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Sesab vê 'assimetrias graves' e CIB pode mudar modelo de distribuição de vacinas
Foto: Fernando Vivas/GOVBA

A distribuição de vacinas contra Covid-19 considerando a proporção da população dos municípios entra em pauta na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) nesta quinta-feira (17). A instância deliberativa da saúde reúne representantes dos 417 municípios e o Estado e vai definir mudança na distribuição a fim de tentar corrigir "assimetrias cada vez mais graves entre os municípios". A informação foi divulgada pelo secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, na manhã desta quinta.

 

"Os critérios do Ministério da Saúde para distribuição das vacinas tem induzido assimetrias cada vez mais graves entre os municípios. Convoquei para hoje uma reunião extra da CIB, para que passemos a distribuir proporcional ao % da população do município, e exclusivo por idade", publicou o titular da Sesab.

 

Um exemplo da discrepância entre a distribuição de doses foi exposto em matéria do Bahia Notícias nesta semana. Salvador é a terceira capital de estado que menos recebeu doses da vacina contra a Covid-19 proporcionalmente para a população. Apesar da cidade estar entre as três que mais aplicam o imunizante, ao observar o número total de doses já recebidas desde janeiro, e considerar a população da cidade com mais de 18 anos e apta a ser imunizada, a capital baiana fica no fim da lista. A situação de Salvador é melhor apenas que Maceió (AL) e Palmas (TO) (entenda melhor aqui).

 

Inconformado com a situação, o secretário da Saúde de Salvador, Leo Prates, foi a público reclamar que não está havendo equidade no envio de vacinas contra a Covid-19 para as capitais. O gestor pleiteou num grupo de WhatsApp, com secretários da Saúde de capitais e representantes do Ministério da Saúde (MS), que a pasta mude o critério para envio de remessas e passe a fazer a distribuição proporcional baseada na população. Um dos argumentos usados pelo gestor para defender a mudança é o fato de que 25 capitais já adotaram a vacinação por idade (entenda o caso aqui).

 

O Ministério da Saúde, por sua vez, informou que a distribuição é feita de forma proporcional aos estados, conforme a solicitação dos governos. Sobre a diferença de doses aplicadas em algumas capitais do país, a pasta sinalizou que a distribuição das doses aos municípios cabe aos governos estaduais. Segundo o ministério, as gestões dos estados têm autonomia para a distribuição de doses e até possibilidade de adoção de critérios próprios.

 

"O cálculo de distribuição de vacinas é baseado na população-alvo da campanha e as doses são enviadas de forma proporcional e igualitária para todos os estados e Distrito Federal. Semanalmente, a pasta coordena reuniões tripartites, entre União, estados e municípios, para definir a estratégia de vacinação e o percentual que deve ser usado como primeira e segunda dose, a partir das entregas feitas pelos laboratórios. Vale ressaltar que a recomendação da pasta é para que os gestores locais do SUS sigam à risca as orientações do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, para completar o esquema vacinal de todos os grupos", diz a pasta em nota enviada ao Bahia Notícias.

 

Na terça-feira (15) a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) informou que seguia o critério determinado pelo Ministério da Saúde, que é o populacional, de acordo com cada grupo. Além disso, a pasta também disse considerar informações da base de órgãos oficiais, como o IBGE. "Além disso são levados em consideração também dados de campanhas de vacinação anteriores", acrescentou.

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