Angelo Coronel relembra desgaste com Otto Alencar e confessa que rompimento “não foi saudável”
Por Eduarda Moitinho
O senador e candidato à reeleição, Angelo Coronel (Republicanos), em sabatina do Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias (BN) nesta segunda-feira (24) , relembra sua relação com o senador Otto Alencar (PSD) e esclarece que ambos “não se veem mais como antigamente”.
A relação entre os senadores ia além do profissional, visto que Diego Coronel, filho mais novo de Angelo, é afilhado do dirigente. Os desgastes aconteceram após Otto Alencar garantir o apoio do PSD à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) neste ano, dando a entender que a vaga na chapa majoritária não era garantida a Coronel.
Em declarações públicas, Otto afirmou que Coronel nunca escondeu o desejo de caminhar com a oposição e apoiar ACM Neto (União Brasil).
Ao ser questionado sobre o paradeiro do vínculo, Coronel reforça os desgastes.
“Eu sempre, na política, fui seu liderado. Evidentemente, na vida, a gente é liderado, mas tem limites para essa liderança”, afirma.
Ele não nega que sente falta da convivência. Por vezes, recebia e acatava conselhos do senador, com o qual partilhava uma amizade há quase 40 anos. Por isso, classifica o rompimento como brusco.
“Porque você que convive com uma pessoa por 39 anos e você rompe, assim bruscamente, não é um rompimento comum. Eu seria mentiroso em achar que seria um rompimento saudável. Então não foi. Desejo tudo de bom para ele, desejo sorte e saúde para ele”, conclui.
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