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falha do sistema
A divulgação da identidade de usuários do transporte público de Feira de Santana portadores de HIV, doença falciforme e fibromialgia teria sido por conta de uma falha no sistema digital. A justificativa foi divulgada em nota pela gestão municipal neste domingo (21).
Por meio do comunicado, a secretaria de mobilidade do município [Semob] lamentou o ocorrido e disse que vai reforçar o compromisso com a preservação da privacidade das pessoas afetadas pela divulgação dos nomes.
"A Semob lamenta profundamente o ocorrido e reforça o compromisso da Prefeitura de Feira de Santana com a preservação da privacidade e da dignidade dos cidadãos A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana informa que, por uma falha do sistema, foram publicados indevidamente os nomes de pessoas portadoras de fibromialgia, HIV e anemia falciforme na portaria que trata da suspensão do benefício do passe livre no transporte coletivo urbano, conforme determinação judicial", diz em trecho da nota.
A Semob informou ainda que uma nova edição do comunicado vai ser publicada no Diário Oficial de Feira de Santana "com as devidas correções, garantindo o sigilo das informações pessoais", acrescentou a pasta.
No novo comunicado, a prefeitura informa que os usuários afetados pela suspensão do passe livre terão cinco dias úteis para devolver os cartões à Semob ao apresentar recurso para continuar com a gratuidade.
Conforme o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a medida atende a uma decisão judicial que extinguiu uma Ação Civil Pública relacionada à concessão e renovação do benefício.
Já para pessoas com fibromialgia, a suspensão decorre de liminar concedida em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), que suspendeu os efeitos da Lei Municipal nº 4.278/2025. A suspensão do passe livre para portadores de HIV também atende decisão judicial.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Teriam desrespeitado decisão do Supremo e, em tese, teriam autorizado pagamentos remuneratórios e indenizatórios superiores aos parâmetros constitucionais fixados".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) ao determinar que os presidentes de sete TJs (Tribunais de Justiça) expliquem indícios de descumprimento à tese da corte sobre os penduricalhos.