Artigos
O Ruidoso Silêncio no Centenário de Ariovaldo Matos
Multimídia
Delliana Ricelli chama aprovação automática nas escolas da Bahia de “uma das coisas mais odiosas”
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Pesquisa: otto alencar
O senador e candidato à reeleição, Angelo Coronel (Republicanos), em sabatina do Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias (BN) nesta segunda-feira (24) , relembra sua relação com o senador Otto Alencar (PSD) e esclarece que ambos “não se veem mais como antigamente”.
A relação entre os senadores ia além do profissional, visto que Diego Coronel, filho mais novo de Angelo, é afilhado do dirigente. Os desgastes aconteceram após Otto Alencar garantir o apoio do PSD à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) neste ano, dando a entender que a vaga na chapa majoritária não era garantida a Coronel.
Em declarações públicas, Otto afirmou que Coronel nunca escondeu o desejo de caminhar com a oposição e apoiar ACM Neto (União Brasil).
Ao ser questionado sobre o paradeiro do vínculo, Coronel reforça os desgastes.
“Eu sempre, na política, fui seu liderado. Evidentemente, na vida, a gente é liderado, mas tem limites para essa liderança”, afirma.
Ele não nega que sente falta da convivência. Por vezes, recebia e acatava conselhos do senador, com o qual partilhava uma amizade há quase 40 anos. Por isso, classifica o rompimento como brusco.
“Porque você que convive com uma pessoa por 39 anos e você rompe, assim bruscamente, não é um rompimento comum. Eu seria mentiroso em achar que seria um rompimento saudável. Então não foi. Desejo tudo de bom para ele, desejo sorte e saúde para ele”, conclui.
CONFIRA NO PRISMA:
O deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho da escala 6x1 para 5x2 na Câmara dos Deputados, se reuniu nesta segunda-feira (24), em Salvador, com o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. O encontro teve como pauta a tramitação da matéria na Casa e os próximos passos para sua análise.
Durante a conversa, Prates se colocou à disposição para contribuir com a tramitação no Senado, especialmente a partir da experiência acumulada durante a relatoria na Câmara. Otto Alencar destacou o trabalho realizado pelo deputado e informou que o senador Omar Aziz (PSD-AM) será o relator da proposta na CCJ.
"Quero agradecer ao senador Otto Alencar. A proposta está em grandes mãos. Ele é uma pessoa sensível e que compreende a realidade das mulheres trabalhadoras, que são muitas entre as pessoas submetidas à escala 6x1 e que ainda enfrentam uma segunda e, muitas vezes, uma terceira jornada dentro de casa. Agora, estarei à disposição do senador Omar Aziz para todos os esclarecimentos que forem necessários e para contribuir com a tramitação da matéria, sempre respeitando o Regimento do Senado", afirmou o parlamentar.
Otto Alencar também reconheceu a atuação de Leo Prates na condução da proposta na Câmara e o apoio expressivo que a matéria recebeu durante sua tramitação.
"Leo fez um trabalho muito importante como relator dessa proposta na Câmara e conseguiu o apoio da grande maioria dos deputados federais. A matéria chega ao Senado depois de ter sido muito bem analisada na Câmara e agora está na CCJ. Eu indiquei o senador Omar Aziz como relator, com quem Leo vai conversar para apresentar o trabalho realizado e contribuir para a análise da matéria dentro do que prevê o Regimento do Senado", afirmou o senador.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, Otto Alencar (PSD), alinhou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), a escolha dos dois relatores para as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) do Fim da Escala 6x1 e da Segurança Pública no colegiado.
O senador Omar Aziz (PSD) foi designado para relatar a PEC do fim da escala 6x1, enquanto o senador Rogério Carvalho (PT) assumirá a relatoria da PEC da Segurança Pública. Encaminhadas à CCJ nesta sexta-feira (21), ambas as matérias são tratadas como estratégicas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Otto Alencar informou que aguardará a definição do cronograma de trabalhos de ambos os relatores para avaliar a possibilidade de votar as propostas durante o próximo esforço concentrado do Senado, previsto para ocorrer entre o fim de agosto e o início de setembro.
MAIS SOBRE PEC
A proposta reduz o limite da jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece pelo menos dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. A jornada diária continuará limitada a oito horas.
O texto aprovado pela Câmara dos Deputados prevê um período de transição de até 14 meses sem redução nominal ou proporcional de salários:
-
Primeiros 2 meses: a jornada máxima cai para 42 horas semanais.
-
12 meses seguintes: as empresas deverão adequar a carga de trabalho ao limite de 40 horas semanais.
A regra, garantindo pelo menos duas folgas semanais (que não precisam ser consecutivas), passará a valer 60 dias após a promulgação da emenda. A mudança não impede o funcionamento contínuo de estabelecimentos aos sábados, domingos e feriados, desde que a escala individual dos funcionários respeite os limites legais e as folgas previstas.
O projeto insere na Constituição Federal o Sistema Único de Segurança Pública, com atuação descentralizada e responsabilidades divididas entre a União, os estados e os municípios. As polícias civis, militares, penais e os corpos de bombeiros permanecerão subordinados aos governadores estaduais.
Entre as principais mudanças organizacionais e estruturais, destacam-se:
-
Atribuições da Polícia Federal (PF): passa a ter competência constitucional expressa para investigar e combater organizações criminosas e milícias privadas com atuação interestadual ou internacional.
-
Atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF): expande seu campo de atuação, permitindo que a corporação atue também em ferrovias e hidrovias além das rodovias federais.
-
Financiamento permanente: insere no texto constitucional o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional, garantindo diretrizes e bases permanentes de custeio para o setor.
A proposta traz ainda instrumentos voltados ao combate a facções de alta periculosidade.
Durante a tramitação na Câmara, uma versão da PEC previa a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes cometidos com violência ou grave ameaça. O trecho, contudo, foi retirado pelo relator da matéria na Câmara, deputado Mendonça Filho (União), após articulação com o governo federal e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos).
Com a alteração, o tema da maioridade penal foi desvinculado do texto e deverá ser discutido em uma proposta legislativa separada. As informações foram confirmadas pelo G1.
O candidato ao governo da Bahia pela federação PSOL-REDE, Ronaldo Mansur, subiu o tom contra a atual gestão estadual e fez questão de demarcar as diferenças entre o seu partido e o governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Durante sabatina na TV Aratu, ao ser questionado pelo jornalista Maurício Leiro, do Bahia Notícias, sobre o contraste entre o apoio nacional do PSOL a Lula e o lançamento de candidatura própria na Bahia, Mansur fez críticas aos rumos da política local.
O candidato lembrou que o PSOL apoiou Jerônimo no segundo turno das eleições de 2022, mas acusou o governador de ignorar as pautas apresentadas pela legenda. "Entregamos uma carta compromisso ao Jerônimo Rodrigues. Essa carta deve ter sido amassada e jogada no primeiro lixeiro que foi achado após a nossa reunião", disparou.
JERÔNIMO DE DIREITA
Para justificar a candidatura própria, Mansur listou uma série de insatisfações com o Executivo baiano, citando o que classificou como uma "política de segurança que não existe", além de falhas na saúde e na educação. Sobre este último ponto, criticou a postura do governo estadual diante da recusa dos professores em aderir à aprovação automática nas escolas.
O psolista fez ainda uma separação clara entre a boa relação que mantém com o Partido dos Trabalhadores e a sua visão sobre a atual administração. "Uma coisa é o PT, outra coisa é o governo. É um governo de direita", cravou.
Para embasar a afirmação, Mansur apontou o dedo para as alianças políticas firmadas pela gestão petista. "Quem tem Geddel Vieira Lima ao seu lado não pode fazer uma política de esquerda. Otto Alencar, que é filho do Carlismo, está ao lado do governo Jerônimo. Então, [o governo] não consegue imprimir uma política de esquerda na Assembleia Legislativa", argumentou.
APOIO NO SEGUNDO TURNO
Provocado por Maurício Leiro sobre a possibilidade de o PSOL voltar a apoiar o PT em um eventual segundo turno contra ACM Neto, Mansur preferiu desconversar e inverteu a lógica da pergunta.
"Esse cenário eu não vejo. O futuro a gente discute no futuro. Essa pergunta também era bom ser feita ao Jerônimo: em um eventual segundo turno, se ele apoiaria o PSOL?", rebateu o candidato, reafirmando que a legenda se apresenta como uma alternativa fora do "pacotão de 50 anos" que, segundo ele, governa a Bahia.
O senador Otto Alencar (PSD-BA) manifestou publicamente apoio ao senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta segunda-feira (22). Em publicação nas redes sociais, Otto destacou a trajetória política do colega e reafirmou sua parceria na atuação em defesa da Bahia.
Na mensagem, o parlamentar elogiou o legado de Wagner e escreveu: "Nada resiste ao trabalho. Vamos juntos, companheiro". A postagem foi acompanhada por uma fotografia dos dois durante uma cerimônia na Assembleia Legislativa da Bahia.
Jaques Wagner respondeu à manifestação agradecendo o gesto de solidariedade. "Obrigado pelo apoio e parceria, meu amigo. Estamos juntos!", escreveu o senador petista.
A declaração ocorre dias após Wagner ter sido alvo de busca e apreensão durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que aponta uma possível ligação entre o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
CONFIRA:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Angelo Coronel
"Não tenho presidente de estimação".
Disse o senador Angelo Coronel ao negar ser um senador bolsonarista, durante participação no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias. Segundo ele, seu compromisso não é com nenhuma liderança específica.