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A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições presidenciais, apresentou recurso contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega dos passaportes do parlamentar. Os advogados também pediram que o magistrado seja declarado impedido ou suspeito de conduzir a investigação.
A decisão foi proferida no domingo (25) e estabeleceu, além da entrega dos documentos, a proibição de contato entre Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. Moraes também determinou o cancelamento de todos os passaportes brasileiros do senador, incluindo o diplomático.
Apesar da determinação, Flávio, a esposa e as filhas do casal viajaram para os Estados Unidos e chegaram ao país na quarta-feira (28). O senador não entregou os documentos à Polícia Federal (PF), descumprindo a ordem judicial.
No recurso, a defesa também solicitou que o caso seja retirado da relatoria de Alexandre de Moraes e redistribuído ao ministro André Mendonça. Os advogados argumentam que os fatos investigados, relacionados a uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro e à possível prática de organização criminosa, também são objeto de apuração no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e está sob relatoria de Mendonça.
A investigação que envolve Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz apura uma possível estrutura de lavagem de dinheiro relacionada a empresas do advogado e casas de apostas. O procedimento teve início na primeira instância da Justiça Federal no Rio Grande do Sul, onde também eram investigados possíveis crimes de evasão de divisas. O caso foi encaminhado ao STF após o nome do senador aparecer nas apurações da Polícia Federal (PF).
Os advogados também pediram que Alexandre de Moraes seja declarado impedido ou, alternativamente, suspeito para atuar no caso. A defesa sustenta que existem vínculos entre a empresa Fraction 024, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o próprio magistrado.
Segundo os advogados, esses vínculos, que classificam como objetivos, documentados e públicos, comprometeriam a atuação de Moraes na investigação. Flávio Bolsonaro também é investigado em outro inquérito que apura possíveis irregularidades no financiamento da produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O cantor Marlon Brendon Coelho, conhecido como MC Poze do Rodo, está sendo investigado pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) após uma denúncia de uma adolescente de 16 anos que alega que foi estuprada por ele.
De acordo com o g1, o episódio teria acontecido em setembro, na casa do artista, zona sudoeste do Rio de Janeiro. A queixa foi registrada na última quarta-feira (28).
A publicação traz relatos da jovem, que afirma que estava sob efeito de drogas, como um tipo de lança perfume, e que as substâncias teriam sido oferecidas Poze. A adolescente também afirma que não estava totalmente consciente quando estava no quarto com Poze, e diz ter comunicado a ele que se recusava fazer sexo sem preservativo. No entanto, o funkeiro teria ignorado o pedido da adolescente e consumado o ato sem camisinha.
A advogada da jovem, Daiana Andrade, afirma que ela foi vítima de estupro, ameaça e constrangimento ilegal e que o funkeiro a obrigou a ir à casa dele novamente para tomar remédios. Segundo a jovem, Poze teria dito que, caso ela se recusasse a tomar os remédios, ele pediria a um de seus amigos que a fizesse "desaparecer".
"Ela tomou o medicamento, coagida pela situação. E depois, as pessoas que rodeiam ele, falam que ela é mentirosa, mas nós temos como provar porque temos um vídeo com a voz dele falando para ir para a casa dele, ela dizendo para ele que precisava fazer exames", afirma a defesa da adolescente.
A jovem foi levada para fazer exames no Instituto Médico Legal (IML), e a defesa dela pediu medidas protetivas contra o cantor. Em nota, a Polícia Civil afirmou que os supostos autores serão intimados a prestar esclarecimentos na especializada e que a apuração está em andamento.
A Polícia Federal (PF) investiga a suspeita de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) contou com apoio do governo do presidente argentino Javier Milei para deixar o Brasil e viajar aos Estados Unidos. O parlamentar, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, desembarcou em Miami nesta quarta-feira (28), após passar pela região da Tríplice Fronteira.
Segundo informações do jornal O Globo, um dos indícios analisados pelos investigadores é a presença de Santiago Caputo, assessor presidencial argentino próximo de Milei, em Puerto Iguazú, cidade que faz fronteira com Foz do Iguaçu, no Paraná. De acordo com a imprensa argentina, Caputo acompanhou a movimentação de Flávio na região.
Parlamentares argentinos de oposição a Milei também pediram, na terça-feira (27), a abertura de investigações para apurar se integrantes do governo colaboraram com a saída do senador brasileiro.
EMPRESA SUSPEITA
A viagem de Flávio e de familiares aos Estados Unidos teria sido realizada em um jato particular Gulfstream G400, de prefixo LV-JQW, operado pela empresa de táxi aéreo Baires Fly. Segundo o jornal argentino La Nación, a contratação da aeronave teria sido intermediada por uma pessoa próxima a Santiago Caputo.
A empresa é ligada ao empresário argentino Sergio Daniel Mastropietro, investigado no país vizinho por suspeita de participação em um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo recursos desviados da Agência Nacional de Deficiência (Andis), durante o governo Milei.
As suspeitas de desvios são estimadas em mais de 7,8 bilhões de pesos argentinos, o equivalente a aproximadamente R$ 27 milhões. Até o momento, as informações citadas não comprovam que a empresa ou seus responsáveis tenham participado de uma operação para auxiliar Flávio a deixar o Brasil.
Segundo informações do Ministério da Segurança da Argentina, Flávio atravessou a fronteira entre Brasil e Argentina pela Ponte Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu a Puerto Iguazú, às 22h50 de terça-feira (27).
O governo argentino informou que não havia impedimento legal para a entrada do senador no país. Ele utilizou o passaporte italiano para registrar a saída da Argentina, às 23h52, antes de embarcar no jatinho com destino aos Estados Unidos. A aeronave fez uma escala no Equador antes de seguir para Miami.
Os passaportes brasileiros e diplomáticos de Flávio haviam sido cancelados por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, na manhã de segunda-feira (26). A medida atendeu a um pedido da Polícia Federal, que apontou risco de fuga após a derrota eleitoral do senador.
Apesar da restrição aos documentos brasileiros, Flávio conseguiu viajar utilizando o passaporte italiano. A entrada nos Estados Unidos também foi autorizada pelo governo do presidente Donald Trump.Em resposta ao O Globo, o Departamento de Estado norte-americano informou que concederia vistos a Flávio e aos familiares e permitiria a entrada deles no país.
Nos bastidores, investigadores da PF avaliam que não poderiam adotar medidas mais severas contra o senador sem um mandado de prisão preventiva ou uma ordem de captura internacional em vigor.
Flávio é investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio de plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets. Na terça-feira (27), ele também deixou de entregar os documentos exigidos por Moraes dentro do prazo determinado. O descumprimento, contudo, não resultou automaticamente em uma ordem de prisão.
A investigação sobre uma possível participação do governo argentino na viagem busca esclarecer as circunstâncias da saída do senador do Brasil. A suspeita de colaboração de autoridades argentinas ainda depende de apuração.
A Polícia Federal (PF) havia identificado indícios considerados “concretos e atuais” de uma possível fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial, ao solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a apreensão de seu passaporte e a proibição de deixar o território brasileiro.
De acordo com os investigadores, três fatores fundamentaram a preocupação: as declarações públicas de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, incentivando-o a deixar o país em caso de derrota eleitoral; a capacidade financeira de Flávio; e a existência de uma estrutura no exterior que poderia permitir sua permanência por um período prolongado.
O prazo estabelecido para que Flávio apresentasse o passaporte terminou às 11h desta terça-feira (27), mas o documento não foi entregue. Conforme informações publicadas no blog da jornalista Andreia Sadi, no g1, a Polícia Federal apura se o senador deixou o Brasil após o resultado das eleições realizadas no domingo (25), mesmo diante da determinação judicial que o impede de sair do país.
No pedido, a PF citou declarações de Eduardo Bolsonaro defendendo que o irmão deixasse o Brasil em caso de derrota eleitoral. Os investigadores também mencionaram a condenação de Eduardo por coação no curso do processo.
A corporação destacou ainda que Willer Tomaz, investigado com Flávio em um inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro, está em Miami desde agosto de 2026, após ser alvo da Operação Sem Desconto.
Segundo os investigadores, Tomaz dispõe de recursos para permanecer no exterior por tempo indeterminado. A PF também investiga se recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, enviados aos Estados Unidos por intermédio do doleiro Antonio Freixo, podem ter financiado a permanência de Eduardo Bolsonaro no país. O deputado cassado vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
No pedido, os investigadores afirmaram que “não está descartada a hipótese de que parte desses valores tenha sido destinada ao custeio da permanência de EDUARDO BOLSONARO em território estadunidense”.
A investigação sobre Flávio também envolve sua relação com Willer Tomaz e suspeitas relacionadas a empresas e apostas esportivas. O caso tramita sob sigilo. O senador ainda é investigado por possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da Polícia Federal, Denis Cali, em entrevista no final da tarde deste domingo (25), disse que a corporação está investigando possíveis crimes relacionados à retirada de ônibus de circulação em pelo menos cinco estados. A PF está apurando problemas na Bahia, em São Paulo, no Piauí, em Sergipe e Alagoas.
Denis Cali afirmou que estão sendo realizadas diligências, com a coleta de depoimentos de pessoas diretamente envolvidas na questão do fornecimento do transporte público. Segundo informado, a PF também atua em conjunto com os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais), o Ministério Público Eleitoral e as polícias estaduais.
As investigações buscam esclarecer as circunstâncias das ocorrências de falta de ônibus nas cidades. A PF também busca identificar eventuais responsáveis por prejudicar a mobilidade dos eleitores durante a votação.
Quem também se manifestou sobre os inúmeros relatos a respeito de filas, demora e redução de circulação de ônibus em diversas regiões do país neste domingo foi a OEA (Organização dos Estados Americanos). A entidade divulgou uma nota em suas redes sociais afirmando que acompanha as denúncias sobre o tema.
“A Missão da OEA no Brasil está acompanhando as informações divulgadas pela imprensa e as denúncias sobre problemas no transporte público em diferentes localidades do país”, explicou o órgão na nota.
O grupo ainda disse que acompanharia as decisões levantadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o assunto.
A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para investigar mortes de bebês e crianças de até três anos após procedimentos cirúrgicos no Hospital Salvalus, localizado na Rua Bresser, no bairro da Mooca, Zona Leste da capital paulista. A unidade integra a rede Hapvida, do grupo NotreDame Intermédica.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), pelo menos seis mortes estão sob investigação no 8º Distrito Policial. As autoridades apuram as circunstâncias dos óbitos, que teriam ocorrido após complicações relacionadas a infecções hospitalares, incluindo casos de sepse, uma infecção generalizada que pode provocar falência de órgãos.
Os casos teriam ocorrido desde o início do ano e foram formalmente comunicados às autoridades na quarta-feira, 21 de outubro. Segundo a assistente jurídica Eduarda Fragnan Gomes em entrevista à TV Globo, que representa três mães, o número de famílias que perderam filhos após cirurgias realizadas no hospital pode chegar a 19 nos últimos seis meses.
Conforme a representante, foram registrados boletins de ocorrência em diferentes localidades, incluindo Praia Grande, Itaquaquecetuba e a capital paulista, onde há registros em delegacias como a do bairro de Vila Maria. A assistente jurídica afirma que parte dos casos ainda não foi formalizada ou encaminhada ao 8º Distrito Policial, responsável por centralizar as investigações.
“São crianças que deram entrada para fazer cirurgias de má formação, digestivas ou de correção que tinham chance baixíssima de morte, mas que tiveram infecção generalizada e faleceram. As famílias estão desoladas”, relata.
Eduarda informou que pretende acompanhar outras famílias ao 8º DP na próxima semana para registrar novas ocorrências. Os relatos apresentados pelas famílias ainda dependem de apuração pelas autoridades, e as circunstâncias de cada morte deverão ser esclarecidas individualmente.
Em nota, a Polícia Civil informou que realiza diligências para esclarecer as causas dos óbitos. Entre as medidas previstas estão a coleta de depoimentos de testemunhas e profissionais de saúde, além da análise dos prontuários médicos das crianças.
A investigação deverá apurar as circunstâncias dos procedimentos cirúrgicos, a evolução dos quadros clínicos e a eventual relação entre as complicações relatadas e as mortes. Até que as apurações sejam concluídas, não há confirmação de uma causa comum para os casos.
Procurado, o Hospital Salvalus declarou que, até o momento, não havia recebido notificação formal referente aos procedimentos mencionados. A instituição afirmou, porém, que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, respeitando o sigilo médico e a privacidade dos pacientes.
O hospital também ressaltou que considera os relatos graves, mas ponderou que “situações clínicas distintas não podem ser atribuídas a uma mesma causa sem comprovação técnica”. A unidade afirmou ser referência no atendimento de gestantes de alto risco e em pediatria de alta complexidade.
Segundo o hospital, entre os pacientes atendidos estão crianças com prematuridade extrema, malformações e síndromes genéticas, condições que podem exigir cuidados especializadosss.
A instituição informou ainda que atendeu mais de mil crianças ao longo deste ano e que as avaliações internas realizadas até o momento apontam históricos clínicos distintos, sem identificação de uma origem infecciosa comum entre os casos analisados.
Ao final de seu posicionamento, o hospital reiterou o compromisso com a segurança assistencial e destacou que alegações sem respaldo técnico e contextualização adequada não devem ser generalizadas, para evitar o agravamento da angústia enfrentada por famílias em situação de vulnerabilidade.
As investigações seguem em andamento, e a apuração individual dos casos deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias das mortes e verificar se existe alguma relação entre os episódios relatados.
Confira na íntegra nota do hospital:
"O hospital reafirma seu compromisso com a segurança dos pacientes, a qualidade da assistência e o respeito às famílias. A instituição trata os relatos com máxima seriedade e ressalta que situações clínicas distintas não podem ser atribuídas a uma mesma causa sem comprovação técnica.
Referência em maternidade de alto risco e assistência pediátrica de alta complexidade, a unidade recebe crianças com condições graves, como prematuridade extrema, malformações, síndromes genéticas e quadros infecciosos que exigem cuidados especializadoss.
Este ano, mais de mil crianças foram atendidas, com cuidados individualizados e equipes especializadas. As avaliações realizadas até o momento apontam históricos clínicos distintos, sem identificação de uma origem infecciosa comum entre os casos examinados.
O hospital ressalta que alegações apresentadas não podem ser generalizadas nem utilizadas para estabelecer conclusões sobre todos os atendimentos sem respaldo técnico. Afirmações sem a devida contextualização podem ampliar a angústia de famílias que já enfrentam momentos de grande vulnerabilidade.
A unidade mantém avaliações contínuas da segurança assistencial e canais de acolhimento às famílias. Até o momento, a instituição não recebeu notificação formal sobre os procedimentos mencionados e permanece à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos necessários, preservando o sigilo médico e a privacidade dos pacientes".
As investigações da Polícia Federal (PF) indicam a atuação conjunta de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, primogênito do presidente da República, e da empresária e lobista Roberta Luchsinger em negociações dentro do governo federal. Registros obtidos em dispositivos móveis pela revista Veja apontam uma rotina de viagens internacionais de luxo, incluindo voos em jatinho fretado de US$ 20 milhões, eventos e hospedagens financiados por empresários.
O grupo mantinha uma residência em condomínio fechado em Brasília, com custo mensal superior a R$ 100 mil, utilizada para reuniões entre Lulinha, empresários e autoridades do primeiro escalão do governo, como ministros de Estado e assessores do Palácio do Planalto. A PF apura três inquéritos sobre suposto tráfico de influência e corrupção envolvendo a dupla.

Fotos: Reprodução / Revista Veja
Principais pontos da investigação:
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Contratos Públicos: Mensagens indicam que a proximidade com o filho do presidente coincidiu com o crescimento expressivo de contratos governamentais de empresas parceiras, além de tentativas de negociação de acordos bilionários no Ministério da Saúde.
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Afastamento no Planalto: A PF identificou o pagamento de despesas pessoais do então chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana, feito pela lobista. O assessor acabou afastado do cargo.
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Delação e Declarações: Após o presidente Lula afirmar publicamente não conhecer a lobista e classificá-la como "pilantra", Luchsinger concedeu entrevista à CNN Brasil rebatendo as acusações e declarando intenção de propor um acordo de delação premiada às autoridades.
A defesa de Fábio Luís da Silva nega a prática de qualquer irregularidade ou ato ilícito. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que a relação entre Lulinha e a empresária decorria de amizade, que o cliente se mantém no exterior com renda proveniente do próprio trabalho de consultoria e que as acusações representam ilações sem respaldo legal.
A Polícia Federal (PF) realizou, nesta segunda-feira (19), uma operação para apurar uma possível violação de sigilo funcional cometida por Humberto Fontoura Pradera, ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça (TJ-DF). Ele é apontado pela PF por ter facilitado o acesso indevido do advogado Willer Tomaz a informações de processos em tramitação na Corte.
O advogado Willer Tomaz é amigo do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Ambos são investigados em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre suposta lavagem de dinheiro, âmbito no qual a operação da PF foi determinada. Willer nega ter tido acesso irregular a dados processuais.
Alvo da ação, Humberto Pradera ocupava o cargo em comissão de secretário de Tecnologia da Informação do tribunal, do qual foi exonerado na última sexta-feira (16) pelo presidente do STJ, ministro Luís Felipe Salomão. O portal g1 não localizou o ex-servidor ou sua defesa.
Os agentes da PF cumpriram um mandado de busca e apreensão contra Pradera, em Brasília, expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do inquérito. Batizada de Operação Linceu, a ação desta segunda-feira apura a suposta prática dos seguintes crimes:
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Violação de sigilo funcional
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Peculato eletrônico
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Corrupção ativa e passiva
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Lavagem de dinheiro
De acordo com as apurações da Polícia Federal que constam em relatório elaborado pela corporação, Humberto Fontoura Pradera, enquanto servidor da área de tecnologia do STJ, repassou ao advogado Willer Tomaz informações relativas a demandas internas do tribunal.
Em mensagens trocadas, obtidas pelo portal G1, Pradera contou a Willer que duas pessoas haviam sido designadas para tratar de determinado assunto e afirmou que manteria o advogado informado. Em outro episódio, Pradera encaminhou a fotografia de um documento exibido na tela de um computador, com um carimbo sobre a mesa.
Pradera ocupava uma posição de destaque no STJ exercendo o cargo de secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação (STI). Antes disso, havia atuado como assessor-chefe da Assessoria de Inteligência Artificial do órgão, participando de projetos ligados à transformação digital, inteligência artificial e sistemas internos da Corte.
Em outra troca de mensagens registrada no documento, ao ser questionado por Willer sobre “qual o número deles?”, Pradera respondeu que “essa tá no REsp 2122969” e afirmou que a tutela teria perdido efeito em razão do julgamento. Segundo os investigadores, a conversa demonstra o compartilhamento de informações sobre o processo, acompanhado de explicações sobre seus possíveis efeitos.
MODUS OPERANDI
No inquérito que apura suposta lavagem de dinheiro, os investigadores da PF afirmam que a atuação do advogado Willer Tomaz se concentrava em dois eixos: financeiro e jurídico.
No plano financeiro, a Polícia Federal identificou movimentações de cerca de R$ 130 milhões no Magnum Bank entre março e maio de 2025. As operações eram caracterizadas por grandes entradas seguidas de fracionamento, triangulações e repasses entre diversas empresas e plataformas de apostas, além de conexões com agentes políticos e servidores públicos.
No eixo jurídico, a investigação apontou uma suposta interferência em processos de alto interesse econômico no STJ e na Procuradoria-Geral da República (PGR). As apurações indicam que Willer recebia votos, ementas e decisões judiciais de forma antecipada, influenciando decisões como a desistência de recursos, além de enviar orientações e conteúdos para a elaboração de pareceres do Ministério Público Federal (MPF).
Confira a nota na íntegra logo abaixo:
"O advogado Willer Tomaz nega categoricamente ter tido acesso irregular ou não autorizado a decisões judiciais ou a pareceres do Ministério Público Federal, bem como ter interferido em qualquer manifestação. As insinuações são falsas, configuram desinformação e revelam desconhecimento elementar, ou deliberada distorção, do funcionamento dos tribunais.
A ciência antecipada de julgados no Superior Tribunal de Justiça não é crime: é funcionalidade prevista no próprio sistema da Corte. Tampouco há ilícito quando um procurador, convencido pelos memoriais apresentados, incorpora seus argumentos ao parecer. Isso é contraditório, e converter rotina processual em suspeita é criminalizar a advocacia.
A defesa desconhece o relatório citado e repudia sua divulgação seletiva, em plena campanha eleitoral, com menções a terceiros alheios aos fatos investigados. Ilegal, este sim, é o vazamento de material sigiloso, cujos autores serão identificados e responsabilizados."
O presidente e proprietário da Lazio, Claudio Lotito, afirmou às autoridades italianas que foi alvo de uma articulação para pressioná-lo a deixar o comando do clube. O dirigente, que também é senador pelo partido Forza Italia, prestou depoimento ao Ministério Público de Roma no âmbito de uma investigação que apura a suspeita de divulgação coordenada de informações falsas para influenciar o valor das ações da equipe na Bolsa de Milão.
A apuração envolve o presidente do Banca del Fucino, Mauro Masi, o diretor-executivo da instituição, Francesco Maiolini, e o jornalista Luigi Bisignani. Segundo a hipótese dos investigadores, o grupo teria participado de uma estratégia para enfraquecer a posição de Lotito e criar pressão para que ele vendesse sua participação na sociedade esportiva.
Os três são investigados por suspeita de manipulação de mercado. As acusações ainda estão sob apuração, e os envolvidos têm direito à presunção de inocência.
Durante o depoimento, Lotito também relembrou o período em que sofreu ameaças de setores radicais da torcida da Lazio. O dirigente disse que chegou a circular armado por orientação das forças de segurança.
"Durante muito tempo, andei armado com duas pistolas, uma à frente e outra atrás, uma automática e uma Smith & Wesson. Uma vez, uma delas até foi útil, salvou-me", relatou, segundo informações divulgadas pela imprensa italiana.
Lotito afirmou ainda receber milhares de ligações ameaçadoras por dia. O dirigente atribuiu parte da hostilidade à ruptura com grupos organizados de torcedores, após decisões que reduziram a influência dessas facções sobre atividades comerciais e a distribuição de ingressos do clube.
A investigação busca esclarecer se notícias sobre uma possível venda da Lazio foram divulgadas deliberadamente para afetar a cotação das ações do clube e pressionar Lotito a negociar o controle da equipe.
Entre os episódios examinados estão publicações que apontavam uma suposta oferta de compra da sociedade esportiva e informações sobre uma eventual estratégia para provocar o rebaixamento da equipe e receber uma compensação financeira. Os investigadores também apuram possíveis conexões entre publicações na imprensa, campanhas nas redes sociais e contatos entre os suspeitos.
Em setembro, autoridades italianas realizaram buscas em locais ligados aos investigados para recolher documentos e dispositivos eletrônicos. A investigação começou em 2024 e, de acordo com as informações divulgadas pela imprensa italiana, procura identificar se houve uma coordenação entre os diferentes agentes envolvidos.
Lotito negou ter recebido propostas concretas para vender o clube e afirmou que não pretende deixar a presidência. Ele também destacou medidas adotadas para reorganizar as finanças da Lazio desde que assumiu o controle da equipe, em 2004.
A disputa ocorre em meio ao descontentamento de parte da torcida com a gestão. O dirigente cortou repasses a grupos organizados e restringiu a participação dessas estruturas em atividades comerciais relacionadas ao clube, medidas que contribuíram para ampliar o conflito com setores das arquibancadas.
A Polícia Civil da Bahia instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades relacionadas à divulgação, nas redes sociais nesta terça-feira (6), de conteúdos com possível caráter discriminatório contra a população baiana. A apuração tem como foco declarações proferidas pelo economista, escritor e comentarista político Rodrigo Constantino.
De acordo com a Polícia Civil, as diligências seguem sob acesso restrito a fim de preservar o andamento das investigações. Em nota, a instituição reafirmou "seu compromisso com o enfrentamento à discriminação e com uma atuação técnica, imparcial e pautada na legalidade".
O procedimento foi aberto após a veiculação de um vídeo publicado por Rodrigo Constantino no domingo (4°), no qual ele fez críticas e ofensas direcionadas à Bahia e à capital baiana após a apuração das eleições de 2026.
Na gravação, Constantino declarou que "Salvador é um lixo" e definiu a Bahia como "o câncer do Brasil". O comentarista também questionou a disposição de parte dos habitantes do estado para o trabalho, citando o que chamou de "evidências anedóticas" de viagens pessoais, como relatar o contato de familiares com um vendedor ambulante em uma praia e a observação de pessoas em bares durante uma manhã de segunda-feira.
Relembre:
?? Escritor e comentarista Rodrigo Constantino chama Bahia de “câncer do Brasil” e Salvador de lixo após eleição ???? Instagram @/rodrigoconstantino1976 Confira ?? https://t.co/wozkee7YNF
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 5, 2026
"Baianos, com todas as boas exceções, em geral, vocês são uma vergonha para o Brasil", afirmou Constantino na transmissão. As manifestações do comentarista foram motivadas pelo resultado das urnas no estado, onde Jerônimo Rodrigues (PT) obteve a reeleição para o governo estadual, e Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) foram eleitos para as duas vagas disponíveis ao Senado Federal.
Ao comentar a vitória dos candidatos, Constantino criticou a escolha do eleitorado: "Dois senadores petistas eleitos envolvidos com Vorcaro, um governador petista, que papelão!". Ao final do vídeo, o comentarista antecipou reações ao seu posicionamento, declarando: "Vai vir a turma da Globo falar que é xenofobia, estou pouco me lixando para isso".
Um professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), localizada em Ilhéus, no sul da Bahia, é alvo de uma sindicância administrativa para apurar denúncias de assédio moral e perseguição contra estudantes. A instauração do procedimento foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na quinta-feira (1º).
A investigação é regida pela Portaria nº 653/2026, assinada pelo reitor da instituição na quarta-feira (30 de setembro). A decisão de abrir o processo fundamentou-se em uma apuração preliminar realizada pela universidade a partir de denúncias apresentadas originalmente ao Departamento de Ciências Exatas.
Segundo relatos apresentados pelos estudantes e registrados no DOE, o professor teria praticado assédio moral e perseguição, direcionando notas, constrangendo alunos e descumprindo regras do ensino na modalidade remota sem respaldo formal da instituição.
A portaria institui uma comissão composta por três professores encarregados de conduzir os trabalhos de apuração. O grupo terá o prazo de 30 dias úteis para concluir as investigações e apresentar o parecer final à reitoria da Uesc.
Uma empresa associada ao comediante e influenciador Whindersson Nunes se tornou alvo de um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público do Piauí (MP-PI), que apura possíveis irregularidades em um contrato de R$ 11 milhões com a Secretaria de Educação do estado.
As informações são do site Splash, do UOL e do portal Metrópoles.
O MP-PI investiga possíveis irregularidades na contratação da empresa Tron Atividades de Apoio à Educação Ltda para fornecer materiais e cursos de robótica a escolas públicas, em um contrato assinado em agosto de 2025 com vigência prevista até agosto de 2027, e valor inicial de R$ 4,99 milhões, além de aditivos superiores a R$ 6 milhões.
Na denúncia expedida em 16 de setembro de 2026, o humorista é citado com uma ligação à empresa. "Denúncia sobre suposto contrato firmado entre a empresa Tron Atividades de Apoio à Educação Ltda., vinculada ao influenciador Whindersson Nunes, e a Secretaria de Educação do Estado do Piauí (Seduc-PI)", diz trecho do inquérito.
Por meio de nota, a equipe jurídica de Whindersson negou a participação do comediante na empresa.
"A equipe jurídica do artista Whindersson Nunes, representada pelo advogado Caio Sanas, esclarece e ratifica que o artista não integra o quadro societário da empresa objeto do inquérito civil mencionado. A participação societária de Whindersson Nunes está restrita à empresa proprietária do método, cuja utilização é licenciada a diferentes empresas, entre elas a empresa objeto do referido procedimento."
A Polícia Federal (PF) intimou o banqueiro Daniel Vorcaro e seu pai, Henrique Vorcaro, para prestarem depoimentos oficiais. As oitivas foram marcadas para o dia 30 de setembro, às 14h e às 16h, respectivamente. A intimação é considerada pela corporação o ato final do inquérito para a conclusão da 6ª fase das investigações conduzidas no âmbito da Operação Compliance Zero.
Previstos inicialmente para ocorrer na última semana, os depoimentos acabaram sendo adiados a pedido da equipe de defesa do proprietário do Banco Master. As informações foram reveladas pelo G1.
A Polícia Federal identificou mensagens que apontam para uma suposta participação do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na PixBet e na Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Atlético-MG. Segundo os diálogos encontrados pelos investigadores, Vorcaro seria proprietário da empresa de apostas e teria 25% da SAF do clube mineiro.
As conversas fazem parte das investigações sobre as fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master e também sobre as relações mantidas por Vorcaro com autoridades da República.
As mensagens foram trocadas em outubro de 2024 entre Marilson Roseno da Silva, ex-escrivão da PF investigado por integrar um grupo chamado “A Turma”, e um contato identificado como “Pk Caiava”. De acordo com a investigação, o grupo teria atuado no monitoramento e na intimidação de pessoas consideradas adversárias de Vorcaro.
Em áudio enviado no dia 3 de outubro, Marilson afirmou que a PixBet pertenceria ao “chefe” de São Paulo, expressão que, segundo os investigadores, seria uma referência a Vorcaro.
“Cara, ele não vai conseguir, esquece. Só os p… Sabe de quem é essa PixBet ai? Do chefe lá de São Paulo. Que tem 25% do Galo. Aliás, o patrocínio vai até mudar lá. Acho que no ano que vem vai ficar Pixbet. É dele. Acho que ele vai me colocar para gerenciar isso”, disse o funcionário do banqueiro, em mensagem de áudio.
Na sequência, “Pk Caiava” questionou quem seria o homem citado. Marilson respondeu: “É o Daniel Vorcaro, pô, que comprou 25% lá. É a SAF”.
As investigações também identificaram referências a outro integrante ligado ao grupo. Em uma das conversas, “Pk Caiava” mencionou “Mexirica”, apontado como alguém que trabalharia para Vorcaro. A PF identificou o apelido como sendo de Felipe Mourão, que também seria conhecido como “Sicário” e, segundo os investigadores, teria atuado ao lado do banqueiro nas fraudes atribuídas ao Banco Master.
INGRESSOS PARA FAMÍLIA DE MORAES
Outro conjunto de mensagens apreendidas pela PF indica que Vorcaro teria buscado ingressos VIP para os filhos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acompanharem uma partida entre Atlético-MG e Grêmio, disputada na Arena MRV, em maio de 2024.
Para os investigadores, a iniciativa seria mais um elemento relacionado à proximidade entre Vorcaro e Moraes. O ministro entrou no radar da investigação porque o escritório de advocacia de sua esposa firmou um contrato de R$ 131 milhões para prestar serviços ao banqueiro.
Em novembro do ano passado, o Atlético-MG informou o afastamento de Vorcaro da SAF, responsável pela administração do clube. Na ocasião, a equipe declarou que a medida ocorreu em razão de “fatos de conhecimento público que geraram impedimentos para o exercício regular de suas funções”.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deu prazo de 72 horas para André Mendonça se manifestar sobre o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A solicitação foi apresentada nesta terça-feira (8) pelo advogado-geral da União, Jorge Messias.
A AGU sustenta que a decisão individual de Mendonça provoca “grave lesão à ordem pública e administrativa”. O órgão também argumenta que o afastamento interfere em uma atribuição exclusiva do presidente da República: a escolha, nomeação e exoneração do diretor-geral da PF. Segundo o orgão, a interrupção repentina da gestão pode comprometer as atividades de polícia judiciária e provocar “risco de desorganização institucional”.
O órgão pediu uma liminar para suspender imediatamente o afastamento dos dirigentes da corporação e, posteriormente, confirmar a medida até que o caso seja analisado de forma definitiva pelo órgão competente. O afastamento de Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa, foi determinado por Mendonça em meio à investigação sobre a produção de relatórios de inteligência que teriam monitorado o próprio ministro e Jorge Messias.
A decisão também determinou a abertura de procedimentos criminais e administrativos na Corregedoria da PF para apurar a produção desses documentos, além da suspensão de relatórios de inteligência destinados a analisar a atuação funcional de magistrados, integrantes da advocacia pública ou da polícia judiciária.
O caso está sob análise da Segunda Turma do STF. O colegiado havia iniciado o julgamento da decisão de Mendonça, mas a análise foi interrompida após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto o julgamento não é concluído, a decisão individual de Mendonça permanece em vigor e mantém Rodrigues afastado.
A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) defendeu que o tema seja levado ao Plenário do Supremo. Diretores da PF também manifestaram “total apoio” a Rodrigues e colocaram os cargos à disposição de William Marcel Murad, que assumiu interinamente a direção da corporação.
A deputada federal Lídice da Mata (PSB) também denunciou o empresário e administrador Uryel Victor Lima de Santana na Polícia Civil por um crime relacionado a estelionato. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, na manhã desta sexta-feira (4), com interlocutores, Uryel teria tentado vender emendas parlamentares da deputada baiana.
Ele ainda teria pedido dinheiro aos amigos da ex-prefeita de Salvador como uma tentativa de “ajudá-la” e conseguir os recursos. De acordo com informações apuradas pelo site, a parlamentar chegou a prestar uma queixa-crime contra Uryel.
Ele é acusado ainda de tentar aplicar golpes ao apresentar um suposto documento falso do Governo Federal à Prefeitura de Cipó, no Nordeste da Bahia, e solicitar pagamentos para que o município recebesse recursos provenientes da União.
A Polícia Civil revelou ao BN que investiga o caso envolvendo o administrador. A situação foi registrada como estelionato, no dia 16 de junho deste ano. A PC disse que “oitivas e outras diligências investigativas são realizadas para o esclarecimento do caso”.
O Bahia Notícias fez contato com Uryel, na tarde desta quinta-feira (3), mas não obteve nenhuma resposta.
ENTENDA AS DENÚNCIAS
A situação envolvendo Uryel teria ocorrido quando o homem procurou a gestão municipal apresentando um suposto ofício que informava a destinação de recursos federais para a realização de obras de pavimentação asfáltica na cidade. Durante a negociação, segundo a prefeitura, ele teria solicitado o pagamento antecipado de 20% do valor, sob a justificativa de que a quantia seria necessária para “agilizar” a liberação dos recursos. O episódio, no entanto, levantou suspeitas e levou o município a procurar diretamente o Ministério das Cidades para verificar a autenticidade da documentação.
Conforme relato do prefeito de Cipó, Marquinhos (PSD), o órgão confirmou que o documento não era verdadeiro e que a suposta destinação de mais de R$ 7 milhões não existia. O caso motivou um alerta aos prefeitos e gestores públicos de toda a Bahia.
A suposta atuação do homem utilizava diferentes formas. Ele teria utilizado de uma abordagem convincente para cooptar prefeitos, em municípios para os quais viajava presencialmente. Em uma cidade do interior baiano, ele teria desembarcado inclusive, utilizando um avião para entregar em mãos documentos com timbragens, que seriam adulteradas do Governo Federal.
Para dar credibilidade na ação, o administrador alegava ter "conchavos" e trânsito livre nos bastidores de Brasília, em uma tentativa de pressionar os gestores a efetuarem pagamentos adiantados antes que a falsidade dos papéis fosse checada nos órgãos oficiais.
A estratégia se baseava em criar uma falsa ilusão de burocracia concluída para cobrar valores ou vantagens antecipadas dos municípios sob o pretexto de viabilizar o repasse final dos recursos.
A estrutura da ação seria realizada em três formas:
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Uso de Documentação Adulterada: Criação de ofícios falsos atribuídos ao Ministério das Cidades para simular aportes financeiros;
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Abordagem Direta: Contato com prefeitos (presencialmente ou por meio de intermediários) apresentando a falsa oportunidade de verbas;
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Mediação com Ministério: Alegação de articulação política interna para passar ar de legitimidade às negociações;
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Objetivo Financeiro: Tentativa de obter valores antecipadamente para suposta "liberação burocrática" do recurso.
Ao Bahia Notícias, o prefeito de Cipó confirmou o mecanismo utilizado por Uryel e deu detalhes a respeito do modus operandi que o homem utilizava no estado. Segundo ele, o suspeito utilizava documentos falsos, alegando serem do Ministério das Cidades, com a promessa de liberar recursos e verbas federais para os municípios.
Ele procurava os gestores municipais utilizando contatos ou intermediários ("conchavo"). No entanto, em algumas cidades, a exemplo de Cipó, não conseguia liberar os valores. Segundo o administrador municipal, os órgãos federais confirmaram que os documentos eram falsificados, montados pelo próprio suspeito e não possuíam qualquer registro oficial.
“Ele começou desde o ano passado e ele vem insistindo. Depois que fiz as denúncias, ele não me ligou mais. No entanto, isso está sendo frequente. Ele forjou um documento dizendo que era do Ministério das Cidades disponibilizando recursos. Só que fui a Brasília e verifiquei com a equipe da pasta. Eles disseram que esse documento não tinha nada a ver com o ministério não, que seria dele [Uryel], ele que fez, não tinha nada a ver”, afirmou ao BN.
O caso foi encaminhado para registro de Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil local.
“Eu liguei para o delegado pra registrar o Boletim, mas ainda falta ir na delegacia para preencher lá os dados”, explicou.
O mesmo caso teria ocorrido também na cidade de Nova Soure, no Nordeste baiano. Ao site, o prefeito Alan de Cassinho (PSD) revelou que o contato inicial ocorreu entre três e quatro meses antes atrás. O gestor reforçou a versão e apontou que o empresário teria oferecido a intermediação para verbas do Ministério das Cidades, prometendo recursos para pavimentação asfáltica. Além disso, ele ainda teria ofertado outras demandas municipais em nome da pasta.
Para viabilizar a suposta liberação dos recursos, o indivíduo exigiu o adiantamento de valores financeiros. O suspeito também encaminhou um ofício com teor semelhante ao enviado para Cipó para formalizar a proposta. Uma segunda pessoa, que alegava ser do Ministério das Cidades, também entrou em contato com o prefeito.
Porém, o gestor desconfiou das propostas e não efetuou nenhum pagamento ou avanço nas negociações. Ele disse que aguardava o desfecho das tratativas de Cipó antes de tomar qualquer medida.
“Foi essa mesma pessoa. Ele chegou a enviar um ofício também na mesma situação da cidade de Cipó. Mas eu não avancei porque aguardava ver se a situação lá iria se desenvolver. Mas ele chegou a fazer outras propostas também, não só asfalto, mas outras demandas”, contou.
“Foi algo para o Ministério das Cidades também. Até uma outra pessoa entrou em contato dizendo ser do Ministério das Cidade. Mas aí eu sou um pouco desconfiado, não avancei não".
Lula pede investigação sem blindagem em caso Master e defende ética no Judiciário: "Doa a quem doer"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu nesta quinta-feira (3) que as investigações envolvendo o Banco Master avancem sem proteção a autoridades e criticou a divulgação de informações de forma seletiva. Em vídeo divulgado pela Presidência, Lula afirmou que o episódio envolve pessoas poderosas e que a apuração precisa alcançar todos os possíveis envolvidos. “É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”, declarou.
O presidente também classificou o caso como “o maior roubo da história do Brasil” e afirmou que houve prejuízos a pessoas de diferentes estados e municípios. Para Lula, a crise não pode comprometer a confiança nas instituições. “O banqueiro, líder do esquema, tem relações com muita gente poderosa. E foi no meu governo que ele foi preso e seu banco fechado. Há suspeita de políticos e agentes públicos envolvidos. Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos”, afirmou.
A manifestação ocorre em meio à crise que atingiu o Supremo Tribunal Federal (STF) após revelações sobre a relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes da Corte. Sem citar diretamente Alexandre de Moraes, o petista defendeu ainda a criação de um código de ética para o Judiciário. A proposta já havia sido apresentada pelo presidente do PT, Edinho Silva, que também pediu regras semelhantes para o Ministério Público.
Lula afirmou que cabe ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao procurador-geral da República Paulo Gonet, que também foi citado nas investigações, conduzirem medidas capazes de preservar a credibilidade das investigações. Agora, ministro André Mendonça deve levar o caso ao plenário físico do STF para discutir a eventual abertura de investigação. A PGR, porém, considerou o procedimento nulo e questionou a forma como a apuração foi conduzida.
CONFIRA O VÍDEO COMPLETO:
Em meio a uma grande polêmica envolvendo a herança de Erasmo Carlos, a revista Veja trouxe uma nova informação sobre os bastidores da família do Tremendão.
De acordo com a publicação, a viúva do artista, Fernanda Passos, negou a ajuda financeira oferecida por Roberto Carlos, grande parceiro musical do cantor.
Segundo a coluna GENTE, Fernanda e Roberto têm uma boa relação e o Rei chegou a ser testemunha do processo de reconhecimento de união estável dela com o cantor, no entanto, a viúva negou por duas vezes a tentativa de Roberto de ajudá-la.
Fernanda está sem receber o repasse do aluguel referente ao apartamento em São Conrado, na zona sul do Rio, onde morou com Erasmo, após a Justiça bloquear a pedido dos advogados dos filhos.
Em agosto, os filhos do cantor apresentaram uma notícia-crime à Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro (DD-RJ) a fim de pedir a investigação de transferências realizadas a partir da conta bancária do pai no dia de sua morte.
Os herdeiros questionam uma transferência no valor de R$ 300 mil feita no dia da morte do artista, em 22 de novembro de 2022, para uma conta atribuída à Fernanda, e o repasse de um outro valor para a conta da pedagoga.
Até o momento, Fernanda não se pronunciou sobre a investigação e a tentativa de ajuda de Roberto.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a nulidade do relatório da Polícia Federal que detalha a relação do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e com o próprio chefe da PGR. O nome de Gonet aparece no material produzido pela PF a partir da análise do celular de Vorcaro.
As mensagens também indicam contatos envolvendo o advogado baiano Ciro Soares e o filho do procurador-geral, Pedro Gonet, em relação a uma viagem a Londres custeada pelo banqueiro. Paulo considera a determinação do ministro André Mendonça, relator do caso Master, para que a PF identificasse o destinatário de mensagens de Vorcaro ocorreu sem solicitação do Ministério Público ou da própria corporação. Na avaliação do procurador-geral, a medida “excede os limites de competência do magistrado”.
Ele sustenta que, caso Mendonça encontrasse indícios envolvendo outro ministro do STF, não poderia determinar diretamente o aprofundamento das investigações. Segundo Gonet, a questão deveria ter sido encaminhada ao presidente da Corte, para que o Plenário analisasse a necessidade de uma eventual apuração.
"Mesmo que, casualmente, fosse encontrado algum indício do que o relator entendesse ser irregularidade de interesse penal, não caberia a ele aprofundar as pesquisas sobre o Colega – vale dizer, não caberia a ele determinar que se investigassem com mais detimento referências ao Colega", afirma.
Com esse argumento, o procurador afirma que a ordem de Mendonça é nula e, consequentemente, o relatório elaborado pela PF também deve ser invalidado. Gonet pediu ainda que o caso seja extinto em razão da nulidade do procedimento.
A Polícia Federal (PF) identificou, em relatório pericial, uma mensagem enviada pelo empresário Daniel Vorcaro ao contato cadastrado em seu celular como "Alexandre de Moraes BRASILIA", na qual o controlador do Banco Master pede que seja feita uma interlocução junto à direção da própria PF para adiar uma medida policial que, segundo ele, poderia levar a instituição à quebra.
O documento que estava em sigilo de justiça, obtido pelo Bahia Notícias (BN), registra a recuperação de uma imagem enviada por meio do recurso de visualização única do WhatsApp.
Na captura de tela, extraída pela perícia do aparelho de Vorcaro, aparece um texto redigido pelo empresário em seu bloco de notas em 16 de novembro de 2025: "Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco nao quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possivel" [a grafia original foi apresentada integralmente].
De acordo com o relatório da PF, a referência a "Andrei" diz respeito a Andrei Passos, diretor-geral da Polícia Federal. Na avaliação dos investigadores, a mensagem demonstra um pedido para que o destinatário tentasse sensibilizar a chefia da corporação a adiar o cumprimento de uma medida policial iminente contra o banco.
No próprio texto, Vorcaro afirma que o adiamento, somado ao feriado subsequente, no dia 20 de novembro, evitaria a quebra da instituição financeira.
ENTRE 25 SEGUNDOS
Para comprovar a autenticidade e a autoria da mensagem, os peritos cruzaram registros do sistema operacional do aparelho com vestígios deixados pelos aplicativos utilizados pelo empresário. Segundo o relatório, o intervalo entre a criação do conteúdo e o envio da imagem foi de apenas 25 segundos.
A cronologia reconstruída no texto pela perícia aponta:
- 16h56min40s (19h56min40s UTC): Daniel Vorcaro abre o aplicativo Bloco de Notas do iPhone e digita a mensagem.
- 16h57min22s (19h57min22s UTC): o empresário realiza uma captura de tela do conteúdo. O sistema iOS registra automaticamente o horário da ação.
- 16h57min26s (19h57min26s UTC): Vorcaro encerra o Bloco de Notas e abre o WhatsApp.
- 16h57min47s (19h57min47s UTC): a imagem é enviada, por meio do WhatsApp, ao contato identificado como "Alexandre de Moraes BRASILIA."
- 16h57min50s (19h57min50s UTC): o aplicativo é fechado no dispositivo.
Segundo os investigadores, o uso de uma captura de tela enviada por visualização única dificultava a preservação do conteúdo no histórico convencional das conversas. Embora o recurso apague a imagem do dispositivo do destinatário após a abertura, os peritos afirmam ter comprovado a transmissão por meio de duas frentes técnicas:
- Registros de conectividade (logs): o software de perícia forense IPED identificou o envio de dados pelo WhatsApp ao destinatário no exato momento registrado na cronologia do aparelho.
- Recuperação de arquivos temporários: a captura de tela gerou vestígios em áreas temporárias do sistema iOS. A equipe técnica conseguiu extrair a imagem original e seus metadados diretamente da memória do telefone de Vorcaro.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e Alexandre de Moraes protagonizaram uma discussão acalorada que quase descambou para agressões físicas na entrada do Plenário da Corte, nesta terça-feira (1º). O episódio exigiu a intervenção da equipe de segurança para conter os magistrados.
Segundo informações da TV Band e confirmadas pelo Metrópoles, o desentendimento ocorreu no momento em que os ministros chegavam para o início da sessão. Alexandre de Moraes abordou André Mendonça e solicitou uma conversa, contudo o diálogo desandou e transformou-se em um bate-boca tenso.
A altercação ocorreu no contexto em que vieram à tona apurações da Polícia Federal (PF) solicitadas por Mendonça, relator do caso. O magistrado havia determinado à corporação que identificasse quem era o interlocutor do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em uma conversa na qual eram citados o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
A perícia da Polícia Federal averiguou que o interlocutor de Vorcaro era o ministro Alexandre de Moraes. Nos diálogos, o banqueiro solicitava a Moraes "proteção" em relação às autoridades citadas. Ao tomar conhecimento das constatações da PF, Moraes confrontou Mendonça e o acusou de direcionar as investigações contra ele.
Por outro lado, Mendonça questionou o colega sobre como ele obteve acesso a detalhes de um procedimento investigatório sigiloso sob sua relatoria.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA), através da 4ª Promotoria de Justiça do Consumidor, instaurou um Procedimento Preparatório para Inquérito Civil com o intuito de investigar supostas irregularidades no Hospital de Brotas, em decorrência da crítica superlotação.
A iniciativa surgiu a partir da denúncia de um paciente que relatou ter sido acomodado na ala pediátrica, ao lado de uma criança de dois anos, devido à falta de leitos. Inicialmente, a denúncia foi encaminhada à Promotoria de Saúde, mas foi transferida para a Promotoria do Consumidor, uma vez que, segundo o MP-BA, o Hospital de Brotas é uma instituição privada e os serviços prestados configuram uma relação de consumo, onde a proteção à saúde e à segurança do consumidor é fundamental.
No curso da apuração, o Hospital de Brotas apresentou manifestação, negando a ocorrência de "compartilhamento efetivo de acomodação entre pacientes adultos e pediátricos". No entanto, admitiu a presença de uma “inconsistência pontual no fluxo de admissão” e informou que, no período dos fatos, encontrava-se em cenário de
superlotação, com ativação do denominado “Fluxo de Supercontingência”, situação que teria demandado a utilização planejada de áreas disponíveis para suporte assistencial, embora sustente ter mantido segregação física e monitoramento contínuo dos pacientes a qual foi identificada e corrigida pela equipe assistencial.
Na sequência, o Hospital de Brotas informou ter realizado registro interno da ocorrência, análise do evento, reorientação da profissional envolvida, aprimoramento dos fluxos de admissão, reforço das rotinas institucionais e sensibilização das equipes assistenciais.
O promotor Saulo Murilo de Oliveira Mattos, responsável pela portaria, determinou que, no prazo de 15 dias úteis, o Conselho de Medicina da Bahia (CREMEB) realize fiscalização in loco para avaliar as condições técnicas, éticas, médicas e operacionais da ala pediátrica e a Vigilância Sanitária Estadual (DIVISA) realize inspeção sanitária in loco para checar estrutura física, higiene, capacidade e fluxos de atendimento em situações normais e de superlotação.
Paralelamente, o Corpo de Bombeiros (CBM/BA) deve realizar vistoria para checar rotas de fuga, saídas de emergência e licenças de pânico e incêndio, especialmente considerando o impacto da superlotação na segurança, e o próprio Hospital de Brotas deve apresentar de cópias dos planos e protocolos de "Supercontingência", registros internos do incidente com o paciente adulto, dados de ocupação de leitos pediátricos no período (19 a 24/03/2026) e histórico de episódios semelhantes nos últimos 12 meses.
Além disso, o MP-BA deve mapear reclamações públicas (Reclame Aqui, Consumidor.gov.br e imprensa nos últimos 2 meses) e procedimentos internos do MP-BA sobre superlotação ou falhas de gestão no mesmo hospital.
Após a chegada dos laudos técnicos e respostas, o Promotor de Justiça analisará o material para decidir se arquiva o procedimento, caso não haja irregularidades graves ou se tudo tiver sido corrigido, propõe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que o hospital adeque seus fluxos; ou evolui a investigação para um Inquérito Civil Ação Civil Pública.
A MRV Engenharia e Participações S/A se tornou alvo de uma investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) após denúncias de uma consumidora que relatou falta de clareza e transparência no repasse da comissão de corretagem durante a compra de imóvel residencial.
Conduzido pelo promotor Saulo Murilo de Oliveira Mattos, da 3ª Promotoria de Justiça do Consumidor, o Procedimento Preparatório para Inquérito Civil visa averiguar se a quantia referente à comissão de corretagem foi apresentada e cobrada de maneira camuflada no contexto do pagamento inicial do imóvel, conhecido como 'entrada'. A investigação também analisa como essa cobrança foi comunicada ao consumidor, especialmente em relação à existência de informações prévias, claras e adequadas sobre a natureza, o valor e a destinação da quantia cobrada a título de corretagem.
Durante as investigações iniciais, o promotor identificou indícios de que essa prática pode estar se repetindo com outros compradores da construtora. O procedimento busca apurar se a MRV adota essa conduta de maneira sistemática, o que poderia caracterizar danos a direitos individuais homogêneos.
A portaria tem o objetivo de garantir ao consumidor o direito à informação adequada e clara sobre os diversos produtos e serviços, impondo aos fornecedores a obrigação de fornecer informações corretas, claras, precisas e visíveis sobre as características, preços e demais condições da contratação, vedando práticas que coloquem o consumidor em desvantagem.
Caso as informações sejam confirmadas, o MP-BA poderá transformar o procedimento em inquérito civil, solicitar mais tempo para investigação, ajuizar uma ação civil ou elaborar um Termo de Ajustamento de Conduta.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (27), durante entrevista à TV Globo, que tem “consciência” de que o senador Jaques Wagner (PT-BA) é honesto. A declaração ocorreu em meio às suspeitas que envolvem o petista no caso Banco Master. Lula disse que não pretende romper politicamente com Wagner com base nas acusações e defendeu que qualquer eventual responsabilidade seja definida a partir das investigações da Polícia Federal e da Justiça.
“Ele é um homem que tem relação comigo. Não posso colocar em dúvida o comportamento comigo. Tenho consciência de que o Wagner é honesto. Se ele cometeu um crime, vai pagar. Não sou uma pessoa que mudo de calçada se um amigo for acusado.”
O presidente também afirmou que não considera uma investigação suficiente para atribuir culpa e criticou avaliações baseadas em suposições. “Não posso fazer política vivendo de ilações todo santo dia. O Banco Master causou um prejuízo a esse país de 60 bilhões de reais. Não foram 60 dólares. Há muita gente nesse país envolvido. Jaques tem relação com Augusto [Lima], que não era do Master. Não posso fazer política com base em ilações. As pessoas são inocentes até que se prove o contrário”, afirmou o presidente.
Wagner é alvo de uma investigação da Polícia Federal sobre um esquema envolvendo o Banco Master. O senador nega ter recebido vantagens ou atuado em benefício da instituição.
Os filhos do cantor Erasmo Carlos, Leonardo Esteves e Gil Esteves, apresentaram uma notícia-crime à Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro (DD-RJ) a fim de pedir a investigação de transferências realizadas a partir da conta bancária do pai no dia de sua morte.
De acordo com a coluna Veja Gente, uma transferência no valor de R$ 300 mil feita no dia da morte do artista, em 22 de novembro de 2022, para uma conta atribuída à viúva, Fernanda Passos.
Segundo os filhos do cantor, a operação teria sido feita logo após a morte, quando ele ainda estava no hospital. A conta pertencia apenas a Erasmo e, pela legislação, a movimentação bancária de falecidos só pode ser realizada com alvará judicial.
Leonardo e Gil também relatam uma segunda transferência, no valor de R$ 45 mil, semanas após a morte para pagamentos de prestação de serviços jurídicos contratados por Fernanda.
Segundo a publicação, os filhos de Erasmo solicitaram a instauração de inquérito policial e a oitiva de Fernanda, para que a viúva esclareça as movimentações e informe se os valores serão restituídos ao espólio do artista.
Um homem de 46 anos investigado pelos crimes de descumprimento de medida protetiva de urgência, ameaça, incêndio e dano qualificado, foi preso durante uma ação policial nas proximidades de um ferro-velho, às margens da Avenida Gal Costa, em Salvador, nesta quarta-feira (19).
Segundo a investigação, em maio deste ano, o suspeito tentou desferir golpes de faca contra a companheira e cortar a mangueira do botijão de gás, a fim de provocar uma explosão na residência do casal.
Ele também foi preso em flagrante na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam/Casa da Mulher Brasileira), em julho, após agredir fisicamente a vítima.
Em agosto, o homem foi até a residência da mulher, descumprindo uma medida protetiva de urgência. Como não a encontrou no local, ele incendiou o imóvel. As chamas foram controladas pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBM). O pai da vítima, de 64 anos, foi até a casa após tomar conhecimento do incêndio e também foi agredido fisicamente pelo suspeito.
Durante a ação policial, o investigado tentou fugir ao avistar as equipes da 10ª Delegacia Territorial (DT/Pau da Lima), mas foi interceptado e preso. Ele foi conduzido à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), onde teve o mandado de prisão preventiva cumprido. O suspeito permanece custodiado, à disposição do Poder Judiciário.
Segundo informações da Coluna do Estadão, a Polícia Federal solicitou autorização à Procuradoria-Geral da República (PGR) para abrir um inquérito com o objetivo de investigar o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). O pedido se baseia numa denúncia de que o deputado, anunciado nesta quarta-feira (5) como vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teria cometido estupro de vulnerável, além de suposta tentativa de suborno.
Após a solicitação da PF, a PGR teria requisitado ao Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com a coluna, permissão para a realização de diligências preliminares. As medidas iniciais foram autorizadas pelo ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF contra Alfredo Gaspar.
A representação original contra Alfredo Gaspar foi protocolada na Polícia Federal pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Os parlamentares afirmam que Gaspar teria cometido estupro de vulnerável contra uma menor de idade e que uma filha teria nascido em decorrência do episódio. A denúncia foi tornada pública durante a sessão de encerramento da CPI do INSS.
Logo após ter sido feita a denúncia, Alfredo Gaspar rebateu as acusações e apresentou o vídeo de uma jovem – que seria a pessoa citada como sua suposta filha – negando o caso. O deputado afirmou que o episódio relatado envolveu, na verdade, um primo seu. Diante das declarações de Soraya Thronicke e Lindbergh Farias, Gaspar os denunciou por calúnia.
Naquela ocasião, Alfredo Gaspar representou contra a senadora Soraya Thronicle no Conselho de Ética. O deputado também colheu material genético na Polícia Científica de Alagoas para exames de DNA, explicou que a acusação era totalmente infundada, tratando-se de um ataque “covarde” dos governistas, acuados com a leitura do relatório final da CPMI que pedia o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Ainda nesta quarta, logo após ter sido anunciado na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar disse a jornalistas que prepara representação ao Ministério Público Federal e ao Supremo Tribunal Federal para cobrar celeridade na investigação sobre a acusação de que teria estuprado uma menor de idade décadas atrás.
Segundo o candidato a vice-presidente, a história real envolveria o seu primo Maurício Breda, que, na adolescência, teve uma relação consensual com uma namorada. Dessa relação, nasceu uma menina, que Breda só foi conhecer muitos anos depois. Essa menina, chamada Lourilene Pereira Marcelo da Silva, gravou um vídeo contando toda a história e desmentindo a versão de Lindbergh e Soraya Thronicke contra Gaspar.
Como envolve autoridade com foro privilegiado, o caso foi parar no STF, e sorteado para o gabinete do ministro Gilmar Mendes. Na nova representação, Alfredo Gaspar disse que cobrará medidas em 72 horas, a fim de que as denúncias que pesam sobre ele sejam prontamente esclarecidas.
Um homem de 65 anos, investigado pelo crime de estupro de vulnerável, foi preso pela Polícia Civil da Bahia, nesta sexta-feira (17). A prisão foi realizada no âmbito da Operação Laços Sombrios em um distrito da zona rural de Riachão das Neves, no oeste do estado. A ação foi realizada por equipes da Delegacia Territorial de Riachão das Neves (DT/Riachão das Neves), por meio do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Oeste).
As investigações tiveram início no dia 29 de junho e apontam que o suspeito praticou o crime contra uma adolescente de 12 anos. Durante a apuração, foram reunidos elementos que fundamentaram a decisão pela previsão preventiva, que foi deferida pelo Poder Judiciário posteriormente.
Depois da prisão, o homem foi encaminhado à unidade policial, onde realizou os procedimentos legais cabíveis e permanece à disposição da Justiça para maiores esclarecimentos e andamento do processo.
O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio da Promotoria de Justiça de Prado, instaurou um procedimento administrativo para acompanhar investigações policiais em curso sobre as condutas atribuídas a 3 docentes da rede pública, suspeitos de violentar alunas adolescentes em um colégio da rede municipal da cidade de Prado, Extremo Sul da Bahia. A decisão foi tomada na última quinta-feira (9), no Diário de Justiça do Ministério Público da Bahia.
Os nomes investigados são os de Paulo Henrique Teixeira Felberg, Paulo Sérgio Santana Boamorte e Alex Martins Diamantino, três docentes do quadro de professores de Prado que estão afastados por medida cautelar da Justiça do município desde março deste ano. Um deles também apresenta processos de ameaça e crimes contra a vida em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano.
O trio já era monitorado pela Justiça e dois deles chegaram a ser afastados por decreto municipal. O terceiro professor atuava como profissional temporário em escolas do município e teve seu contrato encerrado. As investigações correm em segredo de justiça por tratarem de um crime contra menores de idade.
O Bahia Notícias procurou o Ministério Público da Bahia para falar sobre o caso, mas, até a conclusão desta matéria, não se pronunciou sobre o caso.
Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (18), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou solidariedade ao líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), alvo de operação da Polícia Federal devido às relações dele com o banco Master. Alcolumbre condenou a polarização política que leva políticos a serem condenados antes mesmo de serem julgados.
“Meu apoio, minha solidariedade integral a um colega senador da República. [...] Tenho a convicção de que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona e elas serão comprovadas. Um dia elas serão julgadas, é lá nesse dia que a pessoa pode ser condenada ou inocentada”, disse o presidente do Senado.
“Ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado. E todos nesse país podem ser investigados. Isso é normal no Estado democrático de Direito, mas todos também têm que ter a presunção da inocência”, completou Alcolumbre.
As investigações da PF indicam que Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional em favor de pautas relacionadas aos interesses do Banco Master. O Bahia Notícias teve acesso à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que oficializou a expedição dos mandados de busca e apreensão na residência do parlamentar nesta quinta (18).
No documento oficial, a Polícia Federal aponta que os indícios da relação entre Wagner e o banco de Vorcaro foram divididos em três eixos, que vão desde o favorecimento financeiro por meio de propinas e presentes até a atuação parlamentar como líder do governo no Senado.
Davi Alcolumbre, na entrevista, disse respeitar o papel das instituições, mencionando a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça, “mas a gente precisa ter a compreensão de que esse mantra de que todo mundo é culpado até que se prove que é inocente está errado”.
O presidente do Senado disse ainda que o senador Jaques Wagner “é um colega, respeitado por todos, cuja trajetória política é admirada e que teve a legitimidade do voto popular”.
Na última terça (16), no plenário do Senado, após Alcolumbre se defender de acusações sobre envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro e negar que recebeu US$ 30 milhões em uma conta no exterior, Jaques Wagner manifestou sua solidariedade ao senador. Wagner disse que a revista Veja mentia e que se tratava de uma 'guerra de narrativas'.
“Eu já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da Federal que encontrou algo sobre V. Exa., na medida em que foi citado agora, ou sobre o meu comportamento e o comportamento do ex-governador Rui Costa”, afirmou o senador Jaques Wagner no plenário.
Antes de divulgar a nota de solidariedade, Davi Alcolumbre havia cancelado a realização de uma sessão do Congresso Nacional, marcada para a manhã desta quinta (18). Segundo Alcolumbre, a sessão foi cancelada por falta de acordo entre as lideranças e uma nova sessão deve ser agendada em no máximo 15 dias, antes do início do recesso parlamentar.
A sessão desta quinta havia sido agendada para analisar dezenas de vetos presidenciais pendentes de apreciação, além de projetos de lei nos quais o Executivo pede ao Congresso autorização para destinar créditos adicionais a órgãos públicos no Orçamento de 2026.
Depois da operação de busca e apreensão da Polícia Federal que envolveu o senador Ciro Nogueira (PP-PI), por suspeita de envolvimento em ações de corrupção relacionadas ao Banco Master, o próximo grande alvo que estaria na mira dos investigadores seria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Foi o que afirmou a coluna Radar da revista Veja, que chegou às bancas nesta sexta-feira (8).
Segundo a coluna, as apurações da Polícia Federal estariam desvendando as relações de Alcolumbre com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A revista Veja afirma que, cientes dessa investigação, dois ministros do governo Lula já teriam procurado o presidente do Senado para dizer que o líder petista não tem responsabilidade sobre o que virá pela frente nos desdobramentos da investigação.
O próprio Alcolumbre, segundo apuração da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, teria falado recentemente com o presidente Lula sobre a investigação da PF a respeito dele. A jornalista afirma que duas semanas antes da votação no Senado que rejeitou Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), Alcolumbre teria se queixado a Lula de estar sendo perseguido pela Polícia Federal, e pediu ao presidente que o ajudasse a se blindar do que chamou de “injustiças”.
Malu Gaspar afirma que, na conversa, que ocorreu nos bastidores da posse do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, Alcolumbre disse a Lula que a delação de Vorcaro viria com “muitas mentiras e injustiças” sobre ele e apelou ao presidente para que o ajudasse a ficar de fora. De acordo com o relato que fez a aliados, Lula respondeu que não tem como segurar delegado da PF, o Ministério Público Federal (MPF) e muito menos o Supremo.
Alcolumbre, de sua parte, teria certeza de que será alvo de retaliação do PT, após manobrar pela derrota na indicação de Jorge Messias, tanto que, como diz a coluna Radar da Veja, até teria desabafado com um ministro do STF. “Todo dia vem alguém me avisar de alguma delação”, teria dito o senador amapaense.
Os brasileiros Arthur Melo e Carlos Augusto aparecem entre os jogadores citados em uma investigação conduzida pela promotoria de Milão que apura a atuação de uma rede de prostituição de luxo na Itália. O caso, revelado por veículos da imprensa local, mobiliza autoridades e repercute nos bastidores do futebol europeu.
De acordo com informações publicadas por jornais como Tuttosport e Corriere dello Sport, o inquérito teve início na cidade de Milão e resultou na detenção de quatro suspeitos. Eles são investigados por operar uma empresa de fachada utilizada para organizar encontros exclusivos voltados a clientes de alto poder aquisitivo, entre eles figuras ligadas ao esporte.
Além dos brasileiros, a apuração menciona nomes de destaque do futebol internacional, como Olivier Giroud, Achraf Hakimi, Dean Huijsen e Milan Skriniar. Outros atletas também citados incluem Andrea Ranocchia, Matteo Ruggeri, Soualiho Meïté e Nuno Tavares, além dos portugueses Rafael Leão e Dany Mota.
Até o momento, não há acusações formais contra os jogadores mencionados. A presença dos nomes no material investigativo não implica, necessariamente, envolvimento direto em atividades ilegais. Segundo as informações divulgadas, parte dos atletas pode ter participado apenas de eventos sociais organizados pelo grupo, sem ligação comprovada com os serviços ilícitos. O caso segue em apuração pelas autoridades italianas.
A Polícia Financeira de Milão desarticulou uma organização criminosa que atuava na vida noturna da cidade italiana, utilizando uma empresa de promoção de eventos como fachada para atividades ilegais.
Segundo as investigações, o grupo oferecia pacotes “all-inclusive” a clientes de alto poder aquisitivo, que iam desde acesso a casas noturnas de luxo até serviços sexuais em hotéis. Os valores cobrados chegavam a milhares de euros por noite, gerando lucros elevados para a organização.
A operação foi coordenada pela Procuradoria de Milão e resultou na prisão de quatro pessoas apontadas como líderes do esquema. Eles são investigados por exploração da prostituição, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
De acordo com os investigadores, a agência recrutava acompanhantes profissionais e também jovens mulheres aliciadas em eventos sociais, utilizando redes de relacionamento ligadas a casas noturnas da cidade.
Um dos pontos centrais da investigação envolve a lista de clientes. As autoridades apontam que o grupo atendia pessoas “especialmente ricas”, incluindo empresários e um número significativo de jogadores da Serie A que atuam na região da Lombardia, especialmente em Milão.
Embora os nomes não tenham sido divulgados oficialmente, documentos do processo indicam que o esquema movimentou mais de 1,2 milhão de euros.
As autoridades italianas seguem com as investigações para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a origem dos recursos e a extensão da rede criminosa.
Na esteira da polêmica gerada pelo relatório da CPI do Crime Organizado com pedido de indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal e do procurador-geral da República, que levou o ministro Gilmar Mendes a querer processar o relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), agilizou a tramitação de uma PEC que contrapõe frontalmente decisões do STF.
Na última quarta-feira (15), Otto Alencar nomeou o senador Esperidião Amin (PP-SC) como relator de uma proposta de emenda à Constituição que torna obrigatória a presença de investigados em comissões parlamentares de inquérito. Decisões recentes de ministros do STF desobrigaram pessoas convocadas a depor tanto na CPMI do INSS quanto na CPI do Crime Organizado.
Em seu relatório final na CPI, que acabou sendo rejeitado port seis votos a quatro, o senador Alessandro Vieira afirmou que as investigações da comissão foram “sabotadas”. “Não conseguíamos ouvir depoimentos porque os habeas corpus eram constantes”, disse Vieira.
O relator disse no seu parecer que os habeas corpus concedidos e que permitiram que testemunhas e investigados deixassem de comparecer à comissão teriam interferido no trabalho da CPI. Para Alessandro Vieira, essas decisões de ministros do STF, na prática, retiraram da CPI um de seus principais instrumentos: a capacidade de compelir testemunhas e investigados a prestar esclarecimentos.
Como reação a essa situação, um grupo de senadores pretende agilizar a votação da PEC 5/2026, delegada por Otto Alencar ao senador Esperidião Amin. O projeto é de autoria do senador Sérgio Moro (PL-PR).
O texto do projeto modifica o artigo 58 da Constituição para que seja obrigatório o comparecimento de um investigado ou da testemunha perante as CPIs, sob pena de condução coercitiva e multa. O projeto afirma que apesar do comparecimento, continuará sendo resguardado o silêncio em relação a perguntas cujas respostas possam levar à autoincriminação da testemunha.
“O direito ao silêncio não autoriza o intimado a não comparecer à comissão parlamentar de inquérito”, reafirma o texto que pode vir a ser inserido na Constituição.
O senador Esperidião Amin disse que a proposta vem em bora hora, já que, para ele, estaria sendo formada uma teia para proteger e abafar investigações e para limitar as consequências do trabalho das CPIs.
“Esta PEC, que é de autoria do senador Sergio Moro, foi distribuída para eu relatar e eu vou fazer o relatório a favor. As CPIs estão sendo desmontadas pelo fato de que quem é convocado não é obrigado nem a comparecer e nem a falar. A conspiração contra a CPI é esta, nós vamos enfrentar”, disse Amin, que deve apresentar o parecer na semana que vem.
“Isso é uma coisa real e combate uma falseta que está sendo praticada. Por que não se colher informação nessa CPI? As pessoas são dispensadas de comparecer e de falar”, completou o senador.
O ex-jogador da NBA Damon Jones deve se declarar culpado em um caso de apostas esportivas ilegais nos Estados Unidos. A informação consta em documentos judiciais divulgados na última quinta-feira (16).
A investigação aponta que Jones, de 49 anos, teria participado de um esquema que envolvia o repasse de informações privilegiadas sobre lesões e ausências de jogadores entre dezembro de 2022 e março de 2024.
Entre os episódios citados, está o compartilhamento antecipado de que LeBron James não atuaria em uma partida entre o Los Angeles Lakers e o Milwaukee Bucks, antes da divulgação oficial da informação.
Inicialmente, Jones negou as acusações, mas mudou de posicionamento e indicou que pretende se declarar culpado em audiência marcada para o dia 28 de abril, em Nova York. Ele é o primeiro entre seis investigados no caso a adotar essa postura.
O grupo também inclui o armador Terry Rozier, do Miami Heat, citado nas investigações.
Além desse processo, Jones responde a um segundo caso, no qual se declarou inocente. A ação envolve um suposto esquema de pôquer fraudado em escala nacional, com cerca de 30 pessoas investigadas e uso de tecnologia para manipulação de resultados.
Na carreira como jogador, Damon Jones atuou por 11 equipes da NBA, com destaque para a passagem pelo Cleveland Cavaliers entre 2005 e 2008, período em que foi companheiro de LeBron James.
Após se aposentar, ele trabalhou como assistente técnico, inclusive no próprio Cavaliers entre 2016 e 2018, além de ter atuado como preparador físico pessoal de LeBron na temporada 2022–2023.
A Justiça do Paraguai determinou a prisão preventiva da empresária Dalia López, acusada de envolvimento no caso que levou à detenção de Ronaldinho Gaúcho em 2020. A decisão foi tomada na última segunda-feira (13), após a suspeita ser capturada na capital Assunção.
Dalia estava foragida há cerca de seis anos e foi presa no último dia 2. Desde então, permanecia sob custódia policial até a audiência que definiu sua situação. O juiz Francisco Acevedo considerou haver risco de fuga e determinou que ela seja encaminhada para um presídio na cidade de Emboscada, a cerca de 35 km da capital paraguaia.
A empresária é investigada por associação criminosa e pela suposta participação no fornecimento de documentos falsificados utilizados por Ronaldinho e por seu irmão, Roberto de Assis Moreira, durante viagem ao Paraguai.
O caso ocorreu quando o ex-jogador desembarcou no país para participar de um evento beneficente. Na ocasião, ele foi detido após apresentar passaporte e documento de identidade considerados falsos pelas autoridades locais.
Ronaldinho permaneceu cerca de um mês em uma unidade do Grupo Especializado da Polícia, em Assunção, antes de obter liberdade mediante pagamento de fiança no valor de US$ 1,6 milhão (aproximadamente R$ 8 milhões à época). Em seguida, ele e o irmão cumpriram prisão domiciliar em um hotel da capital.
As investigações sobre o caso envolveram diversas pessoas. Até o momento, 18 indivíduos já foram indiciados por ligação com o esquema.
O jornalista esportivo Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco, é investigado pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de violência contra uma mulher de 32 anos. O caso, divulgado pelo UOL na última quinta-feira (9), envolve acusações de lesão corporal qualificada, violência psicológica, injúria e dano, com base na Lei Maria da Penha e no Código Penal.
Ainda segundo as informações do UOL, através de documentos obtidos pelo portal, o inquérito foi formalizado em março no 11º Distrito Policial de Santo Amaro, na capital paulista.
Strabko foi intimado a prestar depoimento no dia 18 de março e compareceu na quinta-feira, dentro do prazo estipulado. Ele foi ouvido ao longo da manhã e da tarde, acompanhado de advogado.
De acordo com a denúncia, a vítima manteve um relacionamento de cerca de dez meses com o investigado. O relato aponta uma escalada de episódios envolvendo violência psicológica, moral, patrimonial e física ao longo do período.
"Obviamente, nego qualquer agressão física, violência psicológica, injúria e dano contra a mesma", afirmou Cartolouco, ao UOL.
Segundo os autos, o primeiro episódio de violência física teria ocorrido em dezembro de 2025, durante uma viagem a Cusco, no Peru. A denunciante afirma que foi agredida em duas ocasiões dentro de um quarto de hotel, com chutes, empurrões e cusparadas.
Ainda conforme o relato, objetos pessoais teriam sido danificados, incluindo celular, óculos e um escapulário. Vestígios dessas situações teriam sido preservados e anexados ao inquérito.
Outro episódio descrito teria ocorrido em janeiro de 2026, em São Paulo. A vítima afirma que o jornalista arremessou um copo com bebida em seu rosto e, em seguida, encostou um cigarro aceso próximo à região do ouvido, causando queimadura. O caso teria sido presenciado por uma testemunha, já ouvida pelas autoridades.
Ainda na mesma ocasião, o investigado teria ido até o condomínio da vítima durante a madrugada e tentado acessar o apartamento. A entrada foi impedida pela segurança do local, e o episódio foi registrado por câmeras.
O inquérito também menciona episódios anteriores envolvendo o nome do jornalista. Em 2023, uma ex-companheira obteve medida protetiva de urgência contra ele em contexto de violência doméstica.
Além disso, em 2020, durante participação em um reality show, vieram à tona conversas nas quais ele admitia ter agredido outra parceira. Na época, reportagens reuniram relatos de ex-namoradas que apontaram comportamentos abusivos em relacionamentos anteriores. O caso segue em investigação.
Além da atuação como influenciador digital, Lucas Strabko construiu parte de sua trajetória recente produzindo conteúdos ligados ao futebol brasileiro. Em 2026, por exemplo, o jornalista esteve em Salvador, onde gravou um conteúdo no Barradão com o atacante Marinho, mostrando alguns bastidores da sua carreira, além do dia a dia no Vitória.
Seu último conteúdo no YouTube foi há dez dias, quando visitou o CT do Bangu, e mostrou o dia a dia do ex-jogador Thiago Neves, que hoje atua como técnico da equipe Sub-20 do clube carioca.
Cartolouco tem voltado a ganhar notoriedade principalmente na internet, com vídeos em estádios, entrevistas com torcedores e jogadores, além de desafios e coberturas de humor em eventos esportivos.
Ele também já trabalhou em veículos tradicionais de mídia esportiva, como o Grupo Globo, onde participou de programas e reportagens voltadas ao esporte.
Em meio a uma sexta-feira (27) em que a CPMI do INSS passou o dia reunida para a leitura do parecer final sobre os trabalhos do colegiado, uma discussão paralela entre o relator da comissão, Alfredo Gaspar (PL-AL), e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), revelou diversos novos desdobramentos durante o dia.
Pela manhã, quando Gaspar lia o seu relatório final com pedido de indiciamento de 218 pessoas, inclusive o de Lulinha, houve uma discussão entre os deputados, e Lindbergh chamou o relator de “estuprador”. Alfredo Gaspar retrucou dizendo que o deputado petista era “criminoso” e “corrupto”.
No início da tarde, durante o intervalo da CPMI, Alfredo Gaspar deu uma entrevista coletiva fazendo diversas acusações a Lindbergh, chamando-o de “drogado”, de “ladrão”, de “cafetão”, entre outros xingamentos. O relator disse ainda que iria representar contra o petista no Conselho de Ética.
Já no final da tarde, o deputado Lindbergh Farias, acompanhado da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), protocolou uma notícia de fato à Polícia Federal contra Alfredo Gaspar. A comunicação envolve informações sobre possível estupro de vulnerável e tentativa de ocultação dos fatos.
No documento, Lindbergh e Soraya pedem à PF providências urgentes para apurar a denúncia, e solicitaram tramitação sob sigilo, além de preservação probatória e proteção integral das pessoas envolvidas no caso. Farias e Soraya informaram ter recebido registros documentais e conversas indicando a prática de estupro de vulnerável contra uma menina que tinha 13 anos à época dos fatos.
O documento apresentado pelos parlamentares não diz de que ano é a suspeita do crime. Os congressistas afirmam ter recebido relato de que, da violência supostamente cometida pelo relator, a adolescente engravidou e posteriormente deu à luz a uma criança.
Foram encaminhados ao deputado e à senadora prints de conversas e informações segundo as quais uma pessoa atuou como intermediadora em tratativas mantidas com Gaspar para encobrir o caso. Segundo os congressistas, a negociação era de R$ 470 mil “com a finalidade de impedir que o fato fosse comunicado às autoridades”.
Já à noite, após finalizar a leitura do seu relatório, o deputado Alfredo Gaspar afirmou se tratar de caso envolvendo a filha de um primo. O deputado mostrou à imprensa um exame de DNA que, segundo ele, confirma não ser sua filha.
Gaspar afirmou que o caso existe, mas é referente a um primo de mesmo nome, em Alagoas. Segundo ele, há o envolvimento de duas mulheres e uma criança: filha, mãe e avó. O deputado disse que a mulher mais velha teve com seu primo uma filha – que atualmente está com 21 anos e tem uma filha de oito anos.
Segundo Gaspar, o primo reconheceu a paternidade e paga pensão à criança, que é sua neta e sua filha ao mesmo tempo. Além de apresentar um exame de DNA, o relator da CPMI negou ter filhos fora do casamento e exibiu à imprensa um vídeo da mulher de 21 anos confirmando ser filha do primo dele.
“Graças a Deus não tenho filho fora do casamento, não tenho amante, nunca mantive relação sexual em Brasília, nem com a minha mulher porque ela vem muito pouco aqui, eu venho para o Congresso e volto para casa”, disse Alfredo Gaspar em entrevista.
A CPMI do INSS segue reunida na noite desta sexta (27), com discussão sobre o relatório final dos trabalhos apresentados pelo deputado Alfredo Gaspar.
Em um documento com quase cinco mil páginas, o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apresentou pedido de indiciamento de 218 pessoas supostamente envolvidas com fraudes ou descontos não autorizados em benefícios de aposentados. Entre os indiciados pelo relator está Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No relatório que está sendo lido na sessão da CPMI nesta sexta-feira (27), Gaspar afirma que Fábio Luís Lula da Silva manteve ligação direta com operadores centrais do esquema, entre eles o “Careca do INSS” e a empresária Roberta Luchsinger, com quem teria uma amizade pessoal. O relator sustenta que a atuação de Lulinha teria ido além de vínculos pessoais, indicando possível papel de intermediação com os envolvidos.
“Valendo-se de seu prestígio familiar e de sua capacidade de trânsito em instâncias governamentais, Fábio Luis teria atuado como facilitador de acesso e possível sócio oculto do lobista em empreendimentos cuja viabilidade dependia de decisões administrativas no âmbito do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Como contrapartida, teria recebido vultosos repasses financeiros intermediados por Roberta Luchsinger”, afirma o texto do relatório.
Sobre Lulinha, Alfredo Gaspar também menciona movimentações financeiras e benefícios indiretos associados a ele, como “pagamentos periódicos elevados” de R$ 300 mil e registros documentais que indicam vantagens financeiras, além de citações em materiais apreendidos durante a investigação.
“Está provado que o dinheiro roubado de aposentados e pensionistas foi utilizado em benefício de Lulinha para a aquisição, por Careca do INSS, de passagens de primeira classe em voos internacionais, bem como hospedagens de luxo em países europeus”, completou.
O trecho do documento que cita o filho do presidente Lula, além do indiciamento, pede a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva.
“Requisitar à Advocacia do Senado Federal que represente às autoridades judiciárias competentes pela decretação da prisão preventiva do Sr. Fábio Luís Lula da Silva, em razão de indícios concretos de evasão do distrito da culpa que comprometem a aplicação da lei pena””, diz trecho do relatório apresentado pelo parlamentar.
Durante toda a manhã, o relator fez um resumo do seu parecer, e vinha lendo os motivos pelos quais pediu indiciamento de cada um dos personagens que, segundo ele, estariam de alguma forma envolvidos com as fraudes no INSS. A sessão da CPMI foi interrompida a pedido de Alfredo Gaspar, e será retomada depois de algum tempo para a continuidade da leitura do relatório.
Animados com a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de exigir do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), que atenda o pedido de prorrogação da CPMI do INSS, um grupo de parlamentares quer agora garantir o mesmo benefício tanto para a instalação da CPI do Banco Master no Senado, quanto para a criação da CPMI do Master com deputados e senadores.
No Senado, há um requerimento para criação da CPI do banco Master que conta com 51 assinaturas. O documento foi protocolado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), no final do ano passado, e a instalação da comissão é cobrada insistentemente nas sessões plenárias por diversos parlamentares.
Um dos senadores que deve assinar o mandado de segurança a ser apresentado no STF é o atual relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE). Segundo Vieira, o pedido será para que seja instalada a CPI apenas no Senado, já que para uma comissão mista é necessária a convocação de sessão do Congresso.
Parlamentares que defendem a instalação da comissão mista sobre o Banco Master também aguardam com expectativa se a decisão sobre a prorrogação da CPMI do INSS a será ratificada pelos demais ministros do STF. O presidente do Supremo, Edson Fachin, marcou para esta quinta-feira (26) o julgamento da decisão de Mendonça a respeito da CPMI.
Segundo o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), a mesma “omissão” de Davi Alcolumbre apontada pelo ministro André Mendonça para justificar a prorrogação valeria para a criação da outra comissão referente ao Master. Isso porque tanto a prorrogação da investigação sobre o INSS quanto a instalação da CPMI sobre o banco de Daniel Vorcaro dependem da realização de uma sessão do Congresso Nacional, que ainda não foi convocada neste ano por Alcolumbre.
Em reação à determinação do ministro André Mendonça sobre a CPMI do INSS, o presidente do Congresso Nacional pediu um parecer jurídico da Advocacia do Senado para saber se teria que cumprir a medida. Alcolumbre também deve aguardar o resultado do julgamento desta quinta no STF para decidir se procede à leitura do requerimento de prorrogação.
Apesar do entusiasmo da oposição com a possibilidade de prorrogação da CPMI do INSS e talvez instalação de CPI do Master no Senado ou conjunta, nos bastidores, já haveria um movimento para derrubar a decisão do ministro André Mendonça. Segundo o site do jornal Estado de S.Paulo, integrantes do STF avaliam que existe uma jurisprudência para garantir que as minorias tenham seus direitos contemplados na abertura de CPIs, entretanto, essa prerrogativa não teria valor para a prorrogação do prazo dos trabalhos de uma comissão parlamentar.
Segundo a avaliação de ministros do tribunal feita ao Estadão, a prorrogação seria um ato discricionário do presidente da Casa, ou seja, cabe a ele decidir se toma essa atitude ou não a partir de uma avaliação política das investigações. Caberia ao Supremo atuar apenas em caso de omissão do presidente da Casa na tomada de decisão.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, marcou para a próxima quinta-feira (26), no plenário física da Corte, o julgamento da decisão do ministro André Mendonça de exigir que o Congresso Nacional prorrogue os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre as fraudes e descontos não autorizados no INSS.
Nesta segunda (23), Mendonça deu 48 horas para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), faça a leitura do requerimento em que é solicitada a prorrogação da CPMI. A comissão tem como data final para realização dos seus trabalhos o dia 28 de março.
André Mendonça, além de determinar a prorrogação, havia enviado o caso para o plenário virtual do STF corroborar ou não a decisão. O julgamento foi marcado pelo presidente da Segunda Turma, Gilmar Mendes, para o dia 3 de abril.
O relator do mandado de segurança apresentado pela presidência da CPMI, entretanto, decidiu retirar o caso da pauta virtual e pediu análise presencial por todos os ministros. Com isso, Edson Fachin marcou o julgamento para esta quinta, com votação de todos os ministros.
Já o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, teria considerado a decisão de André Mendonça, segundo interlocutores, uma “interferência indevida” do STF. O senador pediu à Advocacia do Senado um parecer jurídico contraponto a decisão do ministro.
Para André Mendonça, houve uma “omissão” da Mesa Diretora do Congresso Nacional ao não ler o requerimento de prorrogação dos trabalhos da comissão. Ele afirmou que é necessário preservar o direito da minoria, sem que a direção crie obstáculos “desprovidos de alicerce constitucional”.
Mendonça entendeu que seria necessário fazer valer a vontade de uma minoria parlamentar . “A minoria parlamentar tem o direito subjetivo de instalar e de prorrogar o funcionamento de uma CPI, bastando o requerimento de um terço dos parlamentares”, declarou o ministro.
A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar que o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), leia em até 48 horas o requerimento para prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS, pode acabar levando também à instalação de uma outra comissão, a que busca investigar as fraudes do Banco Master.
Para cumprir a decisão de André Mendonça sobre a CPMI do INSS, Alcolumbre teria que convocar uma sessão do Congresso Nacional, na qual seria lido o requerimento de prorrogação por até 120 dias. Entretanto, na visão de parlamentares de oposição, ao abrir a sessão conjunta, o presidente do Congresso seria obrigado a ler também o requerimento de criação da CPMI do Banco Master.
O requerimento para criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito com objetivo de investigar irregularidades envolvendo o Master foi protocolado em fevereiro pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ). A iniciativa teve apoio de 42 senadores e 238 deputados federais, número de assinaturas superior ao mínimo exigido.
Na sua decisão referente à CPMI do INSS, o ministro André Mendonça salientou que “a minoria parlamentar tem o direito subjetivo de instalar e de prorrogar o funcionamento de uma CPI, bastando o requerimento de um terço dos parlamentares”. No caso da tentativa de criação da CPMI do Banco Master, há bem mais que um terço de apoiamentos para a instalação da comissão.
Até a manhã desta terça-feira (24), o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, ainda não havia se manifestado sobre a decisão do ministro André Mendonça. Há ainda na decisão o registro de que se o requerimento não for lido no prazo de 48 horas, haveria “a presunção de recebimento e leitura tácita do requerimento”, o que permitiria à presidência da CPMI do INSS a continuidade dos trabalhos mesmo sem a formalização da prorrogação em sessão do Congresso.
Em entrevista na noite desta segunda (23), o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), sinalizou para mais 60 dias de funcionamento do colegiado, mas disse que a prorrogação pode chegar a 120 dias se surgirem fatos novos.
‘Entendo que o prazo de 60 dias é suficiente para que a gente possa entregar ao Brasil uma resposta mais coerente e mais completa em relação ao desfalque na Previdência”, disse o senador, acrescentando que a decisão é da minoria e que pretende tratar do tema ainda nesta semana.
De acordo com Viana, a comissão vai seguir trabalhando para ouvir testemunhas, funcionários da Dataprev, representantes de bancos e financeiras, servidores e ex-ministros. Ele indicou que a CPMI também deve ouvir o ministro da Previdência, Wolney Queiroz.
A pedido do senador Humberto Costa (PT-PE), a CPI do Crime Organizado do Senado retirou da pauta de votações o requerimento para convocação do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). A comissão está reunida nesta quarta-feira (18) para votar diversas convocações de autoridades, além de quebras de sigilo e compartilhamento de informações.
O documento para convocação de ACM Neto foi contestado pelo senador Sérgio Moro (União-PR) no início da reunião. Moro disse não haver relação da atuação do ex-prefeito de Salvador com o foco de investigação da CPI, que é a atuação do crime organizado no Brasil.
Para Moro, a tentativa do PT de convocar não apenas ACM Neto, mas outros nomes como o do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do ex-ministro da Fazenda, Paulo Guedes, caracterizava manobra política e eleitoral a partir da CPI.
O senador paranaense disse que se a CPI fosse adentrar em investigações sobre relações do Banco Master com autoridades da Bahia, ele exigiria também a votação dos requerimentos que apresentou para convocação do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.
“Esse requerimento envolvendo o ex-prefeito ACM Neto, se nós formos verificar a questão do Banco Master na Bahia, a principal suspeito recai sobre o senhor Rui Costa, o ministro da Casa Civil. É conhecida essa história de que através do CredCesta, deram exclusividade ao Banco Master, e do outro lado ainda proibiram os servidores da Bahia que tivessem a portabilidade para escolher taxas de juros menores do que o consignado. Então a observação que faço aqui é que se vai investigar, investigue todo mundo, mas não se utilize essa CPI como instrumento para criação e exploração de fatos políticos que não têm nenhuma relação, ou que se faça uma seleção de alvos”, afirmou Moro.
“Se vamos adentrar na questão da Bahia, então vamos convocar o ministro Rui Costa e o governador Jerônimo Rodrigues, que deu continuidade a essa relação do governo baiano com o Master”, completou Sérgio Moro.
Na justificativa para a convocação de ACM Neto, o senador Humberto Costa afirma ser necessária para que ele esclareça na CPI se houve tráfico de influência, lavagem de dinheiro ou outras irregularidades na relação entre ele e o Banco Master. Costa citou relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que revelou que a empresa de consultoria de ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da empresa de investimentos Reag entre 2023 e 2024.
Outro pedido que foi retirado pelo senador Humberto Costa pedia a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico do ex-prefeito de Salvador. O senador petista disse que iria pedir votação desses requerimentos em reuniões futuras.
Uma terceira solicitação que teve sua votação adiada foi o pedido, também do senador Humberto Costa, que pedia a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa A&M Consultoria Empresarial. A empresa tem como administrador principal o ex-prefeito de Salvador, e recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da empresa de investimentos Reag entre 2023 e 2024.
Com a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de desobrigar a presidente do banco Crefisa e do Palmeiras, Leila Pereira, de comparecer à CPMI do INSS, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), cancelou a reunião que será realizada na manhã desta quarta-feira (18). Essa foi a terceira vez que a comissão cancelou uma tentativa de ouvir a dona da Crefisa.
Além de ter concedido habeas corpus e desobrigado Leila Pereira de comparecer à CPMI, Gilmar Mendes proibiu que a comissão decidisse realizar uma condução coercitiva para forçar a ida da dirigente ao colegiado. O senador Carlos Viana havia prometido optar pela condução para garantir o depoimento.
Na sua decisão, Gilmar Mendes apontou que a convocação de Leila Pereira indicaria possível desvio de finalidade e extrapolação do objeto investigado pela comissão.
“Os limites constitucionais estabelecidos aos poderes investigativos das comissões parlamentares de inquérito e as garantias fundamentais da requerente impedem que tal convocação ocorra em dissonância com os fatos determinados que deram origem à instalação da CPMI e em frontal colisão com o direito fundamental à não autoincriminação”, afirmou Mendes.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), defendia a convocação de Leila Pereira afirmando que a presidente do grupo Crefisa precisaria comparecer à comissão para esclarecer informações prestadas pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, durante depoimento no início de fevereiro. O depoente teria prestado informações objetivas sobre a atuação da Crefisa em relação a crédito consignado a aposentados e pensionistas.
Em nota publicada nas redes sociais, o senador Carlos Viana afirmou ter recebido com indignação a decisão. “Vemos medidas judiciais sendo utilizadas para limitar a atuação do Parlamento na busca pela verdade”, destacou.
“A testemunha tem dever legal de comparecer e colaborar com o esclarecimento dos fatos. Autorizar o não comparecimento, por meio de mandado de segurança, representa um precedente extremamente preocupante e fragiliza diretamente o poder investigatório do Congresso Nacional”, escreveu Viana.
Está marcada para as 9h desta quarta-feira (18) uma reunião administrativa da CPI do Crime Organizado, do Senado, na qual serão votados 37 requerimentos de convocação de autoridades, quebras de sigilo e compartilhamento de informações. Entre os requerimentos que serão apreciados está um apresentado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), que pede a convocação do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil).
Na justificativa do requerimento, o senador petista afirma ser necessária a convocação para que ACM neto esclareça na CPI se houve tráfico de influência, lavagem de dinheiro ou outras irregularidades na relação entre ele e o Banco Master.
Costa cita relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que revelou que a empresa de consultoria de ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da empresa de investimentos Reag entre 2023 e 2024. O senador lembra que o Banco Master, por sua vez, é investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero por um esquema de fraude bilionária no sistema financeiro, com conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC), o que, para ele, justificaria a investigação da CPI.
“O próprio sr. ACM Neto confirmou o recebimento dos valores, alegando se tratar de pagamentos por serviços de consultoria. No entanto, a natureza desses serviços e a razão pela qual uma empresa de consultoria recém criada por um político de projeção nacional foi contratada por um banco no epicentro de um escândalo de lavagem de dinheiro precisa ser esclarecida”, afirma o senador petista.
“É importante esclarecer que essa medida não exorbita os limites do plano de trabalho desta CPI, que estabelece como escopo o ingresso do crime organizado nos mercados aparentemente lícitos, fenômeno conhecido como novos ilegalismos”, conclui Humberto Costa.
Além da convocação de ACM Neto, pode ser votado também pela CPI outro requerimento de Humberto Costa que pede a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa A&M Consultoria Empresarial. A empresa tem como administrador principal o ex-prefeito de Salvador, e recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da empresa de investimentos Reag entre 2023 e 2024.
Segundo afirmou o senador petista no seu requerimento, a quebra dos sigilos da A&M Consultoria permitirá à CPI do Crime Organizado rastrear o fluxo de recursos, verificar a origem e o destino dos valores recebidos, e apurar se os serviços de consultoria alegados são compatíveis com os pagamentos efetuados.
“A análise dos dados bancários, fiscais e telemáticos é fundamental para determinar se houve tráfico de influência, lavagem de dinheiro ou outras irregularidades na relação entre a empresa de consultoria e o Banco Master”, afirma Humberto Costa.
A CPI do Crime Organizado é presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), e tem como relator o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A comissão tem 11 membros, e para que seja aprovado um requerimento, são necessários seis votos.
Na semana passada, o pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, divulgou um vídeo em suas redes sociais com esclarecimentos sobre a divulgação de pagamentos do banco Master/ Reag feitos a uma empresa dele. O ex-prefeito afirmou que iria acionar o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República para pedir a apuração do que classificou como vazamento criminoso de dados sigilosos, e se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
“Ainda no dia de hoje, estamos dando entrada junto ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República, com um requerimento, solicitando que se apure o vazamento criminoso de dados sigilosos, um vazamento manipulado que foi amplamente noticiado na imprensa. Neste mesmo requerimento, eu vou me colocar inteiramente à disposição desses dois órgãos para prestar qualquer tipo de esclarecimento", afirmou.
Na sua declaração, Neto levantou a hipótese de motivação política por trás da divulgação das informações. "É claro que esse vazamento que aconteceu faz com que a gente se pergunte se não tem política por trás disso. Nós sabemos que a gente está na boca de uma eleição, e é muito estranho isso acontecer", disse.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), agendou para esta quarta-feira (18) a terceira tentativa do colegiado de ouvir o depoimento da presidente do Banco Crefisa e do clube Palmeiras, a empresária Leila Pereira. A reunião da CPMI está marcada para as 9h.
A primeira tentativa de oitiva com Leila Pereira foi marcada para o dia 9 de março, mas ela não compareceu por causa de uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro anulou a votação da CPMI que aprovou uma série de requerimentos em globo, entre eles quebras de sigilos e convocações para depoimentos.
A decisão de Dino, contudo, anulava apenas as aprovações de quebras de sigilo, mas o ministro só deu essa explicação no dia 11. Como havia dúvida se a ordem dele valia para os demais requerimentos, quem foi convocado para prestar depoimento não compareceu à CPMI.
O depoimento de Leila, portanto, foi remarcado para o dia 12 de março. O ministro Flávio Dino, entretanto, afirmou que, devido ao curto prazo entre a decisão dele e a data da sessão, não seria adequada a aplicação de medidas mais duras para obrigar o comparecimento, como a condução coercitiva.
Segundo o ministro, a presidente da Crefisa poderia optar por comparecer na data inicialmente prevista ou solicitar uma nova sessão. Essa nova sessão, portanto, foi marcada para esta quarta (18).
“Leila Pereira vai depor como colaboradora, não como investigada. A defesa dele recorreu e eles perderam. O ministro André Mendonça determinou que ela compareça porque ela é testemunha”, afirmou o presidente da CPMI do Senado. Segundo o senador, se ela novamente não comparecer, ele pensa em impor condução coercitiva para garantir a oitiva.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) afirma que a presidente do grupo Crefisa está sendo chamada a depor para esclarecer informações prestadas pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, durante depoimento à comissão no início de fevereiro. O depoente teria prestado informações objetivas sobre a atuação da Crefisa em relação a crédito consignado a aposentados e pensionistas.
Gaspar destacou no requerimento em que convocou Leila Pereira que a Crefisa teria assumido “papel central” ao se tornar a maior vencedora do pregão que definiu o pagamento de novos benefícios a aposentados do INSS, concentrando boa parte de toda a operação.
Ao sair, na tarde desta segunda-feira (16), da sala-cofre da CPMI do INSS onde estão armazenadas as informações sobre a quebra de sigilo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse à imprensa que o material não tem relação com as investigações da comissão. Pimenta é um dos parlamentares da bancada governistas na CPMI.
“Do que vi até agora, não vi absolutamente nada que tenha qualquer relação com o objeto da investigação da CPMI. Não vi nenhum documento que trate de crédito conciliado ou de desconto associativo do INSS. Existe um volume muito grande de informações. Uma parte dessas informações não tem nenhuma relevância do ponto de vista investigativo”, afirmou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) a jornalistas.
Segundo outras informações obtidas pelo site Metrópoles, o conteúdo sigiloso do celular do banqueiro Daniel Vorcaro conteria muitos vídeos íntimos do dono do Master e fotos de caciques políticos em momentos de descontração. A maioria dos políticos que aparecem nas imagens, de acordo com parlamentares ouvidos pelo site, são de partidos do chamado Centrão que tinham relação próxima com o banqueiro.
Os parlamentares da CPMI do INSS estão podendo acessar os documentos que foram extraídos pela Polícia Federal do celular do dono do Banco Master. Os dados estão desde a semana passada guardados em uma sala-cofre no Senado, com monitoramento 24 horas.
A medida foi determinada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), após episódios de vazamento de informações envolvendo o material sob investigação. O acesso ao local é restrito a deputados e senadores que integram o colegiado e a um assessor de cada parlamentar.
Nesta segunda, além de Paulo Pimenta, também estiveram na sala-cofre os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Alencar Santana (PT-SP), além dos senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo relatos de parlamentares governistas, no material pesquisado não há menções a integrantes da gestão atual ou de filiados ao PT, mas haveria citações a nomes do governo Bolsonaro. O sigilo dos dados, no entanto, impede a verificação das declarações.
Para reforçar a segurança, foi instalado um detector de metais na entrada da sala-cofre da CPMI. Celulares e outros dispositivos eletrônicos são deixados por parlamentares ou assessores em envelopes lacrados, sendo permitida a entrada apenas com papel e caneta.
Em reunião nesta quinta-feira (12), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga as fraudes do INSS votou uma série de requerimentos, e entre os que foram rejeitados, está o de convocação da empresária e lobista Roberta Luchsinger. A lobista é apontada como o elo entre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
A Polícia Federal investiga se Roberta Luchsinger recebeu dinheiro oriundo dos descontos ilegais de aposentadorias e se atuou como caixa de despesas de outras pessoas, como o filho do presidente Lula, que vive na Espanha. A defesa de Roberta nega que ela tenha relações comerciais com o Careca.
No dia 26 de fevereiro, a CPMI quebrou o sigilo bancário e fiscal da lobista. Alguns dias depois, entretanto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a votação da comissão.
Ao fundamentar sua decisão, Flávio Dino destacou que a aprovação de 87 requerimentos de forma conjunta pela comissão — a chamada votação "em globo" — teria violado o devido processo constitucional. Dino determinou que, caso as informações sigilosas já tivessem sido enviadas à CPMI, elas deveriam ser preservadas sob sigilo pela presidência do Senado Federal até o julgamento do mérito da ação.
Na semana passada, nota publicada pela coluna Radar da revista Veja afirmava que um emissário de Roberta Luchsinger teria levado a um auxiliar do presidente Lula uma mensagem direta. A nota afirma que a lobista estaria “desesperada”, exigia proteção e avisava que não iria cair sozinha.
“Roberta, segundo esse emissário teria informado a assessores de Lula, teria dito ainda que “não aceita ser abandonada”.
Jair Bolsonaro é um “beócio”, um “idiota”, e por causa dele até o cunhado Fabiano Zettel teve que fechar por um tempo a área de comentários do Instagram. Esses foram alguns dos comentários feitos pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em conversa com sua noiva, Martha Graeff, segundo mensagens obtidas pela imprensa após a quebra de sigilo das conversas do banqueiro.
Em uma dessas conversas, em agosto de 2024, Vorcaro reclama de uma postagem feita por Bolsonaro na rede X, sobre uma operação de compras de títulos do Banco Master. A publicação de Bolsonaro era referente a uma reportagem do jornal O Globo que dizia que gerentes da Caixa Econômica Federal foram demitidos depois de barrarem uma operação de R$ 500 milhões envolvendo compras de títulos do Master, por considerarem a ação “arriscada” e “atípica”.
“Os senhores não leram errado. Impediram de acontecer e foram DEMITIDOS. Não é mais questão de todo dia, mas sim a cada hora. Por isso o sistema está agindo com tanto afinco em suas ações”, escreveu Bolsonaro, na ocasião.
Na conversa com sua noiva, Vorcaro se mostrou irritado com o comentário, xingou Bolsonaro e disse ter recebido mensagem do senador Ciro Nogueira (PP-PI) sobre o assunto.
Martha Graeff: “Surreal”
Vorcaro: “O pior de ontem foi ter o Bolsonaro”
“Postado”
“Recebi mais de mil msgs Instagram”
Martha Graeff: “E você lida com tudo tão bem”
“Postou aonde”
Vorcaro: “No twetter dele”
“Idiota”
Martha Graeff: “Wow, não acredito”
Vorcaro: “Depois todos os amigos, o próprio Ciro”
“Ligou”
“Mas não tinha como tirar”
“Cara é um beocio”
“Alguém falou que era coisa PT e ele postou”
Martha Graeff: “Ahhhhh, entendi”
“Twitter é terra de ninguém”
Em outro conjunto de mensagens, Daniel Vorcaro diz que seu cunhado, Fabiano Zettel, fechou os comentários de seu perfil no Instagram porque “teve negócio do Bolsonaro”.
Martha Graeff: “Tava olhando o Instagram do seu cunhado Fabiano”
Vorcaro: “E daí”
Martha Graeff: “Hahahahahaaha”
“Nada”
“Ele fechou os comentários?”
“Não sabia que era irmão da Bela”’
Vorcaro: “Ele não é irmão da Bela”
“Só são amigos”
“Turma confunde mesmo”
“Fechou pq teve negócio do Bolsonaro, teve negócio de monique, que tudo caiu pra ele”
Martha Graeff: “Coitado”
Nas eleições de 2022, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, doou R$ 3 milhões para a campanha de Bolsonaro. Foi a maior doação individual da candidatura do ex-presidente.
O jornalista Tácio Lorran, em sua coluna no site Metrópoles, divulgou o conteúdo de mensagens interceptadas pela Polícia Federal, em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria sido citado em uma conversa entre o empresário Daniel Vorcaro e sua noiva, Martha Graeff. Na conversa, que se deu em abril de 2025, Vorcaro diz à sua noiva que teve um encontro com Moraes.
De acordo com o colunista, uma das menções a Alexandre de Moraes teria ocorrido às 17h22 do dia 19 de abril de 2025. Na ocasião, Vorcaro encaminha a seguinte mensagem para Martha Graeff: “To indo encontrar alexandre moraes aqui perto de casa”.
Em seguida, Martha Graeff diz: "Como assim amor / Ele está em Campos???? / Ou foi pra te ver?"
Vorcaro, então, responde: "Ele ta passando feriado".
O jornalista Tácio Lorran afirma que a segunda menção ocorre dez dias depois. Vorcaro afirma, às 22h48 do dia 29/4, à então noiva que “to aqui nossa casa” e faz uma ligação de vídeo com a mulher. A chamada dura 2 minutos. Após o fim da ligação, Martha pergunta: "Quem era o primeiro cara?"
Vorcaro responde: "Alexandre moraes".
"Morri", prossegue Martha. "Ele gostou da casa amor!?? / Tá muito mais astral".
Vorcaro completa: "Sin / Falou que e bem melhor / E ele adorava apto".
Por fim, a então noiva brinca: "Falou pra te agradar / Que vergonha eu tava de pijama"
A coluna procurou o ministro Alexandre de Moraes para confirmar se o encontro realmente aconteceu. Não houve resposta ainda do ministro do STF.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.