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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) participou, nesta sexta-feira (31), da cerimônia de mobilização do Pacto Brasil contra o Feminicídio, realizada no Cineteatro 2 de Julho, em Salvador. O presidente da Corte, desembargador José Rotondano, integrou a mesa de honra do evento.
A solenidade reuniu a primeira-dama Janja Lula da Silva, ministros de Estado, representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da Bahia e integrantes do Sistema de Justiça. A mobilização busca ampliar ações de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.
Durante o encontro, foram apresentadas iniciativas desenvolvidas pelo Judiciário baiano, como o aplicativo TJBA Zela, que permite solicitar Medida Protetiva de Urgência pelo celular, sem necessidade de advogado. Outra frente é o Núcleo TJBA Protege, unidade virtual que dá suporte às varas em processos relacionados a crimes contra a dignidade sexual. Segundo o tribunal, 61 magistrados atuam de forma especializada na força-tarefa.
A atuação também teria contribuído para reduzir o tempo de análise dos pedidos de proteção. Atualmente, conforme o TJBA, uma solicitação de Medida Protetiva de Urgência leva, em média, cinco horas para ser apreciada. Além de Rotondano, participaram da cerimônia a desembargadora Carmem Lúcia Santos Pinheiro, da Coordenadoria da Mulher do TJBA, e magistradas que atuam em unidades especializadas de Salvador e Camaçari.
Ao discursar no evento, o presidente do TJBA defendeu a integração entre as instituições para ampliar a proteção às mulheres. “Desejo que possamos sair daqui com ações ainda mais integradas, consolidando as instituições parceiras como defensoras e integrantes da vida das mulheres. O que nós desejamos é paz e que haja respeito e proteção às nossas mulheres”, afirmou.
Durante a cerimônia de mobilização nacional do Pacto Brasil Contra o Feminicídio, realizada no cineteatro 2 de Julho, no bairro da Federação, em Salvador, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, relembrou os avanços e investimentos voltados para a proteção feminina no estado da Bahia. No entanto, ela fez questão de cobrar dos congressistas o avanço do Projeto de Lei da Misoginia na Câmara dos Deputados.
"Queremos que a lei que criminaliza a misoginia seja aprovada. Isso é um apelo que eu faço para todos os deputados e deputadas aqui da Bahia e de todo o Brasil. A gente precisa apoiar essa lei, assim como outras sancionadas que visam à proteção das mulheres", apela a ministra.
Membros e lideranças cobram que o parlamento brasileiro adiante a pauta, que já foi aprovada pelo Senado da República antes das eleições. Contudo, o presidente Hugo Motta (Republicanos) deve reagir sobre a questão a partir da segunda-feira (03) com as atividades da casa legislativa.
Participantes de um debate sobre a proposta (PL 896/23) também pediram que o texto seja votado no Plenário da Câmara dos Deputados. De acordo com as ativistas, a medida é fundamental para enfrentar a violência de gênero, que tem origem na cultura de ódio às mulheres.
A secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Estela Bezerra, ressaltou que o Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo. Para ela, o que está em jogo com a aprovação do projeto não é só a vida das mulheres, mas o modelo civilizatório do país.
O PROJETO DE LEI
De autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB), a proposta altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, para incluir os crimes praticados em razão de misoginia (ódio ou aversão às mulheres) entre aqueles punidos por discriminação ou preconceito, abrangendo injúrias e incitação ao ódio.
A medida busca equiparar a misoginia ao crime de racismo, tornando a discriminação contra mulheres inafiançável e imprescritível, além de fortalecer a proteção penal e complementar as normas existentes.
O projeto passou pelas comissões do Senado, foi aprovado com ajustes pelo Plenário e remetido à Câmara dos Deputados em 30 de março de 2026. A Câmara chegou a aprovar o regime de urgência para a proposta — mecanismo que permite pular a análise nas comissões e enviar o texto direto ao Plenário.
Apesar da urgência, a votação travou devido à falta de consenso entre as bancadas partidárias, com setores conservadores demonstrando resistência por alegar riscos à liberdade de expressão e religiosa. Com isso, o texto não entrou na pauta final antes do recesso.
Com a retomada dos trabalhos legislativos na segunda-feira (3), movimentos e coletivos feministas pretendem pressionar as lideranças partidárias para que a proposta volte à pauta prioritária. Se aprovado com alterações pelos deputados, o texto precisará retornar ao Senado para validação antes de ir para a sanção presidencial.
Confira como está o texto:
A primeira-dama Janja Lula da Silva cometeu uma gafe ao citar a patente da tenente-coronel Denice Santiago durante a Cerimônia de Mobilização Nacional pelo Pacto Brasil contra o Feminicídio, realizada nesta sexta-feira (31), em Salvador. Ao destacar a criação da Ronda Maria da Penha na Bahia, Janja afirmou que o programa havia sido criado pela “major Denise Santiago”.
Denice, que estava presente no evento, atualmente tem a patente de tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia. Na sequência, após ser corrigida, a primeira-dama se desculpou: “Ah, é tenente-coronel? Desculpa”.
CONFIRA:
Criada em março de 2015, a Ronda Maria da Penha surgiu em Salvador sob a liderança de Denice Santiago, então major da PM-BA. O programa atua no acompanhamento de mulheres em situação de violência doméstica e na fiscalização do cumprimento de medidas protetivas.
Durante o discurso, Janja também destacou o pioneirismo da iniciativa baiana e afirmou que o modelo serviu de referência para outros estados brasileiros. A cerimônia marcou a adesão da Bahia ao Pacto Brasil contra o Feminicídio e reuniu autoridades dos governos federal e estadual, além de representantes dos Três Poderes.
A primeira-dama Janja Lula da Silva e a primeira-dama da Bahia, Tatiana Velloso, se emocionaram nesta sexta-feira (31) durante a Cerimônia de Mobilização Nacional pelo Pacto Brasil contra o Feminicídio, realizada no Cineteatro 2 de Julho, em Salvador. Durante os discursos, as duas citaram vítimas de violência contra a mulher e choraram ao falar sobre os casos.
Tatiana lembrou nomes de mulheres assassinadas e destacou a necessidade de transformar a indignação diante dos crimes em ações permanentes de prevenção e enfrentamento. Entre as vítimas mencionadas por ela estavam Jéssica Regina Macedo, além de outras mulheres que se tornaram símbolos da luta contra a violência de gênero. "Não nos convoque apenas como momento de indignação, mas a gente precisa fazer uma ação coletiva", afirmou.
Ao falar na sequência, Janja também se emocionou ao mencionar as vítimas. A primeira-dama afirmou que a reação diante desses casos é difícil de controlar e disse que homens não conseguem compreender completamente o que passa pela cabeça de uma mulher submetida a uma situação de violência. "Eu fico pensando que eu me emociono muito quando eu falo o nome dessas mulheres", declarou.
A cerimônia integra a mobilização nacional do Pacto Brasil contra o Feminicídio, iniciativa coordenada pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República em parceria com o Governo da Bahia e representantes dos Três Poderes. O objetivo é ampliar e fortalecer estratégias de enfrentamento à violência contra as mulheres.
ASSISTA:
Durante a cerimônia de mobilização nacional do Pacto Brasil Contra o Feminicídio, realizada em Salvador, a Ministra das Mulheres destacou os avanços e investimentos voltados para a proteção feminina no estado da Bahia. A agenda incluiu uma visita às instalações da Casa da Mulher Brasileira na capital baiana, onde a ministra elogiou a integração entre os governos municipal e estadual, além de se reunir com uma rede multidisciplinar de apoio, incluindo juízes, delegadas, promotoras, defensoras, assistentes sociais e psicólogas.
A grande novidade para a rede de proteção no estado é a expansão dos equipamentos de apoio. A ministra anunciou um investimento de mais de R$ 43 milhões, provenientes do Ministério das Mulheres e do Ministério da Justiça, destinados à Bahia. Segundo a chefe da pasta, o processo para a construção de três novas unidades da Casa da Mulher Brasileira já se encontra em fase de licitação e aprovação pela Caixa Econômica Federal.
Os municípios contemplados serão Feira de Santana, Irecê e Itabuna, que também receberão novos Centros de Referência. Apesar de celebrar as conquistas e os recursos destinados à infraestrutura de acolhimento, o ponto alto do discurso foi um apelo contundente ao poder legislativo. No encerramento de sua fala, a ministra chamou a atenção para a urgência de aprovar o Projeto de Lei (PL) que visa tipificar e criminalizar a misoginia no Brasil.
"Queremos que a lei que criminaliza a misoginia seja aprovada, esse é um apelo que eu faço a todos os deputados e deputadas federais aqui da Bahia, mas de todo o Brasil. A gente precisa aprovar essa lei, assim como tantas outras que já foram sancionadas e que diz respeito mesmo à preservação, à proteção e à defesa da vida das mulheres.", declarou.
A declaração ressalta a postura do Ministério em tratar a violência contra a mulher não apenas em sua esfera física, mas atacando a raiz do problema: o ódio e o preconceito sistêmico contra as mulheres. A criminalização da misoginia é vista como um passo fundamental para fortalecer o arcabouço jurídico e garantir que a preservação da vida das brasileiras seja tratada com a máxima prioridade pelo Estado.
Sem a celebração de um pacto entre os três poderes da República e os governos estaduais, o combate à violência cometida contra as mulheres não terá a força necessária para a erradicação dessa chaga. A opinião foi dada pelo vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), durante cerimônia nesta quarta-feira (29) no Palácio do Planalto para sanção de projetos voltados à proteção da mulher brasileira.
“Se não houver um pacto, não só entre os Três Poderes da União, mas com os estados, a questão de proteção à mulher fica muito limitada. É muito importante que os Três Poderes, cada um dentro da sua competência, possam auxiliar, inclusive em nível estadual”, disse o ministro.
Alexandre de Moraes participou da solenidade junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja. No evento, Lula sancionou dois projetos e assinou os seguintes decretos: PL 4300/2025, sobre a divulgação do serviço telefônico de denúncias relacionadas à violência contra a mulher; PL 4978/2023, que cria o Pix Pensão, com pagamento automático da pensão alimentícia; e decretos do Sistema Integrado Mulher Segura, e de regulamentação da Lei 15.383/2026, sobre monitoração eletrônica de agressores.
Na sua fala, o ministro Alexandre de Moraes citou decisões recentes do STF relacionadas ao combate à violência de gênero, entre elas o julgamento que considerou inconstitucional o uso da tese da legítima defesa da honra em casos de feminicídio. Moraes também elogiou os projetos sancionados por Lula.
“Muito importante todos os projetos que vêm se juntar a essa defesa da mulher para uma diminuição de feminicídios, diminuição de agressão contra as mulheres. Isso é muito bem-vindo”, afirmou Moraes.
Ao final do evento, o presidente Lula convidou o ministro Alexandre de Moraes para “tomar um café”. O momento foi capturado por um microfone do próprio evento e viralizou nas redes sociais nesta noite de quarta.
Moraes aparece indo cumprimentar Lula como quem se despede e diz alguma coisa, que não é possível identificar no áudio. Lula, então, responde: “Vamos tomar um café”.
As imagens ainda mostram o ministro apontando para o lado e o presidente fazendo sinal de “sim”, dando a entender que o “café” seria logo na saída do evento.
Um homem foi condenado a 23 anos de reclusão acusado de matar a ex-companheira em Ipiaú, no Médio Rio de Contas. Segundo o Giro em Ipiaú, parceiro do Bahia Notícias, Luciano dos Santos de Jesus recebeu a sentença após júri popular ocorrido na última segunda.
Ele é acusado de feminicídio contra Cláudia dos Santos Conceição, de 34 anos. O crime ocorreu no dia 3 de agosto do ano passado, no distrito de Córrego de Pedras, zona rural de Ipiaú.
Ainda segundo o blog, o agora condenado deve cumprir a pena no Conjunto Penal de Jequié, onde já estava detido de forma preventiva desde a ocasião do crime.
Na época do crime, testemunhas relataram que o acusado consumia bebida alcoólica em um bar quando viu a ex-companheira passando pela rua.
Em seguida, ele foi atrás da vítima e a atacou com golpes de faca. Após o crime, o homem ainda tentou tirar a própria vida, mas sobreviveu. O casal conviveu por 18 anos e estava separado há 3 meses quando ocorreu o feminicídio.
A Polícia Civil da Bahia prendeu, nesta quinta-feira (23), um homem de 43 anos, investigado por tentativa de feminicídio e dupla tentativa de homicídio, no município de Santa Bárbara, no Portal do Sertão. Conforme as investigações, ele é acusado de tentar matar a companheira de 31 anos e ferir os dois filhos da vítima durante o ataque, ocorrido em uma residência na zona rural do município.
Ainda conforme as apurações, o crime ocorreu na segunda-feira (20), quando o investigado chegou ao imóvel apresentando sinais de embriaguez. Segundo testemunhas, o criminoso estava motivado por ciúmes e tentou matar a companheira utilizando uma arma branca. Os dois filhos da vítima também foram atingidos ao tentarem defendê-la.
Nesta quinta-feira (23), o suspeito compareceu espontaneamente à Delegacia Territorial de Santa Bárbara para prestar depoimento, acompanhado de um advogado, ocasião em que foi cientificado da decisão judicial. Após o cumprimento do mandado de prisão, ele foi submetido aos procedimentos legais de praxe e permanece custodiado à disposição da Justiça.
A Polícia Civil da Bahia cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um homem de 45 anos, investigado pelo feminicídio da ex-companheira na primeira metade de outubro de 2025, no município de Mata de São João, situado no Litoral Norte Baiano. O suspeito foi localizado e preso nesta segunda-feira (20) na cidade de Araras, no estado de São Paulo.
O preso é investigado pela morte de sua companheira, Márcia Conceição de Almeida, ocorrida em 10 de outubro do ano passado. Na ocasião, a vítima foi encontrada sem vida, com ferimentos na cabeça, às margens da rodovia estadual BA-099, na região do Mirante, entre Praia do Forte e Imbassaí.
A captura ainda contou com o apoio da Polícia Civil de São Paulo. O homem não era alvo da investigação conduzida pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), mas foi localizado durante diligências voltadas à desarticulação de uma organização criminosa com atuação na Bahia.
Em razão da existência de mandado de prisão preventiva relacionado ao feminicídio, as equipes compartilharam as informações com a unidade responsável pela investigação, possibilitando o cumprimento da ordem judicial. O investigado permanecerá custodiado à disposição da Justiça.
Após a divulgação do aumento de 371,43% no cumprimento de mandados de prisão e de 122% na conclusão de inquéritos pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Feira de Santana no primeiro semestre de 2026, a delegada Lorena Almeida destacou que os números refletem uma atuação mais ágil da Polícia Civil para levar os casos à Justiça e responsabilizar os agressores.

Foto: Ed Santos / Acorda Cidade
Apesar dos resultados, a delegada alertou que muitas mulheres ainda deixam de denunciar por acreditarem que a violência não evoluirá. "Toda vítima de feminicídio foi uma mulher que acreditou que o caso dela era diferente", afirmou ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias.
Segundo Lorena Almeida, a produtividade da Deam não é medida pelo número de boletins de ocorrência registrados, mas pela quantidade de investigações concluídas e encaminhadas ao Judiciário. Ela explicou que, após o registro da ocorrência, são realizadas oitivas, coleta de provas e, quando necessário, solicitadas medidas cautelares, como prisões preventivas.
A delegada ressaltou que a violência doméstica continua sendo um dos principais tipos de crime investigados pelas polícias civis em todo o país e afirmou que a prioridade da unidade é retirar agressores e armas de circulação para proteger as vítimas e prevenir casos de feminicídio.
Lorena Almeida também destacou que crimes praticados no ambiente virtual, como perseguição, ameaças e divulgação de conteúdo íntimo, são investigados pela Deam.
Por fim, a delegada esclareceu que não existe mais a possibilidade de "retirar a queixa". Mesmo que a vítima decida retomar o relacionamento, a investigação prossegue normalmente, cabendo à Justiça decidir sobre a responsabilização do agressor.
Um homem, de 47 anos, investigado pelo feminicídio de Paloma Izabel Ramos dos Santos, de 41 anos, foi preso nesta quarta-feira (8) em Serrinha, na região sisaleira. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu na noite do último domingo (5), no bairro de Tancredo Neves, na capital baiana.
A vítima, que era funcionária terceirizada da Embasa, foi encontrada morta dentro da própria residência por familiares. O acusado, ex-companheiro dela, foi identificado como André Wellington da Silva.
O mandado de prisão temporária foi expedido pelo Plantão Judiciário de 1º Grau do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), no âmbito do inquérito que apura o feminicídio.
Após ser localizado, o suspeito foi conduzido para uma unidade policial, onde permanece custodiado à disposição da Justiça.
Ainda segundo a polícia, a ação foi realizada por equipes do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (Gatti/Sisal) e do Serviço de Investigação (SI) da delegacia de Serrinha, unidades vinculadas à 15ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Serrinha).
O cabo da Polícia Militar João Marcelo Araújo Hermano, suspeito de matar a esposa, a também cabo da PM Celeste Martins Oliveira do Nascimento, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia realizada neste domingo (5), em Salvador.
O policial havia se apresentado espontaneamente ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acompanhado por advogados, após o crime ocorrido na última sexta-feira (3), no bairro do Barbalho. Segundo as investigações, Celeste, de 39 anos, foi morta dentro do apartamento onde o casal vivia. A policial foi atingida por um disparo na nuca enquanto estava sentada no sofá. O caso é tratado como feminicídio.
Familiares afirmaram ter sido surpreendidos pela morte e disseram desconhecer desentendimentos entre o casal, que estava junto havia dois anos e não tinha filhos. A investigação está a cargo da 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS), que apura a motivação e as circunstâncias do crime.
Em nota, a Polícia Civil informou que continua colhendo depoimentos e realizando diligências para esclarecer o caso. A Secretaria da Segurança Pública da Bahia manifestou pesar pela morte da policial, classificou o caso como feminicídio e reafirmou o compromisso com a responsabilização do autor. Já a Polícia Militar da Bahia informou que acompanha as investigações e adotará as medidas administrativas cabíveis no âmbito da corporação.
Um homem foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio na última sexta-feira (3), após esfaquear a tia de sua ex-companheira no bairro do IAPI, em Salvador.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito já era considerado foragido da Justiça e possuía um mandado de prisão preventiva em aberto por um feminicídio cometido em 2016, no bairro de Cidade Nova.
Segundo as investigações, o alvo inicial do ataque do suspeito na sexta era a ex-companheira, que não aceitava o fim do relacionamento. Como não conseguiu alcançar a ex-parceira, o agressor acabou atacando a tia dela, que interveio na ação para tentar proteger a sobrinha.
Após o atentado, a vítima foi socorrida e encaminhada para uma unidade de saúde da região. Em nota, a Polícia Militar informou que ela recebeu atendimento médico e não corre risco de morte.
O suspeito, que não teve a identidade divulgada pelas autoridades, foi capturado pela PM e conduzido à delegacia.
Ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece custodiado e à disposição do Poder Judiciário. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
A cabo da Polícia Militar Celeste Martins Oliveira do Nascimento foi morta a tiros na tarde da última sexta-feira (3), no bairro do Barbalho, em Salvador. O principal suspeito do crime é o marido dela, o também cabo da PM identificado como Hermano. Ambos os agentes atuavam na área de inteligência da corporação.
De acordo com informações da TV Bahia, o corpo da policial foi encontrado dentro do apartamento onde o casal residia, no Edifício Mirabeau Sampaio. Equipes da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram acionadas para isolar a área e preservar o local do crime até a chegada dos peritos.
Policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizaram os procedimentos de perícia e a remoção do corpo. A cabo Celeste era lotada na estrutura da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
Segundo a Polícia Militar, o cabo Hermano se apresentou espontaneamente no DHPP logo após o crime, acompanhado por uma advogada. Ele permanece custodiado e à disposição da Justiça.
As circunstâncias e a motivação do feminicídio ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil.
Por meio de nota, a SSP-BA lamentou profundamente a morte da servidora, manifestou solidariedade aos familiares e colegas de farda, e reafirmou seu "absoluto repúdio e compromisso no combate a toda e qualquer forma de violência contra a mulher".
A secretaria garantiu que todas as providências para a completa elucidação do caso estão sendo adotadas.
A Polícia Militar da Bahia também emitiu nota de pesar e informou que, além do inquérito policial, adotará as medidas administrativas cabíveis no âmbito de sua competência para a rigorosa apuração dos fatos.
Um homem de 27 anos teve o mandado de prisão preventiva cumprido durante uma ação integrada das Polícias Civis da Bahia e de São Paulo na terça-feira (23). Ele é investigado pela PM baiana pela tentativa de feminicídio de uma adolescente de 16 anos no município de Uauá, no norte da Bahia.
Segundo as investigações realizadas pela Delegacia Territorial (DT/Uauá), o crime aconteceu na Fazenda Umbuzeira, na zona rural do município, em fevereiro, após a vítima procurar a unidade para registrar uma ocorrência, relatando ter sido agredida pelo suspeito em sua residência. Foram constatadas diversas lesões compatíveis com violência doméstica, incluindo cortes profundos na região do crânio.
O investigado possui diversos inquéritos instaurados na unidade policial, relacionados a crimes como tentativa de homicídio qualificado, tráfico de drogas, ameaça, dano, lesão corporal contra a mulher, roubo, posse ou porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo em local habitado.
Após o cumprimento da ordem judicial, expedida pela Vara de Jurisdição Plena de Uauá, realizada no estado de São Paulo, onde ele estava foragido, o homem passou por exames e permanece à disposição do Poder Judiciário.
Um homem de 30 anos, investigado pelo crime de feminicídio, foi preso pela Polícia Civil da Bahia em Rio de Contas, na região da Chapada Diamantina. O crime ocorreu na última segunda-feira (15), em Marcolino Moura, zona rural do município, tendo como vítima sua companheira do investigado.
Segundo informações da ocorrência, a vítima, identificada como Taylane Aguiar Silva, de 27 anos, foi encontrada no interior de sua residência com ferimentos compatíveis a perfurações causadas por arma de fogo e arma branca. Segundo as apurações, a motivação estaria relacionada a desentendimento doméstico e familiar.
O mandado de prisão temporária foi expedido em Livramento de Nossa Senhora e executado pela Delegacia Territorial do município.Após diligências, a polícia localizou o investigado em uma residência no distrito de Marcolino Moura. Durante a ação, o custodiado indicou o local onde residia com a vítima e relatou a dinâmica do crime.
Após a prisão, o investigado foi conduzido à DT de Rio de Contas, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis, permanecendo à disposição do Poder Judiciário, enquanto as investigações prosseguem para a investigação e esclarecimento dos fatos.
Um homem, de 47 anos, investigado pelo feminicídio da ex-companheira, foi preso na manhã desta quarta-feira (17), na zona rural de São Miguel das Matas, no Recôncavo baiano. Segundo a Polícia Civil, durante a abordagem o suspeito tentou fugir, mas foi alcançado e contido pelos agentes. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva em aberto pelo crime de feminicídio.
O homem é acusado de assassinar a ex-companheira, Maria de Fátima dos Santos Santana, de 41 anos. O crime ocorreu em setembro de 2021, nas proximidades do Conjunto Nova Canaã, em Santo Antônio de Jesus, na mesma região.
Segundo as investigações, a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo enquanto retornava para casa acompanhada do então companheiro. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.
As apurações apontam que Maria de Fátima estava separada do investigado havia cerca de um ano e era alvo de ameaças de morte por parte dele. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Vara Criminal, do Júri e de Execuções Penais de Santo Antônio de Jesus em outubro de 2021.
Ainda segundo a polícia, a ordem judicial foi cumprida por equipes do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Leste) e do Setor de Investigação da 4ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Santo Antônio de Jesus).
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado para uma unidade policial onde segue custodiado à disposição da Justiça.
Um homem, de 47 anos, investigado pelo feminicídio da ex-companheira no interior da Bahia foi preso na cidade de Filadélfia, no Tocantins, nesta terça-feira (16), após ter confessado o crime. Ele teria assassinado a vítima e abandonado o corpo em uma área rural de Luís Eduardo Magalhães.
A vítima era Anisiana Pereira da Silva, de 32 anos. As investigações tiveram início na segunda-feira (15), após familiares registrarem o desaparecimento de Anisiana na Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães. Durante o registro da ocorrência, familiares relataram que Anisiana e o ex-companheiro estavam separados há três meses e que ele não aceitava o fim do relacionamento.
De acordo com os depoimentos, o investigado proferia ameaças à vítima após o término da relação. Segundo as apurações, a vítima havia saído da cidade de Taguatinga (TO) com destino ao município baiano, na companhia do ex-companheiro. A viagem teria ocorrido em razão de um procedimento odontológico que seria realizado pelo investigado.
Localizado no Tocantins, o homem foi preso em flagrante. Durante a abordagem, ele confessou ter matado a ex-companheira com golpes de arma branca e abandonado o corpo em uma estrada de Luís Eduardo Magalhães. Ele foi submetido às medidas legais cabíveis e permanece à disposição da Justiça.
Um homem, de 24 anos, foi preso na manhã desta terça-feira (2), no bairro Três Riachos, em Cachoeira. De acordo com as investigações, ele é suspeito de envolvimento na morte de Vinicius da Silva Romais, também de 24 anos, ocorrida no dia 12 de março deste ano, nas proximidades da Ponte Dom Pedro II, no município de São Félix.
Conforme as apurações, homens em um veículo de cor branca se aproximaram da vítima e efetuaram disparos de arma de fogo. O mandado de prisão temporária foi expedido pela Vara de Jurisdição Plena de São Félix e cumprido pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Territorial (DT/São Félix), com apoio da Polícia Militar da Bahia, através da 85ª Companhia Independente de Polícia Militar de Cachoeira (85ª CIPM).
O homem foi conduzido à unidade policial para adoção das medidas legais cabíveis. Ele permanece à disposição do Poder Judiciário. As investigações continuam com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias do crime, bem como identificar e responsabilizar os demais envolvidos.
A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (1), um homem de 52 anos em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. O homem era investigado pelo crime de feminicídio contra Janaína Silva Oliveira, que foi morta após sofrer diversos golpes de faca. O corpo da vítima foi encontrado em um imóvel no bairro do Barbalho, na capital baiana, em novembro de 2017.
O suspeito já havia sido preso por meio de mandado de prisão temporária ainda em em 2017, no mesmo mês em que o crime contra a corretora havia sido cometido, mas corria em liberdade em dezembro daquele mesmo ano, quando o mandado expirou. A decisão judicial em desfavor do criminoso se deu em 2023, quando a Justiça o declarou culpado pelo homicídio.
A captura realizada nesta segunda-feira foi efetuada por policiais civis da Coordenação de Polícia Interestadual. O homem foi conduzido à unidade policial, onde foi cumprido um mandado de prisão decorrente de condenação ainda não transitada em julgado. Ele permanece custodiado, à disposição do Poder Judiciário.
O Ministério Público de Sergipe (MP-SE) desmentiu, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (26), a defesa do policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, acusado de matar a empresária e estudante de direito Flávia Barros dos Santos. O crime ocorreu em março deste ano. Tiago era diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso e está preso preventivamente.
De acordo com o MP, as circunstâncias apuradas esclareceram a origem dos ferimentos apresentados pelo suspeito no dia do crime. A alegação de que Tiago teria tentado tirar a própria vida após o disparo contra a empresária foi contestada pelos laudos técnicos.
"Tiago Sóstenes não tentou tirar a própria vida. Ele foi atingido inclusive de forma superficial na cabeça por tiros que ricochetearam em outros alvos. Essa alegação de que ele estava absolutamente abalado e que, portanto, acabou tentando tirar a própria vida cai por terra com base nas provas que até o momento foram produzidas", afirmou a promotora de Justiça Luciana Duarte.
O crime ocorreu em um hotel no Bairro Coroa do Meio, na Zona Sul de Aracaju. Ainda na entrevista, a promotoria informou que as circunstâncias do crime apontam que a vítima estava deitada na cama quando foi executada. Um vídeo divulgado pelo MP mostra o momento anterior à ação do policial. Ele chega ao hotel depois da vítima, arromba a porta do quarto e atira contra ela.
Segundo informações divulgadas pelo g1 Sergipe, dados extraídos dos aparelhos celulares dos envolvidos comprovaram que Flávia vivia um relacionamento abusivo com o policial penal. As mensagens indicam que a estudante já havia sofrido episódios anteriores de violência.
O Ministério Público pede a condenação do suspeito pelo crime de feminicídio, que tem uma pena máxima de 40 anos e a incidência de duas causas de aumento de pena.
"A pena tem que ser rigorosa nesse caso, não só por se tratar de feminicídio, mas um feminicídio com circunstâncias que agravam absolutamente o crime, como o fato dele ser agente da segurança pública, fazer uso de uma arma funcional, por ele ter encurralado a vítima no quarto, atirado nela sem possibilidade de defesa motivado e imbuído com essa questão de gênero", completou a promotora Luciana Duarte.
O caso de uma jovem de 25 anos encontrada sem vida em uma estrada às margens da BA-262, em Vitória da Conquista, neste domingo (24), foi registrado como possível feminicídio. Informações obtidas pelo Bahia Notícias junto a Polícia Civil, a vítima foi identificada como Yasmim da Silva Santos.
A PC aponta ainda que Yasmin foi vista com vida pela última vez horas antes do crime, ao ser retirada à força da casa de um parente pelo ex-companheiro, que é considerado o principal suspeito do crime. A jovem deixa um filho de 6 anos.
Segundo informações do Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias, o crime teria ocorrido no Loteamento Miro Cairo, no bairro Zabelê. O corpo da jovem foi encontrado com marcas de tiros. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa e pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. (A reportagem foi atualizada às 6h43)
A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos (União), lamentou o falecimento de uma jovem de 25 anos, vítima de feminicídio em Salvador, nesta quinta-feira (21). Iana Silva Santos trabalhava como mecânica de uma empresa de ônibus da capital baiana.
Em comunicado divulgado em suas redes sociais, ela comentou ainda sobre o trabalho da jovem no sistema de transporte público da capital. Segundo a vice-prefeita, Iana fazia parte de um programa municipal de inserção feminina no mercado de trabalho.
“Muito triste com a notícia da perda de Iana Silva, vítima de feminicídio. Ela trabalhava na OT- Trans e fazia parte do nosso programa de inserção feminina no mercado de trabalho, iniciou como Jovem Aprendiz”, narra.
No texto, Ana Paula Matos completou: “Que Deus possa confortar o coração de toda família e que nenhuma mulher tenha sua vida e seus sonhos interrompidos de forma tão cruel”, completa.
Uma jovem de 25 anos morreu após ter a casa invadida e ser esfaqueada na manhã desta quinta-feira (21), em Salvador. A vítima foi identificada como Iana Silva Santos. Segundo o g1, ela trabalhava como mecânica de uma empresa de ônibus da capital baiana.
Iana foi atingida com diversos golpes de faca e , após cometer o crime, o suspeito fugiu. Familiares da vítima alegam que o principal suspeito de cometer o crime é o ex-companheiro dela.
A vítima foi socorrida por vizinhos que entraram na casa da vítima após ouvirem gritos. No local, ela foi encontrada gravemente ferida no chão e levada para o Hospital do Subúrbio, mas não resistiu.
Segundo familiares, Iana tinha medida protetiva contra ele após um episódio de agressão. O ex-companheiro dela havia sido preso em fevereiro deste ano, justamente por conta da ocorrência de violência, mas foi liberado no dia 5 de maio para responder pelo crime em liberdade.
Os familiares acreditam que o suspeito entrou pelo telhado da casa e fugiu pela janela, mas os detalhes do crime ainda serão investigados pela Polícia Civil (PC). A corporação pontuou que o caso está com a 3ª Delegacia de Homicídios (DH).
Um homem, de 35 anos, foi preso em flagrante no último domingo (17), após prestar depoimento no Complexo de Delegacias do Sobradinho, em Feira de Santana. De acordo com as investigações, ele é acusado de feminicídio contra a esposa, crime ocorrido no bairro Campo do Gado Novo, no município, também no domingo.
A vítima, de 41 anos, foi encontrada morta no interior da residência, atingida por um disparo de arma de fogo. Ainda segundo a ocorrência, o acusado acionou a polícia alegando que a mulher teria cometido suicídio e que ele teria tentado impedi-la.
No entanto, após as investigações e oitivas, foram constatadas inconsistências nas versões apresentadas. Além disso, a perícia descartou a hipótese de suicídio anteriormente apresentada pelo homem.
A prisão do investigado foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da equipe da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Feira de Santana). O homem foi encaminhado para a unidade policial e segue à disposição da Justiça.
Mais três foragidos da Justiça foram incluídos no Baralho Lilás da Secretaria da Segurança Pública (SSP). A plataforma, inédita no país, reúne criminosos procurados pela SSP por estupro, abuso de menor, feminicídio, tentativas de estupro, além de violência doméstica e crimes relacionados à Lei Maria da Penha.
Os novos integrantes são Alex Pereira Santos, que passa a figurar a carta "Q de Copas". Ele é procurado por descumprir as medidas cautelares já impostas e por risco concreto à segurança da vítima, além de evitar a monitoração eletrônica.

A carta "A de Paus" agora é representada por Lucas Chagas da Conceição. Lucas é foragido da Justiça por crime cometido contra a ex-companheira dele. O agressor desferiu golpes com uma garrafa de vidro.
Já Marcelo Sodré passa a integrar o Baralho Lilás, representando a carta "Q de Ouros". Segundo as investigações, ele agrediu a vítima de forma brutal, deixando-a inconsciente. As lesões foram identificadas como a causa direta do óbito da vitima.
As cartas com os criminosos ficam expostas em um site próprio. A secretaria informa que qualquer denúncia pode ser feita por meio do site do Disque Denúncia ou pelo número 181, com sigilo garantido.
Uma operação conjunta entre a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), a Polícia Civil e o Departamento de Polícia Técnica (DPT) resultou, nesta terça-feira (12), na prisão de um homem condenado pelo homicídio de sua companheira em 2013. O assassinato aconteceu há 13 anos, gerou grande comoção, pois a vítima estava no oitavo mês de gestação.
O mandado de prisão foi cumprido no bairro da Barra, após um trabalho de inteligência conduzido pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) e pela Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur). O investigado, que desferiu diversos golpes de faca contra a mulher e causou a morte do bebê, foi condenado a 15 anos e 10 meses de reclusão.
Para a delegada da Deltur, Marcela Abreu, o crime interrompeu a vida da mulher e do filho que o casal esperava. Após a captura em sua residência, o homem foi encaminhado à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil ressaltou que a resolução deste caso reforça a importância das denúncias de violência doméstica e da solicitação de medidas protetivas para prevenir feminicídios.
Em votação simbólica, foi aprovado no Senado, na sessão desta terça-feira (28), o projeto que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher (CNVM). Como os senadores não fizeram alterações no texto que também já foi aprovado pela Câmara, a proposta segue agora para a sanção presidencial.
O projeto 1099/24, de autoria da deputada Silvye Alves (União-GO), projeto prevê a criação de um cadastro com o nome de todas as pessoas já condenadas por violência contra a mulher, com a sentença transitada em julgado, ou seja, que não haja mais possibilidade de recursos contra a decisão. Relatado pela senadora Augusta Brito (PT-CE), o CNVM irá incorporar informações mantidas pelos bancos de dados dos órgãos de segurança pública federais e estaduais.
De acordo com o texto, o cadastro vai abranger informações sobre pessoas que tenham cometido os seguintes crimes: feminicídio; estupro, inclusive de vulnerável; assédio e importunação sexual; lesão corporal; perseguição; violência psicológica; violação sexual mediante fraude; registro não autorizado da intimidade sexual.
O gerenciamento do cadastro ficará sob responsabilidade do Poder Executivo. Além disso, o cadastro também deve ser periodicamente atualizado e permanecer disponível até o término do cumprimento da pena ou pelo prazo de três anos, se a pena for inferior a esse período.
A proposta prevê que o cadastro nacional contenha as seguintes informações sobre pessoas que cometeram crimes contra as mulheres:
• Nome completo do agressor;
• Documentos de identidade (RG e CPF);
• Filiação;
• Identificação biométrica complementada por fotografia de frente;
• Impressões digitais;
• Endereço residencial; e
• Crime cometido contra a mulher.
A autora do projeto, deputada Sylvie Alves, acompanhou a votação no Senado, e disse que a aprovação unânime da criação do Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher mostra o compromisso do Congresso em criar uma uma medida que pode levar agressores a “pensar e repensar se vão cometer esse tipo de atrocidade como tem acontecido atualmente”.
“Estamos falando de um projeto que vai mudar a realidade do Brasil nos casos de violência contra a mulher, contra o estupro e qualquer outro tipo de violência”, disse a deputada.
“Temos muitas leis que nos protegem, mas infelizmente, elas não têm sido inibidoras dessa violência é crescente no Brasil”, completou.
Silvye Alves destacou ainda que o Brasil é “o quinto país do planeta que mais mata mulheres” e que essa estatística só vai, “infelizmente”, ser barrada se houver uma “atitude drástica”.
Uma mulher foi encontrada morta na manhã deste domingo (26) em uma residência na região de Lagoa do Rancho, em Gavião, na Bacia do Jacuípe. Até o início da manhã desta segunda-feira (26) não havia informações sobre a prisão do suspeito, que era companheiro da vítima.
Segundo o Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias, a vítima foi identificada como Raimunda da Silva Anacleto. Informações preliminares relatam que ele o companheiro, conhecido como “Pepa”, foram vistos no último sábado (25) consumindo bebida alcoólica antes de seguirem para o imóvel onde o corpo foi encontrado.
O imóvel pertence a familiares ligados ao suspeito e não era a residência do casal, que vivia em Capela do Alto Alegre, na mesma região. Na manhã deste domingo, moradores perceberam a presença de um corpo dentro da casa e informaram familiares da vítima.
Parentes se deslocaram até o local, confirmaram a morte e acionaram a polícia. Os relatos indicam que a vítima apresentava sinais de violência, o que levanta a suspeita de feminicídio.
O corpo foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Jacobina, no Piemonte da Diamantina, onde deve passar por exames no Instituto Médico Legal (IML) para determinação da causa da morte. A vítima deixa dois filhos de outro relacionamento. O caso é investigado como feminicídio.
De forma simbólica, foi aprovado pela Câmara dos Deputados, na sessão desta quarta-feira (15), o projeto que endurece a punição para presos condenados por violência doméstica que ameaçarem ou voltarem a agredir a vítima durante o cumprimento da pena. O projeto, que foi chamado de Lei Barbara Penna, segue agora para sanção presidencial.
A proposta, o PL 2083/2022, é de autoria da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), e foi inspirada no caso de Bárbara Penna, que em 2013, na cidade de Porto Alegre, foi atacada pelo ex-companheiro, que ateou fogo nela e no apartamento em que morava e a lançou pela janela do terceiro andar. Bárbara sobreviveu à tentativa de feminicídio, mas o incêndio matou seus dois filhos, ainda crianças.
O agressor foi condenado a 28 anos de prisão, mas mesmo depois de preso, ele continuou a ameaçar sua ex-companheira. Na justificativa da proposição, Soraya Thronicke destacou que Barbara Penna atualmente vive com medo, já que seu agressor obteve êxito na progressão de regime e está fora do presídio, e ainda mora na mesma cidade.
Depois de tudo que passou, Barbara Penna se tornou uma ativista pela proteção das mulheres. Barbara possui mais de 600 mil seguidores, e se tornou uma referência nacional no combate à violência doméstica e na formulação de propostas junto com o Legislativo para garantir maior proteção às mulheres brasileiras.
O texto do PL que agora vai à sanção altera a Lei de Execução Penal para considerar falta grave a aproximação do preso da vítima ou de seus familiares em descumprimento de medidas protetivas. Nesses casos, o condenado poderá sofrer regressão de regime, perda de dias remidos e reinício do prazo para progressão.
Atualmente, o descumprimento dessas medidas já é crime, com pena de 2 a 5 anos de reclusão, mas depende de novo processo judicial. A mudança permite resposta mais imediata no âmbito da execução penal.
Além disso, o projeto prevê a aplicação do RDD nesses casos. O regime disciplinar diferenciado, com duração máxima de dois anos, impõe isolamento em cela individual, restrições a visitas e ao banho de sol, além de monitoramento de comunicações.
O projeto também altera a Lei de Crimes de Tortura para incluir como tortura a submissão reiterada da mulher a sofrimento físico ou mental no contexto de violência doméstica, ampliando a responsabilização dos agressores.
"Essa aprovação representa mais do que um avanço legislativo; é um passo essencial para transformar a realidade de milhares de mulheres no Brasil. Com essa decisão, o Congresso reafirma seu compromisso com a justiça, a sociedade se fortalece e o país caminha rumo a um futuro mais seguro e digno para todas", afirmou Barbara Penna em suas redes sociais quando o projeto foi aprovado no Senado.
Um levantamento do Bahia Notícias (BN), que analisou a distribuição dos casos de feminicídio nos mais de 417 municípios baianos, mostra que o interior do estado concentra a maior parte das ocorrências. Mesmo com a redução no número de casos em 2025 na comparação com 2024, a Bahia segue registrando um volume elevado de mortes motivadas por questões de gênero.
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ-SP), encaminhados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), indicam que 102 mulheres foram mortas em 2025. Desse total, 11 casos ocorreram em Salvador, enquanto 91 foram registrados no interior. Confira em números:
Quando considerada a série histórica entre 2017 até fevereiro de 2026, já são 907 casos registrados. Desses, 136 ocorreram na capital baiana. Na prática, isso significa que cerca de 85% dos feminicídios no estado acontecem fora de Salvador.
O mesmo padrão estatístico se repete nas tentativas de feminicídio. Nos últimos quatro anos, foram contabilizadas 912 ocorrências, sendo 107 na capital. Ou seja, aproximadamente 88% dos casos também se concentram no interior. Veja abaixo:
Entre os municípios com maior número de registros estão Lauro de Freitas, Juazeiro, Feira de Santana e Ilhéus. Confira no mapa da violência em 2025 do BN:
Embora parte das cidades não registre ocorrências, o cenário geral permanece preocupante, especialmente quando consideradas também as tentativas de feminicídio. Confira agora um mapa com a série histórica de feminicídios e tentativas de assassinatos.
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VIOLÊNCIA DENTRO DE CASA
Esse padrão não é isolado. Nove em cada dez vítimas de feminicídio estavam inseridas nesse contexto, segundo relatório da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), publicado em 2026.
Cerca de 85% dos crimes ocorreram dentro do domicílio das vítimas, indicando o ambiente doméstico como principal cenário da violência letal contra mulheres. A análise também é reforçada por especialistas.
Sede do centro de pesquisa da temática | Foto: Reprodução / Ufba / Redes Sociais
Ao Bahia Notícias, a advogada e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia (PPGNEIM/Ufba), Flávia Gomes Nogueira, explica que o feminicídio deve ser compreendido para além de casos isolados.
“Observa-se que a maioria dos feminicídios ocorre no âmbito privado, frequentemente praticados por companheiros ou ex-companheiros, o que revela relações marcadas pelo controle e pela dominação dos corpos e das vidas das mulheres”, explica Flávia Nogueira.
Na linha de frente das investigações, a delegada Lígia Nunes de Sá explica com sua experiência no atendimento a casos de violência contra a mulher em municípios do interior baiano, diante da dificuldade de atuação em casos nos quais as vítimas não formalizam denúncias.
“Combater o feminicídio é um desafio constante. Em alguns casos, eu consigo atuar e em outros não. Como nos crimes de lesão corporal, mesmo sabendo que ocorreu o crime, a vítima esconde ou dá outra informação sobre a lesão como: ‘foi uma queda’ ou ‘esbarrei com a porta’. Ela dá uma informação que não condiz com a verdade, já vi muitos casos dessa forma", detalha.
Segundo a delegada, essa proteção nem sempre ocorre apenas por medo, mas também por fatores emocionais e financeiros. “O que mais acontecia era que chegavam a mim e falavam: ‘Doutora, eu não quero que ele seja preso’ ou ‘Estou sofrendo a violência, quero que ele me deixe em paz’ ou ‘Quero que ele saia de casa!", revela Lígia.
Na prática, há um desafio recorrente. As vítimas nos casos de violência doméstica sofreram abusos físicos e psicológicos, e, em um cenário de vulnerabilidade, os policiais precisam explicar que há uma diferença entre um parceiro e um agressor. Ainda assim, muitas mulheres desistem dos procedimentos legais por dependência, seja emocional ou financeira.
"Essa confusão entre a pessoa querida, seja o marido ou pai dos filhos, e um agressor. A mulher se vê em um impasse, ela não quer a investigação. Tem o receio ou medo com a dependência emocional muitas vezes”, explica.
Com nove anos de atuação em cidades como Juazeiro e Paulo Afonso, Lígia Nunes destaca a necessidade de ampliar ações de conscientização e educação como forma de prevenção.
“Muitas vezes recebemos uma denúncia de crimes como lesão corporal e constatamos o crime, mas a vítima não denuncia. Ou quando chegava na unidade, falava ‘Eu não quero que ele seja preso’, ‘Eu quero seguir com minha vida’, podendo ser o medo ou a forte dependência financeira, afinal o agressor cuidava da casa”, conta a delegada.
OS DESAFIOS DO INTERIOR
Embora os dados apontem para uma concentração no interior, o problema se manifesta em diferentes regiões do estado e em diferentes condições financeiras das vítimas.
“De fato, os dados confirmam essa realidade do dia a dia, a maioria dos feminicídios na Bahia ocorre no interior do Estado. Há maior dificuldade de acesso aos serviços de proteção e apoio, como a delegacia especializada, como centro de referência mulher, como casa-abrigo. Então a distância e essa menor oferta na infraestrutura dificultam sim a denúncia”, defende a delegada Juliana Fontes.
Em entrevista ao Bahia Notícias, a atual diretora do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) esclarece que a vida de mulher tem peso social após uma denúncia. Um peso pela pressão da comunidade e família, sobretudo naquelas pequenas cidades.
“O que a gente vê muito também é que em comunidades menores pode haver uma pressão social mais forte, porque a mulher, a sociedade cobra naquele lugar pequeno que a mulher mantenha, que ela continue vivendo naquele relacionamento abusivo. Então há um certo silenciamento em torno da violência doméstica”, esclarece Juliana Fontes.
VIDAS PERDIDAS
Os números ajudam a dimensionar a magnitude do problema, mas não se resumem a estatísticas. Ao longo do último ano, diversos casos ganharam repercussão tanto no interior quanto na capital. Em 2025, o estado registrou 255 tentativas de feminicídio. Apenas em fevereiro de 2026, já foram contabilizadas 26 ocorrências.
Por trás desses dados estão histórias como a de Leidimar Oliveira Guimarães, moradora de Palmas de Monte Alto, no sudoeste baiano. Ela foi até uma cidade vizinha cobrar do ex-marido o pagamento da pensão alimentícia. Após desaparecer, seu corpo foi encontrado na residência do ex-companheiro.
Outro caso é o de Sashira Camilly, que foi chamada pelo ex-namorado para uma lanchonete, na região de Vitória da Conquista. No local, uma substância foi colocada em sua bebida. Após ser dopada, ela foi esfaqueada e o corpo levado para outra cidade.
Na região sisaleira, em Santaluz, Maria da Penha foi encontrada inconsciente, com marcas de agressão no tórax. O suspeito principal, ex-companheiro desapareceu durante as investigações.
Em Feira de Santana, no bairro Asa Branca, policiais atenderam uma ocorrência após moradores agredirem, a pauladas, o companheiro de Maria Aparecida Conceição Santos, de 47 anos. Segundo relato do filho do casal, o homem teria atirado contra a vítima após uma discussão.
Também em Feira, a jovem Franci Evelyn Carmen Vitória de Jesus, de 19 anos, foi morta com um disparo de arma de fogo no rosto. Na ocasião, a vítima havia saído para encontrar o namorado sendo encontrada dias depois, sem vida.
Testemunhas relataram que a Franci de Jesus sofria ameaças constantes e vivia um relacionamento abusivo, havendo ainda suspeita de cárcere privado antes do crime.
Apesar das diferenças entre os casos, eles revelam um padrão recorrente: mulheres assassinadas em contextos de relações afetivas marcadas por violência, controle e, frequentemente, pela não aceitação do fim do relacionamento.
“A compreensão do feminicídio na contemporaneidade exige um olhar interdisciplinar. O feminicídio, nesse sentido, não é um evento isolado, mas o desfecho de um contínuo de violências, decorrente de uma naturalização de comportamentos que estruturam nossa sociedade", explica a pesquisadora Flávia Nogueira.
NÃO É FÁCIL
Em casos de violência doméstica ou abuso, é fundamental buscar ajuda para interromper o ciclo de violência. Denúncias podem ser feitas de forma anônima, pela Central de Atendimento à Mulher, ou por meio de registro em uma delegacia.
Imagens da Deam de Jequié e de um Neam na Bahia | Fotos: Reprodução / Haeckel Dias / Alberto Maraux
Ambas as delegadas salientam que, apesar das dificuldades, as 15 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) do estado e todos os 18 Núcleos Especializados de Atendimento à Mulher (Neam) seguem de portas abertas para atender e ajudar essas mulheres, sem julgamento, mas com atenção e respeito.
“A nossa função, ela é muito mais do que. Reprimir do que ter uma resposta dos inquéritos, dos crimes, da apuração de crimes, de repressão, mas é também uma atividade de prevenção, para que a violência não chegue a acontecer, para que nós possamos atuar antes mesmo que o crime chegue a uma delegacia de polícia”, sustenta Lígia Nunes.
A ampliação das denúncias e das ações de prevenção segue sendo essencial para enfrentar o problema e reduzir os índices de violência contra mulheres na Bahia.
“Muitas não se sentem prontas. Não se pode viver com medo, não se pode viver com violência. Vai acabar gerando o feminicídio, é um rompante na vida. O que falo é: vocês não estão sozinhas, merecem viver sem medo. A violência não é normal, não é culpa da mulher. Busque apoio, amigo, familiar, vizinho", alerta Juliana Fontes.
Interromper o ciclo de violência é essencial para salvar vidas." É importante conversar com um profissional, procure ajuda, não hesite em procurar ajuda. A gente aqui quer que a vida sem violência é o direito de todas nós”, completa.
Denúncias podem ser feitas de forma anônima e gratuita:
- Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180 ou 181
- Polícia Militar: Ligue 190
- Delegacias Territoriais e Especializadas (Deam) ou Núcleos de Atendimento (Neam)
O policial penal Thiago Sóstenes Miranda de Matos, de 35 anos, foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público de Sergipe (MP-SE), acusado de matar Flávia Barros dos Santos, de 38 anos, em um hotel de Aracaju (SE).

Flávia Barros também estudava Direito / Foto: Reprodução / Redes Sociais
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (9) pelo advogado da família da vítima, Lincoln Prudente Rocha, durante entrevista ao SE1. O acusado era diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, no Norte baiano, do qual foi exonerado. A vítima também morava na cidade baiana onde atuava como empresária e cursava direito. O inquérito conduzido pela Polícia Civil sergipana já havia indiciado o policial penal por feminicídio.
O caso ocorreu no dia último dia 22 de março quando Flávia Barros foi encontrada morta com marcas de tiros em um hotel localizado na Zona Sul da capital sergipana. Depois, Thiago teria atirado contra si próprio.
Ele foi socorrido, hospitalizado e, após receber alta médica, foi encaminhado ao Presídio Militar de Sergipe (Presmil), onde permanece custodiado à disposição da Justiça.
O juiz Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador, determinou a suspensão do andamento da ação penal contra Ramon Esteves Baraúna, réu acusado de homicídio qualificado, contra a ex-namorada por não aceitar o término. Com a instauração do incidente, o processo ficará suspenso, incluindo a sessão de julgamento que estava designada para esta sexta-feira (10).
De acordo com o documento, a qual o Bahia Notícias teve acesso, o júri foi adiado para instauração de incidente de insanidade mental. A decisão, assinada no último dia 7 de abril de 2026, atende a pedido da Defensoria Pública, que alega que o acusado é portador de esquizofrenia há mais de dez anos, com acompanhamento comprovado por relatórios médicos do serviço especializado CAPS.
O magistrado destacou que o incidente deve ser instaurado sempre que houver dúvida sobre a saúde mental do réu, tanto no momento do crime quanto na atualidade. O juiz entendeu ser necessária a perícia oficial para aclarar a higidez mental de Baraúna, diante dos documentos acostados aos autos, que indicam histórico de transtorno psicótico. O Ministério Público se manifestou favoravelmente ao pedido e apresentou quesitos para o exame.
A Defensora Pública que subscreveu o pedido foi nomeada curadora do denunciado. A defesa terá prazo de cinco dias para, querendo, oferecer seus próprios quesitos. Em seguida, o Departamento de Polícia Técnica deverá ser oficiado para realizar o exame de sanidade mental.
RELEMBRE O CASO
Um ex-policial militar foi acusado de tentativa de homicídio contra a ex-namorada Jéssica Reis Ramos, em 9 de junho de 2012. O réu, Ramón Baraúna, também é acusado pela morte de um rapaz identificado como Jaime, que estava no local e não sobreviveu.
De acordo com a denúncia e o relato do advogado da vítima, Alexandre Dortas Sobrinho, o réu não aceitava o fim do relacionamento com Jéssica. Na noite do crime, ele teria levado a vítima para uma área escura atrás de um hotel em Ondina e desferido um tiro na cabeça da mulher.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) vai julgar nesta sexta-feira (10) um ex-policial militar acusado de tentativa de homicídio contra a ex-namorada Jéssica Reis Ramos, crime ocorrido em 9 de junho de 2012. O réu, que à época era policial militar, também é acusado pela morte de um rapaz identificado como Jaime, que estava no local e não sobreviveu.
De acordo com a denúncia e o relato do advogado da vítima, Alexandre Dortas Sobrinho, o réu não aceitava o fim do relacionamento com Jéssica. Na noite do crime, ele teria levado a vítima para uma área escura atrás de um hotel em Ondina e desferido um tiro na cabeça da mulher.
Ao perceber a presença de outra pessoa, identificada como Jaime, o ex-policial também teria atirado contra ele, causando a morte do homem no local. A versão inicialmente apresentada pelo réu, segundo a acusação, era de que se tratava de uma tentativa de assalto frustrada, o que é contestado pela família da vítima e pelo Ministério Público.
A mãe de Jéssica, dona Cristina, concedeu um depoimento detalhado ao Bahia Notícias, sobre os acontecimentos que antecederam o crime. Segundo ela, o namoro entre o réu e sua filha começou quando Jéssica era menor, sem o conhecimento ou consentimento da família.
"Ela namorava com ele há seis anos e foi um namoro que eu não aceitei desde o começo. Eles começaram a namorar sem eu saber, sem o meu consentimento", relatou. Quando tomou conhecimento, dona Cristina disse ter sido contrária à relação: "Quando chegou ao meu conhecimento, que ele veio falar comigo, eu falei não. Porque eu conhecia ele, a nossa convivência foi de crescimento no mesmo bairro, e não era do meu perfil, do meu estilo, para namorar ela."
A mãe conta que cedeu após um conselho de uma pessoa próxima: "A pessoa que eu estava convivendo falou comigo: 'como é que você deixa ele namorar? Porque se você está dizendo não, eles vão continuar, eles não vão parar. E aí, que aconteça qualquer coisa, ele vai ser o responsável'." Dona Cristina afirma que nunca aceitou o namoro de coração aberto: "Tudo bem, eu deixei, mas sabe, de coração fechado. E aí foi o namoro, um namoro conturbado, eu nunca aceitando, sempre dizendo a ela que terminasse."
Sobre o comportamento do réu durante o relacionamento, a mãe descreveu um quadro de controle e ciúmes excessivos: "Ele era impulsivo. Ele tinha ela assim como um objeto dele, uma coisa dele que era dele. Ele queria mandar nela, não queria que ela tivesse amigo nenhum, nem amiga, proibindo ela de sair pros lugares. Sempre ali em cima dela, dando marcação." Ela relata que os amigos de Jéssica foram se afastando "por causa da violência dele, que todo jeito dele era atirando, voltando o revólver na cara dos outros."
A mãe também mencionou que o réu, por ser policial, frequentemente portava armas: "Ele era policial e só chegava lá com duas armas, e eu não queria isso dentro da minha casa. Foi tanto que ela ficava mais lá na casa dele, que era perto lá de casa."
Segundo o depoimento da mãe, Jéssica já havia terminado o namoro na época do crime: "Quando aconteceu isso no dia 9 de junho de 2012, eles já tinham terminado. E ele vinha insistindo em voltar a esse namoro." No dia do fato, o réu teria ligado chamando Jéssica para sair, mas ela recusou, dizendo "que não tinha mais nada pra conversar com ele, que não adiantava, que não ia ter volta". A vítima se arrumava para ir ao aniversário de um amigo.
Dona Cristina relatou que, momentos antes do crime, o réu conversava com seu irmão e estava armado. O irmão teria subido e perguntado a Jéssica se ela iria reatar o namoro, ao que ela respondeu que não. Segundo a mãe, o irmão relatou que o réu "estava muito descontrolado, muito nervoso, tava com arma na mão e disse que era pra falar com ela porque ele não ia se responsabilizar pelo que ele ia fazer".
A mãe afirmou que, nos dias anteriores ao crime, o réu foi até sua casa em pelo menos duas ocasiões. "Eu já tava deitada e ele batendo na porta com violência forte. Aí eu abri a janela, era ele. Eu falei: 'o que é, rapaz? O que é isso?' Aí ele: 'ah, eu vim aqui falar com a senhora que eu não vou me responsabilizar pelo que eu vou fazer, pelo que vier acontecer'." No dia seguinte, segundo ela, ele voltou e disse a mesma coisa.
Sobre a dinâmica do crime, a mãe relatou o que soube posteriormente: o réu chamou Jéssica para conversar e ela foi com medo de que ele fosse até sua casa. Segundo a mãe da vítima ele "puxou ela, jogou dentro do carro e arrastou o carro em alta velocidade". O advogado da vítima complementa que o local do disparo foi na praia atrás de um hotel em Ondina, em meio à escuridão.
Após o crime, Jéssica foi internada em estado grave. A mãe relata que o réu tentou entrar na UTI por três vezes para, segundo sua convicção, "terminar o que ele começou": "Ele tentou por três vezes entrar na UTI, tentou por três vezes contra a vida dela, só não fez nada porque eu estava lá. Eu cheguei antes dele. Ele entrando escondido pela emergência, os amigos dele botaram ele pra dentro, porque pela portaria ele não podia passar."
A família também relatou perseguições após o crime. A mãe conta que precisou se mudar por orientação da delegada responsável pelo caso, mas mesmo assim sofreu intimidações. Medidas protetivas foram solicitadas, mas a mãe afirma que ele não as respeitava, aproximando-se a menos de 500 metros da residência.
O advogado da vítima informou que o réu chegou a ser preso, mas obteve alvará de soltura expedido pelo Tribunal de Justiça da Bahia. Ainda segundo ele, o réu 'perdeu a farda' em processo administrativo que já transitou em julgado. O advogado também afirmou que o réu nunca respeitou a medida protetiva, e que atualmente a vítima mora em outra cidade em razão da perseguição.
Sobre o estado de saúde atual de Jéssica, o advogado informou que ela é completamente cega de um olho e tem menos de 2% da visão no outro. A bala não foi retirada do cérebro, e a vítima sofre crises convulsivas. A mãe complementa: "No começo ela começou dando uma a duas crises; agora, quando ela dá, já chegou a dar 20 crises uma atrás da outra. É crise muito agressiva. Ela tem problema na coordenação motora, toma quatro medicamentos controlados fortíssimos."
Jéssica também tem problemas de fonoaudiologia e perdeu parte do crânio em decorrência das cirurgias. A mãe diz que a filha "praticamente vive dopada" até o efeito dos remédios passar, e que precisa ser segurada para não cair. A família vive do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) recebido por Jéssica em razão de sua incapacidade laboral, adquirida pela bala alojada na cabeça.
O advogado Alexandre Dortas Sobrinho esclareceu que, na época dos fatos, o crime de feminicídio não existia no Código Penal brasileiro, tendo sido instituído posteriormente pela Lei 13.104/2015. Por isso, o réu responde por tentativa de homicídio e pelo homicídio consumado do rapaz Jaime. O tribunal do júri está marcado para esta sexta-feira, 10 de abril.
Ao ser perguntada sobre o que espera do julgamento, dona Cristina respondeu: "Não é nem por vingança, é justiça. Porque eu acho injusto o que ele fez com minha filha e como ele já fazia com outras. Essas outras não tiveram coragem de relatar, de procurar o bem-estar delas, mas a minha filha eu procurei."
Ela afirmou ter sido ameaçada para que parasse de levar o caso adiante, mas disse que não parou. "O que ele fez com a minha filha, ele detonou a vida dela. Ele não matou ela pra tirar de mim como ele queria. (...) O que eu quero, o que eu espero em Deus, que é o único que eu me apeguei esse tempo todo, é justiça para ele saber que não se faz isso nem com um animal, dirás com ser humano. E eu avisei a ele: quando não der certo o namoro de vocês, deixe ela. Deixe ela que ela vai ficar com a família dela, pronto, cada um segue seu caminho. Mas ele criou uma obsessão, ele se achava o dono dela, que ele era o dono e tinha que fazer o que ele queria."
Uma ação integrada entre as Polícias Civis da Bahia e de Minas Gerais prendeu um homem investigado pelo crime de feminicídio, na terça-feira (31), no município mineiro de Serra do Salitre. O suspeito cometeu o crime em setembro de 2025, no bairro do IAPI, em Salvador, quando efetuou disparos de arma de fogo contra sua companheira, identificada como Carolina Vitória Pereira Bittencourt, de 24 anos.
O caso foi investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS), que, a partir de diligências investigativas e da análise técnica dos elementos probatórios, confirmou a tipificação do crime como feminicídio, resultando na identificação do investigado.
No curso das ações de inteligência do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foi possível determinar a localização do suspeito, que estava escondido no estado de Minas Gerais.
A partir das informações, foi estabelecida integração entre a PCBA e a 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Patrocínio (2ª DRPC), que efetuou a prisão do suspeito em uma residência no bairro Vila Verde, em Serra do Salitre. Um mandado de prisão preventiva foi cumprido em seu desfavor, sendo ele encaminhado a uma unidade policial, onde permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário.
Uma reportagem exibida neste domingo (29) apresentou novos elementos sobre o assassinato da empresária Flávia Barros dos Santos, de 38 anos. O crime ocorreu em Aracaju (SE) no último dia 22 de março.
Segundo o Domingo Espetacular, da Record, o primeiro contato entre a vítima e o suspeito, o policial penal Tiago Miranda de Matos, de 37 anos, teria ocorrido durante uma palestra do acusado sofre feminicídio. O fato aconteceu na faculdade onde Flávia Barros estudava em Paulo Afonso, no Norte baiano.

Flávia Barros / Foto: Reprodução / Redes Sociais
Conforme o PA4, parceiro do Bahia Notícias, Flávia Barros foi encontrada morta com marcos de tiros em um hotel em Aracaju. Informações periciais indicam que os disparos ocorreram a curta distância, sendo alguns efetuados com a arma encostada na cabeça da vítima.
De acordo com as investigações, a empresária havia decidido encerrar a relação após episódios de ameaças. Posteriormente, após pedidos de desculpas, o casal retomou o relacionamento. Após o crime, Tiago Miranda de Matos, que ocupava o cargo de diretor do presídio regional de Paulo Afonso, foi exonerado.
Ainda segundo a polícia, ele teria tentado tirar a própria vida com um disparo na cabeça logo após o assassinato. O suspeito foi socorrido, teve alta hospitalar e foi encaminhado ao presídio militar em Aracaju, onde permanece custodiado à disposição da Justiça. Tiago era casado e não se sabe se a relação era de conhecimento da esposa.
A irmã da empresária Flávia Barros, assassinada em um quarto de hotel em Aracaju no último domingo (22), deu novos detalhes sobre o relacionamento dela com o policial penal Tiago Sóstenes, suspeito do crime.
Em entrevista ao Cidade Alerta, Cintia Barros, afirmou que o começo da relação foi pacífico, e não havia motivos para desconfiança. "Me tratava bem quando eu morava com ela, falava que queria casar com ela, ter filho com ela. Era o sonho dela formar uma família, ter uma filha. Ele prometeu isso a ela".
No entanto, depois de um tempo do namoro, o policial penal mudou o comportamento, com brincadeiras que indicavam a prática do crime. "Ele dizia 'eu vou te matar, eu vou te dar um tiro' e começava a rir. Só que a gente sempre levava na brincadeira. não imaginávamos que isso ia acontecer. Pela forma que ele tratava ela era sempre muito bem".
Cintia citou um ocorrido dias antes do crime, no dia 7 de março, véspera do Dia da Mulher. "Ele bebeu, uma coisa que não era para ter acontecido, porque ela disse que não queria cachaça. Ele começou a beber, foi no carro dele e deu tiro para cima. Ela surtou com ele, disse que não era para ter feito aquilo", o episódio motivou o término uma semana antes do aniversário dela.
Segundo a irmã da vítima, Tiago se queixava das postagens feitas por ela nas redes sociais e das coisas que ela falava. "Ele diminuia ela, cortava, não deixava concluir a fala. Eu percebi que com o tempo desse relacionamento ela perdeu o brilho dela. Com o tempo, ela não estava mais do jeito que ela era".
Apesar das questões, Cintia afirmou que o suspeito sempre dizia: "Ela era o amor da vida dele".
A irmã de Flávia ainda pontuou que Tiago conseguiu esconder detalhes do antigo casamento dele, a ponto dela não ter noção de que ele era casado. "O relacionamento deles foi uma coisa que ninguém entendia. Em nenhum momento ele chegou para a gente para dizer que era casado, que tinha um relacionamento complicado. Ela não sabia que ele era casado. Ele tratava ela muito bem".
Na última sexta, a advogada do caso do policial penal Tiago Sóstenes, investigado pela morte da empresária Flávia Barros, se defendeu nas redes sociais de ataques que vem recebendo desde que passou a integrar o time de defesa do agente. Priscila Mendes, afirmou que buscou separar a figura do profissional do crime investigado, reforçando o papel constitucional da advocacia. Segundo ela, o foco da equipe é a garantia dos direitos do cliente durante o processo legal.
Tiago passou por audiência de custódia na última quinta (26), e segue preso no Presidio Militar de Sergipe (Presmil).
Após quase duas décadas de espera por justiça, o Tribunal do Júri de Brumado condenou, nesta quinta-feira (26), Márcio dos Santos Silveira pelo assassinato de sua esposa, Genilza de Aguiar Morais. O crime ocorreu em 20 de junho de 2008, no Bairro Dr. Juracy, na mesma cidade, após a mulher ser queimada ainda viva.
Na decisão, o juiz Genivaldo Alves Guimarães determinou uma pena de 20 anos de reclusão. Embora ainda caiba recurso, o magistrado determinou o recolhimento imediato do condenado à prisão para o início do cumprimento provisório da pena.
O portal Achei Sudoeste, parceiro local do Bahia Notícias, acompanhou o julgamento na região. Segundo os mesmos, a promotoria alegou que o réu teria agido motivado por ciúmes. À época, o casal era recém-casado. Márcio ateou fogo em Genilza dentro da residência onde moravam, na Rua Valdique Pinto.
A vítima sofreu queimaduras severas em mais de 50% do corpo, atingindo áreas críticas como o rosto e o abdômen. Genilza chegou a ser transferida para uma unidade especializada em Salvador, mas não resistiu à gravidade das lesões e faleceu dias depois.
Sessão acontecendo na cidade | Foto: Lay Amorim / Achei Sudoeste
JUSTIÇA LENTA?
Ainda em novembro de 2021, Márcio chegou a ser absolvido em um primeiro julgamento, mas o Ministério Público da Bahia (MP-BA) recorreu da decisão, alegando que o veredito ignorava as provas dos autos. O Tribunal de Justiça anulou a absolvição (TJ-BA), determinando este novo júri.
“Os elementos e as provas são os mesmos de 2021. Talvez a forma de abordagem do caso tenha influenciado agora”, explicou a promotora Daniela Almeida ao Achei Sudoeste.
Os jurados desta nova sessão reconheceram a materialidade, a autoria e três qualificadoras: motivo torpe, emprego de fogo e recurso que dificultou a defesa da vítima. Com a sentença proferida, o caso marca um importante precedente para o combate ao feminicídio na Bahia.
Uma mulher, de 54 anos, foi morta a facadas na tarde desta quarta-feira (25) em Conceição do Jacuípe, no Portal do Sertão. A vítima foi identificada como Sandra Lima Alves. Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, que foi preso em flagrante.
O caso ocorreu por volta das 15h, no loteamento João Paulo II, área localizada entre as rodovias BR-101 e BR-324. Ainda segundo informações, uma guarnição da Polícia Militar da Bahia foi acionada para atender à ocorrência. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o suspeito já contido por moradores.
Sandra Lima Alves chegou a ser socorrida, juntamente com a filha, para o Hospital Municipal Antônio Carlos Magalhães, mas não resistiu aos ferimentos.
O ex-diretor do presídio de Paulo Afonso, no Norte baiano, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, de 37 anos, fará a defesa com um grupo de cinco advogadas.
?? Acusado de feminicídio, ex-diretor de presídio de Paulo Afonso terá defesa feita por escritório de mulheres
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 26, 2026
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Confira?? pic.twitter.com/rxjjdo9pF7
Tiago é acusado de feminicídio contra a empresária Flávia Barros, de 38 anos, e nesta quinta-feira (25) recebeu alta médica do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) e foi encaminhado para o presídio militar em Aracaju, onde permanece custodiado à disposição da Justiça.
Segundo a Record, as advogadas que farão a defesa do acusado foram contratadas pela esposa de Tiago. Não há informações se ela sabia da relação entre o marido e a vítima. Flávia Barros foi morta a tiros na madrugada do último domingo (22) em um hotel de Aracaju (SE).

Foto: Reprodução / PA4
Além de empresária, Barros era estudante de direito. Na última terça-feira (24), a unidade de ensino prestou homenagens a ela.
O policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, de 37 anos, recebeu alta do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) nesta quarta-feira (25). Ele é o principal suspeito do feminicídio da namorada, a empresária Flávia Barros, ocorrido no último domingo (22) em um hotel na capital sergipana.
Tiago estava internado desde o dia do crime com um ferimento por arma de fogo, após uma suposta tentativa de suicídio logo após a morte da vítima. O mesmo comandava um presidio em Paulo Afonso, agora exonerado.
Segundo informações apuradas pelo Pa4, parceiro do Bahia Notícias, o suspeito passou por um procedimento cirúrgico e permaneceu sob custódia hospitalar nos últimos dias. Até o momento, a Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP-SE) não informou se o investigado será encaminhado a uma unidade prisional ou se responderá ao processo em liberdade.
Sede do Conjunto Penal de Paulo Afonso | Foto: Reprodução / Google Maps
A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap-BA) reafirmou a confirmação a exoneração de Tiago do cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso. Em nota, a pasta informou que o servidor possuía histórico funcional regular e não respondia a processos administrativos disciplinares até o episódio em Aracaju.
RELEMBRE O CASO
Flávia Barros, de 38 anos, era empresária em Paulo Afonso, no norte da Bahia. Segundo as investigações da Polícia Civil de Sergipe, ela foi morta com a arma funcional do policial penal dentro de um quarto de hotel no bairro Coroa do Meio. O casal havia viajado para a cidade no sábado (21) para acompanhar um evento musical.
O corpo da empresária foi sepultado na última segunda-feira (23), em Canindé de São Francisco (SE), sob forte comoção. A arma utilizada no crime foi apreendida e passa por perícia. O inquérito policial segue em andamento para esclarecer a dinâmica dos fatos e formalizar a responsabilização criminal do suspeito.
Colegas da empresária e estudante de direito Flávia Barros fizeram uma homenagem nesta terça-feira (24) na faculdade [Centro Universitário UNIRIOS], em Paulo Afonso, no Norte baiano. O ato ocorreu em uma sala de aula e reuniu colegas em um momento de silêncio e reflexão.

Foto: Reprodução / PA4
Segundo o PA4, parceiro do Bahia Notícias, no encosto da cadeira que representava o lugar da estudante, uma mensagem foi afixada:
“Esta cadeira está vazia, pois uma mulher que poderia estar estudando foi vítima de feminicídio.” A frase sintetizou o impacto da perda e a interrupção de uma trajetória acadêmica. Ao redor, colegas se reuniram em silêncio, oração e abraços. O momento foi marcado por manifestações de tristeza, comoção e saudade.
Em publicação nas redes sociais, participantes da homenagem destacaram o significado do ato. “Hoje, pessoas se reuniram não apenas para prestar uma homenagem, mas para lembrar uma vida que foi interrompida de forma cruel e injusta. Em silêncio, em oração, em lágrimas e em abraços, cada pessoa presente carregava no olhar a tristeza, a revolta e a saudade”, diz o texto.
A mensagem também ressaltou a importância da preservação da memória da estudante. “A homenagem realizada hoje foi um momento de união, de respeito e de memória. Não era apenas sobre a dor da perda, mas sobre a importância de não deixar que sua história seja esquecida. Foi sobre lembrar quem ela era, a mulher que tinha sonhos, família, amigos e uma vida inteira pela frente,” acrescentou a mensagem.
Flávia Barros foi morta a tiros no último domingo (22) em um hotel localizado no bairro Coroa do Meio, em Aracaju (SE).

Foto: Reprodução / PA4
O então namorado, o agora ex-diretor do presídio de Paulo Afonso, Tiago Sóstenes Miranda de Matos é apontado como autor do crime, investigado como feminicídio. Após atirar contra a vítima, ele tentou tirar a própria vida. Tiago foi levado para um hospital, onde permanece internado nesta quarta-feira (25).
A Ouvidoria da Câmara Municipal, em parceria com a deputada federal Alice Portugal (PCdoB), vai promover uma audiência pública com o objetivo de debater o enfretamento ao feminicídio nesta quinta-feira (26), às 14h.
A audiência contará com a participação do Ministério das Mulheres e instituições do sistema de Justiça, secretarias, serviços da rede de atendimento e movimentos sociais. Na ocasião, um estudo ampliado sobre o fenômeno feminicídio será apresentado pela professora Greice Menezes, médica e pesquisadora do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA.
O objetivo do debate, promovido também pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB), é firmar compromissos coletivos para o enfrentamento ao feminicídio na cidade, em diálogo com a agenda nacional lançada pelo governo federal e com as mobilizações dos movimentos de mulheres, como a articulação Mulheres Vivas e o Levante Feminista contra o Feminicídio.
Só em 2025, no Brasil, 1248 mulheres foram mortas por seus atuais ou ex-companheiros. Dessas, 108 na Bahia, 11 em Salvador. Um cenário classificado pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB) como "estarrecedor e inadmissível".
Na sessão plenária desta terça-feira (24), foi aprovado por 67 votos o PL 896/2023, que criminaliza a misoginia, que é a manifestação de ódio contra as mulheres. O projeto segue agora para ser apreciado pela Câmara dos Deputados.
A proposta foi apresentada pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), e altera a Lei do Racismo para incluir crimes motivados por misoginia entre aqueles punidos por discriminação ou preconceito, incluindo casos de injúria ou incitação a crimes contra mulheres. De acordo com o texto, serão punidas de forma incisiva manifestações de ódio contra mulheres.
O projeto já havia sido aprovado nas Comissões de Direitos Humanos (CDH) e de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em caráter terminativo, mas retornou aos colegiados para análise de recurso apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) em Plenário.
Além de Girão, outros dez senadores de partidos de direita, entre eles o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), assinaram o recurso afirmando que o projeto poderia ferir a liberdade de expressão. Como destacou a senadora Ana Paula Lobato durante a discussão do projeto, somente senadores homens assinaram o recurso que levou a matéria a ter que tramitar novamente nas comissões.
Com a retomada da discussão do projeto na CDH, a senadora Augusta Brito (PT-CE) acolheu a sugestão para que misoginia seja definida como “a conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino”. A relatora destacou que a caracterização penal combaterá condutas misóginas que, como o racismo, afetam toda uma coletividade e têm sido cada vez mais visíveis, sobretudo nas redes sociais.
Tanto nas comissões quanto no plenário, foram rejeitadas emendas apresentadas pelos senadores de direita. A relatora no plenário, Soraya Thronicke (Podemos-MS), manteve a rejeição da emendas que, segundo ela, poderiam restringir o conceito de misoginia, tais como:
- excluir manifestações artísticas, científicas, jornalísticas, acadêmicas ou religiosas do alcance da lei;
- exigir prova de que o autor agiu deliberadamente com ódio ou aversão às mulheres para que o crime ficasse configurado.
Para a relatora, as mudanças enfraqueceriam a norma e dificultariam a responsabilização do agressor. A relatora apresentou ainda emenda de redação para incluir a expressão “condição de mulher” entre os critérios de interpretação da lei, ao lado de cor, etnia, religião e procedência, assegurando, segundo ela, coerência e precisão ao texto normativo.
Diversas senadoras protestaram contra a intenção de representantes de partidos de direita de adiar mais uma vez a votação (o projeto tinha entrado em pauta na semana passada e foi retirado). A crítica ao adiamento foi feita também nesta terça pela primeira dama Janja.
A primeira dama, em postagem nas suas redes sociais, fez um apelo pela votação do projeto, e destacou a parte que mais causou polêmica no texto, que é a inserir a prática da misoginia entre os crimes contidos na Lei do Racismo, com pena mínima de dois anos de prisão para a injúria e de um ano para a discriminação ou incitação à misoginia.
“Enquanto a votação é adiada, a misoginia segue sendo incentivada e propagada pela cultura red pill, principalmente nas redes sociais, com conteúdos que incentivam o ódio, o silenciamento, a violência e a morte de mulheres em nosso país. Cada dia de atraso na sua votação é mais um dia em que nós, mulheres, seguimos desprotegidas e expostas à violência”, disse Janja.
“Até quando a dignidade das mulheres será colocada em segundo plano? Não há mais espaço para adiamento ou omissão! Votar pela aprovação desse projeto é afirmar que o Brasil não aceita o ódio e a violência contra mulheres. Pela vida de todas nós, a misoginia precisa ser criminalizada!”, completou a primeira dama.
Após a votação do texto-base do projeto, foi avaliada uma emenda do senador Carlos Portinho (PL-RJ) que buscava estabelecer no projeto o fortalecimento da garantia de direitos fundamentais e liberdades protegidas pela Constituição. O senador disse que era preciso dar proteção a direitos como a liberdade de expressão e liberdade religiosa, que, segundo ele, estariam sendo desrespeitadas pelo “ativismo judicial”.
Além dos homens, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também defendeu a aprovação da emenda. A senadora manifestou apreensão com o risco de a aprovação do projeto comprometer a liberdade de expressão e a liberdade religiosa, direitos assegurados pela Constituição.
Damares Alves recordou um episódio ocorrido em 2019, quando era ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos. Durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados, ela declarou: "Na minha Bíblia, está escrito que a mulher tem que se submeter aos cuidados do marido, mas o marido tem que protegê-la com a sua vida." Essa fala, segundo ela, foi interpretada como misógina, resultando em uma ação contra a União, com perda em primeira instância e indenização de R$ 5 milhões.
"Aquilo que eu disse poderia me colocar na prisão hoje por causa daquela fala", afirmou a senadora, enfatizando a necessidade de análise cuidadosa do texto para preservar as liberdades constitucionais.
A emenda do senador Carlos Portinho defendida também por Damares Alves e outros parlamentares foi rejeitada pela maioria no plenário.
O diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, no Norte baiano, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, suspeito de matar a namorada, havia iniciado o relacionamento há cerca de uma semana, informou o g1. O crime ocorreu neste domingo (22), em um hotel em Aracaju, capital de Sergipe (SE). A vítima, Flávia Barros, de 38 anos, era empresária e residia em Paulo Afonso.
O casal havia viajado junto para Aracaju, onde participou de um show do cantor Rey Vaqueiro na noite do último sábado (21).

Flávia Barros era empresáia em Paulo Afonso / Foto: Reprodução / PA4
Segundo informações de amigas da vítima, os dois se conheciam desde novembro do ano passado, mas o pedido formal de namoro foi feito por Tiago no dia 15 de março, data em que Flávia comemorou o aniversário. O crime aconteceu dentro de um quarto de hotel. Após efetuar disparos contra Flávia, Tiago tentou tirar a própria vida. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), onde permanece em estado grave.
O corpo de Flávia Barros começou a ser velado ainda na noite deste domingo. O sepultamento está previsto para ocorrer nesta segunda-feira (23), às 16h, em um cemitério de Canindé de São Francisco, em Sergipe.

Foto: Reprodução / PA4
Tiago Sóstenes Miranda de Matos é policial penal e bacharel em Direito. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap-BA), ele não responde a processos administrativos disciplinares.
Em nota, a pasta informou ainda que o servidor tinha histórico funcional considerado regular e vinha exercendo funções de gestão sem registros de condutas incompatíveis com o cargo ou indícios de instabilidade emocional.
O corpo da empresária Flávia Barros, de 38 anos, chegou a Paulo Afonso, no Norte baiano, na madrugada desta segunda-feira (23) e começou a ser velado em um ginásio do município. Barros foi encontrada morta com marcas de tiros neste domingo (22) em um hotel localizado em Aracaju (SE).

Flávia Barros tinha 38 anos / Foto: Reprodução / PA4
O acusado é o diretor do presídio de Paulo Afonso, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, de 37 anos, que tentou tirar a própria vida em seguida.
Segundo o PA4, parceiro do Bahia Notícias, após o velório, o corpo deve ser encaminhado ao município de Canindé de São Francisco, em Sergipe, onde será realizado o sepultamento. Flávia Barros residia em Paulo Afonso e atuava como empresária no setor de soluções financeiras, com foco na quitação de dívidas.

Diretor de presídio segue internado / Foto: Reprodução / PA4
Paralelo à atividade profissional, ela cursava o quarto período de Direito no Centro Universitário UniRios, instituição que manifestou pesar pela morte. Nas redes sociais, a empresária compartilhava registros de viagens, atividades físicas e momentos com amigos e familiares.
Em publicação feita no dia 15 de março, data em que completou 38 anos, escreveu mensagem de agradecimento pela vida. De acordo com informações da Polícia Militar de Sergipe, a principal linha de investigação aponta que o homem teria cometido o feminicídio e, em seguida, atentado contra a própria vida. Ele permanece internado em estado grave no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).
Tiago Sóstenes é policial penal, bacharel em Direito e ocupa o cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso. Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) informou que o servidor não responde a processo administrativo e tinha histórico funcional considerado regular.
A secretaria também declarou que acompanha o caso por meio da Corregedoria, repudiou qualquer forma de violência contra a mulher e informou o envio de representantes a Aracaju para monitorar o andamento da ocorrência. Antes do crime, o casal havia viajado à capital sergipana e participou de um show na noite do sábado (21).
Registros publicados nas redes sociais indicam que a empresária compartilhou imagens poucas horas antes do ocorrido. A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil de Sergipe.
Um caso tratado como suspeita de feminicídio foi registrado na manhã deste domingo (22), em um hotel localizado no bairro Coroa do Meio, em Aracaju (SE).
Segundo o PA4, parceiro do Bahia Notícias, a vítima foi identificada como Flávia Barros, uma empresária de Paulo Afonso, no Norte baiano. O principal suspeito do crime é Tiago Sóstenes Miranda de Matos, atual diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, que tentou tirar a própria vida depois.

Foto: Reprodução / PA4
De acordo com informações preliminares, policiais militares foram acionados por volta das 5h20 após relatos de disparos de arma de fogo no local. Ao chegarem no lugar indicado, os agentes encontraram a porta do quarto arrombada e duas pessoas feridas sobre a cama.
Uma ambulância do Samu foi acionada e constatou o óbito da mulher ainda no local. A análise inicial das autoridades aponta para um possível caso de feminicídio, além de indícios de tentativa de suicídio por parte do suspeito.
Tiago Sóstenes foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), onde permanece internado na ala vermelha, setor destinado a pacientes em estado grave. Até o início da tarde deste domingo, não havia mais informações sobre o estado de saúde dele.
Durante a ocorrência, uma pistola calibre .40 foi apreendida. As circunstâncias do crime seguem em apuração. A Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (Seap-BA) ainda não se manifestou sobre o ocorrido.
Uma mulher, de 42 anos, foi morta a tiros na última quarta-feira (18) em Guanambi, no Sertão Produtivo, Sudoeste da Bahia, após cobrar a pensão alimentícia dos filhos ao ex-companheiro. O suspeito do crime tirou a própria vida depois.
Segundo o Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, informações relataram que a vítima, identificada como Leidimar Oliveira Guimarães, tinha saído de Palmas de Monte Alto, na mesma região, onde residia, para se encontrar com o ex-marido, Flávio Jr. de Souza, em Guanambi.
Familiares acionaram a polícia por volta das 23h, após perceberem que Leidimar não havia retornado para casa. Ao chegarem ao imóvel do suspeito, os policiais encontraram os dois corpos. A principal linha de investigação aponta para feminicídio seguido de suicídio. Leidimar e Flávio tinham dois filhos adolescentes, de 12 e 16 anos.
O velório da vítima foi realizado nesta quinta-feira (19), no templo da Igreja Batista Filadélfia, em Palmas de Monte Alto.
Ao participar de um evento no Centro Universitário de Brasília (UniCeub), nesta quarta-feira (18), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou que havia recebido um aviso de que uma bomba poderia atentar contra a sua vida. Ao fazer uma palestra sobre os direitos das mulheres, a ministra fez o relato a respeito da informação que teria recebido de policiais judiciários.
“Vindo para cá, me comunicaram que mandaram uma bomba para me matar. No meio de estudantes, todos viram meus advogados em dois minutos – pior para quem mandar. Melhor não mandar. Nem sei se é fato, sei que está sendo noticiado. Só sei que estão me ligando. Sei que estou vivíssima, cada vez mais” disse Cármen.
Fontes do STF informaram ao jornal Correio Braziliense que o Tribunal não possuía mais informações a respeito da situação. Apesar da fala, a magistrada não especificou se a ameaça foi feita para o dia do evento, apenas que foi notificada, não tendo dito, inclusive, por quem foi avisada da situação.
A palestra da ministra teve como tema “Violência Política de Gênero e Democracia: Desafios e caminhos em ano eleitoral”. Na sua fala, Cármen disse, a respeito da violência contra a mulher: “parem de nos matar, porque nós não vamos morrer”.
Cármen Lúcia, que é a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse também em sua palestra que os cidadãos brasileiros precisam ter a garantia de que estão sendo julgados por magistrados competentes e isentos.
“Deus me livre de ser julgada por um juiz que não seja independente, imparcial, ético e honesto", disse a ministra.
A ministra é a relatora do código de conduta proposto pelo presidente do Supremo, Edson Fachin. Cármen Lúcia também foi incumbida por Fachin de elaborar a minuta do texto, que deve ser discutida pelos ministros do Supremo após as eleições de outubro.
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), uma das parlamentares mais engajadas na campanha para tentar impedir a eleição de Erika Hilton (Psol-SP) como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, disse, em postagem nesta semana, que as mulheres estariam sendo “esquecidas” e “silenciadas”. A parlamentar do PL, entretanto, tem uma atuação limitada nas redes sociais quando se trata de pedir, por exemplo, o endurecimento de penas para quem comete violência contra a mulher ou feminicídio.
Júlia Zanatta, que nos últimos dias fez diversas postagens repudiando a eleição da deputada Erika Hilton, praticamente não falou neste ano de 2026 sobre temas de defesa dos direitos da mulher em sua conta no Instagram. A deputada costuma fazer postagens críticas à atuação do presidente Lula, sobre CPMI do INSS, Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, Lulinha, além de defender a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente e pedir a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Sobre temas relacionados à defesa da mulher, a única postagem da deputada catarinense fez referência ao caso do juiz de Minas Gerais que deu decisão favorável a um homem de 35 anos que se relacionava com uma menina de 12 anos. A deputada Zanatta repudiou a postura do magistrado mineiro.
A respeito do tema do crescente número de casos de feminicídio no país, um dos assuntos mais abordados no universo político desde o início do ano, não houve comentários da deputada mencionando a questão. Há, entretanto, uma postagem da parlamentar que menciona caso de violência de uma mulher contra um homem.
Em vídeo postado na sua conta no Instagram, Júlia Zanatta diz qe “violência não tem sexo”, e destaca o fato de ter apresentado o projeto de lei 5128/2025, que pune denúncias falsas de violência doméstica no âmbito da Lei Maria da Penha. Segundo a parlamentar catarinense, a falsa acusação não apenas destruiria reputações e famílias, mas também coloca em dúvida quem seriam “as verdadeiras vítimas” da violência.
“A Justiça não pode ser usada como bengala para agir de má-fé. Esse projeto se soma ao PL 4954/2025, que fortalece a Lei Maria da Penha ao garantir medidas protetivas urgentes também para homens em situações de violência doméstica. A dignidade da pessoa humana vale para todos”, afirma Júlia Zanatta.
Em seu primeiro ano de mandato, em 2023, a deputada catarinense causou polêmica ao postar em suas redes sociais uma foto na qual aparecia armada com uma metralhadora e vestindo uma camiseta com o desenho de uma mão com quatro dedos alvejada por três tiros. A camiseta tinha os dizeres “come and take it” (“venha pegar”), em alusão ao presidente Lula.
Na postagem, Zanatta afirmava não poder “baixar a guarda” e diz que é preciso “lutar pra garantir o que já está na lei”, criticando políticas desarmamentistas. Enquanto alguns internautas apoiaram a manifestação e chegaram a elogiar a camiseta, outros a acusaram de ameaçar o presidente da República e de realizar discurso de ódio.
Na ocasião, a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que a postagem revelaria um “comportamento nazista” da deputada de Santa CatarINA, de apologia à violência contra Lula.
Gleisi disse ainda que a sociedade brasileira e suas instituições não podem baixar a guarda “com quem insiste incitar a violência e semear o ódio”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu estou vendo o quadro eleitoral, não sei quantos candidatos vão ter ainda. Eu, como presidente da República, não vou para debate para ouvir bobagem. Não vou".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao afirmar que não irá participar dos debates eleitorais se for "para ouvir bobagem". A declaração ocorreu durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda.