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conflitos de terra
A Operação Queda da Coroa, deflagrada nesta desta quarta-feira (27) em Teixeira de Freitas e Alcobaça, atuou no combate a um grupo criminoso que atuava no Acampamento Coroa da Onça, zona rural de Alcobaça, no extremo sul da Bahia. A Polícia Civil informou que 130 policiais civis participam da operação, que integra as ações estratégicas da Polícia Civil da Bahia voltadas à redução dos crimes relacionados aos conflitos fundiários
Segundo a Coordenação de Conflitos Fundiários da PC, a ação cumpriu mandados judiciais expedidos no âmbito de investigações sobre os crimes de organização criminosa, tentativa de homicídio e estelionato, motivados pela disputa por terras e domínio territorial em áreas rurais do estado.
As investigações apontam que os crimes seriam motivados pela disputa por terras e domínio territorial em áreas rurais, além de tráfico de drogas.
A operação é resultado da atuação integrada entre equipes da CCF/Gemacau, do Departamento de Polícia do Interior (Depin), da Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter) e do Departamento de Inteligência Policial (DIP), com o apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ-SP) prorrogou por mais 90 dias o emprego da Força Nacional de Segurança Pública em apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) no extremo sul da Bahia. A medida foi oficializada por meio da Portaria n.º 1.135, de 20 de janeiro de 2026, publicada nesta quinta-feira (22) e deve atuar na região em cidades como Porto Seguro, Prado, Itamaraju e Itabela.
Segundo o texto, o efetivo seguirá atuando até 21 de abril de 2026 nas Terras Indígenas dos povos Pataxó e Pataxó Hã Hã Hãe, em ações voltadas à preservação da ordem pública, proteção de pessoas e segurança do patrimônio, após uma série de incertezas e conflitos entre os povos originários e fazendeiros locais.
A operação ocorre em caráter “episódico e planejado”, conforme a portaria, e mantém a uma renovação da presença federal em uma região marcada por histórico de conflitos fundiários, disputas territoriais e episódios de violência envolvendo comunidades indígenas, produtores rurais e posseiros.
Criança indígena com agentes da Força Nacional | Fotos: Reprodução / GovBa / Radar News
Segundo o Ministério da Justiça, a operação funcionará com os seguintes pontos já pré-existentes na região no interior baiano:
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o apoio logístico ficará sob responsabilidade do órgão demandante, no caso a Funai;
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o contingente mobilizado será definido pela Diretoria da Força Nacional, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp);
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a atuação será feita em articulação com as forças de segurança da Bahia;
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a coordenação ficará a cargo da Polícia Federal.
A medida renova autorização anterior, publicada em outubro de 2025, mantendo a estratégia de presença continuada da União na região. O ministério explica que o objetivo é garantir a continuidade de atividades de proteção territorial e segurança institucional, além de prevenir escaladas de tensão nas áreas indígenas.
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Nos últimos anos, o extremo sul baiano tem registrado operações federais frequentes para conter invasões, ameaças a lideranças indígenas e conflitos relacionados à demarcação de terras. A portaria entrou em vigor na data da publicação sendo assinada pelo recém-indicado, o ministro baiano Wellington César Lima e Silva.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.