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O governador Jerônimo Rodrigues iniciou uma agenda em Brasília nesta quarta-feira (4) para negociar novos investimentos federais para a Bahia. A programação inclui reuniões em oito ministérios e busca aproveitar recursos que ainda podem ser remanejados no fim do exercício financeiro.
“A estratégia é essa: fazer a articulação em Brasília, negociando na mesa diretamente com os ministros, para aproveitar a oportunidade de conseguir esses investimentos adicionais”, explicou o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola.
Acompanhado de seis secretários, Jerônimo passou nesta quarta pelos ministérios dos Transportes, Educação, Integração e Desenvolvimento Regional, Defesa, Portos e Aeroportos e Saúde. Entre os compromissos, o governador assinou no Ministério dos Portos e Aeroportos um convênio para a estruturação da Via Navegável do Rio São Francisco.
“Nós hoje transportamos grãos, frutas e algodão por rodovias. A estruturação de uma hidrovia abre novas possibilidades para o escoamento da produção baiana”, explicou Jerônimo.
A proposta é ampliar as alternativas para o transporte da produção baiana. Nesta quinta-feira (5), a agenda prevê reuniões na Casa Civil e no Ministério das Cidades. A comitiva é formada pelos secretários Eracy Lafuente (Casa Civil), Saulo Pontes (Infraestrutura), Roberta Santana (Saúde), Marcius Gomes (Educação), Adolpho Loyola (Relações Institucionais) e Luciano Suedde (Comunicação Social).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca para São Paulo nesta terça-feira (3), onde passará por uma avaliação médica. A expectativa é de que o deslocamento ocorra durante a tarde. De acordo com interlocutores do presidente ouvidos pelo veículo, os procedimentos são exames de rotina. A avaliação ocorre após o período de intensa agenda durante a campanha eleitoral e também tem como objetivo preparar Lula para os compromissos internacionais previstos para a próxima semana, na Turquia e nas Filipinas.
A previsão é de que o presidente permaneça na capital paulista durante a noite e retorne a Brasília na quarta-feira (4). Antes de deixar a capital federal, Lula recebeu, no fim da manhã desta terça-feira, o senador e ex-ministro Camilo Santana (PT-CE), em reunião no Palácio da Alvorada. As informações foram confirmadas pelo portal Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha.
O parlamentar é apontado como um dos nomes cotados para ocupar um cargo de destaque no próximo governo. Entre as possibilidades discutidas está o comando da Casa Civil. Durante o feriado de Finados, Lula permaneceu em Brasília e descansou com familiares na Granja do Torto, residência oficial de campo da Presidência da República.
O empresário Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que entrou na sociedade do banco a convite do próprio Vorcaro, entre o fim de 2018 e o início de 2019, para comandar a área de crédito consignado, modalidade de empréstimo com parcelas descontadas direto do salário. Segundo Lima, Vorcaro disse que precisava dele como sócio por causa da reputação que tinha no mercado.
“Eu era prestador de serviço do banco. Quando chega o final de 2018 e o início de 2019, Daniel me procura e diz: ‘Preciso que você entre de sócio comigo no banco. O produto tem dado certo. Você é uma pessoa que tem reputação, e preciso de você como sócio”’, relatou o empresário.
Lima também contou que Vorcaro o avisou que a entrada no banco traria desgaste.
“‘Você vai sofrer uma série de ataques, mas vou estar sempre do seu lado’, disse. Nesse momento, eu sou aprovado pelo Banco Central. Eu entro no banco para tocar essa área de consignação como sócio”, disse.
Para a Polícia Federal (PF), Augusto Lima integrava o núcleo executivo e financeiro do esquema investigado. Ele foi indiciado por suspeita de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação apura fraudes na venda de carteiras de crédito do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB).
A defesa do empresário rejeita as conclusões do relatório da PF e afirma que ele não participou, direta ou indiretamente, das fraudes investigadas.
A defesa de Daniel Vorcaro entregou nesta quinta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma perícia particular realizada no aparelho celular do ex-banqueiro, que foi apreendido pela Polícia Federal (PF) no dia 17 de novembro de 2025.
O laudo apresentado concluiu que centenas de arquivos foram criados e modificados após a apreensão do aparelho, que é a principal prova das relações de Vorcaro com políticos e das supostas irregularidades financeiras no Banco Regional de Brasília (BRB).
De acordo com o documento, 657 arquivos que estavam no celular foram modificados e 436 criados. As informações são da Agência Brasil
Para os advogados de Vorcaro, a perícia demonstra que não é possível verificar a integralidade do conteúdo do celular apreendido e avaliar o alcance das alterações nos arquivos.
"É estarrecedor que o perito tenha identificado que centenas de arquivos do celular apresentem registros de modificação quando já estavam sob custódia da Polícia Federal e do Estado", declarou a defesa.
Diante das conclusões periciais, a defesa pediu ao Supremo que a PF entregue os dados originais do celular para verificação e ressaltou que a soltura do ex-banqueiro é obrigatória após as revelações do laudo particular.
"É inconcebível que Daniel Vorcaro esteja custodiado há mais oito meses, com a liberdade restringida há quase um ano, sem que haja contra ele qualquer acusação formal ou perspectiva de processo, o que torna sua soltura urgente, necessária e obrigatória", afirmou a defesa.
Segundo o pedido, o registro de modificaça?o, isoladamente, na?o permite concluir que a alteraça?o tenha sido realizada diretamente por uma pessoa. “Evidencia, contudo, que o estado do arquivo foi alterado enquanto o aparelho se encontrava sob custódia estatal”.
Vorcaro e mais 14 investigados na Operação Compliance foram indiciados pela PF nesta quarta-feira (28). De acorco com o relatório do indiciamento da Polícia Federal, o ex-banqueiro teve "participação pessoal, reiterada e diretiva" nas operações com carteiras de créditos irregulares do Banco Master qcausaramsam prejuízos ao BRB.
"Na condição de controlador do Banco Master, Vorcaro ocupava o centro decisório da estrutura examinada e era o principal beneficiário econômico das operações destinadas à obtenção de liquidez para a instituição", concluiu a PF.
Todos os investigados foram acusados dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Após o indiciamento, os advogados do ex-banqueiro negaram que as operações do BRB tenham causado prejuízo ao banco público.
Na avaliação dos advogados, um ano após o início das investigações, a PF se "limita a repetir a mesma narrativa" e não conseguiu avançar nas investigações.
"O negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído. As carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília. Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo", afirmou a defesa.
A Polícia Federal (PF) indiciou nesta quarta-feira (28) o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e mais 14 investigados pelas fraudes financeiras no Banco Regional de Brasília (BRB). As irregularidades foram investigadas na primeira fase da Operação Compliance Zero.
De acordo com relatório de indiciamentos, Vorcaro teve "participação pessoal, reiterada e diretiva" nas operações com carteiras de créditos irregulares do Banco Master que causam prejuízos ao BRB.
"Na condição de controlador do Banco Master, Vorcaro ocupava o centro decisório da estrutura examinada e era o principal beneficiário econômico das operações destinadas à obtenção de liquidez para a instituição", concluiu a PF.
Vorcaro foi preso em março deste ano e está custodiado no presídio da Papudinha, no Distrito Federal.
Além de Vorcaro, também estão na lista de indiciados o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e Augusto Lima, ex-sócio do Master. As informações são da Agência Brasil.
Todos os investigados foram acusados dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Prejuízo
De acordo com os investigadores da PF, o prejuízo já apurado é de aproximadamente R$ 2,7 bilhões. Parte das perdas foi provocada por carteiras de créditos inexistentes, que estavam em nome da Tirreno, empresa de fachada operada pelo Master, e que fez transações com o BRB.
"Há, portanto, aproximadamente R$ 2,7 bilhões em perdas já formalizadas e reconhecidas, não se tratando de estimativa abstrata ou de risco meramente eventual", afirmou a PF.
Após concluir a primeira parte da Operação Compliance Zero, os investigadores enviaram o relatório de indiciamentos à Procuradoria-Geral da República (PGR) e solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogação das investigações por mais 60 dias.
O prazo será utilizado para conclusão dos exames periciais que estão pendentes e apresentação de um relatório complementar de investigação.
Outro lado
Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro negou que as operações do BRB com a Tirreno tenham causado prejuízo ao banco público.
Na avaliação dos advogados, um ano após o início das investigações, a PF se "limita a repetir a mesma narrativa" e não conseguiu avançar nas investigações.
"O negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído. As carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília. Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo", afirmou a defesa.
A posse do presidente e do vice-presidente da República eleitos em 2026 será realizada em uma nova data: 5 de janeiro de 2027. Já os governadores e vice-governadores assumirão os cargos no dia 6 de janeiro.
A alteração no calendário foi estabelecida pela Emenda Constitucional 111, promulgada em 2021, com o objetivo de permitir que os governadores recém-eleitos possam participar da solenidade federal em Brasília, o que frequentemente era inviabilizado pela coincidência de datas. Desde a Constituição de 1988, as posses ocorriam tradicionalmente em 1º de janeiro, sucedendo datas históricas como 15 de março, durante o regime militar, e 15 de novembro, na Primeira República.
O rito da posse presidencial é dividida em etapas ao longo da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A programação tem início com o desfile do presidente eleito desde a Catedral Metropolitana até o Congresso Nacional, feito quase sempre a bordo do clássico Rolls-Royce Silver Wraith 1952. O veículo, encomendado durante o segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954), já transportou figuras históricas como a Rainha Elizabeth II e o francês Charles de Gaulle.
No Plenário da Câmara dos Deputados, os eleitos são recebidos pelas cúpulas do Legislativo, prestam o compromisso constitucional e o novo presidente faz seu primeiro discurso voltado à nação e aos parlamentares. Como curiosidade, o recorde de pronunciamento mais extenso nesta etapa, desde a redemocratização, pertence a Fernando Collor de Mello, que falou por cerca de 55 minutos ininterruptos ao assumir em 1990.
O juramento prestado pelo presidente e pelo vice-presidente do Brasil ao assumirem os cargos é estabelecido pelo artigo 78 da Constituição Federal. Diante do Congresso Nacional, eles devem proferir o seguinte compromisso oficial: "Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil".
Na sequência, o chefe do Executivo segue para o Palácio do Planalto, onde sobe a rampa e recebe a Faixa Presidencial. O adereço, bordado com fios de ouro e diamantes, foi instituído em 1910 por Hermes da Fonseca. Embora a passagem da faixa pelo antecessor seja o ponto alto da cerimônia, ela não é obrigatória, e a história coleciona recusas motivadas por atritos políticos: João Figueiredo não a entregou a José Sarney em 1985 e Jair Bolsonaro, ausente na posse de Lula em 2023, fez com que o item fosse entregue por representantes da sociedade civil. Após discursar ao povo no parlatório e empossar ministros, a agenda é coroada à noite com uma recepção de gala no Palácio do Itamaraty para as autoridades estrangeiras.
Enquanto o Executivo estreia um novo calendário, a posse no Legislativo permanece inalterada. Deputados federais e senadores eleitos continuarão a assumir seus mandatos em 1º de fevereiro, durante reuniões preparatórias realizadas sem discursos nos plenários da Câmara e do Senado. Na ocasião, além do compromisso regimental, são realizadas as eleições das Mesas Diretoras para a condução dos trabalhos por dois anos. No Senado, a escolha do presidente ocorre por votação secreta em urna e exige maioria absoluta de 41 votos, seguindo um procedimento de chamada que respeita a ordem histórica de criação dos estados brasileiros.
Finalizado o segundo turno das eleições presidenciais, as atenções se voltam, em Brasília, à atuação dos três poderes e as negociações para pautas que não foram concluídas antes do período eleitoral. Uma dessas pautas é a PEC da Segurança Pública, que teve sua votação adiada no plenário do Senado devido à falta de entendimento entre governo e oposição sobre a questão da redução da maioridade penal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito com mais de 64 milhões de votos, retorna a Brasília e terá nesta terça-feira (27) a comemoração do seu aniversário de 81 anos. Ainda não se sabe se Lula já retomará suas atividades nesta semana ou se descansará da disputa eleitoral.
No Judiciário, o destaque é o eventual pedido de anulação do segundo turno das eleições, prometido pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL). Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entretanto, disseram reservadamente a jornalistas que essa iniciativa não tem chance de prosperar.
Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula não tem compromissos marcados em sua agenda oficial nesta segunda-feira (26). Lula deve voltar de São Paulo para Brasília ainda hoje.
A Secretaria de Comunicação da Presidência da República ainda não divulgou a agenda de Lula para esta semana. Também não relatou se haverá alguma comemoração pelo aniversário do presidente Lula, que completa 81 anos nesta terça (27).
Na agenda da divulgação de indicadores da economia, o destaque da semana é a apresentação dos números da Pnad Contínua do IBGE sobre a situação do emprego no Brasil. O IBGE apresentará seu estudo na próxima sexta (30), com os números da ocupação e do desemprego no trimestre encerrado em setembro deste ano.
PODER LEGISLATIVO
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não definiram o calendário de sessões plenárias nesta semana. Os dois presidentes devem se reunir com os líderes partidários para acertar os projetos a serem votados nos próximos dias.
Alcolumbre e Motta deram uma declaração conjunta na noite deste domingo (25), para reconhecer a vitória do presidente Lula no segundo turno das eleições e defender a pacificação do país após a disputa. Em declaração na residência oficial do Senado, Davi destacou o respeito à decisão dos eleitores e afirmou que o Congresso Nacional estará à disposição para atender às demandas da sociedade brasileira.
“Hoje nós estamos aqui, o Poder Legislativo brasileiro, o presidente da Câmara e o presidente do Senado, reconhecendo a decisão livre e soberana do povo brasileiro, sufragada nas urnas eletrônicas, que completam 30 anos e que são um patrimônio do Brasil que nós precisamos exaltar”, afirmou o senador.
O presidente do Senado revelou que, logo após a confirmação do resultado, ele e Hugo Motta telefonaram para Lula e para o vice-presidente Geraldo Alckmin para cumprimentá-los pela vitória e desejar sucesso no novo mandato. Na fala à imprensa, os presidentes das duas Casas reafirmaram o compromisso do parlamento com as demandas apresentadas pela sociedade durante o processo eleitoral.
Hugo Motta ainda disse que a reeleição de Lula abre uma nova oportunidade para conciliar o país, marcado pela divisão política e pela radicalização. Ele também defendeu o diálogo entre os Poderes e disse que o Congresso estará pronto para apoiar pautas consideradas necessárias para a população brasileira.
“Temos um Brasil dividido e radicalizado e, com a vitória de hoje, o presidente Lula tem uma nova oportunidade de conciliar o país, de olhar para frente e governar para todos”, afirmou o presidente da Câmara.
PODER JUDICIÁRIO
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, agendou uma semana de poucos temas a serem debatidos no plenário, nas sessões de quarta (28) e quinta (29). Uma das ações que serão debatidos pelos ministros será a RE 1384562, que trata da possibilidade de instituição de alíquotas progressivas para as contribuições previdenciárias dos servidores públicos federais, nos parâmetros da Reforma da Previdência de 2019 (Emenda Constitucional EC 103/2019).
O recurso diz respeito a decisão da 5ª Turma Recursal Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul que condenou a União a restituir a uma servidora federal os valores descontados em decorrência da aplicação das alíquotas progressivas, previstas nos incisos V a VIII do parágrafo 1º do artigo 11 da EC 103/2019.
De forma incidental, o colegiado declarou inconstitucionais os dispositivos, por considerar que a sistemática de tributação progressiva viola o princípio da isonomia e é confiscatória. De acordo com a decisão, a tributação deve se limitar à alíquota de 14%. No STF, a União argumenta que não há impedimento constitucional à progressividade e ao aumento da alíquota, desde que se observem os princípios da legalidade, da anterioridade, da isonomia, da capacidade contributiva e do não confisco.
Outro tema previdenciário na pauta é a ADI 6336, que questiona a regra da Reforma da Previdência de 2019 que revogou a isenção parcial da contribuição previdenciária sobre proventos de aposentadoria de servidores acometidos por doenças graves e incapacitantes.
De acordo com a regra revogada pela Emenda Constitucional 103/2019, a contribuição para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do servidor nessa condição incidia apenas sobre as parcelas de aposentadoria e de pensão que superassem o dobro do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). A nova regra limita a isenção ao teto do RGPS.
A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), autora da ação, argumenta que o tratamento idêntico a aposentados saudáveis e aos que têm doenças incapacitantes viola os princípios constitucionais da isonomia e da dignidade da pessoa humana na efetivação do direito fundamental à aposentadoria. A Anamatra também alega que a regra original não poderia ser revogada porque efetivava direitos fundamentais dos servidores na Constituição Federal.
A Advocacia-Geral da União (AGU), por sua vez, defende que a reforma visou dar sustentabilidade aos regimes próprios de servidores e que não houve a supressão total da imunidade para aposentados e pensionistas nessa condição, mas a redução da imunidade estendida.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a extensão do horário de votação até as 19h, em todo o Brasil, neste domingo (25). A decisão ocorre após relatos de problemas no transporte de eleitores em diferentes estados. O pedido foi apresentado pela campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apontou dificuldades na circulação de ônibus em estados como Bahia, Piauí, São Paulo, Alagoas, Paraíba, Pará e Rio de Janeiro.
Na solicitação encaminhada ao STF, a campanha pediu a prorrogação do encerramento da votação por duas horas, com horário unificado em todo o território nacional. “A prorrogação, por duas horas, até as 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções eleitorais do País, com comunicação imediata aos Tribunais Regionais Eleitorais, aos juízos eleitorais e às mesas receptoras”, diz o pedido apresentado pela campanha.
Momentos antes da decisão do ministro Cristiano Zanin, ministros do Tribuno Superior Eleitoral diziam reservadamente à imprensa que seria pouco provável a chance de o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, atender a todos os pedidos de prorrogração de tempo dos estados. Esses ministros disseram que, internamente, havia a impressão de que o presidente do TSE atenderia apenas alguns estados, como a Bahia, um dos mais prejudicados.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, defendeu neste domingo (25) o respeito à vontade dos eleitores e ao resultado do segundo turno das eleições presidenciais. Após votar na Asa Sul, em Brasília, ele afirmou que o país precisa de estabilidade para enfrentar os desafios a partir do dia seguinte à votação.
Fachin destacou que o poder em uma democracia emana da população e que as escolhas feitas nas urnas devem ser respeitadas, independentemente do resultado. O ministro também pediu paz e tranquilidade no período posterior à eleição.
Durante a semana, o presidente do STF já havia ressaltado que a democracia exige respeito às regras eleitorais inclusive por parte de quem perde a disputa.
Mais de 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste segundo turno, que também define governadores em cinco estados e no Distrito Federal.
O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi denunciado por dividir endereços, voos e parcerias comerciais com seu advogado Willer Tomaz. Ambos teriam uma sociedade indireta e estreitaram laços entre suas famílias, conforme informações da Folha de S.Paulo.
A publicação chega após Flávio estar no centro de uma investigação da Polícia Federal (PF) por lavagem de dinheiro com bets. De acordo com a Folha, em cerca de 20 anos, Willer passou de dono de uma loja de computador em Taguatinga, cidade-satélite de Brasília em 1999, para um empreendedor em série, com empresas de radiodifusão, escritório especializado em precatórios, mineração, turismo, apostas online e sociedades com senadores, como Dr. Hiran (PP-RR) e Lobão Filho (MDB-MA).
Flávio se aproximou do advogado em 2019 quando Willer defendeu o ex-ministro do turismo de Jair Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio em uma denúncia por uso de candidaturas laranjas. Já na CPI da Covid-19-19 em 2021, aparece a primeira gravação em que Flávio chama o advogado de amigo. No ano de 2020, Flávio Bolsonaro visitou pela primeira vez uma ilha que, desde 2022, tem seus direitos de posse cedidos à WT Administração, empresa de gestão de ativos imobiliários de Willer.
O imóvel em questão tem avaliação de R$ 10 milhões e está no centro de uma disputa judicial entre Willer e o jogador Richarlison. Flávio é testemunha neste processo a favor do advogado. O atleta diz que comprou o imóvel em 2020, antes de o endereço entrar no alvo de investidas jurídicas de Tomaz.
Já em 2022, uma liminar consolidou o entendimento que o direito de uso do espaço era de Willer. Vizinhos da residência e o jogador Richarlison, contudo, dizem que é Flávio quem mais frequenta o local. Até o momento a ligação mais direta entre o senador e o advogado até agora, de acordo com a PF, foi a presença de Flávio como usuário master da conta bancária de pessoa jurídica da Alcazar Holdings. A empresa de Willer é registrada na Ilha da Madeira.
A Polícia Federa (PF) encontrou uma sala oculta em um hangar no Aeroporto de Brasília utilizado por empresas de transporte aéreo do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O local tinha prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro, mas os agentes não encontraram cédulas durante a inspeção.
A existência do espaço foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela TV Globo. Segundo as informações divulgadas, a PF chegou à sala em agosto, após receber uma denúncia anônima sobre a estrutura escondida atrás de um painel de madeira, com uma porta aparentemente blindada.
Em nota, a defesa de Tomaz confirmou a existência da chamada “sala-cofre” e afirmou que o ambiente é utilizado para atender empresas de transporte de valores que são clientes das companhias de aviação do advogado. Os representantes negaram qualquer irregularidade e classificaram como “fantasiosa” a suspeita de que o espaço serviria para guardar ou contar dinheiro ilícito.
A busca ocorreu no âmbito da operação Sem Desconto, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Tomaz foi um dos alvos da investigação. Na residência dele, os agentes também encontraram uma máquina de contar dinheiro e apreenderam quatro aeronaves vinculadas às suas empresas.
Além desse caso, o advogado e Flávio Bolsonaro são investigados em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Durante a investigação, a Polícia Federal identificou e-mails que indicariam o cadastro de Flávio como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa de propriedade de Tomaz.
O caso foi encaminhado ao STF em razão do foro especial do senador e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são amigos e já afirmaram não manter negócios em conjunto.
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição em que solicita a abertura de uma investigação para apurar o vazamento de conversas privadas que integram os autos do caso Master. O documento foi endereçado diretamente ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
Na petição, os advogados sustentam que o investigado vem sofrendo um “processo de linchamento público” provocado pela exposição de detalhes de sua vida íntima e de conversas mantidas com seus advogados. De acordo com a defesa, os diálogos tornaram-se públicos sem qualquer validação sobre sua veracidade, idoneidade ou a forma como foram obtidos, o que classificam como um episódio sem precedentes na história do país.
Os defensores alegam ainda que os trechos vazados não podem ser utilizados para embasar novas apurações ou investigações contra o ex-banqueiro. Segundo a equipe jurídica, a única medida legal cabível diante do vazamento é a instauração de um inquérito policial para identificar e responsabilizar criminalmente os envolvidos.
Daniel Vorcaro foi preso em março e permanece custodiado no presídio da Papuda, no Distrito Federal. Ele é um dos alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A investigação apura supostas fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) solicitou ao Ministério Público Eleitoral (MPE) a abertura de uma investigação sobre o uso de uma van com o logotipo do Ministério da Educação (MEC) no transporte de estudantes. Os jovens participaram da gravação de um vídeo para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília.
O episódio foi revelado pela Folha de S. Paulo, que filmou o momento em que os estudantes embarcaram no veículo após gravarem ao lado de Lula no comitê eleitoral. Na representação, a parlamentar aponta possível uso da máquina pública em benefício eleitoral e cobra apuração por conduta vedada e abuso de poder político.
No material divulgado nas redes sociais, o presidente aparece ao lado do grupo para anunciar a promessa do programa Pé-de-Meia Universitário, prevendo um benefício mensal de R$ 700 a alunos do ensino superior.
Entre os questionamentos encaminhados ao MPE, Damares cobra esclarecimentos sobre a existência de contrato ativo entre o veículo e o MEC, quem autorizou a utilização e se houve aplicação de verbas públicas. A senadora solicita ainda notas fiscais, comprovantes de pagamento e a checagem do gasto na prestação de contas oficial da campanha.
A assessoria da campanha petista informou que o veículo não prestava serviços ao ministério naquele horário. A equipe declarou que a empresa BS Transportes e Serviços foi contratada por Matheus das Neves Almeida Sciotta e Souza especificamente para o deslocamento dos participantes da atividade política.
Damares contestou a explicação enviada à imprensa. Em trecho da representação, a parlamentar afirma que "não se pode admitir que a simples apresentação de uma contratação particular seja suficiente para afastar o escrutínio sobre eventual utilização de recursos públicos em atividade eleitoral".
O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decidiu permanecer em Brasília durante todo o final de semana para se dedicar exclusivamente à preparação do primeiro debate presidencial do segundo turno, promovido pela Rede Bandeirantes. O evento ocorre na noite deste domingo (18).
As informações foram confirmadas pelo Metropoles, o encontro marcará o primeiro confronto direto entre Lula e o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro, ao longo desta campanha eleitoral, uma vez que ambos os postulantes ausentaram-se dos debates promovidos durante o primeiro turno.
Parte do teto do corredor que liga o edifício principal da Câmara dos Deputados ao Anexo II desabou em Brasília, na madrugada desta quarta-feira (14). O desabamento ocorreu no lugar conhecido como Túnel do Tempo do Congresso Nacional.
Confira em vídeo:
?? Parte de teto do Túnel da Câmara dos Deputados desaba em Brasília ???? Metrópoles Confira ?? https://t.co/DN3AZ3k9jD
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 14, 2026
O local foi interditado para manutenção depois do incidente, conforme divulgou a Câmara por meio de nota.
"Para facilitar o acesso, o fluxo de pessoas na Chapelaria estará liberado para todos os públicos nesta quarta-feira", diz a nota.
Uma equipe de engenharia esteve no local, mas não detectou nenhum dano na estrutura nem a motivação do ocorrido.
"Durante a manutenção, o corredor ficará interditado e a circulação entre o edifício principal e o Anexo II deverá ser feita pela área externa."
Não houve feridos após o incidente.
Manno Góes republicou em seu Instagram uma homenagem feita a Netinho pela conta oficial da banda Jammil e Uma Noites. A relação entre os dois artistas foi marcada por uma parceria musical que se transformou em uma disputa judicial e ideológica em 2021.
“A banda JAMMIL se solidariza com os fãs e amigos do cantor Netinho, que deixa um legado inegável na história da música baiana”, diz o storie feito pela banda e republicado por Manno Góes, que não acrescentou nenhuma mensagem própria.
Manno Góes foi responsável, junto com Tuca Fernandes, por compor a canção “Milla”, maior hit da carreira solo de Netinho, que foi lançada em 1996 no álbum “Netinho Ao Vivo”. A inspiração por trás da letra veio de um amor de verão vivido por Góes na Ilha de Itaparica.
A parceria entre os dois artistas tomou um novo rumo em 2021, quando Netinho interpretou a música durante uma manifestação política de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro em São Paulo. Manno repudiou publicamente a associação da música, descrita por ele como “leve e lúdica”, com ato de cunho “político, antidemocrático ou de extrema direita”. O baixista da banda Jammil declarou que não autorizou o uso da sua música com aquele propósito e acionou a Justiça, solicitando a retirada de vídeos da internet que vinculavam a canção a esse tipo de manifestação, o que gerou um grande atrito público entre os dois.
Em janeiro de 2023, Netinho apoiou os atos de vandalismo que aconteceram no dia 8 de janeiro em Brasília, o que fez com que Manno Góes voltasse a criticá-lo publicamente, chamando o ex-vocalista da Banda Beijo de “criminoso” em suas redes sociais. Os dois continuaram afastados até o falecimento do cantor.
A assessoria de imprensa do cantor Luan Santana negou um aceno político do artista durante um show realizado no último final de semana, em Brasília. Na ocasião, o sertanejo foi filmado por fãs em um momento do show fazendo a letra L com a mão.
Além do gesto, o artista deu uma declaração antes de levantar os dedos, o que foi lido pelo público do evento e pelos internautas nas redes sociais como uma referência política e um apoio ao presidente Lula, que tenta a reeleição.
?? Luan Santana surpreende o público de show em Brasília ao fazer o "L": "Que o nosso Brasil esteja em boas mãos nos próximos tempos". https://t.co/hNwLR4jnwX
— POPTime (@poptime) October 11, 2026
“Acreditem nos seus sonhos. Sempre com Deus na frente de tudo e de todos. Que o nosso país esteja em boas mãos nos próximos meses,” disse o artista.
Após a repercussão do momento, a equipe de Luan se pronunciou nas redes sociais afirmando que o gesto feito pelo artista é algo referente a ele e não ao político.
"O cantor Luan Santana não se manifesta politicamente. O gesto em questão é um hábito do artista, adotado desde o início da carreira, sem qualquer conotação político-partidária", afirmou a equipe.

Os representantes ainda reforçaram que toda associação do cantor a algum partido político não correspondia à realidade dele. "Dessa forma, qualquer tentativa de associar ou vincular a imagem do artista a partidos políticos ou posicionamentos partidários não corresponde à realidade", concluiu.
O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (7) que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), subirá a rampa do Palácio do Planalto e colocará a faixa presidencial nele caso seja vitorioso no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Ele [Jair Bolsonaro] vai subir aquela rampa junto com a gente e vai colocar a faixa no filho dele", diz Flávio durante encontro promovido em Brasília. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
A declaração ocorreu durante a primeira reunião conjunta de Flávio e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, com os parlamentares e governadores eleitos pela legenda. A sigla conquistou 121 cadeiras na Câmara dos Deputados e 19 no Senado Federal, alcançando a bancada de 28 senadores ao considerar os parlamentares em meio de mandato.
Em discurso direcionado aos aliados, Flávio ironizou as estratégias adotadas pela campanha adversária no ambiente digital e defendeu o peso da articulação política tradicional na busca por votos. As aspas foram confirmadas pelo jornal Estado de S.Paulo.
"O Brasil realmente virou de verdade, mas a gente precisa dar continuidade a isso. A gente vai ganhar a eleição, como sempre falei, desde o primeiro dia, é pela política. Quem tem voto no Brasil é a gente. Não é artista, famosinho, não é influencer. É deputado, senador, governador. E a gente que já passou pelo crivo das urnas algumas vezes sabe o que é manter a credibilidade, buscar aumentar a votação", relata o candidato.
Ao lado de Flávio, a senadora eleita pelo Distrito Federal e ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) discursou sobre o cotidiano ao lado do marido e destacou que o desejo de Jair Bolsonaro é retornar à militância pública.
"Para o meu marido, não é engano para ninguém que, se a gente não estiver ao lado dele, ele é uma ameaça para ele mesmo. Ele [sozinho] não toma medicação, não se alimenta, não faz as atividades. Tive que conciliar [a campanha] com o cuidado com ele. A prioridade, eu sempre falei, é ele estar bem. Esse é um momento difícil (...) para um homem que foi tirado da tomada não é fácil. Ele é um siri na lata. O anseio dele é estar nas ruas, é o que a gente faz, é o que nos move", disse Michelle.
Uma das novidades na política do Distrito Federal que sai das urnas de 2026 é o bisneto do ex-presidente Juscelino Kubitschek, o jovem André Kubitschek. Filiado ao PL, André se elegeu como deputado distrital do DF com mais de 23 mil votos, derrotando até mesmo outros nomes do seu partido.
Aos 32 anos, André Kubitschek conquistou o primeiro mandato eletivo de sua carreira política após deixar o PSD, partido dirigido em Brasília por seu pai, o ex-senador Paulo Octávio. O jovem político se filiou ao PL no último dia do prazo final dado pela Justiça Eleitoral, em 3 de abril.
André Kubitschek chegou ao PL tratado como “joia” da política pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto. A solenidade de posse do bisneto do ex-presidente da República contou também com a participação da governadora do DF, Celina Leão (PP), e da presidente regional da sigla, deputada federal Bia Kicis, eleita agora para o Senado Federal.
Filho de Anna Christina Kubitschek Pereira, neta de JK, André Kubitschek é conselheiro no museu Memorial JK e concorreu a deputado federal em 2022. Foi o primeiro titular da Secretaria da Juventude do Distrito Federal, criada em 2025 pelo então governador Ibaneis Rocha.
O mais novo deputado distrital do DF se tornou o herdeiro político do ex-presidente Juscelino Kubitschek, já que nenhum membro da família seguiu na política. A filha de JK e de Dona Sarah, Márcia Kubitschek, chegou a ser deputada federal e vice-governadora do Distrito Federal, mas faleceu em agosto do ano 2000, aos 56 anos, em decorrência de uma cirrose hepática.
A Bahia escolheu, neste domingo (4), os deputados e deputadas federais que vão representar o estado em Brasília pelos próximos quatro anos, na Câmara dos Deputados. A votação vale para o próximo mandato na Câmara, com início previsto para fevereiro de 2027.
Confira lista:
Federação União Progressista (PP/União Brasil)
- Sandro Filho (PP)
- Claudio Cajado (PP)
- Elmar Nascimento (União Brasil)
- Dal Barreto (União Brasil)
- Leur Lomanto Junior (União Brasil)
- Ditinho Avivip (União Brasil)
- Paulo Azi (União Brasil)
- Manuel Rocha (União Brasil)
PSD
- Antonio Brito
- Daniel Alencar
- Gabriel Nunes
- Sergio Brito
- Raimundo da Costa
- Charles Fernandes
MDB
- Ricardo Maia
Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV)
- Lucas Reis (PT)
- Ivoneide Caetano (PT)
- Jorge Solla (PT)
- Valmir Assunção (PT)
- Afonso Florence (PT)
- Maria Marighella (PT)
- Joseildo (PT)
- Daniel (PCdoB)
- Olivia Santana (PCdoB)
- Alice Portugal (PCdoB)
PSDB
- Carlos Muniz
- Adolfo Viana
Avante
- Pastor Sargento Isidório
- Neto Carletto
- Elmo Vaz
PSB
- Mario Negromonte Jr
Republicanos
- Diego Coronel
- Léo Prates
- Márcio Marinho
PDT
- Felix Mendona Jr.
PL
- Doutora Raissa Soares
- Roberta Roma
- Capitão Alden
- João Bacelar
Veja em números por partidos:
Depois de ter sido o deputado distrital mais votado nas eleições de 2022, Fábio Felix, do Psol, se consagrou como o campeão de votos para a Câmara dos Deputados neste domingo (4). Com 99,01% das urnas apuradas, Felix já tinha alcançado 222.181 votos, a maior votação entre os candidatos que disputaram uma das oito cadeiras destinadas ao DF na Câmara dos Deputados.
A diferença de votos entre Fábio Felix ele e o segundo candidato eleito para o Congresso pelo DF foi de mais de 100 mil votos. O segundo colocado, com 99,01% das urnas apuradas, é Rafael Prudente, do MDB, que teve 117.497 votos computados.
Aos 40 anos, Felix chega ao Congresso Nacional após dois mandatos como deputado distrital. Ele foi eleito pela primeira vez para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em 2018, com 10.955 votos, e reeleito em 2022, quando recebeu 51.792 votos, a maior votação já registrada até então para um candidato a deputado distrital no DF.
Assistente social, professor e servidor do sistema socioeducativo, Fábio Felix nasceu em Brasília e é formado em Serviço Social. Na CLDF, presidiu a Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa e se tornou uma das principais vozes da oposição ao governo do Distrito Federal.
Ao longo dos dois mandatos na Câmara Legislativa, Felix concentrou sua atuação em pautas relacionadas aos direitos humanos, população LGBTQIA+, combate ao racismo, mulheres, população em situação de rua, serviço público e meio ambiente. Também teve atuação na CPI do 8 de Janeiro instalada na CLDF.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, votou na manhã deste domingo (4), no primeiro turno das Eleições 2026, em Brasília. O magistrado registrou o voto por volta das 8h, no Lago Sul.
‘As eleições vão transcorrer na maior normalidade’, diz Nunes Marques, presidente do TSE, ao votar neste domingo (4). ?? #GloboNewsEleições – acompanhe a cobertura especial das #Eleições2026 na #GloboNews. https://t.co/xnXcXYgZBn
— GloboNews (@GloboNews) October 4, 2026
Nunes Marques chegou ao local antes da abertura das urnas e acompanhou a emissão da chamada zerésima. O documento é impresso antes do início da votação e demonstra que nenhum voto está registrado na urna eletrônica naquele momento.
Após votar, o presidente do TSE afirmou que as condições climáticas registradas em diferentes regiões do país estavam sendo acompanhadas pela Justiça Eleitoral.
“As questões climáticas estão administradas, tanto nos locais mais extremos, que é o norte do Brasil, e as chuvas que chegaram recentemente”, disse a jornalistas.
Neste domingo, 158.745.463 eleitores estão aptos a votar em todo o país. O número representa crescimento de aproximadamente 2,3 milhões de pessoas em relação às Eleições de 2022.
No primeiro turno, cada eleitor registra seis votos: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República. Caso seja necessário segundo turno para presidente ou governador, a votação será realizada no dia 25 de outubro.
NUNES MARQUES FEZ ALERTA CONTRA DESINFORMAÇÃO
Na noite de sábado (3), Nunes Marques fez pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão e pediu atenção dos eleitores às informações compartilhadas durante o período eleitoral.
“Em caso de dúvida, recorram aos canais oficiais da Justiça Eleitoral”, afirmou.
O ministro também recomendou a verificação de conteúdos antes do compartilhamento e defendeu a segurança das urnas eletrônicas, destacando os mecanismos de transparência e auditabilidade do sistema eleitoral.
Outra medida adotada neste pleito é o convite aos dois últimos eleitores aptos a votar em cada seção para acompanharem o encerramento dos trabalhos e os procedimentos realizados após o término da votação.
A votação para as eleições presidenciais teve início no exterior às 16h (horário de Brasília) de sábado (3), com a abertura das primeiras seções eleitorais nas cidades de Wellington e Auckland, na Nova Zelândia, devido ao fuso horário de 16 horas de diferença em relação a Brasília.
Ao todo, mais de 918 mil brasileiros estão aptos a votar no exterior, distribuídos por 186 cidades. Esse montante corresponde a cerca de 0,5% dos 158,7 milhões de eleitores do país. Os eleitores residentes fora do Brasil votam exclusivamente para o cargo de presidente da República, com seções instaladas nos países dos cinco continentes.
As seções de votação fora do país funcionam das 8h às 17h, respeitando o horário local de cada país. As últimas seções a encerrar a votação serão as localizadas no Canadá, que permanecem abertas até as 21h de domingo (4), pelo horário de Brasília. A maior parte das urnas opera em embaixadas e consulados do Brasil, embora também existam seções instaladas em prédios como escolas e hotéis.
A coordenação da votação no exterior é de responsabilidade do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Os eleitores cadastrados no exterior que não comparecerem podem justificar a ausência no aplicativo e-Título ou nas mesas receptoras de voto.
No Brasil, o horário de votação é alinhado ao horário oficial de Brasília, ajustando-se aos horários locais em relação aos fusos regionais.
Distrito Federal e maioria dos estados (como a Bahia): votação das 8h às 17h (horário local).
Fernando de Noronha: votação das 9h às 18h (horário local).
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e parte do Amazonas: votação das 7h às 16h (horário local).
Acre e restante do Amazonas: votação das 6h às 15h (horário local).
A embaixada da Austrália no Brasil anunciou que estará fechada nesta sexta-feira (2) motivada por preocupações com a segurança. A decisão foi comunicada pela representação diplomática após os Estados Unidos emitirem um alerta e suspenderem, na quinta-feira (1º), o atendimento presencial em sua embaixada na capital federal e nos consulados pelo país.
Em nota oficial publicada no portal do governo australiano, a representação aconselhou que seus cidadãos evitem a embaixada, os consulados e outras instalações diplomáticas norte-americanas no Brasil, bem como suas áreas adjacentes. O comunicado prévio dos EUA não havia detalhado os motivos específicos da suspensão dos serviços.
Confira em postagem:
Diante desse cenário, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que a Polícia Federal (PF) solicitou o reforço no policiamento da região do Setor de Embaixadas em Brasília. No comunicado dirigido a cidadãos australianos, a embaixada destacou a proximidade do pleito eleitoral no Brasil.
O texto relembra que o primeiro turno das eleições gerais ocorre no dia 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro e a cerimônia de posse presidencial agendada para 5 de janeiro de 2027 em Brasília. A nota pondera que podem ocorrer comícios políticos, manifestações e aumento das medidas de segurança antes, durante e depois das eleições.
Além das questões locais, a publicação menciona preocupações gerais relativas ao terrorismo global, alertando que ataques podem ocorrer em qualquer lugar e a qualquer momento, especialmente em locais públicos, áreas turísticas e pontos com grande aglomeração de pessoas.
A embaixada reiterou a recomendação de extrema cautela no território brasileiro em virtude da ameaça de crimes violentos. Para casos de assistência consular urgente, foram disponibilizados os contatos do Centro de Emergência Consular em Camberra: +61 2 6261 3305 (para ligações do exterior) e 1300 555 135 (para chamadas na Austrália).
Funcionários da Embaixada dos Estados Unidos foram dispensados do trabalho presencial nesta sexta-feira (2), após a representação diplomática ser alvo de uma ameaça. Embora o tipo específico de ameaça não tenha sido divulgado, um comunicado foi enviado por e-mail aos colaboradores orientando que todos cumprissem o expediente em regime de home office nesta sexta-feira.
Questionada sobre o episódio, a embaixada manifestou-se por meio de uma nota atribuída a um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA. O comunicado informou que “a administração Trump tem máxima prioridade à segurança e à proteção dos cidadãos americanos.
As Embaixadas e Consulados dos Estados Unidos no exterior utilizam regularmente o sistema de mensagens STEP, incluindo alertas, para informar os cidadãos americanos sobre ameaças, eventos e mudanças relevantes no contexto local“.
A nota concluiu ressaltando: “Estamos trabalhando em estreita cooperação com nossas contrapartes brasileiras para tratar de questões de segurança”. As informações foram confirmadas pelo portal Metrópoles.
Paralelamente, na mesma data, um homem tentou pular as grades em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Sem conseguir acessar as dependências do prédio, ele arremessou uma mochila sobre um ponto de ônibus próximo à Corte. A Polícia Judicial do STF acionou a Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) sob a suspeita de um artefato explosivo. O indivíduo, que aparentava estar em surto e apresentava falas desconexas, foi detido.
Em decorrência da ocorrência, trechos da Esplanada dos Ministérios foram interditados. As vias foram completamente fechadas por volta das 20h30, com o tráfego de veículos sendo desviado. No entanto, por volta das 21h50, após a deflagração da Operação Petardo, a PM-DF descartou a presença de explosivos na mochila, onde foram encontradas apenas peças de roupa.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) acionou o esquadrão antibomba na noite de quinta-feira (1) após um homem deixar uma mochila suspeita perto do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. O suspeito foi detido pelos policiais militares.
Os agentes estabeleceram um perímetro de segurança no local enquanto aguardavam a chegada da equipe especializada para análise da mochila. Duas faixas da Esplanada dos Ministérios foram fechadas enquanto o entorno era periciado.
O protocolo acionado, conhecido como Operação Petardo, é padrão em casos de suspeita de bomba, artefatos explosivos ou objetos deixados em locais públicos que apresentem risco à população.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), teria um acordo com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para utilizar a casa do banqueiro em Brasília. Mensagens divulgadas pela coluna da jornalista Natália Portinari, no Uol, nesta terça-feira (29), narram que Motta costumava utilizar o imóvel quando o banqueiro não estava na capital.
As mensagens foram extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular do ex-dono do Banco Master. Conforme os dados, a última visita registrada estava marcada justamente para a data em que Vorcaro foi preso no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, 17 de novembro de 2025. "À noite irei receber Hugo na casa", escreveu o funcionário que administrava o imóvel em mensagem para o banqueiro, à tarde.
Vorcaro respondeu: "Ok. Me avise sempre antes." O funcionário se desculpou: "na correria aqui acabei não avisando o Sr." Segundo o Uol, a casa fica no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, e era usada por Vorcaro para receber políticos e autoridades.
No histórico de mensagens, é possível mapear que o acordo teria sido discutido entre Motta e Vorcaro em maio de 2025, meses após o deputado assumir a presidência da Câmara. Na conversa, enviou ao deputado o contato do funcionário que cuidava do imóvel e escreveu: “Só avisa ele se prefere uma pessoa pra servir ou se não quer ninguém na casa na hora”.
Motta responde apenas: “Muito obrigado” e, segundo os registros, pede para usar o imóvel cerca de duas semanas depois. “Será que posso dar uma passada na casa hj pela hora do almoço? Mas só se vc não tiver compromisso lá”, diz o parlamentar.
Vorcaro respondeu que tinha um almoço e depois iria para o aeroporto e o presidente da Câmara disse que combinaria a chegada com o funcionário, para ser avisado quando o banqueiro saísse.
Depois desse acordo, as mensagens entre o dono do Master e o funcionário registram o histórico de ocasiões em que o empregado teria sido acionado para “receber Hugo” na casa. Há registros em 24 de junho, 28 de agosto, 5, 18 e 25 de setembro e 17 de novembro de 2025, dia da prisão.
Depois, não houve explicações sobre o que foi feito na casa. As mensagens não registram o motivo das visitas nem quem mais estava presente.
Ao Uol, o presidente da Câmara disse que não iria se manifestar.
Clubes e federações de futebol participam, nesta terça-feira (29), de uma reunião em Brasília para discutir os impactos da Medida Provisória que proibiu as bets no Brasil e alternativas para reduzir os efeitos financeiros sobre o futebol.
O encontro será realizado no Palácio do Planalto e deve contar com os ministros Dario Durigan, da Fazenda; Paulo Henrique Cordeiro, do Esporte; Bruno Moretti, do Planejamento; e Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem participação prevista.
Entre os assuntos em pauta está a possibilidade de criação de uma linha de crédito para auxiliar os clubes, especialmente na negociação de dívidas em atraso. As equipes defendem a utilização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com juros inferiores aos praticados pelo mercado.
O BNDES, porém, negou que exista uma operação em discussão. Em nota, o banco afirmou que “não participou de qualquer discussão ou debate externo ou interno sobre a possibilidade de financiar clubes de futebol. O Banco possui vedação estatutária para realizar financiamento para clubes. Portanto, não procede a informação de que o BNDES irá operar uma linha subsidiada para esse público”.
A discussão sobre o financiamento começou antes da medida que restringiu as bets, que nos últimos anos passaram a ocupar espaço significativo entre os principais patrocinadores do futebol brasileiro.
A CBF também participa das tratativas. O recém-implementado regulamento de Fair Play Financeiro é citado pelos clubes como um dos argumentos para a eventual concessão de crédito, sob a justificativa de que as equipes estão submetidas a regras de controle financeiro e governança.
A proposta em discussão poderia alcançar até R$ 20 bilhões e atender clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro.
Nesta segunda-feira (28), a Federação Paulista de Futebol reuniu clubes filiados para discutir o cenário. A entidade participa da articulação entre as equipes sobre o tema há aproximadamente um mês.
A 3ª Reunião Executiva dos Grupos Nacionais do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), dedicada à Segurança Pública, foi aberta nesta segunda-feira (21), em Brasília. O evento reuniu procuradores-gerais de Justiça, presidentes dos Grupos Nacionais e membros do Ministério Público de todo o Brasil.
A conferência magna de abertura foi realizada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Carlos Augusto Pires Brandão, integrante da Sexta Turma da Corte. O encontro foi presidido por Pedro Maia Souza Marques, presidente do CNPG e procurador-geral de Justiça da Bahia, com coordenação temática de Leonardo Quintans Coutinho, procurador-geral de Justiça da Paraíba.
Com o tema “O STJ como corte de precedentes e a rede colaborativa na segurança pública”, a palestra abordou a governança judicial penal e o papel das instituições na construção de estratégias para a segurança pública.
Em sua fala, Carlos Pires Brandão afirmou que o direito à paz e o garantismo penal não são conceitos opostos, mas fazem parte de um mesmo dever estatal de proteção.
“A paz não é antônimo de garantismo; ambos integram um mesmo sistema de proteção, cuja finalidade é assegurar a cada pessoa o direito de viver sem violência e sem coerção arbitrária, venha ela do agressor ou do próprio Estado”, declarou.
Durante a abertura, Pedro Maia Souza Marques destacou que a segurança pública está entre as principais preocupações da população brasileira e defendeu uma atuação integrada dos Ministérios Públicos no enfrentamento ao crime organizado.
“Quando se fala de segurança pública, especialmente neste momento que antecede as eleições, estamos falando do tema número um para toda a população, em todos os rincões do país”, afirmou.
Segundo Pedro Maia, o Ministério Público vive um momento de maior integração, com especialistas e lideranças de diferentes estados reunidos em torno de objetivos comuns. Ele afirmou que, desde 2026, o CNPG passou a adotar uma atuação mais transversal e coordenada na área de segurança pública.
O presidente do CNPG também citou iniciativas de modernização em andamento nos Ministérios Públicos, como novos sistemas tecnológicos, uso de inteligência artificial, capacitação de analistas, ampliação dos quadros de promotores e servidores e fortalecimento das atividades de inteligência.
Michelle Bolsonaro é internada em Brasília para tratar quadro de enxaqueca dois dias antes de debate
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foi internada nesta terça-feira (22) no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de um quadro de enxaqueca resistente aos cuidados realizados em casa. A internação acontece dois dias antes de um debate com candidatos ao Senado que será realizado pelo site Metrópoles.
"Michelle Bolsonaro deu entrada na data de hoje (22/09/2026), com quadro de enxaqueca refratária ao tratamento clínico ambulatorial iniciado há 2 meses. No momento, encontra-se em tratamento clínico especializado, sem previsão de alta hospitalar", afirmou a nota.
Esta é a segunda internação da ex-primeira-dama no mesmo hospital em pouco mais de um mês. Em agosto, Michelle passou pela unidade para realizar um bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos devido à persistência das dores de cabeça.
Recentemente, Michelle entrou em uma discussão pública com o candidato ao Senado Sebastião Coelho, do Novo. O desembargador aposentado acusou tanto Michelle Bolsonaro quanto a candidata do PL, Bia Kicis, de colocarem familiares como suplentes porque iriam se tornar futuramente ministras de um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).
Michelle Bolsonaro também declarou que a escolha do seu irmão como primeiro suplente da sua chapa teria partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e que a definição da segunda suplência também teria sido discutida estrategicamente com ele. A ex-primeira-dama negou ainda qualquer acordo para que deixe o Senado e assuma outra função no governo federal, caso seja eleita.
O candidato Sebastião Coelho, que já confirmou presença no debate que será promovido na próxima quinta (24) pelo site Metrópoles, vem subindo o tom contra as candidaturas de Michelle e Bia Kicis, e inclusive tem sido acusado nas redes sociais de estar “dividindo a direita” e com isso favorecendo a candidata Leila Barros (PDT), que apoia o presidente Lula.
O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, escolheu whiskies da marca escocesa Macallan para a virada de 2024 para 2025, em uma mansão no Lago Sul, em Brasília. A informação consta em um áudio da lobista Roberta Luchsinger obtido pelo Metrópoles, no qual ela encomenda bebidas para a comemoração.
A mensagem foi enviada em 19 de dezembro de 2024 a um fornecedor de bebidas de luxo. No áudio, Luchsinger afirma que ela e Lulinha passariam o Ano-Novo na capital porque o presidente também estaria em Brasília. “E whisky pode ser o Macallan, que o Fábio gosta”, disse Luchsinger ao fornecedor.
A encomenda incluiu uma garrafa de Macallan 15 anos, duas de Macallan 12 anos Sherry Oak e outras duas de Macallan Double Cask 12 anos. Os valores informados foram de R$ 1.699, R$ 899 e R$ 869 por unidade, respectivamente. O pedido também tinha 12 garrafas de champanhe Taittinger Brut Réserve, além de vinhos e outras bebidas.
Ao todo, a compra chegou a R$ 17.925 e foi paga por Pix pela RL Consultoria, empresa de Luchsinger, diretamente ao fornecedor. Lulinha é citado atualmente em 3 inquéritos no STF. Um deles apura suspeitas relacionadas a tráfico de influência no Ministério da Saúde envolvendo medicamentos derivados de maconha.
Outros dois tratam de pagamentos feitos por Luchsinger a pessoas do entorno de Lula e de uma possível atuação junto à Dataprev. Segundo a reportagem, ela teria custeado outros gastos de Lulinha, incluindo uma viagem à Finlândia com as respectivas famílias para acompanhar a aurora boreal.
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou, nesta segunda-feira (14), os procedimentos e diretrizes que conduzirão a sessão plenária extraordinária agendada para esta terça-feira (15). A Suprema Corte debaterá o conjunto de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Todos os pontos de entrada terão detectores de metais e equipamentos de raio X. Os participantes também passarão por procedimentos de inspeção antes de entrar no plenário.
Segundo comunicado, o acesso ao espaço será restrito a convidados previamente autorizados pelo Cerimonial. Os celulares deverão ser desligados e colocados em sacolas de segurança com lacre durante toda a sessão. Segundo o STF, quem romper o lacre dentro do plenário poderá ser retirado do local.
Toda a abertura dos trabalhos no STF está prevista para as 10h, com transmissão em tempo real pelos veículos oficiais do tribunal: TV Justiça, Rádio Justiça e o canal do Supremo no YouTube. A dinâmica do plenário seguirá o protocolo da Corte: após o início da sessão, os ministros farão a leitura e a votação da ata anterior, acompanhadas das saudações formais. Na sequência, o STF realizará o pregão do processo, ato formal que abre oficialmente o julgamento.
O supremo informou que a limitação de público ocorre devido à capacidade do espaço. Jornalistas credenciados não terão acesso ao plenário e poderão acompanhar a sessão de uma estrutura montada na marquise do prédio, com telões, cadeiras e mesas. O esquema de segurança foi organizado em conjunto pela Polícia Judicial, órgãos de segurança do Distrito Federal, Comando Militar do Planalto, Forças Armadas, GSI, Abin e demais instituições envolvidas.
RITO REGIMENTAL
Como presidente da Corte e relator do processo, função que assumiu no sábado (12) em substituição ao ministro André Mendonça, o presidente Edson Fachin abrirá a fase de debates com a leitura do relatório e a delimitação das teses a serem apreciadas pelo plenário.
Após a apresentação do relatório, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os advogados (em eventuais sustentações orais) poderão se manifestar. Concluídas as intervenções, Fachin proferirá o primeiro voto, seguido pelos demais ministros de acordo com a ordem regimental do STF. Caberá ao presidente proclamar o resultado final ao término da votação.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do PL, se distanciou de suas principais concorrentes a uma vaga de senadora pelo Distrito Federal. Foi o que revelou levantamento da Quaest divulgado nesta terça-feira (8).
A pesquisa mostra Michelle Bolsonaro na liderança da disputa pelas duas cadeiras ao Senado, com 26% das intenções de voto. Na segunda colocação aparece a atual senadora Leila Barros (PDT), com 17%.
Confira abaixo como está o cenário da disputa para o Senado no Distrito Federal:
Michelle Bolsonaro (PL) – 26%
Leila Barros (PDT) – 17%
Erika Kokay (PT) – 13%
Bia Kicis (PL) – 11%
Sebastião Coelho (Novo) – 2%
Professor Guilherme Amorim (UP) – 1%
Ronaldo Fonseca (PSD) – 1%
Zanata (PSTU) – 0%
Tiago (Agir) – 0%
Guto Felício dos Santos (PSDB) – 0%
Marley (Avante) – 0%
Avenir Rosa (Democrata) – 0%
David Horn (PCO) – 0%
Branco/nulo/não vai votar – 13%
indecisos – 16%
A Quaest também questionou seus entrevistados sobre a disputa para o governo do Distrito Federal. A atual governadora, Celina Leão (PP), que disputa a reeleição, se mantém à frente, com 35% das intenções de voto.
Confira abaixo o cenário de primeiro turno da Quaest no DF:
Celina Leão (PP) – 35%
Arruda (PSD) – 18%
Leandro Grass (PT) – 17%
Paula Belmonte (PSDB) – 4%
Cappelli (PSB) – 2%
Kiko Caputo (Novo) – 1%
Professora Samara Mineiro (UP) – 1%
Elisson (Agir) – 0%
Professor Robson (PSTU) – 0%
Expedito Mendonça (PCO) – 0%
Rico Pinheiro (PRTB) – 0%
Brancos/nulos – 7%
Indecisos – 15%
Os eleitores entrevistados pela Quaest ainda responderam sobre três cenários de disputas em segundo turno. Veja abaixo o resultado:
Celina Leão (PP) 47% x 30% Arruda (PSD)
Arruda (PSD) 41% x 28% Leandro Grass (PT)
Celina Leão (PP) 52% x 29% Leandro Grass (PT)
A pesquisa Quaest ouviu 1.104 eleitores no Distrito Federal, de 4 a 7 de setembro de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números BR-04442/2026 e DF-01987/2026.
Em uma cerimônia planejada para não causar problemas com a Justiça Eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na manhã desta segunda-feira (7), do tradicional desfile cívico-militar em comemoração ao Dia da Independência do Brasil. Sob o mote “A Força que Une o Brasil”, o evento contou também com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, e dos presidentes do STF, ministro Edson Fachin, do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta.
O desfile de 7 de setembro neste ano foi organizado sob três eixos temáticos: soberania nacional, combate à violência contra a mulher e a Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil no ano que vem. Os dois primeiros são pilares da campanha de Lula à reeleição.
O presidente Lula chegou ao evento na Esplanada dos Ministérios com a primeira-dama, Janja, por volta das 9h10, e foi recepcionado pelo ministro da Defesa, José Múcio, e pelos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica. Em seguida, Lula foi cumprimentar as autoridades da primeira fileira.
O público começou a chegar ao local antes das 6h30, em meio aos preparativos e ensaios dos participantes do desfile. As arquibancadas cobertas já estavam cheias minutos antes do evento ter início, e ficaram lotadas para o desfile.
O tempo ameno na capital federal, com céu bastante nublado, permitiu que centenas de pessoas acompanhassem as apresentações das Forças Armadas próximo às grades de segurança. A previsão de público na Esplanada é de 30 mil pessoas.
Na arquibancada mais próxima às autoridades, populares se manifestaram ao longo do desfile. Antes da chegada do presidente Lula, manifestantes fizeram um coro pelo fim da escala 6x1.
Já com a chegada do líder petista, populares gritaram seu nome e o bordão “olê-olê-olá, Lulá, Lulá”. Em alguns momentos, o presidente acenou e até fez um coração com as mãos.
Neste ano o desfile de 7 de Setembro em Brasília ano ocorreu sob o intuito do Palácio do Planalto de evitar possíveis complicações com a Justiça Eleitoral por conta do período de “defeso eleitoral”. De olho nisso, os integrantes do governo também evitaram utilizar cores, como o vermelho, para não dar argumentos à oposição sobre politização do ato. Janja, por exemplo, utilizou um vestido branco com um bordado azul.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que fará um pronunciamento neste domingo (6) às 20h30. Segundo o presidenciável, sua mensagem é direcionada à nação e teria relação com o 7 de setembro, a data oficial do Dia da Independência do Brasil, feriado nacional. A fala será transmitida nacionalmente na rádio e na televisão.
“Logo mais, às 20h30, farei um pronunciamento à nação. O 7 de Setembro é uma data para reafirmarmos a nossa soberania e celebrarmos a independência do Brasil", disse Lula em publicação compartilhada nas redes sociais. A transmissão terá cerca de 3 minutos e 40 segundos e foi autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa mensagem chega a um pouco menos de um mês para o primeiro turno das eleições gerais deste ano.
Para a data do 7 de setembro, o Presidente Lula participa das comemorações oficiais que acontecem em Brasília: O desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios. O evento deve começar às 9h.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou o senador Magno Malta (PL) por vias de fato após uma técnica de enfermagem afirmar ter sido atingida pelo parlamentar durante atendimento no Hospital DF Star, em Brasília, em abril deste ano. O caso tramita no 2º Juizado Especial Criminal. Segundo a denúncia, a profissional identificou extravasamento de contraste no braço do senador durante uma angiotomografia e informou que seria necessária uma compressa. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles, nesta quarta-feira (2).
Ainda conforme o MPDFT, quando a técnica se aproximou para ajudá-lo, Malta teria “desferido-lhe um forte tapa no rosto, chegando a entortar seus óculos”. A vítima relatou dor e vermelhidão na face, além de danos ao acessório. O Ministério Público pediu que o senador seja condenado a reparar os danos materiais e morais provocados à profissional, em valor a ser definido pela Justiça.
Antes da denúncia, o MPDFT havia oferecido a Malta um acordo para encerrar o caso mediante pagamento de R$ 6 mil ou prestação de 45 horas de serviços comunitários. O parlamentar recusou a proposta. A defesa nega a agressão. Em nota, afirmou que “não há comprovação de agressão física, tampouco laudo pericial que indique lesão compatível com a acusação” e declarou que o senador seguirá exercendo seu direito de defesa.
Após a acusação, Malta também registrou ocorrência contra a técnica por suposta lesão corporal culposa. O procedimento, porém, foi arquivado pela Justiça do Distrito Federal em julho. Na decisão, o 2º Juizado Especial Criminal seguiu o entendimento do Ministério Público de que não havia “elementos mínimos” indicando falta do dever de cuidado por parte da profissional.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (2), a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele foi aprovado com o placar de 404 votos favoráveis a 61 votos contrários.
O nome de Pacheco foi indicado após a abertura de uma vaga após a saída antecipada do ministro Bruno Dantas. Relator da indicação, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que Pacheco está apto, "portanto, a exercer não apenas o posto de Ministro do Tribunal de Contas da União, mas qualquer cargo no cume da cordilheira estatal que exija notório saber jurídico e administrativo, reputação ilibada, idoneidade moral inatacável e compromisso com a democracia."
No Senado Federal, ele foi aprovado em votação realizada diretamente no plenário da Casa, sem análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), nesta terça-feira (1°).
Com a aprovação nas duas Casas Legislativas, a indicação será promulgada pelo Congresso. O ex-ministro do TCU, o baiano Bruno Dantas renunciou ao cargo nesta segunda (31) em ofício enviado ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho. Ele permanece na função até o fim da semana.
Rodrigo Otávio Soares Pacheco é advogado. É graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Em Brasília, chegou ao Congresso como deputado federal eleito por Minas Gerais em 2014. Na Câmara, chegou a presidir a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser eleito senador nas eleições de 2018.
O senador ainda se elegeu como presidente em fevereiro de 2021 com ampla coalizão partidária, reelegendo-se posteriormente para o biênio seguinte.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, determinou a remoção de publicações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nas redes sociais, em que ele aponta uma suposta manipulação do sistema eletrônico no Brasil. A decisão liminar de cunho provisório é desta segunda-feira (31) e ainda precisará ser referendada pelo plenário.
O ministro atendeu a um pedido da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PcdoB e PV. Na publicação denunciada pelos opositores, o filho do ex-presidente publicou mensagens sustentando que os arquivos da inteligência americana evidenciaram fraude nas eleições realizadas na Venezuela entre 2004 e 2020.
Na sequência, Eduardo questionou: “Só numa ditadura há assuntos proibidos. Assim, pergunto: será que no Brasil as urnas eletrônicas são realmente invioláveis?” Depois de revelado o relatório, o ex-deputado também afirmou que a “pressão sobre a urna eletrônica brasileira deve aumentar.”
Um discurso semelhante foi adotado pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante um evento com diplomatas em Brasília, em julho deste ano. A associação entre o sistema de votação venezuelano e as urnas eletrônicas brasileiras já foi desmentida pelo TSE em 2017, 2020, 2022 e 2026.
Para o ministro Nunes Marques, a publicação de Eduardo “reveste-se de caráter enganoso.” O presidente do TSE entendeu que a divulgação de um fato sabidamente inverídico, já esclarecido pela Justiça Eleitoral, por meio da pergunta retórica não busca resposta, mas sugere irregularidades.
“Com isso, transplanta para o contexto nacional fato documentado relativo exclusivamente à Venezuela, promovendo grave descontextualização apta a instigar, no eleitorado, desconfiança quanto à integridade do processo eleitoral”, afirmou na decisão.
O ministro determinou a remoção do conteúdo em 24h, sob pena de multa, e proibiu Eduardo de reiterar, republicar ou propagar a associação entre a empresa Smartmatic e as urnas eletrônicas brasileiras, além de qualquer outro fato falso que ponha em dúvida a segurança e a integridade do sistema eletrônico de votação ou da Justiça Eleitoral.
Nunes Marques determinou ainda o envio da decisão às principais plataformas de redes sociais e provedores de aplicação em atuação no país para garantir que as empresas adotem medidas contra a veiculação, o compartilhamento, a propagação ou o impulsionamento de conteúdos que repitam a associação entre a Smartmatic e o sistema eletrônico de votação brasileiro.
O jornalista Carlos Monforte, de 77 anos, teve a morte anunciada nesta segunda-feira (31), pela GloboNews. Com mais de quatro décadas de carreira, Monforte foi um dos pioneiros do modelo de âncora no telejornalismo brasileiro.
A causa da morte de Monforte não foi divulgada. O jornalista deixa a esposa, dois filhos e três netos.
O profissional, que iniciou a carreira como repórter do jornal A Tribuna, e teve passagem pelo jornal 'O Estado de S. Paulo', foi um dos rostos da Globo na década de 80, produzindo reportagens para o Jornal Nacional e o Fantástico.
Após deixar a Globo, em 1992, dirigiu o departamento de Comunicação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e se tornou uma referência do telejornalismo brasileiro.
De volta à emissora, o jornalista assumiu o cargo de coordenador da GloboNews em Brasília em 2000 e foi apresentador do Jornal das Dez da capital federal.
Um vazamento de gás provocou um incêndio na residência do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques. O caso aconteceu neste domingo (30) e não há registros de feridos.
No momento do incêndio, Nunes Marques estava na residência, com sua esposa, que fica no Lago Sul, em Brasília. O Corpo de Bombeiros foi chamado e, após cerca de 40 minutos no local, conseguiu controlar as chamas.
Segundo a assessoria de imprensa do TSE, o incêndio teve início após um vazamento em um botijão de gás ligado a um forno na área externa da casa do magistrado. As chamas começaram no local e subiram para o telhado de acrílico da casa.
O advogado Mauro Paciornik, filho do ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é alvo de uma ação na 5ª Vara Cível de Brasília que cobra mais de R$ 60 mil referentes a um imóvel de luxo às margens do Lago Paranoá. Segundo os autos, o apartamento foi alugado por Mauro em abril de 2025, pelo valor mensal de R$ 6,5 mil. O pagamento teria sido feito somente até agosto daquele ano.
Segundo informações do Metrópoles, a cobrança também envolve quatro meses de aluguel e condomínio em atraso, além de reparos no imóvel. Os proprietários afirmam que o apartamento foi devolvido com móveis e eletrodomésticos danificados. Entre os itens citados estão o ofurô, que teria ficado com problemas nos jatos de massagem e na estrutura, além da porta do quarto, sofá e televisão.
O processo aponta ainda que Mauro deixou o imóvel após uma medida protetiva determinada pela Justiça em decorrência de uma agressão contra uma mulher dentro do apartamento. Na ocasião, ela permaneceu no local mesmo com a energia elétrica cortada por falta de pagamento.
A mulher relatou à polícia que trabalhava como acompanhante e afirmou que Mauro teria pedido que ela abandonasse a atividade. Já o advogado declarou que o relacionamento era conturbado justamente por esse motivo e disse ter repassado mais de R$ 100 mil a ela. Sobre a ação de cobrança, Mauro questionou parte dos valores. Ele afirmou que deixou o imóvel de maneira “involuntária em razão de determinação Judicial” e contestou, entre outros pontos, uma multa relacionada à sublocação.
Em nota, a defesa do advogado, formada por Pedro Ivo Velloso e João Paulo Ferraz, afirmou que o episódio de agressão foi arquivado a pedido do Ministério Público (MP-DF), que não teria identificado crime. Os advogados também disseram que as medidas protetivas foram revogadas pela Justiça, com anuência das partes, em decisão transitada em julgado.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) negocia uma ampliação da participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na corrida presidencial e tenta viabilizar a presença da madrasta do senador em alguns dos principais palanques fora de Brasília.
O desenho discutido internamente com Michelle prevê poucas viagens, concentradas em compromissos considerados estratégicos, para que ela consiga conciliar a campanha nacional com a própria disputa pelo Senado no Distrito Federal e a rotina ao lado de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte estão entre os destinos considerados prioritários.
A ideia não é transformar Michelle em uma presença permanente na agenda nacional de Flávio. A cúpula do PL trabalha com deslocamentos curtos, uma espécie de "tiros" de campanha, para que ela participe de atos selecionados e retorne a Brasília. O formato ainda está em negociação, e não há viagens fechadas. A intenção é escolher eventos nos quais a presença da ex-primeira-dama possa ajudar a mobilizar a base bolsonarista e reforçar a imagem de unidade em torno da candidatura presidencial.
A discussão representa um avanço em relação ao papel que Michelle vinha reservando para si desde a reconciliação com o enteado. Até agora, ela havia indicado que ajudaria Flávio, mas mantinha a participação presencial praticamente restrita ao Distrito Federal. Nesta semana, afirmou que pretende dividir o palanque com o candidato caso ele faça um evento em Brasília. O passo seguinte, desejado pelo partido e pelo entorno do senador, é conseguir encaixar algumas viagens em sua rotina.
O caminho do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo Feminina de 2027 já tem três paradas definidas. A Seleção Brasileira jogará no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília durante a fase de grupos do Mundial, que será disputado no país entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Cabeça de chave do Grupo A, o Brasil fará justamente a partida de abertura da competição.
A estreia acontecerá no dia 24 de junho, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pelo jogo de número 1 da Copa. O adversário ainda será conhecido posteriormente, com a definição das seleções classificadas e o sorteio da fase de grupos.
Cinco dias depois, no dia 29 de junho, o Brasil volta a campo. A segunda partida será realizada na Neo Química Arena, em São Paulo, e corresponde ao jogo 18 do calendário divulgado para a competição.
O fechamento da primeira fase está marcado para 4 de julho, no Estádio Mané Garrincha. O confronto da Seleção será o jogo 34 do Mundial e acontecerá no mesmo dia da outra partida da última rodada do Grupo A, que será disputada na Arena Fonte Nova, em Salvador.
Apesar de Salvador também receber dois jogos do Grupo A, incluindo o jogo 33 na última rodada da chave, o Brasil não atuará na Arena Fonte Nova durante a primeira fase. Na mesma data, a Seleção estará em Brasília disputando o jogo 34.
A possibilidade de uma partida brasileira em Salvador, portanto, dependerá do chaveamento do mata-mata e da campanha da Seleção. A capital baiana está confirmada entre as sedes que receberão jogos da fase eliminatória.
O Brasil já está garantido na Copa por ser o país-sede. A edição de 2027 será a primeira Copa do Mundo Feminina disputada na América do Sul, com 32 seleções.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a OpenAI, responsável pelo ChatGPT, deram um novo passo na cooperação para enfrentar a circulação de conteúdos enganosos durante o processo eleitoral. O acordo foi formalizado nesta quarta-feira (19), em Brasília, segundo o colunista Lauro Jardim, do portal O Globo.
A parceria coloca no centro da discussão o avanço das ferramentas de inteligência artificial e os desafios provocados pela produção de imagens, áudios e outros materiais digitais que podem ser utilizados para manipular informações. A empresa já fazia parte do programa permanente do TSE voltado ao combate à desinformação.
Com o memorando, a colaboração passa a incluir o compartilhamento de conhecimentos sobre IA generativa, integridade da informação e tecnologias digitais aplicadas às eleições. Um dos pontos previstos é a utilização de recursos capazes de verificar sinais de procedência em arquivos produzidos ou modificados por ferramentas da OpenAI.
A tecnologia poderá identificar credenciais digitais presentes em imagens e áudios, incluindo padrões como C2PA e SynthID. A iniciativa também prevê uma agenda técnica entre representantes da Corte e da empresa. Além disso, TSE e OpenAI deverão manter um canal direto para consultas e alinhamento de medidas relacionadas ao ambiente eleitoral.
Uma aeronave da Latam precisou retornar ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, nesta quarta-feira (29), após colidir com um pássaro logo depois da decolagem. O impacto atingiu um dos motores do avião, que seguia para Salvador, e levou a tripulação a interromper o voo por precaução. O pouso ocorreu em segurança e ninguém ficou ferido.
Segundo informações divulgadas pelo O Globo, o acidente envolveu o voo LA3776, operado por um Airbus A321ceo de matrícula PT-XPF. A companhia aérea e a empresa administradora do aeroporto informaram que a ave foi sugada pelo motor esquerdo da aeronave, provocando um problema interno no propulsor. Durante a subida inicial, passageiros e moradores da capital federal observaram a emissão de fumaça pelo motor.
Após a colisão, a tripulação realizou duas órbitas sobre a região antes de retornar ao aeroporto de origem. O pouso aconteceu cerca de 30 minutos depois da decolagem.
Depois da aterrissagem, a aeronave derramou óleo na pista, o que levou à interdição temporária de uma das duas pistas do Aeroporto JK. De acordo com a Inframerica, concessionária que administra o terminal, a limpeza durou cerca de 20 minutos e provocou atraso em três voos.
Em nota, a Latam informou que o incidente foi causado por um fator externo, “totalmente alheio ao controle da companhia e o pouso ocorreu em completa segurança”. Na aviação, esse tipo de ocorrência é conhecido como bird strike, nome dado à colisão entre aves e aeronaves.
Embora o evento normalmente não represente risco imediato à segurança do voo, o procedimento padrão é retornar ao aeroporto mais próximo quando há suspeita de danos ao motor.
Leia a nota divulgada pela Latam:
“A LATAM Airlines Brasil informa que o voo LA3776 (Brasília-Salvador), de quarta-feira (29/07), retornou ao aeroporto de origem e foi cancelado devido a um episódio de birdstrike (colisão com pássaro), fato totalmente alheio ao controle da companhia. O pouso ocorreu em completa segurança.
A companhia está oferecendo assistência a todos os passageiros, que estão sendo reacomodados em outros voos. A LATAM reitera, ainda, que segue rigorosamente os mais elevados padrões técnicos e operacionais e que tem a segurança dos passageiros e tripulantes como valor inegociável."
Nesta que é a última semana de atividades do Congresso Nacional antes do recesso parlamentar até o início de agosto, o governo federal ainda tenta convencer deputados e senadores a votar projetos de interesse da população, como a mudança na jornada 6x1 e o aumento do limite de faturamento dos microempreendedores individuais.
A votação dessas matérias, entretanto, enfrenta resistências da oposição e também do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que diz a interlocutores que nenhum projeto polêmico será apreciado antes das eleições de outubro. Além dessas pautas, o governo também tenta solucionar um impasse em torno da votação da chamada MP do Frete, que é reivindicada pelos caminhoneiros, mas que vem sendo deixada de lado pelo presidente do Senado.
No Palácio do Planalto, além de acompanhar as movimentações do Congresso em sua última semana de trabalho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe acompanham com expectativa redobrada a decisão que sairá do governo dos Estados Unidos sobre a imposição de novas tarifas aos produtos brasileiros. Uma última reunião entre os dois países vem sendo tentada pelo Itamaraty para tratar do tema.
Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula inicia a semana em São Paulo, onde cumpre uma série de agendas antes de retornar a Brasília. Na manhã desta segunda-feira (13), Lula vai a São Caetano do Sul, para uma visita à Divisão de Motores e Veículos do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).
Ainda pela manhã, Lula visitará os laboratórios de robótica automotiva e NSPi do Instituto Mauá de Tecnologia. No local, o presidente Lula deve conceder uma entrevista à imprensa.
Na parte da tarde, Lula fará uma visita ao projeto da primeira turbina movida a etanol desenvolvida pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). A turbina vem sendo desenvolvida no Campus do CTA, em São José dos Campos. No final do dia Lula retorna a Brasília.
A agenda do presidente Lula para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Já é certo, porém, que Lula deve manter uma agenda de viagens aos estados, mesmo em meio às restrições do período chamado “defeso eleitoral”, que veda ao presidente e a governadores a participação em eventos públicos para anúncios ou inaugurações de obras e uso de publicidade institucional.
Nesta semana o governo federal também atua em torno da expectativa da decisão do governo dos Estados Unidos sobre a imposição de novas tarifas aos produtos brasileiros. Termina na próxima quarta (15) o prazo para a Casa Branca decidir se coloca em prática ou não a nova ofensiva contra o Brasil.
A área diplomática do governo Lula ainda tenta marcar uma última reunião nesta semana com representantes da administração Donald Trump antes da decisão sobre a tarifas, que serão avaliadas após investigação conduzida pela USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA).
O encontro se daria no âmbito de um grupo de trabalho entre os países para discutir as tarifas. A expectativa é de que o USTR antecipe qual será a decisão antes do anúncio oficial.
Outra decisão que deve mobilizar o governo federal nesta semana diz respeito a uma retirada parcial ou total do subsídio à gasolina criado para conter os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis. A intenção inicial era retirar o benefício na semana passada, mas a alta de mais de 5% no preço do barril de petróleo levou a equipe econômica a adiar a decisão.
Em maio, o governo anunciou o subsídio à gasolina importada ou produzida no Brasil. A medida, inicialmente, tinha previsão de duração de dois meses para conter os efeitos da guerra nos preços do petróleo. O valor do subsídio é de R$ 0,44 por litro. Entretanto, com o recrudescimento do conflito entre Estados Unidos e Irã, é provável que o governo siga mantendo o subsídio.
O calendário da divulgação de indicadores da economia se inicia nesta terça (14), com a divulgação do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, pelo IBGE. O levantamento apresentará os resultados da produção agrícola brasileira no mês de junho.
Na quarta (15), o IBGE divulga a sua Pesquisa Mensal de Serviços, com os resultados do setor no mês de maio. Já na quinta (16) será a vez de o IBGE apresentar a Pesquisa Mensal de Comércio, que mostrará um raio-x sobre as atividades do setor, também no mês de maio.
Na sexta (17), o Banco Central divulga o estudo IBC-Br. O documento apresenta a prévia do PIB brasileiro referente ao mês de maio deste ano.
PODER LEGISLATIVO
O Congresso Nacional terá sua última semana de atividades antes do recesso parlamentar, que começa na próxima sexta (17) e segue até o dia 3 de agosto. Apesar da proximidade do recesso, as duas casas do Congresso atuarão nesta semana em regime semipresencial, em que a presença dos parlamentares em Brasília não é obrigatória.
A Câmara dos Deputados entra nesta última semana do primeiro semestre de 2026 com 19 itens para deliberação em plenário. Segundo a programação oficial já antecipada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), haverá sessão deliberativa extraordinária semipresencial na terça (14), além de sessões solenes.
Hugo Motta também deve reunir os líderes partidários na terça (14), para tentar um acordo sobre alguns projetos que ainda não possuem consenso, como o que aumenta o limite de faturamento mensal dos microempreendedores individuais (MEI) e o que beneficia produtores rurais endividados por conta de fenômenos climáticos.
Entre os destaques da pauta já acertada para o plenário aparecem medidas provisórias de crédito extraordinário para diferentes ministérios, um projeto que autoriza a instalação de câmeras de reconhecimento facial em repartições públicas, além de propostas ligadas a alimentos, direito processual e regras de urgência para outras matérias.
A pauta inclui o projeto de lei 1.828/2023, que autoriza a instalação de câmeras de reconhecimento facial em estações ferroviárias e rodoviárias, no interior dos vagões, em vias públicas e em repartições públicas. O relator indicado é o deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL).
Também consta o projeto de lei 25/2024, que altera o Código de Trânsito Brasileiro para prever a cassação da habilitação de quem abandonar animais na rua. Outro item previsto é o 4.469/2024, que altera a dinâmica da cobrança de pensão alimentícia para obrigar a presença de um advogado em favor do beneficiário.
Na área de regulação econômica e consumo, a Câmara também incluiu o projeto de lei 5.229/2025, sobre produção, regularização, rotulagem, publicidade, comercialização, fiscalização e recolhimento de suplementos alimentares.
Constam ainda na pauta seis propostas de medidas provisórias que abrem créditos extraordinários para ministérios e áreas específicas do Executivo:
MP 1.346/2026: R$ 20,429 milhões para o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e Operações Oficiais de Crédito;
MP 1.347/2026: R$ 285 milhões para o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional;
MP 1.351/2026: R$ 330 milhões para o Ministério de Minas e Energia;
MP 1.361/2026: R$ 75,344 milhões para o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional;
MP 1.364/2026: R$ 49,2 milhões para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome;
MP 1.367/2026: R$ 337,483 milhões para o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Nas comissões, o destaque da semana será o comparecimento do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que prestará esclarecimentos sobre declarações que apontam a possibilidade de ações militares dos Estados Unidos em território brasileiro. Vieira estará na próxima quarta (15), na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional para responder a questionamentos dos deputados.
No Senado Federal, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) determinou regime semipresencial para os trabalhos em plenário. A pauta das votações reúne propostas com impacto nas áreas de saúde, segurança, educação, tributação e direitos sociais.
O Plenário terá sessões deliberativas na terça (14), quarta (15) e quinta (16), com destaque para a PEC 14/2021, que trata da aposentadoria diferenciada de agentes comunitários de saúde. O texto estabelece o direito à aposentadoria diferenciada aos agentes comunitários de saúde e aos agentes de combate às endemias, além de prever a regularização do vínculo funcional desses profissionais.
Nesta semana, a proposta, que já vem sendo debatida há algumas sessões, entra na fase final: a quinta e última sessão de discussão. O texto trata de um tema histórico para os agentes que atuam na ponta do Sistema Único de Saúde, mas também traz impactos ao Orçamento, estimados em cerca de R$ 3 bilhões por ano.
Ainda na sessão de terça, a Ordem do Dia traz o substitutivo da Câmara ao projeto de lei complementar 124/2022. O projeto altera o Código Tributário Nacional para estabelecer normas gerais sobre solução de controvérsias, consensualidade e processo administrativo em matéria tributária e aduaneira.
O Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (699/2023) também entra na pauta. Com tramitação em regime de urgência, o texto cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes e estabelece crédito fiscal para o setor.
Já para a sessão de quarta (15), entra na pauta o projeto de lei 2.465/2026, que prorroga o prazo de aplicação de recursos do FGTS em operações de crédito destinadas a entidades hospitalares filantrópicas e instituições sem fins lucrativos.
Também está prevista a análise do projeto de lei complementar 18/2021, responsável por permitir que o serviço de atendimento pré-hospitalar dos corpos de bombeiros militares dos Estados e do Distrito Federal receba emendas parlamentares destinadas às ações e serviços públicos de saúde.
A pauta contempla ainda o endurecimento de penas de crimes como homicídio, lesão corporal, constrangimento ilegal, ameaça, incitação ao crime, desacato e crimes contra a honra quando cometidos contra profissionais da saúde e da educação (2.672/2025) e a inclusão do ensino de educação financeira como tema transversal e integrador nos currículos do ensino fundamental e do ensino médio (2.979/2023).
Já na última sessão prevista antes do recesso, na quinta (16), o destaque é um projeto de lei (1.242/2026) que acrescenta a proteção da imagem, da honra e da dignidade da pessoa e da família vítimas de crime ou acidente, inclusive quanto à divulgação de imagem de cadáver, ao Código Penal.
Por fim, o Senado pode analisar o projeto de lei 3.039/2021, que altera a Política Nacional de Cultura Viva para estabelecer requisitos de parceria e intercâmbio entre pontos e pontões de cultura e estabelecimentos de ensino da educação básica.
O presidente do Senado não deu indicações se votará nesta semana a medida provisória 1343/2026, conhecida como MP do Frete. A medida perde validade na próxima quinta (16), caso não seja votada, e associações de caminhoneiros ameaçam paralisar suas atividades caso a medida não seja votada pelo Senado.
PODER JUDICIÁRIO
O Supremo Tribunal Federal (STF) segue em período de recesso. A Corte está no momento em regime de plantão, com o presidente Edson Fachin à frente das decisões emergenciais até o dia 15 de julho.
No segundo período do mês, entre 16 e 31 de julho, o regime de plantão do STF ficará a cargo do ministro Alexandre de Moraes. Apesar do recesso, os ministros Gilmar Mendes, Nunes Marques, André Mendonça e Flávio Dino trabalharão normalmente durante o mês de julho.
Já o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou uma reunião nesta terça (14) com representantes das principais empresas de pesquisa do país, para discutir a elaboração de uma resolução que amplia as exigências de transparência sobre os levantamentos eleitorais.
A expectativa, segundo integrantes do TSE, é que, após o encontro, o tribunal passe a discutir uma norma determinando que os institutos divulguem de forma mais detalhada a metodologia utilizada em cada pesquisa, informando, por exemplo, se as perguntas foram espontâneas ou estimuladas, além de outros critérios empregados na formulação dos questionários.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), anunciou decisão tomada nesta quinta-feira (25) de conceder ponto facultativo para os servidores públicos no próximo jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026. A partida do Brasil na próxima fase, com adversário ainda a ser definido, acontecerá na segunda (29), às 14h.
No início da competição, a governadora havia decretado que em dias de jogos do time brasileiro, os servidores poderiam sair do trabalho três horas antes do horário de início da partida. Entretanto, no jogo desta quarta (24) contra a Escócia, foram observados diversos engarrafamentos em Brasília e arredores.
Segundo Celina Leão disse em um vídeo divulgado nas redes sociais, “a cidade parou” com as pessoas tentando se deslocar para assistir a partida, e por isso foi tomada a decisão de conceder o ponto facultativo para a próxima partida.
“Eu havia soltado um decreto liberando o servidor público três horas antes do jogo. Mas na segunda o jogo começa duas horas da tarde. Ontem a cidade parou, as pessoas ficaram de três a quatro horas no trânsito. Não justifica a pessoa chegar e ficar três horas no serviço público, sair correndo para pegar mais três horas de trânsito, sendo que o jogo é as 14h. A decisão está tomada”, disse a governadora do DF.
Enquanto os servidores do Distrito Federal terão ponto facultativo na próxima segunda, o funcionalismo federal continua com um expediente reduzido nos dias de jogos do Brasil. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou que haverá trabalho na próxima segunda, com encerramento das atividades às 11h da manhã.
Já o Supremo Tribunal Federal (STF) seguiu na mesma linha da governadora Celina Leão e decretou ponto facultativo para a próxima segunda. Com o ponto facultativo, a Secretaria do Tribunal e o atendimento ao público externo estarão suspensos, e os prazos processuais que venceriam na data serão automaticamente prorrogados para o dia útil seguinte.
No Congresso Nacional, os servidores da Câmara e do Senado também serão liberados de trabalhar na próxima partida do time brasileiro. Essa decisão foi tomada em portarias assinadas pelos presidentes das duas Casas.
Nesta quarta, quem saiu do trabalho mais cedo para torcer pela Seleção Brasileira precisou ter paciência ao enfrentar o trânsito em todo o Distrito Federal. Teve quem ficou preso no engarrafamento, inclusive, durante a disputa.
O nó no trânsito foi registrado pelas câmeras do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) em diversas rodovias da Capital da República. Houve relatos de pessoas que passaram duas, três ou até mesmo quatro horas para conseguir chegar ao seu destino.
Os festejos de São João prometem esvaziar o Congresso Nacional nos próximos dias e com isso projetos importantes que estão em pauta na Câmara e no Senado ficarão prorrogados para serem discutidos ou votados nas últimas três semanas de trabalho antes do recesso parlamentar. Matérias como a mudança na jornada de trabalho 6x1 estão inclusive ameaçadas de não serem votadas antes das eleições de outubro.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de olho no prazo final de 4 de julho para a realização de solenidades de inauguração de obras e lançamento de programas oficiais, vai ao Rio de Janeiro e Santa Catarina nesta semana. Nesses estados, Lula terá uma intensa agenda de entrega de obras e anúncio de investimentos.
Mas além da pauta de inaugurações e anúncios, o presidente Lula deve ter uma reunião nesta semana com o seu líder no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Alvo de operação da Polícia Federal devido às suas relações com Daniel Vorcaro e o Banco Master, Wagner vai definir com Lula a sua permanência ou não na Liderança do Governo.
No Judiciário, a semana também é de definição sobre a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem um importante julgamento sobre a existência ou não de vínculo empregatício entre motoristas e plataformas de aplicativos, e a decisão a ser tomada pelos ministros será aplicada aos milhares de processos que correm na Justiça sobre esse tema.
Confira abaixo um resumo da semana em Brasília.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula inicia a sua semana no Rio de Janeiro, onde participará de uma série de eventos. O primeiro deles, na manhã desta segunda-feira (22), será o anúncio da adesão do Estado do Rio de Janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (PROPAG).
Ainda pela manhã, Lula segue para a sede do BNDES no Rio de Janeiro. Lá, o presidente participa da solenidade de abertura do Seminário “Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) 74 Anos – Um Novo Banco para a Construção de um Novo Mundo”.
Na parte da tarde, o presidente Lula vai ao Jardim Maravilha, para a cerimônia de anúncio de investimentos do governo federal para periferias, favelas e comunidades urbanas do Rio de Janeiro. No final do dia, Lula estará na cerimônia nacional de premiação da 20ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP).
Já nesta terça (23), a agenda do presidente Lula prevê outros compromissos no Rio de Janeiro. O destaque será a solenidade de entrega do novo trecho da estrada na Serra das Araras (RJ).
De volta a Brasília, Lula deve ter uma reunião com o seu líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). No encontro será definida a situação do senador como líder.
A investigação da Polícia Federal que atingiu o senador na última quinta (18) deixou o cargo de líder do governo no Senado na mira. A possibilidade de uma troca na posição ganhou força, mas o congressista resiste, também de olho em se reeleger nas eleições deste ano.
A agenda do presidente Lula prevê ainda para esta semana uma viagem na próxima sexta (26) ao estado de Santa Catarina. Está prevista inicialmente uma visita ao Porto de Itajaí.
No calendário da economia, a semana tem como destaque a divulgação, nesta terça (23), da Ata do Copom, com detalhes sobre a decisão tomada na semana passada a respeito da taca básica de juros. O Copom reduziu a Selic de 14,50% para 14,25%, e o mercado financeiro aguarda a Ata para saber se acontecerão novos cortes ou se o ritmo de redução dos juros vai ser interrompido.
Outro destaque da semana será a divulgação, na próxima quinta (25), pelo IBGE, do IPCA-15. O indicador revelará a prévia da inflação oficial no mês de junho.
PODER LEGISLATIVO
A semana no Congresso Nacional deve ser esvaziada por conta dos festejos de São João e pelo jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não marcaram nenhuma sessão de votação no plenário para os próximos dias.
Com a agenda esvaziada nas duas casas do Congresso, pautas de maior peso político devem ficar para a próxima semana, quando líderes partidários tentarão organizar um esforço concentrado antes do início do recesso parlamentar.
As comissões da Câmara e do Senado também devem ter poucas atividades nos próximos dias. Nesta segunda (22), a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara faz visita técnica a hospitais federais do Rio de Janeiro. Em São Paulo, a Comissão de Legislação Participativa promove seminário sobre Justiça do Trabalho, pejotização e fim da escala 6x1.
Na terça (23), em Belo Horizonte, uma comissão especial da Câmara realiza seminário sobre o novo enquadramento do microempreendedor individual (MEI) e a atualização do Simples Nacional. Também estão previstos debates sobre trabalhadores da cultura, servidores do Instituto Nacional da Produção Industrial (Inpi), call centers, Defensorias Públicas, inclusão de estudantes com deficiência e preservação do bioma Pampa.
Na próxima quinta (25), no Senado, a Comissão de Direitos Humanos promove audiência pública interativa. Na Câmara, a Comissão Externa sobre Feminicídios no Rio Grande do Sul fará visitas técnicas em Porto Alegre para entrega de relatório à Polícia Civil e à Defensoria Pública.
Também na quinta, a Comissão de Finanças e Tributação realiza mesa redonda em Poços de Caldas sobre política de terras raras. A Comissão de Comunicação discute a implementação do ECA Digital, enquanto a Comissão de Meio Ambiente debate a preservação do rio Tietê em Penápolis, no interior paulista.
PODER JUDICIÁRIO
No Judiciário, um dos destaques da semana é a possível decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre a permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. Na quarta (24) vence o prazo de 90 dias definido por Moraes quando permitiu que Bolsonaro cumprisse pena em sua residência e se recuperasse de uma internação hospitalar.
A prorrogação do regime domiciliar, no entanto, pode ter sido prejudicada depois que um sargento do Exército foi pego numa blitz em Brasília portando uma arma pertencente a Bolsonaro. Moraes determinou que o ex-presidente preste esclarecimentos à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça (23), em sua casa, e esse depoimento pode ser determinante para a decisão sobre a prisão.
Já no Supremo Tribunal Federal (STF), o destaque da semana é o julgamento, na próxima quarta (24), do RE 1446336 (Tema 1.292), que discute a natureza da relação de trabalho entre motoristas de aplicativo e as plataformas digitais que oferecem esse tipo de serviço. O recurso foi apresentado ao STF pela Uber, que afirma existirem mais de 10 mil processos sobre o tema em tramitação nas diversas instâncias da Justiça do Trabalho.
A empresa questiona decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que reconheceu a existência de vínculo empregatício entre uma motorista e a empresa. Para a corte trabalhista, a empresa deve ser considerada uma empresa de transporte e não uma plataforma digital.
O TST considerou que a subordinação fica caracterizada porque o motorista não possui nenhum tipo de controle em relação ao preço das corridas e ao percentual a ser descontado sobre o valor. A autonomia do trabalhador, destaca a decisão, está restrita apenas à escolha de horários e corridas.
Além disso, a empresa estabelece parâmetros para aceitar determinados motoristas e faz unilateralmente o desligamento do motorista, caso ele descumpra alguma norma interna.
No Supremo, a Uber argumenta que a decisão do TST tolhe o direito à livre iniciativa de exercício de atividade econômica e coloca em risco “um marco revolucionário” nos modelos de mobilidade urbana, com potencial de inviabilizar a continuidade de sua atividade.
A decisão a ser tomada pelos ministros do STF sobre esse tema passará a ser aplicada a todos os demais processos semelhantes na Justiça.
Já para a sessão plenária de quinta (25) está pautada a análise de três ações (ADIs 7493, 7867 e 7869) que contestam normas estaduais de Mato Grosso e da Paraíba sobre emendas parlamentares e reajuste das propostas orçamentárias.
Em votação simbólica, foi aprovado no plenário do Senado, na sessão desta terça-feira (16), o PL 5672/2025, que transfere simbolicamente a sede do governo federal para a cidade de Salvador, no dia 2 de julho de cada ano. Com a aprovação, o projeto seguirá para sanção presidencial.
A aprovação deve permitir que já neste ano de 2026, a cidade de Salvador seja a sede oficial do governo federal no próximo dia 2 de julho. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar, pelo quarto ano seguido, das comemorações do 2 de Julho em Salvador, data que celebra a Independência da Bahia. A expectativa é que o presidente acompanhe o tradicional cortejo pelas ruas da capital baiana.
No Senado, o projeto, de autoria do deputado Leo Prates (Republicanos-PB), foi relatado pelo líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA). O deputado Leo Prates acompanhou a votação e ao final, foi parabenizado pelo projeto pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Segundo a proposta do deputado Léo Prates, a transferência da capital federal ocorrerá sem prejuízo das atividades essenciais em Brasília, limitando-se aos atos oficiais e simbólicos que se fizerem necessários durante o 2 de julho em Salvador. Pelo texto, caberá ao Poder Executivo, em coordenação com os demais poderes e as autoridades do Estado da Bahia e do município de Salvador, dispor sobre a logística, segurança e infraestrutura necessárias para a realização dos atos oficiais no dia 2 de julho.
“A transferência simbólica da capital federal para Salvador nesta data visa não apenas homenagear esses feitos, mas também resgatar a memória histórica do país, garantindo que o protagonismo baiano seja devidamente reconhecido em nível nacional”, disse Léo Prates na justificativa do projeto.
Em seu discurso, o baiano agradeceu aos apoiadores do projeto e afirmou que se trata de um "marco" pela importância do estado para o Brasil. “Agradeço aos presidentes Hugo Motta e David Alcolumbre por levarem a pauta aos plenários e ao deputado Gabriel Nunes pela relatoria. Estendo o agradecimento aos senadores baianos Otto Alencar e Jaques Wagner pela defesa contundente da causa. É um marco pela importância histórica da Bahia pela soberania nacional”, declarou Prates.
Maurício Bacelar, titular da Secretaria de Turismo da Bahia, esteve em Brasília nesta segunda-feira (15) para tratar dos investimentos destinados ao São João no estado. Acompanhado da deputada federal Lídice da Mata (PSB), o secretário se reuniu com nomes do Ministério do Planejamento e Ministério do Turismo.
“O governador Jerônimo Rodrigues determinou a minha ida à Brasília ontem ao lado da deputada federal Lídice da Mata. Lá nós fomos no Ministério do Planejamento, no Ministério do Turismo, e prontamente por uma ação do governador Jerônimo Rodrigues e do presidente Lula, os recursos da Bahia foram liberados. A festa está garantida em todas as treze zonas turísticas da Bahia”, afirmou Bacelar.
A visita acontece após uma série de polêmicas envolvendo o pagamento de cachês por parte das prefeituras para os festejos de 2026, que estão sendo monitorados pelo Ministério Público. O órgão e artistas de alcance nacional e regional firmaram acordos para redução dos gastos públicos, o que representou uma economia de R$8,8 milhões.
Apesar das negociações, alguns artistas expressaram incômodo com as reduções sugeridas, a exemplo de Flávio José, que teve o aumento embargado e não marcou apresentações para a Bahia.
Em nota, O MP-BA destacou que seus critérios consideram a notoriedade e a projeção dos artistas, reconhecendo que atrações de maior relevância no mercado podem justificar valores contratuais superiores aos parâmetros médios, desde que haja fundamentação técnica para os valores contratados.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.
