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A derrota na disputa pelo Senado, em 2026, pode ser o último ato eleitoral do senador Angelo Coronel (Republicanos). Eleito senador em 2018, Coronel não deve disputar mais eleições, concluindo seu mandato no Senado em janeiro do próximo ano.
Em contato com a reportagem do Bahia Notícias, Coronel sinalizou que já teria "cumprido seu papel na política baiana." "Foi uma eleição dura, dividindo a preocupação com a eleição de Diego [Coronel] e Ângelo [Coronel], que conseguiram o mandato. Um desgaste físico e mental", indicou.
O senador apontou também que essa foi sua última eleição, indicando que a família segue sendo representada pelos filhos. O filho Angelo recebeu 69.444 votos e foi reeleito como deputado estadual. Já Diego se reelegeu como deputado federal e recebeu 144.890 votos.
ANGELO CORONEL NAS ELEIÇÕES 2026
Na disputa eleitoral, Angelo Coronel (Republicanos) obteve 20,72% (2.069.298 votos). Ele foi derrotado por Rui Costa (PT), eleito com 29,28% (2.924.446 votos) e Jaques Wagner (PT) com 26,80% (2.676.623 votos). Coronel apresentou seus melhores resultados em Acajutiba, com 42% dos votos, Ipecaetá, com 41,1%, e Formosa do Rio Preto, com 41%. Já os menores percentuais foram registrados em Itaguaçu, com 6%, além de Caetanos e Santa Brígida.
Na capital baiana, Coronel registrou 501.636 votos (21,1%). Em Feira de Santana recebeu 142.308 (24,7%); em Vitória da Conquista registrou 83.699 votos; Camaçari ficou com 20,8% e em Lauro obteve 50.195 votos válidos.
Angelo Coronel iniciou sua trajetória na gestão pública ao ser prefeito de Coração de Maria, para o quadriênio 1989-1992, pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
Foi eleito deputado estadual no ano de 1994 pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), para o período 1995-1999. No pleito seguinte, mudou de legenda se filiou ao Partido Liberal (PL), assumindo novo mandato. Na sigla, foi reeleito deputado estadual para os quadriênios 2003-2007 e 2007-2011. Depois disso, mudou para o Partido Progressista (PP), mais uma vez, sendo reconduzido, para assumir o cargo entre 2011-2014.
Neste mesmo ano, mudou para o Partido Social Democrático (PSD) onde ficou como parlamentar na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) até 2019. Coronel ainda foi presidente da AL-BA no biênio 2017-2019. Em 2018, foi eleito Senador da República, onde possui um mandato atualmente até janeiro de 2027.
Candidato à reeleição ao Senado pela Bahia, Angelo Coronel (Republicanos) afirmou neste domingo (4) estar confiante em conquistar um novo mandato. O senador conversou com a imprensa na Faculdade de Administração da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, durante o primeiro turno das Eleições 2026.
Ao avaliar a corrida eleitoral, Coronel classificou a disputa como tranquila e destacou o tom adotado entre as candidaturas durante a campanha.
“É uma disputa bem tranquila, democrática. Não houve ofensa de nenhuma das partes, esperamos que o povo hoje escolha os melhores e que eu esteja entre os escolhidos”, afirmou.
Questionado sobre a confiança em sua candidatura, o senador disse ter recebido manifestações de apoio de gestores municipais na véspera da votação.
“Acredito. Recebi ontem várias mensagens de prefeitos de toda parte da Bahia, dizendo que estão firme e fortes pela nossa candidatura”, afirmou.
Coronel também comentou a eleição presidencial e manifestou sua expectativa de que Flávio Bolsonaro encerre a disputa ainda no primeiro turno. O senador fez projeção semelhante para a eleição ao Governo da Bahia.
“Acredito que Flávio ganhará a eleição no primeiro turno. A eleição presidencial não terá segundo turno, como aqui na Bahia também não terá segundo turno”, declarou.
O candidato ao Senado Rui Costa (PT) aparece na frente na última pesquisa eleitoral da Quaest, divulgada neste sábado (3) pela TV Bahia, às vésperas das eleições.
Rui Costa (PT), que disputa uma das vagas na Casa Alta, aparece com 26% das intenções de voto, seguido de Jaques Wagner (PT), que recebe 24% dos eleitores. Na sequência, Angelo Coronel (REPUBLICANOS) registra 14%, enquanto João Roma (PL) registra 13%.
As intenções de voto nulos ou em branco somam 13%, enquanto 8% ainda se dizem indecisos quanto à disputa pelas duas vagas no Senado Federal.
Considerando o cenário apenas com os votos válidos, quando brancos, nulos e indecisos são excluídos, Rui Costa (PT) tem 33% da preferência dos baianos, seguido de Jaques Wagner com 30%. Já Angelo Coronel (REPUBLICANOS) aparece com 18% e João Roma (PL) com 17%.
A margem de erro é de 2% para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre sexta-feira (2) e sábado (3).
Integrantes da chapa e aliados do candidato ACM Neto (União) compareceram aos estúdios da TV Bahia na noite desta terça-feira (29) para acompanhar a entrevista do postulante. Em conversa com jornalistas, o senador Angelo Coronel, o candidato a vice-governador Zé Cocá (PP) e João Roma (PL) comentaram o cenário da reta final do pleito e avaliaram o posicionamento dos adversários.
O tom mais crítico foi adotado por Angelo Coronel, que apontou o não comparecimento do candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), como reflexo de dificuldades para defender o balanço da gestão estadual. “Ele não dá justificativa plausível e real sobre a ponte. Quando você não tem argumento de defesa, realmente o melhor é fugir. Foi o que aconteceu com o Jerônimo Rodrigues, na minha ótica”, dispara Coronel.
Confira momento:
??VÍDEO: Angelo Coronel critica ausência de Jerônimo em debate na TV Bahia: "Quando você não tem argumento, o melhor é fugir"
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) September 30, 2026
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Questionado sobre avaliações de que estaria com pouca visibilidade nas agendas centrais da campanha, o candidato a vice-governador Zé Cocá (PP) negou apagamento e explicou que a estratégia do grupo prioriza a divisão geográfica para cobrir um número maior de municípios.
Foto: Lucas Vieira / Bahia Notícias
“Graças a Deus, a gente tem uma chapa que consegue dividir e as pessoas aceitam. Enquanto o Neto está num canto, eu estou no outro. A intenção da gente é chegar ao maior número de lugares possível. Temos uma chapa com condição de fazer isso. Diferente, infelizmente, da chapa de lá, em que ninguém vê [o vice] em canto nenhum”, diz Zé Cocá, em alusão a Geraldinho Júnior.
Foto: Lucas Vieira / Bahia Notícias
O ex-ministro João Roma (PL) adotou tom analítico ao comentar a recepção da candidatura nas ruas, afirmando identificar um desgaste do grupo governista após duas décadas no Poder Executivo estadual. “As pessoas realmente manifestam um desagrado, uma grande decepção com esse período de 20 anos. Por outro lado, esse desejo de mudança está muito aceso entre as pessoas”, avalia Roma.
O senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos) afirmou nesta quarta-feira (16) que “perdoa” Jaques Wagner (PT) pela declaração de que foi um erro do grupo governista ter escolhido Coronel para disputar o Senado em 2018. “Eu até desculpo o nosso querido colega Jaques Wagner, sei do momento que ele está passando, então, quando as pessoas têm dificuldades, nós temos que perdoar quando sai alguma asneira”, declarou durante sabatina na TV Aratu.
Na sabatina, o republicano também comentou sua mudança de grupo político. Ele afirmou que, apesar de ter sido eleito com apoio do então grupo governista e de reconhecer a contribuição para sua vitória, também considera que contribuiu para a eleição do Executivo à época. Coronel disse que a mudança partidária representou, para ele, uma forma de “liberdade”.
Segundo o senador, no grupo anterior havia cobrança para que integrantes seguissem as orientações dos líderes. “E hoje, graças a Deus, pelo menos até então, a gente tem a liberdade de se expressar, tem a liberdade de contestar coisas que eu não senti ao longo desses 11 anos que eu passei no outro lado”, afirmou.
A declaração de Wagner ocorreu durante a inauguração do comitê de campanha de Lídice da Mata, deputada e candidata à reeleição. Na ocasião, o petista reconheceu como um erro a decisão do grupo de não manter a então senadora do PSB na chapa majoritária de 2018. Lídice, que ocupava uma cadeira no Senado, foi retirada da composição para dar lugar a Coronel, então filiado ao PSD.
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Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.