

 

Além de João Pessoa, Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP) também devem receber os debates itinerantes sobre a mudança na escala de trabalho ainda no mês de maio.
 

Hugo Motta anuncia maratona de sessões na Câmara para acelerar votação do projeto que muda jornada 6x1
Foto: Edu Mota / Brasília

Em mensagem no Dia do Trabalhador, nesta sexta-feira (1º), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a realização de uma “maratona” de sessões deliberativas para a próxima semana. A decisão tem como objetivo apressar a votação da PEC do fim da jornada 6x1 na comissão especial instalada nesta semana. 

 

Hugo Motta anunciou que serão realizadas sessões de segunda a sexta-feira da próxima semana. A medida serve para contar os prazos regimentais de tramitação. Na comissão especial, as PECs que estão sendo analisadas possuem prazo dez sessões para apresentação de sugestões ao texto. 

 

O regimento também determina limite de 40 sessões para a matéria ser votada. Ao convocar a “maratona” de sessões deliberativas no plenário, Hugo Motta, em movimento articulado com o governo federal, “queima” etapas e imprime o ritmo de campanha aos trabalhos legislativos sobre as mudanças na jornada 6x1.

 

O presidente da Câmara tem como objetivo votar o projeto da jornada 6x1 até o final do mês de maio. A comissão especial instalada na semana passada para analisar as propostas sobre o tema é composta por 37 membros titulares e igual número de suplentes, mais um titular e um suplente, atendendo ao rodízio entre as bancadas não contempladas.

 

O deputado Leo Prates (Republicanos-PB) foi indicado por Hugo Motta para ser o relator da matéria. Na sessão de instalação da comissão, Prates enfatizou que a escala de trabalho atual (6x1) afeta principalmente as mulheres e impede que pais e mães exerçam os cuidados com seus filhos.

 

“Não há preço que seja caro demais para a gente pagar, como poder público, para um benefício social tão grande”, disse o deputado baiano, que defendeu ainda um debate sem interferências ideológicas e com foco no benefício social e no fortalecimento das famílias.
 

Escolhido relator da jornada 6x1 por Motta, Leo Prates defende “texto médio” para melhorar vida do trabalhador
Foto: Edu Mota, de Brasília / Bahia Notícias

Antes da reunião de instalação da comissão especial que vai analisar projetos de mudança na jornada de trabalho 6x1, o deputado federal baiano Leo Prates (Republicanos) afirmou que pretende construir um “texto médio” para viabilizar a aprovação da proposta.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, Prates disse que busca equilibrar a defesa dos trabalhadores com a necessidade de reunir votos suficientes no Congresso.

 

“Assumi o compromisso com Hugo Motta de fazer um texto médio para ter os votos de que precisamos. São 308 votos. O ótimo é inimigo do bom. Vamos fazer um texto para ser aprovado e melhorar a vida do trabalhador, que é o lado mais fraco nessa relação”, declarou nesta quarta-feira (29).

 

Segundo o parlamentar, o relatório não terá caráter punitivo e buscará reduzir possíveis impactos econômicos negativos.

 

“A gente está focado no trabalhador e tentando minimizar os possíveis efeitos econômicos”, afirmou.

 

Após a declaração, o deputado federal José Rocha (União-BA) abriu a reunião da comissão, que elegerá presidente e vice-presidente do colegiado criado por Hugo Motta.

 

O único candidato à presidência é o deputado Alencar Santana (PT-SP). Após a eleição, a expectativa é que ele anuncie Leo Prates como relator da proposta.

Leo Prates foi escolhido pelo presidente da Câmara para ser o relator dos projetos que mudam a jornada 6x1
Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

O deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA) foi escolhido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser o relator do projeto que muda a jornada de trabalho 6x1 na comissão especial que vai analisar o mérito dos dois projetos que tramitam sobre o tema. A decisão foi anunciada por Motta em entrevista coletiva após reunião de líderes partidários nesta terça-feira (28). 

 

Na mesma reunião, Hugo Motta afirmou que a comissão especial será presidida pelo deputado Alencar Santana (PT-SP). O colegiado foi criado por Motta na semana passada, e contará com a participação de 37 titulares e igual número de suplentes, que serão indicados pelos partidos e blocos parlamentares. 

 

Leo Prates vai ser responsável por elaborar um parecer sobre duas propostas que estão sendo discutidas a respeito da jornada: a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que prevê a adoção de uma carga semanal de quatro dias de trabalho e três de descanso, com 36 horas semanais; e a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê a redução da carga horária semanal para 36 horas ao longo de um período de transição de dez anos.

 

O deputado baiano já chegou a participar, em 2025, da discussão do projeto apresentado por Erika Hilton, quando foi presidente da Comissão de Trabalho da Câmara. Na ocasião, a proposta não avançou por controvérsias a respeito do tema. 

 

Recentemente, o deputado Leo Prates também vinha relatando outro projeto sobre o tema, o PL 67/2025, de autoria da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), que originalmente reduzia a jornada semanal de 44 para 40 horas, com cinco dias de trabalho por dois de descanso.

 

No último dia 15, na Comissão de Trabalho, Leo Prates apresentou seu parecer com uma nova versão para o PL 67/25, incorporando outra iniciativa que tramita em conjunto. O substitutivo estava marcado para ser votado naquele mesmo dia, mas acabou sendo adiado. 

 

Em seu texto, o deputado baiano fez uma previsão de implementação escalonada da jornada, como forma de minimizar impactos econômicos e operacionais nas empresas. Pelo texto de Prates, a jornada seria de 42 horas semanais em 1º de janeiro de 2027, atingindo 40 horas apenas em 1º de janeiro de 2028.

 

Pelo projeto, seria alterada a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Lei 12.790/13, que trata da profissão de comerciário, e a Lei do Repouso Semanal Remunerado. Prates previu que as mudanças tenham validade para todas as categorias e sem redução salarial.

 

Agora como relator das duas PECs que serão analisadas na comissão especial, Leo Prates deve levar sugestões neste mesmo formato, mas a oposição pretende dificultar a votação do relatório. Os partidos de oposição exigem que seja concedido algum tipo de benefício ao setor produtivo em contrapartida à redução da jornada. 

 

Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o relatório de outro baiano sobre os projetos que mudam a escala 6x1. O deputado Paulo Azi (União-BA) apresentou parecer favorável aos projetos, aprovado por unanimidade, mas a comissão só tratou da admissibilidade das propostas. Azi estava cotado para relatar os projetos também na comissão especial.
 

Leo Prates anuncia chegada ao Republicanos e filiação acontece na próxima quinta-feira
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Leo Prates anunciou, nesta quinta-feira (19), sua filiação ao Republicanos. O ato oficial de filiação está marcado somente para a próxima semana, no dia 26, no Centro de Cultura da Câmara dos Vereadores, em Salvador, e deve reunir lideranças políticas e aliados.

 

“Estou de casa nova, muito feliz e grato pelo acolhimento que recebi no Republicanos. Chego com ainda mais disposição para trabalhar pelo povo da Bahia, com responsabilidade, diálogo e dedicação redobrada”, afirmou o deputado.

 

O presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira, celebrou a chegada do novo filiado.

 

"No ano de Copa do Mundo, nada mais simbólico do que vestir a 'camisa 10'. Leo Prates chega para somar talento, experiência e compromisso. Seja muito bem-vindo, é uma alegria recebê-lo no Republicanos", disse.

 

A filiação também foi destacada pelo deputado federal Márcio Marinho, que ressaltou a trajetória política compartilhada com Leo ao longo de mais de duas décadas.

 

"Temos uma caminhada de mais de 20 anos na vida pública, sempre pautados por princípios, lealdade e compromisso com as pessoas. Leo construiu uma trajetória sólida, foi vereador, presidente da Câmara Municipal e hoje exerce com excelência o mandato de deputado federal. Sua chegada ao Republicanos é motivo de muita alegria. É um nome que soma, que agrega e que sempre foi respeitado por todos nós", disse.

 

O movimento ocorre dois dias depois de o parlamentar anunciar sua desfiliação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) por meio de uma carta aberta.

Félix Mendonça Júnior agradece contribuição de Leo Prates ao PDT
Foto: Divulgação

O presidente do PDT na Bahia, deputado federal Félix Mendonça Júnior, se manifestou sobre a saída do deputado federal Leo Prates do partido, anunciada pelo agora ex-pedetista nesta terça-feira (17), por meio de uma carta pública.

 

Em nota, Félix destacou a atuação do deputado durante o período em que esteve filiado ao partido e agradeceu pela contribuição dada tanto na Bahia quanto em Brasília. “Leo chegou ao partido em 2020 e teve uma participação ativa e relevante, contribuindo para o fortalecimento do PDT e para a atuação da bancada no Congresso Nacional”, declarou.

 

O dirigente ressaltou ainda o papel desempenhado pelo parlamentar em funções de destaque, como vice-líder da bancada na Câmara Federal e presidente de comissão, além da atuação na organização partidária na capital baiana.

 

“Lamentamos que, diante das circunstâncias políticas, Leo tenha optado por seguir um caminho diferente daquele definido pela direção nacional e estadual do partido”, pontuou o presidente do PDT baiano.

 

Por fim, Félix Mendonça Júnior desejou sucesso ao parlamentar nos próximos passos da sua trajetória política.

Deputado federal Leo Prates anuncia saída do PDT e atribui decisão a cenário político na Bahia
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

O deputado federal Leo Prates anunciou sua desfiliação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) por meio de uma carta aberta divulgada na manhã desta terça-feira (17). No texto, o parlamentar faz um balanço de sua trajetória no partido e atribui a decisão a fatores relacionados ao cenário político na Bahia.

 

Na carta, Prates afirma que ingressou no PDT em 2020, com o objetivo de colaborar com a construção nacional da legenda, especialmente em relação à candidatura presidencial de Ciro Gomes. Segundo ele, o período na sigla foi marcado por “anos maravilhosos”, destacando a atuação ao lado de lideranças e a relação construída com o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, e com o deputado federal Félix Mendonça Junior.

 

Ao justificar a saída da legenda, o deputado afirma que “as circunstâncias regionais da aliança do PDT com o atual governo do estado da Bahia me forçaram a refletir sobre meus caminhos e rumos”. No texto, acrescenta: “Surgi e sempre fiz parte do grupo político de oposição no estado. Desta forma, com o coração dilacerado, anuncio a minha desfiliação do partido”.

 

Na mensagem final, Prates agradece ao presidente nacional do PDT, à bancada federal e a movimentos sociais pela parceria durante sua permanência na sigla. Ele também afirma que, apesar da mudança partidária, seguirá atuando no Legislativo “pelas causas nacionais em nome do povo brasileiro”.

 

No último dia 2, o parlamentar já havia indicado ao Bahia Notícias que tomaria a decisão até o dia 20 deste mês. Na ocasião, ele indicou que era improvável permanecer no partido diante das atuais condições da sigla na Bahia, que integra a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Projeto aprovado na Câmara transfere simbolicamente a capital de Brasília para Salvador no dia 2 de julho
Foto: Reprodução Redes Sociais

Na sessão realizada nesta terça-feira (10), foi aprovado no plenário da Câmara o projeto que transfere simbolicamente a capital de Brasília para Salvador no dia 2 de julho, quando é celebrado o aniversário da Independência da Bahia. O projeto segue agora para o Senado.

 

A proposta foi apresentada pelo deputado Léo Prates (PDT-BA) e, segundo o texto aprovado, a transferência da capital ocorrerá sem prejuízo das atividades essenciais em Brasília, limitando-se aos atos oficiais e simbólicos que se fizerem necessários em Salvador. Pelo projeto, caberá ao Poder Executivo, em coordenação com os demais poderes e as autoridades do Estado da Bahia e do município de Salvador, dispor sobre a logística, segurança e infraestrutura necessárias para a realização dos atos oficiais no dia 2 de julho.

 

O deputado Léo Prates justifica a medida como forma de reconhecer e valorizar a importância histórica da Bahia e do seu povo na luta pela independência e formação do estado-nação brasileiro. Prates lembra que medidas similares já foram adotadas, como a transferência simbólica da capital para Belém por ocasião da COP30, demonstrando que há viabilidade e o amparo constitucional para tal ato. 

 

“A transferência simbólica da capital federal para Salvador nesta data visa não apenas homenagear esses feitos, mas também resgatar a memória histórica do país, garantindo que o protagonismo baiano seja devidamente reconhecido em nível nacional”, disse Léo Prates. 

 

“Esta iniciativa é um reforço da unidade nacional, celebrando a diversidade regional na construção do Brasil”, completou o deputado baiano.

 

No plenário, a proposta foi relatada pelo deputado Gabriel Nunes (PSD-BA), que disse que a mudança da capital para Salvador representa um “ato de justiça histórica” com a mobilização baiana por independência. 

 

“A celebração do 2 de Julho não diz respeito apenas à memória regional, mas à própria afirmação da unidade e da soberania do Brasil”, afirmou o deputado.

 

Gabriel Nunes ressaltou em seu relatório que a atuação dos baianos foi parte do processo de Independência do Brasil e organizou a resistência, “sediando um governo provisório, fornecendo víveres, efetivos e recursos materiais essenciais, e assegurando o apoio político e militar que o Rio de Janeiro, sozinho, não lograra concretizar após 1822”.

Leo Prates detalha tramitação de leis pelo fim da escala 6x1 e de regulamentação de motoristas por aplicativo
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

O deputado federal pela Bahia, Leo Prates, afirma que seu trabalho no Partido Democrático Trabalhista (PDT) permitiu uma maior aproximação com os movimentos sociais, especialmente trabalhistas. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (2), o parlamentar, que liderou a Comissão de Trabalho na Câmara dos Deputados no último ano, avaliou o andamento de duas das principais pautas temáticas do Congresso este ano: a regulamentação dos motoristas por aplicativos e o fim da escala de trabalho 6x1. 

 

Questionado sobre a relação do seu partido com as pautas, por meio do legado com Leonel Brizola, fundador da agremiação que formou o partido, Leo Prates destacou que "eu não me apropriei [dos temas], acontece que no PDT eu pude mostrar toda a minha essência porque é um partido com movimentos muito embilicados e que facilitou muito esse trabalho", afirmou. 

 

"Então, eu pude realmente reforçar a minha relação com os movimentos sociais”, destacou. Como ex-líder da comissão temática na Câmara, o pedetista ajudou na avaliação dos projetos relacionados às pautas trabalhistas. 

 

Sobre a relação com os motoristas de aplicativo, ele cita que possui uma forte relação com representantes da categoria e hoje compõe a liderança da Comissão Especial sobre Regulamentação dos Trabalhadores por App (PLP 152/25). 

 

“Nós criamos um movimento muito forte com relação aos motoristas de aplicativo e não é por tanto que, sem eu pedir, eu fui aclamado por tantos companheiros e companheiras, destaco o colega Daniel Agrobom, do PL de Goiás, que me convidou para ser o primeiro vice-presidente da comissão dos aplicativos, por essa ligação, por entender bem como funciona o sistema, e com esses debates a gente pode crescer", contextualiza. Ao BN, Prates cita que um projeto de lei, decorrente dos debates da comissão, deve ser apresentado até o final de abril. 

 

Ele ressalta, no entanto, que apesar de luta pela regulamentação, o projeto deve respeitar o desejo dos trabalhadores da categoria. "Lembrando que, apesar de ser uma pessoa que defende uma carteira de trabalho, defende a CLT, no caso dos motoristas por aplicativo. eles desejam ser autônomos. E a gente, que tem uma formação de defesa do trabalhismo, precisamos entender que o trabalhismo tem se modificado ao longo do tempo e eu acho que a legislação vai agradar muito", compreende. 

 

No que tange a escala 6x1, o deputado explica que o “leque enorme de projetos”, promove um debate complexo sobre o tema, que deve ser ainda mais aprofundado com a criação de uma comissão especial.   

"O presidente Hugo Motta ficou de estabelecer a comissão especial, a comissão é um instrumento importante de debates”, afirma. “Um desses PLs, eu sou o redator, da deputada Daiana Santos, do PCdoB do Rio Grande do Sul", completa. 

 

Ele, que acompanhou o debate de perto no último ano, destaca que, na Comissão do Trabalho, a busca foi pelo equilíbrio, com a participação da deputada Erika Hilton e o deputado Luís Gastão - um dando a visão trabalhista, que é a deputada Erika, e outro dando a visão de representação empresarial.

 

No entanto, Leo Prates revela que, pessoalmente, não acredita que a escala 4x3, sugerida em parte dos projetos, seja possível. "Eu acho que a escala 4x3 é a escala sonhada mas não é a escala possível agora, dizendo com muita clareza. A escala possível, na minha visão, é a 5X2, nós estamos estabelecendo como teto 40 horas semanais, a média do brasil é 39 horas, nós também possibilitamos uma transição para a escala, que no meu entendimento é bom para o empresariado e bom para o trabalhador", aponta.  

 

Ele cita a possibilidade de garantir uma transição acordada entre trabalhadores e empresários: "A possibilidade de, por convenção coletiva, você estabelecer na CLT um máximo de 10 horas de trabalho diário, podendo limitar a quatro dias de trabalho."

 

Leo Prates diz ainda que "é uma escolha, que cada um faz, mas colocamos que isso tem que ser negociado com sindicatos, em convenção coletiva". "Então, no nosso relatório, a gente abriu essa possibilidade, que eu acho que é uma transição consensuada e boa para todas", finaliza. 

 

Confira o trecho: 

 

Leo Prates relembra expansão de base eleitoral no interior e alega relação "umbilical" com Sheila Lemos
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

Em entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias (BN), nesta segunda-feira (2), o deputado federal Leo Prates (PDT) detalhou a expansão de sua atuação política para o interior do estado visando o pleito de 2026. Questionado sobre o crescimento de sua base eleitoral fora da capital, o parlamentar relembra o trabalho de expansão realizado nos últimos anos.

 

"Expandi muito, eu tenho relação com 20 a 25 prefeitos no interior. Trabalho em mais de 80 municípios. Eu expandi muito, aprendi muito no interior desde o mandato de estadual em 2018. Em 2024, participei das eleições municipais e aprendi muito no interior, sobretudo na macrorregião de Irecê. Cresci, tenho muito boa relação lá, ainda mais em Central e Morro do Chapéu", detalha o deputado.

 

Prates ressaltou que, embora priorize a atuação legislativa, tem focado a destinação de emendas para fortalecer as regiões onde atua. "Levei obras, são muito importantes, serviços e equipamentos a quase todos os municípios em que trabalho", pontua.

 

SUDOESTE ALIADO?
Ao ser questionado sobre a busca de alianças na chapa encabeçada pelo grupo de ACM Neto para o governo da Bahia, especialmente entre lideranças do interior, Prates destacou sua ligação histórica com Vitória da Conquista e a prefeita Sheila Lemos (União), nome cotado para vice-governadora da Bahia na disputa das eleições de 2026.

 

"Não posso negar a relação do interior, tenho uma relação umbilical com a prefeita Sheila Lemos. Minha família é de Vitória da Conquista., cresci naquelas ruas. Minha 'Disneylândia' era em Vitória da Conquista. Posso dizer que a cidade faz parte dessa história, minha relação com Sheila Lemos faz parte de tudo isso. Não conversei com ela sobre isso [composição de chapa], mas tenho uma relação muito forte com a prefeita Sheila", concluiu o parlamentar.


Confira a entrevista completa abaixo:

“Até 20 de março tomo uma decisão definitiva”, diz Leo Prates sobre saída do PDT
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

O deputado federal Leo Prates afirmou, nesta segunda-feira (2), que pretende tomar até o dia 20 de março uma decisão definitiva sobre sua permanência no Partido Democrático Trabalhista (PDT).

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, durante o Projeto Prisma, ele disse que ainda precisa se reunir com o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, antes de bater o martelo.

 

“Eu tenho meu cronograma de até 20 de março tomar uma decisão definitiva se eu fico ou não fico no PDT. Ainda falta fazer uma reunião com meu presidente amado Carlos Lupi. Até 20 de março eu tomo essa decisão definitivamente”, declarou.

 

Segundo o parlamentar, é improvável que consiga permanecer no partido diante das atuais condições da sigla na Bahia, que integra a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

“É improvável que eu consiga ficar no PDT, como diz na química, dadas as condições normais de temperatura e pressão”, afirmou.

 

Leo Prates também indicou que, caso confirme a saída, deve anunciar a nova filiação entre os dias 20 e 27 de março, semana que antecede o aniversário de Salvador, que completa 477 anos em 29 de março. 

 

Confira episódio completo:

 

Vale lembrar que a janela partidária ocorre entre essa sexta-feira (6)  e o dia 5 de abril. 

 

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Em outro momento, ele reafirmou que deve tomar até o dia 20 de março uma decisão definitiva sobre sua permanência, que se mostra "cada vez mais dificil". 

 

“Conversei com meu presidente Carlos Lupi. Meu desejo era permanecer no PDT, mas está ficando cada vez mais difícil minha permanência”, declarou.

 

Segundo ele, o alinhamento do partido com o governo do estado da Bahia tem pesado na avaliação. 

 

“Hoje está cada vez mais difícil um afastamento do partido com o governo do estado. Houve, em determinado momento, uma liberação para eu apoiar ACM Neto, mas não ficaria legal para minha imagem manter as duas situações. Essa circunstância me coloca para fora do PDT”, afirmou.

 

Léo Prates revelou ainda que já conversou com outras legendas. Ele citou abertura para filiação ao União Brasil, em diálogo com Antonio Rueda, ACM Neto e o prefeito de Salvador, Bruno Reis.

 

Também houve conversas com o Progressistas (PP), por meio do secretário de Governo da Prefeitura de Salvador, Cacá Leão. 


O parlamentar mencionou ainda diálogo com o Republicanos, por meio do presidente nacional Marcos Pereira, do presidente da Câmara Hugo Motta e do presidente estadual da sigla, Márcio Marinho.

 

Sobre o Partido Socialista Brasileiro (PSB), ele afirmou ter recebido convite do deputado João Campos, a quem chamou de “irmão de vida”.

 

Ao final, Léo Prates declarou que há “uma larga vantagem” para o que classificou como caminho natural: a filiação ao Republicanos. (Atualizado às 16h52 com os detalhamentos dos convites de outros partidos)

Entrave em Pernambuco ainda "assombra" PSB da Bahia e oposição aguarda definição para "incluir federais"; entenda
Foto: Miva Filho/Instagram @raquellyraoficial

Para quem já dava como "martelo batido e ponta virada" a manutenção do comando do PSB da Bahia com a deputada federal Lídice da Mata e garantia de apoio à reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT), o cenário ainda pode ser alterado. De acordo com apuração do Bahia Notícias com lideranças partidárias envolvidas no processo, o cenário político em Pernambuco ainda pode interferir em terras baianas. 

 

O imbróglio nasce da indefinição do PT pernambuco, que mantém diálogos com o prefeito de Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, ao tempo em que conversa com a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição. No centro do debate está o senador Humberto Costa (PT), que fala publicamente do apoio à candidatura de João Campos, mas flerta nos bastidores com Raquel Lyra.

 

O PSB já estava com alvo demarcado na Bahia após a saída do senado Angelo Coronel do PSD, após a negativa do grupo em autorizar que o senador concorresse a reeleição. Em um primeiro momento, o PSB poderia abrir a família Coronel para que o clã permanecesse na base aliada do governador Jerônimo Rodrigues. Entretanto, outro caminho passou a ser desenhado diante desse flerte do PT e do governo federal com a candidatura à reeleição da governador do PSD. Coronel surgiria como liderança para comandar a legenda no estado, caso se confirmem os desencontros na disputa eleitoral em Pernambuco. O senador surgiria como "alternativa" a deputada federal Lídice da Mata, atual presidente. 

 

Em visita recente à capital baiana, durante o evento em comemoração aos 46º aniversário do Partido dos Trabalhadores, João Campos evitou falar abertamente sobre eventuais reações à aproximação do entorno de Luiz Inácio Lula da Silva e Raquel Lyra. Apesar disso, uma "guerra fria" teria sido instaurada, mantendo o assunto em "stand-by". Após o evento, setores diversos cogitaram a migração de Humberto Costa para integrar a chapa de Lyra e tentar renovar o mandato. O movimento não teria agradado Campos. 

 

Em compasso de espera, a oposição na Bahia analisa os cenários possíveis para o partido. Com a incerteza sobre o comando da sigla ainda pairando, o grupo já estuda um plano de alocação de candidatos a deputado federal na legenda, a exemplo de Diego Coronel, filho do senador Angelo Coronel. Além disso, outro nome que também poderia ser incluído seria o do deputado federal Leo Prates, que está de saída do PDT e, por enquanto, tende a migrar o Republicanos. 

 

PARTIDO ARRUMADO
Nos últimos meses, o partido foi reorganizado para disputar o pleito de 2026. Houve a especulação de que o deputado federal Mário Negromonte Jr. poderia ser um dos nomes, mas a filiação não avançou. O partido atualmente possui somente a presidente estadual do PSB, Lídice da Mata, com cadeira na Câmara dos Deputados e almeja a ampliação dela. Na lista proporcional dos socialistas para a Câmara, além de Lídice, devem ser apresentados nomes como Vitor Bonfim (PV), Danilo Henrique Jr. e o ex-comandante do Corpo de Bombeiros, Adson Marquezini. Outro nome discutido seria ainda a da petista Elisângela Araújo.

 

Já na chapa para concorrer uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a legenda pode confirmar a migração de parte dos egressos do PP. Entre eles, nomes como Niltinho, Antonio Henrique Jr., Eduardo Salles, Hassan Youssef, estão apalavrados para também migrar para o PSB.

Na Mudança do Garcia, Léo Prates destaca importância do festejo: "Não tem um movimento mais crítico"
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

Presente na tradicional Mudança do Garcia, em Salvador, a reportagem do Bahia Notícias conversou com o deputado federal Léo Prates (PDT), que comentou sobre a participação no cortejo e a importância de dialogar com os trabalhadores durante o Carnaval.

 

Segundo o parlamentar, o convite para participar da manifestação partiu de integrantes da União Geral dos Trabalhadores da Bahia (UGT-BA).

 

"Não, olha, eu tive já uma vez aqui. Esse ano é a UGT através de Marcelo e Magno que me convidaram. Marcelo, Magno da Mini. Nós nos aproximamos muito dos movimentos dos trabalhadores na comissão do trabalho. Fui relator de um dos projetos que acaba com a escala 6x1. Acabamos criando algumas bandeiras em que nós estamos todos engajados. Eu acho que é importante de ouvir as pessoas, como eu sempre digo, os elogios não motivam e as críticas fazem a gente melhorar. Não tem um movimento mais crítico no carnaval do que a mudança [do Garcia]. Então, é importante estar aqui ouvindo as críticas", declarou.


Questionado pela reportagem se se sentia um “peixe fora d’água” no evento, Prates respondeu em tom descontraído:

 

"Não, eu já tô mergulhando profundo", brincou.

Léo Prates comenta saída do PDT e sinaliza Republicanos como possível destino
Foto: Liz Barretto / Bahia Notícias

O deputado federal Léo Prates (PDT) comentou, nesta segunda-feira (26), a saída do PDT após o provável rompimento da legenda com o grupo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União). A declaração aconteceu na inauguração do viaduto Zé Linhares, entrega que ele acompanhou ao lado de mais dois representantes da Câmara: Rogéria Santos (Republicanos) e Márcio Marinho (Republicanos).

 

Questionado sobre a migração do PDT, o deputado confirmou que manterá o apoio ao candidato a governador e deve deixar o partido. Na ocasião, ele sinalizou o alinhamento com o Republicanos.

 

"Sairei com o coração partido, mas, por amigos, irei pro Republicanos. O vereador Luiz Carlos é meu parceiro. O presidente Hugo Mota me abraçou, me dá espaço na Câmara. Se eu fiz um ano de 2025 bom, foi graças a ele e ao meu partido. Eu acho que esse namoro vem desde 2016. Republicanos é um partido que eu gosto. Gosto de Márcio Marinho", afirmou o deputado.

 

Prates defendeu a presença de Márcio Marinho para compor a chapa majoritária da oposição nas eleições de 2026. Para ele, o bispo deve estar no grupo. 

 

"Acho ele um dos grandes homens públicos, mas claro que defendo a liberdade de Neto de fazer a melhor escolha. Mas se eu puder opinar e minha voz for escolhida, com certeza Márcio Marinho estará presente na chapa", endossou o deputado.

 

Apesar da provável saída, o parlamentar deixou clara a vontade de trazer seu atual partido de volta à base do candidato a governador.

 

"ACM Neto gostaria muito de contar com todas as forças que querem sonhar com uma Bahia melhor, mas depende do PDT. Assim como o PDT sabe que, por princípio, eu faço parte do grupo político de ACM Neto", completou.

Daniel Alves diz que Câmara de Salvador não vai sofrer com realização de eleições em 2026
Foto: Nilson Tellys / Bahia Notícias

Em meio aos festejos da Lavagem do Bonfim, realizada nesta quinta-feira (15), o vereador Daniel Alves (PSDB) concedeu uma breve entrevista na qual abordou as perspectivas para a atividade legislativa na Câmara Municipal de Salvador.

 

Alves destacou que, embora 2026 seja um ano de eleições para presidentes, governadores, senadores e deputados federais e estaduais, o trabalho na Câmara não para. "É um ano de eleição. Esse é o primeiro ato político que a gente tem, que é o Bonfim, tanto que tá mais cheio, né? Dá para perceber que esse ano vai ser bem acirrada a disputa. Mas a Câmara continua trabalhando, como sempre trabalhou", afirmou o vereador.

 

Questionado se estaria entre os vereadores que disputarão um cargo nas eleições de 2026, Daniel Alves negou sua candidatura e revelou que dedicará seus esforços à campanha de aliados. "Não, eu tenho, já tenho o meu deputado federal, que é o Leo Prates (PDT), o meu deputado estadual, que é o Tiago Correia (PSDB). Então, farei um trabalho pra eles, que eles estiveram comigo também na minha eleição, por isso vou retribuir esse apoio que eles sempre me deram", declarou.

Leo Prates confirma “conversas avançadas” com o Republicanos, mas indica reunião com Lupi: “Meu desejo é ficar”
Foto: Antonio Cavalcante / Bahia Notícias

O deputado federal Leo Prates (PDT) afirmou que possui conversas avançadas para se filiar ao Republicanos, mas informou que irá se reunir com o presidente do PDT, Carlos Lupi, para dialogar sobre a possível saída da legenda. Ao Bahia Notícias, nesta quinta-feira (15), o parlamentar disse que o “desejo é ficar” na sigla, mas com a adesão dos pedetistas ao governo Jerônimo Rodrigues (PT), ele reforçou que estão em grupos políticos divergentes.

 

“Eu fiquei de conversar com o presidente Carlos Lupi, agora entre fevereiro e março. Vocês sabem, eu sou feliz no PDT. Me prestigiou nacionalmente, mas hoje eles fazem parte de outro grupo político. A gente vai sentar, conversar, somos todos amigos e ver quais serão os caminhos que eu vou adotar. O meu desejo é ficar, mas eu estou com conversas bem avançadas com o Republicanos”, disse Leo Prates.

Governo Lula deve apoiar proposta alternativa de Leo Prates que estabelece jornada 5x2 e 40 horas semanais
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

A área política do governo Lula não gostou da forma como foi alterado o texto do projeto da deputada Erika Hilton (Psol-SP) que busca modificar a escala de trabalho 6x1. A própria deputada, assim como membros do governo, fez críticas ao relatório apresentado na semana passada pelo deputado Luiz Gastão (PSD-CE). 

 

Em seu parecer, o relator não modificou a escala 6x1, e apenas sugere uma mudança gradual na jornada de trabalho semanal, de 44 para 40 horas, durante os próximos quatro anos, além de incluir a possibilidade de desoneração da folha para empresas com alto peso de pessoal, como forma de suavizar impactos econômicos. 

 

Gastão disse que tentou encontrar uma alternativa que beneficie os trabalhadores, sem onerar excessivamente o setor produtivo. O projeto está agendado para ser discutido nesta quarta-feira (10) na subcomissão especial criada para a análise do tema.

 

O governo, entretanto, pensa em apoiar uma proposta alternativa à PEC da deputada Erika Hilton, que é relatada na Comissão de Trabalho pelo deputado Leo Prates (PDT-BA). O projeto acaba de forma explícita com o 6x1 e institui jornada 5x2, com 40 horas semanais e oito horas diárias.

 

No seu substitutivo, Leo Prates estabelece uma jornada de no máximo 40 horas semanais, com cinco dias de trabalho e dois de descanso. A ideia do deputado baiano é promover a implementação da escala deve ser feita de forma gradual para começar a valer de forma integral em 2028.

 

No relatório, Prates também colocou um dispositivo que dá a possibilidade de regime de trabalho na escala 4x3, com limite máximo de 10 horas diárias, mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva.

 

“O substitutivo, em sua formulação cuidadosa, busca esse ponto de equilíbrio entre a necessária valorização do trabalho humano e a preservação da sustentabilidade econômica das empresas”, afirma Leo Prates, que é o presidente da Comissão de Trabalho da Câmara. 

 

O deputado baiano deve ler o seu relatório em reunião nesta semana da Comissão de Trabalho da Câmara. Prates, entretanto, não garante que a proposta seja aprovada ainda neste ano. 

 

O Palácio do Planalto quer fazer dessa pauta uma de suas principais bandeiras para o próximo ano. Na última semana, o presidente Lula defendeu a revisão da jornada semanal de trabalho no Brasil, afirmando que os avanços tecnológicos tornam obsoleto o modelo atual, de seis por um.

 

Segundo o presidente, o debate sobre redução da jornada deve ser retomado de forma estruturada, à luz das transformações do setor produtivo. “Não tem mais sentido nosso País, com avanços tecnológicos, manter a atual jornada de trabalho”, afirmou.
 

Leo Prates defende proibição na cobrança de bagagens e quer debater solução para rotas abandonadas pelas companhias
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado Leo Prates (PDT-BA) defendeu a aprovação, nesta quarta-feira (22), do projeto que proíbe a cobrança de bagagem de mão em voos comerciais. A proposta, que teve urgência aprovada de forma simbólica, é o tema principal a ser votado no plenário da Câmara na sessão de hoje.

 

Leo Prates também apresentou um projeto, no início deste mês, com teor parecido ao que será votado no plenário nesta quarta. O projeto do deputado baiano proíbe a cobrança de valores adicionais por bagagens de mão transportadas por passageiros em voos domésticos e internacionais.

 

Na tribuna da Câmara, o deputado Leo Prates lembrou que nos últimos anos, o governo federal fez inúmeras concessões às companhias aéreas, com objetivo de criar condições para a redução do preço das passagens. Prates lembrou, entre outros benefícios, os incentivos no ICMS do querosene de aviação, concedidos pelos governos estaduais, além da permissão para a cobrança de bagagens, assentos e remarcações. 

 

“E, mesmo assim, os preços das passagens não diminuem. E o que é pior, as companhias aéreas vêm reduzindo drasticamente a malha aérea em nosso País”, disse o deputado.

 

O parlamentar do PDT destacou a situação enfrentada no estado da Bahia. Segundo ele, em Salvador, por exemplo, vem acontecendo uma progressiva substituição de voos diretos entre a capital e outras cidades baianas, como Vitória da Conquista. 

 

“Em Vitória da Conquista realizamos uma audiência pública que demonstrou alta demanda de passageiros por voos com escalas em São Paulo, Recife ou Belo Horizonte. O resultado? Voos que duravam 40 minutos atualmente demoram seis, sete horas, em razão das escalas. Isso é reserva de mercado. Assim, esses passageiros que precisam do transporte aéreo para se deslocarem veem-se desamparados e sem qualquer opção de oferta”, criticou o deputado. 

 

Prates disse ainda que existem hoje apenas três companhias aéreas controlando o preço das passagens no Brasil. Para o representante da Bahia, já teria passado da hora de o Congresso analisar a abertura do mercado para empresas internacionais, permitindo que elas voem livremente em território nacional, especialmente em rotas para as quais as empresas brasileiras não têm mais interesse.

 

“É chegada a hora de dar um basta nessa farra dos preços das passagens e no monopólio das companhias aéreas. Por isso, peço ao presidente Hugo Motta que possa iniciar os debates sobre a abertura do mercado brasileiro nessas rotas que as companhias nacionais deixaram de efetivar. E por quê? Porque as companhias aéreas agora resolveram abrir seu capital para as estrangeiras. Então, não são mais empresas nacionais; são empresas supranacionais. Assim sendo, acredito que, antes das empresas, quem deve se beneficiar é o consumidor”, concluiu o deputado Leo Prates.
 

Cláudio Tinoco descarta candidatura em 2026 e avalia licença para "engrossar" campanha de ACM Neto ao governo
Foto: Paulo Dourado / Bahia Notícias

O vereador Cláudio Tinoco (União) negou a possibilidade de disputar uma vaga como deputado estadual ou federal no próximo ano. Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, ele afirmou que seu objetivo para 2026 é contribuir para a eleição de um nome ao governo da Bahia, argumentando que o Partido dos Trabalhadores (PT) já ocupa o Executivo estadual "há quase um quarto de século".

 

"Eu fui candidato nos últimos quatro anos três vezes. A vereador em 2020, a deputado estadual em 2022 e novamente a vereador em 2024. Então, a minha decisão pessoal é de não ser candidato em 2026. Acho que mais importante do que eu ter um mandato de deputado estadual, federal ou senador é devolver ao nosso grupo o comando da Bahia, não por outro motivo que não seja a importância da alternância de poder", afirmou o vereador.

 

O parlamentar também sinalizou, em entrevista ao BN, que o principal nome que pretende apoiar é o do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, que ainda não oficializou sua pré-candidatura ao governo da Bahia.

 

"Espero que em breve ACM Neto possa admitir a sua candidatura ao governo do Estado. Estarei ao lado dele para exercer qualquer função necessária, das mais simples às mais estratégicas, de qualquer forma que eu possa ajudar", ressaltou.

 

Além disso, o vereador declarou que avalia solicitar uma licença na Câmara Municipal de Salvador para participar de forma mais ativa do processo eleitoral do candidato indicado pela oposição.

 

"Não descarto me licenciar no período eleitoral para poder ajudar de forma mais direta na campanha, então sair da Câmara por três meses e me dedicar integralmente à disputa", disse.

 

Apesar desse posicionamento, Tinoco destacou que, além da oposição ao governo de Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026, também pretende trabalhar para ajudar na eleição de aliados, citando os deputados Léo Prates (PDT) e Sandro Regis (União).

 

"É claro que estarei também ao lado de deputados federais e estaduais, contribuindo com a minha base em Salvador e com a minha capacidade de trabalho para ajudar alguns amigos e correligionários a se elegerem. Tenho um compromisso com o deputado federal Léo Prates, sobretudo pelo bom trabalho que ele vem fazendo nesse primeiro mandato, e considero importante a sua reeleição. Também destaco o deputado estadual Sandro Regis", declarou.

Membro da comissão que analisará regulamentação de motoristas de aplicativos, Leo Prates enxerga conflito sobre CLT
Foto: Edu Mota, de Brasília / Bahia Notícias

O deputado federal Leo Prates (PDT-BA) falou, nesta terça-feira (19), sobre o projeto que vai regulamentar o trabalho de motoristas de aplicativos. Segundo ele, membro da Comissão Especial que vai analisar o projeto, em entrevista ao Bahia Notícias, disse que vai trabalhar para entregar um texto que agrade, sobretudo, os motoristas, diretamente impactados pelo projeto. 

 

"Eu tive em Genebra, como vocês sabem, foi debatido lá esse novo arranjo dessa intermediação de mão de obra por esses aplicativos. Há uma resistência muito grande dos motoristas de aplicativo a essa legislação que o governo apresentou. O nosso desejo é atender os motoristas de aplicativo da Bahia, de Salvador, eles podem ficar tranquilos", iniciou ele. 

 

Além disso, o parlamentar enxergou uma problemática em relação à falta de acordo entre o governo e a classe de motoristas. 

 

"Há um problema que, na visão do governo, os motoristas por aplicativo seriam CLT. E não há um desejo da classe pelo menos quem ouvi até hoje, de diversos motoristas por aplicativo, de vários líderes da categoria fizemos debates na Bahia inclusive em Lauro de Freitas com o presidente da câmara Juca e eu não vejo esse desejo lembrando que muitos dos motoristas de aplicativo utilizam a profissão para ter uma renda extra", concluiu ele. 

Leo Prates garante avanço de projeto que isenta pessoas com deficiência de pagar taxa para tirar passaporte
Foto: Edu Mota / Brasília

Na última reunião antes do recesso parlamentar, em 15 de julho, a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara aprovou por unanimidade o relatório do deputado Leo Prates (PDT-BA) que assegura a isenção da taxa de emissão da primeira via do passaporte para pessoas com deficiência. 

 

O projeto, o PL 1366/25, segue agora para ser analisado pela Comissão de Finanças e Tributação. A matéria também terá que passar pela Comissão de Constituição e Justiça antes de ser apreciada em plenário. 

 

Na defesa da aprovação da proposta, o deputado Leo Prates, defendeu que a medida é um importante mecanismo de inclusão para pessoas com deficiência no país. 

 

“O projeto busca mitigar barreiras econômicas enfrentadas por pessoas com deficiência no acesso a um direito fundamental de cidadania: a liberdade de locomoção, que enfrenta barreiras adicionais conhecidas no caso das pessoas com deficiência”, disse o deputado baiano, que é o presidente da Comissão de Trabalho da Câmara. 

 

No seu parecer, o deputado Leo Prates destaca que o Brasil é signatário da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que foi incorporada ao ordenamento jurídico com status de norma constitucional, por meio do Decreto nº 6.949, de 2009. A norma estabelece, em seu art. 9º, que os Estados Partes da Convenção devem identificar e eliminar obstáculos à acessibilidade em diversos contextos, o que deve incluir serviços administrativos e documentais. 

 

“Além disso, não se pode esquecer, que, desde o seu art. 1º da Lei nº 13.146, de 2015, consagra o compromisso do Estado com a promoção da cidadania e da inclusão social das pessoas com deficiência. A isenção da taxa de passaporte, nos termos do projeto, coaduna-se com esse objetivo, especialmente ao tratar-se da primeira emissão, momento em que se formaliza o direito à mobilidade internacional”, reforçou Leo Prates. 

 

Caso o projeto se torne lei, o Ministério das Relações Exteriores, em conjunto com os órgãos competentes, será responsável pela regulamentação e implementação da isenção. De acordo com a proposta, apresentada pelo deputado Max Lemos (PDT-RJ), a solicitação da segunda via do passaporte continuará sendo cobrada, conforme a legislação vigente.
 

Léo Prates diz querer permanecer no PDT, mas condiciona decisão do partido sobre apoio a Jerônimo
Foto: Victor Hernandes / Bahia Notícias

O deputado estadual Léo Prates (PDT) afirmou nesta terça-feira (2), durante o cortejo do 2 de julho, que seu desejo é permanecer no PDT, mas condicionou essa permanência à definição do partido sobre o apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026.

 

“O meu desejo é permanecer no PDT. Tenho amigos no partido, gosto do PDT, mas é preciso ver se a gente acha uma equação amigável para isso. Com a exigência de que todo candidato apoie Jerônimo, e eu fazendo parte do grupo de ACM Neto, essa decisão precisa ser avaliada”, explicou.

 

Prates revelou ter conversado com lideranças de diferentes siglas e citou nomes como Márcio Marinho, Luiz Carlos, Ciro Nogueira, Cacá Leão, Mário Júnior, Paulo Azi, ACM Neto, além dos presidentes do PDT, Carlos Lupi e Félix Mendonça Júnior. Segundo ele, uma definição sobre sua filiação será tomada até fevereiro de 2025, de forma “amigável”.

 

O deputado também comentou a operação Overclean, que teve alvos ligados ao PDT e ao deputado federal Félix Mendonça Júnior. Para Prates, é preciso respeitar o princípio da presunção de inocência.

 

“A Constituição prega a presunção de inocência. A biografia do deputado Félix é honrada, ética. Nunca esteve envolvido em nada. Todos nós que estamos na vida pública estamos sujeitos a investigações. Confio na reputação, na trajetória e na conduta de Félix”, afirmou.

Em propagandas do PDT, Ana Paula Matos deve migrar para União Brasil e "embaralhar" tabuleiro eleitoral
Foto: Divulgação

O rompimento do PDT com o grupo político do ex-prefeito ACM Neto (União) segue trazendo impactos. Com nomes ligados ao prefeito de Salvador Bruno Reis (União), integrantes inseridos na legenda por conta da relação com o grupo não devem permanecer, como a vice-prefeita Ana Paula Matos. A questão é o destino e o que a nova filiação impactará no campo político futuro. 

 

Ainda ligada ao PDT, Ana Paula ainda surgiu em recente inserção da sigla em emissoras de rádio e televisão, ressaltando as pautas partidárias. A vice-prefeita, apesar de se “encaixar” no partido com relação às pautas, foi inserida no PDT durante o debate para ocupar o posto de vice na eleição de 2020. Logo após, a boa relação foi tamanha que ainda chegou a ser escolhida para disputar a vice-presidência da República, ao lado de Ciro Gomes, em 2022.


O prefeito Bruno Reis (União) chegou a comentar sobre o tema, indicando que, por “questões nacionais e estaduais, resolveu seguir outro projeto”. “A vice-prefeita, diferente dos parlamentares, com prazo para deixarem o partido, pode sair a qualquer tempo. E no momento certo vamos tomar a decisão de qual será o partido. É uma decisão dela, que cabe a ela, mas quero dizer que o União Brasil está de portas abertas para recebê-la pelo grande quadro público que ela é e que tanto contribuí com a gestão”, analisou. 

 

Nos bastidores, o entendimento de interlocutores de Ana Paula e de Bruno Reis é que a filiação da vice-prefeita ao União Brasil é certa. Ao Bahia Notícias, alguns deles sinalizaram que a tendência é clara da filiação, dada a “parceria” com o prefeito. “Bruno tem participado do debate do novo partido, ele quer ela [Ana] no União Brasil”, indicou uma das fontes procuradas pelo BN. 

 

O encaminhamento da filiação também movimenta a continuidade do grupo no comando da prefeitura. Isso, porque, os dois nomes mais comentados para a sucessão de Bruno Reis são do PDT, atualmente: a própria Ana Paula e o deputado federal Leo Prates. A disputa interna pode ganhar contornos diferentes, já que existe a possibilidade de ambos estarem em outro partido na próxima janela partidária. Os rumos do partido em Salvador devem começar a ser traçados a partir de fevereiro do próximo ano, em uma “conversa definitiva” com o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, e quadros da sigla na capital baiana, segundo Leo Prates.

 

O novo partido Leo também pode ser revelado em breve, apesar do parlamentar garantir que sua prioridade é permanecer no PDT. Para isso, o parlamentar precisa que o presidente nacional, Carlos Lupi, e o presidente estadual na Bahia, Félix Mendonça Jr., o liberem para apoiar uma nova candidatura de ACM Neto (União) ao governo do Estado, continuando assim na oposição. No entanto, caso esse cenário não se concretize, Prates já analisa legendas para se abrigar, com um olhar carinhoso para o Republicanos.

 

"Dito isso, eu recebi alguns convites que eu me sinto lisonjeado, que tocam o meu coração. Recebi convites de deputados do União Brasil, de deputados do Republicanos incluindo o meu dileto amigo, um cara que tem se tornado um cara do meu coração, o presidente Hugo Motta. Recebi convites do partido Progressistas, incluindo meu dileto amigo, Cacá Leão, e estive com o senador Ciro Nogueira. Tive com o deputado Márcio Marinho, do Republicanos, que também me abriu as portas e é um cara que eu convivo desde 2008, com respeito, admiro e me inspira no trabalho em Brasília. E na hora certa, eu vou avaliar. Então o que eu quero dizer com muita clareza é que não havendo condições, o presidente Lupi entendendo que não dá para eu permanecer no PDT e apoiar ACM Neto, o Republicanos eu diria que é um dos partidos que avalio com imenso carinho", acrescentou.

 

O embate para 2028 então pode contrapor dois projetos, um do União Brasil, com Ana Paula Matos e, outro, de um partido aliado, com Leo Prates filiado ao Republicanos, caso a negociação se concretize. 

"Eleição de 2026 vai passar muito pelas pautas dos segmentos e menos pela política", avalia Leo Prates
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Ida do PDT para a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), rumos da oposição na Bahia e situação do partido no Congresso Nacional após o escândalo do INSS e demissão de Carlos Lupi. Esses foram alguns assuntos abordados em entrevista com o deputado federal Leo Prates (PDT).

 

Durante o bate-papo com a reportagem do Bahia Notícias, o parlamentar baiano comentou as últimas movimentações do partido no estado, projetou o papel do grupo de oposição com a eleição de 2026 no horizonte e garantiu que vai se manter fiel no apoio a ACM Neto (União) e a Bruno Reis (União).

 

Segundo Prates, seu desejo é permanecer no PDT, desde que a cúpula da legenda permita que ele continue apoiando o ex-prefeito de Salvador e permaneça posicionado na oposição estadual. Caso o cenário seja inviável, o deputado já estuda o ingresso em outros partidos.

 

Confira aqui a entrevista completa.

De olho na vice para 2026, Leo Prates estuda saída do PDT e filiação ao Republicanos; entenda movimento
Foto: Divulgação

Da discussão a concretização, o PDT voltou a base do governo petista na Bahia. A movimentação, marcada pela insatisfação do presidente estadual do partido, Félix Mendonça, durante as eleições de 2024, pode impactar na permanência de alguns integrantes, inclusive do deputado federal Leo Prates. 

 

Ligado diretamente a oposição na Bahia, principalmente ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), a possibilidade já chegou a ser aventada. O movimento, ainda em 2024, sofreria uma série de fatores, impactando na manutenção da filiação do parlamentar ao partido, podendo fazer com que Leo encontrasse resistência em sua permanência. Mesmo com o “endosso” do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, desde o ano passado, a saída é vista como iminente. 

 

Com o cenário mais "estável", o próprio Leo tem buscado encontrar alternativas para o futuro. Segundo interlocutores ligados a alguns partidos políticos, duas possibilidades foram cogitadas: o Progressistas e o Republicanos. O PP, agora, com o encaminhamento de uma federação com o União Brasil, seria um partido viável para Prates, já que conseguiria manter o posicionamento de oposição, além de uma viabilidade política para os cenários expostos. Um diálogo inicial teria sido feito, inclusive com o assunto passando por lideranças do partido na Bahia. 

 

A alternativa, mais atual, seria o Republicanos. O partido pode ser o destino de Leo, possibilitando o partido a conquistar mais uma cadeira de deputado. Porém, a articulação para a filiação pode ter vista a formação da chapa majoritária. A ida de Leo para o Republicanos abriria outro "caminho", com o parlamentar podendo representar a legenda na chapa, integrando a vice de ACM Neto, que deve disputar o governo em 2026. 

 

O salto significaria um "alavancada" de Leo Prates, que, integrando um eventual governo de Neto na Bahia, poderia manter vivo o principal sonho que é o de disputar a prefeitura de Salvador. Inclusive, o Bahia Notícias apurou que o diálogo de Leo seria diretamente com o presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Hugo Mota. Com forte influência no partido, Hugo teria a missão de conduzir a migração de Leo para a legenda, atuando nos bastidores do partido comandado pelo também deputado federal Marcos Pereira. 

 

Em recente manifestação, Leo sinalizou que, apesar da situação do PDT no estado, a legenda apoiou ACM Neto e que seu posicionamento será de "oposição ao governo" do PT na Bahia, por, segundo ele "respeito à nossa história". "Gosto do PDT, sou amigo de Carlos Lupi e quero continuar no partido. Mas estar onde sempre estive é um princípio — não uma condição. E princípios não se negociam", afirmou, após um encontro com integrantes da legenda. 

 

Leo ainda lembrou o desempenho do partido nas eleições de 2022 no grupo de Neto. "Em 2022, a chapa do PDT para deputado federal na Bahia fez 396.887 votos. Desses, 143.700 foram meus — fui um dos 10 mais votados do estado — e 26.386 de Zé Carlos Araújo, nosso primeiro suplente. Juntos, representamos mais de 1/3 dos votos do partido", completou.

 

DIZ QUE FICA
Apesar de indicar que pode ficar no PDT, movimento é improvável. Quando do início do debate sobra a possível migração do partido para a base petista, Leo apontou que iria se posicionar "com o grupo de Bruno [Reis] e [ACM] Neto". 

 

“Não vejo como o partido desconsiderar os maiores mandatos e a vice [de Salvador]. Temos federais, o deputado estadual Penalva, quatro vereadores de Salvador. Outro ponto que volto a dizer é que o partido tem que ter vaga na majoritária. Tem sido a defesa que tenho feito. Não vejo condições no PT de nos dar isso”, apontou Leo a época, tendo seu plano frustrado. 

Com adesão do PDT ao governo, Léo Prates garante apoio a ACM Neto que elogia: “Lealdade”
Foto: Reprodução

O deputado federal Leo Prates (PDT) anunciou que vai continuar sendo aliado do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e oposição do governador Jeronimo Rodrigues (PT). A declaração foi feita após decisão da sigla do parlamentar de apoiar o PT na Bahia. 

 

"Apoiamos ACM Neto e seguimos na oposição ao governo por respeito à nossa história. Gosto do PDT, sou amigo de Carlos Lupi e quero continuar no partido. Mas estar onde sempre estive é um princípio — não uma condição. E princípios não se negociam", declarou o deputado após a reunião. 

 

Em entrevista ao Bahia Noticias, o ex-prefeito falou sobre a importância dos deputados do PDT de mostrarem apoio a ele mesmo após a decisão da legenda de apoiar o governador petista. 

 

“A política precisa de lealdade. Ver tantas lideranças do PDT aqui hoje, reafirmando compromisso com nosso projeto, mesmo diante das decisões nacionais do partido, mostra que a Bahia tem quadros que mantêm sua coerência. Respeito e valorizo isso profundamente”. 

 

Além de Leo Prates (PDT) e ACM Neto (União), a reunião contou com a presença do prefeito Bruno Reis (União Brasil), a vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT); o deputado estadual Penalva (PDT); e alguns vereadores aliados.

Leo Prates, eleito presidente da Comissão de Trabalho, chora ao falar do pai e do apoio de ACM Neto
Foto: Edu Mota / Brasília

Eleito por unanimidade para ser o novo presidente da Comissão de Trabalho da Câmara, o deputado baiano Léo Prates (PDT) se emocionou e chegou às lágrimas ao citar dois personagens considerados por ele fundamentais em sua trajetória: o seu pai, Alfredo Gusmão Prates, e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. 

 

O deputado baiano, que foi vereador na cidade de Salvador de 2013 a 2019, lembrou que foi eleito como o presidente mais jovem da Câmara Municipal da capital da Bahia, e agradeceu às oportunidades que o então prefeito ACM Neto lhe deu.  da Prefeitura de Salvador em 2019, e secretário municipal de Saúde entre 2019 e 2022.

 

“Nada nunca foi fácil pra mim. Agradeço a Deus, à minha família, à minha esposa, e a ACM Neto, pelas oportunidades que me deu e ao meu trabalho. Por isso que Deus ter me colocado aqui nessa comissão no ano passado não foi por acaso. A presença dele na minha vida sempre foi muito forte. Eu sou neto de vendedor de caixa de fósforo, e eu dediquei a meu pai, mesmo com ele não querendo que eu seja político, porque a formação que ele me deu, a educação que ele me deu, foi a coisa mais importante que alguém poderia ter me dado”, disse o deputado Leo Prates, chegando às lágrimas.

 

Exercendo seu primeiro mandato como deputado federal, Leo Prates foi indicado pelo PDT para assumir a Comissão de Trabalho. O deputado é o primeiro parlamentar da Bahia a ser eleito para presidir esta comissão, criada em 1990. 

 

Na sua fala, o deputado baiano disse que entre as prioridades da sua gestão estão a regulamentação do trabalho dos motoristas por aplicativo e o fim da escala de trabalho 6x1, previsto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/25.

 

“Nada será feito açodadamente, vamos debater com a classe patronal, porque ninguém é contra ninguém, acabou essa dicotomia, nós estamos remando na mesma direção”, afirmou o parlamentar. 
 

Léo Prates é indicado para presidir a Comissão de Trabalho da Câmara
Foto: Edu Mota/ Bahia Notícias

O deputado federal Léo Prates (PDT) foi indicado, por unanimidade, para assumir a presidência da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados. A indicação é vista como um marco importante para o parlamentar baiano, que está em seu primeiro mandato na Casa.

 

Em entrevista, Léo Prates expressou sua satisfação com o apoio de seus colegas de partido e ressaltou a importância da comissão em temas relevantes para os trabalhadores brasileiros. "Fui vice-presidente da comissão no ano passado, durante o mandato de Lucas Ramos (PSB-PE), que fez um excelente trabalho. Agora, com a indicação para a presidência, espero contribuir ainda mais para o avanço de debates fundamentais para a classe trabalhadora", afirmou Prates.

 

Entre os temas que devem dominar as discussões da comissão neste ano, o deputado destacou a regulamentação dos motoristas por aplicativo e a mudança da escala de trabalho 6x1 para formatos mais flexíveis, como 4x3 ou 5x2. "Esses são temas que geraram grande visibilidade nacional em 2024. Estamos preparados para estimular o debate, fomentar divergências construtivas e buscar os melhores projetos para o povo brasileiro", completou.

 

Léo Prates também comentou sobre o fortalecimento da representação da Bahia nas comissões da Câmara. Além de sua indicação para a Comissão de Trabalho, o estado contará com o deputado Paulo Azi na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e o deputado Bacelar (PV) na Comissão de Fiscalização Financeira. "A Bahia está bem representada. Fico orgulhoso de ser o único deputado de primeiro mandato da Bahia a conquistar a presidência de uma comissão", destacou o parlamentar.

 

O deputado também aproveitou a oportunidade para aconselhar jovens políticos e aspirantes a líderes. "A dedicação é fundamental. Nada supera o trabalho. Acredito que a nossa atuação aqui na Câmara é um reflexo do esforço diário e da busca por soluções concretas para o Brasil."

Leo Prates rebate aliado de Félix Mendonça e alfineta filiados que não seguiram orientação do PDT em 2022
Foto: Bruno Spada / Bahia Notícias

O deputado federal Leo Prates (PDT) afirmou sempre ter apoiado aos orientações de seu partido, tanto nas eleições de 2022, quando a legenda apoiou ACM Neto (União) para governador, quanto no Congresso Nacional. O parlamentar alfinetou nesta terça-feira (4) ainda integrantes do PDT que não seguiram a orientação do partido em 2022, apoiando Jerônimo Rodrigues (PT) invés do ex-prefeito de Salvador.

 

O posicionamento de Leo Prates ocorreu após o ex-prefeito de Euclides da Cunha Luciano Pinheiro (PDT) dizer que o deputado “é netista, e não pedetista”. Antes, Prates havia endossado o discurso da vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, que disse que o PDT estará com ACM Neto nas eleições do ano que vem, quando o ex-prefeito da capital baiana deve reeditar o confronto contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT). 

 

“Desde quando entrei no PDT, apoiei todas as orientações partidárias, inclusive a de 2022, quando o presidente Félix Mendonça Júnior apoiou ACM Neto. Na Câmara Federal, sou um dos parlamentares que mais seguiu a orientação do PDT e desafio nacionalmente alguém ter qualquer reparo à minha postura. É só falar com Carlos Lupi”, disse. 

 

Prates ainda alfinetou integrantes do partido, em recado claro a Luciano Pinheiro, sem citar o nome do ex-prefeito de Euclides, que, em 2022, não seguiu a orientação do partido e apoiou abertamente Jerônimo na disputa contra ACM Neto. 

 

“Esses que me acusam de ser netista poderiam responder dizendo que são petistas, porque nem a orientação do presidente Félix Mendonça Júnior seguiram em 2022. Podem me acusar de tudo, menos de não seguir a orientação do partido. Basta me dizer uma decisão da Executiva Nacional que eu não segui. Basta uma”, provocou.

Leo Prates ressalta permanência do PDT ao lado ACM Neto em candidatura ao Governo da Bahia
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O deputado federal, Leo Prates (PDT), reafirmou o apoio à candidatura de ACM Neto (União) para governador da Bahia em 2026 e reiterou a aliança do partido com a base do ex-prefeito em Salvador. O parlamentar enfatizou que acredita que para governar é preciso estar alinhado com o desejo popular. 

 

“A política se faz em grupo e com democracia. Por isso, como presidente municipal e vice estadual do PDT, defendo a mesma posição que Ana Paula de unir forças para fazer o melhor pelo povo da Bahia junto com Neto. Precisamos de mudanças para o nosso estado e sabemos que os baianos anseiam o mesmo”, afirmou. Atualmente, o PDT compõe o Executivo Municipal ao lado de Bruno Reis (União), na figura da vice, Ana Paula Matos (PDT). 

 

Leo ainda citou o deputado estadual do partido, Emerson Penalva, buscando apoio do político para consolidar ACM Neto como principal opositor ao atual governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), na corrida eleitoral do próximo ano.

Leo Prates garante aliança com ACM Neto e Bruno Reis e pede que PDT escute lideranças sobre possível apoio ao PT
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A possível retomada da relação entre o PDT e o PT na Bahia tem movimentado os bastidores de ambos partidos. Ao Bahia Notícias, o deputado federal Leo Prates (PDT) comentou sobre a aproximação, descartando qualquer adesão a gestão petista no estado. “Eu vou me posicionar com o grupo de Bruno [Reis] e [ACM] Neto”, disse. 

 

“Não vejo como o partido desconsiderar os maiores mandatos e a vice [de Salvador]. Temos federais, o deputado estadual Penalva, quatro vereadores de Salvador. Outro ponto que volto a dizer é que o partido tem que ter vaga na majoritária. Tem sido a defesa que tenho feito. Não vejo condições no PT de nos dar isso”, apontou Leo. 

 

O parlamentar indicou que a reunião na última quarta-feira (12), que contou com a presença do ministro da Casa Civil Rui Costa, teve como temática as questões federais. “Foi uma reunião com os federais do PDT para debater as questões nacionais do partido. Foi profícua e positiva. Mas não foi tratada sobre Bahia, até o momento que estava presente”, revelou.  

 

Com um novo encontro agendado para a próxima semana, desta vez, para debater a relação no estado, Leo indicou que não foi chamado. “Defendo a manutenção do PDT na oposição. Tenho certeza que o partido vai ouvir os quadros, os quadros mais visíveis do partido são ligados a Neto e a Bruno”, apontou Leo ao descartar uma adesão. 

 

O parlamentar também indicou não trabalhar com a possibilidade de um rompimento com o grupo de Bruno Reis e ACM Neto. “Espero que sejamos ouvidos neste processo de debates”, acrescentou. 

 

O jantar, em Brasília, organizado pelo líder do PDT na Câmara Federal, Mário Heringer (PDT-MG), teve o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT) como um dos principais convidados. Os deputados federais Félix Mendonça Júnior e Leo Prates participaram do encontro, além do prefeito de Euclides da Cunha, Heldinho Macedo, e do antecessor, Luciano Pinheiro, filiados ao partido e defensores públicos do apoio da sigla ao governo Jerônimo Rodrigues (PT). 

 

O presidente da legenda na Bahia, deputado federal Félix Mendonça, disse ao BN que seria "natural" debater sobre a Bahia. "Ficamos na oposição nas eleições de 2022, e, por isso, não temos que pleitear nenhum espaço no governo estadual. Mas estamos tratando do futuro, sim, conversando com Rui e com o ministro da Previdência, Carlos Lupi, que é presidente nacional licenciado do PDT, sobre a Bahia. Nacionalmente, já estamos na base do governo”, pontuou. 

 

Ao ser perguntado sobre a ausência de Leo Prates nas fotos do encontro de ontem, Félix afirmou que o colega de partido participou de todo o jantar e das conversas, mas que saiu um pouco antes do momento em que as imagens foram registradas. Leo é muito ligado ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), que tem sido um crítico ácido tanto do governo federal quanto estadual. 

Com viagem marcada, Bruno Reis deve dialogar com PDT em novembro e complementar ajustes partidários para secretariado
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A cúpula do PDT da Bahia deve ser chamada ainda em novembro pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), para tratar do espaço do partido na reforma administrativa que o chefe do Palácio Thomé de Souza deve fazer no início da segunda gestão. Bruno já sinalizou que serão mudanças pontuais, mas é considerado certo que haverá uma rearrumação envolvendo os pedetistas. O prefeito deve viajar para o exterior, mais precisamente para Londres, para um curso de prefeitos reeleitos, e adiar o diálogo. 

 

Uma das incógnitas envolve a secretaria de Saúde. O site apurou que os pedetistas têm interesse no retorno da vice-prefeita Ana Paula ao posto, mas também existe a possibilidade de a legenda indicar para o cargo outro quadro da legenda: o deputado estadual Emerson Penalva (PDT), também próximo de Bruno. 

 

Nesse caso, assumiria o mandato na Assembleia Legislativa o suplente Silva Neto, ex-prefeito de Araci e ligado ao deputado federal Félix Mendonça Júnior, que comanda o PDT na Bahia. Embora seja próximo do PT e do governador Jerônimo Rodrigues, Silva já avisou que, se for para assumir o mandato, seguirá fielmente a orientação do partido, que hoje integra a bancada de oposição na Casa. 

 

Outro ponto de negociação envolve a ida de um vereador ou vereadora do PDT para um cargo no Executivo. Neste caso, o nome indicado pelo partido seria o da vereadora Roberta Caires, e a pasta seria a de Políticas para as Mulheres. Ex-titular da Secretaria de Mobilidade e ex-presidente da Limpurb, Omar Gordilho, eleito para uma cadeira na Câmara este ano e muito próximo de Ana Paula e Félix, quer exercer o mandato. Os outros dois pedetistas na casa, Débora Santana e Anderson Ninho, reeleitos este ano, teriam interesse em ir para o Executivo, mas "correm por fora".  

 

A “subida” de um vereador do PDT para um cargo na Prefeitura abriria possibilidade para o primeiro suplente do partido, Zilton Netto, liderado do deputado federal pedetista Leo Prates, assumir o mandato. Entretanto, Zilton, que já presidiu a Codecon, também pode assumir uma nova “missão” no governo de Bruno Reis.

 

Nesse caso, se um vereador do PDT assumir um posto na Prefeitura, quem assumiria a cadeira no Legislativo municipal seria a segunda suplente, a ex-vereadora Leo Kret.

Omarzinho evita entrar em "cabo de guerra" de Ana Paula e Leo Prates sobre sucessão: "Cada dia com sua agonia"
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Fortalecida com o saldo eleitoral de 2024 em Salvador, a vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT) avançou algumas casas com vista na sucessão de Bruno Reis, em 2028, para ser a candidata do seu grupo político. Um dos resultados positivos obtidos pela gestora foi a votação expressiva de Omar Gordilho (PDT), que foi um dos candidatos a vereador apoiados diretamente por ela.

 

Entrevistado no Projeto Prisma nesta segunda-feira (4), o vereador eleito evitou comentar pleitos futuros e desconversou sobre embates protagonizados nos bastidores entre Ana Paula e o deputado federal Leo Prates (PDT), que nunca escondeu o desejo de se lançar como candidato a prefeitura em Salvador e chegou a colocar seu nome à disposição reiteradas vezes.

 

"Cada dia com sua agonia, eleição ainda está distante, ainda tem discussão em 2026 e depois 2028. Fico muito feliz do nosso resultado, e fica aqui meu agradecimento de coração a vice-prefeita, porque com certeza o sucesso de Bruno e Ana foi o sucesso dos vereadores. Ana me ajudou bastante, ajudou outros vereadores e esse grupo se mostrou fortalecido", disse durante a entrevista.

 

"Zilton é um grande amigo, está como primeiro suplente, meu colega de gestão. Leo é um excelente deputado federal que faz parte do PDT, mas acho que essa discussão fica mais para frente. O prefeito é Bruno e a vice é Ana, que vem fazendo excelente trabalho e não há dúvida disso", acrescentou.

 

 

O BN mostrou que o resultado das urnas voltou a evidenciar um embate velado entre a vice-prefeita reeleita Ana Paula Matos e o deputado federal Leo Prates.

 

Isso porque ainda no período pré-eleição, a chapa de postulantes a vereador do PDT prometia trazer para o pleito uma disputa particular entre os apadrinhados dos dois: Omar Gordilho e Zilton Netto. De um lado, ocupando o posto de parlamentar mais votado em Salvador na eleição de 2022, Prates apostava em aproveitar seu capital político para eleger Zilton Netto, ex-diretor de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor (Codecon).

 

Zilton foi seu assessor na Câmara de Salvador e chegou a ocupar sua chefia de gabinete. O desempenho, no entanto, ficou abaixo do esperado: o estreante em eleições recebeu 6.333 votos e ficou na primeira suplência do PDT.

Léo Prates reforça apoio a Elmar Nascimento: “Quando Lira e Elmar se afastaram já tinha dado a palavra"
Foto: Gabriel Lopes/Bahia Notícias

O deputado federal Léo Prates (PDT) reafirmou seu apoio incondicional a candidatura de Elmar Nascimento (União) à presidência da Câmara dos Deputados, a despeito de qual for a decisão do atual mandátario da Casa, Arthur Lira (PP), em evento de entrega da Escola Municipal João Lino, localizada no Centro Histórico de Salvador, nesta manhã de terça-feira (22).

 

“O meu apoio é para Elmar Nascimento, politica é credibilidade e palavra dada é palavra cumprida. Se Elmar não for candidato seguirei com o presidente Arthur Lira. Vou com Elmar até onde ele entender que deva ir, espero que ele ganhe a eleição, é um quadro que conhece bem a Câmara. Acho que será o melhor presidente da história”, afirmou o parlamentar.

 

Mesmo como distanciamento de Arthur Lira da candidatura de Elmar Nascimento, Prates reforçou que sua posição não foi alterada.“Quando Lira e Elmar se afastaram já tinha dado a palavra, além do que tenho uma relação de amizade com Elmar. Não fiz compromisso secundário nenhum, o meu compromisso é somente com ele, que pode contar comigo para tudo.”

 

O deputado federal ainda comentou sobre a possibilidade de mudança, no caso de recuo do atual presidente para apoiar Antonio Brito (PSD). "Não fiz esse acordo, não firmei esse compromisso. Falei com Elmar do meu carinho por Lira, mas por ser baiano, por ter dado a palavra, eu sigo com Elmar. No caso deste acordo que ele fez, de seguir com outra candidatura, com todo respeito que tenho pelo deputado Antonio Brito, mas a minha tendência é seguir com Lira", frisou.

Omarzinho "vence" Zilton, esquenta disputa entre Ana Paula e Leo Prates, e Bruno Reis deve agir para baixar temperatura
Fotos: Bahia Notícias e Divulgação

O resultado expressivo do PDT nas urnas para a eleição de vereadores em Salvador voltou a evidenciar um embate velado entre a vice-prefeita reeleita Ana Paula Matos e o deputado federal Leo Prates.

 

No período pré-eleição, a chapa de postulantes a vereador do PDT prometia trazer para o pleito uma disputa particular entre os apadrinhados dos dois: Omar Gordilho e Zilton Netto. De um lado, ocupando o posto de parlamentar mais votado em Salvador na eleição de 2022, Prates apostava em aproveitar seu capital político para eleger Zilton Netto, ex-diretor de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor (Codecon).

 

Zilton foi seu assessor na Câmara de Salvador e chegou a ocupar sua chefia de gabinete. O desempenho, no entanto, ficou abaixo do esperado: o estreante em eleições recebeu 6.333 votos e ficou na primeira suplência do PDT.

 

Com o “sarrafo elevado”, nenhum vereador eleito pelo partido teve menos de 10 mil votos. Com isso, Leo Prates assistiu seu aliado ficar atrás de Omarzinho (18.304 votos); Roberta Caires (16.517 votos); Anderson Ninho (16.203 votos) e Débora Santana (10.137 votos).

 

Por outro lado, Ana Paula conseguiu emplacar o vereador mais votado da sigla: ex-Limpurb e Semop, Omar Gordilho saiu como grande puxador de votos e terminou como quarto mais votado da cidade. Além do apoio direto da vice-prefeita, ele também recebeu suporte do deputado e presidente estadual do PDT, Félix Mendonça Júnior, de quem é aliado.

 

Fortalecida com os números, Ana Paula Matos ganhou algumas casas na briga pela sucessão de Bruno Reis, em 2028, para ser a candidata do grupo. Já Prates, que nunca escondeu o desejo de se lançar como candidato a prefeitura em Salvador e chegou a colocar seu nome à disposição reiteradas vezes, agora precisa recalcular a rota para voltar a fortalecer suas pretensões.

 

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Publicamente, Prates tem minimizado o resultado do seu principal apadrinhado ao dizer que contribuiu com as campanhas vitoriosas de Daniel Alves (PSDB) e Cláudio Tinoco (União), ambos reeleitos no último dia 6. Fora do PDT, Ana Paula Matos também tem uma vereadora “chamar de sua”: foi umas principais apoiadoras da campanha de Isabela Sousa (Cidadania), que a partir de janeiro terá uma cadeira na Câmara.

 

Agora, é esperado que o PDT, tal qual o União Brasil e o Republicanos, tenha um vereador alçado ao secretariado de Bruno Reis a partir de janeiro. O movimento é natural após o processo eleitoral e também garante a aliados que não lograram êxito nas urnas o espaço na Câmara de Vereadores.

 

A arrumação permitiria que Zilton assumisse temporariamente uma cadeira na Casa Legislativa, minimizando a “derrota” de Prates no processo.

 

O Bahia Notícias apurou, no entanto, que inicialmente o planejamento do prefeito Bruno Reis era puxar um quadro do PDT para o primeiro escalão caso o partido tivesse um rendimento abaixo do esperado, com apenas três vereadores eleitos. Mas passada a eleição, fontes ligadas ao Palácio Thomé de Souza indicam que o gestor municipal projeta concretizar o movimento para não acentuar a crise entre os dois aliados em meio a um debate tão antecipado para o próximo pleito.

 

Outro ponto relatado ao Bahia Notícias por interlocutores da prefeitura é que, no dia seguinte à eleição, Bruno Reis fez um gesto e deixou clara a intenção em continuar dando protagonismo a sua vice. Ela deve retornar ao secretariado e à própria pasta da Saúde, por onde já passou, é uma opção.

 

Durante um evento da prefeitura, Bruno mandou o recado: “Mais do que ser o mais votado da história de Salvador, o meu principal trunfo é ter essa mulher ao meu lado”, disse.

Leo Prates afirma que vitória de Bruno Reis em Salvador “reacende” projeto de ACM Neto governador
Foto: Dinaldo Silva / Bahia Notícias

Cada passo político é pensado no futuro e mal as eleições de 2024 encerraram, grupos políticos já fazem apostas para as eleições estaduais de 2026. Para o deputado federal Leo Prates (União Brasil), a vitória de Bruno Reis (União Brasil) como prefeito de Salvador neste domingo (6) será capaz de reacender o projeto político do seu time. 

 

 

“Nós sentimos muito com a derrota de ACM Neto. Com a vitória de Bruno e o tamanho que a gente espera da vitória de Bruno hoje, é lógico que reacende a esperança no nosso grupo, a sensação de alegria no nosso grupo, nós voltamos a dialogar com todo o estado e é lógico que a eleição em Salvador reflete em todo o estado da Bahia e a nossa esperança reacende para dias melhores na Bahia, reacende com o nosso projeto de ver ACM Neto governador da Bahia”, projetou o deputado em conversa com a imprensa antes da sua votação no Colégio Sartre, no bairro do Itaigara. 

 

Prates ainda fez uma breve análise sobre a situação do União Brasil e de partidos aliados no interior do estado, e também apostou nas vitórias de Sheila Lemos em Vitória da Conquista, de Flávio Matos em Camaçari, e de Débora Régis em Lauro de Freitas. 

 

Questionado sobre os seus planos políticos, Leo Prates afirmou estar focado na reeleição à Câmara dos Deputados. “Isso é muito cedo para falar, acho que meu foco vai ser ajudar Bruno nesse trabalho em Salvador e vai ser a minha reeleição de deputado federal, é isso que eu estou focado até 2026. 28 a gente fala em 28”.

 

"Eu não preciso ser candidato a nada em 2024", disse Léo Prates a ACM Neto após a derrota nas eleições de 2022
Foto: Leonardo Almeida/ Bahia Notícias

O deputado federal Léo Prates (PDT) revelou uma conversa que teve com ACM Neto após o mesmo perder as eleições para governador da Bahia em 2022. Segundo ele, no dia das eleições os dois estavam juntos na casa do candidato e um mês depois eles se encontraram novamente e Prates reforçou o apoio a Neto.

 

"Eu falei para ele: 'Olha, você tem 45 anos de idade, nós temos tempo. Vamos continuar estudando e ouvindo o povo da Bahia. Você um dia vai ser governador da Bahia e, vai contar comigo quando for governador'. O meu primeiro gesto foi dizer que 'em 2024 eu não preciso ser candidato a nada'", alegou Prates.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1, 100.1, ele também contou que a ideia se candidatar a deputado federal surgiu em 2020 quando, durante a pandemia do Covid-19, ele decidiu não se candidatar a vice-prefeito, na chapa com Bruno Reis (União Brasil), e optou por permanecer na Secretaria de Saúde.

 

"Eu entendi que não havia lugar onde eu poderia servir melhor as pessoas do que a secretaria de saúde. Eu lembro que o pico da pandemia foi dia 29 de maio de 2020 e eu tinha que me descompatibilizar em 2 de junho de 2020, não dava para fazer isso com as pessoas de Salvador. Eu acho que os projetos pessoais não podem estar acima da vida das pessoas", contou.

 

Quando foi comunicar a decisão a ACM Neto, o parlamentar ouviu do colega que estava fazendo um "grande gesto" e que deveria sim se candidatar a deputado federal. A decisão também foi apoiada por Bruno Reis. "Eles foram fundamentais para essa expressiva votação que eu tive na cidade de Salvador".

 

"Para vocês entenderem depois da eleição de 2022, eu me tornei o deputado federal mais votado de Salvador. Uma das pessoas que eu tenho como referência é o Antônio Imbassaí. Em sua melhor votação para Deputado Federal, ele fez 82.000 votos, eu fiz 88 mil votos em Salvador. Agradeço a ACM Neto que tenho como Conselheiro. Somos amigos desde os 11 anos de idade", completou.

Léo Prates defende escolha de Ana Paula Matos como candidata a vice-prefeita de Salvador
Foto: Bahia Notícias

O deputado federal Léo Prates (PDT) defendeu a escolha de Ana Paula Matos (PDT) como candidata a vice-prefeita de Salvador, na chapa liderada pelo atual prefeito Bruno Reis (União Brasil). De acordo com o deputado, quando avaliada a necessidade dos soteropolitanos, o partido percebeu que " o povo apontava por uma continuidade da gestão de Ana e de Bruno".

 

Deixando claro o seu desejo de concorrer às eleições municipais na capital baiana, Léo Prates contou, em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1, 100.1, que em 2020 estava tudo acertado para ele ser o candidato a vice. "O PDT tinha feito um acordo que eu e Bruno quem fosse o melhor na pesquisa seria o prefeito e o outro seria o vice e o povo de Salvador apontou na direção de Bruno Reis". 

 

Todavia, com o início da pandemia do Covid-19 Prates entendeu que naquele momento o melhor lugar para ele ficar era a Secretaria de Saúde. "Eu entendi que não havia lugar onde eu poderia servir melhor as pessoas do que a secretaria de saúde. Eu lembro que o pico da pandemia foi dia 29 de maio de 2020 e eu tinha que me descompatibilizar em 2 de junho de 2020, não dava para fazer isso com as pessoas de Salvador. Eu acho que os projetos pessoais não podem estar acima da vida das pessoas", apontou.

 

Por isso, o deputado abriu mão de sua candidatura em 2020. Já para as eleições 2024, Léo Prates declarou que nunca teve "obsessão por cargo", por isso, quando o partido decidiu que a melhor opção era manter Ana Paula Matos como candidata a vice, ele imediatamente se dispôs a retirar sua nome da disputa.

 

"Eu sou muito aguerrido, eu defendo com fervor as ideias que eu creio, mas eu jamais botaria minha ambição pessoal acima do desejo das pessoas ou do que é o melhor para as pessoas. Eu entrei pra vida pública um sonho de um dia ser prefeito de Salvador. Quando vai ser isso aí só o povo de Salvador vai responder porque eu acho que ele quer soberano.", alegou o deputado.

Léo Prates comenta título de Cidadão Soteropolitano para Waldez Góes
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Presente na cerimônia de titulação do Ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil, Waldez Góes, como Cidadão Soteropolitano, o deputado federal Léo Prates (PDT) comenta a importância da liderança de Góes e as ações do Ministério no último ano. 

 

“O ministro tem sido importante na questão dos desastres climáticos, o ministro lidera o Brasil nisso, foi delegado a ele essa função e o ministro tem feito um excelente trabalho, talvez muitas vezes não visto por vocês e eu acho que é importante a gente chamar a atenção”, afirma. 

 

O deputado, que preside a Comissão de Desastres Climáticos na Câmara Federal, comenta que o gestor tem atuado no Fortalecimento do Fundo Nacional de Desastres, antes abandonado na gestão anterior, além do combate com relação aos desastres climáticos. “Acho que o maior legado do Ministério da Integração Nacional e que a gente possa ter os recursos e o plano para poder agir com prevenção, com pronta resposta e no pós-desastre também”, comenta. 

 

Na Bahia, ele comenta que a prioridade é a prevenção de desastres, considerando a variedade dos biomas baianos. “Aqui na Bahia nós temos 70% do desastre climático. Nosso solo em semi-árido. Então, e a tendência é que nós tenhamos nos próximos dois anos secas duras aqui na Bahia. Então, a gente está tratando da questão dos desastres em efeito transversal”, afirma.

Léo Prates rebate críticas a mobilidade urbana de Salvador e sugere revisão do contrato do metrô na capital
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

Durante o evento de lançamento da campanha do atual prefeito de Salvador, Bruno Reis, como candidato a reeleição, nesta quinta-feira (25), o deputado federal Léo Prates (PDT) rebateu as críticas da oposição municipalista ao transporte público da capital baiana e teceu críticas ao contrato do metrô e ao transporte metropolitano. 

 

Em entrevista coletiva, o parlamentar alega que a diminuição de linhas de ônibus, iniciada por ACM Neto e concluída Bruno Reis, foi feita “pensando na Salvador do futuro” e de maneira a viabilizar o metrô. 

 

“Se há, da própria unidade gestora do governo do estado, uma crítica a redução de linhas, vamos fazer uma rediscussão do contrato do metrô porque muitas linhas foram cortadas para viabilizar economicamente o metrô. Então a gente topa fazer esse debate, que eu acho que é interessante para o cidadão, para a cidade”, ressalta o democrata. 

 

Léo Prates questiona ainda sobre a manutenção do transporte metropolitano, que atua a partir de concessões do governo do Estado. “E assim, se a referência de transporte públicos que eles têm é o transporte metropolitano e o ferry-boat, vamos fazer esse debate de qual é o modelo de transporte público, eu acho que é interessante”, comenta. 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Já vi sugestão de transporte de todas as maneiras durante a campanha. Mas depois de condenarem os aviões, o jeito é investir em jegue. Falando em investimento errado, o que falar dos conteúdos de IA do Soberano? Era melhor usar o celular pra outra coisa. Do lado do Cacique, o que rendeu foi o registro do Jornaleiro. Mas ver o Galego de papo não é novidade. Já o grupo do Zap do Correria... Mas de todas as estratégias ruins, tem um conteúdo que rodou o mundo que foi disparado o pior de todos... Saiba mais!

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: CanalGovBr

"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".

 

Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF).  O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.

Podcast

Olivia Santana é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda

Olivia Santana é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda-feira (1°). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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