Interpol inclui desembargadora baiana condenada na Operação Faroeste na lista de procurados
Por Redação
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a inclusão dos nomes da desembargadora aposentada Sandra Inês Rusciolelli e de seu filho, o advogado Vasco Rusciolelli, na Difusão Vermelha da Interpol, sistema internacional de busca e prisão de foragidos. Segundo informações do G1, a medida foi tomada após o Ministério Público Federal (MPF) confirmar que ambos deixaram o Brasil com destino a Lisboa, em Portugal, logo após serem condenados por envolvimento no esquema de venda de sentenças investigado pela Operação Faroeste.
A decisão foi assinada pelo ministro Og Fernandes, relator do caso, que também autorizou os trâmites para um eventual pedido de extradição. De acordo com o STJ, Sandra Inês e Vasco foram condenados pela Corte Especial a penas de 14 anos e 13 anos de prisão, respectivamente, em regime inicial fechado, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Segundo os autos, a dupla viajou para Portugal em 21 de setembro. A tentativa de localização ocorreu em outubro, quando um oficial de Justiça tentou cumprir uma diligência no endereço fornecido pelos próprios condenados em agosto. No local, o porteiro do edifício afirmou que a desembargadora aposentada nunca havia residido ali. Durante a diligência, o oficial conseguiu contato telefônico com Vasco, mas o advogado desligou a ligação ao ser informado sobre a origem da chamada.
Para o relator, a mudança não informada e a viagem internacional configuram indícios concretos de tentativa de fuga e descumprimento de cautelares. Anteriormente, os investigados haviam sido beneficiados com a substituição da prisão preventiva por monitoramento eletrônico e, posteriormente, por medidas que exigiam a manutenção do endereço atualizado perante a Justiça.
