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Salvador se destaca no cenário cultural internacional ao participar da 14ª edição do Mercado de Artes do Espetáculo Abidjan (Masa), realizada entre os dias 11 e 18 de abril, na Costa do Marfim. Com o Brasil como país convidado de honra, a capital baiana é representada pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), por meio do diretor de cidadania cultural, Chicco Assis.
A participação integra a estratégia de internacionalização do programa Salvador Capital Afro, com foco na promoção das artes negras produzidas na cidade. Durante o evento, o representante da Secult participa de painéis, encontros profissionais e reuniões com organizações africanas, buscando firmar parcerias e ampliar a circulação de artistas entre Salvador, países africanos e outros mercados da diáspora.
Além de marcar presença na cerimônia de abertura, realizada no Palácio da Cultura de Abidjan, Chicco Assis acompanha a programação artística e participa de rodadas de negócios com programadores e curadores internacionais. A expectativa é fortalecer conexões e atrair artistas africanos para eventos realizados na capital baiana, especialmente o Festival Salvador Capital Afro.
Considerado um dos principais mercados de artes do espetáculo do continente africano, o Masa reúne artistas, produtores e gestores culturais de diversos países. O evento vai além das apresentações artísticas e se consolida como um espaço de debates sobre o futuro das artes performativas, com conferências, simpósios e mesas-redondas.
A edição de 2026 conta com mais de 300 espetáculos, abrangendo linguagens como música, teatro, dança, circo e artes de rua, além de reunir profissionais de 68 países. Em sua edição anterior, o evento promoveu centenas de reuniões de negócios e resultou em acordos que impulsionaram a circulação internacional de obras e artistas.
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A África chegará à Copa do Mundo de 2026 com um marco histórico. Pela primeira vez, o continente terá dez seleções classificadas, número recorde impulsionado pela ampliação do torneio para 48 equipes. Senegal, Marrocos, Egito, Gana, Argélia, Tunísia, África do Sul, Costa do Marfim, Cabo Verde e República Democrática do Congo representarão a Confederação Africana de Futebol (CAF) no Mundial que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.
Durante décadas, o continente contou com apenas cinco vagas, o que limitava a presença africana na competição. A nova configuração não apenas dobrou o número de participantes, como também abriu espaço para seleções emergentes, alterando o perfil competitivo africano no cenário global.
Apesar de tradicionalmente sub-representada em número de vagas, a África construiu uma trajetória de crescimento constante nas Copas do Mundo. Desde a primeira participação, com o Egito em 1934, o continente acumulou campanhas progressivamente mais relevantes.
O maior feito histórico veio com o Marrocos, que, na Copa de 2022, se tornou a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Mundial, terminando na quarta colocação. Antes disso, outras equipes haviam chegado às quartas de final, como Camarões em 1990, Senegal em 2002 e Gana em 2010 — esta última eliminada nas penalidades após empate com o Uruguai, em um dos jogos mais marcantes da história recente do torneio.
Foto: Seleção Marroquina / Redes Sociais.
OS CLASSIFICADOS
Entre os classificados para 2026, há uma combinação de seleções consolidadas e outras que representam ascensão recente.
O Senegal, atual campeão africano, chega como uma das principais forças do continente. A equipe já alcançou as quartas de final em 2002 e mantém um elenco competitivo no cenário internacional.
O Marrocos carrega o peso da melhor campanha africana em Copas e se consolida como projeto esportivo estruturado, com forte investimento em scouting global e integração de atletas formados na Europa.
Egito, Argélia e Tunísia representam a tradição do norte africano, com participações frequentes em Mundiais, embora ainda busquem campanhas mais profundas em fases eliminatórias.
Gana, por sua vez, retorna com histórico relevante, especialmente pela campanha de 2010, quando esteve a um pênalti de se tornar a primeira seleção africana semifinalista.
A Costa do Marfim, bicampeã da Copa Africana de Nações, também volta ao cenário mundial, reforçando a presença de seleções com histórico recente competitivo.
Entre os destaques menos tradicionais, Cabo Verde e República Democrática do Congo surgem como surpresas, refletindo a ampliação das vagas e o crescimento de seleções fora do eixo tradicional.
A África do Sul completa a lista e retorna a uma Copa após três edições ausente. A última participação havia sido em 2010, quando sediou o torneio.
Samuel Eto'o comemora gol contra o Brasil na Copa das Confederações de 2003. | Foto: Reprodução / FIFA.
AUSÊNCIAS RELEVANTES
Mesmo com o aumento de vagas, a lista de classificados não inclui algumas das seleções mais tradicionais do continente.
Camarões, por exemplo, maior participante africano em Copas do Mundo, com oito aparições, ficou fora do torneio. A equipe foi responsável por um dos maiores feitos do continente ao chegar às quartas de final em 1990.
A Nigéria, outra potência africana, também não se classificou. Presente em seis Copas e conhecida por campanhas consistentes na fase de grupos, a seleção ficou ausente mesmo com a ampliação do número de vagas.
Brahim Díaz, que hoje defende Marrocos, já atuou pelas equipes de base da Espanha. Foto: Redes sociais / Brahim.
NOVA FORMA DE MONTAR SELEÇÕES?
A diversidade do futebol africano se reflete não apenas em campo, mas também na formação de seus elencos. Muitas seleções contam com jogadores nascidos ou formados fora do continente, especialmente na Europa.
O Marrocos se tornou um dos principais exemplos desse movimento. A federação marroquina intensificou, nos últimos anos, um processo estruturado de recrutamento de atletas com dupla nacionalidade, buscando talentos em ligas europeias. Casos como o de Brahim Díaz, que optou por defender o país africano ao invés da Espanha, ilustram essa estratégia.
Apesar da evolução, nenhuma seleção africana conquistou a Copa do Mundo até hoje. O melhor desempenho segue sendo o quarto lugar do Marrocos em 2022.

Foto: Reprodução / Federação Senegalesa de Futebol.
Outras campanhas de destaque incluem:
- Camarões (quartas de final, 1990)
- Senegal (quartas de final, 2002)
- Gana (quartas de final, 2010)
No cenário continental, diversas seleções classificadas possuem títulos relevantes da Copa Africana de Nações, como:
- Egito (maior campeão, com 7 títulos)
- Camarões (5 títulos)
- Gana (4 títulos)
- Nigéria (3 títulos)
- Costa do Marfim (3 títulos)
- Argélia (2 títulos)
- Marrocos (1 título recente)
Entre os classificados para 2026, Egito, Gana, Argélia, Tunísia, Marrocos e Costa do Marfim carregam tradição em títulos continentais.
Presidente da ANPC critica suspensão 'temporária' de importações e convoca grande protesto em Ilhéus
A presidente da Associação Nacional de Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Barroso, manifestou-se duramente nesta terça-feira (24) contra a recente publicação no Diário Oficial que suspende, em caráter temporário, a importação de cacau da Costa do Marfim. Para a entidade, a medida é insuficiente, não atende às reivindicações do setor e ignora os riscos fitossanitários que ameaçam a lavoura brasileira.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, Vanuza classifica a decisão do Ministério da Agricultura como um "desrespeito ao produtor". Segundo a dirigente, a demanda central da categoria é a revogação imediata da Instrução Normativa (IN) nº 125 e a suspensão total das importações até que se comprove a real necessidade de trazer amêndoas de fora.
Confira a manifestação:
A presidente da ANPC denunciou que a associação foi "excluída" de reuniões estratégicas ocorridas em Brasília na última semana para tratar da crise. "A ANPC não foi convidada, ou melhor, foi excluída. O resultado está aí: não atenderam nossas demandas", afirma.
Vanuza também direcionou críticas ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. "O ministro já fez o estrago na cacauicultura brasileira este ano, permitindo que navios chegassem ao Porto de Ilhéus abarrotando os armazéns das moageiras. Agora, ele resolve suspender de forma temporária. Nós não concordamos com isso", dispara.
A ANPC contesta o argumento oficial de que o risco fitossanitário provém apenas de países que praticam o contrabando. De acordo com Vanuza, documentos obtidos via Fala BR comprovam que pragas existentes na Costa do Marfim também estão presentes em Gana, outro grande exportador.
"Dizer que as amêndoas infectadas só vêm de contrabando é uma falácia. A importação desenfreada impacta diretamente nos nossos preços e coloca em risco a sanidade das nossas plantações", explica a presidente.
Diante do cenário de abandono relatado pela diretoria, a ANPC convocou todos os produtores para uma grande mobilização para a próxima sexta-feira (27), em Ilhéus. O objetivo é demonstrar a força da categoria e exigir representação real nos processos decisórios.
"Precisamos de representantes que realmente atuem em prol da cacauicultura brasileira. Esse ano é ano eleitoral e precisamos ter muito cuidado para não sermos enganados", alertou Vanuza, referindo-se às agendas políticas em Brasília que ignoraram os produtores locais.
As duas últimas vagas das quartas de final da Copa Africana de Nações foram preenchidas nesta terça-feira (6). A Argélia precisou da prorrogação para bater o RD Congo, enquanto Costa do Marfim se impôs e eliminou Burkina Faso ao vencer por 3 a 0.
No Estádio Moulay Hassan, em Rabat, no Marrocos, Argélia e República Democrática do Congo foram até as últimas, porque somente na prorrogação que o placar foi alterado. No minuto final da etapa complementar, Adil Boulbina fez o gol da classificação dos argelinos.
No Grande Estádio de Marrakech, em Marrakech, no Marrocos, a Costa do Marfim não precisou medir muitos esforços para passar por Burkina Faso. Aos 20’ do primeiro tempo, Amad Diallo abriu o placar, doze minutos se passaram e foi a vez de Yan Diomande. No final da segunda etapa, Bazoumana Touré fechou a conta por 3 a 0.
Com as classificações de Argélia e Costa do Marfim, os duelos das quartas de final ficaram definidos. Na sexta-feira (9), Mali e Senegal se enfrentam às 13h, e Camarões e Marrocos duelam às 16h.
No dia seguinte, vai ser a vez de Argélia e Nigéria, às 13h, e Egito e Costa do Marfim, às 16h.
No último domingo (4), Marrocos venceu a Tanzânia por 1 a 0 e Camarões superou a África do Sul por 2 a 1 no clássico. Na segunda-feira (5), o Egito eliminou o Benim ao vencer por 3 a 1 na prorrogação e a Nigéria goleou Moçambique por 4 a 0.
A Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC) voltou a cobrar do governo federal a revogação da Instrução Normativa (IN) que autoriza a importação de cacau da Costa do Marfim, maior produtor mundial. A medida, segundo a associação, tem causado impactos econômicos e ameaça a segurança fitossanitária do país.
Em entrevista ao Bahia Notícias, a presidente da ANPC, Vanuza Barrozo, declarou que a ex-ministra da Agricultura Teresa Cristina desconsiderou os produtores e atuou em favor do lobby das grandes multinacionais quando a norma foi estabelecida em 2021. Gigantes como Barry Callebaut, Cargill e OFI operam na compra direta do cacau com produtores locais e contam com forte estrutura de processamento industrial.
“Foi uma liberação irresponsável. A própria previsão de safras foi retirada, deixando a indústria livre para importar o quanto quiser. Analisamos o processo e constatamos que o Ministério da Agricultura desconsiderou leis de defesa fitossanitária nacionais e internacionais, além de princípios constitucionais. A normativa é irregular”, criticou a produtora.

Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal
IMPORTAÇÕES EM ALTA; PREJUÍZO DE PRODUTORES
Conforme a presidente da ANPC, já foram importadas 56,5 mil toneladas de cacau em 2025, com previsão de chegada de mais 60 mil toneladas até novembro, em lotes mensais de 12 mil toneladas. “Esse cacau é o mais barato do mundo, muitas vezes produzido em condições de trabalho análogas à escravidão, com tráfico de crianças na África”, declarou em relação ao produto obtido na Costa do Marfim.
Barrozo aponta que a entrada massiva do produto colhido fora do país teria provocado uma queda drástica no preço do cacau brasileiro. “No ano passado, a arroba chegou a R$ 1,2 mil. Hoje, não passa de R$ 300. Em dois meses e meio, o preço caiu pela metade. Essa instabilidade impede qualquer planejamento dos produtores”, explicou.
Segundo Vanuza, os efeitos econômicos se estendem aos municípios produtores, sobretudo no Sul da Bahia, que dependem da arrecadação ligada à cultura do cacau. “Cidades como Ilhéus e Itabuna estão sentindo o impacto direto. O setor está sendo negligenciado”, afirmou.
A produtora também criticou o abandono da Ceplac, órgão técnico responsável pela lavoura cacaueira. “A Ceplac está sucateada, sem estrutura e sem respaldo político. O produtor de cacau, que é em sua maioria agricultor familiar, não tem sido prioridade nas políticas do governo”, disse.
MOBILIZAÇÃO EM BRASÍLIA
Para tentar reverter a situação, a associação busca reuniões com os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Carlos Fávaro (Agricultura). “Estamos enfrentando dificuldades de acesso, mas seguimos articulando com prefeitos e consórcios municipais, como a Amurc, a CIMA e o Ciapra, para levar uma comitiva a Brasília”, afirmou.
Segundo ela, uma audiência pública realizada em outubro reforçou a necessidade de revisão da norma. “A atual regulamentação beneficia apenas a indústria, não o produtor. O Brasil tem clima, território e legislação favoráveis para expandir a produção de cacau de forma sustentável. Precisamos de apoio, não de medidas que nos enfraquecem”, concluiu.
O Brasil garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de Basquete masculino. Na manhã desta quarta-feira (30), a seleção brasileira, dirigida pelo técnico Gustavo De Conti, venceu a Costa do Marfim por 89 a 77, em Jacarta, capital da Indonésia. O país segue também na briga por uma vaga nos Jogos Olímpicos de Paris-2024.
Nas quartas de final, os dois classificados do Grupo G, Brasil e Espanha, se juntam aos primeiros colocados da chave F, Canadá e Letônia. Os resultados da primeira fase serão carregados para a etapa seguinte. Os brasileiros venceram duas partidas, diante do Irã e Costa do Marfim, e perderam uma para a Espanha por 18 pontos.
A Copa do Mundo de Basquete vai distribuir vagas para os Jogos Olímpicos de Paris-2024, sendo duas para as Américas, que serão das duas seleções com as melhores campanhas. O Brasil disputa com Estados Unidos, Canadá (diretamente), Porto Rico e República Dominicana, enquanto que Venezuela e México já foram eliminados na primeira fase do Mundial. A última participação da seleção brasileira nas Olimpíadas foi na edição do Rio de Janeiro em 2016 quando entrou como país sede.
Em jogo válido pela segunda rodada do Grupo G da Copa do Mundo de Basquete, o Brasil foi derrotado pela Espanha, por 96 a 78, na Arena Indonésia, na cidade de Jacarta, nesta segunda-feira (28).
Os destaques do Brasil foram Bruno Caboclo, com 15 pontos e 11 rebotes, e Yago, que contribuiu com mais 14 e 6, respectivamente. Pela Espanha, quem brilhou foi Aldama, com 15 pontos, seguido de Willy Hernangómez (14) e Juan Nuñez (13).
Agora, o time do técnico Gustavo De Conti define a segunda vaga do grupo nesta quarta, contra a Costa do Marfim, às 6h45, também em Jacarta, pela última rodada da chave. Antes da derrota para a Espanha, o Brasil havia vencido o Irã, no último sábado, por 100 a 59.
Próxima adversária do Brasil, a seleção costa-marfinense venceu o Irã por 71 a 69 e perdeu para a Espanha por 94 a 64. Se vencer a Costa do Marfim e avançar junto com a Espanha, a seleção brasileira se classifica para um novo grupo formado com Canadá e Letônia, que já estão classificadas no Grupo H, composto ainda por França e Líbano.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Edson Gomes
"Quero que você prove".
Disse o cantor Edson Gomes ao rebater a cantora Daniela Mercury que, ao receber o prêmio de música do carnaval 2026 pela canção “É Terreiro”, pedir que ele tratasse sua esposa com"carinho", indicando que o artista teria comportamento agressivo.