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donald trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a situação política do Brasil como "perigosa" e "complicada" durante entrevista a jornalistas na cúpula do G7 nesta quarta-feira (17). Na ocasião, o líder norte-americano também se confundiu ao comentar a situação jurídica dos familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro, acreditando que prenderam o "Bolsonaro junior".
"O Brasil se tornou um país um pouco complicado, certo? Politicamente. Ficou um pouco perigoso do ponto de vista político", diz Trump ao ser questionado se havia conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as propostas de novas tarifas de importação de até 37,5% e a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos EUA.
Confira o momento em que ele é questionado em vídeo registrado pelo portal Metrópoles:
Segundo informações apuradas pela Folha de S.Paulo. Durante a coletiva, o presidente norte-americano demonstrou desconhecimento sobre os detalhes das recentes decisões do Judiciário brasileiro.
"Ouvi dizer que prenderam hoje alguém que está concorrendo a um cargo público. [...] Ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr.", comenta Trump, acrescentando que a suposta prisão teria ocorrido devido a uma declaração feita no Texas.
SEM PRISÃO
A declaração faz referência à decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.
Diferente do afirmado por Trump, não houve decretação de prisão, uma vez que a decisão ainda cabe recurso. Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde março de 2025. O presidente norte-americano também confundiu o ex-deputado com seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República.
Ao comentar o cenário, Trump afirmou que as autoridades brasileiras "jogam pesado", mas alegou que as eleições em seu próprio país seriam "manipuladas". Em Genebra, na Suíça, o presidente Lula rebateu as declarações do líder norte-americano. O petista afirmou que, se o republicano avalia o Brasil apenas pela relação que mantém com a família Bolsonaro, ele "desconhece o Brasil".
"Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania", declarou Lula. "Ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto. [...] Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil".
A derrota de Senegal por 3 a 1 para a França, na estreia da Copa do Mundo de 2026, não foi o único assunto abordado pelo capitão Kalidou Koulibaly após a partida disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O experiente zagueiro aproveitou a zona mista para lamentar a ausência de parte da torcida senegalesa no estádio em razão das restrições migratórias impostas pelos Estados Unidos.
Em dezembro do ano passado, o governo norte-americano implementou limitações parciais de viagem para cidadãos de alguns países, entre eles Senegal, Costa do Marfim, Haiti e Irã, todos representados no Mundial. Embora atletas, dirigentes e familiares próximos tenham recebido exceções, muitos torcedores ficaram impossibilitados de viajar para acompanhar suas seleções.
Koulibaly afirmou que a federação senegalesa tentou viabilizar a presença de familiares e apoiadores, mas reconheceu que muitos não conseguiram entrar no país.
"A federação fez o possível para que nossos pais ou familiares próximos pudessem estar conosco. Mas é verdade que alguns torcedores não puderam viajar para os Estados Unidos. Acho que cada equipe pode ter seus representantes, então não entendo por que pessoas da África não podem ter os seus", declarou.
O defensor, que construiu carreira de destaque no futebol europeu com passagens por Napoli e Chelsea, evitou aprofundar o debate político, mas reforçou que o futebol deve ser um espaço acessível para todos os povos.
"Não quero falar de política. Só quero falar de futebol, aproveitar o futebol. Acho que o futebol é para todos. Espero que a situação fique bem, mas o mais importante é que temos de jogar pelo nosso povo", completou.
Apesar das dificuldades, Senegal contou com apoio de integrantes da comunidade senegalesa residente nos Estados Unidos. Torcedores vindos principalmente de Nova York, onde há uma significativa diáspora do país africano, marcaram presença nas arquibancadas e tentaram transformar o MetLife Stadium em uma extensão de Dakar durante a estreia da equipe no Mundial.
Dentro de campo, porém, o apoio não foi suficiente para evitar a derrota para a França. Agora, os senegaleses buscam recuperação na próxima rodada para seguir vivos na briga por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. O próximo confronto será contra a Noruega, de Erling Haaland, na próxima segunda-feira (22).
Com a Copa do Mundo 2026 já dominando conversas e postagens nas redes sociais, os três poderes em Brasília terão uma semana intensa, com definições importantes no Congresso Nacional, julgamentos de destaque no Judiciário e com o governo federal tentando negociar acordos durante a reunião das maiores economias do mundo, na França.
Esta reunião, do chamado G7, conta com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve fazer discursos no evento e manter encontros com Emmanuel Macron e a premiê do Japão. Lula tenta ainda uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar reverter uma nova aplicação de tarifas impostas aos produtos brasileiros.
E na França, Lula estará de olho no que acontece nessa semana no Congresso, principalmente em relação aos rumos do projeto que muda a jornada 6x1. Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) marcou a votação do projeto do governo que muda a jornada 6x1 e que tem urgência constitucional, e no Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) ainda segura o envio da PEC que trata do tema para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A semana ainda tem dois importantes julgamentos no Supremo Tribunal Federal: a Corte julga o ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação, e retoma a análise de recursos contra trechos do Marco Civil da Internet, uma decisão que vai definir a responsabilidade das big techs em relação a danos causados por conteúdos publicados por usuários.
Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula chegou nesta segunda-feira (15) à cidade de Évian-les-Bains, na França, onde vai acontecer a reunião dos líderes do G7, o grupo formado pelas principais economias do mundo. Essa reunião acontece pouco depois de o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, anunciar que chegou a um acordo para encerrar a guerra com o Irã.
E além de discutir os próximos passos desse acordo entre Estados Unidos, Israel e Irã, os líderes globais vão debater temas como a interminável guerra entre Rússia e Ucrânia, assim como os desequilíbrios econômicos globais, o fornecimento de minerais críticos fora da China, entre outros assuntos.
Durante a cúpula, o presidente Lula participará de debates sobre parcerias internacionais, desenvolvimento global e crescimento econômico equilibrado. Lula deve cobrar dos países ricos a manutenção do financiamento de iniciativas voltadas ao combate à pobreza e ao desenvolvimento das economias emergentes.
Na agenda de Lula está previsto um encontro bilateral com o presidente da França, Emmanuel Macron, além de outra reunião fechada com a premiê do Japão, Sanae Takaichi. A delegação brasileira também quer aproveitar a cúpula para tentar reverter a proibição de importação determinada em 5 de junho pela União Europeia a vários produtos agropecuários brasileiros.
Outro encontro que está sendo negociado pelo Brasil é com o presidente norte-americano Donald Trump. O governo brasileiro quer tentar reverter a disposição dos EUA de aplicar novas tarifas ao Brasil e busca acertar uma conversa entre Lula e Trump. O presidente brasileiro retorna ao Brasil na próxima quinta (18).
No calendário da economia, o destaque da semana será a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que decidirá sobre a taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião, no final de abril, o Copom reduziu a Selic de 14,75% para 14,50%, o segundo corte seguido de 0,25% nos juros neste ano.
Para a reunião desta semana, o mercado financeiro aposta em um novo corte de 0,25% na taxa de juros, reduzindo a Selic a 14,25% ao ano. O Comitê começa a se reunir na terça (16) e divulga a sua decisão sobre a Selic na quarta (17).
PODER LEGISLATIVO
Cansado de esperar que o governo retirasse a urgência constitucional do projeto que modifica a escala de trabalho 6x1, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), marcou para esta terça (16) a votação da matéria no plenário. A apreciação do projeto do governo levará à desobstrução da pauta de plenário.
Motta escalou o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para ser o relator do projeto no plenário. Prates já havia sido o relator da proposta de emenda constitucional que tratava do tema, e que foi aprovada em 27 de maio pelos deputados.
O texto proposto pelo governo é parecido com a PEC do fim da 6x1, que estabelece o limite de 40 horas de jornada e dois dias de descanso semanais. A diferença entre os dois textos está justamente no regime de urgência do projeto de lei. Como foi apresentado em 14 de abril, o texto deveria ser votado até o final de maio.
Em uma publicação nas redes sociais, o presidente da Câmara deixou claro que a análise do projeto que trata sobre a redução de jornada de trabalho tem como objetivo destravar a pauta para focar em dois projetos ainda neste semestre: a regulamentação da Inteligência Artificial no Brasil e a proposta que reajusta o teto de faturamento para os MEIs (Microempreendedores Individuais).
O primeiro foi aprovado no Senado no fim de 2024, mas deve retornar se os deputados fizeram mudanças no texto. O projeto determina quais são os compromissos das empresas que desenvolvem IA no país e orienta a finalidade para o uso dessa ferramenta. Para isso, a proposta define o SIA (Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial).
Já a outra proposta aumenta o limite de faturamento de MEI para R$ 130 mil e passa a permitir a contratação de até dois empregados.
Esses projetos são o foco de Motta para este semestre, mas outra proposta também volta à Câmara e deve gerar pressão para ser votada antes do recesso: o texto aprovado pelo Senado que cria uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos adversos e dificuldades econômicas.
Caso haja a desobstrução da pauta, Motta deve priorizar também a votação do “PL dos Combustíveis”. O texto entrou em pauta no plenário nas últimas semanas, mas não foi discutido e pode ser levado à votação.
Criado com o objetivo de diminuir impactos econômicos gerados pelo conflito no Oriente Médio, o projeto busca reduzir os tributos incidentes em combustíveis, como gasolina e etanol.
Nas comissões da Câmara, o destaque será a análise do relatório da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) ao projeto que criminaliza a misoginia. A relatora manteve em seu parecer o ponto central da proposta original, de tornar a misoginia crime inafiançável e imprescritível, nos moldes do racismo. A principal mudança feita pela deputada está na definição jurídica da conduta.
Em vez de caracterizar a misoginia como “ódio” ou “aversão” às mulheres, o novo texto fala em “menosprezo ou discriminação” em razão da “condição de mulher”. Segundo Tabata Amaral, a mudança que ela introduziu no texto busca aproximar o projeto da linguagem já usada na legislação penal e processual penal.
No Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, apresentou uma pauta de temas diversificados para serem analisados no plenário nesta semana. Entre os destaques estão projetos sobre formação continuada de professores, criação de uma universidade voltada ao esporte e inclusão da educação política no currículo escolar.
Na sessão deliberativa de terça (16), os senadores devem analisar o projeto de lei 96/2024, de autoria do deputado Idilvan Alencar (PDT-CE), que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para detalhar quais atividades poderão ser consideradas para fins de aperfeiçoamento profissional continuado dos profissionais da educação básica pública.
Também está na pauta o projeto de lei 5.672/2025, de autoria do deputado Leo Prates, que prevê a transferência simbólica da sede do governo federal para Salvador no dia 2 de julho de cada ano, em referência à consolidação da Independência do Brasil na Bahia.
Outro destaque é o projeto de lei 6.133/2025, encaminhado pela Presidência da República, que cria a Universidade Federal do Esporte. A proposta recebeu parecer favorável na Comissão de Esporte e busca ampliar a formação acadêmica e a produção de conhecimento voltadas ao setor esportivo.
Já na quarta (17), o plenário deve apreciar o projeto de lei 4.088/2023, da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), que inclui educação política e direitos da cidadania como componente curricular obrigatório da educação básica. A proposta também institui a Semana Nacional da Ética e da Cidadania.
Os senadores ainda poderão analisar o projeto de lei 162/2024, que institui a Semana Nacional da Ética e da Cidadania, e o projeto de lei 6.113/2023, do deputado Duda Ramos (Podemos-RR), que cria o Banco Nacional de Boas Práticas na Prevenção e no Combate à Violência contra a Mulher.
Além das votações, o Senado realizará na terça a cerimônia de entrega da Comenda Santa Dulce dos Pobres e, na quinta (18), uma sessão especial em homenagem aos 70 anos de criação do Conselho Federal de Química.
PODER JUDICIÁRIO
A semana começa no Supremo Tribunal Federal com o julgamento, marcado para esta terça (16) na Primeira Turma, do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). O ex-parlamentar é acusado de coação por articular sanções a autoridades brasileiras junto ao governo dos Estados Unidos, como forma de influenciar no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República, o objetivo de Eduardo Bolsonaro com suas ações nos Estados Unidos teria sido o de constranger integrantes do STF e interferir nas investigações relacionadas aos atos antidemocráticos e à tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.
A acusação tem como base elementos reunidos pela Polícia Federal, que apontam que Eduardo passou a atuar de forma mais intensa nos EUA após deixar o Brasil. O ex-deputado afirma ser alvo de perseguição política.
Na Primeira Turma do STF votarão os ministros Alexandre de Moraes, que é o relator do caso, além de Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia.
No plenário virtual, os ministros do STF analisarão decisão do ministro Flávio Dino que cobra do Congresso Nacional a regulamentação da mineração em terras indígenas. A decisão em debate estabelece prazo de dois anos para que os parlamentares aprovem uma lei sobre o tema e, enquanto isso não ocorre, prevê regras provisórias para a atividade, como a realização de consulta às comunidades afetadas, participação dos povos indígenas nos lucros da exploração e medidas de proteção ambiental.
Já no plenário físico, o presidente do STF, Edson Fachin, agendou para a próxima quarta (17) a continuidade do julgamento dos recursos apresentados a uma decisão da Corte sobre o Marco Civil da Internet. No julgamento, o STF deve consolidar a tese que servirá de referência para milhares de processos envolvendo redes sociais e plataformas digitais em todo o país, na discussão do marco civil.
Os dois recursos que serão analisados esta semana são relatados pelos ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. A Corte já definiu que grandes empresas de tecnologia terão de adotar medidas para combater conteúdos ilegais, como publicações relacionadas à pornografia infantil, terrorismo, tráfico de pessoas, discursos de ódio e incentivo à automutilação.
A redação final da tese deve esclarecer em quais situações as plataformas poderão ser responsabilizadas por danos causados por conteúdos publicados por usuários, encerrando um dos julgamentos mais relevantes dos últimos anos para a regulação da internet no Brasil. Um dos pontos de consenso, até o momento é de que as plataformas terão 60 dias, a partir do final do julgamento, para implementar as mudanças estruturais previstas na tese.
As determinações abrangem, além do chamado dever de cuidado (adoção de medidas concretas para reduzir riscos de ofensas a direitos fundamentais), a autorregulação e a disponibilização de canais de atendimento específico para pedidos de retirada de conteúdo.
Também ficou definido que os provedores de aplicações de internet terão responsabilidade solidária pelos danos decorrentes de conteúdos gerados por terceiros em casos de crime ou atos ilícitos. Na responsabilidade solidária, a dívida pode ser cobrada de todos ou apenas da parte que tem mais probabilidade de quitá-la.
Ainda nesta semana, está na pauta do STF a discussão sobre os efeitos da decisão que passou a exigir a comprovação de intenção de cometer irregularidades para enquadrar um agente público por improbidade administrativa. Na prática, o entendimento dificulta a punição de gestores por erros, negligência ou má administração quando não houver prova de má-fé, tema que divide especialistas em combate à corrupção e defesa da administração pública.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (10) que pretende realizar novos ataques contra o Irã ainda hoje, em meio à escalada militar entre os dois países no Oriente Médio. Em declaração a jornalistas na Casa Branca, Trump disse que os EUA voltariam a agir após os bombardeios realizados na terça-feira (9) contra alvos iranianos.
Segundo ele, as ações são uma resposta à derrubada de um helicóptero militar americano na região do Estreito de Ormuz. “Eles deveriam ter assinado um acordo”, declarou o presidente norte-americano ao comentar as negociações que buscam encerrar as hostilidades.
A tensão aumentou após forças dos Estados Unidos atacarem sistemas de defesa aérea, radares e centros de controle iranianos localizados próximos ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. O Comando Central dos EUA informou que a operação foi conduzida como medida de autodefesa e retaliação ao incidente envolvendo o helicóptero Apache.
Em resposta, o Irã lançou mísseis contra instalações militares americanas no Bahrein. A Guarda Revolucionária iraniana classificou a ofensiva como uma reação “contundente”, enquanto o chanceler Abbas Araghchi afirmou que o país revidará.
Apesar da troca de bombardeios, negociações diplomáticas seguem em andamento. De acordo com informações divulgadas pela agência Reuters, representantes do Catar viajaram a Teerã para tentar avançar em um acordo entre os dois países.
Os senadores da Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovaram, na reunião desta quarta-feira (10), a PEC 65/2023, que cria um regime jurídico próprio e concede autonomia orçamentária e financeira para o Banco Central. A proposta segue agora para ser apreciada pelo plenário.
O projeto, de autoria do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), garante ao Banco Central autonomia não apenas operacional — já prevista em lei desde 2021 —, mas também administrativa, orçamentária e financeira. Além disso, a PEC transforma o BC em uma entidade pública de natureza especial, integrante do setor público financeiro e dotada de poder de polícia, incluindo poderes de regulação, supervisão e resolução.
Um dos principais pontos do texto do relator Plínio Valério (PSD-AM) é a inclusão de dispositivos para blindar o Pix. O projeto estabelece competência exclusiva do Banco Central para regular e operar o sistema de pagamentos instantâneos, vedando a transferência da estrutura para entidades privadas. A proposta também preserva a gratuidade do Pix para pessoas físicas.
A alteração que fortalece o Pix surge em um momento no qual ele vem sendo atacado pelo governo norte-americano, que acusa o sistema de pagamentos brasileiro de prejudicar empresas dos Estados Unidos. Os defensores do projeto afirmam que haverá o fortalecimento do Pix ao incluí-lo na Constituição e garantir recursos para seu funcionamento e aprimoramento. Em seu parecer, o senador Plínio Valério garante a gestão do Pix pelo Banco Central.
O projeto, aprovado em votação simbólica na CCJ, apesar da resistência do governo Lula, foi enfaticamente defendido pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Os servidores da instituição, representados pela ANBCB (Associação Nacional de Auditores do Banco Central), também deram seu apoio ao projeto.
Na manhã desta terça (9), 43 chefes de departamento do BC divulgaram uma carta reforçando o apoio à proposta do Senado, e pedindo celeridade na sua aprovação.
De acordo com o projeto, o orçamento da instituição será aprovado e executado por ato próprio do BC, custeado por receitas que passariam a ser próprias, não mais do Tesouro. O Banco Central hoje realiza operações financeiras e administra ativos bilionários, como ganhos com aplicação das reservas internacionais em ativos no exterior, receitas relacionadas à emissão de moeda e títulos públicos.
Essas operações geram receitas, às quais a PEC dá a destinação de financiar o funcionamento do BC. O relator inseriu na PEC a previsão de que uma lei complementar vai estabelecer limites para o crescimento das despesas de custeio e de investimento do Banco Central.
As despesas de pessoal e encargos sociais, de custeio administrativo, de benefícios e assistência a pessoal e de investimento deverão passar por apreciação prévia do Conselho Monetário Nacional (CMN) e por deliberação conclusiva da comissão temática do Senado Federal.
Na semana em que será iniciada a Copa do Mundo de Futebol 2026, os três poderes terão dias agitados, com foco em temas como a jornada de trabalho 6x1, as novas tarifas que podem ser impostas pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil, a redução da maioridade penal, entre outros.
Sobre a mudança na jornada de trabalho, o governo federal está de olho na decisão que será tomada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a respeito da tramitação da matéria já aprovada pela Câmara. Alcolumbre vai conversar com os líderes para definir um calendário próprio para a matéria, mas já adiantou que não pretende apressar a tramitação do projeto que é considerado prioritário pelo Palácio do Planalto.
Nesta semana o governo busca ainda acelerar negociações com a administração Trump nos Estados Unidos, para discutir as tarifas anunciadas após o fim da investigação comercial contra o Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia solicitar um encontro com Donald Trump na próxima semana, durante a realização da reunião do G7, na França, para debater o tema das tarifas.
No Judiciário, o destaque é o julgamento, no Supremo Tribunal Federal, de recursos relacionados ao Marco Civil da Internet. O STF discute a responsabilidade civil de plataformas digitais por conteúdos publicados por usuários e a possibilidade de remoção de material ofensivo sem ordem judicial.
Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula terá um início de semana, nesta segunda-feira (8), com uma pauta de reuniões internas no Palácio do Planalto. Na parte da manhã, Lula terá reuniões com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e com a secretária-executiva do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, Raimunda Monteiro.
Na parte da tarde, o presidente Lula se reunirá, no Palácio do Planalto, em horários diferentes, com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.
Às 19h, Lula assiste à exibição do documentário “Oceano com David Attenborough”, por ocasião do Dia Mundial dos Oceanos. O filme será exibido no Cine Alvorada, do Palácio da Alvorada.
A agenda do presidente Lula para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Entretanto, já se sabe que uma das prioridades para o governo nos próximos dias será a negociação técnica com os Estados Unidos sobre as tarifas anunciadas contra produtos brasileiros.
A expectativa do Palácio do Planalto é que sejam realizadas conversas envolvendo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). A partir dessas negociações o governo vai decidir se buscará uma nova reunião formal com o presidente norte-americano Donald Trump, durante a cúpula do G7.
O resultado dessas conversas será determinante para o governo avaliar a conveniência de um encontro oficial entre Lula e Trump durante a cúpula do G7, que ocorrerá entre os dias 15 e 17 de junho, em Evian, na França. O Brasil participará do evento na condição de país convidado.
No calendário da divulgação de indicadores da economia brasileira, a semana começa com a divulgação nesta segunda (8), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) do resultado da balança comercial da primeira semana de junho. No mês de maio passado, as exportações somaram US$ 32 bilhões e as importações, US$ 24,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 56 bilhões.
Para a próxima quarta (10), são aguardadas as pesquisas realizadas pelo IBGE sobre a situação do setor industrial nacional no mês de abril, assim como o levantamento anual a respeito do setor da construção civil. Já para a quinta (11) o IBGE programou a divulgação do levantamento sobre a produção agrícola brasileira no mês de maio deste ano.
Para fechar a semana, o IBGE divulgará na sexta (12) os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), indicador que registra a inflação oficial do país no mês de maio. Analistas estimam alta de 0,5% no mês.
Se for confirmado este índice, o resultado ficará abaixo dos 0,67% registrados em abril. O acumulado em 12 meses, porém, deve permanecer acima do teto da meta de inflação, de 4,5%.
PODER LEGISLATIVO
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve reunir os líderes partidários nesta terça (9) para definir a pauta de votações no plenário para esta semana. Já há a sinalização de que um dos temas que devem ser votados é o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Efta (Associação Europeia de Livre Comércio). A expectativa é que os deputados aprovem a ratificação do tratado.
Nas comissões, o destaque da semana será a votação, na Comissão de Constituição e Justiça, da PEC 32/2015, que reduz de 18 para 16 anos a idade mínima para responsabilização criminal. Os deputados da CCJ vão analisar, nesta terça (9), a admissibilidade da alteração constitucional.
O parecer do relator, deputado Coronel Assis (União-MT), é favorável à aprovação da proposta. Caso seja aprovada, a PEC seguirá para uma comissão especial antes de eventual votação no plenário da Casa.
O texto da PEC estabelece que “a maioridade é atingida aos dezesseis anos, idade a partir da qual a pessoa é considerada penalmente imputável e capaz de exercer plenamente todos os atos da vida civil”.
O tema tem sido defendido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. O parlamentar se posicionou a favor de reduzir a maioridade penal e vinculou o assunto diretamente com sua pré-campanha.
Na discussão da redução da maioridade penal, deputados do PT têm se posicionado contra e tentado impedir a aprovação na CCJ. Em audiência pública na CCJ quando o tema estava em discussão, o deputado Patrus Ananias (PT-MG) afirmou que a redução vai fazer com que jovens sejam recrutados mais cedo pelo crime organizado.
A Câmara também recebe nesta semana o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. O ministro foi convocado por deputados da oposição para esclarecer informações sobre uma suposta cooperação entre Brasil e Estados Unidos no caso envolvendo o deputado licenciado Alexandre Ramagem (PL-RJ).
Também está prevista para quarta (10) a apresentação do relatório final do grupo de trabalho criado para discutir o projeto de lei 896/2023, que equipara a misoginia aos crimes previstos na Lei do Racismo. A proposta, aprovada pelo Senado, prevê punições para atos de discriminação, hostilidade e violência motivados por ódio ou aversão às mulheres.
No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) informou que haverá esforço concentrado nesta semana, com foco na votação de autoridades. A principal delas é a indicação de Benedito Gonçalves, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) até 2028 (OFS 4/2026).
No último dia 20 de maio, Alcolumbre cancelou a votação da indicação de Gonçalves para o CNJ, diante do número de votantes. Dos 67 senadores presentes na Casa na ocasião, apenas 59 registraram voto, número inferior ao verificado nas dez deliberações anteriores de indicações de autoridades. A votação demanda maioria absoluta (41) para aprovação.
Além do esforço concentrado, Alcolumbre pretende reunir os líderes partidários nesta terça (9), para definir o calendário de tramitação da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados na última semana de maio, chegou ao Senado há mais de dez dias, mas ainda aguarda despacho formal de Alcolumbre.
A expectativa é que o tema seja discutido no encontro com os chefes de bancada, quando o presidente da Casa deve alinhar os próximos passos da tramitação. É possível que dessa reunião seja definido quem será o relator da proposta.
Alcolumbre já afirmou que a PEC não seguirá diretamente ao plenário e precisará passar pela análise das comissões da Casa. Apesar da pressão do governo para uma votação rápida, o presidente do Senado tem defendido uma discussão mais ampla da matéria e sinalizado que mudanças podem ser promovidas no texto aprovado pelos deputados.
O presidente do Senado já anunciou qual será a pauta de votações no plenário para esta semana. Um dos destaques será a votação do projeto de lei 3.995/2024, que cria uma política de governança para toda a administração pública federal. Encaminhada pelo Executivo, a proposta estabelece mecanismos obrigatórios de projeto de planejamento, gestão de riscos, controle interno, monitoramento de resultados e avaliação de desempenho nos órgãos públicos.
O texto também fortalece instrumentos de auditoria interna, mecanismos de transparência e cria diretrizes para a formulação de estratégias de longo prazo para a administração pública federal.
Na área econômica, os senadores devem analisar o projeto de lei 5.122/2023, que cria mecanismos para renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta autoriza a utilização de recursos do Fundo Social do pré-sal para financiar linhas especiais de crédito e é considerada uma das prioridades da bancada ruralista.
Também está prevista a análise do projeto de lei 5.760/2023, que amplia os instrumentos de combate ao trabalho análogo à escravidão e cria medidas de proteção e acolhimento para trabalhadores resgatados dessas condições.
PODER JUDICIÁRIO
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, programou como destaque da pauta de julgamentos no plenário na próxima quarta (10) a discussão de embargos de declaração à decisão da Corte sobre o Marco Civil da Internet. Os recursos contestam o julgamento que considerou parcialmente inconstitucional a regra do artigo 19 do Marco Civil sobre a responsabilidade das plataformas na retirada de conteúdos de terceiros que representem crimes ou atos ilícitos.
A Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), por exemplo, pede ao Supremo que declare a validade de trecho do Marco Civil para garantir que dados de registro de conexão só possam ser acessados mediante decisão judicial. Na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 91, a Abrint discute o parágrafo 1º do artigo 10 da lei, que prevê que dados de registro de conexão, como o IP (informação utilizada para identificar usuários), só podem ser disponibilizados mediante ordem judicial.
A Abrint pede ao STF que reconheça a constitucionalidade da exigência da ordem judicial para acesso a dados de registro do usuário, garantindo assim o direito à intimidade, à vida privada e ao sigilo das comunicações e a proteção aos dados pessoais.
Também no dia 10/6, está pautado o RE 1296829, que envolve o compartilhamento com o Ministério Público Eleitoral (MPE) de dados fiscais de pessoas físicas e jurídicas obtidos com base em convênio firmado entre a Receita Federal e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse compartilhamento acontece sem autorização prévia do Poder Judiciário, em casos de apuração de irregularidades em doações eleitorais.
Caberá ao Supremo decidir sobre o direito à privacidade, incluído o sigilo fiscal e bancário, considerada eventual ilicitude de compartilhamento de dados fiscais entre a Receita Federal e o MPE. Os ministros vão avaliar se esse compartilhamento pode se dar sem observância da prévia autorização judicial, em contraposição ao interesse público na regularidade do curso das eleições, mediante coerção às doações eleitorais efetuadas acima do limite legal.
Na pauta de quinta (11), Fachin agendou para o plenário julgamento que vai decidir se provas produzidas em processos e julgamentos de crimes sexuais em que há violações de direitos fundamentais da vítima,?especialmente em relação à dignidade e à honra,?podem ser consideradas ilícitas. Em sessão do Plenário Virtual no mês de março, o Plenário reconheceu a repercussão geral na matéria discutida no Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1541125 (Tema 1.451), e a tese a ser fixada no julgamento do mérito deverá ser seguida pelas demais instâncias da Justiça.
Em manifestação pela repercussão geral do recurso, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que a relevância da controvérsia está na necessidade de definir os limites do contraditório e da ampla defesa no processo penal a fim de assegurar o devido processo legal e o respeito aos direitos fundamentais da vítima.
Segundo Moraes, os direitos relativos a dignidade, intimidade, vida privada, honra e imagem assumem maior importância na apuração de crimes sexuais. A seu ver, a discussão sobre a licitude da prova obtida em condições como as verificadas no caso é imprescindível para determinar e reforçar a conduta a ser adotada pelos atores processuais em situações envolvendo vítimas de crimes sexuais, além de definir a extensão de suas responsabilidades por ações ou omissões que resultem em revitimização.
Capitão da seleção paraguaia e do Palmeiras, Gustavo Gómez demonstrou confiança para a estreia do Paraguai na Copa do Mundo. Em entrevista, o zagueiro afirmou que imagina marcar um gol diante dos Estados Unidos, adversário da equipe no primeiro compromisso do Mundial.
A partida está marcada para o dia 12 de junho, em Los Angeles, às 22h (horário de Brasília). Ao comentar suas expectativas para o confronto, o defensor descreveu uma cena que espera vivenciar durante o jogo e fez uma brincadeira envolvendo o presidente norte-americano, Donald Trump.
"Vai vir o escanteio, eu vou pular, vou cabecear, fazer o gol e comemorar. Visualizo isso. Não sei se o Donald Trump vai estar no jogo, mas acho que vai estar meio triste se nós ganharmos. É nessas coisas que começamos a pensar", disse Gustavo Gómez em entrevista à PodpahTV.
O Paraguai disputará sua nona edição de Copa do Mundo. A seleção esteve presente nos torneios de 1930, 1950, 1958, 1986, 1998, 2002, 2006, 2010 e volta a participar em 2026. O melhor desempenho da equipe ocorreu em 2010, quando alcançou as quartas de final.
Além dos Estados Unidos, os paraguaios terão pela frente Turquia e Austrália no Grupo D. Após a estreia, a equipe enfrentará os turcos no dia 20 de junho, à 1h (horário de Brasília), em Santa Clara. O encerramento da participação na fase de grupos será contra a Austrália, em 25 de junho, às 23h (horário de Brasília), também em Santa Clara.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que não vai mais adotar a “política do vira-lata” em meio à negociação com os Estados Unidos. Em reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto, o presidente afirmou que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos das novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.
“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse Lula aos ministros de Estado.
“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou. As informações são da Agência Brasil.
Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.
Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar "injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay.
Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.
NEGOCIAÇÃO
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.
Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.
“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.
O governo federal elevou o tom contra os Estados Unidos após a divulgação da conclusão preliminar da investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que recomendou a aplicação de tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros. Em nota divulgada nesta terça-feira (2), o Palácio do Planalto classificou a iniciativa como injustificada e acusou aliados da família Bolsonaro de atuarem contra os interesses brasileiros.
Segundo o governo, a investigação teve início em julho de 2025 e estaria relacionada a tentativas de interferência em assuntos internos do Brasil. O texto cita diretamente a atuação do pré-candidato a presidencia da República, Flávio Bolsonaro (PL) em viagens a Washington e afirma que as medidas contam com o apoio de pessoas que utilizam cargos públicos para favorecer interesses políticos e familiares.
"Essa investigação está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país, como feito na recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington. Essas investidas têm contado com o auxílio de falsos patriotas que usam cargos e funções públicas para conspirar contra os interesses nacionais", afirma.
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A nota também critica a inclusão do Pix entre os temas analisados pelas autoridades norte-americanas. O governo argumenta que o sistema de pagamentos instantâneos é uma infraestrutura pública administrada pelo Banco Central e que opera sob regras aplicadas de forma igualitária a empresas nacionais e estrangeiras.
Ao rebater as alegações de práticas comerciais desleais, o Planalto destacou que os Estados Unidos acumulam superávit comercial nas relações com o Brasil há mais de uma década. De acordo com os dados apresentados, o saldo positivo norte-americano em bens e serviços chegou a US$ 424,5 bilhões entre 2011 e 2025.
O governo também ressaltou que a maior parte dos produtos importados dos EUA entra no mercado brasileiro sem cobrança de imposto de importação. Segundo a nota, 76% das importações norte-americanas tiveram tarifa zero em 2025, enquanto a alíquota média efetiva cobrada foi de 3,1%.
Entre os pontos contestados pelo Brasil estão ainda temas relacionados ao comércio digital, propriedade intelectual, combate à corrupção, etanol e preservação ambiental. O governo sustenta que as políticas brasileiras seguem padrões internacionais e não discriminam empresas ou produtos dos Estados Unidos.
Apesar das críticas, o Planalto informou que continuam as negociações iniciadas após encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizado em maio, em Washington. O objetivo é encerrar a investigação antes da conclusão prevista para 15 de julho e evitar a adoção de tarifas ou outras restrições comerciais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a comentar publicamente o encontro que teve com o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realizado na Casa Branca na semana passada. Em publicação feita nesta terça-feira (2) na rede social Truth Social, Trump elogiou o parlamentar brasileiro e destacou a reunião ocorrida no Salão Oval.
"Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!", escreveu o presidente norte-americano.
A postagem foi divulgada no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos apresentou uma proposta de sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de supostas práticas consideradas restritivas ao comércio americano.
Após a repercussão, Flávio afirmou que pediu diretamente ao vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, que evitassem medidas que prejudicassem empresas brasileiras.
CONFIRA:
A Embaixada do Irã na Tunísia publicou um vídeo gerado por inteligência artificial, no qual uma figura do Cristo Redentor e atacada e luta contra a Estátua da Liberdade, um dos principais símbolos dos Estados Unidos. A publicação foi feita na rede X, nesta segunda-feira (1°), e viralizou.
One front. One fight. pic.twitter.com/YZWtY8ZxGY
— I.R. Iran in Tunisia????(????) (@IranembTun) June 1, 2026
O texto diz que é a 'vitória da fé sobre o imperialismo'. O episódio não é um caso isolado, uma outra publicação, feita pela Embaixada do Irã no Tajiquistão mostra Jesus Cristo atacando o presidente americano Donald Trump. Nas imagens, a sequência é direta: a figura desce do céu, aproxima-se de Trump e o derruba com um soco no rosto.
No áudio, uma frase reforça o tom da peça: "your reckoning has come", que significa algo como "a sua hora chegou” ou "o seu acerto de contas chegou". O vídeo incorpora uma postagem anterior do próprio Trump na Truth Social, usada como base para a montagem.
Segundo o site americano The Hill, representações diplomáticas iranianas têm recorrido com frequência a conteúdos produzidos com inteligência artificial para satirizar adversários, como Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Essas produções, algumas associadas a empresas ligadas ao governo iraniano, apostam em caricaturas e exageros visuais para disputar atenção e narrativa. O objetivo, segundo o próprio material, é influenciar a opinião pública internacional.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá receber uma moção de aplausos na Assembleia Legislativa da Bahia após a decisão do governo americano de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A proposta foi protocolada pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL), que acompanhou o senador Flávio Bolsonaro (PL) em viagem aos Estados Unidos para discutir o tema com o governo americano.
No documento enviado à Casa, o parlamentar afirma que as facções representam ameaça à segurança pública e destaca crimes ligados ao tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e homicídios. O texto também menciona os impactos da atuação criminosa em cidades baianas, incluindo episódios de violência armada e domínio territorial.
“A iniciativa do Governo norte-americano reforça a necessidade de ampliação da cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado transnacional”, diz a moção.
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Divulgação
Além da moção de aplausos, o deputado também apresentou um projeto para criar a Política Estadual de Combate ao Narcoterrorismo na Bahia, com ações voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas e fortalecimento da presença do Estado em áreas afetadas pela violência.
O governo dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira (28) a classificação do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais. A medida foi anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio e passa a valer oficialmente a partir de 5 de junho de 2026.
Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou que as duas facções estão entre as organizações criminosas “mais violentas do Brasil” e possuem atuação além das fronteiras brasileiras. Segundo o governo americano, os grupos comandam milhares de integrantes e são responsáveis por ataques contra policiais, agentes públicos e civis.
Rubio declarou que a gestão do presidente Donald Trump continuará utilizando “todas as ferramentas disponíveis” para bloquear financiamento e recursos destinados ao que chamou de “narcoterroristas”. O anúncio ocorre após viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Durante a agenda, o parlamentar se reuniu com Trump, Rubio e o vice-presidente JD Vance.
CONFIRA:
Primeiro Comando da Capital and Comando Vermelho are two of the most violent criminal organizations in Brazil. Their reach extends throughout our region and into our country.
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) May 28, 2026
Today, I designated these organizations as Foreign Terrorist Organizations and Specially Designated…
Com a classificação, pessoas ligadas aos grupos podem ter bens bloqueados nos EUA, sofrer sanções econômicas e ficar impedidas de entrar no país. Instituições financeiras americanas também passam a ser obrigadas a reportar movimentações suspeitas relacionadas às organizações.
A legislação brasileira prevê enquadramento por terrorismo apenas em casos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito com objetivo de provocar terror social generalizado. Já a legislação americana permite a classificação de grupos estrangeiros considerados ameaça à segurança nacional dos EUA.
O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (26) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados como organizações terroristas. A declaração foi dada após reunião entre os dois no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Segundo Flávio, o tema foi tratado diretamente durante o encontro com o presidente norte-americano.
“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou o parlamentar durante entrevista coletiva.
O senador também criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas relações com os Estados Unidos e disse que atua em direção oposta ao governo federal no debate sobre segurança pública e combate às facções criminosas.
Apesar do pedido, Flávio Bolsonaro afirmou que Trump não deu uma resposta definitiva sobre a possibilidade de enquadrar as facções brasileiras como grupos terroristas. “Ele ficou de avaliar”, declarou.
UFC divulga estrutura que será montada na Casa Branca para evento com Poatan e Topuria; veja imagens
O UFC divulgou novas imagens da estrutura que será montada no gramado sul da Casa Branca para o UFC Freedom 250. O evento está marcado para o dia 14 de junho e fará parte das celebrações pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos. Veja abaixo:
Entre os detalhes exibidos pela organização está “a garra”, estrutura que ficará posicionada sobre o octógono. O equipamento foi construído na Europa e transportado aos Estados Unidos exclusivamente para o evento. A peça será utilizada como cobertura e também como suporte de iluminação para a área de luta.
A expectativa é de que cerca de 4 mil pessoas acompanhem o UFC Freedom 250 presencialmente na Casa Branca. O público será formado por integrantes das forças armadas, convidados do UFC e convidados do presidente Donald Trump.
A presença de fãs no local do evento não será permitida. Ainda assim, segundo Dana White, presidente do UFC, aproximadamente 85 mil ingressos gratuitos serão distribuídos para que o público acompanhe a transmissão ao vivo em uma área montada no parque Elipse, próximo ao complexo da Casa Branca, em Washington, D.C.
O espaço destinado aos torcedores contará com telões, atrações musicais e atividades voltadas aos fãs durante a programação do evento.
Até o momento, sete lutas estão confirmadas no card. Entre os principais nomes estão Alex Poatan, que enfrentará Ciryl Gane pelo cinturão interino dos pesos pesados, e Ilia Topuria, que encara Justin Gaethje em combate de unificação do cinturão dos leves.
Lutas confirmadas no UFC Freedom 250:
- Peso-leve: Ilia Topuria x Justin Gaethje — unificação do cinturão
- Peso-pesado: Alex Poatan x Ciryl Gane — cinturão interino
- Peso-galo: Sean O'Malley x Aiemann Zahabi
- Peso-leve: Mauricio Ruffy x Michael Chandler
- Peso-médio: Bo Nickal x Kyle Daukaus
- Peso-pena: Diego Lopes x Steve Garcia
- Peso-pesado: Josh Hokit x Derrick Lewis
O homem acusado de iniciar um tiroteio perto da Casa Branca neste sábado (23) foi dado como morto, segundo informações atualizadas pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos. Ele foi um dos dois baleados no confronto perto do cruzamento da Avenida Pensilvânia com a Rua 17.
Segundo a jornalista Carolina Cimenti, da TV Globo, o suspeito que morreu foi o homem que se aproximou de um dos portões da Casa Branca e disparou ao menos três vezes, iniciando o tiroteio. O momento foi registrado por jornalistas. Não há informações sobre o estado de saúde da segunda pessoa baleada, que estava passando pelo local no momento do confronto.
Toda a região do entorno da Casa Branca foi colocada sob bloqueio de agentes armados. As circunstâncias que envolveram o incidente não estão claras, mas, para agências de notícias, oficiais disseram se tratar de uma pessoa com "distúrbios emocionais".
As identidades dos envolvidos não foram divulgadas. Ainda na noite deste sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump se pronunciou sobre o ocorrido na rede Truth Social:
“Obrigado ao nosso grande Serviço Secreto e às forças de segurança pela ação rápida e profissional tomada nesta noite contra um homem armado perto da Casa Branca, que tinha um histórico violento e uma possível obsessão com a estrutura mais querida do nosso país. O atirador está morto após uma troca de tiros com agentes do Serviço Secreto perto dos portões da Casa Branca. Este evento acontece um mês após o tiroteio no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca e mostra como é importante, para todos os futuros presidentes, obter o que será o espaço mais seguro e protegido de seu tipo já construído em Washington, D.C. A Segurança Nacional do nosso país exige isso!”
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fará uma visita oficial à China nos dias 19 e 20 de maio, poucos dias após a passagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo país asiático. Segundo o Kremlin, Putin terá reuniões com o presidente chinês, Xi Jinping, para discutir o fortalecimento da cooperação estratégica entre os dois países, além de temas internacionais e regionais.
O líder russo ainda deve se reunir com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, para tratar de acordos econômicos e comerciais bilaterais.A viagem acontece em meio à estagnação das negociações por um acordo de paz na guerra entre Rússia e Ucrânia.
Antes da chegada de Putin, Trump esteve na China e afirmou ter fechado acordos comerciais “fantásticos”, incluindo um compromisso inicial para compra de 200 aeronaves da Boeing.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (12) uma imagem que mostra a Venezuela como o 51º estado norte-americano. A postagem foi feita na rede social Truth Social e o X, antigo Twitter.
— The White House (@WhiteHouse) May 12, 2026
A publicação ocorre um dia depois de Trump sugerir que o país latino-americano poderia se tornar parte dos EUA. O correspondente da Fox News, John Roberts, informou que o presidente estaria “considerando seriamente” a possibilidade. “A Venezuela ama Trump”, teria dito Trump.
No dia 3 de janeiro, os EUA bombardearam Caracas e outras regiões durante uma operação de captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. No episódio, cerca de 100 pessoas morreram. Após o ocorrido, a então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interinamente.
Desde então, integrantes da Casa Branca têm viajado com frequência entre Washington e Caracas para negociar acordos com empresas americanas dos setores de energia e mineração. Ainda de acordo com a Fox News, o republicano citou as reservas de petróleo venezuelanas, avaliadas em US$ 40 trilhões, como principal motivo por trás da ideia de “anexar” o país.
O presidente Lula saiu mais forte após encontro com o líder norte-americano Donald Trump, que ocorreu na semana passada na Casa Branca. Para 43% dos entrevistados pela Genial/Quaest, essa foi a impressão ao final da reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, conforme revelou a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (13).
Ainda sobre o encontro, outros 26% dos entrevistados disseram que Lula saiu mais fraco após a conversa com Donald Trump. Para 13%, o presidente brasileiro ficou igual, e 18% não souberam ou não quiseram responder.
Veja abaixo outros questionamentos da Genial/Quaest a respeito do encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos.
- A reunião com Trump foi mais positiva ou mais negativa para Lula?
Mais positiva - 37%
Nem positiva, nem negativa - 6%
Mais negativa - 20%
Não sabe/não respondeu - 37%
- Lula teve postura mais dura ou mais amigável na reunião com Trump?
Dura - 13%
Amigável - 56%
Nem dura, nem amigável - 3%
Não sabe/Não respondeu - 28%
- Reunião de Lula com Trump na Casa Branca é bom ou ruim para o Brasil?
Bom para o Brasil - 60%
Nem bom, nem ruim - 10%
Ruim para o Brasil - 18%
Não sabe/não respondeu - 12%
- Para você, qual a relação que o presidente do Brasil deve ter com os Estados Unidos?
Aliado - 56%
Independente - 29%
Opositor - 6%
Não sabe/Não respondeu - 9%
A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (12) que o governo norte-americano está preparado para iniciar um diálogo com Cuba. Em publicação na rede social Truth Social, o republicano descreveu a ilha como “um país falido” que estaria “pedindo ajuda” em meio à crise econômica enfrentada pelo país.
Trump afirmou que nenhum integrante de seu partido o procurou para tratar do tema, mas sinalizou abertura para negociações. “Cuba está pedindo ajuda e nós vamos conversar!!! Enquanto isso, estou indo para a China!”, escreveu o presidente.
A sinalização ocorre em um momento de endurecimento da política externa de Washington contra Havana. O governo Trump intensificou recentemente sanções econômicas contra indivíduos e associações ligadas aos setores de energia, mineração, segurança e defesa cubanos. As medidas também atingem a Gaesa, empresa controlada pelos militares da ilha.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, defendeu as sanções afirmando que elas não têm como alvo a população cubana, mas sim uma empresa que, segundo ele, estaria “roubando” recursos do povo para beneficiar poucos.
Já o governo cubano, liderado pelo presidente Miguel Díaz-Canel, declarou que responderá a qualquer tentativa de agressão e criticou o que classificou como ameaças “perigosas” de ação militar por parte dos Estados Unidos.
O governo dos Estados Unidos publicou na última sexta-feira (8) documentos inéditos sobre "vida extraterrestre" e objetos voadores não identificados (OVNIs).
A liberação cumpre uma promessa feita pelo presidente Donald Trump em fevereiro deste ano, em um momento em que ele buscava recuperar popularidade em meio a tensões militares no exterior.
Nas redes sociais, Trump celebrou a abertura dos arquivos, que agora podem ser consultados pelo público através da internet.
"Quanto à minha promessa, o Departamento de Guerra liberou o primeiro lote de arquivos sobre OVNIs/UAPs para que o público os revise e estude. Em um esforço por total e máxima transparência, tive a honra de orientar minha administração a identificar e fornecer arquivos governamentais relacionados à vida alienígena e extraterrestre (...). Enquanto administrações anteriores falharam em ser transparentes sobre este assunto, com esses novos documentos e vídeos, as pessoas podem decidir por si mesmas: 'O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO?' Divirtam-se e aproveitem!."
O material inclui mais de 160 arquivos vindos de diferentes agências, como o FBI, a NASA e o próprio Pentágono, com destaque para um registro da missão Apollo 17, de 1972, onde astronautas fotografaram três pontos de luz descritos como "partículas ou fragmentos de forma triangular e muito brilhantes".
O Departamento de Guerra esclareceu que os documentos tratam de casos não resolvidos.
"Os materiais arquivados se referem a casos não resolvidos, o que significa que o governo não é capaz de determinar de forma definitiva a natureza dos fenômenos observados."
Ao se pronunciar sobre o caso, o governo utilizou o termo UAP (Fenômenos Anômalos Não Identificados) para falar sobre as imagens. É necessário reforçar que a classificação de um objeto como UAP ou OVNI não confirma a existência de alienígenas; significa apenas que a ciência e os sensores militares ainda não conseguiram explicar o que foi visto.
O governo prometeu novas divulgações para as próximas semanas e afirmou ainda que "é hora do povo americano ver por si mesmo" a verdade.
Alex Poatan teve um encontro com Donald Trump na última quarta-feira (6), na Casa Branca, durante uma ação promocional do UFC Freedom 250. O evento, marcado para o dia 14 de junho, será realizado na residência presidencial dos Estados Unidos e terá o brasileiro em uma das lutas de maior destaque do card.
Ao comentar a presença de Poatan, Trump chamou atenção para a potência do brasileiro e citou o aperto de mão que recebeu do ex-campeão do UFC.
"Um dos melhores socos da história do negócio. Eu acabei de cumprimentá-lo e ele tem uma mão enorme, uma mão poderosa", afirmou o presidente.
Poatan esteve no encontro ao lado de Ciryl Gane, seu próximo adversário. Os dois se enfrentam pelo cinturão interino dos pesos pesados. A luta pode colocar o brasileiro em uma posição inédita na história do UFC.
Caso vença, Alex Poatan poderá se tornar o primeiro atleta da organização a conquistar cinturões em três categorias diferentes. O paulista já foi campeão dos pesos médios e dos meio-pesados no Ultimate Fighting Championship. O UFC confirma o evento para 14 de junho na Casa Branca, em Washington.
O card também terá outra disputa de cinturão. Ilia Topuria, campeão linear invicto dos leves, enfrentará Justin Gaethje, campeão interino, em combate de unificação da categoria. Os quatro atletas participaram de atividades promocionais antes do evento, incluindo encaradas nos arredores da Casa Branca.
O UFC Freedom 250 é tratado como um evento histórico pela organização por ser realizado na Casa Branca e integrar as celebrações pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou na manhã desta quinta-feira (7) à Casa Branca, em Washington, para uma reunião com o líder norte-americano, Donald Trump. Na chegada à sede do governo dos EUA, Lula foi recebido na porta por Trump, e trocaram um rápido cumprimento antes de entrarem na Casa Branca.
Lula participa de uma reunião de trabalho, em atendimento ao convite feito pelo presidente dos Estados Unidos. A reunião foi negociada durante os últimos meses entre a área diplomática dos dois países.
Esta é a segunda vez que os dois presidentes se encontram para tratar de temas de interesse entre os dois países. A primeira ocorreu em outubro do ano passado na Malásia, na esteira da imposição de tarifas de 50% sobre a exportação de produtos brasileiros para os EUA e de sanções a autoridades brasileiras.
Desde então, Lula e Trump têm conversado por meio de telefonemas e também feito declarações públicas sobre a relação entre os dois países. O telefonema mais recente foi na última sexta (1º), quando o líder petista recebeu uma ligação do presidente dos EUA e a conversa durou cerca de 40 minutos, de acordo com fontes do governo brasileiro.
Durante o telefonema, Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos e realizar o encontro presencial. No encontro desta quinta, o presidente Lula está acompanhado de uma comitiva pequena, de apenas cinco pessoas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta terça-feira (5) o Papa Leão XIV ao comentar sobre o conflito envolvendo o Irã. O líder do execultivo afirmou que as declarações do pontífice podem representar risco aos religiosos.
“Não acho isso correto. Ele pode estar colocando em risco muitos católicos e outras pessoas. [...] Mas suponho que, se depender do papa, ele acha perfeitamente normal o Irã ter uma arma nuclear”, disse em entrevista ao apresentador Hugh Hewitt.
Apesar das críticas, o papa não defendeu publicamente o acesso do Irã a armamentos nucleares. O pontífice tem reiterado publicamente sua oposição a conflitos armados e à escalada de tensões no Oriente Médio.
A Fifa convidou a Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI) para uma reunião em sua sede, em Zurique, na Suíça, antes do dia 20 de maio. O encontro tem como objetivo tratar da preparação da seleção iraniana para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho na América do Norte. A informação foi divulgada nesta terça-feira (5) pela AFP, com base em fontes próximas ao processo.
A participação do Irã no Mundial ainda gera atenção nos bastidores em meio à guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro, após bombardeios de Israel e dos Estados Unidos em território iraniano. Mesmo diante do cenário político e diplomático, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, tem afirmado publicamente que a seleção iraniana disputará normalmente suas partidas da fase de grupos em solo norte-americano.
"Quero confirmar, sem ambiguidades, que o Irã vai participar da Copa do Mundo de 2026. E, com certeza, o Irã jogará nos Estados Unidos", reiterou Infantino, durante a abertura do 76º Congresso da Fifa, realizado em Vancouver, no Canadá, em 30 de abril.
A posição do dirigente também recebeu sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração posterior.
"Se o Gianni falou, então estou de acordo", declarou Trump.
"Eu disse a ele: 'Faça o que quiser. Você pode ficar com eles' (...) Acho que eles devem poder jogar", acrescentou.
Em outras ocasiões, Trump havia indicado dúvidas sobre a segurança dos jogadores iranianos caso viajassem aos Estados Unidos. As declarações provocaram reação de dirigentes do futebol do Irã, que chegaram a avaliar um boicote antes de solicitar que os jogos da seleção fossem transferidos para o México. O pedido foi recusado pela Fifa.
Apesar da posição pública de Infantino, o Congresso da Fifa também expôs dificuldades operacionais envolvendo a presença do Irã no Mundial. A delegação iraniana cancelou sua participação no evento em Vancouver na véspera da abertura, alegando comportamento ofensivo por parte da polícia de imigração após a chegada ao aeroporto de Toronto.
O Canadá classifica a Guarda Revolucionária Iraniana, braço armado ideológico da República Islâmica, como grupo terrorista. O presidente da FFIRI, Mehdi Taj, é ex-integrante da organização.
Ao retornar ao Irã, Taj afirmou à imprensa local que pretendia ter "uma reunião" com a Fifa, na qual teria "muitas questões a tratar".
A entidade máxima do futebol espera uma resposta da federação iraniana até, no máximo, três semanas antes do início da Copa do Mundo.
O Irã está previsto para estrear no Mundial no dia 16 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. A segunda partida da seleção será contra a Bélgica, no dia 21, também em Los Angeles.
O encerramento da participação iraniana na fase de grupos está marcado para o dia 27 de junho, contra o Egito, em Seattle. Durante a competição, a seleção ficará concentrada em Tucson, no Arizona.
Na próxima quinta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará na Casa Branca, em Washington, onde se encontrará com o líder norte-americano, Donald Trump, um encontro que já vem sendo preparado desde o começo do ano. A possível reunião ocorre após a crise aberta entre os dois países por conta da prisão e posterior liberação do ex-deputado Alexandre Ramagem, nos Estados Unidos.
O episódio foi mais um capítulo nas tensas relações entre os governos Trump e Lula. O caso Ramagem levou o governo americano a expulsar um policial federal brasileiro que atuava nos EUA, e em resposta, o Palácio do Planalto também descredenciou um oficial americano que atuava no Brasil.
A visita de Lula a Trump vem sendo tratada pelo Itamaraty como um passo crucial para normalizar as relações comerciais e diplomáticas entre os dois países. Além da economia, temas como a situação na Venezuela e parcerias em minerais críticos e terras raras devem compor a mesa de discussões.
Durante um compromisso nesta segunda (4) em São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin disse que espera que o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump seja pautado pelo diálogo.
“Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa fortalecer ainda mais em benefício dos dois grandes países, duas grandes democracias do Ocidente”, disse Alckmin a jornalistas.
Para o vice-presidente, a reunião entre os dois presidentes será muito importante, principalmente porque os Estados Unidos são o principal investidor do País.
“Esse encontro é muito importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia. Mas ele é o primeiro investidor no Brasil. Então é [uma reunião] muito importante”, afirmou.
A confirmação da viagem vem depois de um momento negativo para o governo Lula. O Congresso impôs duas derrotas ao presidente na semana passada, rejeitando a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e derrubando o veto presidencial ao PL da Dosimetria.
A previsão inicial era que o petista seria recebido na Casa Branca em março, mas isso não se concretizou. O adiamento foi atribuído ao conflito entre EUA e Irã, que monopolizou a atenção americana, além de desafios domésticos de Trump, como impacto da alta dos combustíveis no bolso dos americanos.
A confirmação da visita agora acontece a poucas semanas do que interlocutores do presidente brasileiro consideravam a janela de oportunidade possível para que esse encontro acontecesse.
De acordo com a avaliação de alguns de seus assessores, a chance de uma reunião entre os dois presidentes ficaria cada vez menor à medida em que o período eleitoral brasileiro se aproximasse. O cálculo é de que essa espécie de janela de oportunidade só se manteria aberta até o fim do primeiro semestre porque a equipe de Lula não acredita que Trump gostaria de mostrar proximidade com o petista em meio à disputa eleitoral no país.
Integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) avaliam, nos bastidores, que uma eventual declaração de apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026 poderia ter reflexos no cenário político brasileiro.
De acordo com relatos atribuídos a lideranças petistas, a possibilidade é vista como um elemento que poderia ser explorado politicamente durante a campanha. A avaliação é de que um eventual posicionamento público de Trump teria potencial de influenciar o debate eleitoral.
Ainda segundo essas lideranças, a estratégia seria associar o apoio internacional ao discurso de soberania nacional, além de reforçar críticas ao adversário no contexto da disputa presidencial.
As informações são do Metrópoles.
O ex-deputado Alexandre Ramagem foi solto nesta quarta-feira (15) após ter sido preso na última segunda (13) pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). Ramagem estava preso no sistema penitenciário de Orange County, na Flórida, onde foi detido.
Segundo o governo dos Estados Unidos, Alexandre Ramagem foi preso por questões migratórias. Documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos mostra que ele estava com visto expirado.
O também ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) confirmou, em suas redes sociais, que Ramagem foi colocado em liberdade pelas autoridades prisionais norte-americanas. Segundo Eduardo, o ex-chefe da Abin já estaria em casa com a família.
De acordo com informação dada pelo influenciador Paulo Figueiredo à jornalista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Ramagem não precisou pagar fiança para ser liberado, e aguardará em liberdade pelo julgamento do seu pedido de asilo político.
"Ele foi solto, está em casa, em lugar seguro. Não será deportado. Sua situação foi considerada regular pois o pedido de asilo que fez aos EUA está em análise", afirmou Figueiredo à colunista da Folha.
Alexandre Ramagem é foragido da Justiça brasileira. Ele foi condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Ramagem teve o mandato cassado em 18 de dezembro, no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados também declarou a perda do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem foi condenado por participação na tentativa de golpe para reverter o resultado das eleições de 2022. Após a condenação, ele deixou o país e fugiu para os EUA, em setembro.
No final de janeiro, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública informou ao STF que o pedido de extradição do ex-deputado federal foi entregue ao governo dos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2025.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (12), por meio de sua rede social Truth Social, que a Marinha americana iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz.
A medida, segundo Trump, ocorre após o fracasso das negociações sobre o programa nuclear iraniano realizadas no Paquistão. Em sua publicação, o presidente afirmou que “qualquer iraniano que atirar em nós, ou em embarcações pacíficas, será EXPLODIDO PARA O INFERNO”. Trump justificou a decisão afirmando que, embora a maioria dos tópicos tenha avançado, a falta de consenso sobre o programa nuclear inviabilizou um pacto. “O único ponto que realmente importava, o NUCLEAR, não foi [acordado]”, escreveu.

Foto: Reprodução / Redes Sociais
De acordo com o anúncio, Trump autorizou a Marinha dos EUA a buscar e interceptar, inclusive em águas internacionais, qualquer navio comercial que tenha pago taxas ou pedágios ao governo do Irã para navegar na região. “Ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar”, declarou o presidente.
Ele afirmou ainda que o bloqueio contará com a participação de outros países e que as Forças Armadas estão prontas para “terminar o pouco que resta do Irã”, alegando que a infraestrutura militar de Teerã já estaria devastada. “A Marinha deles acabou, a Força Aérea deles acabou. A defesa antiaérea e o radar deles são inúteis”, escreveu Trump, acrescentando: “A Marinha dos EUA iniciará o processo de BLOQUEIO de toda e qualquer embarcação que tente entrar ou sair do Estreito de Ormuz. Estamos totalmente ‘travados e carregados’.”
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, que liderou a delegação americana no Paquistão, afirmou ao deixar o país que “o Irã escolheu não aceitar os termos americanos”. Segundo Vance, o ponto de ruptura foi a recusa de Teerã em dar garantias afirmativas de que não buscará armas nucleares a longo prazo.
Do lado iraniano, o líder do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou as exigências de Washington como “não razoáveis” e acusou os EUA de violarem cláusulas de cessar-fogo prévias. Ghalibaf afirmou que a postura americana impediu qualquer progresso real, mantendo o “profundo déficit de confiança” entre as duas nações.
Donald Trump acaba de anunciar o BLOQUEIO do Estreito de Ormuz!
— Área Militar (@areamilitarof) April 12, 2026
Trump anunciou que a Marinha dos EUA iniciará imediatamente o bloqueio do Estreito de Ormuz após o Irã recusar o acordo, classificando a ação iraniana como extorsão mundial.
Ele ordenou interceptar navios que pagam… pic.twitter.com/M3A0BbbCdR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou, nesta sexta-feira (10), sobre a política externa dos Estados Unidos,liderada pelo presidente americano, Donald Trump. A declaração foi dada durante uma visita ao novo prédio do Campus Sorocaba do Instituto Federal de São Paulo. Segundo Lula, Trump está "ameaçando todo mundo".
"O mundo está difícil. O Trump está aí ameaçando todo mundo. Trump não sabe o que é um pernambucano. Senão ele não vai fazer ameaça nunca aqui. Se ele soubesse da minha descendência com Lampião ele tomava muito cuidado. Se ele soubesse o que é um nordestino nervoso ele não brigaria com o Brasil. De qualquer forma, não queremos guerra. Queremos paz", disse Lula.
Nesta sexta, o presidente dos Estados Unidos voltou a elevar o tom contra o Irã dizendo que eles "só estão vivos hoje para negociar" e ameaçou reagir caso as conversas fracassem, enquanto o Irã impôs condições para avançar no diálogo. Esse diálogo deve ocorrer a partir deste sábado (11), no Paquistão, onde representantes dos dois países se reúnem em meio a um cessar-fogo frágil.
Ainda na cerimônia desta sexta, Lula reforçou que o Brasil é um país de paz. "Queremos paz. Nós queremos ter acesso a cultura, passear, estudar, namorar, brincar. Só queremos coisa boa. Quem quiser guerra, vai para o outro lado do planeta porque aqui somos a terra de paz e do amor. Aqui somos a terra de quem não tem medo de ser feliz."
Durante um ligação em janeiro, Lula e Trump combinaram um encontro em Washington em março deste ano, mas o agravamento da guerra no Oriente Médio e as dificuldades para fechar a pauta bilateral, o encontro foi adiado e segue sem data definida.
Um dos temas que seriam tratados entre Lula e Trump seria a agenda de segurança e combate ao crime organizado, tema considerado prioritário também na conjuntura eleitoral do Brasil.
O cenário político dos Estados Unidos ganhou um episódio inusitado nesta semana. Hunter Biden, filho do ex-presidente Joe Biden, lançou um desafio público aos filhos mais velhos do atual presidente Donald Trump, sugerindo uma luta em jaula contra Donald Trump Jr. e Eric Trump.
Biden'?n o?lu Hunter Biden, Trump'?n o?ullar?n? kafes dövü?üne davet etti. pic.twitter.com/qvhoAOtD3c
— Yzb Hakan (@hakaanyzb) April 10, 2026
A proposta foi divulgada em um vídeo publicado pelo Canal 5, do comentarista Andrew Callaghan, na última quinta-feira (9). Segundo Hunter, a ideia surgiu a partir de um convite feito pelo próprio comunicador.
"Eu disse a ele que participaria — 100% dentro se ele conseguisse. E se ele não conseguisse, eu ainda iria", afirmou.
Até o momento, Donald Jr. e Eric Trump não se pronunciaram sobre o desafio, e também não há informações sobre data ou possibilidade real de realização do combate.
A sugestão envolve o formato conhecido como "Steel Cage", tradicional em eventos de luta livre, em que o confronto acontece dentro de um ringue cercado por uma estrutura de aço.
O episódio ocorre dentro de um contexto onde vem existindo uma aproximação entre política e entretenimento esportivo nos Estados Unidos. Ainda em 2026, está previsto um evento inédito do UFC nos jardins da Casa Branca, residência oficial do presidente norte-americano.
Na mesma linha, Donald Trump compartilhou recentemente uma montagem feita com inteligência artificial em que aparece ao lado de Dana White, presidente do UFC, reforçando a ligação com o universo das lutas.
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— Commentary Donald J. Trump Posts From Truth Social (@TrumpDailyPosts) April 9, 2026
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O Irã confirmou um acordo com os Estados Unidos e indicou que permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz por um período inicial de duas semanas. A informação foi divulgada na noite desta terça-feira (7), após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o adiamento do ataque que faria ao país.
O G1 informou que o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o acordo foi alcançado com mediação de autoridades do Paquistão. Ele afirmou que Teerã vai suspender ações defensivas desde que os ataques contra o país sejam interrompidos.
Araghchi disse ainda que a passagem pelo Estreito de Ormuz será segura durante a trégua, com algumas condições.
"Por um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração às limitações técnicas", afirmou.
O ministro iraniano também declarou que os Estados Unidos pediram negociações com base em uma proposta de 15 pontos e aceitaram o plano de 10 pontos do Irã como base para o diálogo. As conversas devem começar na sexta-feira (10), no Paquistão.
A TV estatal do Irã classificou o anúncio como um "recuo humilhante de Trump" e disse que os EUA aceitaram os termos de Teerã para encerrar a guerra.
Trump havia dado até as 21h desta terça para que o Irã chegasse a um acordo com os Estados Unidos e reabrisse o Estreito de Ormuz, rota por onde passa grande parte do petróleo mundial.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou os ataques que faria ao Irã na noite desta terça-feira (7) após o prazo do ultimato dado para o país fechar um acordo com os EUA e reabrir o Estreito de Ormuz encerrar. Mais cedo, o chefe de Estado estadunidense tinha prometido que iria “dizimar uma civilização inteira”, caso as tratativas não avançassem.
Segundo publicação do presidente na rede social “The Truth Social”, os ataques ao Irã serão suspensos por um período de duas semanas, sendo um cessar-fogo bilateral. Trump também informou que teria recebido uma proposta do Irã para que seja alcançado um “acordo de paz”
“Concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito avançados em um Acordo definitivo sobre a PAZ a longo prazo com o Irã e a PAZ no Oriente Médio. Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela constitui uma base viável para a negociação. Quase todos os pontos de discórdia anteriores foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o Acordo seja finalizado e consolidado” disse Trump na publicação.
O presidente estabeleceu o prazo em uma publicação na rede Truth Social no domingo (5), após divulgar uma mensagem ameaçando bombardear infraestruturas iranianas importantes caso Teerã, capital do Irã, não abra o Estreito de Ormuz.
A validade do primeiro prazo se expirou na segunda-feira (6), mas também foi adiada por Trump após não receber uma devolutiva do país. Em publicação, o presidente afirmou que os EUA tinham um plano segundo o qual todas as pontes e usinas de energia do Irã poderiam ser destruídas até a meia-noite desta terça.
Em pronunciamento nesta terça-feira (7), por meio da rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”. A ameaça é direcionada ao Irã, caso o país não reabra o Estreito de Ormuz.
"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!", afirmou.
Após várias declarações atribuídas por autoridades iranianas mostrando que Teerã não deve ceder, Trump disse que não quer "que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", e condenou o atual regime, que está no comando do país há 47 anos.
A Fox News, o presidente norte-americano teria dito a um repórter do canal que “até 8pm vai acontecer”, em relação ao horário-limite dado a Teerã para fechar um acordo. A referência é o horário de Washington e equivale às 21h de Brasília.
"Ele disse que, se chegarmos a esse ponto, haverá um ataque como nunca se viu antes. E ele mantém essa posição até o momento. Agora, ele disse que se as negociações avançarem hoje e houver algo concreto, isso pode mudar. Mas, neste momento, ele não quis apostar que isso vai ocorrer. Só disse que as negociações estão avançando com os planos que temos", disse o repórter Brett Baier.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas estratégicas do planeta: cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo passa por ali. O Irã fechou praticamente a passagem desde que os EUA e Israel bombardearam seu território em 28 de fevereiro, o que desencadeou repercussões nos preços mundiais do petróleo e do gás.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ironizou o relacionamento entre Emmanuel Macron, o presidente da França, e sua esposa, Brigitte Macron, durante seu tradicional discurso de 1° de abril, nesta quarta-feira (1°). No seu pronunciamento, Trump afirmou que Brigittie trata Macron "extremamente mal".
“Eu ligo para a França, Macron — cuja esposa o trata extremamente mal. Ainda se recuperando de um soco no queixo”, disse o presidente norte-americano. A declaração faz referência a um vídeo divulgado em 2025 que parecia mostrar Brigitte empurrando o rosto de Macron. O episódio gerou repercussão à época, e o presidente francês se pronunciou e disse tratar-se apenas de uma "brincadeira".
"Eu estava discutindo, ou melhor, brincando, com minha esposa", disse Macron a repórteres em Hanói. "Não é nada". Um assessor do presidente descreveu o incidente como uma inofensiva "briga" de casal. O caso não teve outros desdobramentos oficiais.
Já sobre a fala de Trump, Macron afirmou que declarações sobre seu casamento “não são nem elegantes nem têm lugar” diante do momento em que Trump promove uma guerra no Oriente Médio. “Segundo ele, a "esfera pública mundial" é dominada por "questões bem mais graves, especialmente a guerra", completou. As informações são do g1.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o país está disposto a receber os jogos que o Irã disputaria nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo. Ambos os países sediam a competição junto ao Canadá.
“Estão analisando com a Fifa se isso é viável, porque os jogos seriam nos Estados Unidos; se podem realizar o torneio aqui no México. Está sendo avaliado e, no momento oportuno, informaremos”, disse Sheinbaum durante sua tradicional coletiva de imprensa matinal.
“O México tem relações com todos os países do mundo, então vamos ver o que a Fifa estabelece e, a partir disso, informaremos”, acrescentou. Questionada diretamente se o México está aberto a receber os jogos e se a questão é apenas logística da Fifa, Sheinbaum respondeu que "sim".
O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, afirmou nesta segunda-feira (16) que a entidade está em negociação com a Fifa para transferir os jogos dos EUA para o México. A preocupação é a segurança dos jogadores.
Donald Trump afirmou na última semana que o Irã não deveria participar da Copa do Mundo por “suas próprias vidas e segurança”, em meio à guerra no Oriente Médio.
A Copa do Mundo 2026 começa no dia 11 de junho e será disputada entre Estados Unidos, Canadá e México. O Irã integra o Grupo G e tem partidas programadas contra Bélgica e Nova Zelândia, em Los Angeles, e contra o Egito, em Seattle. O Centro de Treinamento (CT) da seleção está previsto para Tucson, no estado do Arizona.
A seleção de futebol do Irã utilizou as redes sociais, nesta quinta-feira (12), para responder às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a participação iraniana na Copa do Mundo. Mais cedo, o mandatário norte-americano havia afirmado que os iranianos seriam bem-vindos, mas que deveriam temer pela própria segurança.
A equipe declarou que não pode ser excluída da competição e destacou que foi uma das primeiras a garantir sua vaga.
“A Copa do Mundo é um evento histórico e internacional, e seu órgão regulador é a Fifa, não qualquer indivíduo ou país. A seleção nacional do Irã, com sua força e uma série de vitórias decisivas conquistadas pelos bravos filhos do Irã, esteve entre as primeiras equipes a se classificar para este grande torneio.
Certamente, ninguém pode excluir a seleção nacional do Irã da Copa do Mundo, o único país que poderia ser excluído é aquele que ostenta apenas o título de ‘anfitrião’, mas não tem capacidade para garantir a segurança das equipes participantes deste evento global”, publicou o perfil oficial da seleção iraniana no Instagram.
A postagem foi realizada nos stories do perfil, tanto na língua oficial do país quanto em inglês. Os perfis da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e do presidente da entidade, Gianni Infantino, foram marcados.
Trump afirmou não achar “apropriado” que o Irã esteja no torneio. O comentário foi feito em sua rede social, a Truth. “A seleção iraniana de futebol é bem-vinda para a Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado eles estarem lá, para sua própria vida e segurança. Obrigado pela atenção nesse assunto”, escreveu.
A seleção iraniana integra o Grupo G do Mundial, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Os três confrontos da equipe na primeira fase estão agendados para serem realizados em solo norte-americano, dois em Los Angeles e um em Seattle.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Seleção Iraniana de Futebol não deveria participar da Copa do Mundo FIFA 2026, competição que será realizada na América do Norte. A declaração foi publicada em uma mensagem na rede social Truth Social.
"Não creio mesmo que seja apropriado que estejam lá, para a sua própria vida e segurança", disse. Apesar da declaração, Trump também afirmou que a delegação do Irã será recebida caso decida participar do torneio.
O tema ganhou repercussão após declaração do ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, concedida a uma emissora estatal do país na última quarta-feira. Durante a entrevista, o dirigente afirmou que o cenário político pode impedir a presença da seleção no torneio internacional.
"Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo", disse o ministro.
Segundo Donyamali, a decisão também envolve questões de segurança para atletas e integrantes da delegação iraniana.
A Copa do Mundo de 2026 será disputada entre os dias 11 de junho e 19 de julho em estádios dos Estados Unidos, México e Canadá. No sorteio realizado em dezembro, o Irã foi colocado no Grupo G ao lado das seleções da Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Os jogos da equipe estavam programados para ocorrer em território norte-americano, com duas partidas previstas em Los Angeles e uma em Seattle.
ESTADOS UNIDOS X IRÃ
A crise se intensificou após a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, em um ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel no fim de fevereiro. O episódio desencadeou um conflito regional que já dura dias e gera impactos políticos e econômicos.
Apesar do cenário, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou ter discutido o tema com o presidente norte-americano, Donald Trump.
"Também falamos sobre a situação atual no Irã e sobre o fato de que a Seleção Iraniana se classificou para disputar a Copa do Mundo de 2026”, afirmou Infantino em publicação em sua conta oficial nas redes sociais.
"Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos pelo apoio, que demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo", acrescentou.
A seleção iraniana havia garantido presença no torneio após liderar o Grupo A da terceira fase das eliminatórias asiáticas. Mesmo antes do anúncio oficial, o presidente da Football Federation of the Islamic Republic of Iran, Mehdi Taj, já havia demonstrado preocupação com a possibilidade de participação do país diante da escalada do conflito.
A Seleção Iraniana de Futebol não participará da Copa do Mundo da FIFA 2026. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11) pelo ministro do Esporte do país, Ahmad Donyamali, em declaração à uma televisão estatal iraniana.
Durante a entrevista, o dirigente afirmou que o cenário político atual inviabiliza a presença da delegação no torneio internacional.
"Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo", disse o ministro.
Segundo ele, a decisão também está relacionada às condições de segurança para atletas e integrantes da delegação.
"Nossas crianças não estão seguras e, fundamentalmente, não existem condições para participação", disse Ahmad Donyamali.
"Diante das ações maliciosas que realizaram contra o Irã, eles nos impuseram duas guerras em oito ou nove meses e mataram e martirizaram milhares de nosso povo. Portanto, certamente não podemos ter esse tipo de presença", completou.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho e terá partidas nos Estados Unidos, México e Canadá. No sorteio realizado em dezembro, o Irã havia sido incluído no Grupo G ao lado das seleções da Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Os compromissos da equipe estavam programados para ocorrer em território norte-americano, com duas partidas previstas em Los Angeles e uma em Seattle.
Nos últimos dias, a situação da Seleção Iraniana já gerava dúvidas dentro do planejamento da competição. O país foi o único classificado para o Mundial que não enviou representantes a uma reunião de organização realizada pela FIFA em Atlanta.
A entidade máxima do futebol ainda não comentou oficialmente o anúncio feito pelo governo iraniano.
ESTADOS UNIDOS X IRÃ
A crise se intensificou após a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, em um ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel no fim de fevereiro. O episódio desencadeou um conflito regional que já dura dias e gera impactos políticos e econômicos.
Apesar do cenário, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou ter discutido o tema com o presidente norte-americano, Donald Trump.
"Também falamos sobre a situação atual no Irã e sobre o fato de que a Seleção Iraniana se classificou para disputar a Copa do Mundo de 2026”, afirmou Infantino em publicação em sua conta oficial nas redes sociais.
"Durante as conversas, o presidente Trump reiterou que a equipe do Irã é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos."
"Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos pelo apoio, que demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo", acrescentou.
A seleção iraniana havia garantido presença no torneio após liderar o Grupo A da terceira fase das eliminatórias asiáticas. Mesmo antes do anúncio oficial, o presidente da Football Federation of the Islamic Republic of Iran, Mehdi Taj, já havia demonstrado preocupação com a possibilidade de participação do país diante da escalada do conflito.
O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) para receber a visita de Darren Beattie, conselheiro de Donald Trump, na prisão. Segundo informações da Folha de S. Paulo, o pedido ocorre em meio a visita do representante do governo estadunidense a São Paulo e Brasília na semana que vem.
Ativista de ultradireita, Beattie foi nomeado pelo governo dos EUA para o cargo de Conselheiro Sênior de Política para o Brasil. Nos Estados Unidos, o Conselheiro estabeleceu uma relação com Eduardo Bolsonaro e nesta semana, a agenda de Beattie inclui reunião com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e compromissos ligados ao processo eleitoral brasileiro.
Em um requerimento a Moraes, o advogado Paulo da Cunha Bueno pede que Moraes autorize a visita em dias excepcionais. "O visitante cumprirá agenda oficial no Brasil e estará em Brasília por curto período, circunstância que acaba por inviabilizar a realização da visita nas datas ordinárias atualmente previstas para visitação (quartas-feiras e sábados)", diz ele.
"Diante dessa limitação objetiva de agenda — comum em compromissos de natureza diplomática —, requer-se autorização excepcional para que a visita possa ocorrer no dia 16 de março, no período da tarde, ou no dia 17 de março, no período da manhã ou início da tarde, observadas todas as demais regras de segurança e controle do estabelecimento custodiante", segue.
O advogado pede ainda "autorização para que o visitante esteja acompanhado de intérprete, a fim de viabilizar a adequada comunicação durante a visita, considerando que o Peticionário [Bolsonaro] não possui plena fluência na língua inglesa".
HISTÓRICO DE BEATTIE
O novo conselheiro já possui um histórico de críticas a Moraes em suas redes sociais no ano passado, quando os EUA chegaram a aplicar a Lei Magnitsky contra o magistrado para pressionar contra a prisão do ex-presidente.
"O ministro Moraes é o coração pulsante do complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro, o que, por sua vez, tem restringido a liberdade de expressão nos EUA. Graças à liderança do presidente Trump e do secretário [Marco] Rubio, estamos atentos e tomando as devidas providências", disse ele, citando o chefe da diplomacia americana.
Governo dos EUA libera arquivos do caso Epstein sobre adolescente que teria sido estuprada por Trump
O Departamento de Justiça americano divulgou, nesta quinta-feira (5), documentos descrevendo várias entrevistas com uma mulher que acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estuprá-la nos anos 1980. As páginas, que pertencem ao FBI (Departamento Federal de Investigação dos EUA), haviam sido anteriormente retidas do vasto acervo de documentos relacionados ao abusador Jeffrey Epstein
Segundo informações da Folha de S. Paulo, as notas datilografadas descrevem entrevistas conduzidas pelo FBI com a vítima em 2019, na ocasião em que ela disse ter sido estuprada tanto por Epstein quanto por Trump. Ela fez a denúncia pouco depois de Epstein ter sido preso naquele ano sob acusações de tráfico sexual.
Suas acusações contra Trump remontam à década de 1980, quando ela era adolescente. O relato da mulher está entre uma série de acusações não comprovadas contra homens conhecidos contidas nos milhões de documentos do caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça.
O departamento já havia divulgado documentos descrevendo a existência dos memorandos liberados na quinta-feira, indicando que o FBI havia conduzido quatro entrevistas relacionadas às acusações dela e havia escrito resumos de cada conversa.
Mas apenas uma dessas entrevistas parecia estar incluída na divulgação inicial, o que levantou dúvidas sobre por que as três restantes estavam ausentes, já que a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, aprovada em novembro de 2025 pelo Congresso norte-americano, exigia que o governo divulgasse todos os arquivos investigativos relacionados a Epstein, sem revelar informações que identificassem suas vítimas.
Quando os arquivos foram tornados públicos no final de janeiro, autoridades descreveram o acervo como incluindo todo o material enviado pelo público ao FBI e reconheceram que isso incluia acusações não corroboradas.
"Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram submetidas ao FBI pouco antes da eleição de 2020", disse o departamento em um comunicado.
Seguindo a tradição, o argentino Lionel Messi, junto aos companheiros do Inter Miami, visitou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (5), na Casa Branca, após se consagrarem campeões da Major League Soccer (MLS).
Messi entrou ao lado de Trump no local do evento. Companheiro de longa data do argentino, o uruguaio Luis Suárez também marcou presença.
Em seu discurso, o presidente relembrou ter visto o brasileiro Pelé atuar nos Estados Unidos pelo New York Cosmos, clube que ajudou a popularizar o futebol no país nos anos 1970.
"Vocês vão me chamar de velho, mas eu vi o Pelé jogar, lembram?", disse Trump durante a cerimônia. "Ele jogava pelo Cosmos".
Na sequência, Trump chegou a questionar: "Quem é melhor, Pelé ou Messi?". Os jogadores atrás dele responderam que é Messi. Em resposta, o presidente afirmou: "Eu acho que ele é. Mas Pelé era muito bom".
Em outro momento, o líder estadunidense chegou a se referir a Suárez como “atacante brasileiro”. O uruguaio, que estava logo atrás do púlpito, reagiu com um sorriso e aparentou encarar a situação com bom humor. O atacante defendeu o Grêmio na temporada de 2023.
A visita de Messi à Casa Branca ocorre meses depois de outro grande nome do futebol mundial passar por lá. Em novembro de 2025, o português Cristiano Ronaldo acompanhou o príncipe saudita Mohammed bin Salman em uma visita a Trump. Na ocasião, o jogador presenteou o presidente com uma camisa autografada, pedindo paz.
O atacante Lionel Messi deverá participar nesta quinta-feira (5) de um evento na Casa Branca ao lado do elenco do Inter Miami CF. A presença do jogador argentino foi confirmada pelo governo dos Estados Unidos e marcará o primeiro encontro do atleta com o presidente Donald Trump.
A visita ocorre após a conquista do título da Major League Soccer (MLS) na última temporada. A equipe da Flórida levantou o troféu pela primeira vez na história da competição.
Messi também é esperado como uma das principais atrações da próxima Copa do Mundo FIFA de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Em 2022, o camisa 10 liderou a Seleção Argentina de Futebol na conquista do tricampeonato mundial durante a Copa do Mundo FIFA de 2022, disputada no Catar.
Atualmente com 38 anos, o jogador completará 39 durante o torneio. A decisão do Mundial está prevista para 19 de julho e será realizada no MetLife Stadium, em East Rutherford, no estado de Nova Jersey.
O ator Wagner Moura comparou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em uma participação no talk show Jimmy Kimmel Live!, que foi ao ar na quarta-feira (4), Wagner Moura não poupou críticas ao cenário político brasileiro e voltou a falar sobre o impacto do governo Bolsonaro em 'O Agente Secreto'.
O baiano chegou a brincar sobre agradecer ao presidente, caso vencesse o Oscar de Melhor Ator, indicação inédita para o Brasil na premiação.
"Esse filme não teria acontecido se não fosse por causa dele. Obrigado, Sr. Presidente, por todas as muitas coisas ridículas que você faz a cada dia. Foram semanas excepcionais, e mal podemos esperar para voltar ao ar amanhã à noite para falar sobre elas", afirmou.
Ao fazer a comparação de Bolsonaro com Trump, o baiano destacou uma diferença fundamental que arrancou aplausos da plateia americana: "O nosso Trump está na prisão".
Questionado sobre o sentimento de ver o ex-presidente punido, o ator foi direto: "É uma sensação boa".
Kimmel, que teve o programa suspenso após fazer um comentário sobre a morte de Charlie Kirk, apoiador de Donald Trump, chegou a agradecer de forma irônica ao presidente dos EUA ao vencer o Critics Choice Awards.
"E, acima de tudo, quero agradecer ao nosso presidente, Donald Jennifer Trump, sem o qual estaríamos indo para casa de mãos vazias esta noite. Então, obrigado, Sr. Presidente, por todas as muitas coisas ridículas que você faz a cada dia. Foram semanas excepcionais, e mal podemos esperar para voltar ao ar amanhã à noite para falar sobre elas. Obrigado a todos."
As votações do Oscar se encerram hoje. Os membros da Academia têm até as 22h no horário de Brasília para escolher seus favoritos em cada categoria. A cerimônia de entrega dos prêmios acontece no dia 15 de março, em Los Angeles, na Califórnia.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (27), que está considerando uma "tomada de controle amigável" de Cuba, enquanto Washington pressiona a ilha comunista.
“O governo cubano está conversando conosco e eles têm problemas muito sérios, como vocês sabem. Eles não têm dinheiro, não têm nada agora, mas estão conversando conosco e talvez vejamos uma tomada de poder amigável em Cuba”, disse o presidente a repórteres ao sair da Casa Branca para uma viagem ao Texas. “Sabe, temos pessoas morando aqui que querem voltar para Cuba”, justificou.
Os comentários de Trump vêm após o governo anunciar, no início da semana, que planejava permitir o envio de combustível de empresas energéticas americanas para empresas privadas cubanas. A estratégia visa tornar Cuba mais dependente dos EUA e impulsionar o setor privado da ilha, ao mesmo tempo que enfraquece o governo comunista.
Trump disse que Cuba era, "para dizer o mínimo, uma nação falida" e que o secretário de Estado Marco Rubio estava trabalhando para exercer influência sobre o governo a fim de promover os interesses dos EUA.
A presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry, informou que a entidade vai apurar se o presidente da Fifa e membrodo COI, Gianni Infantino, comprometeu o princípio de neutralidade da Carta Olímpica. O questionamento surgiu após a presença de Infantino na reunião de abertura do Conselho da Paz, em Washington D.C., na última quinta-feira (19), a convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Durante o evento, o dirigente da Fifa utilizou um boné com referências aos mandatos de Trump e anunciou uma parceria entre a federação de futebol e o conselho norte-americano. O projeto detalhado por Infantino prevê a reconstrução de infraestrutura esportiva em Gaza, com a instalação de 50 campos de futebol em áreas escolares, cinco campos de tamanho oficial, uma academia e um estádio com capacidade para 20 mil pessoas.
A Carta Olímpica determina que os integrantes do comitê atuem de forma independente de governos ou organizações que possam influenciar a liberdade de voto e ação. Coventry, que se manifestou durante os Jogos Olímpicos de Inverno em Milão-Cortina, declarou que a instituição avaliará os documentos assinados no encontro para verificar se houve interferência política nas funções do dirigente.
Em nota posterior às declarações de Coventry, o COI afirmou que a participação de Infantino não configura uma quebra de neutralidade. A entidade argumentou que a colaboração entre a Fifa e o Conselho da Paz possui caráter humanitário e de desenvolvimento esportivo, funções que se inserem nas competências de uma federação internacional.
A presença de Infantino no encontro ocorre durante a preparação para a Copa do Mundo de 2026, que terá os Estados Unidos como sede principal ao lado de México e Canadá. O debate sobre a conduta do dirigente envolve o acúmulo de suas funções na Fifa e sua posição como membro do COI, cargo que exige um compromisso formal com a isenção política.
A investigação interna deve observar se o uso de símbolos partidários e a assinatura do acordo em Washington ferem os estatutos de conduta do esporte mundial.
Minerais de terras raras, comércio exterior, investimentos, crime organizado, cooperação na área de segurança pública. Esses serão alguns dos temas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende discutir com o norte-americano Donald Trump, em encontro que ainda não tem uma data marcada.
O presidente Lula falou sobre suas expectativas para esse encontro durante entrevista coletiva neste domingo (22). Lula está na Índia desde quinta (19), onde participou de um fórum sobre inteligência artificial e realizou reuniões bilaterais com outros líderes presentes no evento. Neste domingo Lula foi para Seul, na Coreia do Sul, onde se reúne com o presidente Lee Jae Myung e executivos de grandes empresas sul-coreanas.
Na entrevista coletiva, Lula disse que a pauta da reunião com o presidente dos Estados Unidos terá uma pauta longa, e que a cooperação na área de segurança é um dos pontos centrais. O presidente brasileiro afirmou estar “muito otimista” com o encontro e defendeu uma relação “altamente civilizada, altamente respeitosa" entre os dois países.
Para Lula, o combate ao crime organizado é uma área em que Brasil e Estados Unidos podem atuar conjuntamente.
“Se tem uma coisa que nós precisamos trabalhar juntos é no combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro”, declarou.
Sobre a questão da segurança pública, o presidente Lula disse que pretende levar para a reunião com Trump representantes da Receita Federal, da Polícia Federal, do Ministério da Justiça e do Ministério da Fazenda. Segundo ele, o objetivo é estruturar uma cooperação mais ampla no combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado internacional.
“Vou levar minha Polícia Federal, meu ministro da Justiça, a Receita. Eles levam o FBI, a CIA, o Departamento de Justiça deles”, afirmou.
Lula classificou o crime organizado como uma “empresa multinacional altamente sofisticada”, com atuação em diversos países e infiltração em diferentes esferas da sociedade. “Tem braço no poder Judiciário, tem braço no futebol, tem braço na política, tem braço no empresariado”, colocou.
Segundo ele, o Brasil já criou estruturas específicas para reforçar o combate a ilícitos na fronteira amazônica, com cooperação entre países vizinhos, e está disposto a ampliar a articulação com os Estados Unidos.
Ainda sobre questões de segurança pública, Lula disse na entrevista que já tratou do tema por telefone com Trump ao menos três vezes e que o Brasil enviou às autoridades norte-americanas documentos, fotografias e nomes de investigados. O presidente citou como exemplo um caso envolvendo contrabando de combustíveis e afirmou que o governo brasileiro encaminhou informações detalhadas sobre suspeitos que estariam nos Estados Unidos.
“Eu não quero recebê-los. Eu quero prendê-los”, declarou, ao rebater questionamento de jornalista sobre eventual pedido de repatriação de brasileiros. Segundo o presidente, a intenção é que pessoas investigadas por crimes no Brasil sejam entregues para responder à Justiça.
O presidente brasileiro afirmou ainda que espera restabelecer um diálogo direto e estável entre os dois países.
“Eu espero que depois dessa reunião a gente possa garantir que volte a ter uma relação altamente civilizada, altamente respeitosa e que a gente não vai deixar de conversar por telefone quando tiver qualquer novidade entre Brasil e Estados Unidos. E eu quero também dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova guerra fria”, disse.
Lula também fez um apelo direto ao diálogo pessoal com Trump. “Nós somos as duas maiores democracias da América Latina, nós somos dois homens com 80 anos de idade, portanto a gente não pode ficar brincando de fazer democracia. A gente tem que tratar com muita seriedade. Eu disse por telefone ao presidente Trump: é preciso a gente pegar um na mão do outro, olhar um no olho do outro pra gente ver o que a gente quer entre Brasil e Estados Unidos. E não tem veto, não tem nada proibido na mesa de negociação. Vamos colocar todos os temas na mesa de negociação”, explicou.
Ao comentar ainda a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre tarifas de comércio exterior, o presidente Lula disse que não cabe a ele julgá-la.
“O que eu quero conversar com o Trump é a relação entre Brasil e Estados Unidos. Temos uma relação diplomática de 201 anos. Somos duas grandes democracias. Não tem veto, não tem nada proibido na mesa de negociação. Vamos colocar todos os temas na mesa”, disse Lula.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova tarifa global de 10%, com efeito imediato, nesta sexta-feira (20). A medida veio após a Suprema Corte do país derrubar o tarifaço imposto pelo republicano em diversos países.
O anúncio foi realizado em coletiva de imprensa nesta terça, ao mesmo tempo que ele fazia uma publicação com a medida na rede social “Truth Social”.
Em declaração a jornalistas, Trump afirmou que há "métodos ainda mais fortes" à sua disposição para impor novas tarifas comerciais. "Outras saídas serão usadas", disse, acrescentando que os EUA podem arrecadar "ainda mais dinheiro".
Ele anunciou, então, que recorrerá à Seção 122, dispositivo da legislação comercial dos EUA que permite ao presidente impor tarifas temporárias, para estabelecer uma nova tarifa global de 10%.
Segundo publicação do G1, Trump também afirmou que recorrerá à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais desleais, o que pode resultar em tarifas adicionais. Além disso, classificou a decisão da Suprema Corte como "vergonhosa" e "terrível", e disparou contra os ministros do tribunal americano.
"Os ministros que votaram contra as tarifas são uma vergonha para a nossa nação. Nossa Suprema Corte está sendo pressionada por interesses estrangeiros", afirmou o republicano.
A decisão desta sexta atinge principalmente as chamadas tarifas recíprocas, que representam o núcleo da estratégia tarifária do governo. Outras tarifas em vigor, como as aplicadas sobre aço, alumínio e fentanil, continuam valendo.
Em meio a política anti-imigratória de Trump, rejeição de visto dos EUA para brasileiros cai em 2025
Brasileiros tiveram seus vistos menos rejeitados durante tentativas de viajar aos Estados Unidos em 2025. O percentual de vistos de turismo e negócios para brasileiros aprovados pelos Estados Unidos em 2025 foi maior do que no ano anterior, apesar das políticas de restrição do governo de Donald Trump, que atingiram diversos países.
Segundo informações divulgadas pelo G1, neste domingo (1°), o Departamento de Estado dos EUA registrou negativas para apenas 14,8% das solicitações de visto B1/B2 (turismo e negócios) feitas por brasileiros. A queda é de cerca de 0,6% em comparação ao ano de 2024, ainda no governo de Joe Biden, quando a taxa de rejeição foi de 15,4%.
O recorde nos últimos dez anos foi em 2020, durante o início da pandemia, quando a taxa de rejeição de vistos brasileiros chegou a 23,1%. O menor índice, por sua vez, foi em 2023, no governo Biden, quando os EUA negaram 11,9% das solicitações de visto a brasileiros.
RESTRIÇÕES
Uma medida que impactou o processo para obter o visto de turista, por exemplo, foi que menores de 14 anos e maiores de 79 voltaram a ser obrigados a realizar entrevista presencial, para obtenção do documento, a partir de outubro de 2025.
Já a suspensão temporária para a emissão de vistos para 75 países foi anunciada em 2026 e, apesar de incluir o Brasil, não afeta vistos de turismo e nem os demais da categoria de "não imigrantes".
Trump também emitiu uma ordem em abril de 2025 exigindo que turistas de 38 países, principalmente da África, Oceania e parte da Ásia, paguem um caução de até US$ 15 mil para que o documento seja emitido. O Brasil, no entanto, não faz parte da lista.
Além disso, desde junho de 2025, candidatos a vistos de estudante dos EUA passaram a ser obrigados a manter seus perfis em redes sociais abertos ao público para análise das autoridades americanas.
A verificação busca identificar “qualquer indício de hostilidade” contra cidadãos, instituições ou princípios dos EUA. No último mês de outubro, menores de 14 anos e maiores de 79 passaram a ser obrigados a realizar entrevista presencial para obtenção de visto, com algumas exceções.
A mudança vale para cidadãos de todos os países que precisam de visto para entrar nos EUA, incluindo brasileiros.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, (STF), em pelo menos dois momentos diferentes, teria frequentado a mansão em Brasília do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em uma dessas ocasiões, Moraes foi apresentado ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que autorizou a compra do Master pelo banco público do Distrito Federal mesmo com pareceres contrários à operação.
A informação foi revelada nesta terça-feira (27) pelo site Metrópoles. Colunistas do site apontam que o encontro entre Moraes e Paulo Henrique Costa na casa de Vorcaro teria ocorrido em um fim de semana do primeiro semestre de 2025.
A mansão de R$ 36 milhões localizada em Brasília foi comprada pelo dono do Banco Master por meio de um empréstimo desviado do próprio banco. A aquisição foi feita por meio da Super Empreendimentos e Participação, empresa que, de acordo com Vorcaro, tem como sócio seu cunhado, Fabiano Zettel.
O imóvel tem 1.700 m², de acordo com a escritura, e uma área privativa de 4.300 m². Antes de Vorcaro, a casa foi alugada por Salim Mattar, que era secretário de Desestatização do Ministério da Economia do governo Jair Bolsonaro (PL).
A coluna da jornalista Andreza Matais informa que Daniel Vorcaro teria solicitado ao então presidente do BRB a visita à sua mansão, informando que “o homem [Moraes] estava lá”. A colunista afirma que quatro pessoas presenciaram a cena.
Durante o período em que Moraes e Paulo Henrique Costa se conheceram, o Master buscava no BRB uma possível salvação, por meio da aquisição pelo banco público. Teria sido no encontro que Moraes e Henrique deram opiniões sobre o assunto.
O BRB chegou a cogitar a compra do Master, e a situação foi anunciada. No entanto, a repercussão negativa barrou a aquisição. Houve constatação de inconsistências nos ativos do Master e ainda suspeitas de transações de vendas de carteiras ao BRB.
Ainda de acordo com a colunista Andreza Matais, a outra ocasião em que Alexandre de Moraes foi visto na mansão de Vorcaro foi para acompanhar a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, em 2024. Nas duas ocasiões, Moraes teria ficado em área reservada da casa.
Relatos feitos à coluna dizem que Alexandre Moraes estava nesta área reservada do imóvel, fumando charutos e degustando vinhos caros e raros. O espaço é descrito como uma espécie de bunker, localizado no subsolo, com acesso restrito, quatro poltronas e estrutura própria para o consumo de charutos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Mantém absoluta confiança em mim".
Disse o senador Jaques Wagner (PT) ao afirmar nesta quinta-feira (18) que recebeu um telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Segundo o parlamentar, o chefe do Executivo manifestou solidariedade e reafirmou confiança em sua conduta.