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Policiais denunciados pela morte de guia turístico em Caraíva são afastados das funções

Por Redação

Policiais denunciados pela morte de guia turístico em Caraíva são afastados das funções

 

Os seis policiais militares acusados pelos homicídios de dois homens durante a “Operação Travessia”, realizada em maio de 2025, no distrito de Caraíva, em Porto Seguro, foram afastados cautelarmente das funções. O afastamento foi formalizado nesta segunda-feira (20) por decisão da 1ª Vara Criminal de Porto Seguro e confirmado nesta terça-feira (21), pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). 

 

A denúncia do MP estadual, a partir do Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública do MP-BA (Geosp), acusa os seis agentes por dois homicídios qualificados, cometidos por motivo torpe, meio que resultou perigo comum, recurso que dificultou a defesa das vítimas e emprego de arma de fogo de uso restrito. 

 

Na decisão desta segunda, os policiais civis Alan Brito Ribeiro e Anderson Luis Mota de Andrade e os militares Angelo Rodolfo dos Santos Reis, Arthur Campos Barreto, Lúcio Mario Santos Sousa e Rodrigo Nogueira Mota também foram proibidos de contactar familiares das vítimas e testemunhas. 

 

Os agentes integravam uma equipe composta por policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), que realizou a “Operação Travessia”.  

 

No documento, o Geosp aponta que uma das vítimas foi atingida por diversos disparos em local público e a outra foi abordada, revistada e depois alvejada. Laudos periciais indicaram ainda lesões compatíveis com agressões físicas anteriores aos tiros. 

 

Além dos homicídios, os policiais civis Alan Brito Ribeiro e Anderson Luis Mota de Andrade também foram denunciados por fraude processual, pois, após os crimes, teriam praticado atos para alterar artificialmente a cena dos fatos e dificultar a reconstrução da dinâmica das mortes.  

 

Os fatos relacionados à eventual prática de fraude processual por policiais militares serão apurados oportunamente pela Vara de Auditoria Militar, em razão da competência especializada para a análise dessas condutas.