Secretário de Mobilidade avalia impacto da ponte Salvador-Itaparica na Cidade Baixa e revela estudos de viabilidade da obra
Por Eduarda Pinto
O secretário de Mobilidade Urbana (Semob), Pablo Souza, destacou que as obras da Ponte Salvador-Itaparica, que chega à capital baiana pelo bairro do Comércio, estão sendo acompanhadas pela Prefeitura de Salvador para avaliar os impactos no trânsito e na mobilidade da região. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 (100.1), nesta segunda-feira (24), Pablo afirma que a Semob solicitou estudos técnicos para avaliar a necessidade de intervenções na região.
Ele contextualiza que, já neste momento, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), outra obra estadual, está gerando impactos na mobilidade local. “Hoje, esse impacto no trânsito ocorre, principalmente, em função das obras do VLT naquela região. A população da Cidade Baixa vem trazendo suas queixas e a gente entende que são queixas legítimas, mas a gente costuma dizer que em uma obra você tem um prejuízo temporário e o benefício fica permanente”, destaca.
Tanto sobre o VLT quanto sobre a Ponte, Pablo Souza garante que mantém o diálogo com a gestão estadual. “A gente, do ponto de vista técnico, tem dialogado com o estado. O prefeito Bruno Reis e a vice-prefeita Ana Paula dão essa determinação de que o ambiente político é para o palanque e, na área técnica, é pensar sempre em prol da cidade”, afirma.
Especialmente sobre a Ponte Salvador-Itaparica, o secretário destaca a necessidade de uma análise detalhada do impacto da obra no tráfego da região. “É que, primeiro, a gente tem que ter uma análise muito detalhada dos impactos que vão causar desde o encaixe ali na via expressa, perto ali do Mercado do Peixe, até a região do Iguatemi. Isso é muito importante para a gente fazer essa análise do escoamento”, narra.
Para isso, o gestor da Semob afirma que dois estudos já foram solicitados à Concessionária Dois de Julho, empresa responsável pela construção, operação e manutenção do sistema viário da ponte entre Salvador e a Ilha de Itaparica.
“Pedimos o que a gente chama de estudo de impacto no trânsito para a concessionária que está propondo [as obras], para a gente poder analisar a necessidade de obras complementares, sobretudo ali na região da Estrada da Rainha, o que é muito importante para a gente poder garantir a mitigação dos impactos de um equipamento desse tamanho no centro financeiro e comercial hoje em Salvador, que é essa região toda do Shopping da Bahia e Avenida Tancredo Neves”, detalha Pablo.
“A gente também tem uma outra preocupação que temos debatido com o estado — sobre a qual ainda não recebemos os estudos técnicos —, que é o alcance da eventual ponte que chega na região do Comércio”, afirma Pablo.
No caso do segundo estudo, ele busca projetar a convergência do impacto de todos os equipamentos da região. “Porque nós teremos ali a obra hoje do VLT; temos os ônibus que circulam na região; temos a região portuária que recebe, principalmente no verão, uma chegada e saída muito intensa de veículos e de ônibus para levarem os turistas, principalmente dos cruzeiros; tem a Feira de São Joaquim e, enfim, diversos equipamentos que são essenciais para a cidade. E a gente tem, obviamente, uma preocupação com esse escoamento do trânsito para a região do bairro do Comércio”, conclui.
Confira o trecho:
