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STF questiona PGR sobre enviar Vorcaro para a Papuda

Por Redação

STF questiona PGR sobre enviar Vorcaro para a Papuda
Foto: Reprodução/ Polícia Penal

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a possibilidade de transferir o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao Complexo Penitenciário da Papuda. Segundo a Folha de S. Paulo, a Polícia Federal solicitou sua remoção após rejeitar pela segunda vez sua proposta de delação.

 

Vorcaro, que é investigado por fraudes financeiras bilionárias, o dono do Banco Master está em prisão preventiva na superintendência da PF (Polícia Federal) em Brasília. A decisão cabe a Mendonça, mas interlocutores afirmam que só deve deliberar sobre a transferência na próxima semana, depois de ouvir a opinião do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

 

O ex-banqueiro ainda negocia um acordo de colaboração premiada com a própria PGR. Porém, caso o órgão negue a proposta, o empresário responderá à investigação sem qualquer tipo de benefício.

 

A avaliação de investigadores da PF é a de que Vorcaro não entregou informações adicionais àquelas que já foram obtidas de forma independente, como os dados e as conversas localizadas nos celulares do ex-banqueiro.

 

Além disso, o empresário teria tentado justificar os crimes que cometeu, e não propriamente reconhecido seus erros e os prejuízos causados, por exemplo, aos aposentados, diante das fraudes em empréstimos consignados. A delação, por definição, pressupõe que o colaborador assuma a culpa.

 

Por esses motivos, Mendonça tem sinalizado a pessoas próximas que está cético quanto à viabilidade de homologar uma eventual delação. O ministro também afirma a auxiliares que o ressarcimento integral dos prejuízos é um requisito inegociável.

 

O relator costuma lembrar que, desde que Vorcaro iniciou as negociações, em 19 de março, houve pelo menos cinco novas fases da Compliance Zero, o que demonstra que a investigação é capaz de "caminhar com as próprias pernas" e que a delação é dispensável.