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Artigos

Nelson Cadena
 A mãe da gula
Foto: Acervo pessoal

A mãe da gula

Andei revisitando os sete pecados capitais, os que o Papa Gregório I publicitou, dizem que inspirado nos oito pensamentos malignos que o monge Evágrio Póntico listou no século IV do cristianismo. Não com a intenção de corrigir meus erros, levar uma vida virtuosa. Já passei dessa fase. Alguns me parecem pecados, apenas no dia seguinte. Sei que o arrependimento é um ato de generosidade do tipo não vou pecar mais, juro! Pelo menos nesta semana. Na próxima, talvez, a depender da oportunidade. 

Multimídia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
O deputado estadual Adolfo Menezes opinou sobre o uso de emendas parlamentares e a contratação de grandes atrações em cidades do interior da Bahia. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (4), o deputado afirmou ser contra o pagamento de altos valores em dinheiro em cidades pequenas. Na ocasião, ele citou como exemplo shows de cantores como Gustavo Lima e Wesley Safadão, que cobram valores superiores a R$ 1 milhão.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

dada

Saiba quem é “Gana”: Traficante que lidera o crime em Portão é flagrado em casa de luxo no Vidigal com “Dada”
Foto: Reprodução / TV Globo

Apontado como uma das principais lideranças do crime organizado na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Edson Santos Cruz, conhecido como “Gana”, foi flagrado recentemente na cidade do Rio de Janeiro, onde conseguiu escapar de uma operação policial.

 

Procurado por homicídio e outros crimes relacionados ao tráfico de drogas, ele é apontado como responsável pelo comércio ilegal de entorpecentes no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, além de exercer influência na região de Arembepe, em Camaçari, conforme o Alô Juca.

 

O suspeito integra o “Baralho do Crime” da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), ocupando a carta “Quatro de Copas”, que reúne os foragidos mais procurados do estado.

 

Gana é irmão de Jackson Santana da Silva, conhecido como “Babidi”, também apontado como liderança do tráfico em Portão. Babidi morreu em 13 de junho de 2025, durante confronto com a polícia.

 

Gana foi visto no Rio de Janeiro. Imagens de câmeras de segurança registraram a presença dele em uma residência localizada no alto do Morro do Vidigal, nos dias 18 e 19 de abril.

 

De acordo com informações, o imóvel reunia dezenas de traficantes durante a festa de aniversário de uma criança de três anos, filha de Ednaldo Pereira Souza, conhecido como “Dada”. Ele também é foragido da Justiça, após escapar do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024.

 

 

A Polícia do Rio de Janeiro realizou uma operação para capturar os suspeitos, mas, ao chegar ao local, os agentes não encontraram os envolvidos, que já haviam deixado a área.

VÍDEO: JN mostra imagens da delação da ex-diretora do presídio de Eunápolis e diz que "todo resto colaborou" para a fuga
Foto: Reprodução / TV Globo

O Jornal Nacional divulgou as imagens da delação premiada da ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, em reportagem veiculada na noite desta segunda-feira (20). No trecho exibido pelo noticiário da TV Globo, ela contou sobre o pagamento de parte da propina do ex-deputado federal Uldurico Júnior em uma caixa de sapatos e sobre a esquematização para a fuga dos 16 detentos, ocorrida em dezembro de 2024.

 

De acordo com Joneuma, foi feita uma “vista grossa” dentro do presídio para que os detentos conseguissem furar a parede com auxílio de uma furadeira. Mas, além disso, a ex-diretora relatou que outros fatores colaboraram para o sucesso do plano, como as pessoas que tiraram as cópias das chaves, a demora da polícia e dos colaborades que estavam na unidade prisional.

 

Joneuma também explicou que o líder da facção Primeiro Comando de Eunápolis, Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como Dada, elaborou um plano com “um apoio logístico muito bom”.

 

“Pelo fato de eu ter feito a vista grossa pelo barulho da furadeira. Todo o resto colaborou. Alguém tomou a cópia das chaves, a demora da polícia, as pessoas que estavam trabalhando naquele dia, tudo isso colaborou. Além dele [Dada] ter montado, que eu não fiz parte, um plano muito bem elaborado, com apoio logístico muito bom. Ele deve gastado muito dinheiro também, pra esse plano dar certo”, disse Joneuma em delação.

 

Veja o trecho:

 

 

Desde o sábado, o Bahia Notícias publicou cinco reportagens detalhando o depoimento de da ex-diretora do presídio de Eunápolis ao Ministério Público da Bahia (MP-BA). Nas matérias, foi detalhado todo o plano de fuga, a citação ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, a relação entre Joneuma e Uldurico Júnior e o esquema para a entrega do dinheiro. Confira:

 

 

Nesta segunda, uma operação conjunta do Ministério Público da Bahia (MP-BA), da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e das Polícias Civis da Bahia e do Rio de Janeiro foi deflagrada na comunidade do Vidigal, Zona Sul do Rio de Janeiro, com o objetivo de prender lideranças de uma organização criminosa do sul da Bahia, entre elas o Dada, que estavam escondidas na região. 

 

Segundo as autoridades, foi presa Núbia Santos Oliveira, apontada como uma das principais operadoras financeiras do Primeiro Comando de Eunápolis, que tem ligação com o Comando Vermelho.


 

Ela é esposa de Wallas Souza Soares, conhecido como ‘Patola’, um dos líderes da facção ao lado de Ednaldo Pereira dos Santos, chamado de ‘Dada’. Núbia possuía dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e homicídio e também é investigada por lavagem de dinheiro. Além dela, um homem foi preso em flagrante armado com um fuzil, e a arma e drogas foram apreendidas.

Duas Rosas: Delação de Joneuma detalha visitas privilegiadas entre Uldurico e ‘Dada’ para fuga de detentos em Eunápolis
Foto: Reprodução / Redes sociais / SEAP-BA / Câmara dos Deputados

A fuga de 16 detentos no Conjunto Penitenciário de Eunápolis, no Extremo Sul da Bahia, foi organizada em 40 dias, por meio de visitas privilegiadas, escavação em celas e operação institucional e armada. As informações foram apuradas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), conforme registros da delação de Joneuma Silva Neres, ex-diretora do presídio de Eunápolis. 

 

O Bahia Notícias obteve acesso ao depoimento da ex-diretora e detalha as informações encontradas na delação ao longo de cinco reportagens em uma série chamada “Duas Rosas”. Nos documentos, aos quais o BN teve acesso, Joneuma narra as ações da rede criminosa entre os meses de outubro e dezembro, a partir da conexão entre o ex-deputado Uldurico Júnior, até então filiado ao MDB, e Ednaldo Pereira Souza, o "Dada", líder de uma facção criminosa chamada Primeiro Comando de Eunápolis (PCE).

 

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Conforme a delação da colaboradora, a fuga dos detentos do Presídio de Eunápolis, ocorrida em 12 de dezembro de 2024, foi um projeto "encomendado" por Dada pela sua libertação no valor de R$ 2 milhões, valor referido pelos envolvidos como "duas rosas". 

 

Uldurico Júnior foi preso, na última terça-feira (14), no âmbito da Operação Duas Rosas, do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Ao todo, foram cumpridos três mandados de uma investigação que apura uma suposta prática de corrupção eleitoral, organização criminosa e outros delitos na Bahia.

 

Conforme informações do (MP-BA) e da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça da Bahia, a operação da PF também estaria ligada à existência de aliança entre um então candidato à prefeitura de Teixeira de Freitas [que seria Uldurido Jr.] e líderes de facções criminosas custodiados em presídios do estado, como no caso de Ednaldo Souza.

 

ENCONTROS E VELÓRIOS 
Elementos probatórios reunidos pelo órgão ministerial apontam que a influência política de Uldurico no Conjunto Penal teve início com a indicação de Joneuma como Diretora do Presídio de Eunápolis — cargo para o qual foi politicamente indicada pelo político.

 

"Uldurico Jr. frequentava o Conjunto Penal de Eunápolis e realizava reuniões a portas fechadas com o interno Ednaldo, vulgo 'DADA', líder da organização criminosa PCE. A regularidade dessas visitas, aliada ao caráter reservado dos encontros — realizados à margem dos procedimentos ordinários de controle e supervisão da unidade prisional —, afasta qualquer interpretação de cunho meramente institucional ou advocatício", diz a exposição do Ministério Público na peça judicial. A organização entende que existia um canal direto de comunicação entre o ex-deputado e o líder da organização criminosa.  

 

Essa relação, que também possui intermédio por Joneuma, permite a concessão de "regalias" não apenas a Uldurico, mas também aos líderes do PCE. Em trecho da denúncia, os "escolhidos" para a fuga foram concentrados nas celas 44 e 45 do pavilhão B e eram conhecidos pela posição de "correrias" e possuíam livre circulação no pavilhão. Entre os demais benefícios aos vinculados ao PCE, a direção do Conjunto Penal permitiu acesso irrestrito a eletrodomésticos introduzidos na unidade, refeições diferenciadas, equipamentos sonoros e visitas íntimas nos pavilhões. 

 

As visitas também tinham caráter inusitado. As lideranças criminosas realizaram um velório no presídio e solicitaram a presença de uma baiana de acarajé, em ocasiões distintas. O corpo velado no local pertencia à avó de Sirlon Risério da Silva, braço direito de Ednaldo no PCE. Não foram detalhados os procedimentos para a liberação. 

 

Sobre o ocorrido, a declaração da Defensoria Pública (DPE-BA), entidade que representa legalmente a ex-diretora do presídio, destaca que Joneuma "concordou realmente com a entrada do caixão, por entender, no momento, que não seria algo ilícito, entendendo como uma atitude humanitária".

 

TRAMA DA FUGA 
Os documentos da operação traçam uma linha do tempo entre a negociação entre as lideranças, aqui consideradas como Uldurico e Ednaldo, e a execução da fuga. 

 

A negociação foi oficialmente firmada no dia 02 de novembro de 2024, conforme as informações obtidas pelo MP-BA. No entanto, a relação entre os atores teve início no mês anterior, outubro. "No dia 14/10/2024, após ter perdido a eleição, Uldurico Júnior compareceu à cidade de Eunápolis, pressionando a colaboradora para ter mais contato com Ednaldo Pereira Souza, líder da facção PCE, com a finalidade de conseguir recursos financeiros.", diz a manifestação do Gaeco. 

 

Joneuma relata que Uldurico a procurou afirmando que "precisava de dinheiro com urgência para prestar contas" e pagar dívidas após o pleito eleitoral.

 

A primeira negociação formal com relação à fuga ocorreu, no entanto, alguns dias depois, por meio de uma ligação telefônica entre Dada e o ex-deputado, por mediação de "uma pessoa de confiança" do líder da facção e na presença de Joneuma. A colaboradora narra que, no dia 02/11, ela e Uldurico Júnior estavam no Hotel Oceania, em Eunápolis, quando um interlocutor, Cley da Autoescola e sua esposa, "trouxeram uma pessoa de confiança de Ednaldo, a qual saiu do veículo de Cley e ingressou diretamente no veículo de Uldurico Jr.". 

 

No veículo em trânsito, a negociação entre os atores ocorreu por meio de ligação viva-voz, pelo celular do mediador da facção, incluindo a negociação do valor da colaboração para a fuga: R$ 2 milhões. 

 

A partir daí, é possível destacar os principais pontos da trama de fuga que libertou 16 detentos do Conjunto Penal. A preparação interna já pode ser considerada a partir da concentração dos detentos nas celas indicadas no pavilhão B. Tendo livre trânsito no local e permissão para a entrada de materiais clandestinamente, os presidiários vinculados ao Primeiro Comando de Eunápolis fizeram uso de uma furadeira para escavar o teto da cela 44, com o conhecimento e aval de Joneuma, então diretora da unidade prisional. 

 

Apesar da denúncia de agentes penais sobre a ação dos detentos, o MP destaca na denúncia que a ex-diretora aguardou a conclusão da escavação para recolher o objeto, no dia 02 de dezembro de 2024. 

 

Na delação, Joneuma destaca que a fuga, inicialmente combinada para o dia 31 de dezembro, foi antecipada após Ednaldo receber a informação, por meio de um policial que trabalhava sob sua influência, de que haveria uma intervenção na Unidade Prisional de Eunápolis. A negociação entre Uldurico Jr. e Ednaldo previa a fuga de duas pessoas, o Dada e o segundo em comando da facção, porém acabou ampliada para os 16 fugitivos.

 

Nestes termos, a narrativa da fuga antecipada começa às 23h do dia 12 de dezembro. As informações reunidas no processo indicam que 9 membros externos do PCE escalaram os muros do Conjunto Penal e dispararam em  direção às torres de vigilância por mais de dez minutos. Os homens estavam armados com fuzis calibres 7,62 e 5,56. 

 

Assim, 16 detentos fugiram do presídio com êxito. A denúncia cita ainda que "há notícia de que, após a fuga, os foragidos se deslocaram para o Rio de Janeiro, onde estão sob proteção do Comando Vermelho (CV), organização criminosa parceira do PCE". 

Duas Rosas: Geddel teria feito cobranças para receber R$ 1 milhão de Uldurico Jr. após eleições de 2024, diz depoimento
Foto: Valter Campanato / EBC

Uma das principais lideranças do MDB na Bahia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima foi citado no depoimento da ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, como um possível beneficiário da propina de R$ 2 milhões pela facilitação na fuga de 16 detentos da unidade prisional, ocorrida em dezembro de 2024. Conforme delação premiada, Geddel teria acordado com o ex-deputado federal Uldurico Júnior, à época filiado ao MDB, o recebimento de metade da quantia, ou seja, R$ 1 milhão.

 

“Oportunamente, observa-se que o investigado GEDDEL VIEIRA LIMA foi apontado pela colaboradora como possível beneficiário de valores oriundos da fuga do presídio de Eunápolis, ao passo que ULDURICO ALVES PINTO, genitor de ULDURICO JR., foi indicado como intermediário no repasse de vantagens indevidas decorrentes de atos de corrupção. Diante de tais elementos, o aprofundamento das investigações revela-se medida imprescindível”, apontou o Ministério Público da Bahia (MP-BA).

 

O Bahia Notícias obteve acesso ao depoimento da ex-diretora e detalha as informações encontradas na delação ao longo de cinco reportagens em uma série chamada “Duas Rosas”, sendo esta, a segunda. Na primeira matéria detalhamos a relação de Joneuma com Uldurico Jr. e procura feita após as eleições de 2024.

 

CONSULTOR
Ao longo do depoimento de Joneuma, é percebido que Geddel é identificado nos diálogos de um aplicativo de mensagens como “chefe”. Nas conversas, o ex-ministro, ao mesmo tempo que fazia cobranças, é mostrado como uma espécie de consultor, auxiliando Joneuma e Uldurico durante embates entre os dois.

 

Nas mensagens, a ex-diretora demonstrava nervosismo após a fuga dos detentos e, principalmente, após ser afastada do cargo de diretora em Eunápolis por decisão da Justiça. Em uma mensagem datada no dia 18 de dezembro, um dia após ela ser retirada do comando, Uldurico tentou acalmar Joneuma dizendo: "Geddel pediu tempo". 

 

Em outra ocasião, no mesmo dia, Uldurico afirmou que Geddel teria orientado Joneuma a "mergulhar" (manter discrição), pois, segundo ele, decisão da Justiça se limitaria apenas ao afastamento administrativo. 

 

 

Ainda no dia 18, em um dos momentos de nervosismo, quando se preocupava com um decisão por prisão preventiva, Joneuma critica o superintendente de Gestão Prisional da Secretaria de Adminsitração Penitenciária (Seap), Luciano Teixeira. Em mensagem, a ex-diretora chega a insinuar, inclusive, que a Seap estaria fazendo os servidores a deporem contra ela e sugere que a situação estaria ocorrendo em “conluio” com o desembargador Roberto Maynard Frank.

Durante as conversas, com o nervosismo de Joneuma, também houve menções de que Geddel poderia indicar um advogado para atuar no caso.

 

 

DISTORCER
Uldurico alegava que Geddel iria ficar com metade da propina de R$ 2 milhões que seria paga pela facção Primeiro Comando de Eunápolis (PCE) em razão da facilitação da fuga de dezembro de 2024. No entanto, durante as conversas, não há menções diretas de que o ministro tinha conhecimento da colaboração entre o ex-deputado federal e o grupo criminoso.

 

No dia 21 de dezembro de 2024, Uldurico enviou mensagens a Geddel com o objetivo de atribuir a culpa a terceiros, mais especificamente, no então superintendente de Gestão Prisional da Seap, Luciano Teixeira. Em uma dessas mensagens, Uldurico afirma expressamente: "Parece que o Luciano está por trás da fuga dos presos de Eunápolis".

 

Uldurico também enviava a Geddel links de matérias jornalísticas encomendadas por ele no site “Gazeta da Bahia” e documentos oficiais de cobrança para sustentar a tese de que a culpa seria da Seap e de sua cúpula.

 

 

A tentativa, no entanto, foi repreendida por Geddel. No dia 22 de dezembro de 2024, ele encaminhou um áudio enfurecido a Uldurico. Na gravação ele afirmou que as reclamações “estavam chatas” e que iria mostrar “as cagadas” feitas por Joneuma no presídio de Eunápolis. Veja a transcrição:

 

Oh Rico [Udulrico], para com essa mania, Rico, tá ficando chato, de negócio de voto fala mais alto, de viad*s que eu indico. Porr*, o viad* que eu indico, caralh*, você fica falando de uma secretaria eminentemente técnica, secretaria podre como essa SEAP, que foi o que sobrou, caralh*. E não é assim, o governo que você... Eu chego lá, bato a pic* na mesa e digo quem eu quero, porr*. A coisa é uma construção, você fica todo dia batendo a mesma punhet*, a mesma punhet*, a mesma punhet*, porr*. Entendeu? Porr*, eu indiquei uma pessoa minha. O governador não gostou da indicação. O cara que a gente podia emplacar naquele momento é esse secretário que tá aí, que era o subsecretário. Esse Luciano, você fica encarnando, tava lá. O problema é que eu vou sentar com você e vou mostrar, caralh*, uma série de cagadas que foi feita lá nessas porra que tá lá com essa mulher e companhia. E porr*, e você com esse temperamento seu, pior do que o meu, briga com todo mundo, fica gerando inimizades, porr*. Para com isso, fica toda hora com dedo na mesma ferida.Enfim, mas vamos sentar, conversar com calma, tranquilidade. Pode ser essa semana. Vamos olhar pra frente e ver o que é que pode construir. Pronto, é assim que funciona.

 

Uldurico reagiu e se colocou à disposição para se reunir com Geddel, sem rebater as críticas feitas no áudio enviado pelo ex-minsitro:

 

COBRANÇA
No diálogos de Joneuma com Uldurico, é mostrado que Geddel estaria realizando cobranças ao ex-deputado federal após o fim do pleito de 2024. Ele, inclusive, encaminhava para Joneuma capturas de tela de conversas que ele teria tido com o cacique do MDB, onde este supostamente cobrava o dinheiro.

 

No dia 7 de janeiro de 2025, antes do encontro prometido por Geddel, Uldurico demonstrou nervosismo, questionando o que diria ao "chefe" quando ele perguntasse pela "rosa" (termo codificado para o dinheiro), pois, na cabeça do cacique do MDB, o valor já deveria ter sido pago.

 

*Chorar a rosa se refere a “pagar o dinheiro”

 

No entanto, quando Uldurico informou que os valores ainda não haviam sido entregues, na ocasião a propina pela fuga dos detentos, a reação de Geddel foi de "só risada". A resposta do cacique emedebista assustou Uldurico, que passou a dizer para Joneuma que o partido iria articular para “lhe fud*r”.

 

“Vem bomba para mim. Ainda com fama de não cumprir compromissos. Desdém como se eu fosse mentiroso. Não acreditam que não tenho nada. Me queimei a toa. Vão para cima de mim quente. Tá tudo armado para me fud*er. Vão vim com tudo. Vão me fud*er, hoje a ficha caiu”, disparou Udulrico em mensagens para Joneuma.

 

Ainda na conversa, o ex-deputado federal citou o atual titular da Seap, José Castro, que é indicado pelo MDB, falando que ele teria “lhe queimado” dentro do partido.

 

 

Uldurico também encaminhou capturas de tela de outros credores para Joneuma. Nas mensagens, o ex-deputado federal relatou em diversas oportunidades que, caso não recebesse os R$ 2 milhões do PCE até o dia 13 de janeiro de 2025, ele “estaria morto”.

 

 

VEREADOR
Geddel não foi o único político mencionado. Um ex-candidato a vereador de Eunápolis, identificado como Cley da Autoescola (PSD), é citado como um dos articuladores da fuga.

 

De acordo com o MP-BA, ele possuía relação próxima com familiares de líderes da facção PCE, tendo inclusive fotos em suas redes sociais com a esposa de "Dada" e com a mãe e avó de Sirlon (braço direito de Dada).

 

No dia 2 de novembro de 2024, Cley e sua esposa levaram um emissário de confiança do detento "Dada" até o Hotel Oceania, em Eunápolis, onde Uldurico Jr. e Joneuma os aguardavam. Esse emissário saiu do carro de Cley e entrou no de Uldurico para realizar a chamada em viva-voz que selou o acordo de R$ 2 milhões para a fuga.

 

Cley também é suspeito de participar de encontros-chave, como um almoço em sua própria residência em 16 de outubro de 2024 e uma reunião no "Restaurante da Bernarda" em 03 de novembro de 2024, onde se discutiu o adiantamento da propina.

Ex-diretora do presídio de Eunápolis é acusada de mandar facção matar dono de página de fofoca que a chamou de “miliciana”
Foto: Reprodução

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) revelou em denúncia que Joneuma Silva Neres, então diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, teria ordenado o sequestro e assassinato de um jovem no ano passado. De acordo com o documento, obtido pelo Bahia Notícias, o crime estaria diretamente relacionado a publicações feitas pela vítima nas redes sociais, por meio de uma página de fofoca, onde ela chamava Joneuma de "miliciana" e denunciava supostos esquemas de corrupção dentro do presídio.

 

O Bahia Notícias segue destrinchando a denúncia do MP-BA contra Joneuma. A reportagem identificou que, segundo os autos do processo, um inquérito policial apurou que a ex-diretora teria solicitado pessoalmente ao seu companheiro, “Dadá”, líder da facção Primeiro Comando de Eunápolis, que "desse um jeito" no jovem. Os diálogos interceptados pela polícia mostram que a diretora ficou incomodada com as denúncias públicas feitas por Alan Queven dos Santos Barbosa, de 22 anos, que incluíam acusações de que ela facilitava a entrada de produtos ilícitos no presídio e trabalhava politicamente para certos candidatos.

 

“Joneuma ficou muito irritada com as publicações e, segundo informações obtidas, aquela teria solicitado ao seu amante Dada que ‘desse um jeito’ no autor daquelas postagens. O certo é que dias depois da identificação do proprietário da página no Instagram, ou seja, no dia 07 de junho de 2024, a vítima Alan Queven foi sequestrada no interior de sua residência”, detalha a denúncia.

 

O crime ocorreu em 7 de junho de 2024, quando Alan foi sequestrado em sua própria casa, no município de Eunápolis, por dois integrantes da facção, um deles identificado como Marcos Vinicius Tavares Ferreira Santos, vulgo "Gago". A vítima foi levada para um local conhecido como "desembolo", uma espécie de tribunal do crime mantido pela facção, onde as execuções eram comumente realizadas de forma brutal, geralmente a pauladas ou pedradas.

 

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“O Ministério Público que a pena principal decidida nestas sessões criminosas denominadas de ‘desembolo’ é a de uma morte cruel para a vítima, normalmente executada a pauladas ou pedradas, como forma de mandar um aviso para os ‘desobedientes’”, diz a denúncia do MP-BA.

 

Alan Queven chegou a ser preso na manhã do dia 7 de junho de 2024, sob acusação de gerenciar um perfil no Instagram utilizado para divulgação de injúrias, difamações e notícias falsas na região. Ele foi abordado durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência.

 

Ele chegou a ser retornar para sua moradia ainda pela manhã, mas, segundo o site Eunanews, conhecido na região de Eunápolis, o jovem Alan foi chamado à porta por volta do meio-dia, saiu de casa e nunca mais retornou.

 

Testemunhas ouvidas na investigação do MP-BA afirmam que o corpo de Alan nunca foi encontrado, caracterizando um caso de desaparecimento forçado.

Joneuma e "Dadá" negociavam "votos cativos" por R$ 100 para beneficiar vereador de Eunápolis e Uldurico Jr.

A denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA) contra Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, expõe articulações políticas envolvendo seu relacionamento com o ex-deputado federal Uldurico Jr. (MDB) e o vereador Alberto Cley Santos Lima, conhecido como Cley da Autoescola (PSD). O documento, obtido pela reportagem do Bahia Notícias, revela um esquema de troca de favores com finalidade eleitoral, em que votos cativos de presos e seus familiares seriam negociados em troca de apoio político e manutenção de poder dentro do sistema prisional.

 

Conforme destrinchado pela reportagem do Bahia Notícias, a partir da relação amorosa entre Joneuma e o líder da facção do Primeiro Comando de Eunápolis, Dadá, ela começou a intermediar reuniões entre o criminoso e o então candidato à prefeitura de Teixeira de Freitas dentro do presídio. Segundo o documento, os encontros, que contavam com a presença de Cley da Autoescola, que era apoiado por Uldurico, ocorriam de forma clandestina e com o cuidado de não serem captadas por câmeras de segurança. 

 

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O Ministério Público afirma que a intenção de Joneuma ao promover tais encontros era “acobertar politicamente” as atividades da facção dentro do presídio. Em troca, ela fornecia eleitores “cativos” a Uldurico, um grupo composto por presos provisórios com direito a voto, seus amigos e familiares. Cada voto captado era recompensado com R$ 100,00, em dinheiro vivo e era pago por intermediários da facção.

 

“A intenção da denunciada Joneuma, ao intermediar estes encontros entre membros da sua organização criminosa e o ex-deputado federal Uldurico era a de acobertar ‘politicamente’ as suas atividades criminosas, bem como favorecer as ações criminosas de seu bando, as quais se desenvolviam, escancaradamente, no interior do Conjunto Penal de Eunápolis. Entre os eleitores cativos se incluía tanto os presos provisórios faccionados do Primeiro Comando de Eunápolis, que podiam votar, bem como seus amigos e familiares, os quais seriam direcionados para este fim. O voto compromissado era comercializado e cada eleitor aliciado recebia a quantia de R$ 100,00”, diz o MP-BA.

 

O esquema visava garantir base eleitoral sólida e fidelizada ao ex-deputado e seus aliados políticos. A informação sobre a “recompensa” foi trazida após o MP-BA ouvir o depoimento de um interno do presídio de Eunápolis. No documento, as testemunhas ouvidas na investigação relatam que a diretora agia abertamente, deixando claro que quem realmente mandava no presídio era o líder do Primeiro Comando de Eunápolis.

 

A INFLUÊNCIA DE ULDURICO
Como padrinho político de Joneuma, Uldurico também era usado por ela para manter controle absoluto sobre o Conjunto Penal. A denúncia afirma que ela utilizava sua influência junto à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e ao governo estadual para nomear e demitir servidores, direcionando contratações de aliados e exonerando funcionários que não concordavam com os desmandos no presídio.

 

Entre os exonerados estavam duas assistentes sociais, dois dentistas, uma psicóloga e dois advogados. Segundo o MP-BA, uma das substituições foi da própria irmã de Joneuma, Joceuma Silva Neres, nomeada como advogada para atuar em defesa dos interesses da facção criminosa.

 

“Para exercer o controle absoluto do Conjunto Penal de Eunápolis, e promover suas atividades ilícitas, em benefício de seu amante Dada, e da organização criminosa – organização a qual ela passou a integrar – a denunciada Joneuma começou a utilizar-se, sistematicamente, da influência política de seu ‘padrinho’ Uldurico, junto ao SEAP e ao governo estadual para direcionar as contratações e demissões dos servidores do Conjunto Penal de Eunápolis. Assim, os servidores que ‘não fechavam os olhos’ ou compactuavam com aqueles desmandos no Conjunto Penal de Eunápolis eram intimidados”, diz a denúncia.

 

O ROMANCE ULDURICO-JONEUMA
Além de ter apadrinhado politicamento Joneuma, Uldurico é acusado de manter uma relação amorosa com a ex-diretora. Em abril deste ano, o Bahia Notícias publicou que ela entrou com uma ação contra o ex-deputado solicitando “alimentos gravídicos”.

 

No processo, Joneuma, que estava grávida de 28 semanas, alega que Uldurico é pai da criança e alega que, após ser presa, o ex-parlamentar teria cessado a assistência financeira.

 

No documento de acusação, foram juntados supostas fotografias de Uldurico com Joneuma, além de imagens do casamento de “alto padrão” entre os dois e um teste de DNA que, em tese, comprova a paternidade da criança. Vale lembrar que, no ano passado, o ex-deputado federal se casou com outra mulher, a advogada Renata Rebouças, em cerimônia realizada em Guarajuba, no município de Camaçari.

 

Para a reportagem do BATV, Uldurico afirmou que não responderá às acusações e que tem “pressa” para fazer o teste de DNA.

 

O ESQUEMA DA FUGA
A denúncia do MP-BA detalha de forma minuciosa a atuação dela e de outros envolvidos na fuga de 16 detentos da cela 44, ocorrida em 12 de dezembro de 2024. O documento conta sobre o pagamento de R$ 1,5 milhão pela facilitação da fuga e o uso de uma furadeira a bateria como instrumento fundamental no plano.

 

De acordo com os autos, a intermediação de Joneuma nas atividades criminosas da facção Primeiro Comando de Eunápolis teria rendido a ela cerca de R$ 1,5 milhão. Esse valor teria sido pago pela organização criminosa como compensação pela facilitação da fuga, concessão de regalias e omissão deliberada frente a práticas ilegais dentro da unidade. O denunciado Vagno Oliveira Batista, o qual atuava como fornecedor de armas, e outras testemunhas afirmaram que ela era peça central na engrenagem do grupo, assumindo papel de confiança e comando ao lado de Dada.

 

A ex-diretora também teria planejado fugir para o Rio de Janeiro, com o líder do Primeiro Comando de Eunápolis. Conforme apuração do Ministério Público, por lá, ela e Dadá ficariam sob a proteção do Comando Vermelho (CV), facção aliada a organização criminosa baiana.

 

A FURADEIRA
A ferramenta utilizada pelos presos para abrir um buraco no teto da cela 44 foi uma furadeira a bateria. O som do equipamento foi percebido no dia 29 de novembro de 2024 por um supervisor do presídio. Ele tentou fazer a inspeção, mas foi impedido pelos próprios detentos. Ao acionar o coordenador de segurança, Wellington Oliveira Sousa, este adotou postura evasiva, alegando aguardar instruções de Joneuma. Ambos eram sabidamente aliados e, segundo a denúncia, estavam diretamente comprometidos com a execução do plano de fuga.

 

Apenas no dia 2 de dezembro, três dias após a constatação do uso da furadeira, Joneuma mandou recolher a ferramenta, já com a escavação praticamente concluída. Ela manteve a furadeira sob sua guarda na sala da diretoria e, depois da fuga, ordenou que Wellington levasse o objeto para o seu carro, a fim de entregá-lo pessoalmente. Além disso, ela o orientou a formalizar um comunicado falso, omitindo os detalhes da utilização da ferramenta e instruindo-o a apagar os registros do caso.

 

A denúncia aponta que Joneuma e Wellington elevaram o status de mais de 12 detentos da facção, transformando-os em “correrias” — internos com livre circulação e acesso privilegiado às áreas do presídio. Esses detentos foram concentrados nas celas 44 e 45, justamente para facilitar a organização da fuga.

 

Durante o planejamento e execução, os presos utilizaram a furadeira para abrir um buraco no teto, com conhecimento e autorização dos dois servidores. Além disso, os internos transportaram facas e outros instrumentos ilícitos em baldes durante uma mudança de pavilhão, tudo feito na presença da direção da unidade, sem qualquer interferência.

 

No dia da fuga, 12 de dezembro, nove homens fortemente armados invadiram o presídio, mataram um cão de guarda e atiraram contra os agentes penitenciários. Todos os 16 detentos escaparam. A ação contou com armamento pesado, incluindo fuzis AK-47, Parafal e AR-15.

 

Os denunciados, inclusive, no entendimento do MP-BA, devem responder solidariamente pela tentativa de homicídio de um dos vigilantes.

MP-BA detalha atuação de ex-diretora de presídio de Eunápolis para facilitar fuga de detentos
Foto: Reprodução

O Ministério Público da Bahia apresentou a denúncia contra Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, em que detalha de forma minuciosa a atuação dela e de outros envolvidos na fuga de 16 detentos da cela 44, ocorrida em 12 de dezembro de 2024. O documento, obtido pelo Bahia Notícias, conta sobre o pagamento de R$ 1,5 milhão pela facilitação da fuga e o uso de uma furadeira a bateria como instrumento fundamental no plano.

 

De acordo com os autos, a intermediação de Joneuma nas atividades criminosas da facção Primeiro Comando de Eunápolis teria rendido a ela cerca de R$ 1,5 milhão. Esse valor teria sido pago pela organização criminosa como compensação pela facilitação da fuga, concessão de regalias e omissão deliberada frente a práticas ilegais dentro da unidade. O denunciado Vagno Oliveira Batista, o qual atuava como fornecedor de armas, e outras testemunhas afirmaram que ela era peça central na engrenagem do grupo, assumindo papel de confiança e comando ao lado do líder Ednaldo “Dada” - de quem seria amante.

 

A ex-diretora também teria planejado fugir para o Rio de Janeiro, com o líder do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE). Conforme apuração do Ministério Público, lá, ela e Dada ficariam sob a proteção do Comando Vermelho (CV), facção aliada a organização criminosa baiana.

 

LAVAGEM DE DINHEIRO 
A denúncia aponta que Joneuma usava uma falsa identidade — Barbara Thais de Jesus Ramos — para atuar em esquemas de lavagem de dinheiro da facção. Em sua posse, foram encontrados documentos, anotações, telefones e até comprovantes de compras que conectam suas ações aos fluxos financeiros do grupo criminoso.

 

Em um caderno apreendido, foram identificados CPFs e anotações de datas de nascimentos de pessoas diversas, além de um comprovante da compra de um equipamento de informática Macbook, que estava no nome de Bárbara Thais de Jesus. O aparelho, inclusive, foi encontrado na residência de Joneuma.

 

A FURADEIRA
A ferramenta utilizada pelos presos para abrir um buraco no teto da cela 44 foi uma furadeira a bateria. O som do equipamento foi percebido no dia 29 de novembro de 2024 por um supervisor do presídio. Ele tentou fazer a inspeção, mas foi impedido pelos próprios detentos. Ao acionar o coordenador de segurança, Wellington Oliveira Sousa, este adotou postura evasiva, alegando aguardar instruções de Joneuma. Ambos eram sabidamente aliados e, segundo a denúncia, estavam diretamente comprometidos com a execução do plano de fuga.

 

Apenas no dia 2 de dezembro, três dias após a constatação do uso da furadeira, Joneuma mandou recolher a ferramenta, já com a escavação praticamente concluída. Ela manteve a furadeira sob sua guarda na sala da diretoria e, depois da fuga, ordenou que Wellington levasse o objeto para o seu carro, a fim de entregá-lo pessoalmente. Além disso, ela o orientou a formalizar um comunicado falso, omitindo os detalhes da utilização da ferramenta e instruindo-o a apagar os registros do caso.

 

A denúncia aponta que Joneuma e Wellington elevaram o status de mais de 12 detentos da facção, transformando-os em “correrias” — internos com livre circulação e acesso privilegiado às áreas do presídio. Esses detentos foram concentrados nas celas 44 e 45, justamente para facilitar a organização da fuga.

 

Durante o planejamento e execução, os presos utilizaram a furadeira para abrir um buraco no teto, com conhecimento e autorização dos dois servidores. Além disso, os internos transportaram facas e outros instrumentos ilícitos em baldes durante uma mudança de pavilhão, tudo feito na presença da direção da unidade, sem qualquer interferência.

 

No dia da fuga, 12 de dezembro, nove homens fortemente armados invadiram o presídio, mataram um cão de guarda e atiraram contra os agentes penitenciários. Todos os 16 detentos escaparam. A ação contou com armamento pesado, incluindo fuzis AK-47, Parafal e AR-15.

 

Os denunciados, inclusive, no entendimento do MP-BA, devem responder solidariamente pela tentativa de homicídio de um dos vigilantes.

 

A denúncia descreve um esquema complexo, com divisão de tarefas clara entre os detentos, a liderança da facção e servidores públicos corrompidos.

 

Os principais acusados e seus papéis:

 


Joneuma Silva Neres (ex-diretora do presídio)

  • Acusada de se associar à facção após assumir o cargo em março de 2024.
  • Manteve um relacionamento amoroso com o líder da facção, Ednaldo "Dada", e permitiu regalias absurdas aos presos, como:
  • Refeições de luxo (moqueca de camarão, lasanha, Chester).
  • Entrada de caixões para velórios dentro do presídio.
  • Visitas íntimas nos pavilhões.
  • Uso livre de celulares e facas pelos detentos.
  • Facilitou encontros políticos dentro do presídio, incluindo reuniões com o ex-deputado Uldurico Alencar Pinto, candidato a prefeito de Teixeira de Freitas.
  • Lavagem de dinheiro: Movimentou cerca de R$ 1,5 milhão em propinas e usou laranjas para comprar bens, como um MacBook em nome de uma falsa identidade.

 

Welington Oliveira Sousa (coordenador de segurança do presídio)

  • Omissão deliberada durante a escavação do teto da cela 44, que permitiu a fuga.
  • Alterava laudos criminológicos para beneficiar membros da facção.
  • Ameaçava servidores que não colaboravam com o esquema.

 

Dada (líder da facção)

  • Comandou a fuga de 16 integrantes da facção em 12 de dezembro de 2024.
  • Armou os resgatistas com fuzis (AK-47, AR-15, Parafal).
  • Ordenou o ataque a tiros contra vigilantes durante a fuga, resultando em tentativa de homicídio.

 

Vagno Oliveira Batista (fornecedor de armas)

  • Responsável por entregar os fuzis usados na fuga.Revelou que os fugitivos estão escondidos no Rio de Janeiro, sob proteção do Comando Vermelho (CV).
Ex-diretora de presídio de Eunápolis planejava fugir ao RJ após facilitar fuga de detentos por R$ 1,5 milhão
Foto: Reprodução

A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, teria recebido R$ 1,5 milhão para facilitar a fuga dos 16 detentos em dezembro do ano passado, segundo novas informações divulgadas. Além disso, ela também teria planejado fugir para o Rio de Janeiro, junto Ednaldo Pereira de Souza, o Dada, apontado como líder da facção Primeiro Comando de Eunápolis.

 

A fuga, que até hoje mantém 15 foragidos, foi detalhadamente articulada. Segundo o processo revelado pelo BATV na noite desta quinta-feira (3), os detentos abriram um buraco no teto da cela com o uso de uma furadeira, cujo barulho chegou a ser percebido por agentes penais. Apesar disso, a diretora só teria autorizado a revista na cela dois dias depois.

 

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A ferramenta foi encontrada e, segundo depoimento do ex-coordenador de segurança da unidade, Wellington Oliveira Sousa, foi mantida por dias sob posse de Joneuma, guardada em sua sala. Só pouco antes da fuga é que ela teria ordenado que ele levasse a furadeira para sua casa. A cela de número 44, onde os presos estavam, abrigava apenas aliados de o Dada, apontado como líder da facção responsável pela fuga.

 

A reportagem também mostrou que Joneuma teria facilitado a entrada irregular de alguns objetos no presídio, sob pedido dos criminosos. A ex-diretora autorizou o ingresso de roupas, ventiladores, freezers e até sanduicheiras.

 

O advogado criminal de Joneuma, Arthur Nunes Gomes, informou que as regalias foram concedidas fruto de negociações visando estabelecer “a ordem dentro do sistema prisional”. Segundo ele, a entrada dos objetos ajudaria a evitar que ocorrerem rebeliões dentro da penitenciária.

 

ROMANCE COM DADA
De acordo com a reportagem, Joneuma teria mantido um relacionamento amoroso com Dada enquanto ele esteve preso na unidade.

 

Testemunhas revelaram que a ex-diretora tinha um relacionamento com Dada ainda dentro do presídio de Eunápolis. Além disso, o ex-coordenador de segurança da penitenciária, Wellington Oliveira Souza, mencionou em depoimento que Joneuma e o criminoso tinham “encontros frequentes” e “sempre a sós”.

 

O romance entre a ex-diretora e Dada, a informação foi negada pela advogada e irmã da acusada, Joceuma. “A gente não sabe quem está articulando tudo isso, mas ela está sofrendo as consequências de um crime que ela não cometeu. Ela nunca teve nenhum relacionamento com essa pessoa”.

Ex-deputado Uldurico Jr. é apontado como “visitante frequente” em presídio de Eunapolis e por apadrinhar ex-diretora
Foto: Reprodução

Novas informações sobre a fuga de detentos no presídio de Eunápolis apontam que a ex-diretora da penitenciária, Joneuma Silva Neres, seria “apadrinhada política” do ex-deputado federal Uldurico Jr. (MDB) e teria sido indicada para o cargo por ele. Além disso, conforme informações do processo, o ex-parlamentar seria um “visitante frequente” da unidade prisional.

 

De acordo com a reportagem do BATV na noite desta quinta-feira (3), um policial penal, sob condição de anonimato, prestou depoimento informando de que “políticos” entraram no presídio sem passar por nenhuma revista antes de visitar os detentos.

 

“Tenho conhecimento de que políticos ingressaram no conjunto penal, sem revista, inspeção ou cadastro prévio de visitantes. Sempre que Uldurico chegava ao presídio, eu me retirava da unidade por considerar o ambiente sensível e por não concordar com a ida do político nas condições descritas”, disse o policial em depoimento revelado pelo BATV. 

 

Além disso, o oficial também contou que Uldurico mantinha contato com lideranças de facções criminosas durante suas visitas. Entre os visitados pelo ex-deputado está Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dada, que comanda a facção Primeiro Comando de Eunápolis.

 

Dada estava encarcerado no presídio de Eunápolis no momento da invasão armada que resultou na fuga dos detentos. A principal suspeita é de que o ataque foi realizado justamente para que criminoso realizasse a fuga. Ele continua foragido.

 

O ROMANCE COM JONEUMA
Além de ter apadrinhado politicamento Joneuma, Uldurico é acusado de manter uma relação amorosa com a ex-diretora. Em abril deste ano, o Bahia Notícias publicou que ela entrou com uma ação contra o ex-deputado solicitando “alimentos gravídicos”.

 

No processo, Joneuma, que estava grávida de 28 semanas, alega que Uldurico é pai da criança e alega que, após ser presa, o ex-parlamentar teria cessado a assistência financeira.

 

No documento de acusação, foram juntados supostas fotografias de Uldurico com Joneuma, além de imagens do casamento de “alto padrão” entre os dois e um teste de DNA que, em tese, comprova a paternidade da criança. Vale lembrar que, no ano passado, o ex-deputado federal se casou com outra mulher, a advogada Renata Rebouças, em cerimônia realizada em Guarajuba, no município de Camaçari.

 

À reportagem do BATV, Uldurico afirmou que não responderá as acusações e que tem “pressa” para fazer o teste de DNA.

 

A RELAÇÃO COM DADA
Mais cedo, foi revelado que, supostamente, Joneuma e Dada também teriam mantido um relacionamento amoroso dentro do presídio.

 

De acordo com a reportagem, testemunhas revelaram que a ex-diretora tinha um relacionamento com Dada ainda dentro do presídio de Eunápolis. Além disso, o ex-coordenador de segurança da penitenciária, Wellington Oliveira Souza, mencionou em depoimento que Joneuma e o criminoso tinham “encontros frequentes” e “sempre a sós”.

Ex-diretora do presídio de Eunápolis teria mantido relacionamento amoroso com detento líder de facção da região
Foto: Reprodução

A ex-diretora do presídio de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, teria mantido um relacionamento amoroso com Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dada e principal liderança da facção Primeiro Comando de Eunápolis. Ela está presa desde o início deste ano, suspeita de facilitar a fuga de 16 detentos durante ataque ao local em dezembro do ano passado

 

Dada estava encarcerado no presídio de Eunápolis no momento da invasão armada que resultou na fuga dos detentos. A principal suspeita é de que o ataque foi realizado justamente para que criminoso realizasse a fuga. Ele continua foragido.

 

A informação do romance foi revelada pelo BATV na noite desta quinta-feira (3). De acordo com a reportagem, testemunhas revelaram que a ex-diretora tinha um relacionamento com Dada ainda dentro do presídio de Eunápolis. Além disso, o ex-coordenador de segurança da penitenciária, Wellington Oliveira Souza, mencionou em depoimento que Joneuma e o criminoso tinham “encontros frequentes” e “sempre a sós”.

 

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“Eles tinham encontros frequentes que ocorriam na sala de videoconferência, sempre a sós, com uma folha de papel ofício obstruindo a visibilidade da porta pela abertura do vidro. As reuniões eram sigilosas e causavam estranheza entre os funcionários devido a sua regularidade e longa duração” diz o depoimento revelado pelo BATV.

 

A reportagem também mostrou que Joneuma teria facilitado a entrada irregular de alguns objetos no presídio, sob pedido dos criminosos. A ex-diretora autorizou o ingresso de roupas, ventiladores, freezers e até sanduicheiras.

 

O advogado criminal de Joneuma, Arthur Nunes Gomes, informou que as regalias foram concedidas fruto de negociações visando estabelecer “a ordem dentro do sistema prisional”. Segundo ele, a entrada dos objetos ajudaria a evitar que ocorrerem rebeliões dentro da penitenciária.

 

Sobre o romance entre a ex-diretora e Dada, a informação foi negada pela advogada e irmã da acusada, Joceuma. “A gente não sabe quem está articulando tudo isso, mas ela está sofrendo as consequências de um crime que ela não cometeu. Ela nunca teve nenhum relacionamento com essa pessoa”.

Desembargador que concedeu prisão domiciliar a líder do BDM é aposentado compulsoriamente pelo TJ-BA
Foto: TJ-BA

Afastado cautelarmente do cargo desde outubro de 2023 por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Luiz Fernando Lima, foi aposentado compulsoriamente por idade, ao completar 75 anos – idade limite para ocupação da vaga. O decreto judiciário foi publicado nesta segunda-feira (25). 

 

A aposentadoria tem efeitos retroativos ao dia 23 de novembro, último sábado, data na qual o desembargador completou 75 anos. 

 

Luiz Fernando Lima se tornou alvo de processo administrativo disciplinar (PAD) em tramitação no CNJ após conceder prisão domiciliar a Ednaldo Freire Ferreira, o Dadá, apontado como um dos líderes da facção Bonde do Maluco (BDM).

 

A mudança do regime de prisão foi concedida durante o plantão judicial de 1º de outubro do ano passado. Depois da determinação, Dadá, que é investigado por homicídios, tráfico de drogas e de armas de fogo e lavagem de dinheiro, fugiu.

 

O PAD foi instaurado em 15 de março deste ano e em agosto o prazo de instrução foi prorrogado pelo CNJ. A relatoria é do conselheiro Guilherme Feliciano.

 

Outro ponto a ser investigado pelo CNJ é justamente a sua iminente aposentadoria. Em outubro, o ex-corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, afirmou que “há uma dúvida se ele conseguiu alterar a idade dele para aposentadoria”, sugerida nos autos do processo

 

Informações de bastidores obtidas pelo Bahia Notícias à época apontaram que o desembargador Luiz Fernando Lima teria completado 75 anos em 23 de novembro de 2022, portanto faria 76 anos de idade em 2023. No entanto, nos dados informados ao TJ-BA, o magistrado só completaria 75 anos em novembro de 2024.

 

O desembargador tentou retornar à função no TJ-BA algumas vezes. Ele recorreu da decisão junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas em abril a 1ª Turma, por unanimidade, rejeitou o pedido do magistrado e manteve a decisão do CNJ para que continuasse distante dos corredores da Corte baiana. 

 

Antes, em fevereiro, o ministro Luiz Fux denegou mandado de segurança, e em novembro do ano passado, o ministro do STF já havia negado um outro mandado de segurança impetrado pelo magistrado baiano.

 

Luiz Fernando Lima foi eleito para o cargo de desembargador pelo critério de antiguidade e tomou posse em julho de 2013. O magistrado integrava a 1ª Câmara Criminal. 

Com troca de relator, CNJ prorroga investigação e mantém desembargador afastado por conceder prisão domiciliar a líder do BDM
Foto: TJ-BA

O prazo de instrução do processo administrativo disciplinar (PAD) contra o desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Luiz Fernando Lima, em tramitação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi prorrogado por mais 140 dias. O novo período para a juntada de provas e realização de diligências passou a contar desde o dia 3 de agosto. 

Junto à prorrogação, o CNJ também decidiu manter o afastamento do desembargador sem período previsto para retorno. 

 

Luiz Fernando Lima foi afastado cautelarmente do cargo no TJ-BA em outubro de 2023, por decisão do CNJ antes mesmo da abertura do PAD, após conceder prisão domiciliar a Ednaldo Freire Ferreira, o Dadá, apontado como um dos líderes da facção Bonde do Maluco (BDM).

 

A mudança do regime de prisão foi concedida durante o plantão judicial de 1º de outubro. Após a determinação, Dadá, que é investigado por homicídios, tráfico de drogas e de armas de fogo e lavagem de dinheiro, fugiu.

 

Na nova decisão do CNJ, o atual relator do PAD, conselheiro Guilherme Feliciano aponta para a mudança da relatoria. Isso se deve ao fim do mandato do conselheiro Giovanni Olsson no CNJ, relator originário do processo, em maio e a transferência automática para a guarda de Feliciano. 

 

O PAD foi instaurado em 15 de março deste ano e, como indica o atual relator, ainda se encontra na fase inicial. Essa não é a primeira vez que a fase instrutória do processo é prorrogada, o primeiro período de 140 dias se esgotou em 2 de agosto. 

 

Justificando a manutenção do afastamento, o acórdão do CNJ traz o voto do relator no qual indica que o “contexto fático no qual se estabeleceu essa medida administrativa não foi alterado”.

 

“As condutas em apuração denotam indícios gravíssimos de comprometimento da imparcialidade, transparência e dos deveres de prudência e cautela do Magistrado, bem como de comportamento incompatível com o exercício da Magistratura e, por esses motivos, fundamentaram a decisão de afastamento cautelar. Seguem a recomendar, outrossim, a manutenção da cautela, até mesmo para preservar a produção probatória”, indica Guilherme Feliciano. 

 

TENTATIVA DE RETORNO
Desde o seu afastamento, Luiz Fernando Lima tem tentado voltar a exercer a função de desembargador do TJ-BA. Ele recorreu da decisão junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas em abril a 1ª Turma, por unanimidade, rejeitou o pedido do magistrado e manteve a decisão do CNJ para que continue distante dos corredores da Corte baiana. 

 

Antes, em fevereiro, o ministro Luiz Fux denegou mandado de segurança, e em novembro do ano passado, o ministro do STF já havia negado um outro mandado de segurança impetrado pelo magistrado baiano.

STF encerra julgamento virtual e mantém decisão do CNJ sobre afastamento de desembargador do TJ-BA
Foto: TJ-BA

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou o julgamento virtual do recurso (agravo regimental) interposto pelo desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Luiz Fernando Lima, para voltar ao cargo. Por unanimidade, o colegiado rejeitou o recurso e manteve decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 

Os ministros Cármen Lúcia, Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin seguiram o voto do relator do mandado de segurança, ministro Luiz Fux, opinando por manter o desembargador baiano longe dos corredores do tribunal. O julgamento virtual iniciou no dia 12 de abril e encerrou na última sexta-feira (19). 

 

Luiz Fernando Lima foi afastado cautelarmente da função, em outubro, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após conceder prisão domiciliar a Ednaldo Freire Ferreira, o Dadá, apontado como um dos líderes da facção Bonde do Maluco (BDM). Depois da mudança no regime, Dadá fugiu.


Desde então, o magistrado tem interposto recursos para voltar à função no TJ-BA e vem acumulando derrotas. Em fevereiro, Fux denegou mandado de segurança, antes, em novembro do ano passado, o ministro do STF já havia negado um outro mandado de segurança impetrado pelo magistrado baiano.

Alexandre Borges visita Salvador e realiza ação solidária 
Foto: Reprodução/Instagram

O ator Alexandre Borges aproveitou para vir em Salvador no melhor momento: justamente no período do Carnaval. 

 

Circulando pelo Curuzu no domingo (27), o artista, que é atuante e parceiro da Central Única das Favelas (CUFA), veio à capital baiana para realizar uma ação na sede do Bloco Ilê Aiyê. O ator estava ainda acompanhado do presidente da CUFA, Marcivan Barreto.

 

No local, a entidade e o artista contemplaram 200 famílias com cestas básicas. O ato ainda contou com o apoio de Dadá, do restaurante Sorriso da Dadá, e da Favela Holding, conjunto de empresas que promove oportunidades de negócios nas favelas.

 

Em publicação feita por Dadá, ela comenta: "Sábado maravilhoso! Amo quando me chamam para fazer o bem".

 

Na conta da CUFA, também foi citado que mais de 100 mães foram atendidas pela entidade na favela de Itacaranha.

 

A ação contou não apenas com Alexandre Borges, Dadá e Marcivan Barreto, mas tamvém com o presidente da CUFA no estado, Marcio Lima, e a vice-presidente do Mulheres da CUFA, Joice Batista.

 

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Daniela Mercury e Dadá viram juradas do Masterchef Brasil na próxima terça
Foto: Carlos Reinis/Divulgação

A próxima edição do Masterchef Brasil, exibida na terça-feira (6), na Band, contará com duas celebridades baianas. De acordo com informações da coluna Outro Canal, assinada por Lígia Mesquita na Folha de S. Paulo, Daniela Mercury e a cozinheira Dadá serão juradas em uma prova na qual os competidores devem reproduzir receitas típicas baianas, como caldo de sururu e acarajé.

Dia de ‘Cosme e Damião’ é celebrado com caruru da Dadá no Passeio Público
Foto: Divulgação
O público baiano poderá degustar os pratos típicos do dia dos santos Cosme e Daminhão, preparados pela quituteira Dadá, neste domingo (27), a partir das 10h, no Passeio Público. Caruru, acarajé, abará com camarão, bolinho de estudante e cuscuz de tapioca são alguns dos itens do menu servido na ocasião. “Cosme e Damião é uma energia em fecho de luz que me ilumina e a todos nós! Dois gêmeos que nasceram e cumpriram a missão deles aqui na terra e tenho muita fé neles”, afirma Dadá. No sincretismo religioso entre candomblé e catolicismo, tradicionalmente, no dia de Cosme e Damião é feita homenagem com um caruru, que inclui comidas para todos os orixás, e ao Ìbejì ou Ìgbejì, o orixá-criança.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
De duas, uma: ou alguém afasta o Soberano de enxada, pás e afins, ou coloca ele num curso de pedreiro. Outro que precisa de um choque de realidade, aparentemente, é Juninho de Elmar. E enquanto Bruno de Wagner confunde a todos com sua estratégia eleitoral, o Galego se mostra o melhor garoto propaganda do governo. Mas ninguém está com uma imagem melhor do que Maistarde. E o Bonitão mostrou que o molejo ainda está em dia. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução / TV Globo

"Não tenho que justificar nada para ninguém". 

 

Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao comentar sobre a sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso no caso do Banco Master. Em coletiva realizada em frente ao Quartel-General da Polícia Militar do Rio, onde acompanhou a entrega de armamentos e viaturas, o parlamentar afirmou que não precisava avisar a aliados sobre sua relação com Vorcaro.

Podcast

Projeto Prisma recebe o vereador Duda Sanches nesta segunda

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O vereador Duda Sanches (PSDB) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (18). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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