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Presidente do TSE atende pedido de Flávio Bolsonaro e manda derrubar canal 'Exército do Lula' no WhatsApp

Por Redação

Presidente do TSE atende pedido de Flávio Bolsonaro e manda derrubar canal 'Exército do Lula' no WhatsApp
Foto: Luiz Roberto/ Secom/ TSE/ WhatsApp

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, atendeu um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro e determinou a suspensão do canal 'Exército do Lula' no Whatsapp, criado pelo deputado federal André Janones.

 

De acordo com o presidente do TSE, o canal "se converteu em vetor de disseminação, em escala nacional, de conteúdos que esta Corte já reconheceu como desprovidos de lastro mínimo".

 

"O que se afasta não é a mobilização de apoiadores, nem a crítica política contundente, nem o uso das redes sociais para pedir votos. É a utilização de estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, com instruções expressas para contornar as salvaguardas que o próprio provedor declarou adotar e a sua eventual atuação efetiva no caso concreto", afirmou o ministro em seu despacho.

 

Nunes vai na contramão do procedimento do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deu um prazo de cinco dias para que o deputado federal André Janones e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestassem sobre outra ação movida pelo adversário Flávio Bolsonaro contra o canal.

 

O despacho também dá um prazo para que a campanha de Flávio apresente informações ao TSE. Cueva determinou, por exemplo, que a equipe jurídica do senador aponte as supostas irregularidades de cada conteúdo questionado. O ministro também mandou a campanha entregar arquivos ao TSE que seriam supostas provas citadas na ação.

 

O presidente aponta que a criação do 'Exército do Lula' esbarra no descumprimento de obrigações que o Whatsapp se comprometeu a tomar durante as eleições 2026. Para Nunes, o caso envolvia a avaliação de se o provedor responsável pelo WhatsApp deveria ser obrigado, "no exercício da supervisão dos planos de conformidade atribuída à Presidência, a aplicar ao canal “Exército do Lula” as medidas que ele próprio declarou adotar contra canais que violam suas diretrizes".

 

No grupo “Exército do Lula”, já se percebia o risco de a campanha adversária derrubar o canal na Justiça, movimentação classificada como um ato “desesperado”, que seria motivado pelo alto impacto de mobilização que estaria causando nas redes sociais. 

 

Após a decisão, Janones está recomendando que os membros do canal passem a atuar em outro canal e página no Instagram. Em vídeo publicado no grupo, o deputado classificou a decisão como "censura". "Não é que se Flávio Bolsonaro for eleito a censura vai ser instalada. A censura já começou", disse Janones.

 

A campanha de Lula, por sua vez, disse por meio da assessoria que o Jurídico vai se manifestar nas próximas horas.