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Os brasileiros Arthur Melo e Carlos Augusto aparecem entre os jogadores citados em uma investigação conduzida pela promotoria de Milão que apura a atuação de uma rede de prostituição de luxo na Itália. O caso, revelado por veículos da imprensa local, mobiliza autoridades e repercute nos bastidores do futebol europeu.
De acordo com informações publicadas por jornais como Tuttosport e Corriere dello Sport, o inquérito teve início na cidade de Milão e resultou na detenção de quatro suspeitos. Eles são investigados por operar uma empresa de fachada utilizada para organizar encontros exclusivos voltados a clientes de alto poder aquisitivo, entre eles figuras ligadas ao esporte.
Além dos brasileiros, a apuração menciona nomes de destaque do futebol internacional, como Olivier Giroud, Achraf Hakimi, Dean Huijsen e Milan Skriniar. Outros atletas também citados incluem Andrea Ranocchia, Matteo Ruggeri, Soualiho Meïté e Nuno Tavares, além dos portugueses Rafael Leão e Dany Mota.
Até o momento, não há acusações formais contra os jogadores mencionados. A presença dos nomes no material investigativo não implica, necessariamente, envolvimento direto em atividades ilegais. Segundo as informações divulgadas, parte dos atletas pode ter participado apenas de eventos sociais organizados pelo grupo, sem ligação comprovada com os serviços ilícitos. O caso segue em apuração pelas autoridades italianas.
A Polícia Financeira de Milão desarticulou uma organização criminosa que atuava na vida noturna da cidade italiana, utilizando uma empresa de promoção de eventos como fachada para atividades ilegais.
Segundo as investigações, o grupo oferecia pacotes “all-inclusive” a clientes de alto poder aquisitivo, que iam desde acesso a casas noturnas de luxo até serviços sexuais em hotéis. Os valores cobrados chegavam a milhares de euros por noite, gerando lucros elevados para a organização.
A operação foi coordenada pela Procuradoria de Milão e resultou na prisão de quatro pessoas apontadas como líderes do esquema. Eles são investigados por exploração da prostituição, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
De acordo com os investigadores, a agência recrutava acompanhantes profissionais e também jovens mulheres aliciadas em eventos sociais, utilizando redes de relacionamento ligadas a casas noturnas da cidade.
Um dos pontos centrais da investigação envolve a lista de clientes. As autoridades apontam que o grupo atendia pessoas “especialmente ricas”, incluindo empresários e um número significativo de jogadores da Serie A que atuam na região da Lombardia, especialmente em Milão.
Embora os nomes não tenham sido divulgados oficialmente, documentos do processo indicam que o esquema movimentou mais de 1,2 milhão de euros.
As autoridades italianas seguem com as investigações para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a origem dos recursos e a extensão da rede criminosa.
Na esteira da polêmica gerada pelo relatório da CPI do Crime Organizado com pedido de indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal e do procurador-geral da República, que levou o ministro Gilmar Mendes a querer processar o relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), agilizou a tramitação de uma PEC que contrapõe frontalmente decisões do STF.
Na última quarta-feira (15), Otto Alencar nomeou o senador Esperidião Amin (PP-SC) como relator de uma proposta de emenda à Constituição que torna obrigatória a presença de investigados em comissões parlamentares de inquérito. Decisões recentes de ministros do STF desobrigaram pessoas convocadas a depor tanto na CPMI do INSS quanto na CPI do Crime Organizado.
Em seu relatório final na CPI, que acabou sendo rejeitado port seis votos a quatro, o senador Alessandro Vieira afirmou que as investigações da comissão foram “sabotadas”. “Não conseguíamos ouvir depoimentos porque os habeas corpus eram constantes”, disse Vieira.
O relator disse no seu parecer que os habeas corpus concedidos e que permitiram que testemunhas e investigados deixassem de comparecer à comissão teriam interferido no trabalho da CPI. Para Alessandro Vieira, essas decisões de ministros do STF, na prática, retiraram da CPI um de seus principais instrumentos: a capacidade de compelir testemunhas e investigados a prestar esclarecimentos.
Como reação a essa situação, um grupo de senadores pretende agilizar a votação da PEC 5/2026, delegada por Otto Alencar ao senador Esperidião Amin. O projeto é de autoria do senador Sérgio Moro (PL-PR).
O texto do projeto modifica o artigo 58 da Constituição para que seja obrigatório o comparecimento de um investigado ou da testemunha perante as CPIs, sob pena de condução coercitiva e multa. O projeto afirma que apesar do comparecimento, continuará sendo resguardado o silêncio em relação a perguntas cujas respostas possam levar à autoincriminação da testemunha.
“O direito ao silêncio não autoriza o intimado a não comparecer à comissão parlamentar de inquérito”, reafirma o texto que pode vir a ser inserido na Constituição.
O senador Esperidião Amin disse que a proposta vem em bora hora, já que, para ele, estaria sendo formada uma teia para proteger e abafar investigações e para limitar as consequências do trabalho das CPIs.
“Esta PEC, que é de autoria do senador Sergio Moro, foi distribuída para eu relatar e eu vou fazer o relatório a favor. As CPIs estão sendo desmontadas pelo fato de que quem é convocado não é obrigado nem a comparecer e nem a falar. A conspiração contra a CPI é esta, nós vamos enfrentar”, disse Amin, que deve apresentar o parecer na semana que vem.
“Isso é uma coisa real e combate uma falseta que está sendo praticada. Por que não se colher informação nessa CPI? As pessoas são dispensadas de comparecer e de falar”, completou o senador.
O ex-jogador da NBA Damon Jones deve se declarar culpado em um caso de apostas esportivas ilegais nos Estados Unidos. A informação consta em documentos judiciais divulgados na última quinta-feira (16).
A investigação aponta que Jones, de 49 anos, teria participado de um esquema que envolvia o repasse de informações privilegiadas sobre lesões e ausências de jogadores entre dezembro de 2022 e março de 2024.
Entre os episódios citados, está o compartilhamento antecipado de que LeBron James não atuaria em uma partida entre o Los Angeles Lakers e o Milwaukee Bucks, antes da divulgação oficial da informação.
Inicialmente, Jones negou as acusações, mas mudou de posicionamento e indicou que pretende se declarar culpado em audiência marcada para o dia 28 de abril, em Nova York. Ele é o primeiro entre seis investigados no caso a adotar essa postura.
O grupo também inclui o armador Terry Rozier, do Miami Heat, citado nas investigações.
Além desse processo, Jones responde a um segundo caso, no qual se declarou inocente. A ação envolve um suposto esquema de pôquer fraudado em escala nacional, com cerca de 30 pessoas investigadas e uso de tecnologia para manipulação de resultados.
Na carreira como jogador, Damon Jones atuou por 11 equipes da NBA, com destaque para a passagem pelo Cleveland Cavaliers entre 2005 e 2008, período em que foi companheiro de LeBron James.
Após se aposentar, ele trabalhou como assistente técnico, inclusive no próprio Cavaliers entre 2016 e 2018, além de ter atuado como preparador físico pessoal de LeBron na temporada 2022–2023.
A Justiça do Paraguai determinou a prisão preventiva da empresária Dalia López, acusada de envolvimento no caso que levou à detenção de Ronaldinho Gaúcho em 2020. A decisão foi tomada na última segunda-feira (13), após a suspeita ser capturada na capital Assunção.
Dalia estava foragida há cerca de seis anos e foi presa no último dia 2. Desde então, permanecia sob custódia policial até a audiência que definiu sua situação. O juiz Francisco Acevedo considerou haver risco de fuga e determinou que ela seja encaminhada para um presídio na cidade de Emboscada, a cerca de 35 km da capital paraguaia.
A empresária é investigada por associação criminosa e pela suposta participação no fornecimento de documentos falsificados utilizados por Ronaldinho e por seu irmão, Roberto de Assis Moreira, durante viagem ao Paraguai.
O caso ocorreu quando o ex-jogador desembarcou no país para participar de um evento beneficente. Na ocasião, ele foi detido após apresentar passaporte e documento de identidade considerados falsos pelas autoridades locais.
Ronaldinho permaneceu cerca de um mês em uma unidade do Grupo Especializado da Polícia, em Assunção, antes de obter liberdade mediante pagamento de fiança no valor de US$ 1,6 milhão (aproximadamente R$ 8 milhões à época). Em seguida, ele e o irmão cumpriram prisão domiciliar em um hotel da capital.
As investigações sobre o caso envolveram diversas pessoas. Até o momento, 18 indivíduos já foram indiciados por ligação com o esquema.
O jornalista esportivo Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco, é investigado pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de violência contra uma mulher de 32 anos. O caso, divulgado pelo UOL na última quinta-feira (9), envolve acusações de lesão corporal qualificada, violência psicológica, injúria e dano, com base na Lei Maria da Penha e no Código Penal.
Ainda segundo as informações do UOL, através de documentos obtidos pelo portal, o inquérito foi formalizado em março no 11º Distrito Policial de Santo Amaro, na capital paulista.
Strabko foi intimado a prestar depoimento no dia 18 de março e compareceu na quinta-feira, dentro do prazo estipulado. Ele foi ouvido ao longo da manhã e da tarde, acompanhado de advogado.
De acordo com a denúncia, a vítima manteve um relacionamento de cerca de dez meses com o investigado. O relato aponta uma escalada de episódios envolvendo violência psicológica, moral, patrimonial e física ao longo do período.
"Obviamente, nego qualquer agressão física, violência psicológica, injúria e dano contra a mesma", afirmou Cartolouco, ao UOL.
Segundo os autos, o primeiro episódio de violência física teria ocorrido em dezembro de 2025, durante uma viagem a Cusco, no Peru. A denunciante afirma que foi agredida em duas ocasiões dentro de um quarto de hotel, com chutes, empurrões e cusparadas.
Ainda conforme o relato, objetos pessoais teriam sido danificados, incluindo celular, óculos e um escapulário. Vestígios dessas situações teriam sido preservados e anexados ao inquérito.
Outro episódio descrito teria ocorrido em janeiro de 2026, em São Paulo. A vítima afirma que o jornalista arremessou um copo com bebida em seu rosto e, em seguida, encostou um cigarro aceso próximo à região do ouvido, causando queimadura. O caso teria sido presenciado por uma testemunha, já ouvida pelas autoridades.
Ainda na mesma ocasião, o investigado teria ido até o condomínio da vítima durante a madrugada e tentado acessar o apartamento. A entrada foi impedida pela segurança do local, e o episódio foi registrado por câmeras.
O inquérito também menciona episódios anteriores envolvendo o nome do jornalista. Em 2023, uma ex-companheira obteve medida protetiva de urgência contra ele em contexto de violência doméstica.
Além disso, em 2020, durante participação em um reality show, vieram à tona conversas nas quais ele admitia ter agredido outra parceira. Na época, reportagens reuniram relatos de ex-namoradas que apontaram comportamentos abusivos em relacionamentos anteriores. O caso segue em investigação.
Além da atuação como influenciador digital, Lucas Strabko construiu parte de sua trajetória recente produzindo conteúdos ligados ao futebol brasileiro. Em 2026, por exemplo, o jornalista esteve em Salvador, onde gravou um conteúdo no Barradão com o atacante Marinho, mostrando alguns bastidores da sua carreira, além do dia a dia no Vitória.
Seu último conteúdo no YouTube foi há dez dias, quando visitou o CT do Bangu, e mostrou o dia a dia do ex-jogador Thiago Neves, que hoje atua como técnico da equipe Sub-20 do clube carioca.
Cartolouco tem voltado a ganhar notoriedade principalmente na internet, com vídeos em estádios, entrevistas com torcedores e jogadores, além de desafios e coberturas de humor em eventos esportivos.
Ele também já trabalhou em veículos tradicionais de mídia esportiva, como o Grupo Globo, onde participou de programas e reportagens voltadas ao esporte.
Em meio a uma sexta-feira (27) em que a CPMI do INSS passou o dia reunida para a leitura do parecer final sobre os trabalhos do colegiado, uma discussão paralela entre o relator da comissão, Alfredo Gaspar (PL-AL), e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), revelou diversos novos desdobramentos durante o dia.
Pela manhã, quando Gaspar lia o seu relatório final com pedido de indiciamento de 218 pessoas, inclusive o de Lulinha, houve uma discussão entre os deputados, e Lindbergh chamou o relator de “estuprador”. Alfredo Gaspar retrucou dizendo que o deputado petista era “criminoso” e “corrupto”.
No início da tarde, durante o intervalo da CPMI, Alfredo Gaspar deu uma entrevista coletiva fazendo diversas acusações a Lindbergh, chamando-o de “drogado”, de “ladrão”, de “cafetão”, entre outros xingamentos. O relator disse ainda que iria representar contra o petista no Conselho de Ética.
Já no final da tarde, o deputado Lindbergh Farias, acompanhado da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), protocolou uma notícia de fato à Polícia Federal contra Alfredo Gaspar. A comunicação envolve informações sobre possível estupro de vulnerável e tentativa de ocultação dos fatos.
No documento, Lindbergh e Soraya pedem à PF providências urgentes para apurar a denúncia, e solicitaram tramitação sob sigilo, além de preservação probatória e proteção integral das pessoas envolvidas no caso. Farias e Soraya informaram ter recebido registros documentais e conversas indicando a prática de estupro de vulnerável contra uma menina que tinha 13 anos à época dos fatos.
O documento apresentado pelos parlamentares não diz de que ano é a suspeita do crime. Os congressistas afirmam ter recebido relato de que, da violência supostamente cometida pelo relator, a adolescente engravidou e posteriormente deu à luz a uma criança.
Foram encaminhados ao deputado e à senadora prints de conversas e informações segundo as quais uma pessoa atuou como intermediadora em tratativas mantidas com Gaspar para encobrir o caso. Segundo os congressistas, a negociação era de R$ 470 mil “com a finalidade de impedir que o fato fosse comunicado às autoridades”.
Já à noite, após finalizar a leitura do seu relatório, o deputado Alfredo Gaspar afirmou se tratar de caso envolvendo a filha de um primo. O deputado mostrou à imprensa um exame de DNA que, segundo ele, confirma não ser sua filha.
Gaspar afirmou que o caso existe, mas é referente a um primo de mesmo nome, em Alagoas. Segundo ele, há o envolvimento de duas mulheres e uma criança: filha, mãe e avó. O deputado disse que a mulher mais velha teve com seu primo uma filha – que atualmente está com 21 anos e tem uma filha de oito anos.
Segundo Gaspar, o primo reconheceu a paternidade e paga pensão à criança, que é sua neta e sua filha ao mesmo tempo. Além de apresentar um exame de DNA, o relator da CPMI negou ter filhos fora do casamento e exibiu à imprensa um vídeo da mulher de 21 anos confirmando ser filha do primo dele.
“Graças a Deus não tenho filho fora do casamento, não tenho amante, nunca mantive relação sexual em Brasília, nem com a minha mulher porque ela vem muito pouco aqui, eu venho para o Congresso e volto para casa”, disse Alfredo Gaspar em entrevista.
A CPMI do INSS segue reunida na noite desta sexta (27), com discussão sobre o relatório final dos trabalhos apresentados pelo deputado Alfredo Gaspar.
Em um documento com quase cinco mil páginas, o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apresentou pedido de indiciamento de 218 pessoas supostamente envolvidas com fraudes ou descontos não autorizados em benefícios de aposentados. Entre os indiciados pelo relator está Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No relatório que está sendo lido na sessão da CPMI nesta sexta-feira (27), Gaspar afirma que Fábio Luís Lula da Silva manteve ligação direta com operadores centrais do esquema, entre eles o “Careca do INSS” e a empresária Roberta Luchsinger, com quem teria uma amizade pessoal. O relator sustenta que a atuação de Lulinha teria ido além de vínculos pessoais, indicando possível papel de intermediação com os envolvidos.
“Valendo-se de seu prestígio familiar e de sua capacidade de trânsito em instâncias governamentais, Fábio Luis teria atuado como facilitador de acesso e possível sócio oculto do lobista em empreendimentos cuja viabilidade dependia de decisões administrativas no âmbito do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Como contrapartida, teria recebido vultosos repasses financeiros intermediados por Roberta Luchsinger”, afirma o texto do relatório.
Sobre Lulinha, Alfredo Gaspar também menciona movimentações financeiras e benefícios indiretos associados a ele, como “pagamentos periódicos elevados” de R$ 300 mil e registros documentais que indicam vantagens financeiras, além de citações em materiais apreendidos durante a investigação.
“Está provado que o dinheiro roubado de aposentados e pensionistas foi utilizado em benefício de Lulinha para a aquisição, por Careca do INSS, de passagens de primeira classe em voos internacionais, bem como hospedagens de luxo em países europeus”, completou.
O trecho do documento que cita o filho do presidente Lula, além do indiciamento, pede a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva.
“Requisitar à Advocacia do Senado Federal que represente às autoridades judiciárias competentes pela decretação da prisão preventiva do Sr. Fábio Luís Lula da Silva, em razão de indícios concretos de evasão do distrito da culpa que comprometem a aplicação da lei pena””, diz trecho do relatório apresentado pelo parlamentar.
Durante toda a manhã, o relator fez um resumo do seu parecer, e vinha lendo os motivos pelos quais pediu indiciamento de cada um dos personagens que, segundo ele, estariam de alguma forma envolvidos com as fraudes no INSS. A sessão da CPMI foi interrompida a pedido de Alfredo Gaspar, e será retomada depois de algum tempo para a continuidade da leitura do relatório.
Animados com a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de exigir do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), que atenda o pedido de prorrogação da CPMI do INSS, um grupo de parlamentares quer agora garantir o mesmo benefício tanto para a instalação da CPI do Banco Master no Senado, quanto para a criação da CPMI do Master com deputados e senadores.
No Senado, há um requerimento para criação da CPI do banco Master que conta com 51 assinaturas. O documento foi protocolado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), no final do ano passado, e a instalação da comissão é cobrada insistentemente nas sessões plenárias por diversos parlamentares.
Um dos senadores que deve assinar o mandado de segurança a ser apresentado no STF é o atual relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE). Segundo Vieira, o pedido será para que seja instalada a CPI apenas no Senado, já que para uma comissão mista é necessária a convocação de sessão do Congresso.
Parlamentares que defendem a instalação da comissão mista sobre o Banco Master também aguardam com expectativa se a decisão sobre a prorrogação da CPMI do INSS a será ratificada pelos demais ministros do STF. O presidente do Supremo, Edson Fachin, marcou para esta quinta-feira (26) o julgamento da decisão de Mendonça a respeito da CPMI.
Segundo o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), a mesma “omissão” de Davi Alcolumbre apontada pelo ministro André Mendonça para justificar a prorrogação valeria para a criação da outra comissão referente ao Master. Isso porque tanto a prorrogação da investigação sobre o INSS quanto a instalação da CPMI sobre o banco de Daniel Vorcaro dependem da realização de uma sessão do Congresso Nacional, que ainda não foi convocada neste ano por Alcolumbre.
Em reação à determinação do ministro André Mendonça sobre a CPMI do INSS, o presidente do Congresso Nacional pediu um parecer jurídico da Advocacia do Senado para saber se teria que cumprir a medida. Alcolumbre também deve aguardar o resultado do julgamento desta quinta no STF para decidir se procede à leitura do requerimento de prorrogação.
Apesar do entusiasmo da oposição com a possibilidade de prorrogação da CPMI do INSS e talvez instalação de CPI do Master no Senado ou conjunta, nos bastidores, já haveria um movimento para derrubar a decisão do ministro André Mendonça. Segundo o site do jornal Estado de S.Paulo, integrantes do STF avaliam que existe uma jurisprudência para garantir que as minorias tenham seus direitos contemplados na abertura de CPIs, entretanto, essa prerrogativa não teria valor para a prorrogação do prazo dos trabalhos de uma comissão parlamentar.
Segundo a avaliação de ministros do tribunal feita ao Estadão, a prorrogação seria um ato discricionário do presidente da Casa, ou seja, cabe a ele decidir se toma essa atitude ou não a partir de uma avaliação política das investigações. Caberia ao Supremo atuar apenas em caso de omissão do presidente da Casa na tomada de decisão.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, marcou para a próxima quinta-feira (26), no plenário física da Corte, o julgamento da decisão do ministro André Mendonça de exigir que o Congresso Nacional prorrogue os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre as fraudes e descontos não autorizados no INSS.
Nesta segunda (23), Mendonça deu 48 horas para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), faça a leitura do requerimento em que é solicitada a prorrogação da CPMI. A comissão tem como data final para realização dos seus trabalhos o dia 28 de março.
André Mendonça, além de determinar a prorrogação, havia enviado o caso para o plenário virtual do STF corroborar ou não a decisão. O julgamento foi marcado pelo presidente da Segunda Turma, Gilmar Mendes, para o dia 3 de abril.
O relator do mandado de segurança apresentado pela presidência da CPMI, entretanto, decidiu retirar o caso da pauta virtual e pediu análise presencial por todos os ministros. Com isso, Edson Fachin marcou o julgamento para esta quinta, com votação de todos os ministros.
Já o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, teria considerado a decisão de André Mendonça, segundo interlocutores, uma “interferência indevida” do STF. O senador pediu à Advocacia do Senado um parecer jurídico contraponto a decisão do ministro.
Para André Mendonça, houve uma “omissão” da Mesa Diretora do Congresso Nacional ao não ler o requerimento de prorrogação dos trabalhos da comissão. Ele afirmou que é necessário preservar o direito da minoria, sem que a direção crie obstáculos “desprovidos de alicerce constitucional”.
Mendonça entendeu que seria necessário fazer valer a vontade de uma minoria parlamentar . “A minoria parlamentar tem o direito subjetivo de instalar e de prorrogar o funcionamento de uma CPI, bastando o requerimento de um terço dos parlamentares”, declarou o ministro.
A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar que o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), leia em até 48 horas o requerimento para prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS, pode acabar levando também à instalação de uma outra comissão, a que busca investigar as fraudes do Banco Master.
Para cumprir a decisão de André Mendonça sobre a CPMI do INSS, Alcolumbre teria que convocar uma sessão do Congresso Nacional, na qual seria lido o requerimento de prorrogação por até 120 dias. Entretanto, na visão de parlamentares de oposição, ao abrir a sessão conjunta, o presidente do Congresso seria obrigado a ler também o requerimento de criação da CPMI do Banco Master.
O requerimento para criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito com objetivo de investigar irregularidades envolvendo o Master foi protocolado em fevereiro pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ). A iniciativa teve apoio de 42 senadores e 238 deputados federais, número de assinaturas superior ao mínimo exigido.
Na sua decisão referente à CPMI do INSS, o ministro André Mendonça salientou que “a minoria parlamentar tem o direito subjetivo de instalar e de prorrogar o funcionamento de uma CPI, bastando o requerimento de um terço dos parlamentares”. No caso da tentativa de criação da CPMI do Banco Master, há bem mais que um terço de apoiamentos para a instalação da comissão.
Até a manhã desta terça-feira (24), o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, ainda não havia se manifestado sobre a decisão do ministro André Mendonça. Há ainda na decisão o registro de que se o requerimento não for lido no prazo de 48 horas, haveria “a presunção de recebimento e leitura tácita do requerimento”, o que permitiria à presidência da CPMI do INSS a continuidade dos trabalhos mesmo sem a formalização da prorrogação em sessão do Congresso.
Em entrevista na noite desta segunda (23), o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), sinalizou para mais 60 dias de funcionamento do colegiado, mas disse que a prorrogação pode chegar a 120 dias se surgirem fatos novos.
‘Entendo que o prazo de 60 dias é suficiente para que a gente possa entregar ao Brasil uma resposta mais coerente e mais completa em relação ao desfalque na Previdência”, disse o senador, acrescentando que a decisão é da minoria e que pretende tratar do tema ainda nesta semana.
De acordo com Viana, a comissão vai seguir trabalhando para ouvir testemunhas, funcionários da Dataprev, representantes de bancos e financeiras, servidores e ex-ministros. Ele indicou que a CPMI também deve ouvir o ministro da Previdência, Wolney Queiroz.
A pedido do senador Humberto Costa (PT-PE), a CPI do Crime Organizado do Senado retirou da pauta de votações o requerimento para convocação do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). A comissão está reunida nesta quarta-feira (18) para votar diversas convocações de autoridades, além de quebras de sigilo e compartilhamento de informações.
O documento para convocação de ACM Neto foi contestado pelo senador Sérgio Moro (União-PR) no início da reunião. Moro disse não haver relação da atuação do ex-prefeito de Salvador com o foco de investigação da CPI, que é a atuação do crime organizado no Brasil.
Para Moro, a tentativa do PT de convocar não apenas ACM Neto, mas outros nomes como o do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do ex-ministro da Fazenda, Paulo Guedes, caracterizava manobra política e eleitoral a partir da CPI.
O senador paranaense disse que se a CPI fosse adentrar em investigações sobre relações do Banco Master com autoridades da Bahia, ele exigiria também a votação dos requerimentos que apresentou para convocação do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.
“Esse requerimento envolvendo o ex-prefeito ACM Neto, se nós formos verificar a questão do Banco Master na Bahia, a principal suspeito recai sobre o senhor Rui Costa, o ministro da Casa Civil. É conhecida essa história de que através do CredCesta, deram exclusividade ao Banco Master, e do outro lado ainda proibiram os servidores da Bahia que tivessem a portabilidade para escolher taxas de juros menores do que o consignado. Então a observação que faço aqui é que se vai investigar, investigue todo mundo, mas não se utilize essa CPI como instrumento para criação e exploração de fatos políticos que não têm nenhuma relação, ou que se faça uma seleção de alvos”, afirmou Moro.
“Se vamos adentrar na questão da Bahia, então vamos convocar o ministro Rui Costa e o governador Jerônimo Rodrigues, que deu continuidade a essa relação do governo baiano com o Master”, completou Sérgio Moro.
Na justificativa para a convocação de ACM Neto, o senador Humberto Costa afirma ser necessária para que ele esclareça na CPI se houve tráfico de influência, lavagem de dinheiro ou outras irregularidades na relação entre ele e o Banco Master. Costa citou relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que revelou que a empresa de consultoria de ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da empresa de investimentos Reag entre 2023 e 2024.
Outro pedido que foi retirado pelo senador Humberto Costa pedia a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico do ex-prefeito de Salvador. O senador petista disse que iria pedir votação desses requerimentos em reuniões futuras.
Uma terceira solicitação que teve sua votação adiada foi o pedido, também do senador Humberto Costa, que pedia a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa A&M Consultoria Empresarial. A empresa tem como administrador principal o ex-prefeito de Salvador, e recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da empresa de investimentos Reag entre 2023 e 2024.
Com a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de desobrigar a presidente do banco Crefisa e do Palmeiras, Leila Pereira, de comparecer à CPMI do INSS, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), cancelou a reunião que será realizada na manhã desta quarta-feira (18). Essa foi a terceira vez que a comissão cancelou uma tentativa de ouvir a dona da Crefisa.
Além de ter concedido habeas corpus e desobrigado Leila Pereira de comparecer à CPMI, Gilmar Mendes proibiu que a comissão decidisse realizar uma condução coercitiva para forçar a ida da dirigente ao colegiado. O senador Carlos Viana havia prometido optar pela condução para garantir o depoimento.
Na sua decisão, Gilmar Mendes apontou que a convocação de Leila Pereira indicaria possível desvio de finalidade e extrapolação do objeto investigado pela comissão.
“Os limites constitucionais estabelecidos aos poderes investigativos das comissões parlamentares de inquérito e as garantias fundamentais da requerente impedem que tal convocação ocorra em dissonância com os fatos determinados que deram origem à instalação da CPMI e em frontal colisão com o direito fundamental à não autoincriminação”, afirmou Mendes.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), defendia a convocação de Leila Pereira afirmando que a presidente do grupo Crefisa precisaria comparecer à comissão para esclarecer informações prestadas pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, durante depoimento no início de fevereiro. O depoente teria prestado informações objetivas sobre a atuação da Crefisa em relação a crédito consignado a aposentados e pensionistas.
Em nota publicada nas redes sociais, o senador Carlos Viana afirmou ter recebido com indignação a decisão. “Vemos medidas judiciais sendo utilizadas para limitar a atuação do Parlamento na busca pela verdade”, destacou.
“A testemunha tem dever legal de comparecer e colaborar com o esclarecimento dos fatos. Autorizar o não comparecimento, por meio de mandado de segurança, representa um precedente extremamente preocupante e fragiliza diretamente o poder investigatório do Congresso Nacional”, escreveu Viana.
Está marcada para as 9h desta quarta-feira (18) uma reunião administrativa da CPI do Crime Organizado, do Senado, na qual serão votados 37 requerimentos de convocação de autoridades, quebras de sigilo e compartilhamento de informações. Entre os requerimentos que serão apreciados está um apresentado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), que pede a convocação do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil).
Na justificativa do requerimento, o senador petista afirma ser necessária a convocação para que ACM neto esclareça na CPI se houve tráfico de influência, lavagem de dinheiro ou outras irregularidades na relação entre ele e o Banco Master.
Costa cita relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que revelou que a empresa de consultoria de ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da empresa de investimentos Reag entre 2023 e 2024. O senador lembra que o Banco Master, por sua vez, é investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero por um esquema de fraude bilionária no sistema financeiro, com conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC), o que, para ele, justificaria a investigação da CPI.
“O próprio sr. ACM Neto confirmou o recebimento dos valores, alegando se tratar de pagamentos por serviços de consultoria. No entanto, a natureza desses serviços e a razão pela qual uma empresa de consultoria recém criada por um político de projeção nacional foi contratada por um banco no epicentro de um escândalo de lavagem de dinheiro precisa ser esclarecida”, afirma o senador petista.
“É importante esclarecer que essa medida não exorbita os limites do plano de trabalho desta CPI, que estabelece como escopo o ingresso do crime organizado nos mercados aparentemente lícitos, fenômeno conhecido como novos ilegalismos”, conclui Humberto Costa.
Além da convocação de ACM Neto, pode ser votado também pela CPI outro requerimento de Humberto Costa que pede a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa A&M Consultoria Empresarial. A empresa tem como administrador principal o ex-prefeito de Salvador, e recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da empresa de investimentos Reag entre 2023 e 2024.
Segundo afirmou o senador petista no seu requerimento, a quebra dos sigilos da A&M Consultoria permitirá à CPI do Crime Organizado rastrear o fluxo de recursos, verificar a origem e o destino dos valores recebidos, e apurar se os serviços de consultoria alegados são compatíveis com os pagamentos efetuados.
“A análise dos dados bancários, fiscais e telemáticos é fundamental para determinar se houve tráfico de influência, lavagem de dinheiro ou outras irregularidades na relação entre a empresa de consultoria e o Banco Master”, afirma Humberto Costa.
A CPI do Crime Organizado é presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), e tem como relator o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A comissão tem 11 membros, e para que seja aprovado um requerimento, são necessários seis votos.
Na semana passada, o pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, divulgou um vídeo em suas redes sociais com esclarecimentos sobre a divulgação de pagamentos do banco Master/ Reag feitos a uma empresa dele. O ex-prefeito afirmou que iria acionar o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República para pedir a apuração do que classificou como vazamento criminoso de dados sigilosos, e se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
“Ainda no dia de hoje, estamos dando entrada junto ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República, com um requerimento, solicitando que se apure o vazamento criminoso de dados sigilosos, um vazamento manipulado que foi amplamente noticiado na imprensa. Neste mesmo requerimento, eu vou me colocar inteiramente à disposição desses dois órgãos para prestar qualquer tipo de esclarecimento", afirmou.
Na sua declaração, Neto levantou a hipótese de motivação política por trás da divulgação das informações. "É claro que esse vazamento que aconteceu faz com que a gente se pergunte se não tem política por trás disso. Nós sabemos que a gente está na boca de uma eleição, e é muito estranho isso acontecer", disse.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), agendou para esta quarta-feira (18) a terceira tentativa do colegiado de ouvir o depoimento da presidente do Banco Crefisa e do clube Palmeiras, a empresária Leila Pereira. A reunião da CPMI está marcada para as 9h.
A primeira tentativa de oitiva com Leila Pereira foi marcada para o dia 9 de março, mas ela não compareceu por causa de uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro anulou a votação da CPMI que aprovou uma série de requerimentos em globo, entre eles quebras de sigilos e convocações para depoimentos.
A decisão de Dino, contudo, anulava apenas as aprovações de quebras de sigilo, mas o ministro só deu essa explicação no dia 11. Como havia dúvida se a ordem dele valia para os demais requerimentos, quem foi convocado para prestar depoimento não compareceu à CPMI.
O depoimento de Leila, portanto, foi remarcado para o dia 12 de março. O ministro Flávio Dino, entretanto, afirmou que, devido ao curto prazo entre a decisão dele e a data da sessão, não seria adequada a aplicação de medidas mais duras para obrigar o comparecimento, como a condução coercitiva.
Segundo o ministro, a presidente da Crefisa poderia optar por comparecer na data inicialmente prevista ou solicitar uma nova sessão. Essa nova sessão, portanto, foi marcada para esta quarta (18).
“Leila Pereira vai depor como colaboradora, não como investigada. A defesa dele recorreu e eles perderam. O ministro André Mendonça determinou que ela compareça porque ela é testemunha”, afirmou o presidente da CPMI do Senado. Segundo o senador, se ela novamente não comparecer, ele pensa em impor condução coercitiva para garantir a oitiva.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) afirma que a presidente do grupo Crefisa está sendo chamada a depor para esclarecer informações prestadas pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, durante depoimento à comissão no início de fevereiro. O depoente teria prestado informações objetivas sobre a atuação da Crefisa em relação a crédito consignado a aposentados e pensionistas.
Gaspar destacou no requerimento em que convocou Leila Pereira que a Crefisa teria assumido “papel central” ao se tornar a maior vencedora do pregão que definiu o pagamento de novos benefícios a aposentados do INSS, concentrando boa parte de toda a operação.
Ao sair, na tarde desta segunda-feira (16), da sala-cofre da CPMI do INSS onde estão armazenadas as informações sobre a quebra de sigilo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse à imprensa que o material não tem relação com as investigações da comissão. Pimenta é um dos parlamentares da bancada governistas na CPMI.
“Do que vi até agora, não vi absolutamente nada que tenha qualquer relação com o objeto da investigação da CPMI. Não vi nenhum documento que trate de crédito conciliado ou de desconto associativo do INSS. Existe um volume muito grande de informações. Uma parte dessas informações não tem nenhuma relevância do ponto de vista investigativo”, afirmou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) a jornalistas.
Segundo outras informações obtidas pelo site Metrópoles, o conteúdo sigiloso do celular do banqueiro Daniel Vorcaro conteria muitos vídeos íntimos do dono do Master e fotos de caciques políticos em momentos de descontração. A maioria dos políticos que aparecem nas imagens, de acordo com parlamentares ouvidos pelo site, são de partidos do chamado Centrão que tinham relação próxima com o banqueiro.
Os parlamentares da CPMI do INSS estão podendo acessar os documentos que foram extraídos pela Polícia Federal do celular do dono do Banco Master. Os dados estão desde a semana passada guardados em uma sala-cofre no Senado, com monitoramento 24 horas.
A medida foi determinada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), após episódios de vazamento de informações envolvendo o material sob investigação. O acesso ao local é restrito a deputados e senadores que integram o colegiado e a um assessor de cada parlamentar.
Nesta segunda, além de Paulo Pimenta, também estiveram na sala-cofre os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Alencar Santana (PT-SP), além dos senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo relatos de parlamentares governistas, no material pesquisado não há menções a integrantes da gestão atual ou de filiados ao PT, mas haveria citações a nomes do governo Bolsonaro. O sigilo dos dados, no entanto, impede a verificação das declarações.
Para reforçar a segurança, foi instalado um detector de metais na entrada da sala-cofre da CPMI. Celulares e outros dispositivos eletrônicos são deixados por parlamentares ou assessores em envelopes lacrados, sendo permitida a entrada apenas com papel e caneta.
Em reunião nesta quinta-feira (12), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga as fraudes do INSS votou uma série de requerimentos, e entre os que foram rejeitados, está o de convocação da empresária e lobista Roberta Luchsinger. A lobista é apontada como o elo entre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
A Polícia Federal investiga se Roberta Luchsinger recebeu dinheiro oriundo dos descontos ilegais de aposentadorias e se atuou como caixa de despesas de outras pessoas, como o filho do presidente Lula, que vive na Espanha. A defesa de Roberta nega que ela tenha relações comerciais com o Careca.
No dia 26 de fevereiro, a CPMI quebrou o sigilo bancário e fiscal da lobista. Alguns dias depois, entretanto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a votação da comissão.
Ao fundamentar sua decisão, Flávio Dino destacou que a aprovação de 87 requerimentos de forma conjunta pela comissão — a chamada votação "em globo" — teria violado o devido processo constitucional. Dino determinou que, caso as informações sigilosas já tivessem sido enviadas à CPMI, elas deveriam ser preservadas sob sigilo pela presidência do Senado Federal até o julgamento do mérito da ação.
Na semana passada, nota publicada pela coluna Radar da revista Veja afirmava que um emissário de Roberta Luchsinger teria levado a um auxiliar do presidente Lula uma mensagem direta. A nota afirma que a lobista estaria “desesperada”, exigia proteção e avisava que não iria cair sozinha.
“Roberta, segundo esse emissário teria informado a assessores de Lula, teria dito ainda que “não aceita ser abandonada”.
Jair Bolsonaro é um “beócio”, um “idiota”, e por causa dele até o cunhado Fabiano Zettel teve que fechar por um tempo a área de comentários do Instagram. Esses foram alguns dos comentários feitos pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em conversa com sua noiva, Martha Graeff, segundo mensagens obtidas pela imprensa após a quebra de sigilo das conversas do banqueiro.
Em uma dessas conversas, em agosto de 2024, Vorcaro reclama de uma postagem feita por Bolsonaro na rede X, sobre uma operação de compras de títulos do Banco Master. A publicação de Bolsonaro era referente a uma reportagem do jornal O Globo que dizia que gerentes da Caixa Econômica Federal foram demitidos depois de barrarem uma operação de R$ 500 milhões envolvendo compras de títulos do Master, por considerarem a ação “arriscada” e “atípica”.
“Os senhores não leram errado. Impediram de acontecer e foram DEMITIDOS. Não é mais questão de todo dia, mas sim a cada hora. Por isso o sistema está agindo com tanto afinco em suas ações”, escreveu Bolsonaro, na ocasião.
Na conversa com sua noiva, Vorcaro se mostrou irritado com o comentário, xingou Bolsonaro e disse ter recebido mensagem do senador Ciro Nogueira (PP-PI) sobre o assunto.
Martha Graeff: “Surreal”
Vorcaro: “O pior de ontem foi ter o Bolsonaro”
“Postado”
“Recebi mais de mil msgs Instagram”
Martha Graeff: “E você lida com tudo tão bem”
“Postou aonde”
Vorcaro: “No twetter dele”
“Idiota”
Martha Graeff: “Wow, não acredito”
Vorcaro: “Depois todos os amigos, o próprio Ciro”
“Ligou”
“Mas não tinha como tirar”
“Cara é um beocio”
“Alguém falou que era coisa PT e ele postou”
Martha Graeff: “Ahhhhh, entendi”
“Twitter é terra de ninguém”
Em outro conjunto de mensagens, Daniel Vorcaro diz que seu cunhado, Fabiano Zettel, fechou os comentários de seu perfil no Instagram porque “teve negócio do Bolsonaro”.
Martha Graeff: “Tava olhando o Instagram do seu cunhado Fabiano”
Vorcaro: “E daí”
Martha Graeff: “Hahahahahaaha”
“Nada”
“Ele fechou os comentários?”
“Não sabia que era irmão da Bela”’
Vorcaro: “Ele não é irmão da Bela”
“Só são amigos”
“Turma confunde mesmo”
“Fechou pq teve negócio do Bolsonaro, teve negócio de monique, que tudo caiu pra ele”
Martha Graeff: “Coitado”
Nas eleições de 2022, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, doou R$ 3 milhões para a campanha de Bolsonaro. Foi a maior doação individual da candidatura do ex-presidente.
O jornalista Tácio Lorran, em sua coluna no site Metrópoles, divulgou o conteúdo de mensagens interceptadas pela Polícia Federal, em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria sido citado em uma conversa entre o empresário Daniel Vorcaro e sua noiva, Martha Graeff. Na conversa, que se deu em abril de 2025, Vorcaro diz à sua noiva que teve um encontro com Moraes.
De acordo com o colunista, uma das menções a Alexandre de Moraes teria ocorrido às 17h22 do dia 19 de abril de 2025. Na ocasião, Vorcaro encaminha a seguinte mensagem para Martha Graeff: “To indo encontrar alexandre moraes aqui perto de casa”.
Em seguida, Martha Graeff diz: "Como assim amor / Ele está em Campos???? / Ou foi pra te ver?"
Vorcaro, então, responde: "Ele ta passando feriado".
O jornalista Tácio Lorran afirma que a segunda menção ocorre dez dias depois. Vorcaro afirma, às 22h48 do dia 29/4, à então noiva que “to aqui nossa casa” e faz uma ligação de vídeo com a mulher. A chamada dura 2 minutos. Após o fim da ligação, Martha pergunta: "Quem era o primeiro cara?"
Vorcaro responde: "Alexandre moraes".
"Morri", prossegue Martha. "Ele gostou da casa amor!?? / Tá muito mais astral".
Vorcaro completa: "Sin / Falou que e bem melhor / E ele adorava apto".
Por fim, a então noiva brinca: "Falou pra te agradar / Que vergonha eu tava de pijama"
A coluna procurou o ministro Alexandre de Moraes para confirmar se o encontro realmente aconteceu. Não houve resposta ainda do ministro do STF.
Em resposta a um recurso apresentado por parlamentares governistas, o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu nesta terça-feira (3) manter a decisão tomada na CPMI do INSS de aprovar requerimento para quebra dos sigilos bancários de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A aprovação do requerimento se deu em tumultuada sessão da CPMI na última quinta (26), e os deputados e senadores governistas alegavam que o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), teria “fraudado” a votação. Esses parlamentares defendiam que havia número favorável à rejeição do requerimento, e que Viana teria manobrado a votação, transformando-a em simbólica.
Com a decisão, fica mantida a quebra de sigilo de Lulinha, que passou a ser alvo da CPMI após pessoas investigadas terem afirmado que ele seria um “sócio oculto” do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Há relatos dessas mesmas pessoas de que Lulinha recebia uma mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS.
Na semana passada, após a aprovação do requerimento, o presidente da CPMI disse que já tinha enviado ao Banco Central um ofício requerendo as informações bancárias de Fábio Luís da Silva.
Para tomar a sua decisão a respeito da legalidade da quebra de sigilo, o senador Davi Alcolumbre conversou com parlamentares tanto do governo quanto da oposição, além de ter pedido à sua assessoria para analisar a filmagem do momento da votação. Alcolumbre também consultou a Advocacia do Senado para respaldar juridicamente a sua decisão.
"No caso concreto, sustenta-se que 14 parlamentares teriam se manifestado contrariamente aos requerimentos submetidos à apreciação. Ainda assim, esse número de votos contrários não seria suficiente para a configuração da maioria. Esta presidência conclui que a suposta violação das normas regimentais e constitucionais pelo presidente da CPMI não se mostra evidente e inequívoca. Não se faz necessária a intervenção do presidente da Mesa do Congresso Nacional", afirmou Davi Alcolumbre em nota.
Alvo de um requerimento de quebra de sigilo aprovado na semana passada pela CPMI do INSS, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria feito uma viagem a Portugal com passagem aérea e hospedagem pagas pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Essa viagem teria sido relatada por Lulinha a pessoas próximas.
Foi o que revelou nesta segunda-feira (2) uma reportagem do jornal Estado de S.Paulo, que foi informado de que Lulinha teria dito que viajou com o Careca do INSS para visitar uma fábrica de produção de cannabis com fins medicinais. O filho do presidente Lula, entretanto, nega fechado negócios ou ter recebido qualquer outro pagamento do lobista.
Os nomes de Fábio Luís Lula da Silva e do Careca do INSS foram conectados quando um ex-funcionário do lobista afirmou à Polícia Federal que os dois eram sócios e que o advogado pagava R$ 300 mil mensais ao filho do presidente. A Polícia Federal abriu investigação para apurar as conexões entre Lulinha e o Careca do INSS.
Em sua reportagem, o Estadão apurou com pessoas próximas que Fábio Luís Lula da Silva disse ter se aproximado do lobista porque ele era um amigo em comum com a empresária Roberta Luchsinger, também investigada pela Polícia Federal por ter recebido pagamentos de Antunes. Os interlocutores de Lulinha relataram ao Estadão que ele teria sido convidado a visitar uma fábrica de cannabis medicinal com Antunes em Portugal.
De acordo com relatos obtidos pelo Estadão, Lulinha teria voado com o lobista no fim de 2024, em primeira classe, e ficou em hotel com tudo pago por Antunes. Esses interlocutores afirmam ainda que o filho do presidente diz ter sido apresentado ao Careca do INSS por Roberta Luchsinger, ex-mulher do ex-delegado e ex-deputado Protógenes Queiroz.
A relação entre Lulinha e o Careca do INSS é um dos principais alvos da oposição na CPMI do INSS. A votação de um requerimento para quebra de sigilo do filho do presidente, na última quinta (26), foi seguida de bate-boca e agressões e virou alvo de disputa regimental.
O caso foi levado pelos parlamentares governistas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que foi instado a decidir sobre a validade da decisão. Integrantes governistas da CPI apresentaram a Alcolumbre um recurso por escrito pedindo a anulação da votação por fraude.
Além da CPMI, o filho do presidente Lula também sofre um avançado certo da Polícia Federal. No final do mês de janeiro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), quebrou os sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, atendendo a um pedido da PF.
O pedido da PF foi feito há cerca de um mês, e a decisão de Mendonça foi tomada antes de a CPMI que apura descontos indevidos em benefícios do INSS aprovar a mesma quebra de sigilo.
Sobre as suspeitas envolvendo o seu filho, o presidente Lula disse, em entrevista no início do mês de fevereiro, que conversou com Fábio, após o nome dele ter sido citado na CPMI do INSS. Lula contou que chamou Lulinha no Palácio do Planalto para uma conversa e que alertou o filho de que se ele tivesse algum envolvimento com os descontos indevidos, ele deveria “pagar o preço”.
“Quando saiu o nome do meu filho, chamei ele e disse: só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço, mas se não tiver, se defenda”, afirmou o presidente.
A defesa de Lulinha afirma que ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime. Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, diz que Fábio já havia se colocado à disposição do STF através do advogado que constituiu, que é Guilherme Suguimori, para prestar esclarecimentos à Justiça.
"Não é a primeira vez que envolvem o meu nome com o objetivo de desgastar o meu pai, o governo dele, o PT, a mim mesmo, então isso não é novidade. O que eu quero saber é: cadê a chave da minha Ferrari de ouro, número um? Número dois: cadê a chave da porteira da fazenda onde eu crio milhares de cabeças de gado? E número três: cadê os dividendos da Friboi, porque eu era sócio da Friboi até ontem”, teria dito Lulinha, segundo relatos do seu advogado.
Em uma sessão marcada por muitas discussões e confusão, a CPMI do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), um requerimento para quebra de sigilo bancário fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Logo após a votação, a bancada governista foi até a mesa diretora dos trabalhos e um grande empurra-empurra levou o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a suspender a sessão.
O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve o nome citado como um dos possíveis beneficiários do esquema de desvios em uma das fases da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Investigadores da PF colheram depoimentos com menções diretas e indiretas a Lulinha que o apontam como um possível “sócio oculto” de Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Em depoimento à Polícia Federal, Edson Claro, ex-funcionário do “Careca do INSS”, afirmou que Lulinha recebia uma mesada de R$ 300 mil de Antunes. Esse mesmo valor é citado em uma troca de mensagens entre Antunes e a empresária Roberta Luchsinger. Na conversa, Antunes diz que tem que repassar R$ 300 mil para o “filho do rapaz”.
Após a votação do requerimento, houve confusão e empurra-empurra na sessão. Governistas se aproximaram da mesa diretora para protestar diante do resultado, quando começou o tumulto. Alguns socos foram desferidos, mas não acertaram ninguém.
Parlamentares que ameaçavam brigar, inclusive, tiveram de ser separados. Entre os envolvidos na confusão estão o deputado Rogério Correa (PT-MG), o relator Alfredo Gaspar (União-AL), os deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ).
A comissão também aprovou nesta quinta (26) a convocação do ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-PB), Gustavo Gaspar, e do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, para prestarem depoimentos.
Foram aprovados ainda durante a sessão outros requerimentos relacionados ao Banco Master, como a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa.
Em decisão tomada na noite desta quinta-feira (19), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou o banqueiro Daniel Vorcaro da obrigatoriedade de comparecer à CPMI do INSS. A oitiva do dono do Banco Master está marcada para a próxima segunda-feira (23).
A decisão de Mendonça se deu junto com a autorização para o deslocamento de Vorcaro a Brasília. Nesta quinta, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), pediu ao ministro André Mendonça autorização para que Daniel Vorcaro viaje a Brasília em avião particular para prestar o depoimento.
Mendonça, entretanto, negou o pedido feito por Carlos Viana. O ministro, que na semana passada assumiu a relatoria do caso Master no STF em substituição a Dias Toffoli, determinou que Vorcaro pode se deslocar a Brasília em um voo comercial de carreira ou em uma aeronave da Polícia Federal.
O empresário atualmente cumpre medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, desde que deixou a prisão, em novembro do ano passado.
A comissão parlamentar mista que aguarda a oitiva de Vorcaro investiga supostas irregularidades nas operações de crédito consignado do Banco Master. A defesa de Vorcaro combinou com o presidente do colegiado que ele só iria responder a perguntas sobre essas operações envolvendo aposentados e pensionistas.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o banqueiro disse a pessoas próximas que avalia não ir ao interrogatório. Quando anunciou o adiamento anterior do depoimento, o presidente da comissão, afirmou, em entrevista, que poderia determinar a condução coercitiva caso Vorcaro não compareça.
Inicialmente previsto para o dia 5 deste mês, o depoimento havia sido adiado para o dia 26 em razão de um problema de saúde alegado pela defesa de Vorcaro. Nesta quarta (18), entretanto, o senador Carlos Viana anunciou a antecipação da oitiva para as 16h de segunda (23).
A CPMI apura, entre outros pontos, um processo administrativo do INSS, de novembro do ano passado, segundo o qual o banco Master deixou de apresentar 251.718 documentos que comprovariam contratos de crédito consignado. O número corresponde a 74,3% de um universo de 338.608 acordos que a instituição relatou ter firmado com beneficiários da Previdência entre outubro de 2021 e setembro de 2025.
A UEFA confirmou a abertura de um processo para apurar possível conduta discriminatória na partida entre Benfica e Real Madrid, válida pelo playoff do mata-mata da Liga dos Campeões, na última terça-feira (17). O duelo terminou com clima tenso após denúncia feita por Vinícius Júnior contra o argentino Gianluca Prestianni.
Em nota oficial, a entidade informou que designou um inspetor de Ética e Disciplina para conduzir a apuração.
“O inspetor de Ética e Disciplina da Uefa foi nomeado para investigar alegações de comportamento discriminatório”, diz o comunicado, que acrescenta que novas atualizações serão divulgadas oportunamente.
A confusão começou no segundo tempo, quando Vini Jr afirmou ter sido alvo de racicmo por parte de Prestianni. Segundo o atacante do Real, o comentário feito pelo adversário teve teor racista. O jogador do Benfica nega a acusação e sustenta que houve um mal-entendido.
O protocolo antirracismo da Uefa foi acionado e a partida ficou paralisada por cerca de 11 minutos. O árbitro francês François Letexier interrompeu o jogo e seguiu os procedimentos previstos pela entidade.
Companheiros de Vinícius no Real Madrid, entre eles Kylian Mbappé, afirmaram ter ouvido o comentário direcionado ao brasileiro. Imagens da transmissão mostraram Prestianni cobrindo a boca com a camisa enquanto falava com o atacante.
O episódio ocorreu pouco depois de Vini Jr marcar o gol que abriu o placar. Na comemoração, ele celebrou próximo à bandeirinha de escanteio, em direção ao setor ocupado pela torcida do Benfica, e acabou advertido com cartão amarelo por celebração considerada excessiva. Logo em seguida, o brasileiro procurou a arbitragem para relatar o suposto insulto, dando início à aplicação do protocolo.
Em sorteio realizado pelo Supremo Tribunal Federal na noite desta quinta-feira (12), o ministro André Mendonça foi escolhido como o novo relator da investigação que apura possíveis fraudes cometidas pelo Banco Master. Mendonça assume o lugar que foi deixado pelo ministro Dias Toffoli.
A decisão de Toffoli de deixar a relatoria do processo foi tomada após uma longa reunião comandada nesta quinta pelo presidente do STF, Edson Fachin, e que contou com a presença de todos os ministros. A reunião teve início por volta das 16h15 e se estendeu até às 19h, quando os ministros fizeram uma pausa, para depois retomarem as conversas das 20h até às 20h30.
O ministro André Mendonça agora vai herdar todas as provas e atos relacionadas ao processo do Banco Master. A saída de Toffoli e o sorteio de um novo relator aconteceu após uma reunião em que participaram todos os magistrados.
Os magistrados decidiram rejeitar a ação que podia retirar Toffoli da relatoria e o ministro pediu que o presidente da Corte fizesse um novo sorteio para a escolha de outro relator. Em uma nota assinada por todos os 10 ministros, os colegas de Corte expressaram apoio pessoal a Toffoli e rejeitaram a existência de indícios que apontassem para a suspeição do então relator.
“Respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR”, diz o texto assinado pelos ministros.
Segundo a jornalista Monica Bergamo, durante a reunião, os ministros fizeram críticas à Polícia Federal por investigar Dias Toffoli sem autorização. De acordo com fontes consultadas pela jornalista, o novo relator, André Mendonça, teria sido o que verbalizou a crítica mais contundente à PF, com a maioria dos magistrados concordando com suas observações.
“Não acho que isso seja aceitável, eu não gostaria disso para ninguém”, teria dito o ministro André Mendonça, em relatos feitos à jornalista da Folha de S.Paulo.
Para investigar um integrante do Supremo, a PF precisa de autorização da própria Corte. Para ministros do tribunal, o relatório entregue pela corporação a Fachin deixa evidente que os indícios apresentados pela PF contra Toffoli não foram encontrados por acaso pelos agentes.
Em nota pública divulgada nesta quinta-feira (12), o ministro Dias Toffoli, por meio do seu gabinete no Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter qualquer relação pessoal ou financeira com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. O ministro também buscou esclarecer sua sociedade com a empresa Maridt.
Segundo informação divulgada na noite desta quarta (11) pela jornalista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o ministro do STF havia recebido dinheiro da Maridt, que vendeu sua participação no resort Tayayá em 2021 para um fundo ligado aos negócios de Daniel Vorcaro. Mensagens sobre essa operação apareceram na perícia feita pela Polícia Federal no celular do dono do Banco Master e de outras pessoas envolvidas nas investigações.
Na nota pública, o gabinete de Dias Toffoli explica que a Maridt é uma empresa familiar organizada como sociedade anônima de capital fechado, registrada na Junta Comercial e com declarações regularmente apresentadas à Receita Federal. Segundo o gabinete, todas as declarações da empresa e de seus acionistas “sempre foram devidamente aprovadas”.
O ministro integra o quadro societário, mas a administração da empresa é feita por parentes. A nota afirma que essa condição é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que veda apenas que magistrados exerçam atos de gestão.
A nota informa que a Maridt integrou o grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025, quando foi concluída sua saída por meio de duas operações sucessivas: venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021; alienação do saldo remanescente à PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.
Ainda segundo o gabinete, todas as operações foram declaradas à Receita Federal e ocorreram “dentro de valor de mercado”. O gabinete afirma também que a ação relativa à tentativa de compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao ministro em 28 de novembro de 2025, “quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro”.
Um relatório entregue pela Polícia Federal ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, reúne mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, nas quais os dois discutem transferências financeiras relacionadas à empresa Maridt.
O conteúdo do documento elaborado pela PFfoi compartilhado por Fachin com outros ministros do STF. A Polícia Federal sustenta que Dias Toffoli seria suspeito para continuar na relatoria do processo que envolve o banco Master, ligado ao grupo controlado por Vorcaro.
O ministro Edson Fachin, conforme descrito no relatório, já teria notificado Dias Toffoli para que ele apresente explicações sobre os fatos mencionados.
Leia abaixo a íntegra da nota de Toffoli:
"A Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado, prevista na Lei 6.404/76, devidamente registrada na Junta Comercial e com prestação de declarações anuais à Receita Federal do Brasil. Suas declarações à Receita Federal, bem como as de seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas. O Ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do Ministro.
De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, no artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador. A referida empresa foi integrante do grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025.
A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.
Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado. Todos os atos e informações da Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição.
A ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao Ministro Dias Toffoli no dia 28 de novembro de 2025. Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro. Ademais, o Ministro desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel"
Após a perícia feita no aparelho celular do banqueiro Daniel Vorcaro, além de conversas dele com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal teria encontrado diversas menções a políticos com foro privilegiado. O material foi levado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, na última segunda-feira (9).
Segundo reportagem da CNN, a perícia realizada pela Polícia Federal identificou conversas de Vorcaro com deputados e senadores desde 2022. Entre esses políticos, foram identificados contatos do dono do Banco Master com pelo menos um presidente de partido político.
Além disso, a PF teria conseguido encontrar citações a parlamentares feitas em trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, também empresário.
Apesar de estar protegido por senha, a corporação conseguiu acessar o conteúdo do aparelho, além de recuperar mensagens apagadas. A partir do material colhido, o diretor-geral da PF solicitou ao presidente do STF que indicasse novas frentes de investigação envolvendo pessoas com foro e sem foro.
Com a citação de parlamentares e do próprio ministro Dias Toffoli, fica praticamente descartada a possibilidade de o caso Master sair do STF e passar para outra instância da Justiça.
Em nota divulgada na noite desta quarta-feira (11), o Gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a Polícia Federal não teria legitimidade para pedir a suspeição do magistrado no inquérito que apura as fraudes que envolvem o Banco Master, liquidado pelo Banco Central.
A nota foi divulgada pouco depois de vir a público a informação de que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em reunião na última segunda (9) com o presidente do STF, Edson Fachin, teria solicitado a suspeição do ministro Dias Toffoli como relator do inquérito sobre as fraudes do Master. No encontro com Fachin, o diretor da PF relatou que os aparelhos telefônicos de Daniel Vorcaro possuíam conversas entre ele e Toffoli.
Além das conversas, segundo a CNN, mensagens periciadas pela PF no celular do dono do Banco Master teriam menções de pagamentos ao ministro Dias Toffoli. O primo de Vorcaro, Fabiano Zettel, também alvo das investigações, aparece nas mensagens fazendo referências a esses pagamentos.
As mensagens no celular de Vorcaro teriam sido apagadas, com a Polícia Federal teria conseguido recuperar as conversas.
Na nota divulgada nesta noite, o Gabinete do ministro Toffoli afirma que os motivos que levaram a PF a pedir a suspeição se tratariam de “ilações”.
Leia a nota na íntegra:
Nota do gabinete do ministro Dias Toffoli
O gabinete do Ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte.
Apuração dos jornalistas Fábio Serapião e Daniela Lima para o site Uol indica que a Polícia Federal teria encontrado nos aparelhos telefônicos do banqueiro Daniel Vorcaro uma série de conversas dele com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O material, segundo a jornalista, teria sido entregue pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.
As conversas entre Toffoli e Vorcaro, se forem confirmadas, ampliam a percepção de que havia uma relação próxima entre ambos. Com o material entregue a Fachin, a Polícia Federal pediu ao presidente do STF a autorização para novas investigações envolvendo o Banco Master e as ligações de Daniel Vorcaro com autoridades.
De acordo com o site Uol, o material levaria à abertura de ao menos três novas frentes de apuração. Além de Dias Toffoli, os aparelhos de Vorcaro indicariam conversas também com outras pessoas que possuem foro privilegiado.
Fontes dos jornalistas Fábio Serapião e Daniela Lima indicam que a Polícia Federal agora aguarda uma decisão do presidente do STF, com o encaminhamento técnico e jurídico que deve ser adotado daqui pra frente em cada uma das novas averiguações.
Como o ministro Dias Toffoli é o relator de uma das investigações referentes às fraudes cometidas pelo Banco Master, a Polícia Federal espera a deliberação do presidente do Supremo Tribunal Federal sobre o destino dos novos pedidos de investigação e também uma análise detalhada do material que menciona que o ministro do STF.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) identificou mensagens trocadas entre o ex-boxeador Acelino Freitas, conhecido como Popó, e seu filho, o empresário Igor Freitas, no âmbito da investigação que apura tentativa de aliciamento de jogadores para manipulação de partidas do futebol brasileiro. A informação foi veiculada inicialmente pelo site ge.globo.
Igor Freitas é um dos denunciados pelo MP-PR à Justiça na Operação Derby, deflagrada em setembro de 2025. A apuração teve início a partir da suspeita de oferta de R$15 mil a pelo menos três atletas do Londrina para que recebessem cartão amarelo em uma partida válida pela Série C do Campeonato Brasileiro. Segundo a denúncia, o grupo investigado também teria abordado o lateral-esquerdo Reinaldo, do Mirassol.

Troca de mensagens entre Popó e filho | Foto: Reprodução
Capturas de tela mostram que a denúncia inclui conversas registradas em 29 de abril de 2025, portanto anteriores à deflagração da operação. De acordo com o MP-PR, após uma ligação telefônica, Igor Freitas recebeu do pai a mensagem: “Quem vc está se tornando”.
Ainda conforme a acusação, Igor respondeu com dois áudios em tom defensivo. Para os promotores, o conteúdo dessas mensagens indica relação direta com o suposto esquema de aliciamento de jogadores, reforçando os elementos já reunidos na investigação.
Na sequência, Popó enviou novo áudio ao filho. Segundo a transcrição citada na denúncia, ele afirmou: “Igor, você, você foi indireto aí meu velho. Você indicou, o cara foi lá e fechou com outro, mas quem indicou foi você”.
Está marcada para o próximo dia 11 de fevereiro uma reunião da CPI do Crime Organizado, e a pauta inclui a votação de diversos requerimentos apresentados pelos membros do colegiado. Um dos requerimentos que será votado é o que foi protocolado pelo relator da comissão, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), para convocar a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Além de convocar a advogada, Vieira também quer quebrar o sigilo do escritório comandado por Viviane. O motivo da quebra, segundo o requerimento, é o contrato de R$ 129 milhões de reais celebrado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes.
Alessandro Vieira argumenta que convocar a advogada Viviane Barci para depor na CPI é para avaliar uma possível instrumentalização de serviços jurídicos com o objetivo de lavar dinheiro. O relator afirma que há “fundadas suspeitas” de que o contrato de R$ 129 milhões entre o Master e o escritório de advocacia seja “produto direto” da lavagem de dinheiro de organizações criminosas.
As cifras envolvidas nos honorários, alega o senador, destoam da prática de mercado e sugerem o risco de se tratar de “um negócio jurídico simulado”. Ao justificar as afirmações, Vieira mencionou que as investigações da Operação Carbono Oculto apontam que o Master teria sido capitalizado por meio de fraudes e dinheiro oriundo do tráfico de drogas.
Nos diversos requerimentos que protocolou nesta semana, o relator pede a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório Barci de Moraes. Vieira também pediu a retirada dos sigilos da empresa Lex Instituto de Estudos Jurídicos, que é dona de imóveis e carros de luxo da família Moraes.
A CPI do Crime Organizado possui 11 senadores titulares e sete suplentes. Para aprovar os requerimentos de convocação da esposa de Alexandre de Moraes e de quebra de sigilo são necessários seis votos.
Marcada inicialmente para acontecer na próxima quinta-feira (5), a oitiva do dono do Banco Master na Comissão Parlamentar de Inquérito do INSS só deve ser realizada após o Carnaval. Foi o que afirmou nesta terça (3) o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
A decisão foi tomada por Viana após se reunir com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de negociar o comparecimento com a defesa do banqueiro. Para estar na CPMI, o Vorcaro precisa de autorização do STF, já que cumpre diversas medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica.
Viana afirmou que a nova oitiva, em 26 deste mês, foi combinada também com os advogados de Daniel Vorcaro. O presidente da CPMI disse que a defesa do banqueiro teria se comprometido a não ingressar com pedido de habeas corpus no STF a fim de que ele fique calado durante o depoimento.
A convocação de Daniel Vorcaro tem como objetivo questioná-lo sobre questões relativas a contratos do Master para empréstimos consignados a aposentados e pensionistas. Segundo o senador Carlos Viana, 250 mil contratos de empréstimos consignados do Banco Master foram suspensos pelo INSS diante de “falta de comprovação da documentação”.
"Ele [Vorcaro] terá de explicar como o Banco Master adquiriu esses contratos e, se tantas pessoas que não tinham comprovação, como os descontos ocorreram sem autorização”, disse o presidente da CPMI.
Mesmo com a ausência de Daniel Vorcaro, a CPMI do INSS se reunirá pela primeira vez em 2026, e a primeira parte do encontro será para a votação de dezenas de requerimentos, entre eles, a convocação do filho do presidente Lula, o Lulinha. A CPMI também deve ouvir o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior.
Sobre a reunião com Toffoli, Carlos Viana disse ainda que o ministro teria se comprometido em repassar parte do inquérito sobre o Banco Master para a CPMI do INSS.
Acompanhado de diversos parlamentares da oposição, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) protocolou, nesta terça-feira (3), um requerimento para a criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito destinada a investigar as fraudes cometidas pelo Banco Master. O pedido será submetido agora à checagem de assinaturas.
Em vídeo nas suas redes sociais, Jordy comunicou que o requerimento para criação da CPI Mista alcançou um total de 280 assinaturas. Foram, no total, 42 apoios de senadores e 238 por parte de deputados federais.
O número de assinaturas alcançado no pedido ficou muito acima do mínimo necessário, que é de 27 senadores e 171 deputados. Da bancada da Bahia, apenas o deputado Capitão Alden (PL) assinou o requerimento.
Para o deputado Carlos Jordy, a quantidade de adesões reflete a atenção do Parlamento à gravidade dos fatos.
“Nunca houve tantas assinaturas para a abertura de uma CPMI. O recorde anterior era da CPMI dos Correios, com 223 assinaturas. Isso reflete a indignação da população e a revolta da população com este que é o maior caso de corrupção na nossa história. O mais escandaloso, envolvendo políticos, membros do STF, pessoas poderosas que estão trabalhando para impedir a investigação, para que haja uma blindagem”, disse o deputado.
O parlamentar destacou que o apoio recorde à CPMI isola a tentativa de lideranças governistas de barrar as investigações. De acordo com o deputado, os parlamentares de esquerda justificam a ausência na lista de apoios alegando que a oposição quer “politizar” o caso.
Em entrevista coletiva após protocolar o requerimento, Carlos Jordy disse que a CPMI do Banco Master precisa investigar o caso. Para ele, a apuração das fraudes deve ocorrer “doa a quem doer”, independentemente de atingir políticos de direita ou de esquerda.
Para que a comissão seja instalada, é preciso que o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), convoque uma sessão conjunta de deputados e senadores e faça a leitura do pedido. Após essa leitura, o presidente do Congresso determina uma data para a instalação do colegiado.
O Ministério Público do Pará (MPPA) investiga dois delegados da Polícia Civil, um promotor de Justiça e um juiz suspeitos de envolvimento em um esquema voltado a burlar a distribuição de processos e cobrar propina de investigados em Belém. Além deles, outros servidores, advogados e assessores também são investigados por participação nas irregularidades.
Delegados, promotor e juiz se uniram no PA para cobrar propina de investigados, diz MP
— Folha de S.Paulo (@folha) January 10, 2026
OUTRO LADO: Promotoria diz esperar ter todos os elementos para punição, Polícia afirma que não compactua com desvios e TJ não comenta; defesas alegam inocência. Leia: https://t.co/rOVbiYbCNg pic.twitter.com/aRLa8uQ2KB
De acordo com a apuração, o grupo teria solicitado vantagens indevidas em processos que tratavam de dívidas cíveis, acidentes de trânsito e casos relacionados a influenciadores que atuam com jogos de aposta. O relatório que detalha o suposto esquema tem 552 páginas e foi elaborado pela Procuradoria-Geral de Justiça, instância máxima do Ministério Público estadual. O documento foi enviado ao Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), onde o processo tramita em segunda instância devido ao envolvimento de promotores e de um magistrado de primeira instância.
O Ministério Público pediu o afastamento de parte dos suspeitos dos cargos públicos, a quebra de sigilos bancário e fiscal e a realização de buscas para avanço das investigações, conduzidas por promotores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Em decisão de 12 de dezembro, a desembargadora Eva do Amaral Coelho acatou os pedidos e determinou buscas e apreensões em imóveis de 12 investigados, quebras de sigilo de 14 pessoas e o afastamento de dois delegados e um promotor de Justiça.
Foram suspensos os delegados Arthur Afonso Nobre de Araújo, apontado como figura central do esquema, e Carlos Daniel Fernandes de Castro, que ocupava o cargo de diretor metropolitano da Polícia Civil. O promotor afastado é Luiz Márcio Teixeira Cypriano. O juiz Jackson Sodré Ferraz também é alvo da investigação. A Justiça determinou a quebra de sigilos bancário e fiscal da esposa e do filho dele, suspeitos de receber vantagens indevidas. A promotora Juliana Dias Nobre, esposa do delegado Arthur, também é investigada sob suspeita de ter movimentado dinheiro ilícito em contas pessoais.
Segundo o Ministério Público, os investigados teriam identificado vítimas em potencial para solicitar vantagens indevidas e, a partir disso, atuavam para avocar processos ou instaurar inquéritos policiais que servissem de instrumento de pressão. O delegado Arthur Nobre é suspeito de ter instaurado inquéritos sobre casos de inadimplência e desacordos comerciais — normalmente da esfera cível — para simular a cobrança de valores. Em um dos episódios, que envolve influenciadores digitais ligados a jogos de aposta, o pagamento de propina teria chegado a R$ 547 mil.
As investigações apontam que medidas cautelares foram concedidas pelo juiz investigado durante plantões judiciais e que, em seguida, outros membros do grupo atuavam na cobrança de propina. O relatório também cita que o núcleo liderado pelo delegado Arthur teria movimentado cerca de R$ 4 milhões de forma irregular desde 2021. Há ainda indícios de lavagem de dinheiro por meio de contas de terceiros e saques em espécie.
Em nota, o Ministério Público informou que as investigações começaram há mais de um ano e seguem sob condução do Gaeco. O órgão afirmou esperar reunir provas suficientes para responsabilizar “todos os envolvidos que tiverem cometido algum crime”. A Polícia Civil do Pará declarou que instaurou processo disciplinar e afastou os delegados assim que recebeu notificação sobre o caso.
A defesa do promotor afastado informou que ainda não teve acesso integral aos autos e, por isso, manterá o silêncio. A defesa do delegado Carlos Daniel afirmou que o processo corre em sigilo e reafirmou a inocência do investigado. O Tribunal de Justiça do Pará disse que não comenta investigações em andamento. A defesa do juiz Jackson Sodré negou as acusações e afirmou que as supostas irregularidades “não se sustentam diante de um contraditório justo”.
O relatório do Ministério Público afirma que os agentes públicos envolvidos “instalaram uma associação criminosa no cerne do Ministério Público, da Polícia Civil e do Judiciário”, o que teria colocado em xeque o sistema de segurança e justiça do estado. O documento descreve o caso como uma “completa inversão do exercício de suas funções” e indica que os integrantes do grupo agiram para enriquecimento ilícito por meio da cobrança de propinas e manipulação de processos.
Em entrevista nesta quarta-feira (7) para a CNN, o ministro Vital do Rego, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), afirmou que cabe somento ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma eventual decisão sobre reversão da liquidação extrajudicial do Banco Master. O ministro salientou que o TCU não tem poder de modificar a decisão do Banco Central.
“Esse processo de ‘desliquidação’ do Master não cabe ao TCU, cabe ao Supremo Tribunal Federal, porque há um processo em andamento naquela Corte”, disse o ministro.
Vital do Rego reforçou que o papel institucional do TCU é técnico e se restringe a fornecer subsídios ao STF.
“O que o TCU pode oferecer, como já vem oferecendo ao Supremo, são elementos para a apuração da legalidade da operação”, afirmou.
Desde o final do ano passado, o setor financeiro e outros segmentos da economia brasileira vêm criticando a atuação do TCU na avaliação da decisão do BC sobre o caso Master. As críticas se intensificaram após o relator do caso no TCU, ministro Jhonatan de Jesus, determinar a realização de uma inspeção no BC com o objetivo de apurar os procedimentos adotados na liquidação.
Além de negar publicamente a intenção do Tribunal de reverter a liquidação, Vital do Rêgo enviou mensagens aos demais ministros da Corte afirmando que o TCU está sendo alvo de ataques. O ministro argumentou que o TCU vem atuando dentro de suas prerrogativas e pedindo união em defesa da Corte, além do apoio ao relator do caso do Banco Master, ministro Jhonatan de Jesus.
Segundo o presidente do TCU, o aprofundamento da investigação foi autorizado pelo ministro relator com base em fundamentos legais. Vital lembra que os resultados da investigação ainda serão submetidos ao julgamento do plenário.
A maioria dos membros da CPMI do INSS votou, nesta quinta-feira (4), para rejeitar a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foram 19 votos pela rejeição, enquanto outros 12 parlamentares votaram pela convocação.
O requerimento de convocação do filho mais velho do presidente Lula foi apresentado em virtude de indícios apurados pela Polícia Federal de que ele teria mantido relação de proximidade e até uma sociedade empresarial com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo reportagem divulgada pelo site Poder360, depoimentos dados à PF revelaram que Lulinha teria recebido uma cifra de 25 milhões das mãos do Careca do INSS. Além disso, o filho do presidente Lula também é acusado de ter recebido pagamentos mensais de cerca de R$ 300 mil.
O site Poder360 menciona ainda viagens que teriam sido realizadas por Fábio Luís da Silva junto com o Careca do INSS para Portugal. Essa acusação também teria sido feita em depoimento coletado nas investigações.
“Essas informações eram até agora desconhecidas com esse nível de detalhe e foram fornecidas por Edson Claro, ex-funcionário do Careca do INSS e que se diz ameaçado pelo ex-patrão”, diz a reportagem do Poder360, que teve acesso aos dados por meio de integrantes da CPMI do INSS.
Edson Claro é um dos alvos da investigação que está em curso na Polícia Federal. Ele prestou depoimento em 29 de outubro de 2025. O conteúdo chegou para alguns integrantes da CPMI e o site Poder360 também teve acesso na condição de não divulgar a íntegra.
No depoimento, Edson Claro teria feito revelações graves contra Lulinha – embora não tenha havido até agora coleta de provas para comprovar o que afirma o ex-funcionário do Careca do INSS.
O site procurou o ax-advogado e amigo de Fábio Luís da Silva, Marco Aurélio Carvalho, para tentar um contato com o filho de Lula. O advogado refutou as acusações.
“Não consegui falar com Fábio, talvez por causa do fuso horário. Mas acho que essa acusação é absolutamente pirotécnica e improvável. É mais uma tentativa de desgastar a imagem de Fábio Luís”, disse Marco Aurélio.
A Polícia Civil confirmou nesta quarta-feira (26) que uma ossada encontrada em Campo Formoso, no Piemonte Norte do Itapicuru, pertence a Pedro Sousa Santos. Nesta mesma quarta, familiares puderam fazer o sepultamento do garoto na comunidade quilombola Gameleira do Dida, mesmo local em que desapareceu no 15 de dezembro de 2023.
Exames de DNA ajudaram na identificação. Segundo o G1, os restos mortais foram localizados no dia 2 de maio deste ano, em uma área de mata fechada em Gameleira do Dida. A perícia, porém, não conseguiu determinar a causa da morte devido ao grau de degradação da ossada.
Conforme o Departamento de Polícia Técnica (DPT), o material biológico chegou ao laboratório em Salvador no dia 13 de maio. O primeiro exame, entregue em julho, foi inconclusivo. Um novo teste foi realizado, confirmando o parentesco e a identidade da vítima.
A Polícia Técnica informou ainda que a unidade de Senhor do Bonfim, na mesma região de Campo Formoso, tentou contato com a família diversas vezes antes de repassar o resultado e liberar os restos mortais.
Ainda segundo informações, a delegacia de Campo Formoso mantém diligências para esclarecer as circunstâncias da morte. Não há, até o momento, indicação de suspeitos ou hipóteses divulgadas. Pedro tinha seis anos quando foi visto pela última vez.
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta terça-feira (25) a Operação Gênesis. A ação investiga uma suspeita de esquema de fraude em licitação, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro em contratos da prefeitura de Itacaré, no Litoral Sul.
Além de Itacaré, cerca de 30 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Itabuna, Ilhéus, Itajuípe, Ubaitaba, Jequié, além de Cachoeiro de Itapemirim (ES).
A Justiça Federal também determinou o afastamento cautelar de sete agentes públicos e autorizou o sequestro de bens de investigados, que pode chegar a R$ 20 milhões.
Segundo a PF, as investigações apontam que o grupo atuou entre 2018 e 2024. Duas empresas locais, registradas em nome de laranjas e sem estrutura para executar contratos de grande porte, teriam recebido mais de R$ 30 milhões em recursos públicos.
Ainda conforme a corporação, parte expressiva desse valor foi desviada por agentes públicos municipais, com a participação de empresas e intermediários.
Nesta fase, a ação busca aprofundar a coleta de provas sobre o funcionamento do esquema e o envolvimento de cada investigado, além de garantir o ressarcimento ao erário.
Os suspeitos podem responder por fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. Outros crimes podem ser incluídos conforme o avanço das apurações.
Dois empresários presos na operação que investiga um esquema fraudulento no Banco Master foram soltos na noite da última quinta-feira (20), e deixaram a sede da Superintendência da corporação, em São Paulo.
De acordo com o g1, foram liberados da prisão André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de uma empresa suspeita de envolvimento no esquema; Henrique Souza Silva Peretto, sócio de empresa investigada por ligação com o esquema.
A liberação dos dois aconteceu porque o pedido de prisão de ambos era temporário, com validade de três dias, e não foi renovado.
Os outros cinco presos na operação Compliance Zero, são executivos do banco e continuam a disposição da PF, já que diferente dos empresários anteriores, o pedido de prisão deles é preventivo.
Entre os presos está Daniel Vorcaro, dono e presidente do Banco Master, Augusto Lima, ex-CEO e sócio do Mater, Ângelo Antônio da Silva, sócio do Master, Luiz Antônio Bull, que é diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia do Master e Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria do Master.
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) segue em análise de um pedido de ampliação do aterro sanitário de Salvador, apresentado pela empresa Battre, responsável pela operação do local. O processo tem gerado debates entre ambientalistas, gestores públicos e entidades de fiscalização.
Apesar do avanço no processo, o tema enfrenta resistência de ambientalistas, que criticam a renovação do contrato da empresa por mais 20 anos e argumentam que há falta de responsabilidade ambiental na gestão do aterro.
O caso também é alvo de investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e já chegou ao conhecimento do governador Jerônimo Rodrigues.
Em resposta às críticas, técnicos do Inema afirmam que o processo está sendo conduzido de forma técnica, com “máxima transparência”.
Um homem apontado como mandante da execução do empresário e influenciador Marcos Edilho Pereira Marinho, em março de 2023, em Feira de Santana, foi preso. A captura ocorreu no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador.
VÍDEO: Imagens mostram momento em que empresário é executado em avenida de Feira de Santana pic.twitter.com/tpg6O0S5dF
— BN Municípios (@BNMunicipios) March 13, 2023
O suspeito, identificado como “Coroinha”, estava internado após sofrer um atentado no interior do estado. Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a Delegacia de Homicídios de Feira de Santana (DH/Feira), responsável pelas investigações, informou que Coroinha teve a prisão preventiva decretada pela Vara do Júri com base no conjunto de provas que o ligam ao crime.
Marcos Marinho, que reunia mais de 1 milhão de seguidores e compartilhava conteúdos de rotina, viagens e negócios, foi morto a tiros no dia 12 de março de 2023, na Avenida Fraga Maia, uma das mais movimentadas de Feira de Santana. Câmeras de segurança registraram a ação criminosa.
Ele havia acabado de sair de um restaurante com a companheira quando foi surpreendido por homens armados em uma Fiat Toro branca, que efetuaram diversos disparos de pistola e calibre 12. A vítima não teve chance de reação.

Foto: Ed Santos / Acorda Cidade
As investigações apontam que o crime teria sido motivado por ciúmes e desavenças pessoais, disfarçadas como cobranças comerciais. Além do mandante, outros dois envolvidos já foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado.
O grupo também é investigado por participação em outros atentados, incluindo ações contra um ex-cunhado de Marcos, ocorrido em Ipirá, na Bacia do Jacuípe.
Após troca de informações entre unidades policiais, foi confirmado que Coroinha havia dado entrada no HGE, em Salvador, após ser alvo de uma tentativa de homicídio em Ibotirama, no Oeste baiano.
Equipes do DHPP se deslocaram ao hospital e cumpriram o mandado de prisão no leito do hospital. Ao receber alta, o investigado será encaminhado para uma carceragem.
As apurações seguem para identificar a atuação de outros envolvidos e possíveis conexões do grupo com crimes na região de Feira de Santana.
Convidado do episódio #82 do podcast BN na Bola, do Bahia Notícias, o zagueiro Victor Ramos, atualmente na Juazeirense, detalhou os bastidores de um capítulo difícil em sua carreira: a investigação na Operação Penalidade Máxima, ocorrido em 2023, quando o defensor estava na Chapecoense.
“A situação mexeu muito com todos nós, comigo e com minha família, mas é algo que faz parte. Eu estava com a consciência tranquila, porque em momento algum eu iria sujar a minha carreira por uma coisa dessas. Minha carreira sempre foi limpa e transparente. Jamais iria sujar meu nome”, afirmou o atleta.
Victor Ramos ressaltou que o contato com o apostador realmente existiu, mas que no momento em que ele entendeu que se tratava de uma abordagem para que ele fizesse parte do esquema de manipulação de jogos, fez questão de “cair fora”.
“Eu não gosto de mentira. Eu realmente tive contato com um cara, mas eu não sabia que era para isso (esquematizar participação em manipulação de jogos), mas aí eu ‘caí fora’. Mas por existir esse contato, viram e acharam que eu estava envolvido. Graças a Deus foi tudo bem esclarecido”
Hoje Victor é zagueiro da Juazeirense, mas na época era uma das principais peças da Chapecoense. Capitão da equipe, ele fez questão de seguir atuando, mesmo com as investigações acontecendo, enfatizando que ‘quem não deve, não teme’.
“Ainda assim, eu segui jogando pela Chapecoense. Eu era o capitão da equipe e tinha uma boa relação com o atual presidente, que era vice-presidente na época, o Alex Passos, então disse para ele que queria continuar jogando, porque quem não deve não teme. Eu estava tranquilo”, afirmou.
A Operação Penalidade Máxima, iniciada em 2022 pelo Ministério Público do Estado de Goiás, é um conjunto de investigações que têm o intuito de combater os esquemas de manipulação de resultados e apostas no futebol brasileiro.
Quatro homens foram presos na zona rural de Itororó, no Médio Sudoeste da Bahia, suspeitos de cometer estupro de vulnerável contra uma mulher, de 34 anos. Segundo informações da Polícia Civil, a última prisão ocorreu nesta segunda-feira (17), após investigações da delegacia do município.
Ainda conforme a polícia, os suspeitos teriam praticado ou facilitado abusos sexuais contra a vítima em julho deste ano. As apurações apontam que os homens se aproveitaram da condição física e mental da mulher para cometer os crimes. O caso foi denunciado em 24 de outubro.
A polícia também informou que os investigados foram localizados nas fazendas Rancho Alegre e Boa Esperança, entre a última quarta-feira (12) e esta segunda.
Após serem detidos, foram encaminhados à sede da delegacia de Itororó, onde passaram por exame de corpo de delito. Os quatro seguem custodiados e à disposição da Justiça, enquanto as investigações seguem em andamento.
Uma moradora de Irecê, no Centro Norte, descobriu que havia enterrado o feto errado após sofrer um aborto espontâneo. O caso ocorreu no Hospital Regional Mário Dourado Sobrinho e segue investigado pela Polícia Civil e pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).
Segundo o G1, a mulher sofreu o aborto no dia 12 de novembro. Dois dias depois, o hospital liberou o feto para sepultamento, realizado pela família. No dia seguinte, um funcionário da unidade entrou em contato, pedindo o retorno do casal. Ao chegar ao local, os pais foram informados da troca e que o feto entregue não era o do feto deles.
Com isso, a família autorizou a exumação e realizou um novo sepultamento, desta vez com o feto correto. Ainda segundo informações, a 1ª Delegacia de Irecê já iniciou as investigações, ouvindo testemunhas. Outras diligências devem ser feitas para esclarecer o ocorrido.
Devido ao ocorrido, a Sesab também abriu uma sindicância para apurar o erro. Segundo o órgão, a direção do hospital, administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), identificou uma falha na conferência da identificação de um natimorto.
Assim que percebeu o equívoco, a unidade acionou a polícia, contatou o cemitério e as famílias envolvidas, realizou a troca dos fetos e prestou assistência aos parentes. A colaboradora responsável pela liberação foi afastada preventivamente até a conclusão das apurações.
A pasta prometeu ainda que vai reforçar os protocolos de segurança e de identificação para evitar outros casos.
A Federação de Futebol Turca (TFF) divulgou, nesta segunda-feira (10), que 1.024 jogadores estão sendo investigados pelo comitê disciplinar da entidade, incluindo 27 da Superliga, a Primeira Divisão nacional, por envolvimento no escândalo de apostas que foi revelado no fim de outubro.
A federação considerou essa atitude como uma “medida preventiva”. No entanto, a investigação da TFF já resultou em sanções para 149 árbitros e na renúncia de 45 delegados de jogos. Na última semana, o Ministério Público da Turquia também determinou a prisão de 21 pessoas, incluindo 17 árbitros e Murat Ozkaya, presidente do Eyupospor, clube da primeira divisão.
A lista de jogadores encaminhados ao comitê disciplinar inclui dois atletas do Galatasaray, dois do Besiktas e um do Trabzonspor. Com exceção do Fenerbahçe, todos os clubes que figuram atualmente entre os dez primeiros colocados do campeonato possuem ao menos um jogador sob investigação.
Nas divisões inferiores, o número de suspeitos é ainda maior: 77 na segunda, 282 na terceira e 629 na quarta divisão. Diante da dimensão do caso, a TFF suspendeu por duas semanas as competições da terceira e quarta divisão.
A entidade informou que mantém diálogo com a Fifa para ampliar em 15 dias a janela de transferências de inverno, devido ao impacto das investigações nos elencos. Apesar da gravidade das denúncias, a federação afirma não ter encontrado provas de manipulação de resultados, e destaca que a maioria dos árbitros investigados teria registrado prejuízos nas apostas.
Uma ação apreendeu nesta quinta-feira (6) mais de R$ 120 mil contra um grupo investigado por agiotagem [prática de empréstimos ilegais com juros abusivos] em Capela do Alto Alegre, na Bacia do Jacuípe. Segundo a Polícia Civil, o fato ocorreu durante a Operação Cupiditas.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram mais de R$ 120 mil em dinheiro vivo, além de diversos materiais utilizados nas transações ilícitas, como notas promissórias, cheques, escrituras de imóveis e uma motocicleta.
De acordo com a investigação, os valores apreendidos são provenientes da atividade criminosa. As apurações apontam que o grupo atuava há anos em Capela do Alto Alegre, oferecendo empréstimos com juros abusivos que levavam as vítimas a um endividamento contínuo.
O esquema, acrescenta a polícia, impedia o pagamento das dívidas e mantinha os devedores sob coação financeira, o que caracterizava usura e retenção indevida de documentos.
Ainda segundo informações, os mandados foram expedidos pela Comarca de Capela do Alto Alegre e cumpridos por equipes da 15ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Serrinha) e da delegacia de Capela do Alto Alegre. O material apreendido deve passar por perícia como parte das investigações da operação.
Um homem foi preso em flagrante em Barra da Estiva, na Chapada Diamantina, acusado de armazenar material de pornografia infantojuvenil. A ação ocorreu na manhã desta quinta-feira (5) no âmbito da Operação Infância Segura deflagrada pela Polícia Federal (PF).
Durante as investigações, a PF identificou um grupo em rede social com mais de 1,2 mil participantes, que compartilhavam conteúdo de abuso sexual infantil. O investigado participava ativamente dessas trocas, utilizando plataformas digitais e redes sociais para manter contato com outros criminosos de diferentes estados do país.
No cumprimento do mandado de busca e apreensão, os agentes federais encontraram diversos arquivos com cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes nos dispositivos eletrônicos do suspeito, incluindo celular e computador.
Também foram localizadas mensagens que comprovam o compartilhamento do conteúdo criminoso. Diante das evidências, o homem foi preso em flagrante e encaminhado à sede da Polícia Federal em Vitória da Conquista, no Sudoeste baiano.
O material apreendido será submetido à perícia especializada para identificar outros envolvidos e ajudar na localização das vítimas.
Em nota, a PF alertou para a importância da prevenção e do diálogo familiar para proteger crianças e adolescentes de crimes virtuais. Segundo o órgão, é essencial que pais e responsáveis acompanhem o uso da internet, observem mudanças de comportamento e orientem os menores sobre riscos e segurança online.
“A prevenção, aliada à informação, é a forma mais eficaz de garantir a segurança e o bem-estar dos menores”, destacou a PF em nota. A operação também chama atenção para o uso correto da terminologia: o termo “abuso sexual de crianças e adolescentes” é o mais adequado para tratar desses crimes, por evidenciar a violência e o dano às vítimas.
A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quinta-feira (6), um mandado de busca e apreensão em Sumaré (SP), como parte do desdobramento da oitava fase da Operação Overclean, deflagrada no último dia 31 de outubro. A ação visa desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Conforme o Metrópoles, o alvo seria o atual secretário de educação de Sumaré, Danilo de Azevedo Costa, que já atuou na prefeitura de Goiânia [Goiás] e foi secretário estadual de Educação do Tocantins.
Conforme a PF, o mandado judicial foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e faz parte da continuidade das investigações que apuram esquemas de corrupção em contratos públicos e operações financeiras irregulares.
Durante o cumprimento da ordem, os agentes apreenderam dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia especializada. O material deve auxiliar na identificação de outros envolvidos e no aprofundamento das investigações sobre o suposto grupo criminoso.
A Operação Overclean, iniciada em dezembro do ano passado com ações na Bahia, pretende identificar e interromper esquemas de desvio de verbas públicas e práticas ilícitas em licitações em diferentes estados.
As fases anteriores resultaram em prisões, apreensões de documentos e bloqueios de valores ligados aos investigados. (Atualizado às 10h55)
O senador Fabiano Contarato (PT-ES) foi eleito nesta terça-feira (4) como o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que vai investigar o crime organizado no Brasil. Contarato teve seis votos, e derrotou o candidato apresentado pela oposição, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que recebeu cinco votos.
A sessão de instalação da CPI foi comandada pelo senador Otto Alencar (PSD-BA). Após a eleição de Contarato, Otto sugeriu que o senador Mourão fosse eleito como vice-presidente da CPI, nome aprovado por unanimidade pelos membros do colegiado.
Ao ser empossado como presidente, Fabiano Contarato indicou o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para ser o relator da comissão de inquérito. Vieira foi o autor do requerimento para a criação da CPI do Crime Organizado.
Para Vieira, o avanço do crime organizado é resultado de diversos problemas como o abandono pelo poder público, a corrupção e a incompetência.
“Essa tragédia tem solução, como mostram exemplos dentro e fora do Brasil, mas a construção de caminhos vai exigir coragem, conhecimento técnico, espírito público e união de esforços entre municípios, Estados, União e sociedade civil. Não é pauta eleitoreira, é urgência nacional”, afirmou o relator.
Após falar de suas expectativas e objetivos no comando da comissão de inquérito, o senador Contarato pediu um minuto de silêncio pelas vítimas da operação policial no Rio de Janeiro, na semana passada.
A CPI teve seu requerimento de criação lido em junho no plenário do Senado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), mas não havia começado os trabalhos até agora. Com a repercussão da operação que terminou com 121 mortos no Rio de Janeiro e a pressão da opinião pública, os senadores decidiram iniciar os trabalhos da comissão.
Governo e oposição decidiram escalar senadores de peso para a CPI, que pretende mirar o “modus operandi” de facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a atuação de milícias. O objetivo do colegiado será apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento de milícias e facções.
A CPI tem 11 titulares e sete suplentes. Entre os nomes indicados, há quadros experientes e figuras centrais na disputa entre governo e oposição. Pela oposição, foram escalados os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Sergio Moro (União-PR), Marcos do Val (Podemos-ES), Magno Malta (PL-ES) e Hamilton Mourão.
Por parte do governo, farão parte da CPI os senadores Jaques Wagner (PT-BA), Otto Alencar (PSD-BA), Angelo Coronel (PSD-BA), Rogério Carvalho (PT-SE), Fabiano Contarato (PT-ES) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).
A CPI tem um prazo de funcionamento de 120 dias e pretende apurar questões como a estrutura e expansão de facções como PCC e CV e de milícias; as fontes de financiamento e lavagem de dinheiro; o domínio territorial e prisional; as conexões regionais e transnacionais; a atuação e possível infiltração no poder público.
Os senadores da comissão também pretendem elaborar propostas de mudanças legislativas com objetivo de endurecer a penalização de membros de organizações criminosas.
Presidente da câmara de Canavieiras é acusado de interferência política no processo seletivo do SAMU
A política de Canavieiras, município do Sul da Bahia, está sob um momento de apreensão. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) solicitou uma investigação sobre possíveis irregularidades e interferência política no processo seletivo destinado à contratação de atendentes para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pela prefeitura.
Segundo a denúncia, servidores que participaram da seleção perceberam que nomes indicados pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Ronald Souza (Avante), pontuaram acima de outros candidatos, ignorando critérios previamente estabelecidos no edital.
Além disso, o resultado foi divulgado sem possibilidade de contestação, o que comprometeu o direito de solicitar recursos administrativos.
Ainda segundo a apuração do MP-BA, uma das principais concorrentes não recebeu pontuação em uma etapa da avaliação, enquanto outro candidato alega que diversos documentos entregues não foram contabilizados.
A denúncia também aponta que o vereador interferiu deliberadamente na escolha de candidatos específicos, conduta que, segundo o Ministério Público, configura crime e compromete a lisura do processo custeado com recursos públicos.
Os investigados são o atual prefeito da cidade, Paulo Carvalho, e o presidente da Câmara de Vereadores, Ronald Souza, conhecido nas urnas como ‘Roni da Pesca’. Ambos pertencem ao partido Avante. Junto às lideranças, a ex-secretária da Saúde do município, Diala Magalhães, também é alvo por não garantir a lisura do processo.
Após a denúncia de quatro candidatos, o MP instaurou inquérito civil e identificou diversos problemas adicionais no processo seletivo. Entre eles, a constatação de que os candidatos aprovados receberam pontuações idênticas, 70 pontos cada, sem justificativa, mesmo sem experiência prévia na função, e precisaram ser enviados para treinamento em outro município distante de Canavieiras.
O inquérito também revelou a convocação de um candidato que não constava na lista oficial de aprovados, reforçando a suspeita de manipulação nos resultados. Outro ponto questionado foi a publicação tardia de um documento complementar, contendo informações essenciais, como o salário, divulgadas somente após o término da seleção.
Um dos denunciantes afirmou que, considerando os certificados apresentados, sua pontuação inicial deveria ter sido de, pelo menos, 75 pontos, superior à dos candidatos convocados.
Durante o processo, uma das responsáveis pela seleção confirmou a interferência política, além de relatar que a pontuação final divulgada pela Secretaria de Saúde não correspondia aos cálculos por ela realizados. Segundo seu depoimento, nenhum candidato havia atingido a pontuação máxima, embora alguns tenham obtido notas superiores aos 70 pontos divulgados.
Com essas irregularidades, o Ministério Público recomendou a suspensão do processo seletivo e a correção imediata dos resultados, medida que não foi acatada pela Secretaria Municipal de Saúde de Canavieiras.
O processo segue em andamento no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e tramita em segredo de justiça. O BN procurou os três acusados e investigados para manifestação até o levantamento desta matéria, mas nenhum deles se pronunciou até o momento.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.