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Modelo de distribuição do PNI fez Bahia receber 909.494 doses de vacina anti-Covid a menos
Foto: Fernando Vivas/GOVBA

A Bahia deixou de receber 909.494 doses de vacina contra a Covid-19. O estado vem sendo prejudicado pelo modelo adotado pelo Ministério da Saúde para a distribuição de doses, que ainda considera os públicos prioritários das primeiras fases da vacinação, mesmo que todos os estados já tenham avançado e adotado a imunização com base na idade.

 

O Ministério considera diversas bases de dados para calcular o quantitativo dos grupos prioritários. A principal é a da campanha de 2020 da vacinação contra a gripe (H1N1), já que o último censo populacional ocorreu em 2010 e, portanto, não fornece as projeções fidedignas. A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) sinaliza que esse modelo faz com que um município que eventualmente não tenha executado uma boa campanha de vacinação contra o H1N1, ou seja, não tenha atingido toda a população-alvo, fique com o registro comprometido no sistema do Ministério da Saúde, o que causa distorções no envio de doses.  

 

Em 15 de julho, de acordo com a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), a defasagem de doses no estado era de 750 mil imunizantes. Menos de um mês depois o número cresceu 14%.

 

Desde o mês de junho, secretários de Saúde têm reclamado e apresentado pedidos de mudança na distribuição ao Ministério da Saúde. Prefeitos também se reuniram com a pasta e fizeram a mesma solicitação.

 

O gestor da Saúde em Salvador, Leo Prates, chegou a pleitear num grupo de WhatsApp com secretários da Saúde de capitais e representantes do Ministério da Saúde (MS) que a pasta mude o critério para envio de remessas e passe a fazer a distribuição proporcional baseada na população (entenda o caso aqui). A mesma sinalização foi feita pelo ex-secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, quando estava no cargo.

 

Na época, o Bahia Notícias apurou que Salvador era a terceira capital de estado que menos recebeu doses da vacina contra a Covid-19 proporcionalmente para a população. Apesar do fato da cidade estar entre as três que mais aplicam o imunizante, ao observar o número total de doses já recebidas desde janeiro, e considerar a população da cidade com mais de 18 anos e apta a ser imunizada, a capital baiana ficava no fim da lista. A situação de Salvador era melhor apenas que Maceió (AL) e Palmas (TO) (lembre aqui).

 

Um cruzamento de dados oficiais do Ministério da Saúde sobre as doses enviadas até 2 de agosto com a população das 27 unidades da federação foi feito pela reportagem do portal Uol. Foi identificada uma grande disparidade. Os dados mostram que os critérios adotados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) prejudicaram principalmente os estados do Norte e do Nordeste, que receberam menos doses do que deveriam, ao considerar as populações.

 

Conforme dados disponibilizados pela Sesab, a situação da Bahia só não é a pior do país por causa do Pará, que enfrenta uma defasagem ainda maior. O estado da região Norte recebeu 1.191.267 doses a menos do que deveria. 

 

São pelo menos 15 os estados com defasagem no quantitativo de doses recebidas. 

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