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Artigos

Fatima Suarez
A dança como território de liberdade e transformação social
Foto: Ives Padilha/ Divulgação

A dança como território de liberdade e transformação social

Muitas vezes a dança é vista apenas como expressão artística, mas a verdade é que ela é, antes de tudo, um poderoso instrumento de transformação social.  O corpo que dança é um corpo que conquista sua própria voz. O movimento fortalece a disciplina, desenvolve a autoconfiança, cuida da saúde mental, promove a inclusão e resgata a cidadania em comunidades vulneráveis. 

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

gas natural

Custo do gás natural na Bahia pode afastar usina de R$ 250 milhões
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Uma usina termelétrica de 60 megawatts (MW), com investimento estimado em R$ 250 milhões, colocou o gás natural na Bahia no centro de uma decisão que envolve custo, infraestrutura, emprego e arrecadação. A Green Energy Ventures avalia onde instalar o empreendimento contratado para entrar em operação em outubro de 2028, e a Bahia está entre as alternativas consideradas pela companhia.

 

As informações foram divulgadas pelo portal BP Money

 

O estado reúne pontos que pesam a favor da instalação, como acesso à rede de gás, conexão ao sistema elétrico e enquadramento integral na área de atuação da Sudene. Entretanto, segundo Luiz Felipe Herrmann, sócio da Green Energy Ventures, o custo de distribuição do gás pode mudar a conta.

 

“O principal hoje, em termos de dinheiro e viabilidade do negócio, é o custo do gás”, afirmou o executivo durante entrevista ao BP Money. De acordo com ele, o projeto ainda não definiu onde ficará. “A gente está finalmente nessa definição. Não está definido ainda. A gente tem algumas opções”, disse.

 

A escolha importa porque o estado selecionado receberá a instalação da usina, parte dos gastos da construção, postos de trabalho, contratação de serviços e a atividade econômica ligada à operação do empreendimento durante o contrato.

 

TARIFA DE GÁS ENTRA NA CONTA DO PROJETO

O custo do gás natural pago por uma termelétrica não se resume à molécula consumida. A conta inclui fornecimento, transporte e distribuição. Para uma usina contratada em um leilão de capacidade, uma parcela do custo existe mesmo nos períodos em que o equipamento não gera energia.

 

Isso ocorre porque a térmica precisa manter capacidade disponível para receber o gás quando for acionada.

 

No caso da Green Energy Ventures, Luiz Felipe afirma que a companhia precisa contratar capacidade para atender à usina, embora o uso efetivo fique perto de 10%.

 

“Como eu tenho que contratá-lo 100%, mas eu só uso ele próximo de 10%, eu pago muita coisa por usar pouca coisa”, afirmou. Na entrevista, ele comparou a situação a contratar um pacote de celular acima da utilização necessária.

 

Essa estrutura ganha peso porque o contrato da usina nova terá prazo de 15 anos. O edital do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência de 2026 prevê justamente contratos desse prazo para novos empreendimentos termelétricos com início de suprimento a partir de 2028.

 

Segundo Luiz Felipe, nas simulações realizadas pela empresa, o componente tarifário da Bahiagás considerado para o projeto estava em torno de três vezes o menor valor encontrado entre as alternativas analisadas na área da Sudene.

 

“No caso da tarifa deles, eles estavam três vezes mais caros, até mais, um pouco, do que o mais barato”, afirmou. Questionado se o item seria o principal impeditivo para a escolha da Bahia, ele ponderou: “Eu não diria que é o maior, mas é um, dois, com certeza”.

 

A entrevista não informa o volume diário de gás que seria contratado pela usina nem apresenta os valores unitários utilizados nas propostas comparadas. Portanto, não é possível calcular, com os dados disponíveis, quanto o diferencial tarifário representaria em reais por ano ou ao longo dos 15 anos de contrato.

 

Os R$ 250 milhões citados representam o investimento estimado no projeto, e não o custo adicional provocado pela tarifa baiana.

 

R$ 250 MILHÕES ENTRAM NA DISPUTA ENTRE ESTADOS

A usina da Green Energy Ventures terá 60 MW e deve demandar cerca de R$ 250 milhões em investimentos, segundo Luiz Felipe.

 

“Nossa usina tem 60 megawatts. A gente vai ter um investimento de mais ou menos R$ 250 milhões”, afirmou.

 

A empresa estima entre 30 e 50 trabalhadores no período de maior atividade da construção. Na fase operacional, a projeção é manter entre 30 e 40 profissionais, com funcionamento 24 horas por dia.

 

A dimensão do mercado é maior quando considerados os demais projetos contratados no País. A CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) informou que o 4º Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 terminou com 100 usinas vencedoras e 18.977 MW de potência contratada. Os investimentos declarados no certame somaram cerca de R$ 64,5 bilhões, enquanto a receita total dos contratos alcançou R$ 515,7 bilhões ao longo dos períodos de suprimento.

 

Na entrevista, Luiz Felipe estima que o conjunto de obras e estruturas necessárias ao redor dos projetos poderá movimentar bilhões no estado.

 

BAHIA JÁ CONCENTRA PROJETOS DE TERMOELÉTRICAS

A discussão sobre o custo ocorre em um estado que já recebe investimentos relacionados ao gás.

 

A própria Bahiagás informou, em março de 2026, que dez termelétricas localizadas na Bahia saíram vencedoras do LRCAP 2026. Segundo a distribuidora, esses empreendimentos representam demanda potencial de aproximadamente 5,98 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Para atendê-los, a companhia estima cerca de R$ 64 milhões em gasodutos e expansão de aproximadamente 22,3 quilômetros da rede.

 

A infraestrutura existente também entra na conta. A Bahiagás encerrou 2025 com mais de 1.350 quilômetros de rede de gasodutos. Para 2026, a companhia prevê aproximadamente R$ 259,6 milhões em investimentos e a implantação de cerca de 101 quilômetros de dutos.

 

Essa estrutura é um dos motivos citados pelo sócio da Green Energy Ventures para manter a Bahia entre as opções.

 

De acordo com Luiz Felipe, a disponibilidade de gás e de pontos de conexão elétrica reduz etapas para um empreendimento que precisa começar a operar em 1º de outubro de 2028. “A Bahia tem a capacidade de ser muito boa em tudo”, afirmou ao explicar a combinação entre gás e conexão elétrica.

Inspirado em SP, deputado propõe isenção de IPVA até 2031 para veículos híbridos ou movidos a hidrogênio na Bahia
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O deputado estadual Jordavio Ramos (PSDB) apresentou um Projeto de Lei que altera a legislação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) na Bahia e prevê a concessão de isenções temporárias para veículos movidos a combustíveis considerados menos poluentes. A proposta começou a tramitar na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nesta quinta-feira (29) e é inspirada em uma instituída em São Paulo.

 

O texto estabelece isenção de IPVA, entre 1º de janeiro de 2026 e 31 de dezembro de 2030, para ônibus e caminhões movidos exclusivamente a hidrogênio ou a gás natural, incluindo o biometano, conforme critérios a serem regulamentados pela Secretaria da Fazenda do Estado.

 

Além disso, o projeto também concede isenção do imposto, no período de 1º de janeiro de 2026 a 31 de dezembro de 2027, para veículos automotores movidos exclusivamente a hidrogênio e para veículos híbridos que utilizem motor elétrico associado a motor a combustão movido, alternativa ou exclusivamente, a etanol. Para ter direito ao benefício, o valor do veículo não poderá ultrapassar R$ 250 mil, limite que deverá ser atualizado anualmente pelo IPCA e que inclui tributos, pintura e acessórios instalados pelo fabricante.

 

No caso dos veículos híbridos, o texto determina ainda que o motor elétrico deverá atender às especificações técnicas que serão definidas em regulamentação própria da Secretaria da Fazenda.

 

Após o período de isenção, o projeto prevê a aplicação progressiva da alíquota do IPVA para os veículos contemplados. A cobrança seria de 1% em 2028, 2% em 2029, 3% em 2030 e de 4% a partir de 2031.

 

Na justificativa, Jordavio Ramos argumenta que a proposta busca incentivar a adoção de tecnologias limpas e sustentáveis no estado, alinhando a política tributária baiana às diretrizes ambientais modernas. O parlamentar destaca que a medida se inspira em legislação semelhante já aprovada no estado de São Paulo, que instituiu incentivos fiscais para veículos menos poluentes.

 

Segundo o deputado, a iniciativa pretende contribuir para a redução da emissão de poluentes, estimular o uso de combustíveis limpos, promover a modernização do transporte público e de cargas e fortalecer a transição energética na Bahia. O projeto segue em tramitação na Assembleia Legislativa.

AL-BA recebe projeto de lei do governo do estado que pretende diminuir preço do gás natural
Foto: Roberto Viana / Agecom

A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) recebeu um Projeto de Lei de autoria do governo do estado que estabelece direções dos créditos obtidos pela Bahiagás. Conforme o texto, os valores obtidos através de disputas judiciais relacionadas a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) seriam revertidos em benefícios aos usuários, podendo impactar na tarifa do gás natural.

 

"Tenho a honra de encaminhar a Vossa Excelência, para apreciação dessa augusta Assembleia Legislativa do Estado, o anexo Projeto de Lei que 'disciplina a destinação dos créditos oriundos de disputas judiciais pela Concessionária Estadual de Gás Canalizado, envolvendo a exigência dos tributos federais'", escreveu o governador Jerônimo Rodrigues (PT) em mensagem anexada ao PL.

 

De acordo com o PL, que foi enviado na semana passada em regime de urgência, os valores também seriam usados para amortização de investimentos da concessionária, resultando na “compensação tarifária”. Além disso, a quantia também poderia ser utilizada para projetos de infraestrutura que poderia expandir a distribuição de gás natural pela Bahia.

 

Veja como o dinheiro poderia ser utilizado:

  • Quitação ou amortização de contingências que possam onerar a tarifa de distribuição;
  • Amortização dos investimentos pela concessionária, que serão compensados com redução na tarifa de distribuição;
  • Em investimentos em infraestrutura, objetivando a monetização das reservas provadas de gás natural e a interiorização do gás no Estado.

 

“O objetivo da medida é assegurar que tais créditos sejam revertidos em favor da coletividade, contribuindo para a modicidade tarifária, o desenvolvimento da infraestrutura do setor e o fortalecimento do mercado de gás natural no Estado da Bahia”, afirmou o governador.

 

O projeto do governo do estado também permite que a Bahiagás a negociar o recebimento dos créditos diretamente com a gestão federal, podendo acelerar a recepção dos valores.

 

Mesmo não sendo o uso mais comum, o gás natural pode ser utilizado em alguns casos como gás de cozinha em residências e indústrias com instalação específica. Ele também é usado em chuveiros térmicos, usinas termoelétricas e até como combustível de veículos.

 

Apesar da proposta ser enviada em regime de urgência, sua apreciação deve ocorrer apenas em agosto, quando os deputados estaduais retornam do recesso parlamentar.

Queda no preço do gás natural entra em vigor nesta segunda
Foto: Rogério Reis / Agência Petrobras

Começa a valer, nesta segunda-feira (1), a redução média de 8,1% no preço do gás natural, conforme anunciado pela Petrobras no mês passado. As informações são da Agência Brasil. 

 

De acordo com a empresa, os contratos com as distribuidoras preveem atualizações trimestrais do preço do gás e vinculam os reajustes às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio.

 

No trimestre encerrado em abril, o preço do petróleo recuou cerca de 8,7%. Já o câmbio teve apreciação de aproximadamente 1,1%. “A parcela do preço relacionada ao transporte do gás é atualizada anualmente no mês de maio, vinculada à variação do IGP-M, e sofrerá atualização de aproximadamente 0,2% a partir de maio de 2023”, informou a petrolífera.

 

Desde o início do ano, o preço do gás vendido pela Petrobras às distribuidoras acumula queda de 19%.

 

“A Petrobras ressalta que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da companhia, mas também pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens (e, no caso do GNV- Gás Natural Veicular, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais. Além disso, as tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas”, informa a estatal.

 

Segundo a Petrobras, a atualização do preço do gás natural não afeta o preço do gás de cozinha (GLP), envasado em botijões ou vendido a granel

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Fico me perguntando onde o povo tá ganhando voto no shopping, ou em corrida de rua. Porque ir pro interior atravessando os buracos da BR ou pegando fila no ferry ninguém quer. Aí depois é culpa do mundo. Mas pior mesmo é Tente Outra Vez, que gasta sola de sapato e ainda leva bola nas costas da própria equipe. Enquanto isso, AlôPrates busca convites pra caruru. Alguém se habilita? Saiba mais!

Pérolas do Dia

Ricardo Alban

Ricardo Alban
Foto: Gabriel Pinheiro / CNI

"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro". 


Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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