Artigos
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero
Multimídia
Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
cpi das criptomoedas
Depois de faltar por duas vezes, o ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho compareceu nesta quinta-feira (31) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras, na Câmara dos Deputados. Ronaldinho foi ameaçado pelo presidente da CPI, deputado Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), de ser levado à comissão por meio de condução coercitiva, caso se ausentasse novamente.
Ronaldinho Gaúcho foi convocado a prestar esclarecimentos na CPI por suspeitas de envolvimento em fraudes com investimentos em criptomoedas por meio da empresa 18K Ronaldinho. O relator da comissão, deputado Ricardo Silva (PSD-SP), argumentou que a empresa que supostamente pertenceria a Ronaldinho Gaúcho foi apontada pelo Ministério Público como de pirâmide financeira.
Nas primeiras perguntas, Ronaldinho Gaúcho alternou respostas curtas a opção de ficar em silêncio, conforme garantia obtida por habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Quando questionado sobre a utilização de suas imagens nas propagandas da empresa 18K Ronaldinho, o ex-jogador disse que foram utilizadas imagens de arquivo. No entanto, ao ser questionado pelo relator se, ao notar o uso impróprio da própria imagem pela empresa, teria avaliado recorrer à Justiça, Ronaldinho preferiu se manter em silêncio.
No início do seu depoimento, o ex-jogador negou que estaria planejando deixar o Brasil para não ter que depor na Comissão. “Eu nunca recebi uma intimação desta CPI. Se vocês pedirem a prova, verão que inexiste. (…) Não é verdade que eu pretendia deixar o Brasil para não participar da CPI”, disse Ronaldinho.
Assim como já havia declarado o seu irmão, Roberto de Assis Moreira, em depoimento na CPI, Ronaldinho disse não ser verdade que ele seria fundador e sócio-proprietário da empresa 18K Ronaldinho. O ex-jogador afirmou que os donos da empresa usaram o seu nome para criar a razão social.
“Nunca foi autorizado que essa empresa utilizasse meu nome e a minha imagem. Nunca foi autorizado que a empresa usasse meu apelido na razão social”, declarou.
Ronaldinho Gaúcho explicou na CPI que, em 2019, foi firmado com a empresa brasileira 18k Watch Comércio Atacadista e Varejista de Negócios um contrato de licença temporária de uso de imagem, nome, assinatura, apelido e som de voz para divulgação de uma empresa de marketing multinível.
“Esse contrato previa a comercialização de outros produtos além dos relógios. Logo após a assinatura, chegou ao conhecimento do meu irmão que o senhor Marcelo [Lara, dono da empresa 18k Ronaldinho] estava utilizando indevidamente a minha imagem em uma empresa sem qualquer autorização”, esclareceu o ex-jogador.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Léo Kret
"Estou aqui ó, com meu pai, com minha mãe, na minha casa. Dizendo que eu estou presa. Meu nome apenas foi mencionado numa investigação com um contrato que eu nem assino".
Disse a ex-vereadora de Salvador e cantora Léo Kret ao se pronunciar após ter se tornado alvo de busca e apreensão durante uma operação do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).