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Escola em Quijingue vira alvo de investigação do MP após professor exibir vídeo impróprio para alunos

Por Lizzy Maria

Escola em Quijingue vira alvo de investigação do MP após professor exibir vídeo impróprio para alunos
Foto: Reprodução

A Escola Municipal Tertuliano Francisco da Silva, localizada no Povoado Maceté, na zona rural de Quijingue, recebeu uma recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), após o Conselho Tutelar registrar denúncias contra um docente por reprodução de vídeos pornográficos dentro do ambiente escolar. 

 

De acordo com os relatos, a ocorrê ncia teria ocorrido  em setembro de 2025, quando um professor identificado pelas iniciais J.M.S.B.  fez propostas de  cunho sexual e perguntas aos estudantes sobre seus órgãos genitais. Segundo os adolescentes, o docente chegou a oferecer dinheiro para que uma aluna beijasse outra colega de turma. Além disso, foram registradas expressões ofensivas contra os alunos e proferimento de ameaças e intimidações diretas aos denunciantes após o vazamento dos fatos.

 

Diante dos fatos, o MP-BA abriu uma investigação contra a escola, que concluiu que, ainda em 2025, a equipe gestora da escola determinou que o professor fosse retirado do contato com os alunos. No entanto, a prefeitura do município não cumpriu a recomendação e o docente continuou em sala de aula, expondo os adolescentes a riscos de novas violações, constrangimentos e retaliações.

 

Após a apuração, a Promotoria de Justiça de Euclides da Cunha recomendou que a gestão municipal remova imediatamente o professor de qualquer função que envolva contato com alunos em toda a rede municipal, transferindo-o temporariamente para funções administrativas internas, sem prejuízo de sua remuneração.

 

Também ficou sob responsabilidade da prefeitura prestar apoio psicológico e social aos alunos atingidos e suas famílias, garantindo a proteção de suas identidades e impedindo qualquer tipo de retaliação no ambiente escolar.

 

A Prefeitura tem 10 dias úteis para informar ao MP-BA ciência da recomendação e comprovar o afastamento do servidor. O descumprimento injustificado da recomendação poderá resultar na tomada de medidas judiciais urgentes, como a abertura de Ação Civil Pública e a responsabilização judicial do prefeito e da secretária de educação do município.