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Quando o amor vira controle? Psicóloga Ingrid Ribeiro fala sobre os sinais de uma relação abusiva no Vida em Equilíbrio

Quando o amor vira controle? Psicóloga Ingrid Ribeiro fala sobre os sinais de uma relação abusiva no Vida em Equilíbrio
Foto: Divulgação
No mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, o podcast Vida em Equilíbrio traz uma conversa sobre os sinais que podem aparecer antes que uma relação chegue à violência.

Sustentabilidade começa em nós: Leana Mattei fala sobre consumo consciente e bem-estar no Vida em Equilíbrio

Sustentabilidade começa em nós: Leana Mattei fala sobre consumo consciente e bem-estar no Vida em Equilíbrio
Foto: Bahia Notícias
Sustentabilidade vai muito além da preservação do meio ambiente. Ela está presente nas escolhas que fazemos todos os dias e tem impacto direto na nossa saúde, na qualidade de vida e no futuro das próximas gerações. Esse é o tema do novo episódio do Vida em Equilíbrio, apresentado por Andrea Cunha, que recebe Leana Mattei, especialista em sustentabilidade, ESG e impacto social.

Últimas notícias

Família de motociclista morto após acidente na Bahia autoriza doação de órgãos
Foto: Reprodução / Radar News

A família de Joans Costa Neres, de 32 anos, autorizou a doação dos órgãos e tecidos do motociclista após a confirmação da morte encefálica. A captação foi realizada nesta quinta-feira (22), no Hospital Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento.

 

 

Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, foram captados rins, fígado, coração, valvas cardíacas e córneas, destinados a pacientes que aguardam transplantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

A esposa de Joans acompanhou a saída do material do hospital, onde profissionais prestaram homenagem com aplausos. Joans teve a morte encefálica confirmada na última terça-feira (20). O acidente ocorreu no dia 15 de outubro em um trecho da BR-367, na altura do distrito de Vera Cruz, em Porto Seguro, na mesma região.

 

Ele trabalhava com som e eventos e retornava de um serviço em Porto Seguro para Eunápolis, onde morava com a esposa e as quatro filhas. Imagens de uma câmera instalada em uma ambulância mostram o veículo trafegando pela contramão durante uma ultrapassagem, enquanto Joans se aproximava de moto.

 

O motociclista teria tentado desviar, aproximando-se do acostamento antes de cair. Ele sofreu múltiplas fraturas e politraumatismo e permaneceu internado na UTI até a confirmação da morte encefálica. 

 

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS
No Brasil, a doação de órgãos após a morte depende da autorização da família. A distribuição segue critérios como compatibilidade entre doador e receptor, gravidade do quadro clínico e tempo de espera, conforme as regras do Sistema Nacional de Transplantes.

 

FAMÍLIA

Amigos de Joans organizaram a campanha de arrecadação Juntos pela família de Joans, com meta de R$ 150 mil, para ajudar a esposa, Tamires Nascimento, e as quatro filhas do casal, de quatro meses, 4, 5 e 6 anos.

 

Segundo os organizadores, o dinheiro será destinado à alimentação, às despesas domésticas e às necessidades das crianças enquanto Tamires, que é psicóloga, se dedica aos cuidados das meninas. 

 

O sepultamento do corpo do motociclista estava previsto para as 10h desta sexta-feira (23) no Cemitério Campo Santo, em Eunápolis.

Arcebispo emérito de Salvador, Dom Murilo Krieger é internado em Santa Catarina com endocardite
Foto: Divulgação / Arquidiocese de Salvador

O Arcebispo emérito da Arquidiocese de Salvador, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, de 83 anos, está internado em Santa Catarina para o tratamento de inflamação do endocárdio, conhecida como endocardite. A informação foi divulgada pelo próprio Arcebispo nesta quinta-feira (22).

 

O representante da Arquidiocese de Salvador está internado no Hospital São José, em Jaraguá do Sul (SC), onde o diagnóstico foi confirmado após a realização de um ecocardiograma transesofágico. Segundo informações do boletim de saúde divulgado pelo hospital, ele ficará sob os cuidados da equipe cardiológica do hospital e deverá receber tratamento hospitalar à base de antibióticos durante 21 dias.

 

Na mensagem dirigida a familiares e amigos, Dom Murilo afirmou estar tranquilo e confiante, colocando-se nas mãos de Deus. Ao expressar sua disposição diante do momento, recordou a entrega de Jesus à vontade do Pai e o sim de Maria na Anunciação.

 

“Como me sinto? Tranquilo, nas mãos de Deus! Afinal, importante é a Sua vontade”, escreveu, citando as palavras de Jesus ao entrar no mundo: “Eis que venho, ó Pai, para fazer a Tua vontade!”, e a resposta de Nossa Senhora ao anúncio do anjo: “Faça-se em mim segundo a tua palavra”.

 

Dom Murilo também manifestou gratidão pela descoberta da enfermidade e pelas condições oferecidas para a realização do tratamento. “Agradeço a Deus por terem descoberto o que tenho e estar num ambiente adequado — e privilegiado — para conseguir a cura”, declarou. 

 

Em nota oficial, a Arquidiocese de São Salvador da Bahia destacou que “une-se em oração pela recuperação de Dom Murilo, confiando-o à proteção de Nossa Senhora e pedindo a Deus que o fortaleça durante o período de tratamento”. 

Ministério Público investiga possíveis irregularidades em clínica veterinária de Salvador
Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) instaurou um procedimento preparatório para investigar a regularidade do funcionamento da Amora Clínica Veterinária, conhecida também como Amora Pet Shop, no bairro de Nova Brasília, em Salvador. A apuração busca verificar se o estabelecimento possui as autorizações sanitárias e profissionais exigidas para a prestação de serviços veterinários.

 

A investigação foi formalizada por meio da promotoria de Justiça do Consumidor. O procedimento tem como investigada a responsável pelo estabelecimento, conforme documento acessado pelo Bahia Notícias. De acordo com a medida, a apuração teve origem em uma representação que apontou possíveis irregularidades no funcionamento do Amora Pet Shop, incluindo a eventual realização de atividades sem as autorizações e os registros exigidos pelos órgãos competentes.

 

Durante as diligências, a Vigilância Sanitária de Salvador identificou uma divergência entre o endereço informado na representação e o local efetivamente utilizado pelo estabelecimento. Após a identificação do endereço correto, foi realizada uma inspeção no último dia 10 de setembro de 2026, que resultou na emissão de uma notificação para que fossem feitas adequações no prazo de 30 dias.

 

O documento também registra que o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia (CRMV-BA) autuou a pessoa jurídica investigada por ausência de registro junto ao conselho. A existência de um responsável técnico médico-veterinário habilitado também está entre os pontos que serão verificados.

 

Entre as questões que o MP-BA pretende esclarecer estão a validade do alvará sanitário e da licença municipal de funcionamento, a regularidade do registro profissional, as condições das instalações e a adequação dos serviços às normas sanitárias e profissionais. O órgão também busca verificar a eventual existência de riscos ou danos aos consumidores.

 

Como parte das investigações, o Ministério Público solicitou que a responsável pelo estabelecimento apresente documentos que comprovem a regularidade da atividade, incluindo licenças, certificado de registro no CRMV-BA e identificação do responsável técnico. A Vigilância Sanitária deverá informar o resultado de uma nova inspeção, enquanto o conselho profissional foi requisitado a encaminhar cópia do auto de infração e atualizar as informações sobre a situação cadastral do estabelecimento.

 

O procedimento tem prazo inicial de 90 dias, prorrogável uma vez pelo mesmo período, mediante justificativa. Até o momento, a instauração da investigação não representa uma conclusão definitiva sobre as possíveis irregularidades. O objetivo é reunir informações e documentos para esclarecer as condições de funcionamento da clínica veterinária e do pet shop.

Pesquisa identifica hipertensão em 28,3% de crianças e adolescentes no Brasil
Foto: Marcelo Leal/Unsplash

Mais de um quarto das crianças e dos adolescentes brasileiros avaliados em uma pesquisa apresenta hipertensão arterial. O problema foi identificado em 28,3% dos participantes com até 18 anos, enquanto outros 11,6% estavam em condição de pré-hipertensão. Os dados fazem parte do levantamento Brasil Coração Saudável, realizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

 

A prevalência foi ainda maior entre os meninos. Na faixa etária de 15 a 18 anos, o índice chegou a 40,7%. Entre aqueles com menos de sete anos, a proporção foi de 39,1%. Segundo a Agência Brasil, o estudo reuniu informações de 6.092 crianças e adolescentes de 38 escolas, entre 3 de junho e 7 de outubro de 2026. A pesquisa abrangeu participantes de Minas Gerais, onde foram registrados 2.973 casos, do Rio Grande do Sul, com 3.059, e de São Paulo, com 60.

 

Para o cardiologista Álvaro Avezum, integrante da SBC e coordenador do projeto Coração Saudável, a combinação entre sedentarismo, alimentação inadequada e hábitos que favorecem o estresse pode contribuir para o aumento dos riscos cardiovasculares durante a infância e a adolescência. Segundo o especialista, esses fatores podem favorecer o desenvolvimento da obesidade e da hipertensão arterial, além de comprometer a saúde cardiovascular ao longo da vida.

 

O levantamento também identificou excesso de peso em aproximadamente um terço dos participantes. Do total analisado, 19,5% apresentavam sobrepeso e 13,6% tinham obesidade. O sobrepeso foi mais frequente entre meninas de 11 a 14 anos, grupo em que o índice alcançou 24%. Já a maior proporção de obesidade foi observada entre meninos de 7 a 10 anos, com 17,1%.

 

A relação entre peso e pressão arterial também chamou a atenção dos pesquisadores. Entre crianças e adolescentes com obesidade, 48,4% apresentavam hipertensão. O percentual aumentava conforme o peso dos participantes, chegando a 60,5% entre os adolescentes obesos de 15 a 18 anos.

 

Os hábitos cotidianos também foram investigados. Segundo os resultados, 59% dos participantes passam mais de três horas por dia diante de telas, enquanto 66% praticam apenas uma a duas horas de atividade física por semana. A escola aparece como um dos principais espaços para a prática de exercícios: 93% dos entrevistados relataram realizar atividades físicas nesse ambiente.

 

Entre os dispositivos mais utilizados, o celular foi citado por 86% dos participantes, seguido pela televisão, com 80%. Os resultados reforçam a importância de acompanhar a pressão arterial desde a infância e de incentivar hábitos saudáveis, incluindo alimentação equilibrada e prática regular de atividade física.

Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão avançado

Por Redação

Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão avançado
Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novo medicamento para o tratamento do câncer de pulmão. O câncer de pulmão figura como uma das principais causas de mortalidade pela doença no mundo e o medicamento demonstrou taxa de resposta objetiva de 29,2% na população total avaliada.

 

O Emrelis (telisotuzumabe vedotina) é indicado para pacientes adultos com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) com as seguintes características: não escamoso, localmente avançado ou metastático, com receptor do fator de crescimento epidérmico tipo selvagem, com alta superexpressão da proteína c-Met e que receberam terapia sistêmica previamente.

 

Em nota, a Anvisa destacou que o medicamento foi desenvolvido para reconhecer e se ligar seletivamente à proteína c-Met presente na superfície das células tumorais, permitindo a internalização do complexo e a liberação intracelular da monometilauristatina E, resultando em morte celular direcionada.

 

De acordo com a agência, a aprovação do produto foi fundamentada sobretudo em resultados de um estudo conduzido em pacientes previamente tratados com CPCNP. O medicamento demonstrou taxa de resposta objetiva de 29,2% na população total avaliada. Entre os pacientes com alta superexpressão de c-Met, foi observada taxa de resposta de 34,5%, “associada a respostas duradouras e benefício clínico relevante em um cenário terapêutico com opções limitadas”.

 

“Pacientes com doença localmente avançada ou metastática (quando as células do tumor se propagam para outras partes do corpo) apresentam prognóstico desfavorável. Após a quimioterapia e imunoterapia, há uma limitada disponibilidade de terapias”, reforçou a agência.

Ashwagandha: Anvisa alerta que suplemento do TikTok não tem registro
Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)  emitiu alerta para reforçar a proibição do uso do suplemento alimentar ashwagandha no Brasil. A erva asiática tem sido indicada, principalmente pela rede social TikTok, para relaxamento e alívio dos sintomas da perimenopausa.

 

Em nota, a Anvisa citou o caso de uma mulher britânica que teve falência do fígado, paradas cardíacas e sérios danos cerebrais após o uso do produto e reforçou que o suplemento não tem registro no Brasil. “Sua fabricação, comercialização, distribuição e uso são proibidos no país. A substância não integra a lista de ingredientes autorizados para uso nesse tipo de produto.”

 

A agência destacou que suplementos alimentares figuram como alternativa para complementar a alimentação e podem ser úteis para pessoas que precisam melhorar o consumo de algum nutriente ou praticar atividades físicas intensas. “É terminantemente proibido vincular o uso desses produtos a alegações de cura, tratamento e prevenção de doenças.”

 

ENTENDA

A Resolução da Diretoria Colegiada nº 243/2018 define que suplementos alimentares devem ser feitos com substâncias autorizadas e podem conter aditivos e ingredientes de uso tradicional em alimentos, adicionados ao produto para dar sabor, cor e aroma, entre outras funções. 

 

São produtos para consumo via oral em formas de comprimido, cápsula, pastilha, pó e barra, destinados a suplementar a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos. “Nem todas as pessoas precisam utilizar esses produtos”, alertou a Anvisa.

 

“Essa decisão deve ser avaliada com a ajuda de profissionais de saúde qualificados e envolve diversos fatores, incluindo a condição atual de saúde, a qualidade da alimentação e a prática de atividade física. Se houver necessidade de suplementar, cabe aos profissionais de saúde a orientação sobre o tipo de suplemento, a quantidade, quando e como tomar.”

 

RISCOS

De acordo com a agência, a maior parte dos perigos associados ao consumo de suplementos alimentares está ligada a produtos irregulares – seja pela presença de substâncias não avaliadas pelos órgãos reguladores ou por falhas nas condições de fabricação.

 

Os riscos, entretanto, não se restringem a produtos clandestinos. Segundo a Anvisa, itens devidamente legalizados também podem prejudicar a saúde quando consumidos em desacordo com as necessidades do paciente e as instruções de uso.

 

“Diante disso, vale reforçar a importância de consultar rigorosamente as indicações do fabricante, respeitando dosagens, advertências e restrições informadas no rótulo e na embalagem de cada produto.”

João Roma relembra internação de Roberta Roma e revela diagnóstico de síndrome do vasoespasmo
Foto: Daniel Araújo / Antena 1 Salvador

O candidato ao Senado e presidente do PL na Bahia, João Roma, relembrou os momentos de tensão durante a campanha eleitoral ao lado da esposa, Roberta Roma (PL), deputada federal reeleita, que sofreu um infarto às vésperas da eleição em primeiro turno. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1), o líder do PL na Bahia revelou que a esposa recebeu um diagnóstico de síndrome do vasoespasmo coronariano, condição que reduz o fluxo de sangue para o músculo cardíaco.

 

Ele relembra que a deputada passou por diversos procedimentos e dois infartos antes do diagnóstico. “Graças a Deus, ela teve alta terça-feira, anteontem. Já está em casa. Passou realmente por um momento muito crítico”, relata.

 

“Ela sofreu um infarto no sábado, uma semana antes das eleições, foi atendida lá na UPA [Unidade de Pronto Atendimento] de Cruz das Almas, muito bem atendida, por sinal. Depois foi removida para Salvador, passou por um cateterismo que nada identificou. No domingo, ela teve novas dores e foi submetida a um novo cateterismo; encontrou-se, então, uma falha na artéria carótida dela e ali colocou-se um stent. Mas, uma semana após as eleições, ela, mais uma vez, teve fortes dores no peito, mais um infarto. E então ela foi mais uma vez levada ao [Hospital] Cardiopulmonar”, relata.

 

O marido de Roberta Roma agradeceu ao atendimento e ao cuidado da equipe médica da unidade privada de saúde na capital baiana. “Quero até fazer um agradecimento ao Dr. Adriano – cardiologista de lá, muito capacitado –, ao Dr. Silvestre – que foi muito atencioso, clínico geral, que acompanhou o Humberto durante todo esse período, indo todos os dias – e também aos médicos como o Marcelo Gottschau e toda a equipe que a acompanhou”, cita.

 

Ele conta que “então, neste último episódio, ela foi diagnosticada com a síndrome do vasoespasmo coronariano, como se as veias e as artérias dela se contraíssem”. João Roma explica que a condição atinge até 5% dos pacientes com problemas cardíacos diagnosticados e possui um efeito diferente naqueles que possuem problemas com colesterol, metabolismo ou falta de atividade física.

 

“Então, tudo isso são gatilhos que podem ocasionar esse tipo de coisa. Obviamente também, somado a isso, teve o estresse de uma reta final de campanha e tudo o mais. Mas ela está bem, está tranquila, está em casa repousando, está sendo medicada e vamos avançando, graças a Deus, esse foi um grande livramento. E agradeço a todos pelas orações, pelo carinho para que a gente possa superar todas essas dificuldades”, completou.

Escola Antirracista de Nutrição pauta justiça alimentar no Conselho Regional de Nutrição na Bahia: “Trazer a cultura alimentar para a mesa”
Foto: Acervo pessoal

O Conselho Regional de Nutrição da 5ª Região (CRN-5 – Bahia e Sergipe) lançou oficialmente a Escola Antirracista de Nutrição, curso de formação para estudantes e profissionais que propõe ampliar o debate sobre racismo estrutural no campo da alimentação e da saúde.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, a conselheira do CRN-5, Taiane Cazumbá, explica que, sob o lema “Nutrição não é um território neutro”, a Escola nasce como um espaço para fortalecer práticas profissionais fundamentadas na equidade racial, no Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e na construção de sistemas alimentares mais justos e sustentáveis.

 

Segundo ela, “a nutrição antirracista fala muito sobre justiça social, sobre garantia de direitos, equidade racial. A gente vem trabalhando essa temática, principalmente na Bahia, onde a maioria da nossa população é a população negra, então a gente precisa identificar o indivíduo e trabalhar respeitando a cultura, respeitando a diversidade, respeitando a religião”, narra. 

 

“Então, [é necessário] aprender e compreender quais são as políticas públicas atuais que garantem o acesso à alimentação, que forma a gente pode valorizar essa essa cultura, esses programas, essas políticas e tornar ela mais acessível para a população. Acho que nós, enquanto profissionais de saúde, precisamos estar muito empoderados para compreender o momento político, compreender as nossas políticas existentes no momento para que a gente possa contribuir para a formação e para orientação da nossa população.”

 

Como parte das atividades da Escola Antirracista, o CRN-5 abriu inscrições para o curso “Nutrição, Antirracismo e Justiça Alimentar” (clique aqui). A formação, com carga horária de 20 horas em formato híbrido, aborda desde políticas públicas voltadas à saúde da população negra até estratégias práticas de atuação antirracista no cotidiano profissional. 

 

O BN conversou com Taiane Cazumbá para compreender o processo de elaboração da Escola Antirracista e como são pautados os temas do racismo e equidade social no âmbito da Nutrição. Confira aqui a entrevista completa. 

Escola Antirracista de Nutrição pauta justiça alimentar no Conselho Regional de Nutrição na Bahia: “Trazer a cultura alimentar para a mesa”
Foto: Acervo pessoal

 

O Conselho Regional de Nutrição da 5ª Região (CRN-5 – Bahia e Sergipe) lançou oficialmente a Escola Antirracista de Nutrição, curso de formação para estudantes e profissionais que propõe ampliar o debate sobre racismo estrutural no campo da alimentação e da saúde.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, a conselheira do CRN-5, Taiane Cazumbá, explica que, sob o lema “Nutrição não é um território neutro”, a Escola nasce como um espaço para fortalecer práticas profissionais fundamentadas na equidade racial, no Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e na construção de sistemas alimentares mais justos e sustentáveis.

 

Segundo ela, “a nutrição antirracista fala muito sobre justiça social, sobre garantia de direitos, equidade racial. A gente vem trabalhando essa temática, principalmente na Bahia, onde nossa a maioria da nossa população é a população negra, então a gente precisa identificar o indivíduo e trabalhar respeitando a cultura, respeitando a diversidade, respeitando a religião”, narra. 

 

“Então, [é necessário] aprender e compreender quais são as políticas públicas atuais que garantem o acesso à alimentação, que forma a gente pode valorizar essa essa cultura, esses programas, essas políticas e tornar ela mais acessível para a população. Acho que nós, enquanto profissionais de saúde, precisamos estar muito empoderados de compreender o momento político, compreender as nossas políticas existentes no momento para que a gente possa contribuir para a formação e para orientação da nossa população”.

 


Foto: Acervo pessoal

 

Como parte das atividades da Escola Antirracista, o CRN-5 abriu inscrições para o curso “Nutrição, Antirracismo e Justiça Alimentar” (clique aqui). A formação, com carga horária de 20 horas em formato híbrido, abordam desde políticas públicas voltadas à saúde da população negra até estratégias práticas de atuação antirracista no cotidiano profissional. 

 

O BN conversou com Taiane Cazumbá para compreender o processo de elaboração da Escola Antirracista e como são pautados os temas do racismo e equidade social no âmbito da Nutrição. Confira a entrevista completa: 

 

Taiane, o que é a nutrição antirracista e como essa formação foi elaborada dentro do Conselho Regional de Nutrição?
Eu me chamo Taiane Cazumbá, sou nutricionista e conselheira do Conselho Regional de Nutrição, que representa a Bahia Sergipe, que é o CRN-5. Atualmente, no Conselho, eu coordeno a Comissão de Formação Profissional e, dentro da formação profissional, a gente tem um grupo de trabalho que trabalha a escola de nutrição antirracista.

 

Por muito tempo a gente conversa e dialoga sobre a nutrição, sobre ciência, de forma científica, mas a nutrição lá vai muito além disso. Então, a gente não tem como dialogar sobre o que a pessoa vai comer sem se perguntar: ‘Qual é o território em que ela come? Qual é a forma? Qual é o modo de vida que ela desenvolve?

 

A nutrição antirracista, a gente fala muito sobre justiça social, sobre garantia de direitos, equidade racial. A gente vem trabalhando essa temática, principalmente na Bahia, onde nossa a maioria da nossa população é a população negra, então a gente precisa identificar o indivíduo e trabalhar respeitando a cultura, respeitando a diversidade, respeitando a religião. Então o curso da nutrição antirracista a gente dialoga muito sobre isso. A gente trabalha sobre os fundamentos, as políticas, as práticas para um cuidado com a equidade racial. Eu preciso compreender que o corpo de uma mulher negra é diferente do corpo de uma mulher branca. Tem a questão genética que a gente precisa ser respeitada.

 

A gente traz também muito a questão da valorização das heranças da nutrição, na questão do alimento. Então a gente combate a questão do racismo alimentar, da nutrição dentro do SUS, dentro da segurança alimentar e nutricional. Então, a gente vai passando pela construção do ato político que é o comer.

 

Por que é tão fundamental o discurso anti racismo dentro dessa formação e da prática da nutrição no Brasil? Como é que você acredita que o racismo estrutural se manifesta nesse atendimento nutricional e na garantia da segurança alimentar?

O racismo estrutural, ele acaba trazendo uma violação de direitos, porque direito à alimentação é um direito humano garantido e a gente acaba percebendo que às vezes alguns territórios estão passando muito pela questão da industrialização. Então, há um monte de alimentos industrializados. 

 

Nesse momento a gente acaba cometendo nutricídio. A gente tá ofertando alimentos que são com calorias vazias, alimentos que não vão garantir a segurança alimentar e nutricional e deixando pequenos hábitos, como comprar em feira, como a prática do cozinhar em casa, de gente fazer um alimento totalmente aproveitado. Então, a gente começa a dialogar justamente sobre isso.

 

A gente começa a perceber que muitas pessoas começam o atendimento nutricional, o acompanhamento nutricional, mas às vezes aquele atendimento, ele é um atendimento individualizado, mas que ele não retrata a memória alimentar, a cultura alimentar, o hábito de comer em família. Então a gente vem dialogando muito sobre isso dentro da nutrição.

 

Qual é o objetivo dessa capacitação e como surgiu a ideia de transformar esse debate acadêmico dentro do Conselho em uma capacitação e um curso formativo?

O nosso principal foco é formar um profissional capaz de enxergar que a nutrição historicamente vê o racismo como determinante da alimentação e da saúde. Então que a gente consiga compreender os determinantes sociais de qual meio aquele indivíduo está colocado. Como é que eu consigo enfrentar e garantir esses direitos de uma alimentação saudável e adequada para ele nesse momento?

 

A escola atua muito na forma de rever a nossa formação profissional. Então, a gente não pode falar só como um sujeito padrão. Não, a gente precisa falar o que é nutrição erudita, como é os protocolos, como são os materiais educativos que vocês produzem dentro da sua formação, dentro da sua conduta com o seu paciente, dentro das construções de políticas públicas. 

 

A gente trabalha muito na questão do fortalecimento das políticas, inclusive as públicas do SUS. Então, a gente vai fazer a garantia da segurança limitada, a política nacional de saúde integrada da população negra. A gente começa a dialogar sobre isso, a gente começa a produzir materiais que a gente consiga fazer a valorização de saberes mesmo, valorizar os saberes da negras, dos terreiros, quilombolas, das periferias, dialogar sobre as cozinhas comunitárias, como a gente reconhece esse produto de conhecimento e de cuidado.

 

A gente vem transformar a nutrição e fazer com que a nutrição ela se identifique cada vez mais perto com o indivíduo da ponta, que é a população no geral.

 

Você acredita que formando esses profissionais, a gente também consegue se aproximar desse público [pessoas negras e em situação de vulnerabilidade] e fazer esse público entender a importância da nutrição? 

O que a gente vê muito é a questão da insegurança alimentar e nutricional. A gente tem até estudos que têm esse caso que a gente avalia o estado de insegurança alimentar e nutricional. A Bahia tem índices alarmantes de insegurança alimentar e nutricional e isso perpassa muito pela nossa correria do dia a dia. Então uma população, uma família que trabalha. No momento que as contas apertam, a gente sempre corta o quê? Na alimentação.

 

Aquele cuidado que era mensal, a passa quinzenal, passa a ser diário, mas ele acaba restringindo entre pagar o aluguel, pagar a luz pagar um medicamento, sempre a alimentação sofre. Então é cortado no consumo, por exemplo, de uma coisa básica que são frutas e verduras. Às vezes, se a gente parar para refletir, as pessoas passam dois, três dias sem comer uma simples fruta. De acordo com a vulnerabilidade, as pessoas acabam sempre achando que cortar da alimentação é o mais rápido, é o mais eficiente, mas a gente não pensa sobre o que isso vai gerar lá na frente. 

 

Como funciona a estrutura do curso? Ele é exclusivo para profissionais da nutrição? 

Atualmente o curso está voltado para nutricionistas, estudantes de nutrição, técnicos de nutrição formados e estudantes também. Hoje, o curso é fechado para profissionais da área de nutrição, até mesmo porque a linguagem é adaptada, as orientações.

 

É muito para que a gente possa ter profissionais que consigam trabalhar em diferentes territórios e trabalhar com a linguagem mais acolhedora, que a gente consiga compreender e mostrar aosnutricionistas negros o espaço deles na sociedade, mas também trazer a reflexão sobre valorizar os nossos hábitos culturais, de trazer a questão da cultura alimentar para a mesa e mostrar que nos protocolos a gente consegue trabalhar com isso.

 

[É dizer que] A gente não precisa comparar o nosso protocolo a um protocolo americano. Então a gente pode trabalhar com os alimentos da nossa terra, com a nossa região e sobretudo mesmo trabalhar o foco da população negra em periferias, em quilombos, em comunidades tradicionais. Então a gente trabalha muito a questão da justiça alimentar.

 

Como é que você avalia a atual inclusão das pautas de equidade e raça dentro das faculdades de nutrição e como CRN já vem pautando esse tema para além dessa formação extra?

Dentro do Conselho Regional, a equidade é uma pauta prioritária dentro do Conselho. Então, a gente já vem dialogando com os coordenadores de curso dentro da construção, dentro da reformulação das novas DCNs do curso de nutrição. Então, são pautas que a gente vem trabalhando em diferentes contextos.

 

O curso surgiu de alguns encontros de coletivos de nutricionistas negros e negras que veio trabalhando a pauta e a gente abraçou para fazer realmente a formação, porque a gente acaba muitas vezes nos conteúdos universitários sendo muito generalistas e não se aprofundando nas nos biomas, nas características da nossa população do estado da Bahia e do Brasil.

 

Que mensagem você deixa para os estudantes e nutricionistas que ainda não se atentaram para a importância desse debate anti-racista dentro da rotina profissional e de estudos?

O que a gente sempre fala é que assim não basta dizer o que se deve comer, é preciso perguntar que condições ela tem para comer com dignidade e como é que a gente consegue fazer essa garantia de direitos. Então, [é necessário] aprender e compreender quais são as políticas públicas atuais que garantem o acesso à alimentação, que forma a gente pode valorizar essa essa cultura, esses programas, essas políticas e tornar ela mais acessível para a população.

 

Acho que nós, enquanto profissionais de saúde, precisamos estar muito empoderados de compreender o momento político, compreender as nossas políticas existentes no momento para que a gente possa contribuir para a formação e para orientação da nossa população.

Vaticano informa que câncer do Papa Leão XIV não se espalhou e não exigirá tratamento
Foto: Reprodução / Vatican News

O Papa Leão XIV não precisará passar por tratamentos adicionais contra o câncer de pulmão diagnosticado na semana passada, informou o Vaticano nesta quarta-feira (21). Segundo a nota oficial, o adenocarcinoma pulmonar estava localizado e a cirurgia realizada na última terça-feira (13) foi suficiente para removê-lo.

 

De acordo com o comunicado assinado pelos médicos Luigi Carbone e Stefano Margaritora, o pontífice segue em recuperação, sem a "necessidade de tratamento complementar". Mais cedo, o Papa realizou sua primeira audiência semanal no Vaticano após a intervenção cirúrgica.

 

Segundo informações confirmadas pelo G1, ele passeou de papamóvel, acenou para os devotos e foi ovacionado pelo público, que celebrou o seu retorno. O pontífice, de 71 anos, permaneceu em pé na parte traseira do veículo enquanto percorria a praça, acenando, sorrindo e parando para conversar com os peregrinos.

 

"A primeira coisa que quero dizer a vocês é obrigado pelo apoio e pelas orações", disse o Papa durante a oração no Vaticano, conduzida após receber alta hospitalar. O pontífice Leão XIV teve o lobo inferior do pulmão direito removido na operação da semana passada, ocasião em que o Vaticano divulgou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, a forma mais comum de câncer de pulmão. 

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Segundo ela, “a nutrição antirracista fala muito sobre justiça social, sobre garantia de direitos, equidade racial.