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O governo do presidente norte-americano Donald Trump não demonstra intenção de respaldar as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre assumir a liderança política do Brasil. A avaliação foi divulgada pela agência Reuters neste sábado (31), com base em informações de pessoas familiarizadas com as discussões na administração dos Estados Unidos.
De acordo com os relatos, autoridades americanas não pretendem assumir publicamente uma posição favorável ao parlamentar, apesar de terem contribuído para viabilizar sua entrada no território norte-americano. A preocupação seria evitar um novo desgaste diplomático com o governo brasileiro.
A movimentação de Flávio ocorre após sua derrota na disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Depois do resultado das urnas, o senador divulgou um documento no qual reivindicava o posto de “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Posteriormente, alterou o discurso e passou a se apresentar como “líder do Brasil”.
Ainda conforme a Reuters, a postura da Casa Branca não representa uma decisão definitiva de Trump, que poderia rever sua posição. No momento, entretanto, o presidente americano estaria pouco disposto a criar novos atritos nas relações entre os dois países.
O senador chegou a Miami na quarta-feira (28), depois de deixar o Brasil, e tem planos de seguir para Washington nos próximos dias. A viagem à capital americana teria como objetivo estabelecer conversas diretamente com representantes da administração Trump.
Em uma transmissão pelas redes sociais, Flávio afirmou que decidiu sair do país por temer novas providências judiciais contra ele. Depois da eleição, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a retenção dos documentos de viagem do parlamentar.
Na mesma transmissão, o senador também sinalizou que poderá voltar a disputar o comando do Executivo federal. Flávio mencionou a possibilidade de uma nova candidatura em um prazo inferior ao calendário eleitoral de 2030 e vinculou essa hipótese a uma eventual crise econômica durante o próximo governo Lula.
O parlamentar, contudo, não apresentou detalhes sobre como essa situação poderia resultar na convocação de uma nova eleição presidencial. “Qualquer coisa que aconteça, eu vou estar aqui pronto, inclusive, se for preciso, para disputar a Presidência da República de novo. (...) Eu não tô falando de 2030, não. Eu tô falando de antes disso”, alega.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado (31) que o governo americano não participou dos preparativos para a saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil. O parlamentar desembarcou em Miami na quarta-feira, após a derrota na eleição presidencial.
Durante coletiva de imprensa em Atlanta, Rubio disse que os Estados Unidos tinham conhecimento da chegada do senador e que o presidente Donald Trump autorizou sua entrada no país por ele possuir visto. “Não facilitamos nada. Ouvimos que ele chegaria nos Estados Unidos, ele tinha um visto, e o presidente Donald Trump decidiu permitir a entrada dele”, declarou.
O secretário também afirmou que o governo americano não teve participação direta nos arranjos feitos por Flávio para deixar o Brasil. Segundo Rubio, Trump havia indicado que o senador seria autorizado a entrar no país caso chegasse ao território americano.
O FBI pretende contratar o UFC, sem concorrência entre fornecedores, para treinar agentes especiais em combate corpo a corpo. A proposta prevê duração de um ano e consta de uma justificativa de contratação publicada em 30 de setembro no sistema de compras do governo dos Estados Unidos. O valor foi omitido na versão pública do documento.
A agência apresentou uma “Justificativa de Fonte Única”, instrumento usado para fundamentar a escolha de um fornecedor sem disputa com outras empresas. No documento, o FBI sustenta que apenas o UFC reúne todas as qualificações necessárias para oferecer o treinamento nas condições exigidas.
“O FBI exige um programa de treinamento para agentes especiais em técnicas táticas de defesa que se concentra na integração de habilidades de artes marciais mistas (MMA) com táticas de defesa especializadas”, afirmou a agência. “O objetivo do treinamento é aprimorar as habilidades de combate físico, a resistência mental e a consciência tática, que são cruciais para agentes especiais em situações de alto risco.”
Embora reconheça que “outros fornecedores identificados por meio de pesquisas de mercado demonstram algumas dessas habilidades”, o FBI argumenta que a organização de MMA é a única capaz de atender ao conjunto de requisitos.
Entre as competências exigidas estão “técnicas de golpes, luta agarrada/quedas, defesa contra armas, controle no solo, bem como condicionamento físico no padrão que o FBI espera e exige”.
O prazo para outras empresas contestarem a justificativa terminou em 15 de outubro. Segundo o documento, a contratação por um ano permitiria realizar “pesquisas de mercado adicionais” e preparar uma futura seleção com concorrência para um contrato de longo prazo.
A documentação apresenta a intenção de contratação, sem confirmar a assinatura do acordo. Segundo o The Athletic, que noticiou a proposta, FBI e UFC não responderam aos pedidos de posicionamento feitos para a reportagem.
A iniciativa dá continuidade à colaboração anunciada pelas duas organizações em março. Na ocasião, o UFC divulgou um seminário de dois dias na academia do FBI em Quantico, no estado da Virgínia, voltado a alunos e funcionários da agência.
A relação de participantes previstos incluía Justin Gaethje, Jorge Masvidal, Chris Weidman, Claudia Gadelha, Michael Chandler, Manel Kape e Renzo Gracie. Não foi informado se houve pagamento de recursos públicos ao UFC pela atividade.
A aproximação ocorre também em meio aos vínculos entre Dana White, presidente e CEO do UFC, e Donald Trump. Amigo de longa data do presidente americano, White o apresentou na Convenção Nacional Republicana de 2024. Em junho deste ano, a organização realizou o UFC Freedom 250 no gramado sul da Casa Branca, na data em que Trump completou 80 anos.
O FBI já inclui técnicas de defesa na formação regular de seus agentes. A proposta, porém, não detalha como o programa oferecido pelo UFC se diferenciaria do treinamento conduzido pelos próprios instrutores da agência.
A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília encaminhou, nesta segunda-feira (26), um relatório diplomático a órgãos governamentais norte-americanos, como o Departamento de Estado, classificando a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições como "definitiva" e "surpreendente".
O documento pontuou que o pleito ocorreu de maneira majoritariamente pacífica, apesar de registros pontuais de dificuldades operacionais em algumas regiões. O documento obtido pela Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (30), indica que a extensão do horário de votação por duas horas foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e teve impacto insignificante no resultado final.
Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citados no texto, apenas 34 mil votos (cerca de 0,03% do total) foram depositados após as 17h, montante insuficiente para alterar a margem de cerca de 4,4 milhões de votos que consolidou a eleição do petista frente ao senador Flávio Bolsonaro.
O parecer da representação diplomática ressaltou ainda a validação do pleito por missões internacionais, ressaltando que observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) declararam não ter "nenhuma dúvida sobre os resultados".
Embora aliados do candidato derrotado e o próprio Flávio tenham classificado o desfecho como "impossível de aceitar", o relatório observou que lideranças do campo conservador reconheceram publicamente o resultado das urnas.
No entanto, a avaliação técnica da embaixada contrasta com as declarações públicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem questionado reiteradamente a lisura do processo eleitoral brasileiro.
Na segunda-feira (26), o republicano declarou que "A impressão que passou para o mundo foi terrível. Eleições precisam ser indiscutíveis". Já nesta quinta-feira (29), Trump voltou a criticar a votação, embora tenha indicado que pretende dialogar com o presidente reeleito. "Vou falar com ele, mas acho que a eleição no Brasil foi uma vergonha", afirmou.
Ao ser questionado sobre quem considerava o vencedor legítimo, o mandatário norte-americano evitou resposta direta: "Não quero comentar, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro. O atual presidente me pediu para não tomar partido, e eu não tomei. Mas, quando vi o que aconteceu no Brasil, achei uma vergonha".
O governo dos Estados Unidos pediu ao senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições presidenciais por 4,4 mi de votos, que Flávio retirasse de uma carta divulgada por ele as expressões “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”. Integrantes do Departamento de Estado alegaram que isso poderia ser interpretado como um rompimento diplomático com o governo brasileiro.
Segundo informações publicadas pelo blog do jornalista Valdo Cruz, da GloboNews, nesta quinta-feira (29), o uso dos termos poderia sugerir que o governo norte-americano reconhecia o parlamentar como vencedor do pleito. De acordo com diplomatas ouvidos, a mudança ocorreu após o governo do presidente Donald Trump tomar conhecimento do conteúdo da primeira versão do documento.
Apesar de críticas ao processo eleitoral do Brasil, Trump tem mantido interlocução com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, segundo o relato, não pretende reconhecer Flávio como presidente eleito. Aliados do senador afirmaram que a alteração foi apenas um ajuste no texto. A informação sobre a solicitação do governo norte-americano também foi divulgada pela colunista Mariana Sanches, do UOL, e confirmada por diplomatas ouvidos pela GloboNews.
Na primeira versão da carta, publicada na quarta-feira (28), Flávio se apresentou como o “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”. No documento, ele também contestou o resultado do segundo turno e alegou, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição.
Pouco depois, o senador apagou a publicação e divulgou uma nova versão, na qual substituiu as expressões por “líder do Brasil” e “líder”. Na carta revisada, Flávio agradeceu a Trump e ao presidente da Argentina, Javier Milei, e afirmou estar nos Estados Unidos com a família e em segurança. Ele também negou ter fugido do Brasil, disse ser alvo de perseguição política e declarou que passaria a liderar a oposição a partir do território norte-americano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou comentar nesta quarta-feira (28) a carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) se apresenta como o “verdadeiro presidente do Brasil”. Questionado por um jornalista sobre a declaração, Trump disse que não pretende se envolver no assunto, mas voltou a colocar em dúvida o processo eleitoral brasileiro.
“Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”, afirmou o republicano. Na mesma ocasião, Trump classificou as eleições no Brasil como “muito estranhas”.
A carta de Flávio Bolsonaro foi divulgada mais cedo, em uma rede social. No texto, o senador afirma ser o “verdadeiro presidente do Brasil”.
O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, está ciente da ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao país e concederá vistos para que ele e seus familiares permaneçam em território americano. A informação foi confirmada por uma autoridade da Casa Branca à Folha de S.Paulo nesta terça-feira (27).
Segundo pessoas próximas à família Bolsonaro, Flávio chegou aos Estados Unidos por volta das 16h20, acompanhado da mulher, Fernanda, e das duas filhas. A viagem ocorreu dois dias após o senador perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com um americano ligado ao governo Trump e uma pessoa próxima ao senador, a operação para viabilizar a saída do Brasil contou com a participação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Inicialmente, aliados de Flávio afirmaram que o governo americano concederia asilo político ao parlamentar.
As informações foram confirmadas pelo jornal Folha de S. Paulo, a expectativa é que o senador conceda uma entrevista à imprensa nesta quarta-feira (28), em local ainda não divulgado, segundo um aliado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a declarar nesta terça-feira (27), durante comício realizado no Texas, que as eleições no Brasil foram fraudadas. A declaração ocorreu no contexto de críticas dirigidas ao partido opositor norte-americano.
“Eles fraudam muito bem. São os maiores fraudadores de eleições da história. Embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho nisso, não é? Eu não tomei partido, não gostei, não me pareceu muito bom”, alega Trump.
A aparição no Texas faz parte de uma intensa agenda de viagens do presidente às vésperas das Eleições de Meio de Mandato (Midterms), marcadas para 3 de novembro. Trump tem realizado comícios quase diariamente com o objetivo de incentivar a participação dos eleitores e manter o controle republicano no Congresso.
Em discursos que chegam a durar 90 minutos, o presidente defende suas políticas econômicas, celebra o público presente, zomba de manifestantes e realiza comentários pessoais sobre aliados políticos. As informações foram confirmadas pela CNN Brasil.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou aos Estados Unidos em segurança nesta terça-feira (27), segundo informou o advogado mexicano Simón Levy, ligado ao movimento Make America Great Again (MAGA), do presidente norte-americano Donald Trump.
Em uma publicação na rede social X, por volta das 15h20, Levy afirmou que o senador havia chegado ao país sem problemas. “Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos”, escreve o advogado.
Confira postagens do aliado trumpista:
Operación Alba: Flávio llega a Estados Unidos. Flávio Bolsonaro sale de Brasil y, encabezará la resistencia desde Estados Unidos. Washington acelera en Venezuela, Cuba y México, y aprieta a Brasil por donde más le duele: el dinero. ¿Cuál es el plan? https://t.co/2UGCyBfOyL
— Simón Levy (@SimonLevyMx) October 27, 2026
As I reported hours ago, Flávio Bolsonaro has arrived safely in United States. The mastermind behind this operation is U.S. Secretary of State @SecRubio . From the United States, free and safe, Flávio will lead the opposition against Lula.
— Simón Levy (@SimonLevyMx) October 27, 2026
A viagem ocorre três dias após a derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Até o momento, as informações divulgadas não detalham o motivo da viagem, o tempo de permanência do senador nos Estados Unidos nem a agenda prevista para a visita.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações críticas à Noruega e afirmou que imigrantes do país europeu não são bem-vindos em território americano. Durante comício de campanha realizado no domingo na cidade de Port Huron, em Michigan, o republicano utilizou termos vulgares para classificar a nação europeia: “Francamente, a Noruega é uma porcaria. A Noruega se tornou um país de merda, na verdade”.
Segundo informações da AFP, divulgadas pelo O Globo, Trump atrelou a declaração ao fato de não ter sido contemplado com o Prêmio Nobel da Paz, afirmando que receberia de bom grado imigrantes de determinados países, mas não da Noruega, “porque não ganhei o Prêmio Nobel”. O presidente concluiu: “Então, não quero ninguém da Noruega”.
A reação ocorreu após o Comitê do Nobel escolher a juíza e ex-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos Navi Pillay, da África do Sul, para receber a honraria deste ano. Trump classificou a decisão como “vergonhosa e constrangedora”.
Em resposta às declarações, o ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, ressaltou a autonomia da instituição responsável pela honraria em entrevista à rádio pública NRK. “Ele sabe muito bem que o Comitê do Nobel é independente. Nós o lembramos disso, caso alguém tivesse alguma dúvida, e continua sendo assim”, declarou Eide.
A declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a eleição brasileira “pareceu fraudada”, foi criticada nesta segunda-feira (26) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Em entrevista a uma emissora de TV, Alckmin defendeu o diálogo como forma de reaproximar o governo Lula da administração do presidente republicano.
“Olha, totalmente equivocada, né? Primeiro não se interfere na política de outro país. Essa é uma regra basilar. Segundo não tem nenhum referencial para dizer isso. Aliás, o Brasil é um exemplo pro mundo. De urna eletrônica, de segurança jurídica. Democracia é assim. Você ganha eleição, você perde a eleição, é o povo que decide. Mas o caminho é o da negociação”, reforçou Alckmin.
Nesta segunda, Donald Trump, ao falar com a imprensa, criticou o processo democrático brasileiro, mas, ao mesmo tempo, evitou dizer se irá tomar alguma atitude em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro.
“Achei que foi uma situação muito ruim. Não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada”, disse Trump.
“Francamente, não tomei partido, mas foi uma imagem péssima para o mundo. É mais uma eleição. Sabe, as eleições precisam ser incontestáveis, e aquilo me pareceu muito ruim. Acompanhei a eleição. Pareceu tão, tão corrupta, tão terrível”, afirmou o presidente norte-americano.
Ainda sobre os Estados Unidos, Geraldo Alckmin disse que avançar nas negociações comerciais com o governo Trump será uma das prioridades do quarto mandato do presidente Lula.
“Nós, encerrada a eleição, vamos continuar a negociação com os Estados Unidos para ter um bom acordo, estamos abrindo mercado, fizemos acordo Mercosul-Singapura, Mercosul-Nafta, Mercosul-União Europeia, 27 países da Europa, cresceu mais de 30% em 5 meses as nossas exportações para Europa. Estamos bem encaminhados Mercosul-Canadá, tanto é que mesmo com tarifação americano nós estamos batendo recorde de exportação. eleição, é o povo que decide. Mas o caminho é o caminho da negociação”, afirmou o vice-presidente.
A Suprema Corte dos Estados Unidos impediu, nesta quarta-feira (21), que o governo de Donald Trump suspendesse imediatamente tratamentos médicos de afirmação de gênero oferecidos a pessoas transgênero em prisões federais. Com a decisão provisória, as restrições impostas pela administração permanecem suspensas enquanto a disputa judicial continua.
A medida pode beneficiar até mil detentos federais diagnosticados com disforia de gênero, que poderão continuar recebendo os cuidados prescritos por profissionais de saúde. Entre os tratamentos estão a terapia hormonal e outros procedimentos relacionados à transição de gênero.
A disputa começou após o governo Trump estabelecer novas regras para interromper o financiamento federal desses tratamentos nas prisões. Em janeiro de 2025, o presidente assinou um decreto que proibia o uso de recursos federais para custear procedimentos, medicamentos e outras intervenções destinadas ao tratamento da disforia de gênero.
A política foi contestada por três pessoas transgênero sob custódia federal, que alegaram violação à Oitava Emenda da Constituição americana, responsável por proibir punições cruéis e incomuns. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos lamentou a decisão e informou que pretende continuar recorrendo para restabelecer a política do governo.
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na trama golpista e que fugiu para os Estados Unidos, passou a ser classificado pelo governo Donald Trump como “imigrante ilegal”. Além disso, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Bolsonaro responde a um processo de deportação nos EUA.
A informação foi dada nesta quarta-feira (21) a partir de uma investigação realizada pela Agência Pública, assinada pelas jornalistas Brenda Medina e Natalia Viana, em parceria com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). A reportagem afirma que, segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), responsável pela polícia de imigração americana, Ramagem violou as leis do país ao permanecer em território americano depois do vencimento de sua autorização de estadia.
A reportagem obteve uma resposta oficial do DHS que contradiz a proteção política do governo Trump atribuída por aliados de Ramagem, como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo. O próprio Ramagem já havia sugerido antes que tinha costas quentes para permanecer nos EUA.
Em um vídeo publicado em novembro de 2025, após o STF ordenar sua prisão, ele disse que estava nos Estados Unidos com o conhecimento do governo americano. “Nas palavras até do governo americano para mim: ‘que bom que temos um amigo que está em segurança a salvo aqui nos Estados Unidos’. Então a gente tem esse apoio dos norte-americanos”, disse o ex-deputado.
Agora, o porta-voz do Departamenrto de Segurança Interna confirma que Ramagem está ilegal no país. Em resposta para a ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), parceiros da Agência Pública nesta investigação, o porta-voz do órgão do governo norte-americano afirmou:
“Em 13 de abril, o ICE prendeu Alexandre Ramagem Rodrigues, um estrangeiro ilegal do Brasil. Ele entrou legalmente no país em 11 de setembro de 2025, em caráter temporário, com permissão para permanecer no país por seis meses, mas optou por permanecer ilegalmente além do prazo autorizado, em violação às leis da nossa nação. Ele foi liberado da custódia do ICE em 15 de abril, enquanto aguarda o resultado do seu processo de deportação”.
Segundo o DHS, “um caso de pedido pendente NÃO confere nenhum tipo de status legal nos Estados Unidos. Se uma pessoa entra ilegalmente no nosso país, ela está sujeita a detenção ou deportação”. O porta-voz reforçou o recado destacando o “NÃO” em caixa alta na resposta.
A reportagem da Agência Pública diz também que o DHS garantiu que Ramagem receberá o devido processo legal. E conclui: “Sob o Presidente Trump e o Secretário Mullin, nossa mensagem é clara: estrangeiros ilegais não são bem-vindos em nosso país”.
A Casa Branca chegou a ser procurada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, mas não respondeu ao pedido de comentário.
A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 31%, o menor índice registrado em seus mandatos, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira (19). O levantamento também aponta vantagem de 12 pontos percentuais dos democratas sobre os republicanos na preferência dos eleitores para as eleições legislativas de 3 de novembro.
Na chamada votação genérica para o Congresso, 47% dos eleitores registrados disseram que votariam em candidatos democratas, enquanto 35% escolheriam republicanos. A diferença aumentou em relação à pesquisa anterior, realizada duas semanas antes, quando os democratas lideravam por 44% a 37%.
Os homens também demonstraram preferência pelos democratas, mas com uma diferença menor. As eleições de meio de mandato serão realizadas em 3 de novembro e definirão a composição da Câmara dos Representantes e de parte do Senado. A pesquisa foi realizada pela internet com 1.679 adultos norte-americanos, incluindo 1.279 eleitores registrados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para o total de entrevistados e de três pontos para os eleitores registrados.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, neste domingo (18), apoio formal ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na reta final da campanha para as eleições parlamentares do país, marcadas para 27 de outubro. O gesto ocorre em meio ao conflito no Oriente Médio, que se estende pelo sétimo mês, gerando impactos nos mercados globais de energia e desestabilizando economias da região.
Segundo informações do g1, Trump utilizou a rede social Truth Social para elogiar o aliado, classificando-o como um "grande primeiro-ministro guerreiro" e parceiro estratégico em ações militares conjuntas, como os ataques lançados contra o Irã em fevereiro. "Bibi Netanyahu foi forte, corajoso e brilhante diante de uma oposição tremenda, inclusive aquela vinda do próprio Israel", escreveu o líder americano.
Em sua publicação dirigida ao "Grande Povo de Israel", o ex-presidente completou: "Apesar de tudo isso, ele perseverou e, na verdade, prosperou! Vi Bibi nos momentos mais difíceis. Homens ou mulheres comuns, em situações assim, teriam sucumbido à pressão — mas Bibi não sucumbiu. Na verdade, ficou ainda mais forte e mantém essa mesma Força hoje. Que esta Carta sirva para representar meu Apoio Completo e Total a Bibi Netanyahu em sua próxima disputa pela reeleição como primeiro-ministro de Israel."
Em reação ao endosso, Netanyahu divulgou um pronunciamento em suas redes sociais e publicou no X a mensagem: "Juntos, vamos completar a missão!". O chefe do Executivo israelense usou o apoio da Casa Branca como argumento central para convencer eleitores indecisos, afirmando que a aliança entre ambos atuou no combate ao "eixo iraniano" e no afastamento de ameaças nucleares imediatas. "Essa é a maior consideração", defendeu o primeiro-ministro, acrescentando que Trump fará a missão "apenas se nós dois a fizermos juntos" e apelando diretamente ao público: "Ouçam-no, ponderem estas coisas e votem em mim."
President Trump, my friend Donald - thank you for your extraordinary endorsement. Israel has never had a greater friend in the White House. Together we will never let Iran's regime get nuclear weapons. Thank you for your clarity, courage and unwavering support. @realDonaldTrump https://t.co/GqaOVB74Dj
— Benjamin Netanyahu - ?????? ?????? (@netanyahu) October 18, 2026
A disputa de 27 de outubro será o primeiro pleito nacional em Israel desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. As pesquisas de opinião apontam um cenário incerto, sem um caminho consolidado para a formação de maioria no Parlamento, sistema responsável por definir quem ocupará o cargo de primeiro-ministro. O movimento de Trump também reforça a prática do republicano de romper com a tradição diplomática americana de neutralidade ao declarar apoio ostensivo a candidatos em pleitos estrangeiros.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu suspender sanções e tarifas significativas relacionadas à Rússia, que estavam prestes a entrar em vigor devido a uma lei que ele assinou recentemente.
A legislação tinha como objetivo pressionar a Rússia em resposta à invasão da Ucrânia em 2022. No entanto, Trump tem demonstrado uma postura mais favorável a Moscou, enquanto critica o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sugerindo que a Ucrânia precisa de um novo líder.
Zelensky reagiu à decisão de Trump, afirmando que isso encoraja o presidente russo, Vladimir Putin, e que a suspensão das sanções representa um alívio para o agressor. Ele enfatizou a necessidade de continuar lutando para acabar com a guerra e não dar a Putin motivos para prolongá-la.
A poucos dias das eleições de meio de mandato nos EUA, onde os republicanos buscam manter o controle do Congresso, a suspensão das tarifas poderia impactar ainda mais os preços do petróleo, em um momento em que os americanos já enfrentam custos elevados devido a conflitos internacionais.
A legislação, apoiada pelo falecido senador Lindsey Graham, previa tarifas de até 100% sobre produtos importados da Rússia e de países que comprassem petróleo ou gás russo após a promulgação da lei. A isenção das sanções permanecerá até que Trump ou seus assessores decidam o contrário.
Trump assinou a Lei Lindsey O. Graham de Sanções à Rússia e ao Irã em setembro e justificou a isenção como sendo do interesse nacional. Países como China e Índia, grandes compradores de petróleo russo, expressaram preocupações sobre as sanções, com a China se opondo à jurisdição internacional e a Índia alertando sobre possíveis impactos nas relações bilaterais. A lei permite que o presidente conceda isenções, informando ao Congresso que isso é necessário para o interesse nacional.
O ator Wagner Moura aponta o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e seus aliados estarem envolvidos em um complô com os Estados Unidos contra os interesses do Brasil.
O baiano foi o convidado do sexto episódio da série de reportagem 'Revelando', produzida pelo podcast Calma Urgente, com apoio do ICL, Mídia Ninja, 342 Artes e Intercept Brasil, que conta com uma entrevista exclusiva com o general Santos Cruz, militar de três estrelas e ex-ministro do governo Jair Bolsonaro.
No vídeo divulgado nesta sexta-feira (16) pelo Revelando, o artista apresenta a entrevista e explica o plano do filho do ex-presdente para entregar terras raras do Brasil aos EUA.
"Hoje você vai descobrir a história de um complô pra saquear o Brasil. Um complô que conta com traidores da pátria, gente submissa, e voluntários que estão entregando o país de bandeja pros americanos", afirma o artista.
Na entrevista conduzida pelo jornalista Bruno Torturra, um dos editores do Revelando, Santos Cruz aborda as relações da família Bolsonaro com o grupo político de Donald Trump e os interesses norte-americanos em meio à guerra comercial travada contra a China.
“De cada dez quilos de terras raras que os Estados Unidos importam, sete vêm da China. E a China e os Estados Unidos estão numa briga que não acaba, por isso e um monte de outras coisas”, afirma o protagonista de 'O Agente Secreto'.
O projeto conta com outras cinco reportagens apresentadas por Flávio Porchat, Juliette, Luana Piovani, Camila Pitanga e Samara Felippo, com temas como o escândalo do Banco Master, a violência policial, a privatização das praias com a PEC das Praias, e a eugenia no Brasil.
Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, ameaçou acabar com o Tribunal Penal Internacional (TPI) caso a instituição não ceda às exigências dos EUA. A declaração foi feita nesta sexta-feira (9).
O governo de Donald Trump impôs sanções ao tribunal horas depois de Navi Pillay, uma de suas ex-juízas, ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Em resposta, a vice-promotora do TPI, Nazhat Shameem Khan, condenou as sanções e afirmou que elas não interromperiam o trabalho do tribunal.
"O presidente Trump jamais permitirá que o Tribunal Penal Internacional processe americanos", afirmou Marco Rubio em um vídeo publicado na rede social X (antigo Twitter).
"É por isso que, hoje, os Estados Unidos estão impondo sanções ao Tribunal Penal Internacional. Proibiremos transações com esse tribunal desonesto, cortando seus recursos e paralisando sua capacidade de operar", completou.
Entre as críticas dos EUA direcionadas ao TPI estão os mandados de prisão emitidos contra autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e a uma investigação anterior sobre ações de soldados dos EUA no Afeganistão, apuração que a Corte acabou encerrando.
O QUE É O TPI
O TPI é uma corte internacional permanente criada em 2002 para julgar indivíduos acusados dos crimes mais graves contra a humanidade. O tribunal conta com 125 países-membros, incluindo todos os países da União Europeia e quase todos os integrantes da Otan, a aliança militar ocidental, com exceção dos Estados Unidos e da Turquia.
Ele já recebeu forte apoio público de países-membros, incluindo importantes aliados dos EUA, e está sediado na Holanda, país que integra a União Europeia e a Otan.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar nesta quarta-feira (7) que merece receber o Prêmio Nobel da Paz. A declaração ocorre dois dias antes do anúncio do vencedor da edição de 2026, marcado para sexta-feira (9), em Oslo, na Noruega.
Trump citou ações de seu governo em conflitos internacionais e afirmou ter evitado uma possível “destruição total do mundo”. Segundo o presidente, ele também teria encerrado oito guerras, mas não especificou quais seriam os conflitos.
O republicano ainda mencionou a atuação dos Estados Unidos nas negociações envolvendo Israel e o Hamas. Ele afirmou ter conseguido trazer de volta todos os reféns israelenses sequestrados pelo grupo. “Fiz coisas que ninguém mais jamais fez. Não estou me gabando, estou apenas relatando os fatos”, declarou Trump.
Trump defende publicamente sua candidatura ao Nobel há pelo menos um ano. Em 2020, ele já havia sido indicado ao prêmio por seu papel nas negociações que resultaram nos Acordos de Abraão, entre Israel e Emirados Árabes Unidos. O Comitê Norueguês do Nobel, responsável pela escolha, mantém em sigilo os nomes dos indicados por 50 anos. O vencedor de 2026 será anunciado na sexta-feira (9).
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que vai incluir o Brasil no Escudo das Américas, iniciativa de cooperação de segurança liderada por Donald Trump com aliados na América Latina.
A declaração foi feita em uma entrevista com o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella. A conversa entre os dois foi publicada nesta quarta-feira (7) pelo perfil do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, três dias após Flávio ir ao segundo turno à frente de Lula (PT).
Em dado momento, o senador fala que "se Deus quiser, teremos maioria no Congresso brasileiro", o que sugere que a reunião foi realizada antes do pleito.
"Eu vou com muita vontade e muita honra querer fazer parte também do Escudo das Américas, para fazer uma cooperação com a Colômbia e com outros os demais países que queiram se unir para combater essas facções narcoterroristas", afirmou o senador.
"[Traficantes] estão muito preocupados com a minha eleição e têm que ficar mesmo, porque vou implementar um regime muito duro aqui no Brasil e vou precisar muito conversar com o senhor para termos esse intercâmbio de informações: quando um criminoso da Colômbia estiver no Brasil será um grande prazer para mim como Presidente da República prendê-lo e entregá-lo ao senhor, assim como eu quero que o senhor entregue os bandidos brasileiros", disse.
A proposta já é tratada como definida por aliados próximos de Flávio, como seu irmão Eduardo, próximo do governo Trump. Procurado, o Departamento de Estado afirma apenas que essa é uma decisão do governo brasileiro. A campanha do senador tem se referido à possibilidade apenas como desejo e afirmado que Eduardo e outros aliados não falam por Flávio.
Em setembro, na Assembleia Geral da ONU, o grupo de países do continente que fazem parte do Escudo das Américas realizou uma reunião com Trump em Nova York para assinar uma nota conjunta a fim de classificar grupos criminosos (incluindo os brasileiros PCC e CV) como terroristas.
Os países que assinaram a declaração foram Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) apresentou duas ações formais à FIFA envolvendo o presidente da entidade, Gianni Infantino. Os documentos foram encaminhados ao Comitê de Ética e ao Comitê de Governança, Auditoria e Compliance (GACC) e pedem apurações sobre três episódios ocorridos nos últimos meses.
As iniciativas tratam da criação e entrega do Prêmio da Paz da FIFA ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, da condução do processo disciplinar envolvendo o atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026 e do projeto FIFA Forward Enterprise (FFE).
A decisão de apresentar as duas manifestações foi aprovada por unanimidade pelo conselho da federação norueguesa em 7 de agosto. Os documentos foram enviados nesta segunda-feira (5), e a NFF tornou o conteúdo público nesta terça (6).
Apesar de serem tratadas como uma dupla denúncia, as medidas possuem objetivos diferentes. Ao Comitê de Ética, a Noruega pede uma investigação independente para determinar se Infantino ou outros dirigentes violaram o Código de Ética da FIFA. Já ao GACC, o pedido é para que sejam analisados os processos de decisão, fiscalização e controle interno da entidade.
PRÊMIO DA PAZ A DONALD TRUMP
O primeiro ponto envolve o Prêmio da Paz da FIFA, criado em 2025 e entregue a Donald Trump no fim daquele ano.
A federação norueguesa quer esclarecimentos sobre como a premiação foi criada, quem autorizou a iniciativa e se o Conselho da FIFA deveria ter participado da decisão. A NFF também questiona se a criação e a entrega do prêmio respeitaram as regras de neutralidade política previstas pela entidade.
CASO BALOGUN NA COPA DO MUNDO
Outro episódio citado é o caso de Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. O atacante dos Estados Unidos recebeu um cartão vermelho e, inicialmente, estaria suspenso para o compromisso seguinte.
A controvérsia surgiu após relatos de que Donald Trump teria entrado em contato com Infantino e pedido uma revisão do caso. Posteriormente, a suspensão de Balogun foi retirada, permitindo que o atacante enfrentasse a Bélgica.
A NFF quer que a FIFA esclareça quem participou das conversas, se houve interferência externa na decisão disciplinar e se a independência do processo foi preservada.
FIFA FORWARD ENTERPRISE
O terceiro ponto envolve o FIFA Forward Enterprise, projeto que previa a criação de uma estrutura comercial responsável por parte dos direitos das principais competições da FIFA, com participação de investidores privados.
A proposta previa a venda de uma participação de até 20% da nova empresa. O projeto recebeu forte resistência de entidades do futebol e acabou retirado pela FIFA no fim de julho.
A Noruega questiona como a proposta avançou sem conhecimento ou participação prévia do Conselho da FIFA e também pede que sejam analisados os contatos entre dirigentes da entidade e potenciais investidores.
Entre os investidores relacionados ao projeto estava a Thrive Capital, fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. A ligação também aparece entre os pontos de atenção levantados nas discussões sobre o projeto.
INVESTIGAÇÃO INDEPENDENTE
Presidente da Federação Norueguesa, Lise Klaveness afirmou que o objetivo não é antecipar uma conclusão sobre a conduta de Infantino, mas fazer com que os órgãos independentes da FIFA estabeleçam os fatos.
“Cada um desses casos deve ser avaliado com base em seus próprios fatos”, afirmou a dirigente.
A NFF também solicitou que documentos e comunicações relacionados aos três episódios sejam disponibilizados às federações filiadas.
Até o momento, as manifestações representam pedidos de investigação e não significam que Infantino tenha sido considerado culpado de qualquer violação. A abertura de procedimentos formais e eventuais punições dependerão da análise dos órgãos da FIFA.
Em manifestação anterior sobre críticas à sua gestão, a FIFA afirmou que Infantino foi eleito democraticamente pelas federações filiadas e classificou acusações contra o presidente como parte de uma tentativa de enfraquecer a entidade e sua liderança.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou nesta segunda-feira (5) como uma "grande vitória" o desempenho do candidato Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial brasileira. Com 100% das seções apuradas, o parlamentar encerrou a primeira etapa do pleito com 47% dos votos válidos, contra 45% do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Bem, é uma grande vitória. Apertada, mas uma vitória muito grande. Incrível, na verdade", declarou Trump a jornalistas na saída da Casa Branca. Apesar da comemoração, o líder americano projetou que a disputa do segundo turno, agendada para o dia 25 de outubro, será "muito acirrada".
As informações foram confirmadas pelo jornal O Globo. Interrogado na última sexta-feira se declararia apoio formal a Flávio Bolsonaro, Trump evitou posicionamento direto, mas destacou o interesse de Washington no processo: "Estamos de olho na coisa toda e acompanhamos essa eleição de muito perto," disse, acrescentando em outra ocasião que o Brasil é um "ótimo país" com "povo fantástico".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confundiu o Brasil com a Índia ao citar a eleição presidencial brasileira nas redes sociais nesta segunda-feira (5). Na publicação feita na rede social Truth Social, o líder norte-americano elogia a rapidez da apuração das eleições brasileiras.
Sem mencionar Flávio Bolsonaro, ele fez uma comparação entre os modelos de votação e apuração brasileiras e americanas e criticou as eleições internas nos EUA a semanas das midterms, que devem renovar o parlamento.
“125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial do Brasil. Os resultados saíram pouco depois do encerramento da votação, NO MESMO DIA! Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e várias outras cidades e estados dos EUA, os resultados, com números muito menores, muitas vezes levam semanas para serem fraudados — quer dizer, calculados. A votação nos Estados Unidos é CORRUPTA!!!”, afirmou Trump.
Foto: Reprodução / Redes sociais
A fala de Trump sobre o cenário interno dos EUA foca em criticar especialmente as cidades estritamente governadas pelos democratas. A ação pode ser parte de sua campanha de pressão rumo aos midterms. Nas eleições de meio de mandato no país norte-americano, os eleitores votam para renovar os 435 membros da Câmara dos Representantes e cerca de um terço (35 cadeiras) dos 100 membros do Senado dos EUA.
Donald Trump busca manter o controle do Congresso por meio do Partido Republicano.
O governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, planeja destinar US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,2 milhões) a iniciativas no Brasil contrárias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Guardian.
Segundo a reportagem, o recurso faz parte de um pacote de US$ 176,9 milhões (aproximadamente R$ 916,4 milhões) do Fundo de Direitos Humanos dos Estados Unidos. A verba seria distribuída entre 43 projetos em diferentes países.
No documento obtido pelo jornal, a iniciativa brasileira é descrita como "combate ao uso abusivo do sistema de Justiça e à censura no Brasil". A legislação que autoriza o fundo determina que os recursos sejam destinados até 30 de setembro. Segundo The Guardian, o governo Trump pressionou para que os repasses fossem realizados poucas horas antes do fim do prazo.
Entre os projetos previstos estão ainda US$ 2 milhões (R$ 10,4 milhões) para uma iniciativa apresentada como de proteção a cristãos na Nigéria e outros US$ 2 milhões para ações contra o que o governo americano classifica como "ideologia de gênero" em países da Europa.
Também estão previstos recursos para iniciativas relacionadas à imigração, ao combate a um suposto racismo contra brancos na África do Sul e a projetos que contestam a credibilidade de veículos de imprensa.
O Departamento de Estado não informou ao jornal se os bloqueios foram efetivamente ignorados. Em nota, afirmou que os programas ainda estavam em "deliberação ativa" e que os beneficiários passariam por um processo de verificação.
A divulgação ocorre poucos dias antes do primeiro turno das eleições brasileiras, marcado para domingo (4). O período também é marcado por discussões sobre uma possível interferência estrangeira no processo eleitoral.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou a possibilidade de interferência estrangeira durante discurso na Assembleia-Geral da ONU. Sem mencionar os Estados Unidos, o presidente afirmou que o Brasil voltou a presenciar "ingerência externa em processos eleitorais".
Um juiz federal determinou, nesta quinta-feira (24), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, restabeleça o acesso à Casa Branca para jornalistas da CNN, da MS NOW e do Politico. Segundo informações da Agência Reuters, a decisão ocorre mais uma semana após a proibição formalizada por Trump, proibindo os repórteres dos veículos de entrar na Casa Branca.
Conforme o entendimento do juiz distrital dos EUA, Tim Kelly, a proibição imposta aos três veículos de comunicação provavelmente é inconstitucional. A decisão responde a uma ação movida pelos veículos de comunicação contra a proibição anunciada pelo presidente republicano em 18 de setembro.
Em sua determinação, Kelly ordenou que o governo Trump devolva imediatamente as credenciais de imprensa dos três veículos e proibiu as autoridades de aplicar a restrição por 14 dias. O juiz rejeitou a alegação do governo de que a proibição teria sido motivada por preocupações com a segurança nacional.
"O processo não apresenta suporte factual para a alegação dos réus de que a revogação das credenciais permanentes dos autores efetivamente protegerá a segurança nacional ou de que ela será colocada em risco caso o tribunal determine o restabelecimento das credenciais enquanto o litígio estiver em andamento", afirmou.
Ele acrescentou que o próprio Trump declarou que a proibição ocorreu devido à "suposta falta de veracidade e negatividade" das reportagens publicadas pelos veículos. A declaração exata do presidente americano foi que os três veículos "não deveriam ter permissão para escrever ou divulgar constantemente FICÇÃO e MENTIRAS".
O processo movido pela CNN, MS NOW e Politico contra Trump e outros integrantes de seu governo, na Justiça federal, em Washington, argumenta que a proibição viola as garantias da Primeira Emenda da Constituição dos EUA sobre liberdade de expressão e de imprensa, além de seus direitos ao devido processo legal.
Em audiência realizada na quarta-feira, Kelly afirmou que dois precedentes da Corte de Apelações dos EUA deixam claro que jornalistas têm direito ao devido processo legal antes que suas credenciais para a Casa Branca sejam revogadas. O juiz acrescentou que a Casa Branca aparentemente não ofereceu aos veículos afetados uma oportunidade significativa de contestar a perda de acesso.
Em documento apresentado à Justiça, o Departamento de Justiça sustentou que o acesso à Casa Branca é um privilégio, e não um direito, e que o presidente tem autoridade para suspender o acesso de organizações de notícias.
Em uma tentativa de reduzir os preços do diesel, a Casa Branca está preparando um plano para suspender por 90 dias as exportações do combustível,segundo cinco fontes ouvidas pelo site americano Politico.
Ainda que a medida tenha apoio do presidente Donald Trump, não é consenso no governo e recebe críticas por parte da indústria petrolífera. Caso a proibição seja concretizada, pode afetar o Brasil que importa cerca de 30% do combustível de consumo.
De acordo com o Político, o processo legal para vetar as vendas de diesel ao mercado externo ainda está sendo definido. Ontem, Trump disse que apoiaria a medida, que busca atender os anseios político-eleitoreiros. Senadores que vão disputar as eleições de meio de mandato, em novembro, estão pressionando pelo veto sob a alegação de que isso levaria à queda no preço do diesel.
Segundo o Politico, qualquer interrupção das exportações seria a primeira restrição desde que o governo Obama suspendeu, em 2015, uma proibição de décadas à exportação de petróleo.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou que mudará o nome da Inteligência Artificial (IA) para "Super Inteligência", na Assembleia Geral da ONU, que ocorreu nesta terça-feira (22). A declaração acontece poucos dias depois de postagens nas redes sociais com sugestões de novos nomes.
O presidente é um defensor ferrenho de que a IA siga avançando com velocidade, Trump afirmou que os EUA adotarão oficialmente o novo nome, "que soa muito melhor".
"De agora em diante, todos os documentos dos Estados Unidos e, espero, todo o mundo, vão utilizar o nome Super Inteligência", afirmou. "O nome Inteligência Artificial faz soar com que ela seja falsa, e ela não é. É extraordinária".
Trump não explicou como a alteração seria feita.
No fim de semana, o norte-americano já havia defendido uma mudança de nome que, segundo ele, refletisse melhor a tecnologia. Ele chegou a lançar enquetes, em postagens na rede social X (antigo Twitter). Entre as opções, constavam: "Super Inteligência", "Inteligência Superior" e "Inteligência Extrema".
CONFIRA:
VOTE!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) September 19, 2026
O anúncio ocorre em meio a apelos de CEOs e pesquisadores de empresas de IA, como a Anthropic e a OpenAI, em defesa de um freio no desenvolvimento da tecnologia. Pesquisadores da Anthropic alertaram para o risco, em um futuro não muito distante, que as IAs levem à extinção da humanidade.
Rejeitando os alertas e firme no avanço das ferramentas, o norte-americano mira a China, que vem desenvolvendo a tecnologia também de forma veloz. Segundo o presidente, uma redução no ritmo beneficiaria o país, principal rival geopolítico dos EUA e concorrente direto na corrida pela tecnologia.
Diferente do que aconteceu no ano passado, desta vez, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, realizada nesta terça-feira (22) em Nova York, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump não tiveram um encontro nos bastidores. Trump inclusive demorou mais tempo para se dirigir ao púlpito da Assembleia do que no ano passado.
Em 2025, Lula e Trump tiveram o seu primeiro encontro pessoal justo nos bastidores da sala de audiência da ONU. Naquela ocasião, o presidente norte-americano relatou que teve uma “boa química” com Lula, e a partir dali outros encontros e reuniões foram marcados, com direito inclusive a conversas telefônicas entre ambos.
No discurso que fez ano passado, em determinado momento Donald Trump saiu do texto escrito para citar o encontro com Lula, fazendo elogios ao brasileiro. Neste ano, além de parecer ter evitado um aperto de mãos com Lula, Trump sequer citou o Brasil no seu pronunciamento de quase 40 minutos.
O distanciamento entre as delegações do Brasil e dos Estados Unidos também ficou evidente durante os discursos dos dois presidentes. Ao final do pronunciamento de Lula, a delegação norte-americana se recusou a aplaudir o presidente brasileiro. Logo depois, os papéis se inverteram e ao final da fala de Trump, foi a delegação brasileira que não aplaudiu o líder norte-americano.
Outro momento tenso entre as delegações dos dois países aconteceu ao final do discurso de Donald Trump, quando a delegação brasileira passava pelo corredor para se retirar da Assembleia. Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos e chefe da diplomacia do país, se aproximou do presidente Lula e pareceu apontar para o líder petista.
Lula seguiu andando, com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, logo atrás. O presidente brasileiro chega a olhar na direção de Marco Rubio, mas continua andando e cumprimenta uma pessoa um pouco mais adiante. Aparentemente, Rubio colocou a mão no ombro de Mauro Vieira, mas a delegação brasileira não parou para cumprimentá-lo.
O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, deram início a uma nova rodada de negociações na sede do JPMorgan Chase & Co., em Midtown Manhattan, Nova York. Ao chegar ao local, pouco depois das 10h30, Bessent afirmou à imprensa que espera um diálogo construtivo entre as duas nações.
Segundo informações do jornal O Globo, as conversas preparam o terreno para o encontro de alto nível marcado para esta quinta-feira, quando o presidente norte-americano Donald Trump receberá o líder chinês Xi Jinping na Casa Branca, na primeira visita de Estado de um presidente chinês a Washington em mais de uma década.
O último encontro presencial entre Bessent e He havia ocorrido há cerca de quatro meses, nos arredores de Seul, às vésperas da viagem de Trump a Pequim realizada em maio. No topo da pauta está a extensão da trégua comercial, que levou as duas potências a reduzirem tarifas e restrições de exportação, cujo prazo de validade expira em novembro.
Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, o governo norte-americano adiou o anúncio de novas tarifas decorrentes de acusações de excesso de capacidade de produção chinesa para depois da reunião entre os chefes de Estado.
Um relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) avaliou que as "ameaças ao processo eleitoral de 2026" está em "nível de criticidade". Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, divulgadas neste sábado (19), o documento foi enviado à Presidência da República, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao Ministério da Justiça no fim de agosto.
O texto vê uma "tendência de escalada de pressão sobre o Brasil" e alerta que "observa-se intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos EUA" sobre o país, "sem ruptura de um padrão estrutural de influência já existente".
Citando documentos estratégicos do governo norte-americano divulgados entre novembro de 2025 e maio de 2026, a Abin afirma que os objetivos de Trump são a "redução da influência de potências rivais dos EUA na América Latina e de negação do acesso dessas potências a ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região, em favor de seu controle, direto ou indireto, pelo governo dos EUA ou pelo capital privado estadunidense".
O relatório diz que o Brasil tem hoje um "governo com maior disposição política e meios para defender sua autonomia estratégica, ante as pressões estadunidenses por concessões e realinhamento geopolítico", e, por isso, teria virado alvo de pressões e retaliações norte-americanas em diversas frentes.
A agência brasileira destaca que as sanções práticas já realizadas pelos EUA contra o Brasil exemplificam o aumento da interferência americana. O documento cita o anúncio, em julho, de sanções contra dois brasileiros e três empresas sediadas no Brasil e uma em Portugal por supostos vínculos com redes de lavagem de dinheiro associadas ao PCC.
"Com isso, a ação de interferência externa dos EUA passa a incidir diretamente sobre relações financeiras, reputação empresarial, acesso ao dólar, operações internacionais e exposição de terceiros a riscos de sanções secundárias", segue o relatório.
Os EUA, com isso, "ampliam o potencial de efeitos extraterritoriais sobre bancos, fintechs, empresas, prestadores de serviços e cadeias produtivas brasileiras". O Secretário de Estado e assessor de Segurança Nacional, Marco Rubio também foi mencionado no relatório.
Nele, a Abin afirma que Rubio "atribuiu ao presidente brasileiro [Lula] a responsabilidade pela imposição de tarifas" contra produtos brasileiros, "sob o argumento de que o Brasil não teria 'negociado de boa fé'".
Para a agência, "a declaração insere caráter personalista à ação política estadunidense e tem potencial de impactar o debate púbico sobre o tema no Brasil, uma vez que a narrativa passou a ser reproduzida e amplificada por veículos de comunicação, agentes econômicos, analistas e atores políticos nacionais".
A revelação em torno do relatório da Abin ocorre dias após o jornal O Estado de São Paulo revelar que o governo de Donald Trump exigiu, em um documento enviado ao Itamaraty, que o Brasil permitisse que "dissidentes políticos" concorressem às eleições de 2026.
As fontes não disseram se Washington especificou quais seriam os "dissidentes políticos" em questão — no ano passado, no entanto, Donald Trump acusou o Brasil de "caça às bruxas" e mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em carta enviada a Lula.
STF rejeita recurso por unanimidade e mantém condenação de Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão
Em julgamento iniciado na semana passada e finalizado nesta sexta-feira (18), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU) contra a decisão de condenar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação.
O recurso da DPU foi rejeitado por unanimidade na Primeira Turma. Os votos contrários foram proferidos pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, além do relator, Alexandre de Moraes.
Em junho deste ano, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde março do ano passado, foi condenado pelo crime de coação no curso do processo. Os ministros da Primeira Turma concordaram com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo o relator, Alexandre de Moraes, havia provas de que o ex-deputado articulou a imposição do tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras. A ação de Eduardo Bolsonaro tinha como objetivo pressionar o STF para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.
Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento dos ministros da Primeira Turma do STF.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, nesta sexta-feira (17), que está proibindo os veículos de comunicação MSNBC, CNN e Politico de acessar a Casa Branca, alegando que a cobertura deles sobre seu governo é "desonesta" e "tendenciosa."
"Veículos de comunicação não deveriam poder escrever ou divulgar continuamente ficção e mentiras quando estão cobrindo o presidente dos Estados Unidos, o governo Trump ou os Estados Unidos da América", escreveu o presidente na Truth Social.
Trump também prometeu que "outros veículos de Fake News virão em seguida", mas sem detalhar quais.
O governo já havia avançado contra outros veículos de comunicação no mandato do presidente. Em fevereiro de 2025, a Casa Branca proibiu jornalistas da Associated Press de acessar espaços como o Salão Oval e o Air Force One.
A presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, aumentou a pressão sobre o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e solicitou nesta semana a divulgação de todos os documentos relacionados ao projeto abandonado de permitir a entrada de investidores privados nos negócios comerciais das principais competições da entidade.
A dirigente também pediu informações sobre a decisão disciplinar envolvendo o atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026.
Hewitt, que também ocupa uma das vice-presidências da Fifa e integra o Conselho da entidade, enviou uma carta a Infantino e ao secretário-geral Mattias Grafström. A intenção é que os documentos sejam disponibilizados antes da próxima reunião do Conselho da Fifa, marcada para 15 de outubro.
O principal foco do pedido é o projeto conhecido como Fifa Forward Enterprise (FFE). A proposta previa a transferência de direitos comerciais relacionados a competições como as Copas do Mundo masculina e feminina e o Mundial de Clubes para uma nova empresa, com participação de investidores privados.
O modelo estudado previa a comercialização de uma participação de aproximadamente 20% na nova estrutura. A iniciativa encontrou forte resistência de confederações e federações nacionais e acabou retirada pela Fifa.
Em agosto, Infantino pediu desculpas pela forma como a proposta foi conduzida. A Fifa posteriormente informou que realizará uma análise do processo e apresentará suas conclusões ao Conselho da entidade, mas ainda há cobranças para que a investigação tenha caráter independente e para que seja esclarecido quem ficará responsável pela revisão.
UEFA TAMBÉM PRESSIONA FIFA
A cobrança da Federação Inglesa rema nas mesmas águas da crise política entre a Fifa e algumas das principais entidades do futebol internacional. A Uefa é uma delas.
A Uefa solicitou a uma corte federal dos Estados Unidos acesso a documentos e depoimentos relacionados à criação e estruturação do Fifa Forward Enterprise. A entidade europeia avalia utilizar o material em uma eventual ação criminal na Suíça contra Infantino e outros envolvidos no projeto.
Nos documentos apresentados à Justiça norte-americana, a Uefa questiona a forma como a proposta foi desenvolvida e alega que o Conselho da Fifa, as confederações e as associações nacionais não teriam sido consultados adequadamente. As alegações ainda não foram julgadas.
A entidade europeia também declarou ter perdido a confiança na gestão de Infantino e trabalha na busca por um nome para disputar a próxima eleição presidencial da Fifa. Nesta semana, a vice-presidente da Uefa Laura McAllister afirmou que a entidade procura um candidato capaz de apresentar uma plataforma voltada a reformas de governança e transparência.
CASO BALOGUN
Balogun havia recebido uma suspensão de uma partida após ser expulso contra a Bósnia e Herzegovina. A punição colocaria o atacante fora das oitavas de final contra a Bélgica, mas a pena acabou suspensa por um ano, permitindo que o jogador estivesse disponível para o confronto.
A decisão ganhou repercussão porque ocorreu após um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Infantino. O próprio Trump afirmou ter acompanhado o lance e pedido ao presidente da Fifa que o caso fosse revisto.
Infantino confirmou a conversa, mas negou qualquer interferência política na decisão. Segundo o dirigente, os órgãos judiciais da Fifa atuaram de forma independente e aplicaram o regulamento disciplinar sem participação da presidência da entidade.
É justamente a documentação sobre esse procedimento que Hewitt também quer disponibilizada aos integrantes do Conselho da Fifa.
NOVO MANDATO
Infantino, que dirige a entidade desde 2016, confirmou que será candidato a um novo mandato no Congresso marcado para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos.
Até o momento, nenhum adversário formalizou candidatura contra o dirigente. O prazo para apresentação dos nomes termina em novembro, enquanto a Uefa afirmou estar trabalhando para encontrar um concorrente para a eleição.
O governo dos Estados Unidos (EUA) declarou, nesta quarta-feira (16), que o Brasil falhou em "confrontar as organizações terroristas estrangeiras" identificadas como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Em determinação oficial ao Congresso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que tais grupos tornaram o país sul-americano um "centro de distribuição global de cocaína."
Assinado pelo presidente dos EUA, o documento cita "mudanças políticas drásticas" na América do Sul, que, segundo o chefe da Casa Branca, "criaram oportunidades históricas para a cooperação dos Estados Unidos com o governo." Como exemplo, citou a Venezuela, após a prisão e a destituição, "pelo meu governo, do ex-ditador ilegítimo e narcotraficante Nicolás Maduro." O presidente dos EUA determinou a retirada de Caracas do rol de países que falharam em combater o narcotráfico.
Ainda no trecho sobre a América do Sul, Trump coloca o Brasil na contramão de "muitos governos" no Hemisfério Ocidental que "tomam medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar os cartéis." Em vez disso, ressalta o presidente, a administração brasileira "falhou em confrontar as organizações estrangeiras designadas como terroristas."
"Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente tomar medidas enérgicas para confrontá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam", ressalta o texto.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta terça-feira (15) a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de barrar os esforços de seu governo para alterar as regras de votação pelo correio. Ele também fez duras críticas aos três ministros da corte que indicou durante seu primeiro mandato.
"Essas não são as pessoas que entrevistei para servir na Suprema Corte dos EUA", escreveu Trump nas redes sociais, referindo-se aos ministros Amy Coney Barrett, Brett M. Kavanaugh e Neil M. Gorsuch. "Eles são apenas uma sombra do que eram originalmente, um tribunal que está custando aos EUA trilhões de dólares com decisões chocantemente ruins, de uma magnitude tal que não será fácil para nosso país se recuperar ou se curar."
Na segunda-feira, a Suprema Corte rejeitou uma ordem executiva de Trump que teria mudado drasticamente a forma como os americanos votam pelo correio antes das eleições de meio de mandato. Trump há muito tempo critica a votação por correspondência e afirma que ela é marcada por fraudes, embora já tenha votado pelo correio em eleições recentes.
Em sua publicação na Truth Social, Trump classificou a decisão como "horrível e altamente política."
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou nesta quinta-feira (10) a convenção do Partido Republicano realizada no American Airlines Center, em Dallas, no Texas. O evento de dois dias reuniu lideranças conservadoras com o objetivo de mobilizar a base eleitoral para as eleições de meio de mandato (midterms), agendadas para o dia 3 de novembro.
Durante a apresentação final, que durou cerca de 25 minutos, o chefe de Estado norte-americano fez apelos diretos para que seus apoiadores compareçam às urnas. Em uma de suas declarações no palco, Trump afirmou aos presentes que aqueles que deixarem de votar nas eleições intercalares "irão para o inferno", e pediu ao público que levantasse a mão direita para realizar um ato simbólico de compromisso com o voto no partido.
As informações foram obtidas pela revista Veja. Trump reiterou a promessa de conceder um benefício de US$ 5 mil (cerca de € 4,3 mil) a cada cidadão caso os republicanos preservem o controle da Câmara dos Representantes e do Senado. A proposta não detalhou a origem do custeio e foi recebida com ceticismo por adversários políticos.
O pleito renovará a totalidade dos assentos da Câmara dos Representantes e um terço das vagas do Senado. O resultado definirá a governabilidade da administração republicana nos dois anos restantes do mandato, podendo conceder à oposição a capacidade de bloquear pautas do governo ou abrir investigações no Congresso caso os democratas conquistem a maioria.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu pagar US$ 5 mil, o equivalente a cerca de R$ 25,5 mil, a cada adulto do país caso o Partido Republicano mantenha a maioria de representantes na Câmara dos Deputados e no Senado nas eleições de novembro.
A declaração foi dada nesta quarta-feira (9) durante uma convenção dos republicanos em Dallas, no Texas, a primeira da história realizada para os "midterms", as eleições de meio de mandato.
Trump: So if the Republicans win, you get $5000. pic.twitter.com/4ZC0DPFztp
— Acyn (@Acyn) September 10, 2026
Segundo informações do g1, em seu discurso, Trump chamou o benefício de "dividendo." "Se os republicanos vencerem a Câmara dos Representantes e o Senado dos Estados Unidos, ambos... por causa da nossa enorme força e sucesso econômico, vou conceder um dividendo de US$ 5 mil a cada cidadão adulto dos Estados Unidos da América", declarou.
Em novembro, os cidadãos dos EUA vão às urnas para as chamadas eleições de meio de mandato, que renovam todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e parte das vagas do Senado.
Como os EUA têm cerca de 270 milhões de cidadãos adultos atualmente, o montante que Trump prometeu custaria aos cofres do país cerca de US$ 1,3 trilhões (R$ 6,6 trilhões). O presidente norte-americano não detalhou como a proposta seria financiada nem quem teria direito ao pagamento.
Também não informou quando o benefício seria implementado, caso os republicanos vençam as eleições. Trump, no entanto, acrescentou que o dinheiro teria uma condição: precisaria ser gasto dentro dos Estados Unidos.
"A única condição é que o dividendo que estamos concedendo seja gasto nos Estados Unidos da América", disse.
A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta sexta-feira (4) uma resolução que rejeita a tradicional projeção de Mercator e apoia a adoção de um modelo cartográfico que distorce menos as massas continentais. A iniciativa foi aprovada por 164 países, incluindo o Brasil. Apenas os Estados Unidos votaram contra a proposta, enquanto seis nações se abstiveram (Estônia, Geórgia, Lituânia, Moldova, Sérvia e Ucrânia) e 22 não participaram da votação.
O modelo recomendado pela ONU é a projeção Equal Earth, criada em 2018 pelo cartógrafo Tom Patterson em parceria com o engenheiro Bojan Savric e o professor Bernhard Jenny. Uma das principais diferenças do novo mapa é a representação proporcional dos continentes, especialmente da África.
Na projeção de Mercator, criada em 1569 pelo geógrafo Gerardus Mercator para navegação náutica, as áreas mais próximas aos polos são ampliadas, fazendo com que o continente africano pareça do mesmo tamanho da Groenlândia, embora seja 14 vezes maior.
Segundo Patterson, a Equal Earth foi desenvolvida para manter uma forma familiar do planeta, mas com rigor proporcional em todas as áreas representadas. A promoção do texto na ONU foi liderada pelo Togo, após campanha promovida pela União Africana.
Projeções em comparação | Fotos: Reprodução / equal-earth.com / G1
Para o ministro das Relações Exteriores do Togo, Robert Dussey, "um mundo justo começa com um mapa justo" e associou a medida aos esforços do continente para enfrentar legados coloniais, ressaltando que a proposta não representa um ataque a outras civilizações nem invalida o uso da projeção de Mercator para a navegação marítima e aérea.
Ao fundamentar o voto contrário, o governo dos Estados Unidos alegou que a resolução promove uma "agenda ideológica" e desvia o foco de questões relativas à paz, prosperidade e boas relações internacionais. As informações são da Folha de S. Paulo.
Contudo, a gestão do presidente Donald Trump tem feito uso da cartografia e de nomenclaturas geográficas em disputas políticas. Recentemente, o governo norte-americano renomeou o Golfo do México para "Golfo da América" — alteração que foi adotada por empresas de tecnologia como Google e Apple e usada como justificativa para vetar jornalistas da Associated Press em entrevistas na Casa Branca.
Em outras frentes, Trump também renomeou o Lago Ontário para "Lago América" e propôs alterar o nome do Estreito de Hormuz para "Estreito de Trump". Além disso, em julho, o Departamento de Estado assumiu responsabilidade por erros em mapas apresentados durante uma conferência sobre Aids realizada no Rio de Janeiro.
A juíza federal Rita Lin, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos, decidiu nessa quinta-feira (27) que o governo Donald Trump agiu de forma ilegal ao classificar a Anthropic como um “risco à segurança” e impedir a startup de inteligência artificial de trabalhar com órgãos federais.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, o entendimento da juíza foi de que a retaliação do governo contra a Anthropic "por atividades de expressão protegidas pela Constituição" foi ilegal. "A invocação vazia da segurança nacional não é um cheque em branco para punir e retaliar contra críticos do governo", escreveu ela em uma decisão de 59 páginas.
A decisão encerra a primeira de duas ações judiciais apresentadas pela Anthropic em 9 de março, em resposta à medida do governo Trump. A segunda ação, ajuizada no Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Circuito do Distrito de Columbia, continua em andamento. O governo Trump poderá recorrer da decisão de Lin ou aguardar uma decisão na segunda ação antes de tomar providências
O caso teve início em março, quando o Pentágono classificou a startup de IA como um risco à segurança nacional e impediu o uso de seus modelos pelos órgãos governamentais. Os dois lados entraram em confronto no início do ano por causa de um contrato de US$ 200 milhões para fornecer ao Pentágono tecnologia de IA destinada a sistemas sigilosos.
A Anthropic insistiu que sua tecnologia não fosse usada na vigilância em massa de norte-americanos nem em armas letais autônomas. O Pentágono afirmou que uma empresa privada não poderia definir políticas para o governo dos Estados Unidos.
As partes não conseguiram chegar a um acordo e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou então que a Anthropic representava um "risco à cadeia de suprimentos", uma classificação formal que antes havia sido usada contra empresas estrangeiras consideradas pelo governo uma ameaça à segurança nacional.
A classificação significava que nenhum prestador de serviços ou fornecedor que trabalhasse com as Forças Armadas poderia fazer negócios com a Anthropic.
Nas ações judiciais, a Anthropic argumentou que as disposições legais para classificá-la como risco à cadeia de suprimentos tinham alcance restrito e não se aplicavam a empresas norte-americanas. A companhia também afirmou que a classificação tinha motivação ideológica e visava puni-la, além de violar seus direitos garantidos pela Primeira Emenda.
Em sua decisão final nesta quinta-feira, Lin afirmou que o governo Trump havia recuado de muitas de suas principais alegações de que a Anthropic poderia sabotar a própria tecnologia. Ela escreveu que a decisão do governo de impedir a empresa de atuar no setor federal se resumiu ao "desejo de fazer da Anthropic um exemplo público por sua ‘arrogância’ ao criticar o governo".
Ela acrescentou que as negociações em andamento entre o governo Trump e a Anthropic sobre seu novo modelo de IA, Mythos, demonstravam que a empresa não era uma ameaça nacional.
Em junho, o governo Trump ordenou que a Anthropic restringisse o acesso de seus clientes ao Mythos, citando preocupações de segurança nacional. Após duas semanas de negociações, o governo permitiu que a Anthropic restabelecesse o acesso para a maioria dos clientes depois de acrescentar algumas salvaguardas.
O presidente das Ligas Europeias, Claudius Schaefer, afirmou nesta quarta-feira (26) que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, "não tem futuro" à frente da entidade. Ele questionou sua capacidade de permanecer no cargo e defendeu uma reforma profunda na forma como a entidade é comandada. As declarações foram dadas em entrevista ao The Athletic.
Schaefer representa uma organização que reúne 53 ligas profissionais do futebol masculino e feminino e afirmou que existe preocupação crescente com a concentração de poder nas mãos do presidente da Fifa.
“Nós questionamos a capacidade dele de continuar como presidente. Aqui na Suíça, tivemos uma visão próxima da Fifa e parece que a influência do presidente cresceu ano após ano. Decisões importantes são tomadas sem uma consulta significativa aos grupos que serão afetados”, afirmou.
As declarações acontecem em meio ao aumento da tensão entre diferentes organismos do futebol mundial. Infantino vem sofrendo pressão de UEFA, AFC e Concacaf, e há discussões sobre a possibilidade de um voto de desconfiança contra o dirigente.
Schaefer também criticou episódios recentes que, na visão dele, colocam em dúvida a integridade da entidade.
Entre os casos citados estão a criação de um prêmio da paz da Fifa, entregue ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em dezembro, e a retirada de uma suspensão do atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo após uma ligação de Trump.
“A Fifa é uma associação regida pela legislação suíça e, nessa associação, existem regras. O presidente e os membros do conselho precisam cumprir seus deveres com cuidado. É uma questão jurídica”, declarou.
Na avaliação do presidente das Ligas Europeias, decisões desse tipo não deveriam ser tomadas sem consulta aos demais integrantes da estrutura de governança da entidade.
“Se você toma uma decisão como a do prêmio da paz sem sequer informar o conselho, na minha visão, isso é uma violação da lei. E, durante a Copa do Mundo, todos sabemos sobre a questão do cartão vermelho.”
Schaefer foi ainda mais duro ao abordar o episódio relacionado ao caso Balogun.
“Foi um verdadeiro escândalo. Não consigo me lembrar de uma intervenção política desse tipo relacionada a uma questão esportiva. Atos assim colocam em dúvida a integridade do jogo. É por isso que não há futuro na Fifa para Infantino. Não pode haver”, afirmou.
Infantino pretende disputar um novo mandato à frente da Fifa no próximo ano e deve encontrar resistência maior do que em eleições anteriores.
Para Schaefer, porém, a discussão não deveria se limitar a encontrar um nome capaz de substituir o atual presidente. O dirigente defende uma reformulação mais ampla, que reduza a concentração de poder e redefina as atribuições da presidência.
“Para nós, conseguir essas reformas é a tarefa mais importante, e elas só podem acontecer com outro presidente”, concluiu.
A Fifa não havia se pronunciado sobre as declarações até a publicação da entrevista.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (16) uma redução substancial na participação das forças americanas nos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. A declaração foi feita por meio de uma publicação na rede social Truth Social, na qual o líder norte-americano expressou insatisfação com a realização das manobras e orientou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a diminuir o alcance do treinamento agendado para começar nesta segunda-feira (17).
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, Trump destacou o histórico de contato com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e questionou os custos e o impacto diplomático do treinamento. "Com base no meu excelente relacionamento com Kim Jong Un, da Coreia do Norte, não estou feliz com o fato de que os Estados Unidos tenham concordado, há muito tempo, em participar de Exercícios Militares Conjuntos com a Coreia do Sul", afirma o presidente.
Ele acrescentou que as atividades, além de dispendiosas para os cofres americanos, transmitem um sinal inadequado e hostil a Pyongyang. O exercício em questão, denominado Ulchi Freedom Shield, tem duração prevista de 11 dias e ocorre anualmente no período do verão.
A atividade é realizada de forma conjunta pelas Forças Armadas sul-coreanas e pelo contingente americano no país, com a finalidade de reforçar a preparação defensiva contra a Coreia do Norte.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu em defesa de Gianni Infantino em meio à crise política que atinge a Fifa. Na última segunda-feira (10), o norte-americano afirmou que a entidade cometeria um 'erro terrível' caso cogitasse substituir o dirigente suíço-italiano.
A manifestação foi publicada por Trump na plataforma Truth Social. O presidente dos Estados Unidos classificou Infantino como 'formidável' e reforçou apoio ao mandatário da Fifa, pressionado após o fracasso do plano que abriria parte dos ativos comerciais da entidade a investidores privados.

Foto: Divulgação / Truth Social
"A Fifa cometeria um erro terrível se, por qualquer motivo, contemplasse, ainda que fosse por um instante, substituir seu presidente, Gianni Infantino", escreveu Trump.
A fala ocorre em um momento de forte desgaste para Infantino. A crise ganhou novo capítulo também nesta segunda, quando Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol (AFC) divulgaram uma carta conjunta com críticas duras à condução da Fifa.
O documento foi assinado pelos presidentes Aleksander Ceferin, da Uefa, Víctor Montagliani, da Concacaf, e Salman bin Ibrahim Al Khalifa, da AFC, além dos secretários-gerais das três confederações.
Na carta, as entidades afirmaram que a tentativa de vender uma participação comercial na Copa do Mundo representou uma 'profunda falha de julgamento' e uma quebra de confiança com as instituições do futebol.
O plano, já retirado pela Fifa, previa a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que ficaria responsável pela gestão comercial de competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo. A proposta abria espaço para investimento privado em parte dessa operação.
A iniciativa provocou forte reação de dirigentes e confederações, especialmente pela falta de consulta prévia. Para Uefa, Concacaf e AFC, o problema não foi apenas de comunicação, mas de governança e confiança.
"Futebol não pertence a nenhum indivíduo e nenhuma instituição. Pertence aos jogadores, torcedores, clubes, associações-membro e a cada instituição encarregada de proteger seu futuro", diz trecho da carta.
As confederações também criticaram a ideia de tratar a liderança no futebol como uma forma de posse pessoal.
"A liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de deter — ou exigir — o poder para si próprio", afirmaram as entidades.
No sábado (8), a Fifa já havia reagido às pressões e afirmou haver um 'esforço orquestrado e contínuo' de alguns setores para minar a entidade e Infantino. O discurso, porém, não conteve a ampliação da crise.
Os Estados Unidos foram uma das sedes da Copa do Mundo de 2026 e seguem como peça importante na estratégia comercial da Fifa, especialmente pela força do mercado norte-americano.
Infantino mantém relação próxima com Trump e passou a buscar apoios de peso em meio à pressão por sua permanência no cargo. A eleição presidencial da Fifa está marcada para março de 2027, em Rabat, no Marrocos.
Uma imagem gerada por inteligência artificial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como se fosse o ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, foi publicada na conta do X do deputado dos Estados Unidos Carlos Gimenez, do Partido Republicano.
Com a legenda “o que o espera”, a foto ainda conta com um elemento adicionado após edição por IA: Lula aparece segurando uma garrafa de 51, uma das marcas de cachaça mais famosas e vendidas do Brasil e do mundo.
Gimenez é um parlamentar da Flórida e conhecido apoiador de Trump nos EUA. A publicação foi repostada nas redes pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e pelo influenciador Paulo Figueiredo.
Brasileiros apoiadores de Lula, em resposta, alteraram a mesma imagem de Nicolás Maduro, mas substituindo-o por Donald Trump e adicionando outros elementos. Em uma das montagens, o presidente dos EUA aparece segurando a foto do criminoso sexual Jeffrey Epstein, em alusão à relação de ambos. Em outra, Trump segura um pacote de Cheetos, um salgadinho de milho famoso.
Veja a publicação original:
????O que o espera… #Brasil???????? pic.twitter.com/lPOgoZeTvq
— Rep. Carlos A. Gimenez (@RepCarlos) August 9, 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, neste sábado (8), que vai entrar em contato com o presidente americano, Donald Trump, para enviar dados oficiais sobre o desmatamento da Amazônia. Ao chamar o americano de “meu amigo”, ele diz que vai contestar as razões da aplicação da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
A prática de crimes ambientais foi uma das justificativas apresentadas por Washington para aplicar a sanção comercial. Para Lula, contudo, Trump tomou a decisão com base em relatórios incorretos.
“Um dos motivos era que a gente não cuidava do desmatamento. Eu quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump, para ele saber que quem informou ele não informou sobre a verdade”, declarou o presidente.
A fala ocorreu durante evento comemorativo dos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Durante o discurso, Lula dirigiu-se à ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, também presente ao encontro, para destacar os índices recentes de preservação.
“Marina, você pode ficar orgulhosa, porque nós anunciamos o menor desmatamento da história desde 2016. Foi uma coisa fantástica. E eu fiz questão de tirar uma fotografia dos números”, afirmou.
Os dados citados pelo presidente pertencem ao Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre agosto de 2025 e julho de 2026, os alertas de desmatamento na Amazônia somaram 2.874,38 km², representando uma uma redução de 36% em relação ao período anterior e o menor patamar da série histórica iniciada em 2016.
Apesar dos indicadores, o governo dos Estados Unidos aplicou em julho uma sobretaxa de 25% sobre parcela das exportações brasileiras após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), alegar falhas históricas do Brasil na fiscalização ambiental, além de divergências em comércio digital, propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol.
Desde então, o governo brasileiro rejeitou as alegações e classificou as tarifas como injustificadas.
Uma atitude “irresponsável e impensada”. Foi dessa forma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão tomada nesta terça-feira (4) pelo governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
A afirmação de Lula foi feita na entrevista que concedeu nesta quarta (5) aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos.
“Ele [Donald Trump] tirou o visto da nossa embaixadora. Eu achei uma atitude irresponsável, impensada para os dois países, que têm uma relação diplomática há 200 anos”, disse Lula na entrevista ao canal do YouTube.
A decisão tomada pelo governo Trump teria sido justificada, segundo o Departamento de Estado, por uma suposta demora do Brasil em autorizar o nome do congressista Daniel Perez, indicado pela Casa Branca para chefiar a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Perez. No rito diplomático, essa autorização passa pela concessão de um agrément.
Lula rebateu esse argumento de reciprocidade dos americanos, ao dizer que eles não se importaram com a embaixada em Brasília desde que o presidente americano, Donald Trump, assumiu o poder.
“Os Estados Unidos não deram importância para a embaixada no Brasil, porque faz um ano e meio que ele está no poder e não mandou para cá. Agora, tentam mandar e acham que a gente tem a obrigação de fazer na data que eles querem? Não é correto e não é possível, nós queremos ser tratados com respeito”, disse Lula.
Ainda durante a entrevista, o presidente Lula afirmou que o Brasil está “preparado” para enfrentar tentativas de interferência estrangeira na eleição presidencial.
“O Brasil não só está preparado como vai enfrentar qualquer pessoa, de fora, que queira interferir no nosso processo eleitoral”, afirmou Lula.
O Palácio do Planalto divulgou nota oficial na noite desta terça-feira (4), assinada pela Secretaria de Comunicação da Presidência, em que rebate com veemência a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em um texto com tom duro, o governo Lula vai além e afirma que são “falsas” as alegações da administração Trump para revogar o visto.
Mais cedo, o Departamento de Estado norte-americano justificou a medida como uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder a autorização diplomática para que Daniel Perez assuma o comando da embaixada dos EUA em Brasília. Apesar da anulação do documento, o órgão governamental dos Estados Unidos informou que a decisão não implica a expulsão automática da diplomata do país.
Na nota em que rebate o governo dos EUA, o Palácio do Planalto e afirmou que a medida faz parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil”, motivada por razões ideológicas. No comunicado, o governo brasileiro também acusou os norte-americanos de tentar interferir no processo político nacional e na eleição presidencial brasileira, além de reafirmar que o pedido de agrément para o novo embaixador americano ainda está em análise e segue rigorosamente as normas da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.
Confira a íntegra da nota a seguir:
“Nota em reação à decisão dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington.
O Governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas.
O processo de concessão de agrément é confidencial e o nome designado só deveria vir a público depois de concedida a anuência, conforme estipula o artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. O governo dos Estados Unidos anunciou publicamente o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal de agrément ao governo brasileiro.
O Brasil segue estritamente o direito internacional. Não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément. O pedido norte-americano ainda se encontra em análise. Os dois funcionários do governo norte-americano que tiveram seus vistos de entrada no Brasil negados planejavam visitar o país para colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional.
Vale recordar que seguem em vigor sanções individuais sobre autoridades brasileiras, notadamente o cancelamento de vistos para os EUA, com base na alegação infundada de perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro. Entre essas autoridades estão ministros da Suprema Corte e funcionários de primeiro escalão do Poder Executivo.
O governo brasileiro não poupou esforços para resolver essas diferenças. O próprio presidente Lula, em sua visita a Washington em maio último, entre outros assuntos, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais. A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo. Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente.
Em linha com sua tradição diplomática, o governo brasileiro se opõe à lógica de confrontação e reitera a defesa do diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais.
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.”
A crise em torno de Gianni Infantino ganhou um novo componente político nesta segunda-feira (3). Segundo o jornal norte-americano New York Post, o presidente da Fifa buscou apoio do governo Donald Trump em meio à pressão crescente por sua saída após o fracasso do plano de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.
De acordo com a publicação, Infantino teria marcado uma conversa privada com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. A justificativa oficial, segundo uma fonte ouvida pelo jornal, seria discutir o futebol como ferramenta de “soft power” para o país. Nos bastidores, porém, pessoas próximas ao caso afirmaram ao Post que o movimento estaria ligado à tentativa do dirigente de preservar força política no cargo.
A informação foi publicada em meio a uma escalada de desgaste dentro da própria Fifa. Infantino, segundo o jornal, se sente isolado após a repercussão negativa do projeto FIFA Forward Enterprise, proposta que previa a criação de uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria.
O plano previa a entrada da Thrive Capital, empresa de private equity comandada por Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. A companhia compraria uma fatia de 20% da nova operação por pouco mais de US$ 4 bilhões.
A proposta foi abandonada na última sexta-feira (31), após forte reação de confederações e federações nacionais. O projeto foi criticado por transformar competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, em ativos de interesse privado.
Ainda segundo o New York Post, Infantino tentou falar diretamente com Donald Trump por telefone mais de uma vez desde o colapso do plano, mas não conseguiu contato com o presidente norte-americano.
A versão sobre uma conversa marcada com Marco Rubio, no entanto, foi contestada pelo governo dos Estados Unidos. De acordo com a Reuters, a secretaria adjunta de Estado para Assuntos Públicos afirmou em publicação no X que não havia planos para uma ligação entre Rubio e Infantino na manhã desta segunda-feira.
A crise também provocou fissuras internas na Fifa. Kevin Lamour, diretor de operações da entidade, afirmou à Associated Press que se sentiu “enganado” pelas ações de Infantino, por não ter conhecimento das tratativas conduzidas nos bastidores.
O desgaste se ampliou depois que a Uefa reagiu de forma dura à proposta. A entidade europeia aprovou, de maneira unânime, uma posição de boicote a competições organizadas pela Fifa caso o plano avançasse. A medida incluiria torneios de seleções e poderia atingir até mesmo a Copa do Mundo masculina de 2030, marcada para Espanha, Portugal e Marrocos.
A possibilidade de boicote aumentou a pressão sobre Infantino, especialmente porque dois países europeus serão sedes do Mundial de 2030. Em caso de ruptura, seleções e estrelas do continente ficariam fora de torneios da Fifa, cenário considerado sem precedentes na história recente do futebol.
Nos bastidores, a liderança do presidente da Fifa passou a ser questionada de forma mais aberta. O New York Post afirma que dirigentes contrários a Infantino passaram a articular um movimento interno apelidado de "Project Kill The Monster", com o objetivo de enfraquecer ou retirar o dirigente do comando da entidade.
O episódio também ocorre em momento decisivo para o futuro político de Infantino. O dirigente suíço-italiano, de 56 anos, mira a permanência no cargo em um novo ciclo, mas o fracasso do FIFA Forward Enterprise abalou parte do apoio que sustentava sua liderança.
A Fifa ainda não comentou oficialmente a reportagem. A Casa Branca também não respondeu de imediato aos pedidos de manifestação citados pela Reuters.
Em discurso durante evento no Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que levasse um recado a Donald Trump. Lula fez referência ao corte de verbas promovido pelo presidente dos Estados Unidos para a OMS.
“Quando você puder conversar com o presidente Trump, que anunciou que ia cortar verba da Organização Mundial da Saúde, diga para ele como um país que não é rico como os Estados Unidos consegue garantir a cada cidadão brasileiro o mesmo tratamento de saúde que terá o presidente da República”, disse Lula.
Além do diretor-geral da OMS, o evento no Rio de Janeiro contou com a presença do governador interino do estado, o desembargador Ricardo Couto, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Na fala voltada a Tedros Adhanom, o presidente Lula citou o próprio tratamento contra um câncer de próstata para defender a igualdade no acesso à tecnologia de saúde.
“Qualquer pessoa mais humilde que precisar fazer radioterapia vai fazer numa máquina que o Trump fará, que o Xi Jinping fará, que o Putin fará e que o Lula fará. Tratamento de saúde não é para rico, é para quem está doente”, afirmou.
O discurso de Lula incluiu ainda uma defesa enfática do Sistema Único de Saúde (SUS), que, segundo ele, passa por uma “revolução”. O líder petista pediu que a Organização Mundial da Sapude divulgue internacionalmente o modelo brasileiro de atendimento público.
“O que a gente quer provar ao mundo é que é possível as pessoas mais pobres do mundo terem um tratamento de saúde qualificado. Ninguém precisa morrer por falta de atendimento porque é pobre”, colocou Lula.
O presidente afirmou que o SUS ainda enfrenta desafios, mas disse que as ações do governo representam uma transformação no sistema. “Ainda falta muita coisa para ser feita, mas o que nós estamos fazendo nesse período é uma revolução na saúde brasileira”.
Durante o seu discurso, Lula lembrou que Tedros recebeu atendimento pelo SUS quando esteve no Rio de Janeiro para a reunião do G20, após passar mal. “Ele ficou doente, foi internado e foi tratado pelo SUS. Está com vida aqui”, finalizou.
Antes do seu pronunciamento, o presidente Lula conheceu, junto com o diretor-geral da OMS, equipamentos do SAMU que são utilizados pela equipe do Hospital do Andaraí.
Cerca de 52% dos eleitores brasileiros acreditam que o tarifaço imposto pelo governo americano do presidente Donald Trump aos produtos brasileiros tem como objetivo ajudar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Isso é o que dizem os dados divulgados pela pesquisa Datafolha desta segunda-feira (27).
Ainda sobre o tema, outros 37% afirmam que a medida não busca favorecer o senador, enquanto 11% dizem não saber responder. A pesquisa também mostra que 63% dos entrevistados afirmam conhecer o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Desse total, 25% dizem estar bem informados sobre o assunto e 34% se declaram razoavelmente informados.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa Datafolha está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026.
Em julho, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial. Dias depois, acrescentaram uma sobretaxa de 12,5% relacionada a alegações de abusos trabalhistas. A pesquisa questionou aos eleitores quem está correto ao atribuir a responsabilidade pela crise comercial.
Para 34%, Lula tem razão ao afirmar que a responsabilidade é de Flávio Bolsonaro. Já 26% concordam com o senador quando ele atribui a culpa ao governo brasileiro.Outros 24% consideram que nenhum dos dois está certo, enquanto 11% dizem que ambos têm razão. Mais 6% não souberam responder.
Ao serem questionados sobre quem é o principal responsável pela punição comercial imposta pelos Estados Unidos, 35% apontaram Lula. Outros 28% atribuíram a responsabilidade a Trump. Os irmãos Bolsonaro somaram 23% das respostas, sendo 13% para Flávio e 10% para Eduardo. Já 10% não souberam responder.
Segundo o levantamento, 74% dos brasileiros defendem que o país negocie uma solução para a crise comercial com os Estados Unidos. Outros 17% consideram que o governo brasileiro deveria retaliar os americanos na mesma proporção. Apenas 2% afirmam que o Brasil deveria aceitar as tarifas impostas por Washington.
A pesquisa também avaliou a atuação do governo Lula nas negociações. Para 51% dos entrevistados, o presidente fez menos do que poderia para tentar evitar o tarifaço. Já 29% avaliam que ele agiu corretamente e 12% dizem que Lula fez mais do que deveria. As informações são do G1.
O governo dos Estados Unidos planeja enviar dois altos funcionários do Departamento de Estado a Brasília com a missão de questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro. A operação foi revelada pelo jornal The Washington Post nesta sexta-feira (24), com base em relatos de autoridades americanas que falaram sob condição de anonimato.
Conforme apurado pelo The Washington Post e repercutido pelo G1, a viagem está prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais brasileiras, marcadas para 4 de outubro. A delegação será composta por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado.
Samson é conhecido por percorrer países promovendo a pauta conservadora e cultivando laços com grupos de direita. A declaração ocorre dias após o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), ter feito ataques à integridade técnica das urnas eletrônicas durante um evento na presença de diplomatas.
Na ocasião, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012.
A correlação estabelecida por Flávio foi desmentida em diversas notas técnicas do Tribunal Superior Eleitoral.
TENSÕES DIPLOMÁTICAS
O envio dos emissários representa um agravamento nas relações entre os dois países. The Washington Post aponta que o clima de atrito já envolve divergências em ao menos três frentes: o processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado; tarifas comerciais impostas pelos EUA a produtos brasileiros; e desentendimentos sobre os limites da liberdade de expressão.
A iniciativa também evidencia uma mudança no comportamento da diplomacia norte-americana. A postura contrasta com o papel exercido pelos EUA nas eleições brasileiras de 2022. Naquele período, o governo americano atuou para reforçar a estabilidade democrática e frear discursos golpistas, respaldando relatórios de inteligência que atestavam a ausência de fraudes no sistema de votação.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.