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Equipe
Bianca Andrade
Jornalista formada pelo Centro Universitário do Instituto Social da Bahia (2018), com experiência em assessoria de imprensa pela Secretaria do Planejamento (Seplan) como estagiária, e passagens pelo iBahia e Bahia.ba na editoria de Cultura e Entretenimento.
Últimas Notícias de Bianca Andrade
Anderson Souza Conceição. Dentro das quatro linhas, Talisca, meio-campista do Fenerbahçe, na Turquia. Fora de campo e dentro da música, Spark. Esse é o alterego do baiano, natural de Feira de Santana, na arte, área que divide o espaço dentro do coração do artista/jogador com o futebol.
Apesar de 'Dúvida' ser o título do último lançamento de Spark, o momento é mais uma certeza na vida do artista. A faixa, lançada nesta terça-feira (31), como lead single da nova mixtape do cantor, tem como proposta mostrar ao público uma fase mais madura da carreira.
“Esse lado do trap sempre fez parte do meu ciclo, porque eu sempre fui uma pessoa amorosa, sempre fui muito carinhosa; isso já influenciou bastante a buscar esse estilo. Depois que eu vim a entender sobre o trap, sobre o conceito, e combinou muito com o meu estilo de vida, com a minha pessoa.”
O projeto vem para Spark após uma conquista importante: o reconhecimento na categoria Performance do Ano na última edição do Prêmio R&B Brasil, o 'Notas Live'. Em ‘Ciclos’, nova mixtape do artista, o estilo R&B permanece, mas a ideia é mostrar ao público um Spark mais maduro e ainda mais romântico, inspirado em suas referências, como Chris Brown, e nomes nacionais como Lucas Carlos e Delacruz.
“Esse foi o projeto em que eu mais fiquei dentro do estúdio. E eu criei tudo do zero, tudo do jeito que eu estava pensando: essa música vai ser dessa maneira, essa batida vai ser dessa forma, eu quero que soe dessa forma. É um projeto bem intenso e bem maduro de letra também. Eu costumo dizer que é sobre fases, e eu passei, estou passando por uma fase madura musicalmente, na minha vida, nos meus pensamentos, na forma como eu estou enxergando as coisas. Eu venho amadurecendo com as coisas que eu venho passando, tanto de relações, quanto de situações familiares e de amigos. Então, tipo, você vai fazendo um 360º e vai entendendo, e eu procurei trazer esses assuntos, esses temas, para minha música.”
Para a produção da nova mixtape, que será lançada completa até o meio de abril, Spark passou mais de oito meses em estúdio, trabalhando no projeto para que saísse da forma como ele esperava.
“Eu não tinha facilidade nenhuma para compor. Sendo sincero, até porque na minha vida acontecem muitas coisas ao mesmo tempo e, para compor, você precisa estar com a mente tranquila, precisa estar relaxado, na vibe. Mas eu peguei uma sacada comigo mesmo e chega um momento em que eu falei assim: vou começar a contar as coisas que eu passo, que meus amigos passam, o que eu entendo sobre relacionamento, o que eu já vivi, e vou começar a colocar isso nas minhas músicas. É um projeto em que eu já estou entrando dessa maneira: mais intenso, mais maduro, sobre saber o que é a vida, sobre errar e acertar. Então, tipo, está tudo bem intenso, mas bem tranquilo dentro desse projeto.”
Em entrevista ao Bahia Notícias, o artista da música e da bola revelou como tem sido se dividir entre as duas paixões. Para Spark, tem sido desafiador; já para Talisca, nenhum trabalho é muito para quem iniciou a vida no futebol aos 15 anos e fez a estreia profissional em 2013, aos 18 anos, pelo Bahia.
“Sempre foi muito tranquilo. No começo, a galera, meu público — tanto o futebolístico, que é um público muito grande, quanto o musical, que é um público que tem crescido — ficava preocupada. Mas é muito tranquilo: eu só faço show quando estou de férias do futebol, então é uma limitação da parte de shows. Durante o ano, os meus lançamentos são bem programados com a minha equipe, e os clipes também são gravados em períodos em que estou de folga.”

O lado artista de Anderson já chegou a conflitar com o de jogador, mas nada que não pudesse ser resolvido. Ao BN, Spark contou que por vezes já se viu pensando em como dar continuidade na música com algo ruim acontecendo na carreira como jogador — a exemplo de uma derrota em algum jogo. No entanto, a música vem para ele também como uma terapia.
“Às vezes eu chegava triste de um jogo e pensava: ‘Como é que eu ia compor?’. Eu já me deparei com várias situações dentro do estúdio nesse processo dessas músicas; às vezes eu perdia um jogo, mas eu não deixava de ir ao estúdio”, contou.
Spark, que já se apresentou em alguns lugares do Brasil, conta como é curioso viver a "dupla personalidade" e revelou que já chegou a ser um "desconhecido" da bola ao se apresentar artisticamente.
“A galera vai ao meu show e às vezes não sabe quem eu sou [como jogador de futebol]; então, isso me deixa ainda mais feliz. Já cansei de me deparar com situações tipo: ‘Que show foda’, mas a pessoa conhece o artista e não sabe quem é a pessoa do outro lado. E isso me deixa encantado. Porque esse é o meu objetivo, entendeu? Não é sobre condição, é sobre sonho. Então, quando se fala sobre sonho, você tem que realmente fazer aquilo que você gosta, ama e quer. Em um show que eu fiz em Florianópolis, ouvi duas mulheres fora da casa de show falando sobre a apresentação, mas elas não sabiam quem eu era.”
A imersão de Spark na música não significa uma separação dos campos. O artista conta que investe no sonho para se realizar e, também, para fortalecer a cena. Através da Nine Four Records, gravadora e selo musical independente de rap e trap fundada por ele em 2021, o baiano afirma que seu sonho é conseguir transformar vidas através da música.
“A Nine hoje tem um trabalho fundamental. Estamos em uma fase de reconstrução em que demos espaço para muitos artistas de Salvador que não têm condição financeira. Então, fizemos esse trabalho também social. A Nine está passando por um processo de construção muito importante, está cada vez mais ganhando espaço na cena, e a gente vai dar cada vez mais espaço para os artistas, principalmente da Bahia.”
Ao ser questionado pelo BN sobre realização na carreira musical, o artista pontua que não deseja pular etapas, mas acredita na própria arte para conquistar espaços. “Eu não pulo fases, faço tudo da maneira correta, tudo do jeito que tem que ser feito. Então, eu sempre sonho com isso [ganhar prêmios] e o que eu quero mesmo é continuar lançando minhas músicas. Tenho um sonho de fazer ainda mais sucesso e poder, através da minha música, ajudar ainda mais pessoas. Esse é o objetivo que eu tenho em mente: poder transformar minhas músicas em grande sucesso e fazer bons feats”.
Foto: Ali Kalyoncu
Longe de casa — a aproximadamente 15h50 em um voo com escalas da Turquia para Salvador —, Spark afirma que a capital baiana terá um espaço especial na nova fase, que será iniciada de forma definitiva após o lançamento completo da mixtape. “Eu acho que o primeiro show será em Salvador”, garante.
Sonhador, Spark na música, Talisca nos campos e Anderson na vida deixa um recado para a nova geração que deseja seguir um caminho na arte: “Siga seu sonho, tenha perseverança, humildade, faça algo melhor sempre, respeite sua família, pai, mãe, estude. E tenha muita humildade, muita fé e, cara, correr atrás, realmente, buscar, evoluir sempre. E isso eu acho que é o que eu posso falar, assim: vai ter momentos bons e não tão bons, mas temos que seguir sempre na direção, com muita fé que vai dar certo”.
A Timbalada está escalada para se apresentar no Rock in Rio 2026. Pela segunda edição, o grupo percussivo fundado por Carlinhos Brown entra para a grade do evento, que movimenta o Rio de Janeiro no mês de setembro.
Em anúncio feito na última terça-feira (31), a organização do evento confirmou a grade para o Espaço Favela e revelou o pagodeiro Belo como embaixador do palco.
Além de Timbalada, que é headliner do dia 12 de setembro, o Espaço Favela contará com shows de MC Rodrigo do CN, Major RD, Xamã, MC Cabelinho convida TZ da Coronel, Priscila Senna e DENNIS.
“O Espaço Favela nasceu com o objetivo de mostrar a potência e a diversidade da favela na sua criação artística, e isso segue sendo o nosso principal norte. É um palco que carrega propósito, que amplia o olhar sobre esses territórios e que valoriza tanto os novos talentos quanto artistas já consagrados, sempre a partir de uma curadoria construída com escuta real e conexão direta com as comunidades. A gente vai até as favelas, conversa, conhece de perto quem está produzindo, seja na música, na dança ou nas artes, porque é dessa vivência que nasce a curadoria do palco”, destaca Zé Ricardo, vice-presidente artístico da Rock World.
A venda geral de ingressos será aberta no dia 26 de maio, ao meio-dia, exclusivamente no site da Ticketmaster Brasil. Antes, clientes que possuem cartões de créditos emitidos pelo Itaú Unibanco Holding S.A., além de membros do Rock in Rio Club, terão acesso à pré-venda exclusiva no dia 19 de maio, também a partir das 12h.
Já os fãs que adquiriram o Rock in Rio Card têm até o dia 25 de maio, ao meio-dia, para escolher a data em que desejam ir ao festival sem risco de esgotamento, já que depois dessa data fica sujeito à disponibilidade.
Os ingressos custarão R$ 870 a inteira, R$ 435 a meia e R$ 739,50 para clientes Itaú.
Veja grade completa do Espaço Favela:
4 de setembro
MC Rodrigo do CN
Hitmaker
GBZ7N
5 de setembro
Major RD
Canto Cego
Quantum
6 de setembro
Xamã
Rael
Budah
7 de setembro
Belo
Mart’nália
Tiee
11 de setembro
MC Cabelinho convida TZ da Coronel
Puterrier convida MC Carol
Caio Luccas
12 de setembro
Timbalada
Priscila Senna
Soul de Brasileiro
13 de setembro
DENNIS
Suel
Marvvila
Salvador será palco do projeto 'São João Gomes', do cantor João Gomes. O anúncio foi feito pelo perfil oficial do evento realizado pelo artista, na última segunda-feira (30).
"Foi aqui que pediram Pé de Serrita em Salvador? Estamos chegando fazendo aquele forrózinho bom pra dançar coladinho", informou o perfil.
A vinda de João Gomes com o novo projeto para a capital acontece dias após a presença do artista em Salvador para a primeira edição da festa Pé na Areia, na Mali.
A festa, tratada por João Gomes como um "esquenta oficial do São João", não teve data nem local anunciado até o momento.
O 'Pé de Serrita' foi extraído do audiovisual lançado por Gomes em 2025, e que brinca com as palavras no sentido do pé de serra, o forró, e o Serrita, cidade do interior de Pernambuco onde a avó de João Gomes nasceu.
No álbum com 16 canções, o artista faz releituras de clássicos do forró e surpreende o público em uma parceria com Pablo do Arrocha com as regravações de 'Vou Te Procurar', de Os Travessos, e 'I Love You Baby', de Adriana Calcanhotto.
SOBRE O SÃO JOÃO GOMES
O projeto 'São João Gomes' conta com três eventos, o Drilha, que aconteceu no pós-Carnaval de Recife, em Pernambuco, e consiste em um formato de festa de rua, o Pé de Serrita, extraído do audiovisual e a Vila.
De acordo com o artista, a ideia da Vila é apresentar para o público de fora do Nordeste o que é o São João vivido por aqui.
"Um espaço que vai concentrar tudo de melhor do São João: Comidas típicas, artesanato, quadrilha e muito forró."
Novas informações sobre o evento em Salvador e em outras cidades do Brasil serão divulgadas pelo perfil oficial da festa nos próximos dias.
Após encerrar a turnê Tempo Rei, que marcou a despedida dos palcos, Gilberto Gil embarca para Europa para uma participação especial no Back2Black Festival.
O baiano fará parte da grade do evento, que ganha a 1ª edição em Paris, na França.
Gil se junta a Agnes Nunes, Blick Bassy, Umafricana, Lorena Pires, Ramon Theobald, e a banda baiana Sambaiana para o evento que tem como compromisso promover a difusão das culturas afro-brasileiras.
Este será o primeiro show do artista após o encerramento da turnê. Para o show, o artista levará para o palco do Théâtre du Châtelet grandes clássicos de sua carreira de mais de 60 anos.
“Estou feliz em saber que o festival Back2Black segue sua trajetória. Já participei de diversas edições e fico honrado de ser convidado para esta edição em Paris”, afirmou Gilberto Gil.
O festival também contará com a estreia na França do premiado documentário “3 Obás de Xangô”, sobre a amizade e o legado de Jorge Amado, Dorival Caymmi e Carybé. As sessões acontecerão às 16h30 e 18h00 no Salon Diaghilev.
Sérgio Machado, diretor da produção, está confirmado no Back2Black Paris e irá apresentar a exibição do documentário na França.
“É um orgulho lançar o 3 Obás de Xangô no Festival Back2Black. Uma alegria grande também participar de um festival que nos dá a oportunidade de celebrar o mestre Gilberto Gil, que tivemos o prazer de entrevistar para o nosso filme. Ele um Obá também, sucessor de Dorival Caymmi nessa linhagem tão rica e poderosa de Xangô. Então estou muito feliz por lançar o filme neste festival tão importante como o Back2Black”, afirma Sérgio Machado.
O vilarejo cantado por Marisa Monte na música de mesmo nome teve um endereço certo que não fosse o "ali" neste sábado (28). Quem buscava um lugar para acalmar o coração, onde o tempo espera e que — apesar de o calendário indicar que estamos no outono — conseguiu ser primavera, encontrou na Ladeira da Fonte das Pedras, s/n, em Nazaré, Salvador.
A Arena Fonte Nova foi palco da turnê "Phonica — Marisa Monte & Orquestra Ao Vivo". De casa cheia, a carioca abriu as portas de seu "Infinito Particular" para mostrar que, após tanto tempo "Na Estrada" (música que não entrou no repertório do show), "Aquela Velha Canção" ainda tem espaço no coração do público.
Com regência do maestro André Bachur, Marisa Monte se apresentou acompanhada de uma orquestra sinfônica com 55 músicos pela primeira vez na carreira em um show totalmente seu.

A ideia do projeto é dar à obra de Marisa o tom dramático da música clássica, ainda que suas canções já sejam carregadas de dramas da vida real. A artista considera o concerto uma experiência mágica.
"Para a série especial de 8 shows da Phonica, em parceria com o maestro André Bachur, que me acompanhou no concerto de comemoração dos 90 anos da USP, selecionamos músicos virtuosos das melhores orquestras do país. Junto com minha banda, unimos o popular ao erudito para interpretar clássicos, criando mais uma experiência transcendental."
Do gramado da Fonte Nova, olhos atentos para o palco. Uma plateia madura cantava, no tom, os maiores sucessos da carreira da artista. O show foi iniciado com "Vilarejo" e seguiu com mais sucessos, misturando carreira solo com Tribalistas.
Entre as canções mais recentes, além de "Feliz, Alegre e Forte", Marisa fez questão de apresentar para o público "Sua Onda", composta em parceria com Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes.
"Eu fiquei com vontade de ter uma música diferente para esse show, uma música nova que apontasse para o futuro e que também marcasse esse nosso momento aqui", disse a artista.

Sem Arnaldo, ficou para o público declamar o trecho da obra de Eça de Queiroz, O Primo Basílio, presente em "Amor I Love You", e Salvador não fez feio ao assumir o papel do 1/3 dos Tribalistas.
O karaokê seguiu com faixas como "Depois", "Infinito Particular", "Beija Eu", "Ainda Bem", "Ainda Lembro", "Maria de Verdade", "Segue o Seco" e "Cérebro Eletrônico", de Gilberto Gil, que foi gravada por Marisa no disco Barulhinho Bom. A artista interagiu brevemente com o público no intervalo de cada música.
O presente dado por Marisa ao público soteropolitano, além do grandioso show ao lado da orquestra regida por André Bachur, veio da própria terra. Diretamente do Candeal, a artista celebrou a música baiana ao lado de Carlinhos Brown.

Junto ao baiano, compositor de grande parte de seu repertório, a artista apresentou as canções "Magamalabares" e "Velha Infância". O artista, que também é amigo pessoal da cantora, recebeu uma declaração: "Sem ele essas músicas não existiriam", disse ao abraçar o baiano.
Depois de três falsas despedidas, Marisa encerrou o show, que teve início por volta das 18h50 e terminou por volta das 20h40. Mas, antes de sair do palco, a cantora foi homenageada pela voz do público, que não deixaria a artista sair sem cantar "Bem Que Se Quis".
De casa cheia, nem mesmo a chuva que insistia em cair aos poucos dispersou o público, ávido por um grande espetáculo. No show, Marisa provou não só a atemporalidade da música, como também o quão importante é falar sobre amor — sejam os intensos, os sofridos, os que acabaram ou os que ainda vão acontecer.
Trinta e sete anos se passaram desde o lançamento do primeiro álbum da cantora, MM, e, ainda assim, suas canções conseguem ser atuais. Afinal, o amor é amor, independentemente da década em que seja vivido.
O forró pode atingir um novo patamar de reconhecimento internacional. O estilo, nascido no Brasil e característico da região Nordeste/Norte, busca o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade junto à Unesco, cinco anos após o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) declarar as matrizes tradicionais do forró como Patrimônio Cultural do Brasil.
A luta pode parecer recente para quem não acompanha os bastidores, mas, de acordo com o cantor e compositor baiano Del Feliz, que se tornou um embaixador da cultura nordestina e do forró no mundo, a busca pelo reconhecimento internacional é antiga e árdua.

Em entrevista ao Bahia Notícias, o forrozeiro, que se tornou padrinho da campanha, relembrou o caminho feito pela Associação Cultural Balaio Nordeste (ACBN), organização voltada para a valorização, preservação e difusão do forró tradicional (pé de serra) e da cultura nordestina, que existe desde 2008 e é presidida pela produtora cultural Joana Alves.
“Esse processo começou em 2011, através do Balaio Nordeste e de Dona Joana na luta para que o forró se tornasse o patrimônio cultural do Brasil. Eu fui convidado para representar, a princípio, a Bahia, e culminou que, nessa andança por 14 estados, Dona Joana acabou me convidando para ser o padrinho nacional da campanha durante o percurso, pelo meu empenho, pela minha presença; e em 2021 nós recebemos o título de Patrimônio Cultural do Brasil. E a partir dali eu comecei essa caminhada já no processo para o forró se transformar em patrimônio da humanidade, uma outra contribuição. Já estive na Unesco, fomos recebidos pela Fumiko Ohinata [secretária da Convenção de 2003 para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial na UNESCO], estivemos agora em Lille [França] recentemente no Le Grand Sud [Festival Internacional do Forró de Raiz], fazendo um super show junto com Elba, Santana, Mestrinho, em que nós formalizamos ali um início dessa caminhada. Então, tem toda uma história.”
Na última semana, Del representou a Bahia na entrega do dossiê de candidatura do Forró de Raiz a Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade à Unesco, em evento realizado em João Pessoa, na Paraíba.

O encontro reuniu representantes dos nove estados do Nordeste, além de integrantes do movimento cultural, e marcou uma etapa do processo que agora segue para análise internacional. A mobilização envolve os nove estados nordestinos, além de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Distrito Federal, governos, fóruns culturais e artistas.
“Na última semana, aconteceu a entrega formal ao Iphan dos últimos documentos, seguindo todas as recomendações da Unesco, para que o forró se torne patrimônio da humanidade, o que provavelmente acontecerá em 2030.”
A demora para o reconhecimento do título pode causar estranheza, mas, de acordo com Del, é uma regra da Unesco.
“Já divulgaram que acontece em dois anos e tal. Normalmente acontece a votação de dois em dois anos, mas eles não repetem quando se tem algo avaliado daquele país. E agora em 2026 o Brasil já está tendo um outro bem imaterial sendo avaliado e isso faz com que o Brasil não participe em 2028. O forró entra na fila para ser avaliado em 2030, provavelmente com a consagração.”
O QUE MUDA PARA O FORRÓ COM O RECONHECIMENTO?
Mas, afinal, o que muda para o gênero o reconhecimento com o título de Patrimônio Imaterial? Declarado patrimônio cultural e imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o alcance internacional tem como propósito, além do reconhecimento mundial da arte feita no país e propagada em todo o globo terrestre, o reforço das políticas públicas para a salvaguarda do forró.
“Existe toda uma salvaguarda prevista a partir do momento que você se torna patrimônio. Então, passa a ser uma responsabilidade política. E eu acho que é fundamental, porque a gente está falando de um bem que nos identifica, de um bem que nos traz, inclusive, benefícios econômicos. Então, a cultura devolve. Não precisa nem falar da festa junina, que é a maior festa da Bahia e do Nordeste, e isso com dados comprovados. Tem a sua expressão emotiva, cultural, sentimental, mas também do ponto de vista econômico e turístico, porque é uma festa da nossa alma que atrai gente do mundo inteiro para conhecer.”
Para Del, é fundamental para a preservação do forró e de tudo que envolve o gênero, que ele esteja no patamar de patrimônio. O artista ainda citou um ponto delicado: a descaracterização de um dos maiores movimentos de propagação do forró, o São João.
“A gente precisa ter uma perspectiva de proteção desse bem, que inclusive se encontra ameaçado do ponto de vista dos grandes espetáculos que se transformaram as festas juninas e com a sua descaracterização; e o patrimônio registrado, reconhecido, se torna uma responsabilidade maior também do ponto de vista institucional e administrativo político.“

Defensor da Lei da Zabumba, aprovada em 2015 pela Assembleia Legislativa da Bahia, que prevê que a contratação de artistas e conjuntos musicais, para eventos culturais, shows e festejos realizados pelos entes públicos, com verbas oriundas do Estado da Bahia, Del reforçou ao Bahia Notícias a importância do cumprimento da lei, que determina um percentual mínimo de 60% para a contrataççao de profissionais que expressam e valorizam a cultura baiana.
No entanto, artistas reclamam de sucessivos descumprimentos da legisção.
“Nós todos estamos trabalhando por isso. Eu sou um defensor de que as festas culturais se mantenham na sua essência para que elas continuem sendo viáveis economicamente e continuem belas, porque não faz sentido as festas se transformarem em uma festa de qualquer coisa pelo mero apelo. Não pode substituir a nossa cultura, sob pena de a gente perder, das nossas gerações não terem acesso a algo que é tão valioso para nós e também já existe um reconhecimento.”
Foto: Prefeitura de Cruz das Almas
A versão municipal também existe e foi inspirada no projeto apresentado em 2015 por músicos e defensores da arte do forró na AL-BA. Aprovada pela Câmara de Vereadores de Salvador em 2017, e lei sofreu uma alteração em 2020, último ano de governo de ACM Neto (DEM). A lei municipal prevê a obrigatoriedade de se ter 10% da verba destinada para a festa voltada para a contratação de artistas que expressam a cultura baiana e regional nos eventos culturais, shows e festejos realizados pelos entes públicos, com verbas oriundas do governo.
Em 2026, um teto de gastos estipulado pela União dos Municípios da Bahia (UPB), em parceria com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da campanha 'São João sem Milhão', estabelece que as contratações para a festa não ultrapassem o valor de R$ 700 mil.
“Eu já venho lutando há muitos anos, pedindo exatamente que as festas culturais tivessem uma reserva do recurso público destinado à manutenção dessas características, que trazem tanto essa beleza sentimental, essa coisa cultural, como também a viabilidade econômica, porque a cultura de fato dá lucro, e existem pesquisas para isso. E aí as descaracterizações vieram com os artistas que estão na grande mídia, milhões investidos numa situação que tem empobrecido essas festas e tornado elas uma festa qualquer.”

Para se ter uma ideia, em 2025, de acordo com dados do Painel da Transparência dos Festejos Juninos do Ministério Público do Estado (MP-BA), entre os 10 artistas mais contratados para tocar no São João, 7 eram cantores de arrocha, ritmo que não está dentro do guarda-chuva das matrizes do forró, que inclui o xote, xaxado, baião, chamego, a quadrilha, o arrasta-pé e o pé de serra.
“Nossa expectativa é que a gente tenha uma sensibilidade do poder público no sentido de que haja uma reserva daquele recurso que é investido numa festa cultural seja destinado para a valorização daqueles fazedores dessa cultura. Aqueles artistas que estão aqui, que são da cultura e que pretendem adentrar esse grande palco em que se transformaram as festas juninas. É muito justo, porque a festa nasceu, cresceu e se tornou o que é por conta dessa beleza autêntica. Não faz o menor sentido você agora transformar numa outra coisa, sob pena de a gente ter um prejuízo muito grande.”
NOVA GERAÇÃO
Mas, e para além das políticas públicas, como salvaguardar o forró? A missão está nas mãos da população. Preservar a história, fazer com que ela circule e lutar pelo cumprimento desses direitos. O cantor fez um alerta sobre a descaracterização do ritmo e a forma como tudo pode ser forró em época de São João, tudo pelo interesse financeiro.
“Nós temos uma chuva de artistas nordestinos e brasileiros chegando com uma nova proposta, com aquilo que se chama de piseiro, mas a gente já tem uma história que vem de Mastruz com Leite, de Aviões do Forró, de Magníficos… Então, é muito sedutor para muita gente colocar o nome de forró nos seus trabalhos. Existe muita coisa que é chamada de forró que na verdade é uma descaracterização, né? Tem algumas batidas que não têm nada a ver com forró.”

Para Del, é importante que a tradição seja preservada e é possível ver uma vontade da nova geração em entender onde tudo começou. O artista ainda exaltou o projeto feito por Mestrinho, João Gomes e Jota.pê, o 'Dominguinho', que está em turnê internacional e conseguiu voltar com as raízes do forró.
“A reflexão que a gente tem que ter, e eu acho que ela é fundamental, é que quem construiu isso tudo foi, de fato, a música tradicional. Isso virou uma marca identitária muito potente para todos nós. Se você encontrar uma sanfona, uma zabumba e um triângulo em qualquer lugar do mundo, você vai identificar que a gente está falando do forró, e a gente tem a responsabilidade de preservar isso. [...] Nós temos algo que posso dizer talvez antagônico: uma predileção do pessoal do forró de fora do Brasil por fazerem todos os seus trabalhos em cima de uma música tradicional, daquela música dos anos 70, 80, 60, da música de raiz. Nós temos muitos jovens antenados, preocupados com a música de qualidade e a prova de que há um público muito grande atraído por isso é o grande sucesso do projeto Dominguinho, do meu amigo Mestrinho, que é hoje um dos maiores acordeonistas do mundo, junto com Jota.pê e João Gomes, um projeto simples com a música tradicional que ganhou o Brasil inteiro e ganhou o mundo.”
FORRÓ FOR ALL - FORRÓ PARA TODOS
A história de que o termo forró surgiu do inglês 'for all' é uma lenda linguística, mas o ritmo é realmente para todos e de todo o mundo. Ao site, Del Feliz, que já se apresentou em todos os continentes, afirma que o reconhecimento internacional do gênero já acontece por parte do público.
“A gente tem um monte de pessoas de outros países já envolvidos pelo forró, apaixonados pela nossa cultura, aprendendo a nossa língua, tudo sobre a nossa cultura e a nossa arte por causa do forró. O forró é um elo fenomenal, ele é um símbolo para nós. É muito mais que um aglomerado de ritmos, ele é um elo de fortalecimento do nosso estado, do nosso Nordeste e do nosso país, sem dúvida nenhuma.”
No papo com o BN, o forrozeiro relembrou um momento emocionante da carreira quando se apresentou no Brazilian Day no Japão e conheceu um grupo de forró que nasceu no país asiático.
“É uma coisa tão incrível como é muito natural. Por exemplo, eu me emocionei muito a primeira vez que eu fui ao Japão e subiu para cantar comigo no palco uma cantora chamada Lico, de um grupo chamado Flor de Juazeiro, um grupo só de japoneses. Lico cantou comigo ‘Espumas ao Vento’, tão emocionada, e eu me emocionei também. Quando descemos do palco, eu tentei conversar com ela achando que ela falava português; ela não sabia dizer uma palavra, mas cantou divinamente a música e depois ela falou: ‘Olha, eu pretendo aprender português por causa do forró, mas eu não sei falar nada’. Essa aproximação é incrível. Na França nós temos Marion Lima, que eu conheci em 2009 como um exemplo, mas são dezenas, eu diria centenas de representantes do forró no mundo. ”
A busca pelo reconhecimento internacional do forró segue, ainda que o título só venha a ser dado em 2030. O novo material será encaminhado pelo governo brasileiro e poderá levar até dois anos em análise, mas, para Del, a essência do forró vai prevalecer em qualquer circunstância.
“O forró é um símbolo da alma de um povo, então carrega tudo dentro ali da nossa arte, da nossa cultura e por isso merece um respeito muito grande.”
O desfile dos Palhaços do Rio Vermelho, manifestação popular que se tornou tradição na capital baiana e antecede os festejos de Carnaval, foi reconhecido oficialmente como Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador.
A medida que oficializa o título foi publicada no Diário Oficial do Município na quinta-feira (26). Através da Lei nº9.951, fica estabelecido que a administração municipal assume a responsabilidade direta por promover ações de preservação, registro e valorização do movimento.
A lei estabelece também que a Fundação Gregório de Mattos e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo atuem como os órgãos garantidores dessa continuidade histórica.
Desta forma, transformado em Patrimônio Imaterial da cidade, a manifestação recebe o apoio governamental a iniciativas focadas na documentação, no fomento e na difusão da expressão cultural, assegurando a sobrevivência da tradição nas ruas da cidade.
A Festa dos Palhaços do Rio Vermelho teve início em 1986, como uma brincadeira entre amigos com Rui Santana. A celebração ganhou maiores proporções, reunindo cerca de 120 pessoas ainda no começo, e logo foi transformada em uma festa de largo.
Promovido pelo Instituto Artístico e Sociocultural Palhaços do Rio Vermelho, o desfile acontece sempre no penúltimo sábado antes do Carnaval, reunindo milhares de pessoas nas ruas do bairro com um cortejo gratuito, sem cordas e repleto de fantasias, cores, música e performances.
De acordo com a servidora pública Lúcia Menezes, presidente do Instituto Artístico e Sociocultural Palhaços do Rio Vermelho, em 2025 a festa conseguiu reunir cerca de 15 mil pessoas.
A festa em 2027 está garantida. O anúncio da data de realização será feito pelos canais oficiais dos Palhaços do Rio Vermelho nas redes sociais.
Em meio às evoluções tecnológicas e ao surgimento de novas plataformas, Tico Santta Cruz decidiu remar contra a maré. Apesar de ser um entusiasta da tecnologia, o vocalista do Detonautas tomou uma decisão em prol da sua saúde mental: afastar-se dos perfis nas redes sociais.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o artista explicou o que o motivou a permanecer fora da internet por cerca de quatro anos. Para Tico, que por muito tempo foi uma voz política influente no ambiente digital, o debate público acabou se tornando um caminho destrutivo.
"Olha, eu estou há quatro anos sem entrar na rede social para falar sobre qualquer tipo de assunto político, porque entendi que a rede é um ambiente extremamente tóxico, onde as pessoas não querem dialogar. Deixo isso para quem hoje tem saúde mental para encarar esses 'esgotos' e fazer o trabalho que fiz durante quase 14 anos diretos. Isso me atingiu em um nível de desgaste mental e físico tal que seria impossível continuar sem adoecer", relatou.
A declaração do líder do Detonautas possui embasamento científico. Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apresentada em 2023, concluiu que o uso excessivo de telas está diretamente ligado à piora da saúde mental em todas as faixas etárias, de crianças a idosos. De acordo com o estudo, sintomas de estresse, depressão e ansiedade são frequentes em usuários constantes.
Para Tico, seu "trabalho" na internet perdeu o sentido ao notar que não havia mais troca, apenas uma busca por validação. Segundo ele, os usuários raramente têm interesse em aprender ou desconstruir ideias.
"A sociedade está doente porque não está dialogando. O que vemos nas redes é uma batalha de monólogos, onde ninguém quer ouvir nada, tudo construído por um algoritmo que visa apenas capitalizar em cima das pessoas. É um ambiente tóxico e polarizado", afirmou o cantor.
Ao BN, o artista citou um exemplo fora da política e pontuou como o comportamento do algoritimo consegue transformar a timeline de uma pessoa e cessar o debate, influenciando o usuário a consumir apenas um tipo de conteúdo e tomar aquilo como uma verdade pela frequência com a qual aquele conteúdo aparece para ela. Ele exemplificou com o caso de "conselheiros amorosos" sem formação que ganham tração digital:
"Se você passa por um problema conjugal e assiste a um vídeo de alguém sem embasamento, mas que retém sua atenção por mais de 30 segundos, o algoritmo passará a entregar apenas conteúdos semelhantes. Você começa a acreditar que aquele é o seu único universo. Isso serve para a política e para todas as questões sociais. Pessoas com pouco conhecimento e muito ódio acessam pessoas frustradas. É um 'match' perfeito e perigoso. Quando entendi esse sistema, decidi que não faria mais parte dele."
Desta forma, o artista optou por se posicionar apenas através da arte. O novo álbum do Detonautas, Rádio Love Nacional, traz temas que, em outros tempos, seriam debatidos por Tico em posts polêmicos, como religiosidade e fé. Agora, ele escolhe o palco e a poesia para educar.
"Se eu tiver que dialogar com alguém, será olho no olho, em um ambiente saudável onde se possa conversar sob a perspectiva de ideias, e não nesses embates ofensivos e violentos da internet", pontuou.
Tico finalizou criticando a busca incessante por curtidas e o esvaziamento de temas complexos: "Não se pode atuar com memes em assuntos de natureza humana e complexa. Hoje, qualquer um é especialista em tudo e domina as redes com discursos rasos em busca de atenção. O Detonautas, quando precisa passar uma mensagem, faz isso através da música."
A turnê 'Ivete Clareou' terá a sua primeira data internacional. O projeto de samba de Ivete Sangalo desembarca em Portugal no segundo semestre de 2026.
A novidade foi confirmada pela artista nesta quarta-feira (26). O show acontecerá no dia 5 de setembro, nos Jardins do Casino Estoril, em Cascais, Portugal. Os ingressos começam a ser vendidos a partir do dia 7 de abril, no site Ticketline.
“O samba é uma das maiores expressões da nossa cultura. Escolhemos Portugal — um país que sempre recebeu e celebrou a música brasileira com muito carinho — para iniciar essa movimentação estratégica e tão importante para a trajetória do ‘Ivete Clareou'”, explica Tiago Maia, sócio da Super Sounds, produtora do evento.
A ida do projeto para fora do país era um desejo de Ivete desde o lançamento do show em 2025. No final do ano, a cantora chegou a atiçar os fãs com a possibilidade de apresentações na Europa e nos Estados Unidos.
De acordo com a equipe da cantora, a segunda temporada do 'Ivete Clareou' acontece como uma resposta ao sucesso da estreia. Em 2025, a artista conseguiu mobilizar cerca de 55 mil pessoas em cinco cidades brasileiras. Ao todo, a artista fez mais de 30 horas de show e recebeu 31 convidados especiais.
No Brasil, a turnê passará por mais cidades do que no ano de estreia. A primeira data já é inédita para a artista, acontece no dia 4 de abril, em Florianópolis.
Salvador só receberá o show no segundo semestre de 2026, no dia 14 de novembro. Os ingressos para o show, que irá acontecer no WET, estão à venda no site Bora Tickets a partir de R$ 85.
O público que for acompanhar a 'Bodega do Pablo' no dia 11 de abril, no WET, em Salvador, pode se preparar para ver um encontro entre amigos. Apesar do tom extremamente profissional, o artista, um dos principais representantes do Arrocha no país, garante que a ideia é passar para o público presente, a energia de um reencontro entre velhos amigos.
Em conversa com a imprensa durante o evento realizado na última terça-feira (24), no Shopping da Bahia, Pablo detalhou como será o projeto, que reúne ele, Silvanno Salles e Tayrone.
"A nossa equipe decidiu trazer novamente essa lembrança boa, esse retrô, esse reencontro. O projeto em si já está incrível, que vai ser um projeto bem intimista, onde a gente encontra amigos, a gente senta na Bodega e a gente não tem nem como trabalho, mas como uma diversão, como uma brincadeira ali no palco", antecipou.
O artista ainda deu spoiler para o público, o repertório será feito em conjunto, desta forma, será possível ver os três cantando músicas um do outro: "Todo mundo se diverte, todo mundo canta uma música um do outro, vai ser uma festa incrível".
No papo, Pablo também aproveitou para fazer uma avaliação da carreira e falou sobre o peso de ser uma das figuras que representa o estilo, nascido e criado na Bahia, mais especificamente em Candeias, para o Brasil.

"Me sinto honrado em ser tão querido, em ser um grande e simples representante da nossa música popular brasileira. E eu costumo dizer sempre que eu deixo as coisas acontecerem, fluirem muito no natural. As pessoas gostam de mim pela minha forma de ser, eu sou muito tranquilo, tímido pra caramba, mas muita gente entende, muita gente não entende, mas esse é o meu jeito."
Os ingressos para a Bodega do Pablo estão sendo vendidos no site Bora Tickets, a partir de R$ 85.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Geraldo Alckmin
"Quem defende ditadura não deveria ser candidato".
Disse o vice-presidente Geraldo Alckmin, durante sua despedida do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ao indicar ter ficado “honrado” com o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor novamente a chapa nas eleições de 2026, e também fazer duras críticas ao principal adversário do atual governo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).