Artigos
Avanços na cadeia produtiva dos jumentos no Nordeste
Multimídia
Após deixar Podemos, Raimundo da Pesca comenta convites e explica escolha pelo PSD
Entrevistas
VÍDEO: Sílvio Humberto fala sobre cultura de Salvador, critica Executivo e comenta pré-candidatura a deputado; confira entrevista
fraude em emprestimos
Policiais federais cumprem na manhã desta quarta-feira (21) dois mandados de prisão e quatro de busca e apreensão em Mutuípe e Ubaíra, no Vale do Jiquiriçá. A operação, denominada Unlocked [desbloqueado, em inglês] visa desarticular uma associação criminosa que fraudava empréstimos consignados em benefícios previdenciários em diversas partes do território nacional.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
O esquema envolvia uma estagiária da Agência da Previdência Social (APS) em Ubaíra, e uma operadora financeira, residente em Mutuípe. As investigações começaram há cerca de quatro meses quando foram identificados grande número de desbloqueios de benefícios previdenciários para empréstimos consignados na APS de Ubaíra.
Segundo a Polícia Federal (PF), uma estagiária da agência fazia desbloqueios em massa de benefícios sem observar as normas internas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mais de oito mil desbloqueios foram detectados em um período de um ano.
Ainda segundo a PF, os desbloqueios eram feitos sem conhecimentos dos titulares dos benefícios. Em vez de anexar no sistema do INSS uma cópia do documento de identificação com foto do beneficiário, a estagiária anexava uma fotografia de um pinguim.
De Mutuípe, a operadora financeira enviava diariamente para a estagiária de Ubaíra uma lista com dezenas de nomes, números de benefícios e CPFs. O “serviço” era mediante uma compensação financeira. Depois, outros membros do grupo, em variados locais do país, falsificavam a documentação do beneficiário para promover a abertura de contas bancárias e obter valores a título de empréstimo consignado.
A PF informou que a apuração continua para identificar outros suspeitos, além da quantidade de empréstimos fraudulentos e os valores desviados. Os envolvidos vão responder por estelionato, associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informações, com penas que, se somadas, podem chegar até a 15 anos de prisão.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Lula vai ficar do lado de criminosos?"
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fazer duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.