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Uma funcionária de uma clínica médica, identificada como Telma de Mello Faria, de 36 anos, foi assassinada a tiros no estacionamento do estabelecimento onde trabalhava na manhã desta quarta-feira (16), localizado no bairro Mecejana, zona Oeste de Boa Vista, capital de Roraima. O corpo da vítima foi abandonado no local e as câmeras flagraram os disparos do ex-companheiro.
Confira em vídeo:
De acordo com as investigações policiais, a vítima foi abordada pelo ex-companheiro, Diego de Sousa, de 33 anos, no momento em que chegava para o expediente. As gravações mostram quando Diego aborda Telma dentro do veículo dela e a obriga a ir para o banco do passageiro.
A vítima tenta desembarcar para fugir, porém o agressor sai pelo lado do motorista, portando uma arma de fogo, e dispara ao menos 4 vezes contra ela. Após os disparos, o suspeito fugiu, conduzindo o automóvel da vítima pela avenida Mário Homem de Melo.
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Deint-RR
Durante diligências realizadas horas mais tarde, agentes do Departamento de Inteligência da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Roraima (SESP-RR) encontraram o veículo estacionado no pátio de um supermercado. Diego estava no interior do carro, já sem vida, apresentando uma perfuração de arma de fogo na cabeça.
O Tribunal do Júri da Comarca de Lauro de Freitas sentenciou Ademilson dos Santos Soares a 35 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, pelo feminicídio de R.V.S.A., ocorrido em dezembro de 2024. O julgamento ocorreu na quinta-feira (10) e faz parte do projeto TJBA Mais Júri, do Tribunal de Justiça da Bahia, que se concentra no julgamento de crimes dolosos contra a vida.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o réu – agora condenado – tirou a vida da vítima, que estava grávida, com golpes de faca, em um crime motivado por ciúmes e desconfiança de um possível relacionamento amoroso da vítima com outro homem.
Além de confirmar a materialidade e autoria do crime, o Conselho de Sentença reconheceu que o ato foi cometido contra a vítima em razão de sua condição de mulher, dentro de um contexto de violência doméstica e familiar. Também foi reconhecido que o réu sabia que a vítima estava grávida e que o crime foi perpetrado de forma cruel, dificultando a defesa da vítima.
Durante a leitura da sentença, a Juíza Jeine Vieira Guimarães, que presidiu a sessão, decidiu manter a prisão preventiva do acusado, enfatizando a “necessidade de garantir a ordem pública, já reconhecida anteriormente devido à gravidade do modus operandi”. Assim, ele não poderá apelar em liberdade.
O entregador de delivery Luiz Henrique Cerqueira de Oliveira, de 35 anos, foi condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato da ex-companheira, a manicure Kelly Oliveira Silva, de 36 anos, em Feira de Santana.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira (9), pelo Tribunal do Júri da Vara Criminal do município, após um julgamento que durou mais de 11 horas.
Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, Kelly foi encontrada morta no dia 1° de outubro de 2024, dentro de um apartamento alugado no bairro Caseb. Conforme as investigações, ela foi morta com várias facadas e apresentava sinais de tortura e violência sexual. A vítima estava com o rosto coberto e mãos e pés amarrados.

Foto: Ed Santos / Acorda Cidade [Arquivo]
Ainda segundo apuração, o crime teria sido motivado por ciúmes e pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento, que durou cerca de quatro anos. Luiz Henrique está preso desde o mês do crime. A investigação apontou ainda que o suspeito teria atraído Kelly para o apartamento após marcar um encontro.
A polícia também identificou imagens da vítima entrando no imóvel e do acusado deixando o local após o crime. Segundo a delegada Fernanda Gabriela, ele havia comprado uma passagem para São Paulo e embarcou após o assassinato.
DEFESA
Ao site feirense, o advogado Daniel Vitor, que representa Luiz Henrique, afirmou que vai recorrer da decisão. Segundo ele, a condenação ultrapassou os limites considerados proporcionais pela defesa, que pretende questionar principalmente as qualificadoras do crime.
O advogado também afirmou que os jurados teriam decidido de forma contrária às provas apresentadas no processo e que o recurso poderá pedir a anulação do julgamento ou a redução da pena.
Um homem, de 36 anos, investigado pelo feminicídio de Rafaela Conceição de Jesus, de 29 anos, foi preso nesta segunda-feira (7), em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. O acusado foi identificado como Luiz Henrique Silva dos Santos.
Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu na última sexta-feira (4), em um trecho da BA-522, na zona rural de São Francisco do Conde, já na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A vítima teria sido atacada com mais de 40 golpes de faca e abandonada às margens da rodovia após uma discussão motivada por ciúmes.
Ainda segundo a polícia, no último domingo (6), o suspeito compareceu ao 3º Pelotão da Polícia Militar, no município de Coração de Maria, na região do Portal do Sertão. Em seguida, ele foi conduzido à delegacia de Santo Amaro, onde foi interrogado e confessou o crime.
Diante da gravidade do caso, a Polícia Civil pediu a prisão temporária do investigado, que foi aceito pela Justiça, e o mandado foi cumprido. O suspeito segue custodiado à disposição da Justiça.
Márcio Souza dos Santos foi condenado a 16 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado, por tentativa de feminicídio contra Laurenice de Figueiredo Silva, no município de Ibirapuã. A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri de Ibirapuã, em julgamento realizado ontem, dia 3, com a acusação liderada pelo promotor de Justiça Audo Rodrigues. O crime foi considerado agravado devido a motivos fúteis, uso de fogo, e por ter sido cometido em um contexto de violência doméstica e familiar.
Segundo a denúncia, o crime ocorreu na madrugada de 21 de dezembro de 2023, por volta de 1h30, na residência do casal, localizada no bairro Nova Brasília. Márcio surpreendeu Laurenice na cozinha, despejou álcool sobre seu corpo e ateou fogo. A ação ocorreu na presença dos filhos de Laurenice, que conseguiram apagar as chamas e prestar os primeiros socorros.
Laurenice foi atendida no hospital local e, devido à gravidade de suas queimaduras, foi transferida para o Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador. A acusação ressaltou que o homicídio não foi consumado por fatores alheios à vontade do réu, como o socorro imediato dos familiares e o atendimento médico especializado. Laurenice sofreu queimaduras severas em áreas vitais, incluindo rosto, pescoço e tórax, e permanece internada em estado crítico, com sequelas permanentes e intenso sofrimento físico e psicológico.
Os jurados acolheram as argumentações do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Na sentença, o juiz Humberto José Marçal enfatizou que as consequências do crime “ultrapassaram, de forma extraordinária, aquelas normalmente inerentes à tentativa de homicídio, dada a sua gravidade”.
O candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), defendeu a unificação das forças policiais e a criação de um botão de alerta em aplicativo como medidas para combater os altos índices de feminicídio no Brasil. A declaração foi feita nesta quinta-feira (3), durante compromisso de campanha realizado na Assembleia de Deus no estado de São Paulo.
Ainda durante o evento, o candidato afirmou que a Polícia Federal (PF), a Polícia Militar (PM), a Polícia Civil, as Polícias Rodoviárias (Federal e Estadual) e a Polícia Municipal precisam atuar de forma integrada. As declarações foram registradas pelo portal Metrópoles.
A proposta prevê a utilização de inteligência artificial em um "ecossistema de informações" capaz de atuar preventivamente, antes da ocorrência dos crimes. Além do ecossistema integrado, Cury destacou como uma de suas propostas mais relevantes a implementação de um aplicativo equipado com botão de alerta.
O recurso permitirá que mulheres em situação de risco acionem imediatamente a delegacia mais próxima. "Se demorar uma, duas, três horas, pode ser muito tarde", argumentou o psiquiatra e escritor.
Na mesma agenda, o postulante ao Planalto também abordou dados sobre o número total de detentos no sistema carcerário brasileiro e ressaltou o baixo percentual de mulheres na população prisional do país.
Candidato ao Senado pelo estado que em 2025 só teve menos feminicídios que São Paulo, Marco Antônio “Superman”, do Novo, disse que essa qualificação de crime contra a mulher deveria ser retirada do Código Penal brasileiro. A declaração foi dada durante um debate com alunos e professores de Direito na Faculdade Milton Campos, em Nova Lima, no dia 10 de agosto.
“Não existe feminicídio, tirem isso da cabeça. Não existe feminicídio, tirem isso da cabeça. Não existe feminicídio, tirem isso da cabeça. Misoginia estrutural e patriarcado opressor é discurso de gente da extrema esquerda”, disse o candidato, repetindo por três vezes que não existe feminicídio.
“Superman”, que é advogado e nunca concorreu antes a qualquer cargo eletivo, ainda fez uma provocação aos estudantes. O candidato ao Senado disse que tinha R$ 1 milhão guardado no banco, e que daria esse dinheiro via pix para quem conseguisse explicar a ele porque existe a tipificação de feminicídio no Código Penal.
Marco Antônio, que nasceu em São Paulo, não foi confrontado por alunos e professores com os números do feminicídio em Minas Gerais. O estado registrou 177 feminicídios em 2025, oito a mais do que os 169 contabilizados no ano anterior.
Em números absolutos, Minas Gerais ficou atrás apenas de São Paulo entre as unidades da Federação com mais registros. No Brasil, foram contabilizados 1.571 feminicídios em 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
No estado de Minas Gerais, 57,8% das mortes violentas de mulheres registradas no período foram classificadas como feminicídio, crime previsto no artigo 121-A do Código Penal. O artigo define feminicídio como o assassinato de uma mulher por razões da condição do sexo feminino.
Mesmo com declarações polêmicas, o candidato "Superman" está apenas na sexta colocação na corrida pelo Senado em Minas Gerais. Na última pesquisa Quaest no estado, divulgada nesta semana, "Superman" apareceu com apenas 2% das intenções de voto.
Um homem de 41 anos, investigado por tentativa de feminicídio contra a própria companheira, foi preso pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (24), em Serrinha, município do Sisal. De acordo com o boletim policial, o preso é investigado por desferir golpes de arma branca contra a então esposa, de 44 anos. O crime foi registrado na última sexta-feira (21), no bairro Bomba.
As investigações apontam que, após desferir uma série de golpes de faca, o suspeito fugiu do local, enquanto a vítima foi socorrida e encaminhada para uma unidade hospitalar da região. Conforme as apurações, o homem também ameaçou a mulher de morte caso ela tentasse encerrar o relacionamento.
Diante da situação, agentes policiaisprenderam o investigado preventivamente. Ele foi localizado na residência de um familiar, no bairro Colina das Mangueiras, e conduzido à unidade policial, onde passou pelos procedimentos legais de praxe. O homem permanece custodiado, à disposição do Poder Judiciário.
Em sessões realizadas na última semana pelo projeto TJBA Mais Júri, o Tribunal do Júri condenou dois homens à pena de 30 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de feminicídio em diferentes municípios baianos.
O primeiro crime julgado ocorreu no município de Cícero Dantas. Na ocasião, o réu Erivaldo Celestino Alves atacou a companheira com golpes de faca em um bar no centro da cidade, após a vítima se recusar a acompanhá-lo até a residência do casal.
O Conselho de Sentença, composto por sete jurados, reconheceu a autoria e a materialidade do homicídio qualificado por três circunstâncias: feminicídio (crime praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino), motivo fútil e emprego de meio cruel.
Ao fixar a pena, a juíza Marina Torres valorou negativamente quatro circunstâncias judiciais, com destaque para as consequências do crime. A vítima deixou cinco filhos, sendo um deles menor de idade, o que causou severo impacto psicoemocional e social ao núcleo familiar.
O segundo julgamento foi conduzido pela Vara do Júri da Comarca de Jacobina, referente a um feminicídio praticado no município de Ourolândia. O réu perseguiu a vítima e a assassinou com golpes de arma branca.
Por maioria dos votos, os jurados acolheram a tese da acusação e reconheceram as qualificadoras de feminicídio, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O assassinato deixou órfãs três filhas da vítima. Em trecho da sentença, o juiz Teomar Almeida de Oliveira ressaltou o profundo impacto familiar e econômico do crime:
"O réu ceifou a vida de uma mulher jovem, de apenas 43 anos de idade, em plena fase produtiva, a qual acabara de alugar um ponto comercial para empreender no ramo de bar, privando a família de seu sustento e convivência."
Projeto TJBA Mais Júri
As duas sessões integram a 3ª Edição do projeto TJBA Mais Júri, instituída pelo Decreto Judiciário nº 353/2026. A iniciativa tem como objetivo intensificar e ampliar a pauta de sessões do Tribunal do Júri em todo o Estado da Bahia, conferindo maior celeridade à tramitação de processos que apuram crimes dolosos contra a vida.
Um homem, de 30 anos, foi preso em flagrante neste sábado (22), pelo feminicídio de Vanessa Silva de Jesus Souza, de 35 anos, na Baixa de Quintas, em Salvador. Vanessa foi atingida por golpes de arma branca e não resistiu aos ferimentos. A arma utilizada no crime foi apreendida.
Segundo as investigações, a vítima e o suspeito mantinham um relacionamento há 8 anos, marcado por conflitos e discussões frequentes. Os dois estavam em processo de separação e, conforme relatos de testemunhas, as brigas entre o casal eram recorrentes. A motivação do crime é apurada inicialmente como ciúmes.
Após o crime, o homem foi localizado em uma unidade de saúde, onde foi ouvido e autuado em flagrante. Ele permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário.
As investigações prosseguem no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da 1ª Delegacia de Homicídios (1ª DH/Atlântico), com o objetivo de esclarecer completamente as circunstâncias, a motivação e a dinâmica do feminicídio.
Um homem, identificado como João Batista de Araújo, foi condenado a 22 anos de prisão pelo assassinato da ex-companheira, Sirleide de Jesus Oliveira, de 41 anos, em Itabela, na Costa do Descobrimento. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri do município durante julgamento realizado na última quarta-feira (19).
Segundo a TV Santa Cruz, os jurados consideraram João Batista responsável pela morte da mulher e reconheceram que o crime foi cometido por razões relacionadas à condição de mulher, em contexto de violência doméstica e familiar.
Ainda segundo informações, Sirleide foi morta a tiros na noite do dia 11 de janeiro deste ano, dentro do "Bar da Joana", no bairro Bandeirantes, em Itabela. A vítima e João Batista mantiveram um relacionamento por quase quatro anos. De acordo com as investigações, o homem confessou ter efetuado o disparo na época do crime. À polícia, ele teria apresentado uma suposta traição como justificativa para o assassinato.
Após ser atingida, Sirleide foi socorrida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos. Um fator levado em consideração na definição da pena foi o impacto da morte sobre a família da vítima. Sirleide era mãe de sete filhos, sendo três menores de idade e um deles com deficiência.
Durante o julgamento, uma testemunha relatou que o irmão de Sirleide, que também tem deficiência, apresentou piora no estado de saúde após a morte da mulher e precisou ser internado.
A pena foi inicialmente fixada em 25 anos de prisão, mas acabou reduzida para 22 anos após a Justiça considerar a confissão espontânea do réu.
Com a condenação, João Batista permanece preso e não poderá recorrer em liberdade, conforme determinado pela sentença.
Um homem, identificado como Carlos Eduardo Santos Oliveira, acusado de matar a ex-companheira Viviane Fraga Souza, de 21 anos, será julgado nesta sexta-feira (14) em Caetité, no Sertão Produtivo, Sudoeste baiano. O julgamento por júri popular está previsto para começar às 8h, no Fórum César Zama.
Segundo o Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, o crime ocorreu no dia 24 de janeiro do ano passado, dentro da residência da vítima, no bairro Prisco Viana. Segundo as investigações, o casal havia retornado de uma festa quando iniciou uma discussão motivada por ciúmes.
Ainda conforme a apuração, durante o desentendimento, Carlos Eduardo teria agredido Viviane e efetuado três disparos de arma de fogo contra ela. A jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Após o crime, o acusado teria fugido de Caetité e passou a ser procurado, sendo localizado e preso no dia 10 de fevereiro do mesmo ano, na região administrativa de Água Quente, no Distrito Federal (DF). A prisão ocorreu durante uma ação conjunta de equipes da Polícia Militar do Distrito Federal e da Força Tática da Polícia Militar de Goiás.
Familiares relataram à polícia que o relacionamento entre o casal era conturbado e que Viviane já teria sido vítima de agressões anteriores atribuídas ao acusado.
Viviane deixou duas filhas pequenas. Uma delas tinha três anos à época oriunda de um relacionamento anterior. A outra, filha de Carlos Eduardo, tinha apenas três meses. As duas estão sob os cuidados e a custódia da família materna.
Jadilson Souza Teixeira foi condenado a 36 anos e 3 meses de prisão pelo feminicídio de sua companheira, Graziele Silva de Jesus. A decisão partiu do Tribunal do Júri da Comarca de Ilhéus, que acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), por meio do promotor Darluse Ribeiro Sousa Magalhães, reconhecendo que o feminicídio foi cometido por motivo torpe e sem possibilidade de defesa da vítima.
De acordo com a promotoria, o crime ocorreu na madrugada de 6 de junho de 2023 e foi praticado na presença do filho de Graziele de Jesus, de apenas três anos de idade. Inconformado após a vítima visitar familiares e não atender suas ligações e mensagens, o réu atacou Graziele dentro da residência onde o casal vivia. Ele desferiu diversos golpes de faca contra a companheira, atingindo-a fatalmente.
Na sentença, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime, rejeitando as teses apresentadas pela defesa. A presença do filho da vítima durante o assassinato também foi considerada como causa de aumento de pena, que deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Uma jovem de 18 anos foi espancada até a morte na noite deste domingo (9), no município de Itaberaba, situado na região da Chapada Diamantina. Segundo agentes da Polícia Militar da Bahia, o companheiro e principal suspeito de matar a jovem com uma barra de ferro teria confessado o crime no momento da prisão.
A Polícia Militar afirmou ter sido acionada por uma testemunha que denunciou que a vítima, identificada como Raiana Silva dos Santos, estava caída no chão enquanto um homem a agredia. Quando os agentes policiais chegaram, uma equipe do Samu já estava no local tentando socorrer a mulher.
Segundo o G1 Bahia, os socorristas abriram o cadeado da residência na tentativa de prestar atendimento a Raiana, mas constataram que ela já estava morta. O algoz, identificado como Danilo Lima de Souza, foi localizado e chegou a resistir à abordagem, desobedecendo às ordens dos policiais e tentando pegar a arma de um dos agentes.
Os PMs utilizaram spray de pimenta para tentar incapacitar o homem. Com uma devolutiva agressiva por parte do criminoso, os policiais então atiraram na perna de Danilo para realizar a contenção, encaminhando-o a uma Unidade de Pronto Atendimento logo em seguida.
A ocorrência foi apresentada na Delegacia Territorial de Itaberaba. O corpo de Raiana foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) para necropsia.
Uma mulher, identificada como Camila Fernanda de Souza Leite, de 48 anos, foi morta pelo próprio marido, de 54 anos, na noite desta sexta-feira (7). O crime aconteceu dentro do apartamento onde o casal morava, no bairro do Doron, em Salvador.
Equipes da 23ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram acionadas, isolaram o local e preservaram a cena do crime até a chegada do Departamento de Perícia Técnica (DPT) e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo informações divulgadas pelo Alô Juca, o suspeito possui um título de CAC (Caçador, Atirador
Desportivo e Colecionador) e utilizou uma arma de fogo para atirar contra a esposa. Logo em seguida, ele teria tentado tirar a própria vida.
Camila não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O homem, que também ficou ferido durante a ação, foi socorrido e encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE).
Em nota oficial ao Bahia Notícias, a Polícia Civil confirmou que o suspeito foi autuado em flagrante pelo DHPP pelo crime de feminicídio. As guias para a perícia e a remoção do corpo de Camila já foram expedidas.
O investigado segue custodiado na unidade hospitalar sob acompanhamento policial e permanece à disposição da Justiça. As circunstâncias e a motivação do crime continuam sob investigação do DHPP.
A Polícia Civil da Bahia realiza, nesta sexta-feira (7), o Dia D da Operação Por Elas, uma mobilização coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), que reúne delegados de diversas unidades da instituição em todo o estado para dinamizar a conclusão e a remessa de inquéritos policiais relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher.
A operação prioriza procedimentos relacionados a crimes que integram a fase pré-feminicídio, como ameaça, lesão corporal, perseguição (stalking), violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas de urgência.
A estratégia tem como foco conferir maior celeridade às investigações, fortalecer a responsabilização dos autores e ampliar a proteção às vítimas, interrompendo ciclos de violência antes que evoluam para desfechos mais graves.
Durante o mutirão, em Salvador, equipes das delegacias especializadas estarão reunidas na Academia de Polícia Civil (Acadepol) analisando os relatórios finais dos inquéritos e realizando a posterior remessa ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, garantindo maior efetividade à persecução penal.
Para a diretora do DPMCV, delegada Juliana Fontes, cada procedimento concluído representa uma oportunidade de interromper a escalada da violência e proteger vidas. "A Operação Por Elas demonstra que o enfrentamento à violência contra a mulher exige atuação integrada, celeridade e compromisso. Cada inquérito remetido representa uma resposta mais rápida à vítima, fortalece a responsabilização do agressor e amplia as possibilidades de interromper um ciclo de violência. Nossa prioridade é proteger vidas por meio de uma investigação qualificada e eficiente."
A Operação Por Elas integra as ações desenvolvidas pela Polícia Civil da Bahia durante o Agosto Lilás, reafirmando o compromisso da instituição com a proteção das mulheres, a prevenção da violência de gênero e o fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento ao feminicídio.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) participou, nesta sexta-feira (31), da cerimônia de mobilização do Pacto Brasil contra o Feminicídio, realizada no Cineteatro 2 de Julho, em Salvador. O presidente da Corte, desembargador José Rotondano, integrou a mesa de honra do evento.
A solenidade reuniu a primeira-dama Janja Lula da Silva, ministros de Estado, representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da Bahia e integrantes do Sistema de Justiça. A mobilização busca ampliar ações de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.
Durante o encontro, foram apresentadas iniciativas desenvolvidas pelo Judiciário baiano, como o aplicativo TJBA Zela, que permite solicitar Medida Protetiva de Urgência pelo celular, sem necessidade de advogado. Outra frente é o Núcleo TJBA Protege, unidade virtual que dá suporte às varas em processos relacionados a crimes contra a dignidade sexual. Segundo o tribunal, 61 magistrados atuam de forma especializada na força-tarefa.
A atuação também teria contribuído para reduzir o tempo de análise dos pedidos de proteção. Atualmente, conforme o TJBA, uma solicitação de Medida Protetiva de Urgência leva, em média, cinco horas para ser apreciada. Além de Rotondano, participaram da cerimônia a desembargadora Carmem Lúcia Santos Pinheiro, da Coordenadoria da Mulher do TJBA, e magistradas que atuam em unidades especializadas de Salvador e Camaçari.
Ao discursar no evento, o presidente do TJBA defendeu a integração entre as instituições para ampliar a proteção às mulheres. “Desejo que possamos sair daqui com ações ainda mais integradas, consolidando as instituições parceiras como defensoras e integrantes da vida das mulheres. O que nós desejamos é paz e que haja respeito e proteção às nossas mulheres”, afirmou.
Durante a cerimônia de mobilização nacional do Pacto Brasil Contra o Feminicídio, realizada no cineteatro 2 de Julho, no bairro da Federação, em Salvador, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, relembrou os avanços e investimentos voltados para a proteção feminina no estado da Bahia. No entanto, ela fez questão de cobrar dos congressistas o avanço do Projeto de Lei da Misoginia na Câmara dos Deputados.
"Queremos que a lei que criminaliza a misoginia seja aprovada. Isso é um apelo que eu faço para todos os deputados e deputadas aqui da Bahia e de todo o Brasil. A gente precisa apoiar essa lei, assim como outras sancionadas que visam à proteção das mulheres", apela a ministra.
Membros e lideranças cobram que o parlamento brasileiro adiante a pauta, que já foi aprovada pelo Senado da República antes das eleições. Contudo, o presidente Hugo Motta (Republicanos) deve reagir sobre a questão a partir da segunda-feira (03) com as atividades da casa legislativa.
Participantes de um debate sobre a proposta (PL 896/23) também pediram que o texto seja votado no Plenário da Câmara dos Deputados. De acordo com as ativistas, a medida é fundamental para enfrentar a violência de gênero, que tem origem na cultura de ódio às mulheres.
A secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Estela Bezerra, ressaltou que o Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo. Para ela, o que está em jogo com a aprovação do projeto não é só a vida das mulheres, mas o modelo civilizatório do país.
O PROJETO DE LEI
De autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB), a proposta altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, para incluir os crimes praticados em razão de misoginia (ódio ou aversão às mulheres) entre aqueles punidos por discriminação ou preconceito, abrangendo injúrias e incitação ao ódio.
A medida busca equiparar a misoginia ao crime de racismo, tornando a discriminação contra mulheres inafiançável e imprescritível, além de fortalecer a proteção penal e complementar as normas existentes.
O projeto passou pelas comissões do Senado, foi aprovado com ajustes pelo Plenário e remetido à Câmara dos Deputados em 30 de março de 2026. A Câmara chegou a aprovar o regime de urgência para a proposta — mecanismo que permite pular a análise nas comissões e enviar o texto direto ao Plenário.
Apesar da urgência, a votação travou devido à falta de consenso entre as bancadas partidárias, com setores conservadores demonstrando resistência por alegar riscos à liberdade de expressão e religiosa. Com isso, o texto não entrou na pauta final antes do recesso.
Com a retomada dos trabalhos legislativos na segunda-feira (3), movimentos e coletivos feministas pretendem pressionar as lideranças partidárias para que a proposta volte à pauta prioritária. Se aprovado com alterações pelos deputados, o texto precisará retornar ao Senado para validação antes de ir para a sanção presidencial.
Confira como está o texto:
A primeira-dama Janja Lula da Silva cometeu uma gafe ao citar a patente da tenente-coronel Denice Santiago durante a Cerimônia de Mobilização Nacional pelo Pacto Brasil contra o Feminicídio, realizada nesta sexta-feira (31), em Salvador. Ao destacar a criação da Ronda Maria da Penha na Bahia, Janja afirmou que o programa havia sido criado pela “major Denise Santiago”.
Denice, que estava presente no evento, atualmente tem a patente de tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia. Na sequência, após ser corrigida, a primeira-dama se desculpou: “Ah, é tenente-coronel? Desculpa”.
CONFIRA:
Criada em março de 2015, a Ronda Maria da Penha surgiu em Salvador sob a liderança de Denice Santiago, então major da PM-BA. O programa atua no acompanhamento de mulheres em situação de violência doméstica e na fiscalização do cumprimento de medidas protetivas.
Durante o discurso, Janja também destacou o pioneirismo da iniciativa baiana e afirmou que o modelo serviu de referência para outros estados brasileiros. A cerimônia marcou a adesão da Bahia ao Pacto Brasil contra o Feminicídio e reuniu autoridades dos governos federal e estadual, além de representantes dos Três Poderes.
A primeira-dama Janja Lula da Silva e a primeira-dama da Bahia, Tatiana Velloso, se emocionaram nesta sexta-feira (31) durante a Cerimônia de Mobilização Nacional pelo Pacto Brasil contra o Feminicídio, realizada no Cineteatro 2 de Julho, em Salvador. Durante os discursos, as duas citaram vítimas de violência contra a mulher e choraram ao falar sobre os casos.
Tatiana lembrou nomes de mulheres assassinadas e destacou a necessidade de transformar a indignação diante dos crimes em ações permanentes de prevenção e enfrentamento. Entre as vítimas mencionadas por ela estavam Jéssica Regina Macedo, além de outras mulheres que se tornaram símbolos da luta contra a violência de gênero. "Não nos convoque apenas como momento de indignação, mas a gente precisa fazer uma ação coletiva", afirmou.
Ao falar na sequência, Janja também se emocionou ao mencionar as vítimas. A primeira-dama afirmou que a reação diante desses casos é difícil de controlar e disse que homens não conseguem compreender completamente o que passa pela cabeça de uma mulher submetida a uma situação de violência. "Eu fico pensando que eu me emociono muito quando eu falo o nome dessas mulheres", declarou.
A cerimônia integra a mobilização nacional do Pacto Brasil contra o Feminicídio, iniciativa coordenada pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República em parceria com o Governo da Bahia e representantes dos Três Poderes. O objetivo é ampliar e fortalecer estratégias de enfrentamento à violência contra as mulheres.
ASSISTA:
Durante a cerimônia de mobilização nacional do Pacto Brasil Contra o Feminicídio, realizada em Salvador, a Ministra das Mulheres destacou os avanços e investimentos voltados para a proteção feminina no estado da Bahia. A agenda incluiu uma visita às instalações da Casa da Mulher Brasileira na capital baiana, onde a ministra elogiou a integração entre os governos municipal e estadual, além de se reunir com uma rede multidisciplinar de apoio, incluindo juízes, delegadas, promotoras, defensoras, assistentes sociais e psicólogas.
A grande novidade para a rede de proteção no estado é a expansão dos equipamentos de apoio. A ministra anunciou um investimento de mais de R$ 43 milhões, provenientes do Ministério das Mulheres e do Ministério da Justiça, destinados à Bahia. Segundo a chefe da pasta, o processo para a construção de três novas unidades da Casa da Mulher Brasileira já se encontra em fase de licitação e aprovação pela Caixa Econômica Federal.
Os municípios contemplados serão Feira de Santana, Irecê e Itabuna, que também receberão novos Centros de Referência. Apesar de celebrar as conquistas e os recursos destinados à infraestrutura de acolhimento, o ponto alto do discurso foi um apelo contundente ao poder legislativo. No encerramento de sua fala, a ministra chamou a atenção para a urgência de aprovar o Projeto de Lei (PL) que visa tipificar e criminalizar a misoginia no Brasil.
"Queremos que a lei que criminaliza a misoginia seja aprovada, esse é um apelo que eu faço a todos os deputados e deputadas federais aqui da Bahia, mas de todo o Brasil. A gente precisa aprovar essa lei, assim como tantas outras que já foram sancionadas e que diz respeito mesmo à preservação, à proteção e à defesa da vida das mulheres.", declarou.
A declaração ressalta a postura do Ministério em tratar a violência contra a mulher não apenas em sua esfera física, mas atacando a raiz do problema: o ódio e o preconceito sistêmico contra as mulheres. A criminalização da misoginia é vista como um passo fundamental para fortalecer o arcabouço jurídico e garantir que a preservação da vida das brasileiras seja tratada com a máxima prioridade pelo Estado.
Sem a celebração de um pacto entre os três poderes da República e os governos estaduais, o combate à violência cometida contra as mulheres não terá a força necessária para a erradicação dessa chaga. A opinião foi dada pelo vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), durante cerimônia nesta quarta-feira (29) no Palácio do Planalto para sanção de projetos voltados à proteção da mulher brasileira.
“Se não houver um pacto, não só entre os Três Poderes da União, mas com os estados, a questão de proteção à mulher fica muito limitada. É muito importante que os Três Poderes, cada um dentro da sua competência, possam auxiliar, inclusive em nível estadual”, disse o ministro.
Alexandre de Moraes participou da solenidade junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja. No evento, Lula sancionou dois projetos e assinou os seguintes decretos: PL 4300/2025, sobre a divulgação do serviço telefônico de denúncias relacionadas à violência contra a mulher; PL 4978/2023, que cria o Pix Pensão, com pagamento automático da pensão alimentícia; e decretos do Sistema Integrado Mulher Segura, e de regulamentação da Lei 15.383/2026, sobre monitoração eletrônica de agressores.
Na sua fala, o ministro Alexandre de Moraes citou decisões recentes do STF relacionadas ao combate à violência de gênero, entre elas o julgamento que considerou inconstitucional o uso da tese da legítima defesa da honra em casos de feminicídio. Moraes também elogiou os projetos sancionados por Lula.
“Muito importante todos os projetos que vêm se juntar a essa defesa da mulher para uma diminuição de feminicídios, diminuição de agressão contra as mulheres. Isso é muito bem-vindo”, afirmou Moraes.
Ao final do evento, o presidente Lula convidou o ministro Alexandre de Moraes para “tomar um café”. O momento foi capturado por um microfone do próprio evento e viralizou nas redes sociais nesta noite de quarta.
Moraes aparece indo cumprimentar Lula como quem se despede e diz alguma coisa, que não é possível identificar no áudio. Lula, então, responde: “Vamos tomar um café”.
As imagens ainda mostram o ministro apontando para o lado e o presidente fazendo sinal de “sim”, dando a entender que o “café” seria logo na saída do evento.
Um homem foi condenado a 23 anos de reclusão acusado de matar a ex-companheira em Ipiaú, no Médio Rio de Contas. Segundo o Giro em Ipiaú, parceiro do Bahia Notícias, Luciano dos Santos de Jesus recebeu a sentença após júri popular ocorrido na última segunda.
Ele é acusado de feminicídio contra Cláudia dos Santos Conceição, de 34 anos. O crime ocorreu no dia 3 de agosto do ano passado, no distrito de Córrego de Pedras, zona rural de Ipiaú.
Ainda segundo o blog, o agora condenado deve cumprir a pena no Conjunto Penal de Jequié, onde já estava detido de forma preventiva desde a ocasião do crime.
Na época do crime, testemunhas relataram que o acusado consumia bebida alcoólica em um bar quando viu a ex-companheira passando pela rua.
Em seguida, ele foi atrás da vítima e a atacou com golpes de faca. Após o crime, o homem ainda tentou tirar a própria vida, mas sobreviveu. O casal conviveu por 18 anos e estava separado há 3 meses quando ocorreu o feminicídio.
A Polícia Civil da Bahia prendeu, nesta quinta-feira (23), um homem de 43 anos, investigado por tentativa de feminicídio e dupla tentativa de homicídio, no município de Santa Bárbara, no Portal do Sertão. Conforme as investigações, ele é acusado de tentar matar a companheira de 31 anos e ferir os dois filhos da vítima durante o ataque, ocorrido em uma residência na zona rural do município.
Ainda conforme as apurações, o crime ocorreu na segunda-feira (20), quando o investigado chegou ao imóvel apresentando sinais de embriaguez. Segundo testemunhas, o criminoso estava motivado por ciúmes e tentou matar a companheira utilizando uma arma branca. Os dois filhos da vítima também foram atingidos ao tentarem defendê-la.
Nesta quinta-feira (23), o suspeito compareceu espontaneamente à Delegacia Territorial de Santa Bárbara para prestar depoimento, acompanhado de um advogado, ocasião em que foi cientificado da decisão judicial. Após o cumprimento do mandado de prisão, ele foi submetido aos procedimentos legais de praxe e permanece custodiado à disposição da Justiça.
A Polícia Civil da Bahia cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um homem de 45 anos, investigado pelo feminicídio da ex-companheira na primeira metade de outubro de 2025, no município de Mata de São João, situado no Litoral Norte Baiano. O suspeito foi localizado e preso nesta segunda-feira (20) na cidade de Araras, no estado de São Paulo.
O preso é investigado pela morte de sua companheira, Márcia Conceição de Almeida, ocorrida em 10 de outubro do ano passado. Na ocasião, a vítima foi encontrada sem vida, com ferimentos na cabeça, às margens da rodovia estadual BA-099, na região do Mirante, entre Praia do Forte e Imbassaí.
A captura ainda contou com o apoio da Polícia Civil de São Paulo. O homem não era alvo da investigação conduzida pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), mas foi localizado durante diligências voltadas à desarticulação de uma organização criminosa com atuação na Bahia.
Em razão da existência de mandado de prisão preventiva relacionado ao feminicídio, as equipes compartilharam as informações com a unidade responsável pela investigação, possibilitando o cumprimento da ordem judicial. O investigado permanecerá custodiado à disposição da Justiça.
Após a divulgação do aumento de 371,43% no cumprimento de mandados de prisão e de 122% na conclusão de inquéritos pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Feira de Santana no primeiro semestre de 2026, a delegada Lorena Almeida destacou que os números refletem uma atuação mais ágil da Polícia Civil para levar os casos à Justiça e responsabilizar os agressores.

Foto: Ed Santos / Acorda Cidade
Apesar dos resultados, a delegada alertou que muitas mulheres ainda deixam de denunciar por acreditarem que a violência não evoluirá. "Toda vítima de feminicídio foi uma mulher que acreditou que o caso dela era diferente", afirmou ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias.
Segundo Lorena Almeida, a produtividade da Deam não é medida pelo número de boletins de ocorrência registrados, mas pela quantidade de investigações concluídas e encaminhadas ao Judiciário. Ela explicou que, após o registro da ocorrência, são realizadas oitivas, coleta de provas e, quando necessário, solicitadas medidas cautelares, como prisões preventivas.
A delegada ressaltou que a violência doméstica continua sendo um dos principais tipos de crime investigados pelas polícias civis em todo o país e afirmou que a prioridade da unidade é retirar agressores e armas de circulação para proteger as vítimas e prevenir casos de feminicídio.
Lorena Almeida também destacou que crimes praticados no ambiente virtual, como perseguição, ameaças e divulgação de conteúdo íntimo, são investigados pela Deam.
Por fim, a delegada esclareceu que não existe mais a possibilidade de "retirar a queixa". Mesmo que a vítima decida retomar o relacionamento, a investigação prossegue normalmente, cabendo à Justiça decidir sobre a responsabilização do agressor.
Um homem, de 47 anos, investigado pelo feminicídio de Paloma Izabel Ramos dos Santos, de 41 anos, foi preso nesta quarta-feira (8) em Serrinha, na região sisaleira. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu na noite do último domingo (5), no bairro de Tancredo Neves, na capital baiana.
A vítima, que era funcionária terceirizada da Embasa, foi encontrada morta dentro da própria residência por familiares. O acusado, ex-companheiro dela, foi identificado como André Wellington da Silva.
O mandado de prisão temporária foi expedido pelo Plantão Judiciário de 1º Grau do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), no âmbito do inquérito que apura o feminicídio.
Após ser localizado, o suspeito foi conduzido para uma unidade policial, onde permanece custodiado à disposição da Justiça.
Ainda segundo a polícia, a ação foi realizada por equipes do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (Gatti/Sisal) e do Serviço de Investigação (SI) da delegacia de Serrinha, unidades vinculadas à 15ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Serrinha).
O cabo da Polícia Militar João Marcelo Araújo Hermano, suspeito de matar a esposa, a também cabo da PM Celeste Martins Oliveira do Nascimento, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia realizada neste domingo (5), em Salvador.
O policial havia se apresentado espontaneamente ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acompanhado por advogados, após o crime ocorrido na última sexta-feira (3), no bairro do Barbalho. Segundo as investigações, Celeste, de 39 anos, foi morta dentro do apartamento onde o casal vivia. A policial foi atingida por um disparo na nuca enquanto estava sentada no sofá. O caso é tratado como feminicídio.
Familiares afirmaram ter sido surpreendidos pela morte e disseram desconhecer desentendimentos entre o casal, que estava junto havia dois anos e não tinha filhos. A investigação está a cargo da 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS), que apura a motivação e as circunstâncias do crime.
Em nota, a Polícia Civil informou que continua colhendo depoimentos e realizando diligências para esclarecer o caso. A Secretaria da Segurança Pública da Bahia manifestou pesar pela morte da policial, classificou o caso como feminicídio e reafirmou o compromisso com a responsabilização do autor. Já a Polícia Militar da Bahia informou que acompanha as investigações e adotará as medidas administrativas cabíveis no âmbito da corporação.
Um homem foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio na última sexta-feira (3), após esfaquear a tia de sua ex-companheira no bairro do IAPI, em Salvador.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito já era considerado foragido da Justiça e possuía um mandado de prisão preventiva em aberto por um feminicídio cometido em 2016, no bairro de Cidade Nova.
Segundo as investigações, o alvo inicial do ataque do suspeito na sexta era a ex-companheira, que não aceitava o fim do relacionamento. Como não conseguiu alcançar a ex-parceira, o agressor acabou atacando a tia dela, que interveio na ação para tentar proteger a sobrinha.
Após o atentado, a vítima foi socorrida e encaminhada para uma unidade de saúde da região. Em nota, a Polícia Militar informou que ela recebeu atendimento médico e não corre risco de morte.
O suspeito, que não teve a identidade divulgada pelas autoridades, foi capturado pela PM e conduzido à delegacia.
Ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece custodiado e à disposição do Poder Judiciário. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
A cabo da Polícia Militar Celeste Martins Oliveira do Nascimento foi morta a tiros na tarde da última sexta-feira (3), no bairro do Barbalho, em Salvador. O principal suspeito do crime é o marido dela, o também cabo da PM identificado como Hermano. Ambos os agentes atuavam na área de inteligência da corporação.
De acordo com informações da TV Bahia, o corpo da policial foi encontrado dentro do apartamento onde o casal residia, no Edifício Mirabeau Sampaio. Equipes da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram acionadas para isolar a área e preservar o local do crime até a chegada dos peritos.
Policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizaram os procedimentos de perícia e a remoção do corpo. A cabo Celeste era lotada na estrutura da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
Segundo a Polícia Militar, o cabo Hermano se apresentou espontaneamente no DHPP logo após o crime, acompanhado por uma advogada. Ele permanece custodiado e à disposição da Justiça.
As circunstâncias e a motivação do feminicídio ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil.
Por meio de nota, a SSP-BA lamentou profundamente a morte da servidora, manifestou solidariedade aos familiares e colegas de farda, e reafirmou seu "absoluto repúdio e compromisso no combate a toda e qualquer forma de violência contra a mulher".
A secretaria garantiu que todas as providências para a completa elucidação do caso estão sendo adotadas.
A Polícia Militar da Bahia também emitiu nota de pesar e informou que, além do inquérito policial, adotará as medidas administrativas cabíveis no âmbito de sua competência para a rigorosa apuração dos fatos.
Um homem de 27 anos teve o mandado de prisão preventiva cumprido durante uma ação integrada das Polícias Civis da Bahia e de São Paulo na terça-feira (23). Ele é investigado pela PM baiana pela tentativa de feminicídio de uma adolescente de 16 anos no município de Uauá, no norte da Bahia.
Segundo as investigações realizadas pela Delegacia Territorial (DT/Uauá), o crime aconteceu na Fazenda Umbuzeira, na zona rural do município, em fevereiro, após a vítima procurar a unidade para registrar uma ocorrência, relatando ter sido agredida pelo suspeito em sua residência. Foram constatadas diversas lesões compatíveis com violência doméstica, incluindo cortes profundos na região do crânio.
O investigado possui diversos inquéritos instaurados na unidade policial, relacionados a crimes como tentativa de homicídio qualificado, tráfico de drogas, ameaça, dano, lesão corporal contra a mulher, roubo, posse ou porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo em local habitado.
Após o cumprimento da ordem judicial, expedida pela Vara de Jurisdição Plena de Uauá, realizada no estado de São Paulo, onde ele estava foragido, o homem passou por exames e permanece à disposição do Poder Judiciário.
Um homem de 30 anos, investigado pelo crime de feminicídio, foi preso pela Polícia Civil da Bahia em Rio de Contas, na região da Chapada Diamantina. O crime ocorreu na última segunda-feira (15), em Marcolino Moura, zona rural do município, tendo como vítima sua companheira do investigado.
Segundo informações da ocorrência, a vítima, identificada como Taylane Aguiar Silva, de 27 anos, foi encontrada no interior de sua residência com ferimentos compatíveis a perfurações causadas por arma de fogo e arma branca. Segundo as apurações, a motivação estaria relacionada a desentendimento doméstico e familiar.
O mandado de prisão temporária foi expedido em Livramento de Nossa Senhora e executado pela Delegacia Territorial do município.Após diligências, a polícia localizou o investigado em uma residência no distrito de Marcolino Moura. Durante a ação, o custodiado indicou o local onde residia com a vítima e relatou a dinâmica do crime.
Após a prisão, o investigado foi conduzido à DT de Rio de Contas, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis, permanecendo à disposição do Poder Judiciário, enquanto as investigações prosseguem para a investigação e esclarecimento dos fatos.
Um homem, de 47 anos, investigado pelo feminicídio da ex-companheira, foi preso na manhã desta quarta-feira (17), na zona rural de São Miguel das Matas, no Recôncavo baiano. Segundo a Polícia Civil, durante a abordagem o suspeito tentou fugir, mas foi alcançado e contido pelos agentes. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva em aberto pelo crime de feminicídio.
O homem é acusado de assassinar a ex-companheira, Maria de Fátima dos Santos Santana, de 41 anos. O crime ocorreu em setembro de 2021, nas proximidades do Conjunto Nova Canaã, em Santo Antônio de Jesus, na mesma região.
Segundo as investigações, a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo enquanto retornava para casa acompanhada do então companheiro. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.
As apurações apontam que Maria de Fátima estava separada do investigado havia cerca de um ano e era alvo de ameaças de morte por parte dele. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Vara Criminal, do Júri e de Execuções Penais de Santo Antônio de Jesus em outubro de 2021.
Ainda segundo a polícia, a ordem judicial foi cumprida por equipes do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Leste) e do Setor de Investigação da 4ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Santo Antônio de Jesus).
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado para uma unidade policial onde segue custodiado à disposição da Justiça.
Um homem, de 47 anos, investigado pelo feminicídio da ex-companheira no interior da Bahia foi preso na cidade de Filadélfia, no Tocantins, nesta terça-feira (16), após ter confessado o crime. Ele teria assassinado a vítima e abandonado o corpo em uma área rural de Luís Eduardo Magalhães.
A vítima era Anisiana Pereira da Silva, de 32 anos. As investigações tiveram início na segunda-feira (15), após familiares registrarem o desaparecimento de Anisiana na Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães. Durante o registro da ocorrência, familiares relataram que Anisiana e o ex-companheiro estavam separados há três meses e que ele não aceitava o fim do relacionamento.
De acordo com os depoimentos, o investigado proferia ameaças à vítima após o término da relação. Segundo as apurações, a vítima havia saído da cidade de Taguatinga (TO) com destino ao município baiano, na companhia do ex-companheiro. A viagem teria ocorrido em razão de um procedimento odontológico que seria realizado pelo investigado.
Localizado no Tocantins, o homem foi preso em flagrante. Durante a abordagem, ele confessou ter matado a ex-companheira com golpes de arma branca e abandonado o corpo em uma estrada de Luís Eduardo Magalhães. Ele foi submetido às medidas legais cabíveis e permanece à disposição da Justiça.
Um homem, de 24 anos, foi preso na manhã desta terça-feira (2), no bairro Três Riachos, em Cachoeira. De acordo com as investigações, ele é suspeito de envolvimento na morte de Vinicius da Silva Romais, também de 24 anos, ocorrida no dia 12 de março deste ano, nas proximidades da Ponte Dom Pedro II, no município de São Félix.
Conforme as apurações, homens em um veículo de cor branca se aproximaram da vítima e efetuaram disparos de arma de fogo. O mandado de prisão temporária foi expedido pela Vara de Jurisdição Plena de São Félix e cumprido pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Territorial (DT/São Félix), com apoio da Polícia Militar da Bahia, através da 85ª Companhia Independente de Polícia Militar de Cachoeira (85ª CIPM).
O homem foi conduzido à unidade policial para adoção das medidas legais cabíveis. Ele permanece à disposição do Poder Judiciário. As investigações continuam com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias do crime, bem como identificar e responsabilizar os demais envolvidos.
A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (1), um homem de 52 anos em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. O homem era investigado pelo crime de feminicídio contra Janaína Silva Oliveira, que foi morta após sofrer diversos golpes de faca. O corpo da vítima foi encontrado em um imóvel no bairro do Barbalho, na capital baiana, em novembro de 2017.
O suspeito já havia sido preso por meio de mandado de prisão temporária ainda em em 2017, no mesmo mês em que o crime contra a corretora havia sido cometido, mas corria em liberdade em dezembro daquele mesmo ano, quando o mandado expirou. A decisão judicial em desfavor do criminoso se deu em 2023, quando a Justiça o declarou culpado pelo homicídio.
A captura realizada nesta segunda-feira foi efetuada por policiais civis da Coordenação de Polícia Interestadual. O homem foi conduzido à unidade policial, onde foi cumprido um mandado de prisão decorrente de condenação ainda não transitada em julgado. Ele permanece custodiado, à disposição do Poder Judiciário.
O Ministério Público de Sergipe (MP-SE) desmentiu, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (26), a defesa do policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, acusado de matar a empresária e estudante de direito Flávia Barros dos Santos. O crime ocorreu em março deste ano. Tiago era diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso e está preso preventivamente.
De acordo com o MP, as circunstâncias apuradas esclareceram a origem dos ferimentos apresentados pelo suspeito no dia do crime. A alegação de que Tiago teria tentado tirar a própria vida após o disparo contra a empresária foi contestada pelos laudos técnicos.
"Tiago Sóstenes não tentou tirar a própria vida. Ele foi atingido inclusive de forma superficial na cabeça por tiros que ricochetearam em outros alvos. Essa alegação de que ele estava absolutamente abalado e que, portanto, acabou tentando tirar a própria vida cai por terra com base nas provas que até o momento foram produzidas", afirmou a promotora de Justiça Luciana Duarte.
O crime ocorreu em um hotel no Bairro Coroa do Meio, na Zona Sul de Aracaju. Ainda na entrevista, a promotoria informou que as circunstâncias do crime apontam que a vítima estava deitada na cama quando foi executada. Um vídeo divulgado pelo MP mostra o momento anterior à ação do policial. Ele chega ao hotel depois da vítima, arromba a porta do quarto e atira contra ela.
Segundo informações divulgadas pelo g1 Sergipe, dados extraídos dos aparelhos celulares dos envolvidos comprovaram que Flávia vivia um relacionamento abusivo com o policial penal. As mensagens indicam que a estudante já havia sofrido episódios anteriores de violência.
O Ministério Público pede a condenação do suspeito pelo crime de feminicídio, que tem uma pena máxima de 40 anos e a incidência de duas causas de aumento de pena.
"A pena tem que ser rigorosa nesse caso, não só por se tratar de feminicídio, mas um feminicídio com circunstâncias que agravam absolutamente o crime, como o fato dele ser agente da segurança pública, fazer uso de uma arma funcional, por ele ter encurralado a vítima no quarto, atirado nela sem possibilidade de defesa motivado e imbuído com essa questão de gênero", completou a promotora Luciana Duarte.
O caso de uma jovem de 25 anos encontrada sem vida em uma estrada às margens da BA-262, em Vitória da Conquista, neste domingo (24), foi registrado como possível feminicídio. Informações obtidas pelo Bahia Notícias junto a Polícia Civil, a vítima foi identificada como Yasmim da Silva Santos.
A PC aponta ainda que Yasmin foi vista com vida pela última vez horas antes do crime, ao ser retirada à força da casa de um parente pelo ex-companheiro, que é considerado o principal suspeito do crime. A jovem deixa um filho de 6 anos.
Segundo informações do Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias, o crime teria ocorrido no Loteamento Miro Cairo, no bairro Zabelê. O corpo da jovem foi encontrado com marcas de tiros. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa e pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. (A reportagem foi atualizada às 6h43)
A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos (União), lamentou o falecimento de uma jovem de 25 anos, vítima de feminicídio em Salvador, nesta quinta-feira (21). Iana Silva Santos trabalhava como mecânica de uma empresa de ônibus da capital baiana.
Em comunicado divulgado em suas redes sociais, ela comentou ainda sobre o trabalho da jovem no sistema de transporte público da capital. Segundo a vice-prefeita, Iana fazia parte de um programa municipal de inserção feminina no mercado de trabalho.
“Muito triste com a notícia da perda de Iana Silva, vítima de feminicídio. Ela trabalhava na OT- Trans e fazia parte do nosso programa de inserção feminina no mercado de trabalho, iniciou como Jovem Aprendiz”, narra.
No texto, Ana Paula Matos completou: “Que Deus possa confortar o coração de toda família e que nenhuma mulher tenha sua vida e seus sonhos interrompidos de forma tão cruel”, completa.
Uma jovem de 25 anos morreu após ter a casa invadida e ser esfaqueada na manhã desta quinta-feira (21), em Salvador. A vítima foi identificada como Iana Silva Santos. Segundo o g1, ela trabalhava como mecânica de uma empresa de ônibus da capital baiana.
Iana foi atingida com diversos golpes de faca e , após cometer o crime, o suspeito fugiu. Familiares da vítima alegam que o principal suspeito de cometer o crime é o ex-companheiro dela.
A vítima foi socorrida por vizinhos que entraram na casa da vítima após ouvirem gritos. No local, ela foi encontrada gravemente ferida no chão e levada para o Hospital do Subúrbio, mas não resistiu.
Segundo familiares, Iana tinha medida protetiva contra ele após um episódio de agressão. O ex-companheiro dela havia sido preso em fevereiro deste ano, justamente por conta da ocorrência de violência, mas foi liberado no dia 5 de maio para responder pelo crime em liberdade.
Os familiares acreditam que o suspeito entrou pelo telhado da casa e fugiu pela janela, mas os detalhes do crime ainda serão investigados pela Polícia Civil (PC). A corporação pontuou que o caso está com a 3ª Delegacia de Homicídios (DH).
Um homem, de 35 anos, foi preso em flagrante no último domingo (17), após prestar depoimento no Complexo de Delegacias do Sobradinho, em Feira de Santana. De acordo com as investigações, ele é acusado de feminicídio contra a esposa, crime ocorrido no bairro Campo do Gado Novo, no município, também no domingo.
A vítima, de 41 anos, foi encontrada morta no interior da residência, atingida por um disparo de arma de fogo. Ainda segundo a ocorrência, o acusado acionou a polícia alegando que a mulher teria cometido suicídio e que ele teria tentado impedi-la.
No entanto, após as investigações e oitivas, foram constatadas inconsistências nas versões apresentadas. Além disso, a perícia descartou a hipótese de suicídio anteriormente apresentada pelo homem.
A prisão do investigado foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da equipe da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Feira de Santana). O homem foi encaminhado para a unidade policial e segue à disposição da Justiça.
Mais três foragidos da Justiça foram incluídos no Baralho Lilás da Secretaria da Segurança Pública (SSP). A plataforma, inédita no país, reúne criminosos procurados pela SSP por estupro, abuso de menor, feminicídio, tentativas de estupro, além de violência doméstica e crimes relacionados à Lei Maria da Penha.
Os novos integrantes são Alex Pereira Santos, que passa a figurar a carta "Q de Copas". Ele é procurado por descumprir as medidas cautelares já impostas e por risco concreto à segurança da vítima, além de evitar a monitoração eletrônica.

A carta "A de Paus" agora é representada por Lucas Chagas da Conceição. Lucas é foragido da Justiça por crime cometido contra a ex-companheira dele. O agressor desferiu golpes com uma garrafa de vidro.
Já Marcelo Sodré passa a integrar o Baralho Lilás, representando a carta "Q de Ouros". Segundo as investigações, ele agrediu a vítima de forma brutal, deixando-a inconsciente. As lesões foram identificadas como a causa direta do óbito da vitima.
As cartas com os criminosos ficam expostas em um site próprio. A secretaria informa que qualquer denúncia pode ser feita por meio do site do Disque Denúncia ou pelo número 181, com sigilo garantido.
Uma operação conjunta entre a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), a Polícia Civil e o Departamento de Polícia Técnica (DPT) resultou, nesta terça-feira (12), na prisão de um homem condenado pelo homicídio de sua companheira em 2013. O assassinato aconteceu há 13 anos, gerou grande comoção, pois a vítima estava no oitavo mês de gestação.
O mandado de prisão foi cumprido no bairro da Barra, após um trabalho de inteligência conduzido pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) e pela Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur). O investigado, que desferiu diversos golpes de faca contra a mulher e causou a morte do bebê, foi condenado a 15 anos e 10 meses de reclusão.
Para a delegada da Deltur, Marcela Abreu, o crime interrompeu a vida da mulher e do filho que o casal esperava. Após a captura em sua residência, o homem foi encaminhado à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil ressaltou que a resolução deste caso reforça a importância das denúncias de violência doméstica e da solicitação de medidas protetivas para prevenir feminicídios.
Em votação simbólica, foi aprovado no Senado, na sessão desta terça-feira (28), o projeto que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher (CNVM). Como os senadores não fizeram alterações no texto que também já foi aprovado pela Câmara, a proposta segue agora para a sanção presidencial.
O projeto 1099/24, de autoria da deputada Silvye Alves (União-GO), projeto prevê a criação de um cadastro com o nome de todas as pessoas já condenadas por violência contra a mulher, com a sentença transitada em julgado, ou seja, que não haja mais possibilidade de recursos contra a decisão. Relatado pela senadora Augusta Brito (PT-CE), o CNVM irá incorporar informações mantidas pelos bancos de dados dos órgãos de segurança pública federais e estaduais.
De acordo com o texto, o cadastro vai abranger informações sobre pessoas que tenham cometido os seguintes crimes: feminicídio; estupro, inclusive de vulnerável; assédio e importunação sexual; lesão corporal; perseguição; violência psicológica; violação sexual mediante fraude; registro não autorizado da intimidade sexual.
O gerenciamento do cadastro ficará sob responsabilidade do Poder Executivo. Além disso, o cadastro também deve ser periodicamente atualizado e permanecer disponível até o término do cumprimento da pena ou pelo prazo de três anos, se a pena for inferior a esse período.
A proposta prevê que o cadastro nacional contenha as seguintes informações sobre pessoas que cometeram crimes contra as mulheres:
• Nome completo do agressor;
• Documentos de identidade (RG e CPF);
• Filiação;
• Identificação biométrica complementada por fotografia de frente;
• Impressões digitais;
• Endereço residencial; e
• Crime cometido contra a mulher.
A autora do projeto, deputada Sylvie Alves, acompanhou a votação no Senado, e disse que a aprovação unânime da criação do Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher mostra o compromisso do Congresso em criar uma uma medida que pode levar agressores a “pensar e repensar se vão cometer esse tipo de atrocidade como tem acontecido atualmente”.
“Estamos falando de um projeto que vai mudar a realidade do Brasil nos casos de violência contra a mulher, contra o estupro e qualquer outro tipo de violência”, disse a deputada.
“Temos muitas leis que nos protegem, mas infelizmente, elas não têm sido inibidoras dessa violência é crescente no Brasil”, completou.
Silvye Alves destacou ainda que o Brasil é “o quinto país do planeta que mais mata mulheres” e que essa estatística só vai, “infelizmente”, ser barrada se houver uma “atitude drástica”.
Uma mulher foi encontrada morta na manhã deste domingo (26) em uma residência na região de Lagoa do Rancho, em Gavião, na Bacia do Jacuípe. Até o início da manhã desta segunda-feira (26) não havia informações sobre a prisão do suspeito, que era companheiro da vítima.
Segundo o Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias, a vítima foi identificada como Raimunda da Silva Anacleto. Informações preliminares relatam que ele o companheiro, conhecido como “Pepa”, foram vistos no último sábado (25) consumindo bebida alcoólica antes de seguirem para o imóvel onde o corpo foi encontrado.
O imóvel pertence a familiares ligados ao suspeito e não era a residência do casal, que vivia em Capela do Alto Alegre, na mesma região. Na manhã deste domingo, moradores perceberam a presença de um corpo dentro da casa e informaram familiares da vítima.
Parentes se deslocaram até o local, confirmaram a morte e acionaram a polícia. Os relatos indicam que a vítima apresentava sinais de violência, o que levanta a suspeita de feminicídio.
O corpo foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Jacobina, no Piemonte da Diamantina, onde deve passar por exames no Instituto Médico Legal (IML) para determinação da causa da morte. A vítima deixa dois filhos de outro relacionamento. O caso é investigado como feminicídio.
De forma simbólica, foi aprovado pela Câmara dos Deputados, na sessão desta quarta-feira (15), o projeto que endurece a punição para presos condenados por violência doméstica que ameaçarem ou voltarem a agredir a vítima durante o cumprimento da pena. O projeto, que foi chamado de Lei Barbara Penna, segue agora para sanção presidencial.
A proposta, o PL 2083/2022, é de autoria da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), e foi inspirada no caso de Bárbara Penna, que em 2013, na cidade de Porto Alegre, foi atacada pelo ex-companheiro, que ateou fogo nela e no apartamento em que morava e a lançou pela janela do terceiro andar. Bárbara sobreviveu à tentativa de feminicídio, mas o incêndio matou seus dois filhos, ainda crianças.
O agressor foi condenado a 28 anos de prisão, mas mesmo depois de preso, ele continuou a ameaçar sua ex-companheira. Na justificativa da proposição, Soraya Thronicke destacou que Barbara Penna atualmente vive com medo, já que seu agressor obteve êxito na progressão de regime e está fora do presídio, e ainda mora na mesma cidade.
Depois de tudo que passou, Barbara Penna se tornou uma ativista pela proteção das mulheres. Barbara possui mais de 600 mil seguidores, e se tornou uma referência nacional no combate à violência doméstica e na formulação de propostas junto com o Legislativo para garantir maior proteção às mulheres brasileiras.
O texto do PL que agora vai à sanção altera a Lei de Execução Penal para considerar falta grave a aproximação do preso da vítima ou de seus familiares em descumprimento de medidas protetivas. Nesses casos, o condenado poderá sofrer regressão de regime, perda de dias remidos e reinício do prazo para progressão.
Atualmente, o descumprimento dessas medidas já é crime, com pena de 2 a 5 anos de reclusão, mas depende de novo processo judicial. A mudança permite resposta mais imediata no âmbito da execução penal.
Além disso, o projeto prevê a aplicação do RDD nesses casos. O regime disciplinar diferenciado, com duração máxima de dois anos, impõe isolamento em cela individual, restrições a visitas e ao banho de sol, além de monitoramento de comunicações.
O projeto também altera a Lei de Crimes de Tortura para incluir como tortura a submissão reiterada da mulher a sofrimento físico ou mental no contexto de violência doméstica, ampliando a responsabilização dos agressores.
"Essa aprovação representa mais do que um avanço legislativo; é um passo essencial para transformar a realidade de milhares de mulheres no Brasil. Com essa decisão, o Congresso reafirma seu compromisso com a justiça, a sociedade se fortalece e o país caminha rumo a um futuro mais seguro e digno para todas", afirmou Barbara Penna em suas redes sociais quando o projeto foi aprovado no Senado.
Um levantamento do Bahia Notícias (BN), que analisou a distribuição dos casos de feminicídio nos mais de 417 municípios baianos, mostra que o interior do estado concentra a maior parte das ocorrências. Mesmo com a redução no número de casos em 2025 na comparação com 2024, a Bahia segue registrando um volume elevado de mortes motivadas por questões de gênero.
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ-SP), encaminhados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), indicam que 102 mulheres foram mortas em 2025. Desse total, 11 casos ocorreram em Salvador, enquanto 91 foram registrados no interior. Confira em números:
Quando considerada a série histórica entre 2017 até fevereiro de 2026, já são 907 casos registrados. Desses, 136 ocorreram na capital baiana. Na prática, isso significa que cerca de 85% dos feminicídios no estado acontecem fora de Salvador.
O mesmo padrão estatístico se repete nas tentativas de feminicídio. Nos últimos quatro anos, foram contabilizadas 912 ocorrências, sendo 107 na capital. Ou seja, aproximadamente 88% dos casos também se concentram no interior. Veja abaixo:
Entre os municípios com maior número de registros estão Lauro de Freitas, Juazeiro, Feira de Santana e Ilhéus. Confira no mapa da violência em 2025 do BN:
Embora parte das cidades não registre ocorrências, o cenário geral permanece preocupante, especialmente quando consideradas também as tentativas de feminicídio. Confira agora um mapa com a série histórica de feminicídios e tentativas de assassinatos.
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VIOLÊNCIA DENTRO DE CASA
Esse padrão não é isolado. Nove em cada dez vítimas de feminicídio estavam inseridas nesse contexto, segundo relatório da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), publicado em 2026.
Cerca de 85% dos crimes ocorreram dentro do domicílio das vítimas, indicando o ambiente doméstico como principal cenário da violência letal contra mulheres. A análise também é reforçada por especialistas.
Sede do centro de pesquisa da temática | Foto: Reprodução / Ufba / Redes Sociais
Ao Bahia Notícias, a advogada e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia (PPGNEIM/Ufba), Flávia Gomes Nogueira, explica que o feminicídio deve ser compreendido para além de casos isolados.
“Observa-se que a maioria dos feminicídios ocorre no âmbito privado, frequentemente praticados por companheiros ou ex-companheiros, o que revela relações marcadas pelo controle e pela dominação dos corpos e das vidas das mulheres”, explica Flávia Nogueira.
Na linha de frente das investigações, a delegada Lígia Nunes de Sá explica com sua experiência no atendimento a casos de violência contra a mulher em municípios do interior baiano, diante da dificuldade de atuação em casos nos quais as vítimas não formalizam denúncias.
“Combater o feminicídio é um desafio constante. Em alguns casos, eu consigo atuar e em outros não. Como nos crimes de lesão corporal, mesmo sabendo que ocorreu o crime, a vítima esconde ou dá outra informação sobre a lesão como: ‘foi uma queda’ ou ‘esbarrei com a porta’. Ela dá uma informação que não condiz com a verdade, já vi muitos casos dessa forma", detalha.
Segundo a delegada, essa proteção nem sempre ocorre apenas por medo, mas também por fatores emocionais e financeiros. “O que mais acontecia era que chegavam a mim e falavam: ‘Doutora, eu não quero que ele seja preso’ ou ‘Estou sofrendo a violência, quero que ele me deixe em paz’ ou ‘Quero que ele saia de casa!", revela Lígia.
Na prática, há um desafio recorrente. As vítimas nos casos de violência doméstica sofreram abusos físicos e psicológicos, e, em um cenário de vulnerabilidade, os policiais precisam explicar que há uma diferença entre um parceiro e um agressor. Ainda assim, muitas mulheres desistem dos procedimentos legais por dependência, seja emocional ou financeira.
"Essa confusão entre a pessoa querida, seja o marido ou pai dos filhos, e um agressor. A mulher se vê em um impasse, ela não quer a investigação. Tem o receio ou medo com a dependência emocional muitas vezes”, explica.
Com nove anos de atuação em cidades como Juazeiro e Paulo Afonso, Lígia Nunes destaca a necessidade de ampliar ações de conscientização e educação como forma de prevenção.
“Muitas vezes recebemos uma denúncia de crimes como lesão corporal e constatamos o crime, mas a vítima não denuncia. Ou quando chegava na unidade, falava ‘Eu não quero que ele seja preso’, ‘Eu quero seguir com minha vida’, podendo ser o medo ou a forte dependência financeira, afinal o agressor cuidava da casa”, conta a delegada.
OS DESAFIOS DO INTERIOR
Embora os dados apontem para uma concentração no interior, o problema se manifesta em diferentes regiões do estado e em diferentes condições financeiras das vítimas.
“De fato, os dados confirmam essa realidade do dia a dia, a maioria dos feminicídios na Bahia ocorre no interior do Estado. Há maior dificuldade de acesso aos serviços de proteção e apoio, como a delegacia especializada, como centro de referência mulher, como casa-abrigo. Então a distância e essa menor oferta na infraestrutura dificultam sim a denúncia”, defende a delegada Juliana Fontes.
Em entrevista ao Bahia Notícias, a atual diretora do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) esclarece que a vida de mulher tem peso social após uma denúncia. Um peso pela pressão da comunidade e família, sobretudo naquelas pequenas cidades.
“O que a gente vê muito também é que em comunidades menores pode haver uma pressão social mais forte, porque a mulher, a sociedade cobra naquele lugar pequeno que a mulher mantenha, que ela continue vivendo naquele relacionamento abusivo. Então há um certo silenciamento em torno da violência doméstica”, esclarece Juliana Fontes.
VIDAS PERDIDAS
Os números ajudam a dimensionar a magnitude do problema, mas não se resumem a estatísticas. Ao longo do último ano, diversos casos ganharam repercussão tanto no interior quanto na capital. Em 2025, o estado registrou 255 tentativas de feminicídio. Apenas em fevereiro de 2026, já foram contabilizadas 26 ocorrências.
Por trás desses dados estão histórias como a de Leidimar Oliveira Guimarães, moradora de Palmas de Monte Alto, no sudoeste baiano. Ela foi até uma cidade vizinha cobrar do ex-marido o pagamento da pensão alimentícia. Após desaparecer, seu corpo foi encontrado na residência do ex-companheiro.
Outro caso é o de Sashira Camilly, que foi chamada pelo ex-namorado para uma lanchonete, na região de Vitória da Conquista. No local, uma substância foi colocada em sua bebida. Após ser dopada, ela foi esfaqueada e o corpo levado para outra cidade.
Na região sisaleira, em Santaluz, Maria da Penha foi encontrada inconsciente, com marcas de agressão no tórax. O suspeito principal, ex-companheiro desapareceu durante as investigações.
Em Feira de Santana, no bairro Asa Branca, policiais atenderam uma ocorrência após moradores agredirem, a pauladas, o companheiro de Maria Aparecida Conceição Santos, de 47 anos. Segundo relato do filho do casal, o homem teria atirado contra a vítima após uma discussão.
Também em Feira, a jovem Franci Evelyn Carmen Vitória de Jesus, de 19 anos, foi morta com um disparo de arma de fogo no rosto. Na ocasião, a vítima havia saído para encontrar o namorado sendo encontrada dias depois, sem vida.
Testemunhas relataram que a Franci de Jesus sofria ameaças constantes e vivia um relacionamento abusivo, havendo ainda suspeita de cárcere privado antes do crime.
Apesar das diferenças entre os casos, eles revelam um padrão recorrente: mulheres assassinadas em contextos de relações afetivas marcadas por violência, controle e, frequentemente, pela não aceitação do fim do relacionamento.
“A compreensão do feminicídio na contemporaneidade exige um olhar interdisciplinar. O feminicídio, nesse sentido, não é um evento isolado, mas o desfecho de um contínuo de violências, decorrente de uma naturalização de comportamentos que estruturam nossa sociedade", explica a pesquisadora Flávia Nogueira.
NÃO É FÁCIL
Em casos de violência doméstica ou abuso, é fundamental buscar ajuda para interromper o ciclo de violência. Denúncias podem ser feitas de forma anônima, pela Central de Atendimento à Mulher, ou por meio de registro em uma delegacia.
Imagens da Deam de Jequié e de um Neam na Bahia | Fotos: Reprodução / Haeckel Dias / Alberto Maraux
Ambas as delegadas salientam que, apesar das dificuldades, as 15 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) do estado e todos os 18 Núcleos Especializados de Atendimento à Mulher (Neam) seguem de portas abertas para atender e ajudar essas mulheres, sem julgamento, mas com atenção e respeito.
“A nossa função, ela é muito mais do que. Reprimir do que ter uma resposta dos inquéritos, dos crimes, da apuração de crimes, de repressão, mas é também uma atividade de prevenção, para que a violência não chegue a acontecer, para que nós possamos atuar antes mesmo que o crime chegue a uma delegacia de polícia”, sustenta Lígia Nunes.
A ampliação das denúncias e das ações de prevenção segue sendo essencial para enfrentar o problema e reduzir os índices de violência contra mulheres na Bahia.
“Muitas não se sentem prontas. Não se pode viver com medo, não se pode viver com violência. Vai acabar gerando o feminicídio, é um rompante na vida. O que falo é: vocês não estão sozinhas, merecem viver sem medo. A violência não é normal, não é culpa da mulher. Busque apoio, amigo, familiar, vizinho", alerta Juliana Fontes.
Interromper o ciclo de violência é essencial para salvar vidas." É importante conversar com um profissional, procure ajuda, não hesite em procurar ajuda. A gente aqui quer que a vida sem violência é o direito de todas nós”, completa.
Denúncias podem ser feitas de forma anônima e gratuita:
- Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180 ou 181
- Polícia Militar: Ligue 190
- Delegacias Territoriais e Especializadas (Deam) ou Núcleos de Atendimento (Neam)
O policial penal Thiago Sóstenes Miranda de Matos, de 35 anos, foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público de Sergipe (MP-SE), acusado de matar Flávia Barros dos Santos, de 38 anos, em um hotel de Aracaju (SE).

Flávia Barros também estudava Direito / Foto: Reprodução / Redes Sociais
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (9) pelo advogado da família da vítima, Lincoln Prudente Rocha, durante entrevista ao SE1. O acusado era diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, no Norte baiano, do qual foi exonerado. A vítima também morava na cidade baiana onde atuava como empresária e cursava direito. O inquérito conduzido pela Polícia Civil sergipana já havia indiciado o policial penal por feminicídio.
O caso ocorreu no dia último dia 22 de março quando Flávia Barros foi encontrada morta com marcas de tiros em um hotel localizado na Zona Sul da capital sergipana. Depois, Thiago teria atirado contra si próprio.
Ele foi socorrido, hospitalizado e, após receber alta médica, foi encaminhado ao Presídio Militar de Sergipe (Presmil), onde permanece custodiado à disposição da Justiça.
O juiz Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador, determinou a suspensão do andamento da ação penal contra Ramon Esteves Baraúna, réu acusado de homicídio qualificado, contra a ex-namorada por não aceitar o término. Com a instauração do incidente, o processo ficará suspenso, incluindo a sessão de julgamento que estava designada para esta sexta-feira (10).
De acordo com o documento, a qual o Bahia Notícias teve acesso, o júri foi adiado para instauração de incidente de insanidade mental. A decisão, assinada no último dia 7 de abril de 2026, atende a pedido da Defensoria Pública, que alega que o acusado é portador de esquizofrenia há mais de dez anos, com acompanhamento comprovado por relatórios médicos do serviço especializado CAPS.
O magistrado destacou que o incidente deve ser instaurado sempre que houver dúvida sobre a saúde mental do réu, tanto no momento do crime quanto na atualidade. O juiz entendeu ser necessária a perícia oficial para aclarar a higidez mental de Baraúna, diante dos documentos acostados aos autos, que indicam histórico de transtorno psicótico. O Ministério Público se manifestou favoravelmente ao pedido e apresentou quesitos para o exame.
A Defensora Pública que subscreveu o pedido foi nomeada curadora do denunciado. A defesa terá prazo de cinco dias para, querendo, oferecer seus próprios quesitos. Em seguida, o Departamento de Polícia Técnica deverá ser oficiado para realizar o exame de sanidade mental.
RELEMBRE O CASO
Um ex-policial militar foi acusado de tentativa de homicídio contra a ex-namorada Jéssica Reis Ramos, em 9 de junho de 2012. O réu, Ramón Baraúna, também é acusado pela morte de um rapaz identificado como Jaime, que estava no local e não sobreviveu.
De acordo com a denúncia e o relato do advogado da vítima, Alexandre Dortas Sobrinho, o réu não aceitava o fim do relacionamento com Jéssica. Na noite do crime, ele teria levado a vítima para uma área escura atrás de um hotel em Ondina e desferido um tiro na cabeça da mulher.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) vai julgar nesta sexta-feira (10) um ex-policial militar acusado de tentativa de homicídio contra a ex-namorada Jéssica Reis Ramos, crime ocorrido em 9 de junho de 2012. O réu, que à época era policial militar, também é acusado pela morte de um rapaz identificado como Jaime, que estava no local e não sobreviveu.
De acordo com a denúncia e o relato do advogado da vítima, Alexandre Dortas Sobrinho, o réu não aceitava o fim do relacionamento com Jéssica. Na noite do crime, ele teria levado a vítima para uma área escura atrás de um hotel em Ondina e desferido um tiro na cabeça da mulher.
Ao perceber a presença de outra pessoa, identificada como Jaime, o ex-policial também teria atirado contra ele, causando a morte do homem no local. A versão inicialmente apresentada pelo réu, segundo a acusação, era de que se tratava de uma tentativa de assalto frustrada, o que é contestado pela família da vítima e pelo Ministério Público.
A mãe de Jéssica, dona Cristina, concedeu um depoimento detalhado ao Bahia Notícias, sobre os acontecimentos que antecederam o crime. Segundo ela, o namoro entre o réu e sua filha começou quando Jéssica era menor, sem o conhecimento ou consentimento da família.
"Ela namorava com ele há seis anos e foi um namoro que eu não aceitei desde o começo. Eles começaram a namorar sem eu saber, sem o meu consentimento", relatou. Quando tomou conhecimento, dona Cristina disse ter sido contrária à relação: "Quando chegou ao meu conhecimento, que ele veio falar comigo, eu falei não. Porque eu conhecia ele, a nossa convivência foi de crescimento no mesmo bairro, e não era do meu perfil, do meu estilo, para namorar ela."
A mãe conta que cedeu após um conselho de uma pessoa próxima: "A pessoa que eu estava convivendo falou comigo: 'como é que você deixa ele namorar? Porque se você está dizendo não, eles vão continuar, eles não vão parar. E aí, que aconteça qualquer coisa, ele vai ser o responsável'." Dona Cristina afirma que nunca aceitou o namoro de coração aberto: "Tudo bem, eu deixei, mas sabe, de coração fechado. E aí foi o namoro, um namoro conturbado, eu nunca aceitando, sempre dizendo a ela que terminasse."
Sobre o comportamento do réu durante o relacionamento, a mãe descreveu um quadro de controle e ciúmes excessivos: "Ele era impulsivo. Ele tinha ela assim como um objeto dele, uma coisa dele que era dele. Ele queria mandar nela, não queria que ela tivesse amigo nenhum, nem amiga, proibindo ela de sair pros lugares. Sempre ali em cima dela, dando marcação." Ela relata que os amigos de Jéssica foram se afastando "por causa da violência dele, que todo jeito dele era atirando, voltando o revólver na cara dos outros."
A mãe também mencionou que o réu, por ser policial, frequentemente portava armas: "Ele era policial e só chegava lá com duas armas, e eu não queria isso dentro da minha casa. Foi tanto que ela ficava mais lá na casa dele, que era perto lá de casa."
Segundo o depoimento da mãe, Jéssica já havia terminado o namoro na época do crime: "Quando aconteceu isso no dia 9 de junho de 2012, eles já tinham terminado. E ele vinha insistindo em voltar a esse namoro." No dia do fato, o réu teria ligado chamando Jéssica para sair, mas ela recusou, dizendo "que não tinha mais nada pra conversar com ele, que não adiantava, que não ia ter volta". A vítima se arrumava para ir ao aniversário de um amigo.
Dona Cristina relatou que, momentos antes do crime, o réu conversava com seu irmão e estava armado. O irmão teria subido e perguntado a Jéssica se ela iria reatar o namoro, ao que ela respondeu que não. Segundo a mãe, o irmão relatou que o réu "estava muito descontrolado, muito nervoso, tava com arma na mão e disse que era pra falar com ela porque ele não ia se responsabilizar pelo que ele ia fazer".
A mãe afirmou que, nos dias anteriores ao crime, o réu foi até sua casa em pelo menos duas ocasiões. "Eu já tava deitada e ele batendo na porta com violência forte. Aí eu abri a janela, era ele. Eu falei: 'o que é, rapaz? O que é isso?' Aí ele: 'ah, eu vim aqui falar com a senhora que eu não vou me responsabilizar pelo que eu vou fazer, pelo que vier acontecer'." No dia seguinte, segundo ela, ele voltou e disse a mesma coisa.
Sobre a dinâmica do crime, a mãe relatou o que soube posteriormente: o réu chamou Jéssica para conversar e ela foi com medo de que ele fosse até sua casa. Segundo a mãe da vítima ele "puxou ela, jogou dentro do carro e arrastou o carro em alta velocidade". O advogado da vítima complementa que o local do disparo foi na praia atrás de um hotel em Ondina, em meio à escuridão.
Após o crime, Jéssica foi internada em estado grave. A mãe relata que o réu tentou entrar na UTI por três vezes para, segundo sua convicção, "terminar o que ele começou": "Ele tentou por três vezes entrar na UTI, tentou por três vezes contra a vida dela, só não fez nada porque eu estava lá. Eu cheguei antes dele. Ele entrando escondido pela emergência, os amigos dele botaram ele pra dentro, porque pela portaria ele não podia passar."
A família também relatou perseguições após o crime. A mãe conta que precisou se mudar por orientação da delegada responsável pelo caso, mas mesmo assim sofreu intimidações. Medidas protetivas foram solicitadas, mas a mãe afirma que ele não as respeitava, aproximando-se a menos de 500 metros da residência.
O advogado da vítima informou que o réu chegou a ser preso, mas obteve alvará de soltura expedido pelo Tribunal de Justiça da Bahia. Ainda segundo ele, o réu 'perdeu a farda' em processo administrativo que já transitou em julgado. O advogado também afirmou que o réu nunca respeitou a medida protetiva, e que atualmente a vítima mora em outra cidade em razão da perseguição.
Sobre o estado de saúde atual de Jéssica, o advogado informou que ela é completamente cega de um olho e tem menos de 2% da visão no outro. A bala não foi retirada do cérebro, e a vítima sofre crises convulsivas. A mãe complementa: "No começo ela começou dando uma a duas crises; agora, quando ela dá, já chegou a dar 20 crises uma atrás da outra. É crise muito agressiva. Ela tem problema na coordenação motora, toma quatro medicamentos controlados fortíssimos."
Jéssica também tem problemas de fonoaudiologia e perdeu parte do crânio em decorrência das cirurgias. A mãe diz que a filha "praticamente vive dopada" até o efeito dos remédios passar, e que precisa ser segurada para não cair. A família vive do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) recebido por Jéssica em razão de sua incapacidade laboral, adquirida pela bala alojada na cabeça.
O advogado Alexandre Dortas Sobrinho esclareceu que, na época dos fatos, o crime de feminicídio não existia no Código Penal brasileiro, tendo sido instituído posteriormente pela Lei 13.104/2015. Por isso, o réu responde por tentativa de homicídio e pelo homicídio consumado do rapaz Jaime. O tribunal do júri está marcado para esta sexta-feira, 10 de abril.
Ao ser perguntada sobre o que espera do julgamento, dona Cristina respondeu: "Não é nem por vingança, é justiça. Porque eu acho injusto o que ele fez com minha filha e como ele já fazia com outras. Essas outras não tiveram coragem de relatar, de procurar o bem-estar delas, mas a minha filha eu procurei."
Ela afirmou ter sido ameaçada para que parasse de levar o caso adiante, mas disse que não parou. "O que ele fez com a minha filha, ele detonou a vida dela. Ele não matou ela pra tirar de mim como ele queria. (...) O que eu quero, o que eu espero em Deus, que é o único que eu me apeguei esse tempo todo, é justiça para ele saber que não se faz isso nem com um animal, dirás com ser humano. E eu avisei a ele: quando não der certo o namoro de vocês, deixe ela. Deixe ela que ela vai ficar com a família dela, pronto, cada um segue seu caminho. Mas ele criou uma obsessão, ele se achava o dono dela, que ele era o dono e tinha que fazer o que ele queria."
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Marcelo Werner
"O recado que eu mando é que a gente vai continuar trabalhando contra as facções de forma firme. Eu posso garantir em relação a isso".
Disse o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, rebateu as críticas de quem classificou como "chacina" a operação da Polícia Militar que resultou na morte de nove suspeitos no bairro de Cajazeiras 11, em Salvador, na tarde de terça-feira (15).