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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

idosa presa racismo

Idosa de 74 anos presa por injúria racial contra PM em Salvador tem flagrante convertido em prisão preventiva
Foto: Reprodução / Alô Juca

A Justiça de Salvador converteu em prisão preventiva o flagrante de Maria Cândida Villela Cruz, de 74 anos, presa na tarde da última terça-feira (21) após proferir falas racistas contra um policial militar, no bairro do Rio Vermelho. A decisão, assinada pela juíza Martha Carneiro Terrin e Souza, foi proferida na manhã da quarta-feira (22), durante audiência de custódia.

 

Veja momento:

 

 

 

De acordo com a Polícia Militar, Maria Cândida, que mora em Brasília e estava na capital baiana a passeio, abordou uma guarnição que realizava policiamento no local e questionou o uso de armamento pelos agentes. Após receber explicações pacíficas dos policiais, a idosa passou a proferir ofensas de cunho racial contra um dos militares, o Soldado Rafael Conceição Florêncio.

 

De acordo com os autos, ela afirmou ser “superior por ser branca”, disse que em sua cidade de origem “só tem branco” e que em Salvador “só tem preto”. Em um vídeo gravado logo após a abordagem, anexado aos autos, a mulher também declarou: “Se eu estivesse armada aqui, a gente ia lutar”.

 

Mesmo advertida, Maria Cândida manteve comportamento agressivo e, ao ser informada da condução, resistiu à prisão, agarrando-se a grades do local. Os policiais precisaram usar força moderada para contê-la. O auto de prisão em flagrante foi lavrado pelos crimes de resistência (art. 331 do Código Penal) e injúria racial (art. 2º-A da Lei 7.716/1989).

 

Durante a audiência de custódia, a defesa da idosa pediu o relaxamento da prisão, alegando supostas irregularidades na condução, como uso de força excessiva, negativa de acesso à água e impedimento de contato telefônico. Também solicitou a instauração de incidente de insanidade mental, com base em avaliações neuropsicopedagógicas realizadas em 2022 e 2026, que apontavam Declínio Cognitivo Leve e Transtorno de Ansiedade Generalizada.

 

A magistrada, no entanto, negou ambos os pedidos. Em sua decisão, destacou que os laudos de lesões corporais não constataram qualquer ferimento decorrente da prisão e que os autos comprovam a comunicação do flagrante a um familiar, afastando a alegação de irregularidade.

 

Sobre o incidente de insanidade mental, a juíza entendeu que os documentos apresentados, produzidos por psicóloga, não por psiquiatra, não geram dúvida fundada sobre a capacidade da investigada de compreender o caráter ilícito de seus atos no momento da ação, requisito exigido pelo art. 149 do Código de Processo Penal. A magistrada observou que o próprio laudo de 2022 indicava “sistema cognitivo bom” e “inteligência dentro da média geral de sua idade”.

 

Ao decretar a prisão preventiva, a juíza considerou presentes a prova da materialidade e os indícios suficientes de autoria, bem como o risco à ordem pública. Para ela, a conduta da flagranteada foi marcada por “iniciativa própria e consciente de instaurar situação de confronto com as forças de segurança pública”, com ofensas racistas e resistência ativa.

 

A magistrada ressaltou ainda que vídeos juntados aos autos mostram a investigada discutindo com policiais e se recusando a apresentar documentos, e que os depoimentos dos agentes envolvidos são “firmes, coerentes e harmônicos”.

 

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) havia se manifestado pela concessão da liberdade provisória, mas a juíza entendeu que as medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do Código de Processo Penal não se mostravam suficientes. Apesar de reconhecer que Maria Cândida é primária, tem residência fixa e não possui antecedentes criminais, a magistrada afirmou que tais condições favoráveis “por si sós, não obstam a segregação cautelar”.

 

A decisão também acolheu pedido do Ministério Público para que os autos sejam enviados ao núcleo de controle externo da atividade policial e à Corregedoria da Polícia Militar, a fim de apurar eventuais abusos cometidos pelos agentes na condução da prisão.

 

A juíza determinou ainda que o local de custódia onde a idosa se encontra recolhida promova atendimento médico contínuo e permita o acesso aos medicamentos necessários à manutenção de sua saúde, considerando as particularidades clínicas documentadas nos autos. O caso segue em segredo de Justiça.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

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Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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