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Artigos

Éden Valadares
O Bonfim como bússola: Fé, democracia e o destino do Brasil em 2026
Foto: Divulgação

O Bonfim como bússola: Fé, democracia e o destino do Brasil em 2026

A Colina Sagrada, neste janeiro de 2026, volta a ser o epicentro de uma liturgia que ultrapassa o sagrado e mergulha profundamente no tecido político da nação. A caminhada de oito quilômetros que separa a Igreja da Conceição da Praia do adro do Bonfim não é apenas uma demonstração de fé sincrética, mas o primeiro grande ato de afirmação democrática de um ano que definirá os rumos do nosso projeto de país. 

Multimídia

André Fraga destaca importância da COP30 e explica papel do Brasil no debate climático global

André Fraga destaca importância da COP30 e explica papel do Brasil no debate climático global
O vereador André Fraga (PV), representante da pauta ambiental na Câmara Municipal de Salvador, afirmou que a COP30 representa uma oportunidade estratégica para o Brasil assumir um papel mais ativo no enfrentamento da crise climática global. A declaração foi feita durante entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

kananda eller

"A ciência ficou por tempo demais num pedestal": Baiana Kananda Eller transforma conhecimento em ferramenta de emancipação
Fotos: Jordan Vilas

Entre as ruas de Plataforma, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, nasceu a curiosidade que mais tarde levaria Kananda Eller à ciência. Formada em Química pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e mestranda em Ensino de Ciências Ambientais pela Universidade de São Paulo (USP), a baiana, que hoje reúne mais de 400 mil seguidores nas redes sociais, cresceu cercada pelo mar, pela força da família e pela rotina de uma escola técnica que despertou nela o desejo de entender e transformar o mundo ao redor.

 

“Minha família sempre valorizou muito a educação. Minha avó teve um papel essencial, porque me colocou no Sesi, uma escola com abordagem técnica. Foi ali que tive acesso a laboratórios e professores de Química, Física e Biologia”, relembrou. O contato precoce com o ambiente científico acendeu a vontade de intervir no entorno. Ainda no Ensino Médio, integrou um clube de ciências e desenvolveu sacolas plásticas feitas com fécula de mandioca. A experiência a fez perceber que poderia usar o conhecimento para promover mudanças concretas.

 

Essa ideia de transformação a acompanhou até a universidade, onde cursou Química e encontrou explicações para realidades que sempre fizeram parte de sua vivência, mas ainda não tinham nome. “A Ufba me deu ferramentas para compreender o que eu já enxergava. Passei a entender por que fui ensinada a rejeitar minha própria identidade e por que tantas mulheres ao meu redor enfrentavam violências. Entendi que meu papel como cientista precisava estar conectado com a minha comunidade, que está fora dos muros da universidade”, afirmou.

 

Dessa inquietação nasceu o projeto “A Deusa Cientista”, criado por Kananda para popularizar o conhecimento científico e questionar as estruturas de machismo e racismo dentro e fora da academia. O projeto parte de uma premissa simples e poderosa: a ciência deve estar ao alcance de todos.

 

Tornar esse ideal acessível ao público, no entanto, exige um mergulho constante em sua própria trajetória. “Divulgar ciência de forma acessível, divertida e relevante é, para mim, um processo de reconexão com a minha história, com os saberes dos meus ancestrais e com uma ciência que não se aprende em espaços formais”, explicou. A tarefa demanda confiança no próprio conhecimento e consciência das barreiras que impedem o acesso equitativo à informação.

 

 

Com uma linguagem clara e didática, Kananda utiliza as redes sociais como ponte para democratizar o saber e mostrar que a educação também pode ser um caminho de sucesso e transformação. “As referências de pessoas pretas bem-sucedidas costumam ser artistas ou atletas. Quero que os jovens entendam que a educação também pode ser um caminho de emancipação. Quando eles me veem e pensam ‘eu existo, estou aqui’, isso gera uma transformação profunda”, afirmou.

 

Essa conexão se fortalece à medida que ela aproxima a ciência do cotidiano. Em séries como “Hora da Química”, a baiana mistura ciências exatas e humanas para mostrar que o conhecimento está presente em tudo, desde o cabelo crespo à cosmologia africana. 

 

Para ela, falar sobre ancestralidade é também uma forma de despertar orgulho e senso de pertencimento. “Quando os jovens se veem representados, desenvolvem autoestima para se posicionar em sala de aula. Já ouvi relatos de estudantes que desistiram de cursos por não se sentirem pertencentes, porque a universidade ainda é um espaço majoritariamente branco. Ter alguém que inspira faz com que a pessoa entenda que há um propósito para estar ali”, salientou.

 

Reconhecida por seu trabalho, Kananda já participou do Le Défilé da L’Oréal, foi finalista do Shark Tank Brasil Creators, na categoria Educação com Impacto Social em 2024, e entrou para a lista Forbes Under 30 no mesmo ano. Mais do que prêmios, ela vê nessas experiências a possibilidade de romper bolhas. “A ciência ficou durante muito tempo em um pedestal, distante das pessoas. Quando consigo acessar espaços como esses, levo comigo conteúdos que talvez nunca chegassem a esses públicos. Isso abre portas e reafirma que estou no caminho certo: popularizando o conhecimento e valorizando saberes que foram historicamente apagados”, observou. 

 

 

Kananda, que reúne mais de 400 mil seguidores nas redes sociais e uma comunidade altamente engajada, leva a sério a responsabilidade de informar em um cenário digital marcado pela desinformação. Durante a conversa, ela destacou que se dedica constantemente aos estudos para oferecer conteúdos confiáveis, especialmente em um ambiente onde temas polêmicos tendem a ganhar mais visibilidade e, muitas vezes, alimentam a desinformação.

 

O futuro, para ela, continua guiado pelo desejo de estudar, comunicar e transformar. “Quero continuar pesquisando, levar essa mensagem para o audiovisual, para os livros e seguir na carreira acadêmica. Ainda estou em formação, mas quero ocupar o espaço que sempre sonhei”, concluiu.

 

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Baiana Kananda Eller brilha na edição brasileira do Le Défilé, em São Paulo
Fotos: Jordan Vilas

A estrela baiana brilhou mais uma vez ao iluminar a edição brasileira do Le Défilé da L’Oréal Paris, realizada nesta segunda-feira (29), no Palácio dos Cedros, em São Paulo. A influenciadora e cientista Kananda Eller, conhecida como Deusa Cientista, uniu moda e ciência em um momento que celebrou a força feminina e a diversidade cultural.

 

Com quase 400 mil seguidores, formada em Química e mestre em Ensino de Ciências Ambientais pela Universidade de São Paulo (USP), seu trabalho foca em popularizar o conhecimento científico de forma acessível e democrática. “Se alguém me falasse que falar de ciência nas redes sociais me levaria pra passarela, eu não acreditaria. A divulgação científica no Le Défilé e no Prêmio Mulheres que Valem Muito só agradecer”, compartilhou nas redes sociais.

 

No evento, ela vestiu um vestido vermelho exclusivo da Balenciaga, com styling de Jessica Kelly, complementado por acessórios da Carlos Penna e sapatos da Arezzo. Além de desfilar, entregou o prêmio “Mulheres Que Valem Muito” à pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, que desenvolve um medicamento com potencial para reverter lesão medular.

 

 

O prêmio, promovido pela L’Oréal, reconhece mulheres brasileiras cujas iniciativas têm impacto positivo na sociedade. A edição deste ano teve como tema a liberdade, a igualdade e a sororidade, refletidos tanto no desfile quanto nas homenageadas.

 

Na ocasião, a Bahia brilhou em dose dupla, com a jornalista Jessica Senra à frente da apresentação do evento.

 

Também em destaque na lista Forbes Under 30 de 2024, que reúne jovens empreendedores e inovadores, a cientista foi finalista do Shark Tank Brasil – Creators, na categoria Educação com Impacto Social.

 

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Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Diz o ditado que pra alguém sorrir, outro tem que chorar... E esse ditado tem é exemplo aqui na Bahia. Vale pra quem vai ter que dormir menos a partir de agora; pra quem está procurando seu lugar na eleição; e até para serviços pouco ortodoxos. Mas às vezes quem chora é a gente. Porque é cada coisa que nos obrigam a ver... Saiba mais!

Pérolas do Dia

Otto Alencar

Otto Alencar
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

"A única observação feita pelo senador foi que, historicamente, as chamadas chapas ‘puro-sangue’ não obtiveram êxito eleitoral".

 

Disse o senador Otto Alencar (PSD) ao criticar a possibilidade de formação de uma “chapa puro-sangue” do PT na Bahia e fez referência ao histórico eleitoral desse tipo de composição, citando as eleições de 2006, quando uma chapa majoritária ligada ao carlismo acabou derrotada.

Podcast

Projeto Prisma entrevista prefeito de Salvador Bruno Reis nesta segunda-feira

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Abrindo a temporada de 2026, o Projeto Prisma entrevista, nesta segunda-feira (12), o prefeito de Salvador Bruno Reis (União). O programa é exibido ao vivo no YouTube do Bahia Notícias a partir das 16h.

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