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Diretor-geral da PF nega que nova fase de operação vise pressionar Daniel Vorcaro

Por Redação

Diretor-geral da PF nega que nova fase de operação vise pressionar Daniel Vorcaro
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, negou publicamente nesta sexta-feira (8) que a nova fase da Operação Compliance Zero tenha como objetivo pressionar o banqueiro Daniel Vorcaro a ampliar o escopo de sua delação premiada. 

 

Essa declaração foi feita durante a cerimônia de formação de 640 novos agentes na Academia Nacional de Polícia (ANP) em coletiva de imprensa capturada pelo portal Metrópoles. 

 

“Isso não faz parte da estratégia, da investigação, da questão técnica e legal que a Polícia faz. Nós não fazemos nenhuma ação pensando em pressionar para obter outro resultado”, diz Rodrigues ao comentar a fase deflagrada na última quinta-feira (7).


Ao ser questionado sobre uma eventual negativa da instituição em relação ao acordo de colaboração de Vorcaro, o diretor-geral afirmou desconhecer os termos específicos que tramitam sob sigilo, mas ressaltou o rigor do processo. 

 

Segundo o delegado, a delação deve cumprir requisitos técnicos para ser aceita pela PF ou pelo Ministério Público Federal e, posteriormente, homologada pelo Poder Judiciário. “Se não atender esses requisitos, se ela não é validada, o processo segue o seu curso. Isso é um direito do investigado, do réu”, pontuou.

 


Rodrigues evitou detalhar as diligências em virtude do sigilo judicial, embora tenha destacado que trechos da decisão já foram tornados públicos. Ele caracterizou a operação como parte do esforço de combate ao "andar de cima" do crime organizado, afirmando que a PF continuará a análise de provas e o encaminhamento de conclusões ao Judiciário.

 

Na quinta-feira (7), a quinta fase da Compliance Zero cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador e presidente do Partido Progressistas (PP), Ciro Nogueira, e efetuou a prisão de um primo de Daniel Vorcaro.

 

O inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF), apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos contra o Sistema Financeiro Nacional no contexto do "caso Master".

 

Durante o evento, o diretor-geral também abordou a situação de cerca de 150 policiais federais que estão cedidos a outros órgãos estaduais e federais. Rodrigues informou que a corporação realizará uma avaliação individual para decidir sobre a permanência desses servidores em funções externas.

 

 “Temos colegas que são secretários de segurança pública e cumprem papel importante no combate ao crime organizado. Vamos analisar caso a caso”, conclui o diretor.